A transmissão do novo coronavírus (Sars-CoV-2) continua em queda, segundo o boletim do Observatório Covid-19, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Com base em dados da semana epidemiológica 41, referente ao período de 10 a 16 de outubro, houve reduções diárias de 4,8% no número de casos e de 3,6% nos óbitos.
Na semana 41, foram registrados no país médias diárias de 10,2 mil casos confirmados e de 330 óbitos. O documento informa ainda que as taxas de ocupação de leitos de UTI para adultos no SUS mantêm-se relativamente estáveis, com 25 estados e 23 capitais fora da zona de alerta e com a maioria abaixo de 50%.
Apesar disso, o boletim destaca que as estatísticas de casos e óbitos podem sofrer influência de falhas nos fluxos de dados da doença, tanto do e-SUS quanto do Sivep-Gripe.
Segundo a Fiocruz, alguns estados estão tendo problemas com esses sistemas de informação, que podem gerar interpretações equivocadas sobre as tendências locais da pandemia e, consequentemente, comprometer a tomada de decisões baseada nesses dados incompletos.
País é o quinto na América do Sul a atingir marca. Com mais de 70% da população com ao menos uma dose, Brasil tem percentual maior que Alemanha e EUA. O Brasil tem mais de metade da população com esquema vacinal completo contra a covid-19, segundo diferentes contagens. Pelos dados do consórcio de veículos de imprensa, o país atingiu nesta quarta-feira (20/10) o total de 106.874.272 vacinados com duas doses ou com a vacina de dose única. Esse número representa 50,1% da população.
Segundo o portal Covid-19 no Brasil, o país tem 107.224.071 pessoas com ciclo vacinal completo, ou 50,26%. Ambas as contagens se baseiam em dados das secretarias estaduais de Saúde.
Já o painel de vacinação do Ministério da Saúde mostra que mais de 108 milhões de brasileiros já cumpriram integralmente o esquema vacinal. Esse número também se baseia em informações estaduais e inclui 3,8 milhões de doses já informadas pelas secretarias, mas ainda não registradas no cômputo nacional.
De acordo com o consórcio de veículos de imprensa, o total de pessoas que tomaram a primeira dose dos imunizantes disponíveis no Brasil é de 152.325.559, ou seja, 71,41% da população. O número de vacinados com a dose de reforço é de 5.065.592.
A soma das doses aplicadas no país (primeira, segunda, dose única e de reforço) chegou a 264.265.423, o que equivale a 84,26% das doses distribuídas aos estados.
Ao ser questionado por jornalistas sobre os crimes que a CPI da Pandemia sugere contra ele, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, disse que tem a “sensação de dever cumprido” e que “não é comentarista de relatório”. A declaração foi dada em evento sobre o Outubro Rosa no Palácio do Planalto, nesta quarta-feira (20).
“Eu não comento relatório. Eu não sou comentarista de relatório. Eu sou ministro da Saúde. E como ministro, eu cuido da saúde pública da população. Veja os números. Eles falam por si só. Não adianta vocês ficarem repetindo as mesmas perguntas. Eu sou ministro e a minha função é salvar a vida do povo brasileiro. Não só afetado pela Covid”, falou Queiroga.
Quando perguntado sobre o que disseram parentes e vítimas da doença na comissão, o ministro afirmou que sente que cumpriu o dever de salvar vidas e que “as questões políticas são políticas”.
“Nós temos a sensação do dever cumprido. Porque nós salvamos milhares e milhares de pessoas. Vocês vejam que o MS fez uma campanha que vem conseguindo reduzir, nesse pico da variante Gama, fortemente, o número de óbitos. Chegamos a 4 mil óbitos e hoje nós temos uma média móvel que cai de maneira sustentada”, disse.
“É por isso que o meu foco tem que ser as questões sanitárias. Essas questões políticas são políticas. Vocês, jornalistas, conhecem mais do que eu”, concluiu Queiroga.
O senador Renan Calheiros sugere no relatório da CPI da Pandemia que Queiroga seja indiciado por epidemia com resultado de morte e prevaricação.
O casal Nathalie Brener e Túlio Guimarães foi ao Instagram anunciar uma notícia há muito aguardada pelos 19,3 mil seguidores: eles conseguiram os 2 milhões de dólares (cerca de R$ 12 milhões) para comprar um remédio que pode salvar o filho Benjamin, de cinco meses. O menino sofre de uma rara síndrome genética chamada Atrofia Muscular Espinhal (AME) e precisa receber tratamento o quanto antes.
