Saúde

DENÚNCIA: Pacientes reclamam de demora no atendimento da UPA de Cruz das Armas

 

Mais uma Unidade de Pronto Atendimento de João Pessoa tem sido alvo frequente de denúncias e reclamações por parte dos pacientes. Registros feitos pela população revelam que os equipamentos de ar condicionado da UPA de Cruz das Armas, que seriam novos, estão sem funcionar há vários dias.

O longo tempo de espera para os atendimentos também foi criticado por quem depende dos serviços. “Três aparelhos ar-condicionados novinhos e quebrados. Atendimento péssimo. Mais de três horas para ser atendido. A saúde de João Pessoa tá só Jesus na causa. Estão tratando as pessoas sem um pingo de empatia”, condenou um paciente que preferiu não se identificar.

O local é o mesmo que na atual gestão teve um aparelho de eletrocardiograma furtado, por conta do abandono e do descaso administrativo.

A UPA de Cruz das Armas não é a única que apresenta graves problemas. Pacientes e funcionários da unidade dos Bancários têm convivido com equipamentos quebrados, materiais em péssimas condições de funcionamento, registros de intoxicação alimentar, provocados por refeições oferecidas na unidade, além de falta de medicamentos e de materiais.

De acordo com os próprios servidores municipais, os registros mais graves estão relacionados aos monitores cardíacos e ao aparelho de raio X.

 

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Saúde

Testado na África, novo medicamento contra HIV alcança 100% de eficiência

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Um amplo ensaio clínico com o medicamento lenacapavir surpreendeu especialistas. O ensaio, chamado Propósito 1, foi prorrogado em Uganda e na África do Sul após constatar que uma injeção semestral do novo medicamento deu proteção total contra o HIV em mulheres com idades entre 16 e 25 anos.

Mais de 5.300 pessoas em 28 cidades participaram do ensaio. Por conta do resultado, o comitê independente da pesquisa recomendou que as doses fossem aplicadas em todos — e não só em parte dos participantes, na chamada fase cega do ensaio.

Os resultados foram anunciados pela Giliad, farmacêutica responsável pelo medicamento. Os dados ainda não foram submetidos à revisão da comunidade científica.

Fonte: SBT news

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Saúde

Vírus zika pode voltar a se replicar após recuperação, aponta estudo

Aedes aegypti – (Foto: Divulgação)

Um grupo de pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) investigou a reação tardia do vírus da zika e como isso pode levar a novos episódios de sintomas neurológicos da doença, como crises convulsivas. Os resultados do estudo inédito estão em um artigo científico publicado nesta semana no periódico iScience, do grupo Cell Press.

O estudo foi realizado durante quatro anos com cerca de 200 camundongos que se recuperaram da infecção pelo vírus zika. A pesquisa foi liderada pelas cientistas Julia Clarke, do Instituto de Ciências Biomédicas, e Claudia Figueiredo, da Faculdade de Farmácia, ambas da UFRJ.

Os resultados apontam que em situações de queda na imunidade, como stress, tratamento com medicamentos imunossupressores ou durante infecções por outros vírus, o zika pode voltar a se replicar no cérebro e em outros locais onde antes não era encontrado, como nos testículos.

“Alguns vírus podem “adormecer” em determinados tecidos do corpo e depois “acordar” para se replicar novamente, produzindo novas partículas infecciosas. Isso pode levar a novos episódios de sintomas, como acontece classicamente com os vírus simples da herpes e da varicela-zoster.

Segundo Julia Clarke, essa nova replicação está associada à produção de espécies secundárias de RNA viral, que são resistentes à degradação e se acumulam nos tecidos.

“A gente observou que, ao voltar a replicar no cérebro, o vírus gera substâncias intermediárias de RNA e a gente vê um aumento na predisposição desses animais a apresentarem convulsões, que é um dos sintomas da fase aguda”, acrescentou.

