Paraíba

Paraíba tem aumento de até 2.900% em casos de doenças respiratórias

 

Um boletim divulgado nesta segunda-feira (19) pela Secretaria de Saúde da Paraíba mostra que o estado registrou um aumento de 2.900%, em um ano, nos casos de influenza B, uma principais das síndromes respiratórias que estão acometendo os paraibanos.

Com relação a influenza B, em 2022 foram registrados três casos em 2022 e 91 neste ano, até o dia 17 deste mês.

Entre todas as doenças respiratórias, o boletim traz que a Paraíba totaliza 1.902 registros de casos graves, distribuídos em 174 dos 223 municípios paraibanos.

Já a síndrome com maior incidência é o vírus Sincicial, com 448 casos confirmados. Ele atinge mais crianças de até nove anos, com 427 casos dos 448 totais.

“Destacamos a importância de a população realizar a etiqueta respiratória e manter o cartão vacinal atualizado com a vacina contra Influenza, que previne contra tipo A e B, e da vacina contra Covid-19. A imunização é o meio mais seguro de proteger contra as formas graves das doenças respiratórias”, afirmou o secretário de Saúde do Estado, Jhony Bezerra.

Neste ano, o boletim traz também que 45 pessoas morreram acometidas por síndromes respiratórias que não sejam a covid-19. Deste total, 24 tinham entre três dias e nove anos de idade; sete estavam na faixa etária entre 33 e 58 anos e 14 eram idosos acima de 60 anos.

Os municípios com maior número de óbitos foram: Monteiro, nove; João Pessoa, oito; Sousa, quatro; Campina Grande, três; e Sapé, dois. Alagoa Grande, Cabedelo, Conde, Cuité de Mamanguape, Esperança, Jacaraú, Lagoa Seca, Livramento, Mamanguape, Marcação, Queimadas, Quixaba, Santa Luzia, Santa Rita, São João do Tigre, São José da Lagoa Tapada, Solânea, Sumé e Tacima registraram um óbito cada.

Blog do BG PB

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Saúde

Pragas urbanas na Paraíba: risco para saúde

Pombos domésticos: os riscos de transmissão de doenças e formas de prevenção - Pragas e Eventos

A presença de pombos é uma cena comum em vários pontos da cidade e um dos locais onde eles são vistos com maior frequência é o Ponto de Cem Réis, no Centro. A ave parece inofensiva, mas é capaz de transmitir doenças ao ser humano, assim como caramujos e roedores que são encontrados na orla, em terrenos baldios, tubulações de esgotos e até mesmo no quintal de casas.

Considerados pragas urbanas, eles transmitem doenças que podem matar. Nos últimos dez anos (2013/2022), 20 pessoas morreram na Paraíba vítimas da leptospirose, transmitida pelo rato, de acordo com Sistema de Informação sobre Mortalidade (SIM), da Secretaria de Estado da Saúde (SES-PB).

A Vigilância Ambiental de João Pessoa alerta que esses animais procuram sempre alimento, abrigo, água e acesso ao abrigo. Os pombos, por exemplo, gostam de locais onde podem ter abrigo e formar ninhos, como caixas de ar-condicionados e prédios abandonados. Além disso, eles preferem as áreas urbanas porque encontram alimento, principalmente no lixo. O Ponto de Cem Réis é um espaço movimentado e as pessoas costumam oferecer alimento para eles.

O técnico de Vigilância em Saúde de João Pessoa, Fabrício de Souza Silva, explica que várias informações já foram divulgadas alertando para não alimentar os pombos. Segundo ele, a dificuldade no Ponto de Cem Réis é que há prédios abandonados e toda condição para que formem ninhos. “A Vigilância Ambiental realizou ações junto com a Emlur e outras secretarias. A orientação que foi repassada à população é sempre de não alimentar e tentar tirar o mais rápido possível comidas do chão e restos de lixo”.

Ele ressalta que é preciso evitar a formação de ninhos e retirá-los se estiverem apenas com ovos. Se houver filhotes, é preciso esperar que se desenvolvam e saiam. Nesse processo é recomendado utilizar máscara porque as fezes do pombo podem causar danos à saúde. Por fim, fazer a limpeza com hipoclorito. Ao inalar as fezes, o ser humano pode desenvolver infecção por fungos. “Existem duas doenças transmitidas pelo pombo, a histoplasmose e a criptococose”. Elas têm tratamento e cura.

