Perto de completar dois anos, a pandemia de covid-19 ainda apresenta cenário preocupante, com rápida transmissão da variante Ômicron, e seu controle depende prioritariamente da vacinação. A avaliação é de pesquisadores do Observatório Covid-19, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), que divulgaram hoje (9) um balanço de dois anos da emergência sanitária, que fez 5,71 milhões de vítimas no mundo e mais de 630 mil no Brasil.
Desde que os primeiros casos de covid-19 foram confirmados na China, ainda em 2019, o novo coronavírus já infectou 388 milhões de pessoas no mundo e 26 milhões no Brasil. O país concentra 6,7% do total de casos do mundo e 11% do total de vítimas, apesar de os brasileiros serem menos de 3% da população mundial.
Os cientistas ressaltam que as demais medidas de prevenção devem ser mantidas, mas consideram que atingir uma ampla cobertura vacinal neste momento pode até mesmo bloquear a circulação do vírus, já que, com a explosão de casos provocada pela variante Ômicron, há um grande contingente populacional que teve covid-19 recentemente e adquiriu imunidade temporária contra o SARS-CoV-2.
A Fiocruz sugere que, nesse sentido, é essencial implementar quatro estratégias de saúde pública: garantir oportunidade de aplicação de vacina, com a disponibilidade em unidades com horário de funcionamento expandido e em postos móveis; realizar busca ativa por pessoas que ainda não iniciaram seus esquemas vacinais; massificar a campanha de incentivo à vacinação de crianças e reforçar os benefícios gerados pela correta higienização, assim como o bom uso de máscaras.
A postagem de uma estudante de medicina do Centro Universitário Cesmac, em Maceió, causou revolta nesta terça-feira (8). Na rede social, a jovem reclama da chegada de uma paciente com edema agudo no pulmão bem perto da hora de seu descanso. Em seguida, ela atualiza o post dizendo “a mulher morreu e eu não dormi”.
O caso aconteceu no Unidade Mista Dr. José Carlos de Gusmão, no município de Marechal Deodoro, onde a estudante faz estágio. Ela fez uma foto onde aparece o nome da paciente e os procedimentos realizados. E escreveu um texto com a reclamação. “Faltando 10 min para minha hora de dormir, chega mulher infartando e com edema agudo de pulmão, e agora já passou 1:30 da minha hora de dormir, tô puta”.
Na postagem seguinte, a estudante fez uma selfie com sinal de legal e escreveu “Atualizações: a mulher morreu e eu não dormi”.
Em nota, a Secretaria Municipal de Saúde de Marechal Deodoro informou que tomou conhecimento do caso através do médico-chefe da unidade e já solicitou o desligamento da acadêmica do quadro de estagiários do município, que tem convênio com a faculdade particular.
O coordenador do curso de medicina do Cesmac, André Falcão, disse que a instituição tomou conhecimento do caso através de grupos do WhatsApp. Ele informou que a aluna foi afastada do estágio até que seja averiguado o fato e as medidas cabíveis sejam tomadas. O colegiado da Faculdade deve se reunir nesta quarta (9) para discutir o assunto. A jovem deve ser ouvida.
A vacinação contra a Covid-19 atingiu 18.193 crianças em João Pessoa. A campanha para o público infantil na capital paraibana iniciou no dia 16 de janeiro e tem objetivo de imunizar 72.412 maiores de 5 anos. Até esta segunda-feira (7), 25% da população desta faixa etária foi vacinada na cidade.
Na Paraíba, a Secretaria de Saúde divulgou que 3,92% da população entre 5 e 11 anos foi imunizada. A meta de 345.045 menores no estado atingiu 13.531 crianças até agora.
O secretário de Saúde, Geraldo Medeiros, atribui o baixo número à subnotificação. “Pelo quantitativo de doses que já foram distribuídas, acreditamos que o número de crianças vacinadas seja maior e que alguns municípios ainda não registraram em sistema todas as doses aplicadas”.
Para Geraldo, os municípios devem criar estratégias que facilitem o acesso da população à vacina. “Fazendo a busca ativa dos cidadãos com doses em atraso, seja com ampliação do horário de oferta das doses ou criação de postos de vacinação mais acessíveis”.
Os índices abaixo do esperado também aparecem na média nacional. O Brasil tem menos de 20% das crianças de 5 a 11 anos vacinadas. O índice é inferior a 4 milhões de doses aplicadas.
A Agência Estadual de Vigilância Sanitária proíbe a venda ou comercialização do produto “50 Ervas Emagrecedor”, apontado como possível causador da morte da enfermeira Mara Abreu, de 42 anos de
idade no Hospital das Clínicas, em São Paulo.
O documento enviado às Vigiâncias Municipais determina a retirada imediata do mercado, já que a comercialização, a distribuição, a fabricação, a propaganda e o uso está proibida no Brasil desde 2020.
O produto “50 Ervas Emagrecedor” não pode ser classificado como alimento, ou mesmo como suplemento alimentar, por conter ingredientes que não são autorizados para o uso em alimentos.