Em modelos animais, o grupo da UFRJ e outros aplicaram testes de PCR, microscopia confocal, imunohistoquímica, análises comportamentais e mostraram que o vírus da zika pode permanecer no corpo por longos períodos, após a fase aguda da infecção. Em humanos, o material genético do vírus da zika já foi encontrado em locais como placenta, sêmen, cérebro, mesmo muitos meses após o desaparecimento dos sintomas.

Ela explica que os resultados mostraram que a amplificação do RNA viral e a geração de material genético resistente à degradação pioram os sintomas neurológicos nos animais, principalmente nos machos. Embora a reativação tardia do vírus da zika ainda não tenha sido investigada em humanos, os dados sugerem que pacientes expostos ao vírus, no início da vida, devem ser monitorados a longo prazo e que novos sintomas podem ocorrer. Como próximos passos, Julia Clarke explica que se aprofundarão nas calcificações cerebrais provocadas pelo vírus.

“O cérebro exposto ao vírus, tanto de animais quanto de humanos, desenvolve áreas de lesão características com morte de células e acúmulo de cálcio – as chamadas calcificações. Nosso grupo pretende caracterizar se essas áreas de calcificações são os locais onde o vírus permanece adormecido. Além disso, pretendemos testar um medicamento que diminui muito o tamanho dessas áreas de calcificação para avaliar se consegue prevenir essa reativação do vírus”, explica.

Julia Clarke ressalta que a pesquisa é de extrema importância, pois revela a capacidade do vírus persistir e reativar, o que pode ter grandes implicações para a saúde pública. O trabalho contou com a colaboração de pesquisadores do Instituto de Microbiologia Paulo de Góes e do Instituto de Bioquímica Médica Leopoldo de Meis, ambos da UFRJ, e financiamento de cerca de R$ 1 milhão da Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj).

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Blog do BG PB com Agência Brasil

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Saúde

Consumo abusivo de álcool pelas mulheres quase dobra em 17 anos no Brasil

Foto: Reprodução

O abuso de bebidas alcoólicas entre as mulheres brasileiras subiu de 7,8% para 15,2% entre 2006 e 2023. Isso significa que quase o dobro de entrevistadas declarou ao Vigitel (Sistema de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico) tomar quatro ou mais doses em uma mesma ocasião. A pesquisa, realizada anualmente pelo Ministério da Saúde, monitora indicadores sanitários da população brasileira.

De acordo com Lucas Benevides, psiquiatra e professor do curso de medicina do Ceub, muitos fatores contribuem para o aumento. “A crescente participação das mulheres no mercado de trabalho e as pressões associadas a essa mudança têm desempenhado um papel significativo. Além disso, mudanças culturais que normalizam o consumo de álcool entre as mulheres e o marketing direcionado também são influências importantes. Questões como depressão, ansiedade e experiências traumáticas, que podem ser mais prevalentes ou manifestadas de maneira diferente em mulheres”, explica.

Entre os homens, percentual teve variação pequena na séria histórica

Na mesma edição, o Vigitel mostrou que não foi identificada variação significativa no abuso de álcool entre os homens. O índice saiu de 25% no início da série histórica para 27,3% no ano passado. A elevação no consumo excessivo das mulheres ajudou a aumentar a média geral de abuso entre os brasileiros. No final de 17 anos, 20,8% das pessoas ouvidas declaram abusar das bebidas do tipo.

Adultos mais velhos e mais escolarizados abusam mais da bebida

O Vigitel também revelou um aumento maior no consumo abusivo entre os adultos com idades entre 25 e 34 anos, variando de 21,7% em 2006 a 29,8% em 2023. Aqueles que estudaram por 12 anos ou mais também declaram beber em excesso com maior frequência: 18,1% em 2006 a 24,0% em 2023. Mais recentemente, outra faixa etária, de 45 a 54 anos, registrou um grande salto: 14,7% bebiam cinco ou mais doses em uma mesma ocasião em 2018 contra 21,1% em 2023.