Roedores
Na orla, principalmente durante à noite, é possível se deparar com ratazanas próximo à vegetação e aos
bancos da calçadinha. Além de assustar algumas pessoas, o rato, que é outra praga urbana, pode transmitir a leptospirose. Eles existem em grande número nas áreas urbanas.

Um esconderijo para eles é na vegetação da praia, que é área de proteção permanente, e não pode ser retirada. Os ratos, conforme Fabrício de Souza Silva, também utilizam os canais pluviais. Além disso, toda a calçadinha da praia tem espaços que servem de abrigo.

O Centro de Controle de Zoonoses realiza, de duas a três vezes por ano, um trabalho intensivo na orla justamente por causa da circulação de pessoas. O técnico lembra que qualquer local que ofereça água,
abrigo, alimentos e acesso ao abrigo dá condições para a presença de roedores.

Mercados públicos e feiras livres são ambientes favoráveis. Terrenos baldios, com mato, podem ser um local propício ao surgimento de ratos. Por isso, a recomendação é que os proprietários mantenham esses espaços limpos e que a população evite jogar lixo. “A população tem que entender que os problemas que enfrentamos com todas as pragas urbanas, mas principalmente com os roedores, é a presença do lixo. Por isso, é preciso manter o ambiente limpo e organizado”, ensina.

Ele explica que, se houver a presença de roedores, é possível fazer o controle por meio de produtos químicos aprovados pela Vigilância Sanitária. Chumbinho não é indicado. Ao comprar o produto, a orientação é ler a maneira como deve ser usado. O técnico acrescenta que o uso de produtos químicos deve ser regular.

Blog do BG PB com União

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Paraíba

Paraíba e mais sete estados apresentam aumento em casos de síndromes respiratórias, diz Fiocruz


A Paraíba está entre os oito estados brasileiros que apresentaram aumento no número de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG). É o que informa o boletim InfoGripe, divulgado nesta sexta-feira (16) pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). De acordo com o levantamento da Secretaria de Estado da Saúde (SES), até o dia 10 de junho, foram confirmados 608 casos de síndromes respiratórias na Paraíba.

Os oito estados que apresentam sinal de crescimento são: Acre, Alagoas, Amapá, Pará, Paraíba, Rio Grande do Norte, Roraima e Sergipe. Em cinco, Acre, Amapá, Pará, Rio Grande do Norte e Roraima, o crescimento recente está associado às crianças.

Nos estados de Alagoas, Paraíba e Sergipe, além das crianças, é possível observar aumento em faixas etárias da população adulta, principalmente em idades mais avançadas.

Capitais

Nove capitais apresentam sinal de crescimento da síndrome respiratória: Aracaju (SE), Belém (PA), Boa Vista (RR), Cuiabá (MT), João Pessoa (PB), Macapá (AP), Rio Branco (AC), São Luís (MA) e Vitória (ES). Na maioria, o sinal está presente sobretudo nas crianças.

Mortes

Até o momento, a Paraíba registrou 45 óbitos por síndrome respiratória, sendo 24 por influenza (um deles com coinfecção com VRS), 18 de Vírus Sincicial Respiratório (VRS), dois por Rinovírus e um por parainfluenza.  Das vítimas, 24 estavam na faixa etária entre 0 e 9 anos; sete tinham entre 33 e 58 anos; e 14 eram idosos a partir de 60 anos.

Os óbitos ocorreram entre residentes dos municípios de: Monteiro (9); João Pessoa (8); Sousa (4); Sapé (2); Campina Grande (3); Alagoa Grande (1); Cabedelo (1); Conde (1); Cuité de Mamanguape (2); Esperança (1); Jacaraú (1); Lagoa Seca (1); Livramento (1); Marcação (1); Queimadas (1); Quixaba (1); Santa Luzia (1); Santa Rita (1); São João do Tigre (1); São José da Lagoa Tapada (1); Solânea (1); Sumé (1) e Tacima (1).

No momento, a Paraíba está com três óbitos em investigação.

