Saúde

Com lesão cerebral, jovem que cheirou pimenta volta a ser internada

Thaís Medeiros (Foto: Reprodução)

 

A jovem Thais Medeiros, de 25 anos, que teve uma parada cardiorrespiratória após cheirar um vidro de pimenta em conserva, voltou a ser internada nesta sexta-feira (4), quatro dias depois de receber alta do hospital. 

Por meio das redes sociais, a mãe, Adriana Medeiros, explicou que na madrugada a filha teve um broncoespasmo — contração da musculatura dos brônquios que resulta na redução do ar que chega aos pulmões. Sendo assim, a equipe médica decidiu encaminhá-la novamente para a UTI.

“Deus dê a cura para minha filha”, escreveu Adriana no Instagram. Ela ainda disse que Thais teve muita febre e estava com a urina vermelha.

O caso aconteceu em fevereiro deste ano, na cidade de Anápolis (GO). Thais Medeiros apresentou uma grave reação alérgica ao cheiro do condimento e, em razão da parada cardiorrespiratória, desenvolveu uma lesão irreversível no cérebro.

A trancista estava internada no Crer (Centro Estadual de Reabilitação e Readaptação) Henrique Santillo desde o dia 9 de abril deste ano.

R7

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Saúde

Anvisa aprova novas regras para rótulos de medicamentos

Remédios genéricosFoto: Agência Brasil

A diretoria da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou mudanças na rotulagem de medicamentos. De acordo com a agência, as alterações visam deixar mais claras as informações sobre os remédios nas embalagens, garantindo a segurança do paciente e o uso correto dos medicamentos.

No caso de remédios isentos de prescrição médica, a classe terapêutica e a indicação ficarão dispostas na parte da frente da embalagem para facilitar a visualização pelo consumidor.

O mesmo será feito para quantidade total de medicamento. “Com intuito semelhante, foi permitida a colocação da quantidade total do medicamento na face frontal da embalagem, podendo auxiliar o cidadão na comparação de preço dos produtos, sem, no entanto, causar prejuízo para a compreensão das informações relacionadas ao uso seguro do medicamento”, informa nota da Anvisa.

Segundo a agência, outra mudança é o uso obrigatório da técnica Tall Man Lettering (TML) – quando parte do nome de um remédio é escrito em letras maiúsculas – nos rótulos de medicamentos restritos ao uso de hospitais, clínicas, ambulatórios, serviços de atenção domiciliar e demais unidades de saúde.

“A técnica de TML é uma das ferramentas utilizadas para ajudar a minimizar os erros de medicações decorridos de troca acidental entre princípios ativos com fonética e/ou ortografia semelhantes”, explica a agência.

Em relação a remédios que são vendidos ao governo federal, serão retiradas as frases que utilizam os termos venda sob prescrição, sendo substituídas por “Uso sob prescrição” e “Uso sob prescrição e retenção de receita”.

Agência Brasil

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Saúde

Casos de infarto aumentam 25% no Brasil, em seis anos

Dados do Sistema Único de Saúde (SUS) mostram aumento de 25% no total de internações por infarto no Brasil, nos últimos seis anos. Passando de 81.505 casos, em 2016; para mais de 100 mil, em 2022.

Para discutir possibilidades para reverter esse cenário, especialistas participam nesta semana, aqui no Rio de Janeiro, do Encontro Internacional de Cardiologia Intervencionista, maior evento na América Latina dedicado ao tema.

Para o cardiologista Roberto Botelho, diretor de comunicação da Sociedade Brasileira de Hemodinâmica e Cardiologia Intervencionista, a saúde do coração é um dos maiores desafios na área da saúde.

“Há um estudo feito em 60 países que mostrou que quanto menor a renda per capita e o nível educacional de uma população, pior os indicadores da saúde cardiovascular, maior a mortalidade por infarto, maior a hipertensão, maior epidemia. Por isso por isso fica quase que automático a gente supor – e dados mostraram isso – que a saúde cardiovascular do brasileiro vai mal e vem piorando.