Ainda conforme o Alerta 02/2022/Anvisa, foram publicadas duas medidas que proíbem a comercialização, a distribuição, a fabricação, a propaganda e o uso do produto “50 Ervas Emagrecedor”, sendo também determinada a sua apreensão e inutilização. A primeira medida ocorreu por meio da Resolução nº 4.721/2020, relacionada ao produto fabricado pela empresa Pró-Ervas. Já a segunda medida se deu através da Resolução nº 903/2021, referente ao produto de responsabilidade da empresa Natuviva.
Mesmo com oferta de vacinas pediátricas contra a Covid-19, oficialmente o Brasil só registrou a imunização de menos de 20% do público de 5 a 11 anos, até esta segunda-feira (7). São 3,7 milhões de aplicações nessa faixa etária, embora os estados e o Distrito Federal tenham recebido cerca de 10 milhões de doses das vacinas da Pfizer e da CoronaVac para a campanha infantil.
As atualizações foram compiladas a pedido do R7 pelo Vacinômetro do Painel Covid-19 – Estatísticas do Coronavírus, plataforma criada pelo analista de sistemas e matemático Giscard Stephanou com base em dados do Ministério da Saúde e das secretarias de Saúde dos estados e do DF.
O vacinômetro mostra que o número de crianças entre 5 e 11 anos que receberam a primeira dose até o momento corresponde a 18,25% da população estimada em 20,2 milhões nessa faixa etária.
As unidades federativas que proporcionalmente mais vacinaram até o momento foram São Paulo, com quase 2 milhões de crianças imunizadas (49,34%), Distrito Federal (30,34%), Rio Grande do Norte (22,79%) e Espírito Santo (19,57%).
O secretário Executivo de Saúde da Paraíba, Daniel Beltrammi, fez um alerta à população, neste fim de semana, acerca dos cuidados para evitar a contaminação pela variante da ômicron BA.2, após os primeiros casos confirmados no Brasil. Segundo o gestor, ela tem uma maior capacidade de contágio e ele recomenda o endurecimento das medidas de prevenção, como uso de máscaras, além da importância de ter o ciclo vacinal completo.
“Você deve tomar cuidado com ambientes com muitas pessoas, sejam eles fechados ou abertos. Eventos com mais de mil pessoas, em que as pessoas retiram as máscaras para comer ou beber são eventos que trazem risco e a gente tem que ficar extremamente atento”, disse Daniel.
Ainda segundo o secretário, estamos em um crescimento muito acelerado de número de casos e, para a região Nordeste do Brasil, a expectativa de pico está na transição entre os meses de fevereiro e março, com possibilidade do pico de casos estar no final da primeira quinzena de março.
“Eu quero fazer mais um pedido a você neste momento em que nós estamos em um crescimento muito acelerado de número de casos e para a região Nordeste do Brasil a expectativa de pico está na transição entre os meses de fevereiro e março com possibilidade deste o pico de casos estar no final da primeira quinzena de março. Mas você também já observa um crescimento importante das internações nesse momento, os idosos entre 75 e 80% de internações e de vidas perdidas. Chama atenção como os idosos estão devendo doses de reforço”, pontuou.
A Justiça do Rio concedeu a uma advogada de 42 anos uma liminar que a autorizou a vacinar o filho de 8 anos contra a Covid-19. A mãe decidiu entrar com uma ação na 2ª Vara de Família de Jacarepaguá depois que o ex-marido a notificou extrajudicialmente, na tentativa de impedir a vacinação do filho.
A notificação foi recebida pela advogada em 27 de janeiro, véspera da data prevista para a vacinação dos meninos de 8 anos. A liminar saiu na última segunda-feira (31/01), e no dia seguinte a criança foi vacinada no posto de saúde próximo da casa onde mora com a mãe, na Zona Oeste do Rio. Por não ter conseguido contato com o pai do menino e para preservar a identidade da criança, o GLOBO optou por não publicar o nome dos pais.
“Eu consegui o que eu queria, que era vacinar meu filho, mas tudo isso me desgastou muito. Meu ex-marido não me deixou em paz. Eu não queria ter que fazer isso (acionar a Justiça), mas ele me tirou do sério, me obrigou”, diz a mãe do menino.
A advogada conta que, antes dessa situação, a relação dos dois era boa. O desgaste causado pelas divergências ideológicas culminou na investida do pai em impedir que o filho recebesse o imunizante. A mãe garantiu que tentou conversar com o ex-marido várias vezes, a fim de convencê-lo de que a vacinação era importante e segura, mas não conseguiu que ele mudasse de ideia.
“O fanatismo é tão grande que ele não tem capacidade de reflexão”, lamenta.
A mãe diz ainda que, se não fosse a notificação extrajudicial enviada pelo pai do menino, não teria acionado a Justiça: “Eu teria simplesmente levado o nosso filho para tomar a vacina”.
No conteúdo da notificação enviada à ex-mulher, o pai afirma que “na sua interpretação com base em pesquisas e dados, a vacina ainda é experimental, podendo eventualmente desencadear efeitos colaterais negativos à saúde, especialmente de crianças”.