AgênciaBrasil

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Saúde

João Pessoa tem aumento de idosos em situação de rua, em 2023

A violência e a violação de direitos contra idosos são feridas sociais que crescem nos centros urbanos brasileiros. Em João Pessoa, o número da população acima de 60 anos vivendo nas ruas aumentou. Nos quatro primeiros meses de 2023, o Ruartes (Serviço Especializado em Abordagem Social) registrou 14 idosos em situação de rua na capital paraibana. No ano anterior, foram registrados 10 casos, no mesmo período.

Ainda neste ano, outras 55 pessoas desamparadas foram atendidas nas Casas do Idoso. Esses idosos em vulnerabilidade tiveram acolhimento nessas unidades públicas de João Pessoa em meio a perda de direitos.

Violência

De janeiro a abril desse ano, o Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas) registrou 94 casos de violência ou violação de direitos contra idosos. O número representa uma pequena redução, de 10%, quando comparado aos registros do mesmo período de 2022, quando foram contabilizados 131 casos.

As denúncias de violações aos direitos de pessoas idosas também chegam por meio do Disque 156, que é um canal gratuito disponibilizado pela Prefeitura, através da Sedhuc. Só no primeiro quadrimestre desse ano, foram registradas 32 ligações. Dessas, 12 foram relativas à violação de direitos de idosos , o que representa o dobro registrado em 2022 no mesmo período.

Denuncie 

O Disque 156 deve ser acionado quando houver registro de discriminação ou preconceito de gênero, etnia, cor e demais situações. As denúncias podem ser feitas também pelo e-mail [email protected] ou ainda pelo chat online, de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h. Ligações gratuitas e sigilosas.

T5

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Paraíba

Enfermeiros protestam nesta quinta em JP para cobrar pagamento do piso nacional

Profissionais da Enfermagem fazem protesto para manter piso | CIDADES |  OPOVO+Foto: Reprodução

Enfermeiros, técnicos e auxiliares de todo o estado irão às ruas a partir das 09h, nesta quinta-feira (15), durante a ‘1ª Marcha da Enfermagem de João Pessoa e Região’, para pressionar o Governo Federal a liberar verbas suficientes para realização do pagamento do piso nacional da categoria.

De acordo com Fábio Patterson, presidente do SATENF-PB (Sindicato dos Auxiliares e Técnicos de Enfermagem do Serviço Público da Paraíba) e um dos organizadores do ato na Capital paraibana, o ponto de concentração será na Praça da Independência.

“Sabemos que a lei 14 434/23 está vigente. E que o ministro Luís Roberto Barroso revogou a suspensão do piso. O ato terá o intuito de pressionar os gestores. É importante salientarmos que o piso não está atrelado a carga horária e é constitucional“, diz Patterson.

Valores

O Governo Federal, através do Ministério da Saúde (MS), já realizou os cálculos referentes ao valor que cada município brasileiro irá receber sob forma de subsídio para pagamento do piso nacional da categoria, porém, além de ainda não ter enviado os ditos valores, segundo os prefeitos, os montantes são insuficientes.

Além de prefeitos, o tema também preocupa gestores das unidades de Saúde particulares e, principalmente, filantrópicas, que também alegam não possuírem verbas suficientes para realizar o pagamento determinado ainda na reta final do então presidente Jair Bolsonaro (PL), medida considerada à época eleitoreira.

FNP

O atraso no repasse da verba e a insuficiência em reais para realização do pagamento do piso nacional da Enfermagem se transformou em uma das pautas principais no encontro da Frente Nacional dos Prefeitos (FNP), evento que reuniu ministros, prefeitos e diversas lideranças políticas nacionais em João Pessoa nos últimos dias 01 e 02 de junho.

Na ocasião, os gestores assinaram um documento intitulado “Carta de João Pessoa” que cobra soluções para viabilização do pagamento do piso salarial da Enfermagem no país.

O documento visa a possibilidade de garantir a sobrevivência do pagamento do piso da categoria mesmo após o fim do ano 2023.

Blog do BG PB

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Saúde

Primeira vacina contra a chikungunya apresenta resultados promissores

A farmacêutica francesa Valneva anunciou nesta terça-feira, 13, que a primeira vacina contra o vírus chikungunya, transmitido pelo mosquito Aedes aegypti, teve resultados positivos. Os resultados foram elogiados por especialistas, embora o teste tenha sido realizado com pacientes nos Estados Unidos, onde o vírus não é endêmico.

