A taxa de transmissão do coronavírus no Brasil atingiu o menor índice desde abril de 2020. De acordo com o Imperial College de Londres, o número chegou a 0,60 na segunda-feira (11/10).
Isso quer dizer que cada 100 pessoas infectadas pelo coronavírus transmitem a doença para outros 60 indivíduos. A margem de erro pode colocar o dado entre 0,24 e 0,79.
Chamado de Rt, o índice simboliza o ritmo de contágio por Covid-19 no Brasil. Quando o valor está acima de 1 é sinal de que a pandemia está descontrolada no país. Quando o número é menor que 1, significa que a transmissão está estável.
O dado mais baixo até então havia sido de 0,68, registrado em novembro do ano passado pelo Imperial College de Londres. O índice divulgado nesta semana é o menor desde abril de 2020, mês em que a instituição começou o levantamento.
A taxa apresenta redução expressiva em relação à última atualização, realizada em 27 de setembro, quando o índice estava em 1,04. Duas semanas antes, em 13/09, o Brasil tinha atingido 0,81, sua menor taxa de 2021, segundo o Imperial College.
Durante todo o ano, o índice ficou sempre acima de 0,8, atingindo sua máxima durante a segunda onda no país, alcançando 1,23 em 15 e 22 de março. Ou seja, cada 100 pessoas infectadas transmitiam o vírus para outras 123. À época, a média móvel de casos no Brasil era superior a 75 mil.
Criminosos no Rio de Janeiro estão vendendo falsificações do “passaporte da vacina” por até R$ 500 em bitcoins. O documento adulterado é oferecido em grupos de mensagens anti-vacina. Ele seria usado por pessoas que não tomaram o imunizante contra Covid-19 e querem acessar locais que implementaram a obrigação da comprovação.
Os falsificadores exigem que o pagamento seja antecipado e apenas em criptomoedas para dificultar o rastreamento dos envolvidos no crime, afirma denúncia do jornal O Globo.
“Já tenho o meu, tudo certo”, disse um comprador do passaporte da vacina ao indicar um vendedor no grupo. O anúncio afirma que o preço da falsificação era R$ 200, no entanto, devido à alta procura, o valor subiu e pode aumentar ainda mais.
Os criminosos oferecem um arquivo PDF que imitaria o documento emitido pelo aplicativo ConectSUS, do Ministério da Saúde. A falsificação traria os dados pessoais do comprador e das duas doses da vacina. Mas os próprios falsificadores avisam que o QR Code do “passaporte da vacina” falso não funciona e, portanto, não deve ser usado em locais que fazem a autenticação do código.
A Secretaria Municipal de Saúde do Rio (SMS-Rio) afirmou que não houve nenhuma denúncia formalizada nem flagrante. O órgão também lembrou que quem subtrai e usa documentos de vacinação adulterados comete crime e está sujeito às penalidades legais.
A pandemia de covid-19 atingiu o verdadeiro pico em março de 2021, mês que concentra 80.503 mortes por data real. Desde então, os números vêm caindo sucessivamente, e o total de vítimas mensais chegou a 9.568 em setembro –uma queda de praticamente 90%.
Esses dados referem-se às datas em que as pessoas realmente morreram em decorrência da infecção pelo novo coronavírus, e não às datas em que as mortes foram notificadas. As mortes por data real são divulgadas apenas uma vez por semana pelo Ministério da Saúde. Isso porque existe um período de investigação das datas em que ocorreram os óbitos, que pode chegar a 16 meses.
O boletim epidemiológico oficial mais recente, publicado na segunda-feira (11), traz dados até 4 de outubro. Eis a íntegra do documento.
É possível que os números mais recentes aumentem nos próximos boletins. Apesar dos acréscimos, é improvável que o total de setembro avance muito. O fato é que foi um dos meses menos letais da pandemia. A queda dos indicadores nos últimos 6 meses foi expressiva. Em agosto, o país voltou aos patamares de 2020.
Apesar da melhora no cenário epidemiológico, o país ultrapassou a marca de 600 mil mortes pela covid-19 na 6ª feira (8.out), 111 dias depois de ter atingido meio milhão de vidas perdidas.