R7

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Saúde

Com doses prestes a vencer, Ministério da Saúde amplia faixa etária de vacina da dengue

Fotoi: Divulgação

O Ministério da Saúde autorizou estados e municípios a ampliar o público-alvo da campanha de vacinação contra a dengue. A medida valerá para as localidades que tenham lotes com vencimento em 30 de junho e 31 de julho.

A pasta recomendou que os governos locais liberem, de forma preferencial, a aplicação dessas doses para crianças e adolescentes de 6 a 16 anos. Atualmente, a campanha de imunização é voltada para pessoas de 10 a 14 anos.

Se a estratégia não permitir o “uso oportuno” das doses, as secretarias de Saúde poderão lançar campanhas para a imunização de pessoas de 4 a 59 anos — idade recomendada pela fabricante da vacina utilizada no Sistema Único de Saúde (SUS).

A ampliação temporária do público-alvo já havia sido adotada em abril, diante da baixa procura e da proximidade do vencimento de lotes. À época, a medida serviu para evitar o desperdício de imunizantes com validade até 30 de abril.

G1

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Saúde

Brasil é o 20º país com maior tamanho médio de pênis

O tamanho médio do pênis humano varia entre 12,9 cm e 13,92 cm, concluiu uma publicação do World Population Review de 2024. A organização fez um ranking com 142 países e o Brasil está em 20º lugar na lista de locais com maior tamanho médio do órgão.

Os três primeiros da lista são Sudão (17,95 cm), República Democrática do Congo (17,93 cm) e Equador (17,59 cm). Os países com menor tamanho médio de pênis são Tailândia (9,43 cm), Coreia do Norte (9,60 cm) e Camboja (9,84 cm), segundo a lista.

A publicação também desmistifica a crença de que há uma correlação entre altura e tamanho do pênis e refuta que tamanho do pênis pode ser detectado examinando o tamanho das mãos ou dos sapatos de alguém.

OS 20 PAÍSES COM MAIOR TAMANHO MÉDIO DE PÊNIS:

  1. Sudão – 17,95 cm
  2. República Democrática do Congo – 17,93 cm
  3. Equador – 17,59 cm
  4. República do Congo – 17,33 cm
  5. Gana – 17,31 cm
  6. Nigéria – 17,00 cm
  7. Venezuela – 16,93 cm
  8. Líbano – 16,82 cm
  9. Colômbia – 16,75 cm
  10. Camarões – 16,65 cm
  11. Jamaica – 16,30 cm
  12. Quênia – 16,28 cm
  13. República Dominicana – 15,99 cm
  14. Senegal – 15,89 cm
  15. Cuba – 15,87 cm
  16. Nova Zelândia – 15,79 cm
  17. Zâmbia – 15,78 cm
  18. Belize – 15,75 cm
  19. Angola – 15,73 cm
  20. Brasil – 15,70 cm

Folha de São Paulo 

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Saúde

Abortos legais no SUS crescem 71% em 5 anos; Brasil tem 7 casos por dia

Foto: Reprodução

Dados do Ministério da Saúde obtidos pela CNN mostram que os casos de abortos legais realizados pelo SUS aumentaram 71% nos últimos 5 anos. Em 2018, foram realizados 1.570 procedimentos. Em 2023, o número saltou para 2.687.

O aborto legal pode ser realizado quando há casos de estupro, risco à vida da mãe ou quando o feto tem anencefalia. O procedimento é complexo, pois necessita de uma ordem judicial.

O Brasil realiza cerca de 7 abortos por dia na rede pública. Isso significa que um procedimento é realizado, em média, a cada três horas e meia.

O debate sobre o tema voltou à tona depois que um projeto que criminaliza abortos em gestações a partir de 22 semanas teve a tramitação acelerada com a aprovação de um regime de urgência na Câmara dos Deputados na última quarta-feira (12).

Três dias depois, no sábado (15), a ministra da Saúde, Nísia Trindade, se manifestou sobre o tema. Em sua conta no X, ela disse que o Projeto de Lei 1904 é ‘injustificável e desumano’. “É preciso garantir o acesso ao cuidado adequado à proteção dos direitos de meninas e mulheres”, comentou.

