Saúde

Falta de atividade física causa gastos de R$ 300 milhões ao SUS só com internações

Foto: Pixabay

Estudo realizado pela Universidade Federal Fluminense (UFF) constatou que o impacto econômico da inatividade física de brasileiros, em diferentes regiões do país, representa gastos no Sistema Único da Saúde (SUS) de cerca de R$ 300 milhões somente com internações, em valores de 2019.

“Esse custo seria evitável na medida em que você ampliasse o acesso da população a programas de promoção de atividade física”, disse Marco Antonio Vargas, subchefe do Departamento de Economia da UFF e coordenador executivo da pesquisa, denominada “Implicações socioeconômicas da inatividade física: panorama nacional e implicações para políticas públicas”.

Ele afirmou que esses programas devem ser direcionados a variados segmentos de diferentes faixas da população.

O foco do trabalho se situou em pessoas maiores de 40 anos de idade, em função do volume de dados existentes. Buscou-se correlacionar os dados com os custos de tratamento no SUS, isto é, custos de hospitalização.

O levantamento envolveu uma equipe interdisciplinar de pesquisadores, coordenada pelo Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia – (In) Atividade Física e Exercício da UFF – e foi feito em 2019, portanto, antes da pandemia do novo coronavírus. No momento, está se buscando a atualização dos dados de 2020 para cá, por pesquisadores do Laboratório de Ciências do Exercício (Lace) e do Núcleo de Pesquisa em Indústria, Energia, Território e Inovação (Neiti) da UFF.

 

Com informações Agência Brasil

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Saúde

Sintomas pós-Covid permanecem em 80% dos pacientes com comorbidades por até 4 meses

Uma pesquisa da USP em 175 pacientes com comorbidades e que tiveram Covid-19 apontou que em 80% dos casos os sintomas pós-doença permanecem por até quatro meses após o início da fase mais aguda da infecção.

Segundo o estudo, os sintomas mais comuns observados foram fadiga, fraqueza, dor de cabeça, falta de ar, tosse, esquecimento e perda de memória.

Os dados foram apresentados pelos pesquisadores na sexta edição da Conferência Internacional de Prevenção e Controle de Infecções, em Genebra, na Suíça.

Os 175 pacientes têm média de idade de 53 anos e Índice de Massa Corporal (IMC) médio de 31,7, o que já configura obesidade, de acordo com os pesquisadores.

Além disso, as pessoas tinham hipertensão e diabete. Alguns pacientes também relataram que já foram fumantes.

Para a pesquisa, três grupos foram formados, seguindo os critérios da Organização Mundial de Saúde (OMS) conforme os sintomas durante o período do tratamento contra a Covid:

  • Sintomas leves sem necessidade de oxigênio;
  • Sintomas moderados com necessidade de internação e oxigênio suplementar;
  • Sintomas graves com necessidade de intubação e tratamento em unidade de terapia intensiva (UTI).

Durante o estudo, os pesquisadores observaram que pacientes que apresentaram quadro mais graves foram os que mais tiveram sintomas pós-infecção, com índice de 93%.

A pesquisa também apontou que a qualidade de vida dos pacientes piorou depois da Covid. Antes da doença, 64% relataram que a vida era boa e 16% muito boa. O número caiu para 56% e 12,3%, respectivamente.

Acompanhamento

De acordo com o infectologista Fernando Bellissimo, orientador do estudo, os pacientes continuarão sendo acompanhados durante um ano após o início dos primeiros sintomas da Covid-19.

Ainda segundo o médico, o acompanhamento inclui aplicação de exames físicos, medição de pressão arterial e saturação de oxigênio, frequência cardíaca e respiratória, além de teste de força muscular, exames pulmonares e aplicação de questionários e entrevistas.

g1

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Saúde

Não imunizados são 74% dos internados por Covid no Brasil entre julho e setembro

Levantamento feito pelo Metrópoles, por meio de dados do Ministério da Saúde, mostra que apenas 26% dos pacientes internados com a doença no Brasil entre julho e setembro foram totalmente imunizados – tomaram duas doses ou receberam a aplicação única de vacina.