Das 598.152 vítimas confirmadas ate 4 de outubro, o ministério da Saúde conseguiu determinar a data em que realmente ocorreram 583.262 mortes. Ou seja, há 14.890 mortes que ocorreram até 4 de outubro, mas cujas datas ainda não são conhecidas pelas autoridades.
Em março, durante o mês de pico da pandemia, o país atingiu ao maior número de mortes ocorridas em 24 horas. No dia 29 de março de 2021, o Brasil teve 3.423 vítimas. O maior número de notificações em 24 horas só foi registrado 10 dias depois, 8 de abril, com 4.249 mortes reportadas em 1 dia.
Dados da Campanha Nacional de Imunização mostram que 54,5% da população com 12 anos ou mais no país está totalmente imunizada contra a Covid-19. Ou seja, já receberam duas doses ou a vacina de dose única. O número corresponde a 99.657.382 dos quase 182 milhões de brasileiros nesta faixa etária, com o ciclo vacinal completo.
No total, 149.684.859 pessoas receberam ao menos uma dose, o que corresponde a 81,8% da população com 12 anos ou mais. Já a dose de reforço foi aplicada em 2.344.769 pessoas.
Nas últimas 24 horas, foram aplicadas 843.195 vacinas no país.
Somando a primeira, a segunda e a dose única, são 251.687.010 doses aplicadas no total.
Estudo realizado pela Universidade Federal Fluminense (UFF) constatou que o impacto econômico da inatividade física de brasileiros, em diferentes regiões do país, representa gastos no Sistema Único da Saúde (SUS) de cerca de R$ 300 milhões somente com internações, em valores de 2019.
“Esse custo seria evitável na medida em que você ampliasse o acesso da população a programas de promoção de atividade física”, disse Marco Antonio Vargas, subchefe do Departamento de Economia da UFF e coordenador executivo da pesquisa, denominada “Implicações socioeconômicas da inatividade física: panorama nacional e implicações para políticas públicas”.
Ele afirmou que esses programas devem ser direcionados a variados segmentos de diferentes faixas da população.
O foco do trabalho se situou em pessoas maiores de 40 anos de idade, em função do volume de dados existentes. Buscou-se correlacionar os dados com os custos de tratamento no SUS, isto é, custos de hospitalização.
O levantamento envolveu uma equipe interdisciplinar de pesquisadores, coordenada pelo Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia – (In) Atividade Física e Exercício da UFF – e foi feito em 2019, portanto, antes da pandemia do novo coronavírus. No momento, está se buscando a atualização dos dados de 2020 para cá, por pesquisadores do Laboratório de Ciências do Exercício (Lace) e do Núcleo de Pesquisa em Indústria, Energia, Território e Inovação (Neiti) da UFF.
Uma pesquisa da USP em 175 pacientes com comorbidades e que tiveram Covid-19 apontou que em 80% dos casos os sintomas pós-doença permanecem por até quatro meses após o início da fase mais aguda da infecção.
Segundo o estudo, os sintomas mais comuns observados foram fadiga, fraqueza, dor de cabeça, falta de ar, tosse, esquecimento e perda de memória.
Os dados foram apresentados pelos pesquisadores na sexta edição da Conferência Internacional de Prevenção e Controle de Infecções, em Genebra, na Suíça.
Os 175 pacientes têm média de idade de 53 anos e Índice de Massa Corporal (IMC) médio de 31,7, o que já configura obesidade, de acordo com os pesquisadores.
Além disso, as pessoas tinham hipertensão e diabete. Alguns pacientes também relataram que já foram fumantes.
Para a pesquisa, três grupos foram formados, seguindo os critérios da Organização Mundial de Saúde (OMS) conforme os sintomas durante o período do tratamento contra a Covid:
Sintomas leves sem necessidade de oxigênio;
Sintomas moderados com necessidade de internação e oxigênio suplementar;
Sintomas graves com necessidade de intubação e tratamento em unidade de terapia intensiva (UTI).