Tais argumentos foram rebatidos pela juíza Gisele Silva Jardim. Na decisão liminar, ela afirmou que não há fundamento quanto à condição de saúde do menino “que desaconselhasse a vacinação contra a Covid-19, é aduzido pelo pai, que, aliás, expressamente declara que se vacinou”. A juíza listou ainda medidas anteriores que serviram como base para a liminar. Uma delas foi a decisão de repercussão geral do Supremo Tribunal Federal (STF) tratada no Tema 1.103, em que o ministro Luís Roberto Barroso negou recurso contra acórdão do Tribunal de Justiça de São Paulo, que determinou a vacinação infantil contra a Covid-19, ainda que contrária à convicção filosófica dos pais.
Na liminar que garantiu a vacinação do menino de 8 anos, a magistrada afirma que “antes de mesmo da Convenção sobre os Direitos da Criança de 1989, da qual o Brasil é signatário, adotou a doutrina da proteção integral às crianças e adolescentes, em seu art. 227, assegurando-lhes, com absoluta prioridade, a efetivação de seus direitos fundamentais e, nesta esteira, o direito à vacinação”.
Entre as informações científicas citadas, a decisão liminar destaca o posicionamento conjunto da Sociedade Brasileira de Imunização, da Sociedade Brasileira de Infectologia e da Sociedade Brasileira de Pediatria, que afirma que “os benefícios da vacinação na população de crianças de 5 a 11 anos superam os eventuais riscos associados à vacinação, no contexto atual da pandemia”.
A Prefeitura de João Pessoa oferece, a partir da próxima segunda-feira (7), um novo posto de testagem da Covid-19 exclusivamente para pessoas com deficiência permanente ou comorbidades, HIV/Aids, câncer e idosos com comorbidades. Nesse local específico, que irá funcionar em uma tenda montada em frente ao prédio da Reitoria da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), ainda contará com um intérprete de Libras.
Além do posto exclusivo para este grupo, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) manterá disponíveis outros sete pontos de atendimento para o público em geral. Em todos os casos, o atendimento para testagem precisa ser agendado. O agendamento para as testagens gratuitas da Covid-19 programadas para segunda-feira (7) devem ser feitas neste domingo (6), a partir das 19h, através do aplicativo Vacina João Pessoa ou pelo site vacina joaopessoa.pb.gov.br.
A testagem para o restante da população será realizada das 8h às 12h nos seguintes locais: Centro de Vivência da UFPB, USF Integrada Cruz das Armas I, USF Estação Saúde, USF Nova União, USF Alto do Céu Integrada e USF São José. Outra opção é o Centro Universitário Uniesp, na BR-230, das 17h às 21h.
A Secretaria Municipal de Saúde orienta que o agendamento dos testes só deve ser realizado por pessoas que estão com sintomas ou síndromes gripais há pelo menos três dias ou quem manteve contato com alguém que testou positivo para Covid-19. É importante que as pessoas sigam o protocolo de triagem para não congestionar o serviço.
A campanha de imunização contra a Covid-19, doença causada pelo coronavírus, atingiu bons índices no sistema carcerário: 89% dos detentos já estão completamente vacinados.
Dos 525,5 mil presidiários, 497,3 mil receberam duas doses ou a dose única da Janssen contra a enfermidade.
Os dados foram analisados pelo Metrópoles, com base em informações publicadas pelo Departamento Penitenciário Nacional (Depen).
A taxa de imunização completa nos presídios está acima da média nacional. No país, segundo dados do LocalizaSUS, plataforma do Ministério da Saúde. 150,4 milhões de pessoas já estão completamente imunizadas, o que equivale a 75% da população vacinável.
Considerado grupo prioritário para a vacinação contra a Covid-19, os detentos começaram a ser vacinados em 2021.
Atendimento
Desde o inicio da pandemia, 63,2 mil presos tiveram Covid-19, sendo que 283 morreram por complicações da doença. Atualmente são 31,4 mil suspeitas.
Como medida de controle da Covid-19, o Sistema Penitenciário Federal (SPF), por exemplo, implantou a telemedicina no sistema prisional.
As condições estruturais dos presídios e a superlotação foram a grande preocupação devido ao alto potencial de propagação do vírus.
Além desses fatores, também agravaram a situação, o perfil tipicamente fraco da saúde das populações carcerárias, incluindo a alta prevalência de doenças crônicas e contagiosas.
Versão oficial
O Depen informou, em nota, que durante a pandemia realizou ações de saúde, forneceu orientações técnicas e comprou insumos para o combate à doença.
“Assim como a vacinação na população livre, a vacinação no sistema penitenciário é administrada pelas Secretarias de Saúde de cada estado e Distrito Federal”, resume o texto.
O Depen desde o começo da crise sanitária quantifica o avanço da Covid-19 no sistema carcerário brasileiro. O painel reúne informações de óbitos, casos suspeitos, detectados e recuperados de cada uma das unidades federativas.
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