O especialista avalia que é urgente investir em recursos tecnológicos como forma de prevenção e tratamento. E ressalta a importância de um olhar mais atento para os efeitos das doenças cardiovasculares. “Não só pelo gasto de saúde direta, consumo com remédio, UTI, como pelo pelo gasto com medicamentos, mas como o gasto das economia, por causa do custo secundário. A pessoa que tem a doença trabalha menos, produz menos. O impacto de um PIB no país é bastante afetado

A boa notícia, de acordo com Roberto Botelho, é que 85 por cento dos riscos que levam a doenças cardiovasculares podem ser evitados com hábitos saudáveis.

“Só 15% que a gente não consegue modificar. Você consegue modificar o fato de ter na família uma genética de doença cardiovascular. Então qual é a melhor prática? Aí vem uma notícia muito boa: se você pratica exercícios, toma cuidado com seu intestino e procura uma comida mais saudável, se aplica  técnicas para diminuir o estresse, isso são medidas baratas que dependem muito mais da vontade de disponibilizar um tempo para aquilo e priorizar.. Com isso, a gente consegue uma transformação muito impactante na saúde populacional e individual.”

O Sistema Único de Saúde oferece atendimento gratuito para a prevenção, diagnóstico e tratamento de doenças cardiovasculares, em Unidades Básicas de Saúde.

De acordo com o Ministério da Saúde, em caso de necessidade, o paciente é encaminhado para a Atenção Especializada, onde terá toda assistência para o acompanhamento com especialista, exames, tratamento e os procedimentos necessários, ambulatoriais ou cirúrgicos.

Agência Brasil

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Saúde

Menino morre nos EUA por ameba “comedora de cérebro”; autoridades investigam contaminação

Ameba "comedora de cérebros" | Naegleria fowleriAmeba “comedora de cérebros” | Naegleria fowleri

Um menino de dois anos morreu nos Estados Unidos de uma infecção por ameba “comedora de cérebro” nesta semana, de acordo com a Divisão de Saúde Pública e Comportamental de Nevada (DPBH) e uma postagem no Facebook da mãe da criança.

De acordo com o comunicado do DPBH, os Centros de Controle e Prevenção de Doenças confirmaram que a espécie Naegleria fowleri, também conhecida como ameba comedora de cérebro, foi a causa da doença do menino e da morte correspondente.

Investigadores do estado americano de Nevada acreditam que o menino pode ter sido exposto à ameba em Ash Springs, uma fonte termal natural em terras federais no condado de Lincoln, disse o comunicado.

“Naegleria fowleri é uma ameba viva unicelular microscópica que ocorre naturalmente no meio ambiente. Essa ameba pode causar uma infecção rara muito grave do cérebro chamada meningoencefalite amebiana primária (PAM), que destrói o tecido cerebral e é quase sempre fatal”, observou o comunicado do DPBH.

CNN

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Saúde

Obesidade é maior em pessoas entre 45 e 54 anos, diz estudo

O sobrepeso e a obesidade afetam mais da metade dos brasileiros (56,8%), conforme estudo da Universidade Federal de Pelotas (UFPel), no Rio Grande do Sul. São indivíduos com índice de massa corporal (IMC) igual ou acima de 25 – o indicado seria até 24.9. Na faixa etária entre 45 e 54 anos, o percentual sobe para 68,5%; entre os jovens, com idade de 18 a 24 anos, cai um pouco: 40,3%.

A realidade é preocupante e considerada um problema de saúde pública. O sobrepeso e a obesidade levam a outras doenças, como hipertensão e diabetes, e o “melhor tratamento” é bem conhecido: a adoção de hábitos que melhorem o bem-estar físico e mental, como alimentação saudável e prática de atividades físicas.