A alta no número de abortos legais segue o crescimento dos casos de estupro. Dados do Ministério de Justiça e Segurança Pública apontam que as vítimas de estupro cresceram de 71,6 mil em 2018 para 81,6 mil em 2023, o que equivale a uma alta de 14%. Entre janeiro e abril deste ano já são 24,4 mil casos registrados.

Desde 2018, o estado de São Paulo é o lugar com mais casos, com 81,8 mil registros no período. Isso equivale a 17% do total nacional. Paraná e Rio de Janeiro aparecem na sequência, mas com números menores, 44,4 mil e 33,6 mil respectivamente.

Isso significa que o Brasil tem 218 estupros por dia, o que equivale a 9 estupros por hora ou um estupro a cada 7 minutos.

CNN

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Saúde

Coqueluche: saiba mais sobre a doença que voltou a preocupar o mundo

Pelo menos 17 países da União Europeia registram aumento de casos de coqueluche – entre janeiro e dezembro do ano passado, foram notificadas 25.130 ocorrências no continente. Já entre janeiro e março deste ano, 32.037 casos foram registrados na região em diversos grupos etários, com maior incidência entre menores de 1 ano, seguidos pelos grupos de 5 a 9 anos e de 1 a 4 anos.

O Centro de Prevenção e Controle de Doenças da China informou que, em 2024, foram notificados no país 32.380 casos e 13 óbitos por coqueluche até fevereiro. A Bolívia também registra surto da doença, com 693 casos confirmados de janeiro a agosto de 2023, sendo 435 (62,8%) em menores de 5 anos, além de oito óbitos.

No Brasil, o último pico epidêmico de coqueluche ocorreu em 2014, quando foram confirmados 8.614 casos. De 2015 a 2019, o número de casos confirmados variou entre 3.110 e 1.562. A partir de 2020, houve uma redução importante de casos da doença, associada à pandemia de covid-19 e ao isolamento social.

De 2019 a 2023, todas as 27 unidades federativas notificaram casos de coqueluche. Pernambuco confirmou o maior número de casos (776), seguido por São Paulo (300), Minas Gerais (253), Paraná (158), Rio Grande do Sul (148) e Bahia (122). No mesmo período, foram registradas 12 mortes pela doença, sendo 11 em 2019 e uma em 2020.

Em 2024, os números continuam altos. A Secretaria de Saúde de São Paulo notificou 139 casos de coqueluche de janeiro até o início de junho – um aumento de 768,7% na comparação com o mesmo período do ano passado, quando houve 16 registros da doença no estado.

Esquema vacinal

O Ministério da Saúde reforça que a principal forma de prevenção da coqueluche é a vacinação de crianças menores de 1 ano, com a aplicação de doses de reforço aos 15 meses e aos 4 anos, além da imunização de gestantes e puérperas e de profissionais da área da saúde.

O esquema vacinal primário é composto por três doses, aos 2 meses, aos 4 meses e aos 6 meses, da vacina penta, que protege contra difteria, tétano, coqueluche, hepatite B e Haemophilus influenzae tipo b, seguida de doses de reforço com a vacina DTP, contra difteria, tétano e coqueluche, conhecida como tríplice bacteriana.

Para gestantes, como estratégia de imunização passiva de recém-nascidos, recomenda-se, desde 2014, uma dose da vacina dTpa tipo adulto por gestação, a partir da vigésima semana. Para quem não foi imunizada durante a gravidez, a orientação é administrar uma dose da dTpa no puerpério, o mais precocemente possível e até 45 dias pós-parto.

Desde 2019, a vacina dTpa passou a ser indicada também a profissionais da saúde, parteiras tradicionais e estagiários da área da saúde atuantes em unidades de terapia intensiva (UTI) e unidades de cuidados intensivos neonatal convencional (UCI) e berçários, como complemento do esquema vacinal para difteria e tétano ou como reforço para aqueles que apresentam o esquema vacinal completo para difteria e tétano.

