Saúde

Paraíba registra falta de vacinas contra catapora e Covid-19

Vacina bivalente contra a Covid — Foto: Reprodução

Vacina bivalente contra a Covid — Foto: Reprodução

 

A Paraíba registra desabastecimento das vacinas contra catapora e Covid-19 em diversos municípios do estado. A Secretaria de Estado da Saúde (SES-PB) aguarda o envio de doses pelo Ministério da Saúde, responsável pela compra e distribuição das vacinas para os estados.

Em nota, o Ministério da Saúde informou que uma nova remessa de mais de 1 milhão de doses da vacina contra a Covid-19 será distribuída ainda nesta semana. Quanto à vacina contra a catapora, o governo afirmou que 150 mil doses serão distribuídas em novembro e que está finalizando o processo de aquisição regular para o envio de mais doses. (Confira mais informações abaixo)

O último lote de vacinas contra a Covid-19 recebido pela Paraíba foi registrado em 12 de setembro deste ano, data em que também ocorreu a última distribuição para os municípios. A validade dos imunizantes expirou no dia 18 de outubro. Atualmente, não há vacinas nos estoques da Rede de Frio Estadual, e a SES-PB aguarda uma previsão de chegada de novas doses.

Em João Pessoa, os imunizantes recebidos contra a Covid-19 também venceram em 18 de outubro. Apesar disso, ainda há estoque da vacina para a variante XBB para imunizar crianças com menos de 12 anos. O município também espera o envio de novas doses.

A Secretária de Estado da Saúde também confirmou que o imunizante contra a Varicela, a catapora, está em falta na Paraíba.

 

Quanto à vacina contra Varicela, o último lote recebido por João Pessoa foi há cerca de dois meses e foi distribuído para as unidades de saúde. Em alguns desses locais, os imunizantes se esgotaram, mas ainda há estoque disponível em algumas salas de vacinação. A orientação da Secretaria Municipal de Saúde é que as pessoas procurem sua Unidade de Saúde para verificar a disponibilidade dessa vacina.

De acordo com o Ministério da Saúde, o órgão deve distribuir aos estados um novo lote de 1,2 milhão de doses da vacina contra a Covid-19 nesta semana, o que deve regularizar os estoques para a vacinação de crianças. O quantitativo faz parte de uma compra emergencial das vacinas mais atualizadas contra a doença, realizada em maio deste ano, com o objetivo de garantir a proteção máxima da população.

Ainda segundo o Ministério, um novo pedido foi concluído recentemente para a aquisição de 60 milhões de doses de vacinas contra a Covid-19, o que deve garantir proteção contra cepas atualizadas pelos próximos dois anos. As entregas pelos fabricantes serão feitas de forma parcelada, conforme a adesão da população à vacinação e as atualizações aprovadas pela Anvisa.

Sobre a vacina contra a Varicela, o Ministério informou que, no final de 2023, foram adquiridas 2,7 milhões de doses por meio do Fundo Rotatório da OPAS/OMS, com 150 mil previstos para entrega em novembro. A aquisição regular está em processo de finalização, com previsão de normalização para o primeiro semestre de 2025.

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Saúde

UFPB descobre potencial de óleo de canabidiol no tratamento da hipertensão

 Pesquisadores descobrem potencial terapêutico do óleo de canabidiol no tratamento da hipertensão
Pesquisadores da UFPB identificaram óleo de canabidiol no tratamento da hipertensão

 

Um estudo de pesquisadores da Universidade Federal da Paraíba identificou um potencial uso terapêutico do canabidiol (CBD) no tratamento da hipertensão. A pesquisa foi publicada na revista Journal of Hypertension e realizada por pesquisadores do Centro de Biotecnologias da UFPB, em parceria com a Universidade Estadual Paulista (Unesp) e a Associação Brasileira de Apoio Cannabis Esperança (Abrace).

A professora Josiane Cruz, que coordenou o estudo, explicou que o canabidiol é um dos muitos canabinóides encontrados na planta Cannabis sativa, a maconha. Os pesquisadores utilizaram um óleo rico em canabidiol, obtido em parceria com a Abrace Esperança, uma associação sem fins lucrativos que produz e comercializa o produto em João Pessoa.