Durante o estudo, os pesquisadores observaram que pacientes que apresentaram quadro mais graves foram os que mais tiveram sintomas pós-infecção, com índice de 93%.
A pesquisa também apontou que a qualidade de vida dos pacientes piorou depois da Covid. Antes da doença, 64% relataram que a vida era boa e 16% muito boa. O número caiu para 56% e 12,3%, respectivamente.
Acompanhamento
De acordo com o infectologista Fernando Bellissimo, orientador do estudo, os pacientes continuarão sendo acompanhados durante um ano após o início dos primeiros sintomas da Covid-19.
Ainda segundo o médico, o acompanhamento inclui aplicação de exames físicos, medição de pressão arterial e saturação de oxigênio, frequência cardíaca e respiratória, além de teste de força muscular, exames pulmonares e aplicação de questionários e entrevistas.
Levantamento feito pelo Metrópoles, por meio de dados do Ministério da Saúde, mostra que apenas 26% dos pacientes internados com a doença no Brasil entre julho e setembro foram totalmente imunizados – tomaram duas doses ou receberam a aplicação única de vacina.
Desse total de internações registradas pelo Ministério da Saúde entre julho e setembro, 46,2% são de pacientes que não tinham tomado nenhuma dose da vacina; 25,7% tinham uma dose do imunizante.
Três em cada quatro pacientes internados no Brasil com diagnóstico positivo para Covid-19 no período, portanto, não completaram o esquema vacinal, o que é essencial para diminuir as chances de casos da doença evoluírem para a forma mais grave.
Os números vêm do banco de dados de Síndrome de Respiratória Aguda Grave (SRAG), mantido pelo Ministério da Saúde. Nesse arquivo, estão registradas todas as ocorrências de SRAG. Para a reportagem, foram mantidas apenas as informações relacionadas aos casos confirmados de Covid-19 que levaram à internação.
A base de dados tem suas limitações. Não é em todas as internações que a equipe médica consegue confirmar que a vacina foi aplicada.
Casos em que a informação foi marcada como ignorada foram descartados. Também não foram utilizadas as entradas que não traziam as datas de vacinação. Isso tende a supervalorizar a quantidade de imunizados em relação ao total.
É importante ressaltar que, nos primeiros meses do ano, a maior parte da população brasileira ainda não havia tomado nenhuma dose das vacinas. O início da campanha de imunização foi organizado pela dinâmica de grupos prioritários, como idosos e profissionais da área da saúde.
Por isso, os dados do início do ano apontam que a maior parte dos internados não tinham sido vacinados, já que uma porcentagem pequena da população brasileira havia recebido um imunizante. Os dados mostram que, usando esse intervalo, a partir de janeiro, 73,23% das pessoas hospitalizadas não tinham tomado nem mesmo uma dose do fármaco.
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Clínicas e hospitais cadastrados no Brasil para conduzir pesquisas científicas envolvendo a vacina anti-Covid produzida pelo laboratório Janssen-Cilag, da gigante farmacêutica Johnson&Johnson, começarão a aplicar a partir deste mês uma dose de reforço em todos os mais de 4.500 voluntários brasileiros que, desde o final do ano passado, receberam a vacina de dose única contra o novo coronavírus.
A população que não participa do estudo clínico ainda não será contemplada.
A ideia é que os voluntários sejam monitorados até o fim de 2022 para que se verifiquem se existe a necessidade de uma aplicação extra de vacina e quais são os benefícios de uma dose de reforço do imunizante da Janssen.
Dados do Ministério da Saúde compilados até sexta-feira 8 indicam que 2.071.856 doses desta vacina foram aplicadas na região Sudeste, 905.433 no Nordeste, 866.476 na região Sul, 529.612 no Centro-Oeste e 271.783 nos estados da região Sul.
Pesquisa similar já feita com voluntários da Janssen nos Estados Unidos mostra que a aplicação de duas doses da vacina da Johnson&Johnson garante 94% de proteção contra casos sintomáticos de Covid, patamar comparável às vacinas de RNA mensageiro desenvolvidas pelas farmacêuticas Pfizer e Moderna.