Imunização ampliada

Em meio a tantos surtos de coqueluche, o ministério publicou neste mês nota técnica em que recomenda ampliar, em caráter excepcional, e intensificar a vacinação contra a doença no Brasil. A pasta pede ainda que estados e municípios fortaleçam ações de vigilância epidemiológica para casos de coqueluche.

O documento amplia a indicação de uso da vacina dTpa (tríplice bacteriana acelular tipo adulto), que combate difteria, tétano e coqueluche, para trabalhadores da saúde que atuam em serviços de saúde públicos e privados, ambulatorial e hospitalar, com atendimento em ginecologia e obstetrícia; parto e pós-parto imediato, incluindo casas de parto; UTIs e UCIs, berçários (baixo, médio e alto risco) e pediatria

Ainda de acordo com a nota técnica, profissionais que atuam como doulas, acompanhando gestantes durante os períodos de gravidez, parto e pós-parto; além de trabalhadores que atuam em berçários e creches onde há atendimento de crianças com até 4 anos, também devem ser imunizados contra a coqueluche.

A administração da dose nesse público deve considerar o histórico vacinal contra difteria e tétano (dT). Pessoas com o esquema vacinal completo devem receber uma dose da dTpa, mesmo que a última imunização tenha ocorrido há menos de dez anos. Já os que têm menos de três doses administradas devem receber uma dose de dTpa e completar o esquema com uma ou duas doses de dT.

A doença

Causada pela bactéria Bordetella Pertussis, a coqueluche, também conhecida como tosse comprida, é uma infecção respiratória presente em todo o mundo. A principal característica são crises de tosse seca, mas a doença pode atingir também traqueia e brônquios. Os casos tendem a se alastrar mais em épocas de clima ameno ou frio, como primavera e inverno.

Nas crianças, a imunidade à doença é adquirida apenas quando administradas as três doses da vacina, sendo necessária a realização dos reforços aos 15 meses e aos 4 anos de idade. Bebês menores de 6 meses podem apresentar complicações pela coqueluche e o quadro pode levar à morte.

O ministério alerta que um adulto, mesmo tendo sido vacinado quando bebê, pode se tornar suscetível novamente à coqueluche, já que a vacina pode perder o efeito com o passar do tempo. Por conta do risco de exposição, a imunização de crianças já nos primeiros meses de vida é tão importante.

A transmissão da coqueluche ocorre, principalmente, pelo contato direto do doente com uma pessoa não vacinada por meio de gotículas eliminadas por tosse, espirro ou até mesmo ao falar. Em alguns casos, a transmissão pode ocorrer por objetos recentemente contaminados com secreções de pessoas doentes.

Os sintomas podem se manifestar em três níveis. No primeiro, o mais leve, os sintomas são parecidos com os de um resfriado e incluem mal-estar geral, corrimento nasal, tosse seca e febre baixa. Esses sintomas iniciais podem durar semanas, período em que a pessoa também está mais suscetível a transmitir a doença.

No estágio intermediário da coqueluche, a tosse seca piora e outros sinais aparecem e a tosse passa de leve e seca para severa e descontrolada, podendo comprometer a respiração. As crises de tosse podem provocar ainda vômito ou cansaço extremo. Geralmente, os sinais e sintomas da coqueluche duram entre seis e dez semanas

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Saúde

Beber de duas a três xícaras de café durante o trabalho ajuda a reduzir risco de morte prematura, diz estudo

Foto: Freepik

Cientistas da Universidade Soochow, na China, descobriram que trabalhadores que passam ao menos seis horas por dia sentados em seus escritórios tem 33% menos probabilidade de morrer prematuramente se beberem de duas a três xícaras de café durante o trabalho.

Os pesquisadores acreditam que os efeitos anti-inflamatórios do café podem neutralizar os danos causados por passar horas sentado todos os dias. Outros estudos já mostraram que o tempo sentado prolongado de seis a oito horas por dia está associado à morte prematura por doenças cardíacas, diabetes e câncer.