Detectado em 115 países desde a sua descoberta na Tanzânia, em 1952, o vírus causa febre e dores nas articulações, e raramente é fatal. É transmitido aos seres humanos por meio do mosquito do tipo Aedes. A doença, para a qual ainda não existe medicamento, cresceu exponencialmente nas Américas. Entre janeiro e abril, foram detectados 135 mil casos no continente, segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS).

Nos primeiros seis meses de 2022, foram registrados 50 mil casos na região. A Valneva testa a vacina em adolescentes no Brasil, onde o vírus é endêmico. Os resultados podem ser decisivos para o futuro do medicamento. A vacina desenvolvida pela Valneva é conhecida como VLA1553. Segundo a empresa, autoridades americanas podem dar a sua aprovação em agosto.

O novo teste, de fase três (última fase antes de solicitar o exame do medicamento perante autoridades) envolveu mais de 4.100 adultos saudáveis nos Estados Unidos, onde o chikungunya não é endêmico. Um total de 99% dos pacientes geraram anticorpos capazes de neutralizar o vírus, segundo estudo publicado na revista “The Lancet”. A vacina, que requer uma injeção única, gerou efeitos colaterais semelhantes aos de outros fármacos.

Os resultados são promissores, destacou Martina Schneider, chefe de estratégia clínica da Valneva e principal autora do estudo. “Ela poderia representar a primeira vacina contra o chikungunya para quem vive em regiões endêmicas, bem como para viajantes”, explicou. A OMS alertou em abril que doenças transmitidas por mosquitos, como dengue e chikungunya, poderiam se espalhar devido às mudanças climáticas. Outro medicamento contra o vírus é desenvolvido pela farmacêutica dinamarquesa Bavarian Nordic.

JovemPan

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Saúde

ANS anuncia reajuste de até 9,63% no preço dos planos de saúde individuais

O reajuste anual é calculado com base nas variações das despesas com atendimento aos beneficiários, intensidade de utilização dos planos pelos clientes e inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) — Foto: UFJF Foto: UFJF

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) anunciou nesta segunda-feira (12) o reajuste máximo de 9,63% no preço dos planos de saúde individual. O valor foi definido e aprovado durante reunião dos diretores da agência. A mudança terá validade de 1º de maio (retroativo) até 30 de abril de 2024.

O reajuste é válido para os planos médico-hospitalares contratados a partir de janeiro de 1999 ou que foram adaptados à nova legislação (Lei nº 9.656/98).

Vale destacar que o aumento no valor dos planos de saúde é aplicado pelas operadoras na data que se comemora um ano do contrato do serviço. A decisão não envolve planos coletivos, sejam empresários ou por adesão.

Como a mudança no valor passará a ser considerada a partir de maio, os boletos dos meses seguintes – julho e agosto – terão além do reajuste mensal, a compensação que não foi paga nos 60 dias anteriores.

Histórico de mudanças

Em 26 de maio de 2022, a ANS anunciou o maior aumento desde o início da série histórica em 2000, de 15,5%. Antes, o maior registrado havia sido de 13,57% em 2016, segundo dados da agência. A mudança teve validade de maio de 2022 a abril de 2023.

No ano anterior, foi determinado um reajuste negativo de -8,19% nos planos de saúde individuais em razão da queda provocada pela pandemia no uso de serviços médicos, com adiamento de procedimentos como cirurgias e exames.

Para a Associação Brasileira de Planos de Saúde (Abramge), a oscilação de 2021 para baixo e de 2022 para cima foram efeitos da transferência das despesas médicas por conta do período de isolamento para o combate da pandemia (veja o histórico de reajuste de planos desde 2000).

Planos de saúde

De acordo com o levantamento da Agência Nacional de Saúde Suplementar, em dezembro de 2022, o setor totalizou 50.493.061 usuários em planos de assistência médica, sendo 8,9 milhões familiares ou individuais.

 

A ANS mantém um guia na sua página na internet, onde o consumidor pode pesquisar todos os planos de saúde comercializados no país.