A pesquisa da UFPel aponta que o consumo de verduras e legumes ainda é baixo: apenas 45,5% incluem esses alimentos na dieta cinco vezes ou mais na semana, sendo os idosos os mais adeptos. O cenário se repete com relação à ingestão de frutas: 41,8% dos brasileiros têm frutas na dieta cinco vezes ou mais por semana e os idosos são maioria. “Recomenda-se que as frutas sejam consumidas em sua forma natural, em função de suas fibras, importante fonte para diminuição da absorção do excesso de frutose, como para formação das fezes”, lembra Heraldo Rocha.

MOVIMENTE O CORPO

Além das mudanças na alimentação, praticar alguma atividade física, mesmo de menor intensidade, ajuda na prevenção da obesidade. O importante é encontrar alguma prática que a pessoa se identifique para se sentir motivado a continuar.

Os exercícios ajudam a melhorar a saúde mental e a qualidade do sono, fatores importantes para a prevenção e também tratamento de quem tem sobrepeso.

Blog do BG PB

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Saúde

Cientistas anunciam novo caso de remissão do HIV após transplante de medula óssea

Célula infectada por partículas do vírus HIV, anexas à superfície (Foto: National Institute of Allergy and Infectious Diseases (NIAID))

 

Um homem conhecido como “o paciente de Genebra” mostra sinais de remissão do HIV a longo prazo depois de receber um transplante de médula óssea, um caso individual que abre novas possibilidades de pesquisa.

A novidade é que a medula óssea que esse paciente recebeu não possui uma mutação já detectada por cientistas, que consegue bloquear o vírus da aids.

Seu caso foi apresentado nesta quinta-feira (20) em Brisbane, antes da Conferência da Sociedade Internacional da Aids que começa no domingo na Austrália.

Antes dele, outras cinco pessoas já foram consideradas como provavelmente curadas do vírus da aids, após ter recebido um transplante de medula óssea.

Todos os pacientes curados tinham uma situação muito particular em comum: sofriam de câncer de sangue e se beneficiaram de um transplante de células-tronco que renovaram profundamente seu sistema imunológico.

Porém, em todos esses casos, os doadores apresentavam uma rara mutação, de um gene conhecido como CCR5 delta 32, que previne a entrada do HIV nas células.

Com o “paciente de Genebra”, a situação é diferente: em 2018, para tratar uma forma de leucemia especialmente agressiva, fez um transplante de células-tronco. Porém, desta vez, o transplante veio de um doador que não portava a famosa mutação CCR5.

– Sem rastro do vírus -Vinte meses depois de ter interrompido o tratamento antirretroviral, o vírus continua sendo indetectável em seu corpo.

O paciente é acompanhado pelos Hospitais Universitários de Genebra, em colaboração com o Instituto Pasteur, o Instituto Cochin e o consórcio internacional IciStem.

Seu tratamento antirretroviral foi reduzido lentamente e suspenso em definitivo em novembro de 2021.

As equipes científicas não descartam que o vírus ainda persista, mas consideram que trata-se de uma nova remissão da infecção pelo HIV.

Dois casos anteriores, conhecidos como os “pacientes de Boston”, também receberam células-tronco normais durante seus trasplantes. Porém, em ambos os casos, o HIV retornou nestes pacientes alguns meses depois de pararem de tomar antirretrovirais.

Asier Saez-Cirion, cientista espanhol do Instituto Pasteur da França, que apresentou o caso do paciente de Genebra em Brisbane, disse à AFP que se não há sinais do vírus depois de 12 meses “a probabilidade de que seja indetectável no futuro aumenta significativamente”.

Há algumas possíveis explicações porque o paciente de Genebra permanece livre do HIV, disse Saez-Cirion. “Neste caso específico, talvez o trasplante eliminou todas as células infectadas sem necessidade da famosa mutação”, disse. “Ou talvez seu tratamento imunossupressor, solicitado depois do transplante, teve um papel”, acrescentou.