A professora explicou que os experimentos começaram em 2020, durante a pandemia, e que a equipe foi desenvolvendo os estudos aos poucos por causa das restrições ao laboratório na época.

O teste foi conduzido em etapas: primeiro, a equipe confirmou a hipertensão nos ratos, registrando a pressão arterial. Em seguida, iniciaram o tratamento com óleo rico em canabidiol. Foram feitos grupos de controle, com uma parte dos animais recebendo óleo sem extrato de CBD e outro grupo recebendo o óleo com o ativo. O tratamento foi realizado por 14 dias.

 Pesquisadores descobrem potencial terapêutico do óleo de canabidiol no tratamento da hipertensão
Óleo de canabidiol utilizado no estudo de pesquisadores da UFPB.. UFPB/Divulgação

Os pesquisadores identificaram que o canabidiol reduziu significativamente a pressão arterial e também melhorou a função dos vasos sanguíneos, além de diminuir o estresse oxidativo nas artérias, apontado como um dos principais fatores associados ao desenvolvimento e à progressão da hipertensão.

O tratamento com óleo rico em CBD também melhorou a resposta ao barorreflexo, um mecanismo fisiológico importante para a regulação da pressão arterial, e reduziu a atividade do sistema nervoso simpático, que frequentemente está exacerbada em casos de hipertensão.

“A gente sabe que na hipertensão há um aumento das espécies oxidativas e também de processos inflamatórios que podem danificar vasos, o tecido endotelial do vaso, pode danificar neurônios que estão envolvidos com o controle da pressão arterial, e tudo isso levar então a hipertensão. Foi mais ou menos o que a gente observou, que o tratamento com CBD reduz pressão arterial e o que a gente analisou foi que também reduz as espécies reativas de oxigênio, ou seja, tem também um efeito antioxidante que pode estar contribuindo para a redução da pressão arterial”, explica Josiane Cruz.

Josiane Cruz também explica que há estudos prévios que mostram que o CBD tem propriedades antioxidantes e anti-inflamatórias. De acordo com a professora, os próximos passos da pesquisa são entender o efeito anti-inflamatório do CBD e quais mecanismos levam à redução da pressão arterial. Na sequência, farão estudos para analisar se o CBD reduz a produção de citocinas pró-inflamatórias.

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Saúde

Paraíba aplica mais de 18,5 mil vacinas contra HPV, meningite e outras doenças

vacinação, gripe, Paraíba

Imagem ilustrativa (Foto: reprodução)

A Paraíba conseguiu aplicar 18.592 vacinas contra HPV, meningite e outras doenças durante ao Dia D de Vacinação, que aconteceu nesse sábado (20). Os dados foram divulgados pela Secretaria de Estado da Saúde (SES).

Foram aplicadas 2.203 doses para a meningite, 2.679 para o HPV e 13.710 doses para as demais vacinas do Calendário Nacional de Vacinação.

Em resultados parciais divulgados da SES, os cinco municípios que mais vacinaram foram Campina Grande (2.459 doses); Patos (1.105 doses); João Pessoa (1.043 doses); Alhandra (514 doses); e Sousa (499 doses).

A vacina meningocócica ACWY (conjugada) é recomendada para adolescentes entre 11 e 14 anos de idade e previne as doenças causadas pela bactéria meningococo dos sorogrupos A, C, W e Y, que incluem a meningite meningocócica (inflamação das meninges, membranas que envolvem o cérebro e a medula espinhal).

Enquanto a vacina contra o HPV é indicada para adolescentes na faixa etária de 9 a 14 anos de idade, para a prevenção da infecção contra os tipos de HPV 6, 11, 16 e 18, além do colo do útero, vulva, vagina, ânus, pênis, boca e orofaringe e outras doenças relacionadas ao HPV, como as verrugas genitais e a papilomatose de laringe.

