O Conselho Regional de Medicina do Estado da Paraíba interdita eticamente os médicos que trabalham na Unidade Básica de Saúde Baralho, em Bayeux. A equipe do CRM-PB já havia vistoriado a unidade no dia 8 de fevereiro, constatou os problemas de infraestrutura, insalubridade, ausência de equipamentos básicos, além de falta de segurança para profissionais e pacientes. No dia 18, as providências para resolução das inconformidades ainda não haviam sido tomadas e o Conselho interditou eticamente a UBS, a partir da zero hora do dia 19.
Esta é a terceira vez que o CRM-PB interdita a unidade nos últimos três anos. Em 2019 a UBS ficou interditada por mais de um mês, entre agosto e setembro, por falta de segurança. Em maio de 2021, foram quase 30 dias de interdição novamente, por praticamente os mesmos problemas encontrados em fevereiro de 2022.
A UBS Baralho funciona em prédio residencial adaptado. Recentemente foi realizada pintura no prédio, mas há indícios de manutenção insuficiente, com ambientes sem iluminação, infiltração e mofo na sala de vacina, no consultório médico, na copa e nos sanitários. Falta de higiene em praticamente toda a unidade, mobiliário com desgaste, não há registro de controle de pragas, faltam sabão líquido, papel toalha, papel lençol e álcool em gel.
Também faltam formulários para prontuário e equipamentos nos consultórios. Os funcionários ainda relataram que não há segurança ao patrimônio e aos membros da equipe, ficando estes vulneráveis a ameaças de pacientes ou acompanhantes.
A partir desta segunda-feira (21), o Hospital Infantil do Valentina, em João Pessoa, retoma o atendimento para todos os casos. A unidade estava com o atendimento exclusivo para crianças com Covid-19 deste a semana passada, mas a liberação de leitos vem permitindo o retorno à normalidade.
De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, há apenas uma criança hospitalizada com Covid-19 no momento. Ela está isolada dos demais pacientes e segue se recuperando.
Por conta disso, o hospital vai voltar a receber todos os casos de atendimento a crianças, inclusive com a disponibilização dos oito leitos para crianças com doenças mentais, que deveriam ser encaminhadas para o Hospital Juliano Moreira.
Com a aprovação do primeiro autoteste de Covid-19 pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), a expectativa é que ainda em fevereiro o Brasil tenha nas prateleiras das farmácias e estabelecimentos de saúde licenciados aproximadamente 20 milhões de exames para venda à população.
Os preços vão variar de acordo com cada estabelecimento, mas a empresa responsável pela distribuição no país, a CPMH Produtos Hospitalares, prevê cobranças menores que as praticadas no mercado internacional e em comparação com as dos testes realizados em laboratórios.
“O custo para a população brasileira será muito mais competitivo do que os autotestes disponíveis na Europa e nos Estados Unidos, para adequar à nossa realidade”, declarou ao R7 o responsável técnico da empresa, Rander Avelar.
Ele completou que, por não ter o serviço agregado de um profissional de saúde, “é lógico e o racional que o custo para o indivíduo seja menor do que o de um teste profissional feito em uma farmácia ou laboratório”. É possível encontrar testes rápidos em farmácias na faixa de R$ 50 a R$ 150.
O produto que obteve o aval da Anvisa recebeu o nome de Novel Coronavírus (Covid-19) Autoteste Antígeno. Ele é produzido pela empresa chinesa Bioscience (Tianjin) Diagnostic Technology. A autorização da Anvisa foi concedida nessa quinta-feira (17), após a reguladora entender que os critérios técnicos de qualidade e desempenho definidos pela agência e pela Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) haviam sido atendidos.
O Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria para derrubar a diretriz do Ministério da Educação (MEC) que proibiu a exigência do comprovante de vacinação contra a covid-19 em universidades e instituições de ensino federais.
O julgamento está sendo travado no plenário virtual, plataforma que permite aos ministros incluírem os votos no sistema online sem necessidade de reunião presencial ou por videoconferência. Até o momento, há sete votos para anular o ato normativo. Os ministros que ainda não se manifestaram têm até o final desta sexta-feira, 18, para opinar.
Em seu voto, o ministro Ricardo Lewandowski, relator do processo disse que a ordem do MEC “contraria as evidências científicas”, ao “desestimular a vacinação”, e viola a autonomia universitária.