No vídeo, os dois reforçaram o lema da campanha em prol da saúde do bebê “O Ben sempre vence” e agradeceram pelas doações e apoio. Além do financiamento coletivo, a família fez rifas de diversos bens, como um iphone e uma moto, para arrecadar a quantia necessária.
“Compramos o medicamento junto à fabricante suíça Novartis e expectativa é de que ele chegue ao Brasil ainda em outubro. Assim, conseguiremos nossa meta: o Bem tomar esse tão sonhado remédio antes de completar os seis meses de vida”, explicou a mãe.
A meta levou cerca de 100 dias para ser atingida e a família que “é só alegria”, nas palavras dos pais, vai compartilhar também os próximos passos do tratamento do menino pelo perfil da campanha (@ameoben) no Instagram.
O Zolgensma é pivô de muitas batalhas judiciais no Brasil para que as famílias consigam sua obtenção pelo SUS. Lançado em 2019 pela farmacêutica Novartis, gerou uma série de controvérsias em todo o mundo, em especial pela falta de transparência acerca de seus custos. Para se ter uma ideia, o medicamento que ocupava o topo do ranking mundial de fármacos caros custava metade do que é pedido por essa droga.
O aumento de casos diários de covid-19 no Reino Unido — foram registrados 49.156 na segunda-feira, o maior número desde julho e 16% a mais que na semana anterior — pode estar associado a uma subvariante da cepa delta, segundo especialistas britânicos e norte-americanos.
A versão, chamada AY.4.2, responsável por 10% das infecções atuais na Grã Bretanha, tem potencial de ser até 15% mais transmissível, mostra uma pesquisa ainda em andamento. Por enquanto, ela foi registrada em poucos países. A AY.4.2 é uma das 45 sub linhagens descendentes da delta que foram registradas em todo o mundo.
Ele carrega duas mutações específicas na proteína spike, com a qual o vírus infecta células humanas, denominadas Y145HeA222V. Emumtuíte, Scott Gottlieb, ex-comissário da agência regulatória norte-americana Food and Drug Administration (FDA) destacou a necessidade de “pesquisas urgentes para descobrir se essa ‘delta plus’ é mais transmissível e se tem evasão imunológica parcial”.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) conheceu a versão em spray de uma vacina contra a covid-19 nesta terça-feira (19). O medicamento foi apresentado pelo Laboratório de Imunologia do Instituto do Coração (Incor) do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP).
Segundo a pasta, o projeto ainda está nas etapas de laboratório e de testes com animais. A Anvisa informou que o encontro ocorreu para que se tomasse conhecimento sobre a proposta e com o intuito de realizar orientações aos desenvolvedores sobre parâmetros técnicos e formatos de estudos esperados pelo órgão regulador. Ainda não há pedidos de autorização de estudos.
Desde agosto, universidades brasileiras podem apresentar à Anvisa todo tipo de desenvolvimento clínico de vacinas. A medida possibilita “a análise preliminar das informações referentes ao projeto de desenvolvimento dos imunizantes. Com esses dados, é possível agilizar um posterior pedido de autorização de ensaio clínico da vacina”.
A Secretaria de Estado da Saúde (SES) dá seguimento a uma nova pauta de distribuição de vacinas contra a covid-19. Nesta quarta-feira (20), serão distribuídas 103.631 doses para a abertura de esquema vacinal (D1). Desse total, 82.026 doses são Pfizer/Comirnaty e estão direcionadas à população entre 12 e 17 anos. As outras 21.605 doses são do laboratório Butantan/ Sinovac, que serão distribuídas para 26 municípios para complementar as primeiras doses da população acima de 18 anos.
Esta é a 58ª pauta de distribuição realizada pela SES, desde o início da vacinação contra a covid-19, iniciada em 19 de janeiro de 2021. A oferta dessa vacina à população de 12 a 17 anos se dará em ordem decrescente de faixa etária, priorizando o acesso às crianças e adolescentes com deficiência permanente, com comorbidade e/ou privados de liberdade.
O secretário estadual de Saúde, Geraldo Medeiros, lamentou, nesta segunda-feira (18), recurso do deputado estadual Cabo Gilberto (PSL) no Superior Tribunal de Justiça (STJ) contra o ‘passaporte da vacina’ na Paraíba.