Sharon Lewin, presidente da Sociedade Internacional de Aids, que celebrou a conferência científica sobre o HIV em Brisbane, disse que o caso era “promissor”.

“Porém aprendemos com os pacientes de Boston que apenas uma” partícula do vírus pode provocar um rebote do HIV, advertiu.

“Este indivíduo em particular deverá ser monitorado rigorosamente durante os próximos meses e anos”, disse a especialista.

Apesar dos casos de remissão a longo prazo gerarem esperanças de uma cura para o HIV um dia, o agressivo e arriscado procedimento de trasplante de médula óssea não é uma opção para as milhões de pessoas que vivem com o vírus em todo o mundo.
No entanto, este paciente traz esperanças de que os casos de remissão possam indicar novas vias de pesquisa, como o papel potencial dos tratamentos imunossupressores.

Saez-Cirion disse que o caso também motivou os cientistas a continuarem estudando as células imunes inatas, que atuam na linha de frente da defesa contra vários patógenos.

Já o paciente de Genebra disse que agora “pensa no futuro”.

G1

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Brasil

Ministério da Saúde prevê pagamento do piso da enfermagem em agosto

O Ministério da Saúde informou que o processo de implementação do piso nacional da enfermagem na folha de pagamento deve ser incluído no contracheque de agosto. De acordo com o governo, um amplo levantamento de dados dos profissionais da enfermagem junto aos Estados e municípios para apurar os valores a serem repassados a cada ente da federação foi concluído “com êxito”. O valor será pago em 9 parcelas no decorrer deste ano.

Conforme orientações da AGU (Advocacia Geral da União), o cálculo do piso da enfermagem será aplicado considerando o vencimento básico e as gratificações de caráter geral fixas, não incluídas as de cunho pessoal.

“A metodologia de repasse aos entes e o monitoramento da implementação do piso em nível nacional tomará como base um grupo de trabalho com a participação de diferentes pastas (Ministério da Saúde, Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, Ministério do Planejamento e Orçamento, Advocacia Geral da União e Controladoria Geral da União), sob supervisão dos ministérios que integram a estrutura da presidência da República e coordenados pela Casa Civil”, diz o informe divulgado pelo Ministério da Saúde na sexta-feira (14).

Entenda

Em maio, o ministro Luís Roberto Barroso, do STF (Supremo Tribunal Federal), liberou o pagamento do piso nacional da enfermagem depois de o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sancionar a abertura de crédito especial de R$ 7,3 bilhões para a operação.

Desde setembro de 2022, o novo piso nacional, definido pela Lei nº 14.434, estava suspenso por decisão do próprio Barroso. O ministro ordenou que os entes públicos e privados da área da saúde esclarecessem o impacto financeiro da medida. Segundo os Estados, o impacto nas contas locais é de R$ 10,5 bilhões e não há recursos para suplementar o pagamento.

Na nova decisão, Barroso determinou que Estados, Distrito Federal e municípios, bem como as entidades privadas que atendam no mínimo 60% de seus pacientes pelo SUS (Sistema Único de Saúde), implementem o piso nacional. A obrigatoriedade só é válida no limite dos recursos recebidos por meio da assistência financeira prestada pela União para essa finalidade.

Valores

O novo piso para enfermeiros contratados sob o regime da CLT (consolidação das leis do trabalho) é de R$ 4.750, conforme definido pela lei. Técnicos de enfermagem recebem, no mínimo, 70% desse valor (R$ 3.325) e auxiliares de enfermagem e parteiras, 50% (R$ 2.375). O piso vale para trabalhadores dos setores público e privado.

Dados do Conselho Federal de Enfermagem contabilizam mais de 2,8 milhões de profissionais no país, incluindo 693,4 mil enfermeiros, 450 mil auxiliares de enfermagem e 1,66 milhão de técnicos de enfermagem, além de cerca de 60.000 parteiras.