Desse total de internações registradas pelo Ministério da Saúde entre julho e setembro, 46,2% são de pacientes que não tinham tomado nenhuma dose da vacina; 25,7% tinham uma dose do imunizante.

Três em cada quatro pacientes internados no Brasil com diagnóstico positivo para Covid-19 no período, portanto, não completaram o esquema vacinal, o que é essencial para diminuir as chances de casos da doença evoluírem para a forma mais grave.

Os números vêm do banco de dados de Síndrome de Respiratória Aguda Grave (SRAG), mantido pelo Ministério da Saúde. Nesse arquivo, estão registradas todas as ocorrências de SRAG. Para a reportagem, foram mantidas apenas as informações relacionadas aos casos confirmados de Covid-19 que levaram à internação.

A base de dados tem suas limitações. Não é em todas as internações que a equipe médica consegue confirmar que a vacina foi aplicada.

Casos em que a informação foi marcada como ignorada foram descartados. Também não foram utilizadas as entradas que não traziam as datas de vacinação. Isso tende a supervalorizar a quantidade de imunizados em relação ao total.

É importante ressaltar que, nos primeiros meses do ano, a maior parte da população brasileira ainda não havia tomado nenhuma dose das vacinas. O início da campanha de imunização foi organizado pela dinâmica de grupos prioritários, como idosos e profissionais da área da saúde.

Por isso, os dados do início do ano apontam que a maior parte dos internados não tinham sido vacinados, já que uma porcentagem pequena da população brasileira havia recebido um imunizante. Os dados mostram que, usando esse intervalo, a partir de janeiro, 73,23% das pessoas hospitalizadas não tinham tomado nem mesmo uma dose do fármaco.

Com informações Metrópoles

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Saúde

Brasil testa aplicação de reforço em vacinados com dose única da Janssen

Foto: Stephen Zenner/SOPA Images/LightRocket/Getty Images

Clínicas e hospitais cadastrados no Brasil para conduzir pesquisas científicas envolvendo a vacina anti-Covid produzida pelo laboratório Janssen-Cilag, da gigante farmacêutica Johnson&Johnson, começarão a aplicar a partir deste mês uma dose de reforço em todos os mais de 4.500 voluntários brasileiros que, desde o final do ano passado, receberam a vacina de dose única contra o novo coronavírus.

A população que não participa do estudo clínico ainda não será contemplada.

A ideia é que os voluntários sejam monitorados até o fim de 2022 para que se verifiquem se existe a necessidade de uma aplicação extra de vacina e quais são os benefícios de uma dose de reforço do imunizante da Janssen.

Dados do Ministério da Saúde compilados até sexta-feira 8 indicam que 2.071.856 doses desta vacina foram aplicadas na região Sudeste, 905.433 no Nordeste, 866.476 na região Sul, 529.612 no Centro-Oeste e 271.783 nos estados da região Sul.

Pesquisa similar já feita com voluntários da Janssen nos Estados Unidos mostra que a aplicação de duas doses da vacina da Johnson&Johnson garante 94% de proteção contra casos sintomáticos de Covid, patamar comparável às vacinas de RNA mensageiro desenvolvidas pelas farmacêuticas Pfizer e Moderna.

Um estudo ainda em fase 2 desenvolvido pela J&J com pacientes americanos indica que a aplicação de duas doses da vacina com intervalo de 56 dias entre elas proporciona 100% de proteção contra casos severos de Covid e 94% contra episódios de moderados a graves.

Outro estudo da J&J (ao todo, três grandes pesquisas sobre a vacina anti-Covid produzida pela Janssen estão em andamento) aponta que uma segunda dose a partir de seis meses depois da aplicação idealizada para ser de dose única aumenta em doze vezes o nível de anticorpos. Quando o reforço é ministrado em até dois meses, o nível de anticorpos é ampliado em quatro vezes.