Em entrevista ao programa Hora H, o secretário considerou que atitudes como essa só atrapalham o processo de vacinação no Estado.
“E ainda pior, pode reverberar mortes indevidas de pessoas”, exclamou o secretário.
Cabo Gilberto alega que o projeto que foi aprovado na Assembleia Legislativa e sancionado pelo governador João Azevêdo (Cidadania) é inconstitucional. A lei proíbe que os cidadãos que não foram imunizados frequente locais fechados como bares, restaurantes, eventos e estádios de futebol.
O Ministério da Saúde anunciou hoje (18) que investirá R$ 14 milhões na criação de 10 mil vagas para o Programa SOS de Ponta, visando à qualificação de profissionais da saúde para realizarem atendimentos de urgência e emergência em suas unidades de saúde.
Segundo Queiroga, o sistema de saúde tem, atualmente, “posição confortável” para atender aqueles que, com síndrome respiratória grave, necessitam de unidades de terapia intensiva (UTIs). “Hoje trazemos essa ação SOS de Ponta porque sabemos que, nas urgências e emergências, é que existe o risco maior de morte, e precisamos qualificar melhor aqueles que estão na ponta para atende a essas situações”, disse o ministro.
Médicos pelo Brasil – Queiroga antecipou que, até o final do ano, sua pasta lançará o Médicos pelo Brasil, programa que, segundo ele, “terá edital para a contratação dos médicos de uma maneira diferente da do passado, que inclusive traziam cidadãos de outros países, em regime muito impróprio para trabalhar em nosso país. Queremos mudar esse cenário”.
Uma pesquisa da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) detectou que a qualidade de vida dos brasileiros piorou durante a pandemia de Covid-19, sobretudo cinco meses após o início das medidas de isolamento social.
O estudo “Hábitos e comportamento alimentar durante a pandemia de covid-19 no Brasil” demonstrou uma piora no estilo de vida, nas escolhas de alimentos e na frequência de atividade física no último ano, além do aumento significativo do tempo de uso de telas e dispositivos.
Os dados obtidos na primeira fase de análises estão compilados em artigos publicados na Public Health Nutrition e na Frontiers in Nutrition.
A pesquisa, realizada em conjunto pela UFMG e as universidades federais de Lavras (Ufla), Ouro Preto (Ufop) e Viçosa (UFV), avaliou os hábitos adotados por 1.368 pessoas, de ambos os sexos, com idade igual ou maior que 18 anos, por meio de questionário on-line, entre agosto e setembro de 2020.
Destes, quase 90% são da região sudeste, e 80% são mulheres.
Segundo o estudo, 97% dos pesquisados estavam cumprindo total ou parcialmente as medidas de isolamento. Uma segunda fase do estudo segue agora para avaliar os mesmos hábitos a partir de agosto de 2021.
O estudo foi projetado para verificar modificações ocorridas nos hábitos da população no período da pandemia do novo coronavírus, afirma a pesquisadora Tamires Souza, doutoranda do Programa de Pós-graduação em Ciência de Alimentos da UFMG e uma das participantes do estudo, em comunicado publicado pela UFMG.
Mudanças de hábitos
Por meio da verificação das mudanças nos hábitos diários, o grupo de pesquisadores detectou diferenças específicas nos hábitos alimentares e no estilo de vida durante a pandemia, que dividiu em três categorias.
Troca de Refeições: menor frequência de adesão ao café da manhã, ao lanche da manhã e ao almoço e maior frequência de lanches noturnos e outras refeições além das tradicionais.
Alimentação de pior qualidade: aumento no consumo de pães, farináceos, refeições instantâneas e fast food e redução no consumo de frutas e vegetais.
Reforço de maus hábitos de saúde: aumento da frequência de consumo de bebida alcoólica, do hábito de fumar, de horas de sono e do tempo de utilização de telas e dispositivos e a redução na prática de atividade física.
“Os voluntários reportaram praticar em torno de 120 minutos por semana de atividade no período pré-pandemia, índice que caiu para 80 minutos por semana durante as medidas de distanciamento. A recomendação da OMS é que se pratiquem entre 150 e 300 minutos de exercícios por semana”, alerta.
“Quanto ao tempo de tela, antes da pandemia, os participantes relataram média diária de 6,5h de exposição. Durante a pandemia, esse número subiu para 10h por dia”, acrescentou.
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