Poder360

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Saúde

Confira os bairros de João Pessoa com maiores índices de risco de contaminação por Dengue

A Prefeitura de João Pessoa divulgou nesta segunda-feira (17) o resultado do terceiro Levantamento de Índice Rápido do Aedes aegypti (LIRAa). O estudo indicou que o Índice de Infestação Predial (IIP) do município está em 1,2%, sendo considerado médio risco para infestação do mosquito causador de doenças como dengue, zika e chikungunya. O levantamento da Gerência de Vigilância Ambiental e Zoonoses foi realizado entre os dias 03 e 07 de julho.

Para a pesquisa, os bairros da Capital foram divididos em 29 estratos (regiões).  Do total de estratos trabalhados, 14 estão em situação de médio risco (IIP de 1% até 3,9%) e os outros 15 foram considerados como baixo risco (IIP abaixo de 1%). De acordo com o LIRAa, nenhum apresenta risco elevado (IIP igual ou maior que 4%).

Dos bairros que apresentaram médio risco destacam-se Bancários, Jardim Cidade Universitária, Jardim São Paulo e Anatólia com IIP 3%. Bairro das Indústrias e Mumbaba com IIP 2,9%. Valentina e Planalto Boa Esperança, 2,5%. Além desses, também apresentaram médio risco os bairros: Oitizeiro, Alto do Mateus, Jardim Veneza, Distrito Industrial, Costa e Silva, Ernani Sátiro, Cristo, João Paulo II, Funcionários, Grotão, Gramame, Paratibe, Muçumago, Mangabeira, Varadouro, Jaguaribe, Ilha do Bispo, Trincheiras, Centro e Tambiá.

O levantamento indica que a cada 100 imóveis pesquisados, apenas 1 possui risco de reprodução do mosquito. O LIRAa é uma pesquisa amostral, que tem a metodologia definida pelo Ministério da Saúde. Nesta terceira edição da pesquisa foram inspecionados 13.274 imóveis.

De acordo com a diretora de Vigilância em Saúde de João Pessoa, Raquel Moraes, a SMS vai reforçar as ações de combate ao Aedes aegypti. “As equipes já atuam rotineiramente em toda a cidade, eliminando os focos e também de forma educativa para a população, mas vamos intensificar o trabalho nas áreas em que apresentam médio risco para a infestação do mosquito”, destacou.

Além de apontar as áreas com maior incidência do Aedes aegypti, a pesquisa identifica também quais os tipos de depósitos são predominantes como criadouros do mosquito. Segundo o levantamento, os focos foram encontrados, em sua maioria, nos depósitos ao nível do solo e em resíduos urbanos (lixo).

MaisPB

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Saúde

Instituto Nacional do Câncer recomenda evitar consumo de “qualquer” adoçante artificial

Foto: FreePik

O Instituto Nacional do Câncer (Inca), órgão auxiliar do Ministério da Saúde, recomendou que seja evitado o consumo de adoçantes artificiais após a Agência Internacional de Pesquisa em Câncer (Iarc) da Organização Mundial da Saúde (OMS) ter incluído o aspartame na classificação de produtos “possivelmente cancerígenos”.

Em nota divulgada à imprensa, o órgão recomendou a limitação a consumo de alimentos ultra processados e considerou também evidências científicas que não apontam que o aspartame tenha efetividade comprovada para o controle da obesidade. A substância pode, inclusive, “contribuir para o excesso de peso corporal”.

“O Inca aconselha à população geral evitar o consumo de qualquer tipo de adoçante artificial e adotar uma alimentação saudável, ou seja, baseada em alimentos in natura e minimamente processados e limitada em alimentos ultraprocessados”, diz o Inca.

O parecer da OMS não foi referendado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que considerou o produto seguro e recomendou a ingestão diária máxima de 40 miligramas por quilo de peso.