A ANS oferece os seguintes canais para reclamações sobre irregularidades e dificuldades de atendimento:

  • Disque ANS: 0800 701 9656
  • Fale Conosco: www.gov.br/ans
  • Central de Atendimento a Deficientes Auditivos: 0800 021 2105

g1

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Saúde

ANS define reajuste dos planos de saúde individuais ou familiares nesta segunda

Plano de saúde: tudo o que você precisa saber antes de contratar | Sami  SaúdeFoto: Divulgação

A ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) vai definir nesta segunda-feira (12), em reunião da diretoria colegiada, o índice máximo de aumento anual para os planos de saúde individuais ou familiares. A estimativa é de reajuste entre 10% e 12%, segundo a projeção da Abramge (Associação Brasileira de Planos de Saúde), com base na metodologia de aumento adotada pela ANS e em cálculo de consultorias.

A medida vai afetar 8,9 milhões de beneficiários de planos individuais e familiares, o que representa 17,6% do total de consumidores de planos de assistência médica no Brasil. O setor atingiu um total de 50.573.160 usuários em abril deste ano, o maior número desde novembro de 2014.

O aumento vai valer para contratos feitos a partir de janeiro de 1999 e poderá ser aplicado pela operadora a partir da data de aniversário da contratação do plano. O percentual será válido entre junho de 2023 a maio de 2024.

No ano passado, a agência autorizou reajuste de 15,5% nos planos de saúde individuais e familiares, o maior índice desde o início da série histórica, em 2000.

R7

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Saúde

HIV: Anvisa aprova primeira injeção para prevenir a infecção do vírus; entenda

 

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) concedeu o registro de novo medicamento ao Cabotegravir, uma injeção aplicada a cada dois meses para prevenir a infecção pelo HIV. O aval foi publicado no Diário Oficial da União no último dia 5.

A injeção, desenvolvida pela farmacêutica GSK, tem o nome comercial de Apretude. O medicamento funciona como uma profilaxia pré-exposição ao vírus (PrEP). No Brasil, desde 2017, a estratégia é oferecida pelo Sistema Único de Saúde (SUS) por meio de comprimidos diários.

A terapia é destinada a determinados grupos considerados de maior risco de exposição ao HIV, como homens que fazem sexo com outros homens, profissionais do sexo e pessoas que não vivem com o vírus, mas estão em um relacionamento sorodiscordante (em que a outra pessoa vive com o HIV).

O comprimido, que deve ser tomado diariamente, é uma combinação de dois antirretrovirais, tenofovir + emtricitabina, que bloqueiam os caminhos que o HIV utiliza para infectar o organismo. Com isso, caso o indivíduo seja exposto ao vírus, o risco de contaminação é mais de 90% menor.

Segundo o Painel PrEP, do Ministério da Saúde, desde a implementação, até abril deste ano, 81.824 brasileiros acessaram a terapia no país – 89% pela rede pública. No entanto, mais de 22 mil deixaram de aderir à estratégia.

Uma das maiores dificuldades para o sucesso da profilaxia é justamente pelo fato de o esquema envolver comprimidos diários, o que leva muitas pessoas a desistirem a longo prazo.

Por isso, pesquisadores têm investido em novos fármacos capazes de aumentar a aderência do público-alvo, como os de longa duração, que podem ser aplicados em intervalos maiores, ou em formatos de implantes, por exemplo.

Um dos mais avançados nesse sentido até agora é o Cabotegravir, que desde julho do ano passado é indicado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) aos países como uma alternativa mais eficaz da PrEP. Nações como Estados Unidos, Austrália e Zimbabué deram o aval recentemente ao medicamento.

Nos estudos clínicos, o Cabotegravir apresentou uma eficácia 69% maior do que os comprimidos diários para evitar a infecção pelo HIV. Ele funciona por meio de duas aplicações mensais no início, e depois uma a cada dois meses – reduzindo a frequência de 365 vezes ao ano, com os comprimidos, para apenas seis. A injeção é feita nos glúteos.

Especialistas afirmam que essa eficácia superior observada nos estudos pode ser justamente devido à maior facilidade na adesão, já que na estratégia atual é preciso que o indivíduo tenha o comprometimento diário de tomar o comprimido para garantir a proteção.

PrEP injetável está no SUS?

Embora a Anvisa tenha concedido o registro de novo medicamento para o Cabotegravir injetável, isso não quer dizer que ele será imediatamente oferecido na rede pública.