“Lembramos que as vacinas do calendário de vacinação da criança, do adolescente, do adulto, da gestante e do idoso estão disponíveis nos municípios do estado durante todo o ano. É importante que a população procure a unidade de saúde mais próxima da residência, para que o profissional de saúde possa avaliar qual vacina precisa ser tomada de acordo com cada faixa etária”, afirmou a chefe do Núcleo Estadual de Imunização da SES, Márcia Mayara

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Saúde

Cirurgias são suspensas na maternidade de Bayeux após inspeção do MPPB e Agevisa

 Cirurgias são suspensas na maternidade de Bayeux após inspeção do MPPB e Agevisa
Hospital Materno-Infantil João Marsicano, em Bayeux. Francisco França/Arquivo

Os procedimentos e as cirurgias foram suspensos na tarde desta quarta-feira (16) no Hospital Materno-Infantil João Marsicano, no município de Bayeux. A ação foi cumprida pelo Ministério Público da Paraíba (MPPB) e a Agência Estadual de Vigilância Sanitária (Agevisa), que verificaram uma denúncia contra a unidade hospitalar.

O MPPB afirmou que os procedimentos e cirurgias foram suspensos por falta de produtos de limpeza adequados para desinfecção do bloco cirúrgico e demais áreas críticas. A lavanderia do hospital também foi suspensa pelo mesmo motivo.

Também foram constatadas irregularidades que resultaram na interdição do almoxarifado do hospital, onde, segundo o MPPB, algumas embalagens de produtos de limpeza estavam armazenadas de forma inadequada.

Foram produzidos um auto de interdição para a maternidade, outro de suspensão e a apreensão dos insumos inadequados. A Notícia de Fato também será convertida em Inquérito Civil Público para apurar as irregularidades encontradas.

O Jornal da Paraíba entrou em contato com a Prefeitura de Bayeux, que afirmou estar apurando a interdição com a direção do Hospital Materno-Intantil. Não recebemos retorno até a última atualização desta reportagem.

A ação foi cumprida pelo Ministério Público da Paraíba (MPPB) e a Agência Estadual de Vigilância Sanitária (Agevisa), que averiguaram uma denúncia sobre a unidade hospitalar.

Outra interdição

Em janeiro deste ano, o CRM-PB constatou a ausência de médicos obstetras e anestesistas na unidade e decidiu interditar a unidade hospitalar. O problema, segundo o órgão, acontecia desde novembro de 2023. A prefeitura de Bayeux chegou a contratar uma empresa terceirizada para suprir a deficiência, mas o problema não foi resolvido e, com isso, estavam faltando médicos para os plantões.

De acordo com o diretor geral do hospital, Demócrito Medeiros, os problemas na escala aconteceram por causa da ausência de profissionais por questões de saúde e de foro íntimo dos médicos. “Ficamos com esse déficit de dois dias na escala, a segunda-feira e a sexta-feira, e também um furo na escala do domingo”, explicou.

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Saúde

60% das pessoas estão constantemente estressadas no trabalho, diz estudo global

Foto: Freepik

O Dia Mundial da Saúde Mental é celebrado nesta quinta-feira (10). A data foi criada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) com o objetivo de aumentar a conscientização sobre transtornos mentais no mundo. Um dos mais comuns é o burnout, ou esgotamento mental relacionado ao trabalho. De acordo com o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), do Ministério da Previdência Social, 421 pessoas foram afastadas do trabalho devido à condição em 2023.

Apesar de a saúde mental dos trabalhadores ter se tornado um fator importante na discussão sobre o bem-estar no local de trabalho, os níveis de estresse continuam alarmantes. Um levantamento feito pela Indeed, site de empregos disponível em mais de 60 países, aponta que quase 60% dos colaboradores se sentem estressados na maior parte do tempo e apenas 1 em cada 5 entrevistados sente que está prosperando no trabalho.

A pesquisa, chamada de Relatório Global de Bem-Estar no Trabalho de 2024, mostrou ainda que os trabalhadores sentem que muitas empresas não estão atendendo a necessidades consideradas determinantes para o bem-estar no trabalho, como senso de pertencimento, inclusão e os níveis de energia.