“O Supremo Tribunal Federal tem, ao longo de sua história, agido em favor da plena concretização do direito à saúde e à educação, além de assegurar a autonomia universitária, não se afigurando possível transigir um milímetro sequer no tocante à defesa de tais preceitos fundamentais, sob pena de incorrer-se em inaceitável retrocesso civilizatório”, escreveu.
A conclusão do STF é que as universidades têm legitimidade para exigir o passaporte da vacina na volta às aulas presenciais. Além de Lewandowski, votaram Alexandre de Moraes, Luís Roberto Barroso, Cármen Lúcia, Rosa Weber, Edson Fachin e Gilmar Mendes.
O caso foi levado ao STF por três partidos de oposição — Rede, PDT e PT.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou, nesta quinta-feira (17), o primeiro autoteste para Covid-19 no país.
O produto registrado pela Anvisa é o Novel Coronavírus (Covid-19) Autoteste Antígeno, da empresa CPMH Comércio e Indústria de Produtos Médicos-Hospitalares e Odontológicos.
“Para conceder o registro a Anvisa analisa uma série de requisitos técnicos, entre os quais estão a usabilidade e o gerenciamento de risco, que servem para adequar o produto para uso por pessoas leigas dando maior segurança no seu uso. Confira as orientações de uso aprovadas para o produto”, diz a agência em comunicado.
A publicação do registro foi publicada hoje no Diário Oficial da União.
Agora, a disponibilidade no mercado depende da empresa detentora do registro.
A quarta dose da vacina contra a Covid-19 não deve ser aplicada por ora, afirmou Jarbas Barbosa, vice-diretor da Opas (Organização Pan-americana da Saúde), em entrevista coletiva nesta quarta (16).
“A discussão sobre quarta dose deve ocorrer, mas no momento correto, em um momento em que tivermos mais evidências”, disse.
Segundo Barbosa, a prioridade para o Brasil, no momento, deve ser viabilizar a terceira dose principalmente para grupos prioritários – idosos e imunossuprimidos, por exemplo – que ainda não tomaram o reforço vacinal.
O especialista explicou que esse desfalque na aplicação da terceira dose pode ser observado ao comparar dados da cobertura vacinal.
As informações mais recentes do consórcio de veículos de imprensa que acompanham a pandemia apontam que 71% da população já completou o esquema vacinal, mas somente 26% tomaram a terceira dose.
Barbosa também ressalta que é importante monitorar novas evidências sobre a eficácia da quarta dose das vacinas enquanto ocorre esse esforço de atender a população que ainda não tomou o esforço.
“Enquanto [aumentamos a cobertura da terceira dose], devemos analisar de maneira tranquila as evidências científicas sobre a quarta”, disse.
No Brasil, o Ministério da Saúde fez uma recomendação, no início de fevereiro, para aplicação da quarta dose em pessoas imunocomprometidas com mais de 12 anos.
Antes, essa indicação era direcionada somente para adultos desse grupo de risco.
Segundo nota veiculada pela pasta, o esquema vacinal para esse grupo é feito com três doses com intervalo de oito semanas entre elas. A quarta dose deve ser aplicada quatro meses depois.
A orientação não é de caráter obrigatório para estados e municípios. No estado de São Paulo, o governador João Doria (PSDB), por exemplo, afirmou que a quarta dose estaria disponível para os paulistas mesmo que o Ministério da Saúde não fizesse o mesmo para a população geral.
Outros países do mundo já autorizaram a quarta dose. É o caso de Israel, que optou pelo reforço no final de 2021.
Algumas pesquisas já investigam se essa administração tem reais efeitos positivos contra a pandemia. Uma delas foi feita pelo CDC (Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos) e observou que a eficácia da terceira dose das vacinas da Pfizer e da Moderna diminui significativamente a partir do quarto mês, algo que pode ser um indicativo da necessidade de uma outra dose de reforço.
Outro estudo feito em Israel observou que a quarta dose não teria tanta eficácia contra a ômicron, variante que tem uma alta capacidade de disseminação e levou a novas ondas da doença ao redor do mundo.
Por conta disso, alguns especialistas já defendem que seria importante realizar atualizações ou desenvolver novas vacinas ao invés de optar pela estratégia de reforço constante. Especialistas da OMS (Organização Mundial da Saúde), por exemplo, já disseram que seriam necessários outros imunizantes que, além evitar quadros severos de Covid-19, conseguissem barrar a transmissão do vírus.