Segundo comunicado da Janssen, uma pesquisa ainda na fase de pre-print sobre a efetividade da vacina no mundo real, desenvolvida com 390.517 casos de americanos no mês de julho, quando a variante Delta já era amplamente registrada no país, mostrou que o imunizante de dose única é 81% eficaz na prevenção de hospitalizações e 79% contra o contágio pelo vírus.

A Johnson&Johnson avalia agora pedir autorização da FDA, a agência de regulação de alimentos e medicamentos dos Estados Unidos, para a aplicação em larga escala de sua vacina de duas doses.

Veja

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Saúde

SEIS MESES: Anvisa aprova nova extensão do prazo de validade da vacina da Janssen

Foto: KAMIL KRZACZYNSKI / AFP

A Diretoria Colegiada da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou nesse sábado (9), por unanimidade, nova extensão do prazo de validade da vacina contra Covid-19 da Janssen, que passa de quatro meses e meio para seis meses.

O prazo de validade passa a ser de seis meses para doses armazenadas adequadamente na temperatura entre 2°C a 8°C. Quando armazenada entre temperaturas de -25°C e -15°C, possui prazo de validade de 24 meses, a partir da data de fabricação, segundo a Anvisa.

Em junho, a agência já havia aumentado o prazo de validade do imunizante de três meses para quatro e meio, seguindo a mesma medida adotada pela agência reguladora dos Estados Unidos, o FDA.

A decisão atendeu pedido da farmacêutica Janssen, de 15 de setembro, solicitando a alteração do prazo de validade para a autorização temporária de uso emergencial, em caráter experimental, da vacina contra a Covid-19.

Análise criteriosa

Segundo a Anvisa, a aprovação foi baseada em uma criteriosa avaliação dos dados de qualidade dos estudos que demonstrou que a vacina se manteve estável pelo período de seis meses.

“Ressalto que, de acordo com o relatório técnico, a empresa já possui dados de estabilidade de 6 meses para pelo menos 3 lotes comerciais na apresentação multidose. Todos os parâmetros avaliados permaneceram dentro de especificação pelos tempos verificados até o momento, sem a observação de tendência de queda indicativa de degradação”, diz trecho da decisão assinado pela diretora da agência, Meiruze Sousa Freitas.

No Brasil, a vacina da Janssen está autorizada para uso emergencial desde 31 de março deste ano, e é a única vacina aprovada pela Anvisa em dose única.

CNN Brasil

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Saúde

Novo teste rápido desenvolvido no Brasil detecta coronavírus na saliva e indica a carga viral da pessoa infectada

Foto: Divulgação/UFSCar

Pesquisadores da UFSCar (Universidade Federal de São Carlos) patentearam um novo teste para detecção do novo coronavírus (Sars-CoV-2) por meio da saliva. Além de detectar a presença do vírus, o novo teste também indica a carga viral da pessoa infectada.

A tecnologia usada para detectar o vírus envolve um marcador com propriedade eletroquimioluminescente (que emite luz a partir de reações eletroquímicas). Dessa forma, na presença do material genético do patógeno, ocorre uma reação que emite luz vermelha, indicando o resultado positivo para a covid.

A intensidade da luz vermelha é proporcional à carga viral presente na amostra. Caso o aparelho não acenda, é sinal de que o vírus não foi detectado e, portanto, a pessoa não está infectada.

O dispositivo portátil tem a mesma precisão do exame de RT-PCR, considerado padrão-ouro para diagnóstico da covid, e permite analisar até 20 amostras simultaneamente.

O dispositivo poder ser acoplado a um smartphone, permitindo que o processo de amostragem e testagem seja concluído sem a necessidade de profissional especializado. O projeto teve apoio da Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo), do Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior) e do CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico).

A chegada do teste ao mercado depende, agora, de interesse de empresas pelo licenciamento da patente e produção do dispositivo em larga escala.