“Depois de revisar a literatura científica disponível, ambas as avaliações observaram limitações nas evidências disponíveis em relação ao câncer e também a outros efeitos na saúde”, diz a nota da Anvisa.

Em paralelo, o Comitê Conjunto de Especialistas em Aditivos Alimentares (JECFA) da Organização para a Alimentação e a Agricultura (FAO), que atuou em parceria com a OMS, não viu motivos para alterar recomendações em relação à dosagem.

Mudanças nas embalagens

“Nesse contexto, já estão em discussão na Agência alternativas para melhorar as regras para a declaração dos edulcorantes e de outros aditivos alimentares na lista de ingredientes, bem como os requisitos de legibilidade, que irão permitir que o consumidor identifique com mais facilidade a presença dessas substâncias nos alimentos”, destaca a Anvisa.

O aspartame tem o poder de adoçar 200 vezes maior do que o açúcar tradicional, e é encontrado sobretudo em produtos como bebidas artificiais (néctares, refrigerantes), geleias, gelatinas, molhos, sorvetes, chicletes, barrinhas de cereal, etc.

Na lista de agentes possivelmente cancerígenos há outros 322 itens, entre eles extrato de aloe vera, atividade de carpintaria e marcenaria, escapamento de motor a gasolina e extrato de ginkgo biloba.

Estadão Conteúdo

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Saúde

Inca recomenda evitar consumo de “qualquer” adoçante artificial

Aspartame: Inca recomenda 'evitar o consumo de qualquer tipo de adoçante artificial' após potencial cancerígeno
O Instituto Nacional do Câncer (Inca), órgão auxiliar do Ministério da Saúde, recomendou na sexta-feira (14) que seja evitado o consumo de adoçantes artificiais após a Agência Internacional de Pesquisa em Câncer (Iarc) da Organização Mundial da Saúde (OMS) ter incluído o aspartame na classificação de produtos “possivelmente cancerígenos”.

Em nota divulgada à imprensa, o órgão recomendou a limitação a consumo de alimentos ultra processados e considerou também evidências científicas que não apontam que o aspartame tenha efetividade comprovada para o controle da obesidade. A substância pode, inclusive, “contribuir para o excesso de peso corporal”.

“O Inca aconselha à população geral evitar o consumo de qualquer tipo de adoçante artificial e adotar uma alimentação saudável, ou seja, baseada em alimentos in natura e minimamente processados e limitada em alimentos ultraprocessados”, diz o Inca.

O parecer da OMS não foi referendado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que considerou o produto seguro e recomendou a ingestão diária máxima de 40 miligramas por quilo de peso.

“Depois de revisar a literatura científica disponível, ambas as avaliações observaram limitações nas evidências disponíveis em relação ao câncer e também a outros efeitos na saúde”, diz a nota da Anvisa.

Em paralelo, o Comitê Conjunto de Especialistas em Aditivos Alimentares (JECFA) da Organização para a Alimentação e a Agricultura (FAO), que atuou em parceria com a OMS, não viu motivos para alterar recomendações em relação à dosagem.

Mudanças nas embalagens

“Nesse contexto, já estão em discussão na Agência alternativas para melhorar as regras para a declaração dos edulcorantes e de outros aditivos alimentares na lista de ingredientes, bem como os requisitos de legibilidade, que irão permitir que o consumidor identifique com mais facilidade a presença dessas substâncias nos alimentos”, destaca a Anvisa.

O aspartame tem o poder de adoçar 200 vezes maior do que o açúcar tradicional, e é encontrado sobretudo em produtos como bebidas artificiais (néctares, refrigerantes), geleias, gelatinas, molhos, sorvetes, chicletes, barrinhas de cereal, etc.

Na lista de agentes possivelmente cancerígenos há outros 322 itens, entre eles extrato de aloe vera, atividade de carpintaria e marcenaria, escapamento de motor a gasolina e extrato de ginkgo biloba.

Estadão

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