O levantamento foi feito a partir da coleta de dados sobre saúde e bem-estar de 25 milhões de pessoas em 19 países, incluindo Austrália, Canadá, Alemanha, França, Reino Unido, Índia, Japão, Brasil, Holanda e Estados Unidos.

As informações foram coletadas pela Pesquisa de Bem-Estar no Trabalho, do Indeed, entre outubro de 2019 e janeiro de 2024, e foram analisadas em parceria com o Centro de Pesquisa de Bem-Estar da Universidade de Oxford, com apoio e orientação dos especialistas Jan-Emmanuel De Neve e George Ward.

Quando o estresse no trabalho pode virar burnout?

A síndrome de burnout, ou síndrome do esgotamento profissional, é um distúrbio emocional caracterizado por sintomas de exaustão extrema, estresse e esgotamento físico resultante de situações de trabalho desgastantes, de acordo com definição do Ministério da Saúde.

A principal causa da síndrome é o excesso de trabalho e é comum em profissionais que atuam diariamente sob pressão, como médicos, enfermeiros, policiais, professores, entre outros. O termo “burnout” vem do inglês que significa “burn” (queimar) e “out” (exterior).

Segundo o Ministério da Saúde, os principais sintomas da síndrome são:

  • Cansaço físico e mental excessivo;
  • Dor de cabeça frequente;
  • Alterações no apetite;
  • Insônia;
  • Dificuldade de concentração;
  • Negatividade constante;
  • Isolamento;
  • Mudanças repentinas de humor;
  • Fadiga;
  • Pressão alta;
  • Dores musculares;
  • Problemas gastrointestinais;
  • Alteração nos batimentos cardíacos.

CNN Brasil

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Saúde

Paraíba confirma primeiros casos de Febre Oropouche

Maruim, transmissor da Febre Oropouche

A Secretaria de Estado da Saúde (SES) confirmou, nesta quarta-feira (9), os dois primeiros casos de Febre Oropouche na Paraíba. A doença tem os sintomas semelhantes a outras arboviroses, como dengue e chikungunya.

De acordo com a SES, os casos confirmados são de um homem de 42 anos, de Campina Grande, que iniciou os sintomas no dia 1º de outubro como febre de 39ºC, dores pelo corpo, náuseas, dor de cabeça intensa, dores abdominais. Ele foi atendido em uma UPA e segue com dor de cabeça, além de náuseas e está sendo acompanhado pela Secretaria Municipal de Saúde de Campina.

O outro caso é uma mulher de 41 anos, de Alagoa Nova e também iniciou os sintomas semelhantes, no dia 1º de outubro. Ela foi atendida na Unidade de Saúde da Família, segue sem sintomas e também está acompanhada pela Secretaria Municipal de Saúde.

“Os pacientes que porventura apresentarem sintomas terão o apoio na rede de urgência e emergência de pronto atendimento do Estado. Além disso, estamos com vigilância ativa em todos os municípios da Paraíba, realizando treinamento de equipes, capacitação nos protocolos, através da GEVS. Ou seja, estamos preparados, monitorando as situações dos cenários epidemiológicos e acompanhando junto com os grupos de trabalho de outros estados”, frisou o secretário de Estado da Saúde, Ari Reis.

Portal Correio

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Saúde

Casos de dengue aumentam mais de 100% na Paraíba em 2024

A Secretaria de Estado da Saúde (SES) divulgou, nesta quinta-feira (3), o Boletim Epidemiológico das Arboviroses nº 10/2024, apresentando um balanço dos casos na Paraíba. Até o momento, foram contabilizados 15.000 casos, sendo 13.370 de dengue (89,13%), 1.542 de chikungunya (10,29%) e 86 de zika (0,57%). Os dados abrangem o período até a 39ª Semana Epidemiológica, encerrada em 28 de setembro de 2024.

O boletim destaca que o número de casos de dengue registrou um aumento superior a 100% em comparação com o mesmo período em 2023, contendo uma maior incidência nas 1ª, 10ª e 11ª regiões de saúde. Já para os casos prováveis de chikungunya, houve um aumento de 25% e, em contrapartida, os casos de zika apresentaram uma redução de 18%, também em relação ao ano anterior.