Com informações Poder 360

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Saúde

COVID-19: Brasil chega a 70% da população vacinada com a primeira dose

Vinte e uma unidades federativas do Brasil atualizaram seus dados sobre vacinação contra a Covid-19 neste sábado. Em todo o país, 149.466.344 pessoas foram parcialmente imunizadas com a primeira dose de uma das vacinas, o equivalente a 70,07% da população brasileira. Já 98.831.036 pessoas estão totalmente imunizadas (com as duas doses ou com a vacina de dose única), ou seja, 46,33% da população nacional.

Nas últimas 24h, foram registradas a aplicação de 968.839 vacinas no Brasil, sendo 299.089 de primeira dose, 571.181 de segunda dose, 1.320 de dose única e 97.221 doses de reforço.

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Saúde

Paraíba registra taxa de ocupação de leitos para Covid -19 de 23% neste sábado

Foto: Secom PB

A ocupação total de leitos de UTI (adulto, pediátrico e obstétrico), em todo estado, é de 23%. Fazendo um recorte apenas dos leitos de UTI para adultos na Região Metropolitana de João Pessoa, a taxa de ocupação chega a 29%.

Em Campina Grande, estão ocupados 21% dos leitos de UTI adulto e no sertão 28% dos leitos de UTI para adultos. De acordo com o Centro Estadual de Regulação Hospitalar, 06 pacientes foram internados nas últimas 24h. Ao todo, 128 pacientes estão internados nas unidades de referência.

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Saúde

NESTE SÁBADO: Paraíba registra 158 novos casos e cinco óbitos confirmados por Covid-19

Foto: Sérgio Lima/Poder360

A Secretaria de Estado da Saúde (SES) registrou, neste sábado (9), 158 casos de Covid-19. Entre os confirmados hoje, 25 (15,82%) são moderados ou graves e 133 (84,18%) são leves.

Agora, a Paraíba totaliza 443.000 casos confirmados da doença, que estão distribuídos por todos os 223 municípios. Até o momento, 1.189.655 testes para diagnóstico da Covid-19 já foram realizados

Também foram confirmados 05 novos óbitos desde a última atualização, todos nas últimas 24h. Os óbitos registrados neste boletim aconteceram entre os dias 08 e 09 de outubro, todos em hospitais públicos. Com isso, o estado totaliza 9.341 mortes. O boletim registra ainda um total de 335.095 pacientes recuperados da doença.

Óbitos

Até este sábado, 222 cidades paraibanas registraram óbitos por Covid-19. Os óbitos confirmados neste boletim ocorreram entre os residentes dos municípios de Alagoa Nova (1); Campina Grande (2); Guarabira (1) e Mari (1). As vítimas são 04 mulheres e 01 homem, com idades entre 52 e 95 anos. Cardiopatia foi a comorbidade mais comum.

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Saúde

Brasil recebe quase 2 milhões de doses de vacinas contra a covid da Pfizer; É o 1º lote do 2º contrato com Ministério da Saúde

O Brasil recebeu mais 1.989.000 doses da vacina da Pfizer contra o coronavírus neste sábado(9). O voo com 1º lote da farmacêutica referente ao 2º contrato firmado pelo governo com a farmacêutica pousou por volta de 4h50 no aeroporto de Viracopos, em Campinas (SP).

Em 5 de outubro, a farmacêutica norte-americana completou a entrega de 100 milhões de doses referentes ao 1º contrato firmado com o Ministério da Saúde. A previsão inicial era finalizar a entrega em 30 de setembro.

Ao todo, a Pfizer entregou 101,9 milhões de doses. Ela tem 2 contratos com o governo federal para entregar o total de 200 milhões doses até dezembro. A expectativa é concluir a entrega da 2ª metade (100 milhões de doses) “entre outubro e dezembro”, informou a Pfizer.

A vacina da Pfizer é o único imunizante com uso autorizado para adolescentes. A vacina da Pfizer está sendo utilizada para a aplicação das doses de reforço.

Poder 360

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