Os governos federal e dos 16 Estados da Alemanha anunciaram nesta quarta-feira (16) que a maior parte das restrições para conter a propagação da covid-19 serão removidas em 20 de março. A decisão coincide com o relaxamento das medidas nos países vizinhos Áustria e Suíça.
A estratégia em 3 fases foi apoiada pelo chanceler federal alemão, Olaf Scholz, e pelos governadores, num momento em que os números da pandemia iniciam tendência descendente. “O pico já foi provavelmente atingido”, comentou Scholz.
Em conferência de imprensa ao lado do governador da Renânia do Norte-Vestfália, Hendrik Wüst, e da prefeita de Berlim, Franziska Giffey, o chefe de governo destacou que a obrigatoriedade da vacinação ainda é a política oficial do governo.
A imposição seria necessária para preparar o país para o outono e o inverno (a partir de 23 de setembro), e que o relaxamento das restrições só funcionará atrelado à expansão da campanha de vacinação.
A vacinação obrigatória, segundo Scholz, “se torna absolutamente necessária quando as temperaturas esfriarem novamente”. A medida, porém, ainda enfrenta alguma resistência no Bundestag (câmara baixa do parlamento).
A coalizão de governo encabeçada pelos social-democratas ainda está dividida sobre a questão, e deixou a decisão para os parlamentares. Até o momento, ainda não há data para a votação nem está claro em que direção ela deverá tender.
Relaxamento em 3 fases
A 1ª fase do relaxamento remove a obrigatoriedade da comprovação de vacinação ou de recuperação da doença para o acesso ao comércio não essencial e põe fim ao limite numérico para reuniões privadas entre vacinados.
A partir de 4 de março, as exigências para o acesso a bares e restaurantes serão relaxadas. Será possível entrar nesses locais apresentando somente um teste negativo ou, em algumas regiões, atestado da dose de reforço.
Já o acesso às casas noturnas e discotecas continua sendo apenas para vacinados ou recuperados. Grandes eventos poderão ocorrer somente com 75% de capacidade de público.
As medidas mais amplas de relaxamento virão a partir de 20 de março. O chefe de governo alemão ressaltou, porém, que a obrigatoriedade do uso de máscaras e distanciamento social continuarão em vigor.
A Alemanha e diversos outros países europeus registraram um aumento exponencial dos casos, nos últimos meses. A variante ômicron do coronavírus, mais contagiosa, gerou recordes de casos diários em diversas regiões.
O Instituto Robert Koch, a agência de controle e prevenção de doenças da Alemanha, registrou ligeiras quedas seguidas nas taxas de infecção nos últimos dias, apesar de os números ainda estarem acima dos níveis pré-ômicron.
“Pandemia ainda não acabou“
Nesta 4ª feira, o RKI registrou 219.972 novos casos de covid-19 e 247 mortes. A taxa de incidência por 100 mil habitantes em 7 dias – fundamental para a definição das políticas de combate a pandemia – está em 1.401.
“Depois de 2 anos, merecemos que as coisas, de alguma forma, voltem a melhorar, e parece ser exatamente isso que temos à nossa frente”, disse Scholz à imprensa, após a reunião com os governadores.
Ele se declarou otimista, mas pediu que a população se mantenha alerta, pois novas variantes do coronavírus ainda poderão surgir. “Não podemos ser desleixados em meio a todo esse otimismo e confiança. Por isso, temos que dizer com clareza que a pandemia ainda não acabou.“
A Secretaria de Estado da Saúde (SES) calcula que 1.003.851 pessoas estão atrasadas para a dose de reforço (DR), tendo apenas 40,32% da população elegível com a dose de reforço em dia. Os dados são do Sistema de Informações do Programa Nacional de Imunizações (SI-PNI) e mostram a realidade do estado em relação à imunidade coletiva. Outras 439.639 pessoas ainda não compareceram para a segunda dose (D2).
Quinze municípios concentram 558.614 doses em atraso para reforço, o que representa 55,6% das DR que já deveriam ter sido aplicadas no estado. Os municípios com maior número de pessoas com esquema incompleto são João Pessoa, com 200.122; seguido por Campina Grande, com 123.172; Santa Rita, com 41.169; Patos, com 32.550 e Sousa, com 23.949. Bayeux, Cajazeiras, Cabedelo, Guarabira, Mamanguape, Pombal, Sapé, Solânea, Queimadas e São Bento também integram o grupo de municípios com maior número de doses de reforço atrasadas.