Um estudo ainda em fase 2 desenvolvido pela J&J com pacientes americanos indica que a aplicação de duas doses da vacina com intervalo de 56 dias entre elas proporciona 100% de proteção contra casos severos de Covid e 94% contra episódios de moderados a graves.
Outro estudo da J&J (ao todo, três grandes pesquisas sobre a vacina anti-Covid produzida pela Janssen estão em andamento) aponta que uma segunda dose a partir de seis meses depois da aplicação idealizada para ser de dose única aumenta em doze vezes o nível de anticorpos. Quando o reforço é ministrado em até dois meses, o nível de anticorpos é ampliado em quatro vezes.
Segundo comunicado da Janssen, uma pesquisa ainda na fase de pre-print sobre a efetividade da vacina no mundo real, desenvolvida com 390.517 casos de americanos no mês de julho, quando a variante Delta já era amplamente registrada no país, mostrou que o imunizante de dose única é 81% eficaz na prevenção de hospitalizações e 79% contra o contágio pelo vírus.
A Johnson&Johnson avalia agora pedir autorização da FDA, a agência de regulação de alimentos e medicamentos dos Estados Unidos, para a aplicação em larga escala de sua vacina de duas doses.
A Diretoria Colegiada da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou nesse sábado (9), por unanimidade, nova extensão do prazo de validade da vacina contra Covid-19 da Janssen, que passa de quatro meses e meio para seis meses.
O prazo de validade passa a ser de seis meses para doses armazenadas adequadamente na temperatura entre 2°C a 8°C. Quando armazenada entre temperaturas de -25°C e -15°C, possui prazo de validade de 24 meses, a partir da data de fabricação, segundo a Anvisa.
Em junho, a agência já havia aumentado o prazo de validade do imunizante de três meses para quatro e meio, seguindo a mesma medida adotada pela agência reguladora dos Estados Unidos, o FDA.
A decisão atendeu pedido da farmacêutica Janssen, de 15 de setembro, solicitando a alteração do prazo de validade para a autorização temporária de uso emergencial, em caráter experimental, da vacina contra a Covid-19.
Análise criteriosa
Segundo a Anvisa, a aprovação foi baseada em uma criteriosa avaliação dos dados de qualidade dos estudos que demonstrou que a vacina se manteve estável pelo período de seis meses.
“Ressalto que, de acordo com o relatório técnico, a empresa já possui dados de estabilidade de 6 meses para pelo menos 3 lotes comerciais na apresentação multidose. Todos os parâmetros avaliados permaneceram dentro de especificação pelos tempos verificados até o momento, sem a observação de tendência de queda indicativa de degradação”, diz trecho da decisão assinado pela diretora da agência, Meiruze Sousa Freitas.
No Brasil, a vacina da Janssen está autorizada para uso emergencial desde 31 de março deste ano, e é a única vacina aprovada pela Anvisa em dose única.
Pesquisadores da UFSCar (Universidade Federal de São Carlos) patentearam um novo teste para detecção do novo coronavírus (Sars-CoV-2) por meio da saliva. Além de detectar a presença do vírus, o novo teste também indica a carga viral da pessoa infectada.
A tecnologia usada para detectar o vírus envolve um marcador com propriedade eletroquimioluminescente (que emite luz a partir de reações eletroquímicas). Dessa forma, na presença do material genético do patógeno, ocorre uma reação que emite luz vermelha, indicando o resultado positivo para a covid.
A intensidade da luz vermelha é proporcional à carga viral presente na amostra. Caso o aparelho não acenda, é sinal de que o vírus não foi detectado e, portanto, a pessoa não está infectada.
O dispositivo portátil tem a mesma precisão do exame de RT-PCR, considerado padrão-ouro para diagnóstico da covid, e permite analisar até 20 amostras simultaneamente.
O dispositivo poder ser acoplado a um smartphone, permitindo que o processo de amostragem e testagem seja concluído sem a necessidade de profissional especializado. O projeto teve apoio da Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo), do Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior) e do CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico).
A chegada do teste ao mercado depende, agora, de interesse de empresas pelo licenciamento da patente e produção do dispositivo em larga escala.
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