Para isso, ainda é necessária uma avaliação do Ministério da Saúde para decidir se irá incorporar ou não o novo fármaco à estratégia da PrEP no SUS, e desenhar as regras para isso.

Porém, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) já havia anunciado no ano passado que iria implementar um projeto piloto com a PrEP injetável no Brasil, uma iniciativa financiada pela Unitaid, agência global de saúde ligada à OMS. A Fiocruz é quem produz hoje a versão em comprimidos da profilaxia distribuída nos postos de saúde do país.

O avanço de novas formas de prevenir a infecção pelo HIV é importante no momento em que o Brasil registra um avanço no número de novas contaminações. De acordo com a edição mais recente do Boletim Epidemiológico de HIV/Aids, entre 2011 e 2021 o número de diagnósticos saltou 198% no país, passando de 13,7 mil ao ano para 40,9 mil.

Segundo o Ministério da Saúde, um milhão de brasileiros vivem com o vírus. No mundo, o programa para aids das Nações Unidas (Unaids) estima um total de 38,4 milhões de indivíduos.

Por outro lado, graças à terapia antirretroviral (TARV), os casos da síndrome da imunodeficiência adquirida (Aids) caíram 18,5% no mesmo período no Brasil, passando de 43,2 mil novas notificações, em 2011, para 35,2 mil, em 2021. Isso acontece porque os medicamentos atuais conseguem controlar a infecção do HIV, impedindo a evolução para a sua forma grave, que é a aids.

O Globo

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Brasil

Após puxar inflação de maio, planos de saúde terão reajuste em junho

Plano de saúde terá definição de índice de reajuste

Após puxar a inflação de maio, os planos de saúde terão reajuste em junho. A ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) vai definir nesta segunda-feira (12), em reunião da diretoria colegiada, o índice máximo de aumento anual para contrato individual ou familiar.

A estimativa é de reajuste entre 10% e 12%, segundo a projeção da Abramge (Associação Brasileira de Planos de Saúde), com base na metodologia de aumento adotada pela ANS e em cálculo de consultorias. A medida vai afetar 8,9 milhões de beneficiários de planos individuais e familiares, o que representa 17,6% do total de consumidores de planos de assistência médica no Brasil. O setor atingiu um total de 50.573.160 usuários em abril deste ano, o maior número desde novembro de 2014.

O aumento vai valer para contratados a partir de janeiro de 1999, e poderá ser aplicado pela operadora a partir da data de aniversário do contrato, ou seja, no mês da contratação do plano. Enquanto o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), que mede a inflação oficial do país, foi de 0,23% em maio, o maior impacto e a maior variação vieram do grupo Saúde e cuidados pessoais, com 0,93%. O destaque foi o plano de saúde, que registrou alta de 1,20% no mês.

Nos últimos 12 meses, o acumulado dos convênios chega a 17,48%, enquanto a inflação geral acumula 3,94%. Em 2020, os planos ficaram congelados por causa da pandemia de Covid-19. Já em 2021, pela primeira vez, a ANS definiu redução de 8,19% nos valores das mensalidades.

A decisão foi motivada pela queda da demanda decorrente do período de isolamento na pandemia; por causa do distanciamento social, muitos brasileiros adiaram a procura por serviços médicos não emergenciais. No ano passado, a agência autorizou reajuste de 15,5% nos planos de saúde individuais e familiares, o maior índice desde o início da série histórica, em 2000.

ANS explica que o índice de reajuste dos planos individuais ou familiares é determinado pela agência, sendo aprovado em reunião de diretoria colegiada e apreciado pelo Ministério da Fazenda. “O percentual é o teto para o reajuste. As operadoras podem aplicar índices mais baixos, mas são proibidas de aplicar percentuais mais altos que o definido pela ANS para os planos individuais ou familiares”, afirma a agência reguladora em nota.

Já os planos coletivos com 30 beneficiários ou mais possuem reajuste definido em contrato e estabelecido a partir da relação comercial entre a empresa contratante e a operadora, em que há espaço para negociação entre as partes.  A ANS orienta os usuários que estiverem com dúvidas em relação ao percentual do seu reajuste que procurem, inicialmente, sua operadora e, caso não tenha a questão resolvida, registre reclamação junto à ANS.

R7

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