O secretário de Saúde, Geraldo Medeiros, destaca que os casos graves decorrentes da variante predominante no Brasil, a Ômicron, só podem ser prevenidos com esquema vacinal completo, incluindo a dose de reforço. “Enquanto não alcançarmos a imunidade coletiva através da vacinação com esquemas completos, estamos favorecendo o desenvolvimento de novas variantes e colocando a vida de todos em risco. Os estudos comprovam que a dose de reforço é fundamental nesse contexto e receber esse complemento é necessário para alcançar a proteção contra a Ômicron”.
Geraldo Medeiros enfatiza que “os dados informados pelos municípios ao SI-PNI nos mostram que 15 localidades concentram mais de 55% das doses de reforço atrasadas. Lembramos que é preciso que a população busque essa dose e que os municípios possam manter a ampla oferta para que todos sejam vacinados”.
Até o início da tarde desta quarta-feira (16), a Paraíba já havia aplicado um total de 7.654.830 doses de vacinas contra covid-19, das quais 1.258.956 são doses de reforço. A vacinação segue acontecendo em todos os 223 municípios para todas as faixas etárias elegíveis para receber os imunizantes.
Secretaria de Estado da Saúde (SES) vai promover, nesta quarta-feira (16), o primeiro Dia C de vacinação infantil contra covid-19. O objetivo é ampliar a oferta da vacina e oportunizar o acesso da vacinação à população com idade de 05 a 11 anos. A mobilização ocorrerá em todo estado e o engajamento das famílias é muito importante para proteger as crianças.
Em João Pessoa, não será necessário agendamento. Na capital, a ação vai das 8h às 11h nas unidades de saúde; das 8h às 15h, no Centro Municipal de Imunizações; das 8h às 12h, no Santuário Mãe Rainha, Unipê, Funad e IFPB, e das 9h às 22h no Mangabeira Shopping, para pedestres, onde acontecerá a abertura oficial. No município de Sousa, o Dia C acontece em todas as unidades de saúde, das 8h às 16h.
Campina Grande vai oferecer a vacina por meio de agendamento, exceto para os alunos que serão vacinados nas escolas. A mobilização vai acontecer pela manhã e à tarde no Parque da Criança e Parque da Liberdade. No período da manhã, das 9h às 12h, haverá vacinação na UBS Galante, UBS Crisóstomo Lucena, Centro de Saúde São José da Mata, UBS Padre Hachid Ilo Bezerra, Escola Manoel da Costa Cirne, Escola Alice Gaudêncio e Escola Integrada do Monte Santo. O CER Bodocongó também terá um ponto de vacinação das 14h às 17h.
A Prefeitura de João Pessoa disponibiliza, nesta segunda-feira (14), testagem gratuita para Covid-19 em oito pontos da cidade. Para ter acesso, é necessário que a população realize o agendamento através do aplicativo Vacina João Pessoa ou site vacina.joaopessoa.pb.gov.br. As vagas estão disponíveis a partir das 19h deste domingo (13).
A diretora de Vigilância em Saúde de João Pessoa, Alline Grisi, disse que em alguns pontos a testagem vai das 8h às 12h, e pode ser feita até as 21h, no Parque Solon de Lucena, a Lagoa. Segundo ela, o horário ampliado foi pensado para oferecer mais comodidade à população e permitir que um maior número de pessoas tenha acesso ao serviço.
Alline Grisi explicou que o ponto localizado em frente ao prédio da Reitoria da Universidade da Paraíba (UFPB) funcionará, das 9h às 12h, de forma exclusiva para atender pessoas com deficiência ou comorbidades. Já para o público geral, a testagem acontece em outros sete pontos.
No Centro de Vivência da UFPB, a testagem é realizada das 8h às 12h. Neste mesmo horário, o procedimento acontece nas Unidades de Saúde da Família (USFs) Nova Conquista (Alto do Mateus); Colinas do Sul II (Colinas do Sul); Caminho do Sol (Valentina); Viver Bem (13 de Maio) e Integrada Bessa (Bessa). Na Lagoa, a população poderá realizar os testes das 18h às 21h.
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