“O café é rico em substâncias bioactivas e há provas crescentes de que pode reduzir a mortalidade por doenças crónicas devido às suas propriedades poderosas”, escreveram os pesquisadores.

A falta de movimento desencadeia uma inflamação generalizada nos principais órgãos e tecidos do corpo, causando danos que podem ser fatais.

O estilo de vida viciado em televisão e o aumento da utilização de computadores no local de trabalho, mostram que uma grande proporção da população fica muito aquém dos níveis de exercício recomendados. Isso pode retardar o metabolismo e prejudicar a capacidade do corpo de controlar o açúcar no sangue, a pressão arterial e a quebra de gordura.

O estudo analisou dados de estilo de vida recolhidos em mais de 10.000 adultos nos EUA durante um período de dez anos. Os voluntários foram questionados sobre quantas horas por dia passavam sentados, bem como o consumo de café.

Os resultados, publicados na revista BMC Health, mostraram que aqueles que ficavam sentados seis horas ou mais, mas consumiam dois a três cafés por dia, tinham um terço menos probabilidade de morrer de qualquer doença durante a década em que foram acompanhados.

O Globo

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Saúde

Incidência de câncer cresce 79% em pessoas com menos de 50 anos

Foto: USP Imagens/Pedro Bolle

Dados de um estudo publicado na revista científica BMJ Oncology têm preocupado especialistas da saúde. O aumento de 79% do câncer em adultos jovens vai na contramão do desenvolvimento da doença como um todo. Como afirma Jorge Sabbaga, da Oncologia Clínica do Instituto do Câncer, os dados “vêm num contexto em que a incidência mundial de câncer vem de fato baixando”.

Justamente no grupo que não era considerado de risco, pessoas em geral abaixo de 50 anos, crescem os casos da doença. O professor dá alguns indicativos das razões dessa tendência contraintuitiva. Historicamente, o principal grupo de risco eram os tabagistas. Com cada vez menos usuários de tabaco, a diminuição de câncer na terceira idade se explica. Já a aparição de tumores em grupos mais jovens pode ter causas diversas, sendo uma das principais o aumento da obesidade.

Enquanto a taxa de tabagistas cai, sobe a de obesos. O cenário, como afirma Sabbaga, é de “esses dois fatores trabalhando cada um contra o outro” e que “isso provavelmente interfere com o aumento da incidência de câncer em populações mais jovens”.

Além disso, como diz o especialista, “o sedentarismo, mesmo sem obesidade, contribui para o aparecimento de fator de risco para câncer”.

Outras possíveis causas são mais específicas. “Para tumores de cólon, há uma grande influência do uso precoce e difundido de antibióticos já na primeira infância”, diz o médico.

Afirma também que “antibióticos orais acabam levando também a um aumento de risco para tumores de intestino”. A razão disso é que a flora intestinal seria afetada pelos medicamentos, podendo ser desregulada.

Entre a 1ª e a 2ª década deste século, a OMS (Organização Mundial da Saúde) considerou a carne processada como carcinógeno tipo 1. Para vias de comparação, essa classificação é a mesma para o tabagismo. Comer carne, em especial salsicha, salame e processados, é tão danoso para a saúde quanto fumar cigarro a longo prazo.

Sabbaga explica haver “muita relação com o tempo que esse carcinógeno está dentro do tubo gastrointestinal, então comer em excesso e ter um intestino preso aumenta a sua potência de risco”.

Para evitar o risco alto de câncer, o ideal seria “evitar comer essas coisas que são carcinógenas e comer coisas que estimulem o ritmo intestinal”.

A conclusão é evitar o consumo excessivo de carne, em especial as processadas, e comer alimentos com fibras. Dentre estes, vale ressaltar legumes e verduras, os quais, além de vários outros benefícios para a saúde, também melhoram as chances de evitar o câncer precoce.

Poder 360 com informações de Agência USP

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