Entre os municípios mais afetados, estão Campina Grande, com 401 casos (13,43%), e João Pessoa, com 301 casos (7,56%). Outras cidades que as autoridades estão monitorando de perto incluem Poço Dantas, com 162 casos (56,06%); Barra de Santa Rosa, com 46 casos (51,69%); e Bonito de Santa Fé, com 21 casos (47,73%).

Até a 39ª Semana Epidemiológica de 2024, que foi de 22/09 a 28/09, foram notificados 171 casos de dengue com sinais de alarme. No que diz respeito aos óbitos suspeitos, há um total de 10 registrados em Cabedelo (1), Camalaú (1), Campina Grande (2), Catolé do Rocha (1), Conde (1), João Pessoa (1), Lucena (1), Massaranduba (1) e São João do Rio do Peixe (1).

Dois óbitos permanecem em investigação nos municípios de Riachão e São Vicente do Seridó. Além disso, foram descartados 36 óbitos em Aparecida, Araçagi, Bayeux, Cabaceiras, Cabedelo, Caldas Brandão, Campina Grande, Dona Inês, Fagundes, Jacaraú, João Pessoa, Logradouro, Mamanguape, Monteiro, Pilar, Pirpirituba, Pocinhos, Pombal, Santa Rita, São José do Sabugi, São Sebastião de Lagoa de Roça, Soledade e Vieirópolis.

De acordo com a técnica do Núcleo de Arboviroses da SES, Carla Jaciara, o aumento nos casos de dengue demanda ações imediatas de prevenção e controle. “Mais de 89% dos casos correspondem à dengue, que pode ser contraída até quatro vezes devido à existência de quatro sorotipos: dengue 1, 2, 3 e 4”, ressalta.

A Saúde da Paraíba alerta sobre a importância da participação ativa da comunidade na prevenção das arboviroses, promovendo a limpeza regular dos lares e a eliminação de potenciais criadouros do Aedes aegypti. “Os cuidados se mantêm praticamente da mesma forma, e a população precisa ter atenção com a prevenção e manejo. O não acúmulo de água é fundamental para evitar a proliferação do mosquito Aedes aegypti”, completa Carla Jaciara.

Para fortalecer o controle, a SES realiza, por meio do Núcleo de Doenças e Agravos Transmissíveis, do Núcleo de Entomologia e da Sala de Situação, uma série de reuniões e visitas técnicas, além do monitoramento e assessoramento junto aos municípios e às Gerências Regionais de Saúde. O Levantamento de Índice Rápido para Aedes aegypti (LIRAa) está em andamento e visa avaliar a presença do mosquito em diversos municípios.

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Blog do BG PB

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Saúde

Canabidiol é efetivo para matar larvas do mosquito da dengue, diz estudo

Foto: Freepik

Um estudo descobriu que o canabidiol, composto ativo encontrado nas plantas de cannabis, pode ser efetivo para matar as larvas do mosquito Aedes aegypti, responsável por transmitir doenças como dengue, febre amarela, zika e chikungunya.

A pesquisa foi publicada na revista científica Insects em julho deste ano.

Os mosquitos que atuam como vetores de doenças para os seres humanos — dentre eles o Aedes aegypti — estão se tornando cada vez mais resistentes aos inseticidas e pesticidas sintéticos tradicionais, o que levou os cientistas a buscarem por novas alternativas.

As folhas de cânhamo — uma das variações da Cannabis sativa, mesma planta da maconha — se mostraram 100% eficazes em matar as larvas do mosquito da dengue em 48 horas após a exposição, mesmo aquelas que se mostraram resistentes a outros pesticidas.

O estudo ainda concluiu que o principal composto responsável pela toxicidade da folha de cânhamo contra as lavas foi o canabidiol (CBD), indicando o potencial de uma nova fonte viável de larvicidas.

CNN Brasil

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Saúde

Doenças cardiovasculares matam 400 mil brasileiros por ano

Imagem ilustrativa: Pixabay

O Dia Mundial do Coração, um dos órgãos mais importantes e responsável pelo bombeamento de sangue para todo o corpo humano, é comemorado neste domingo (29). Seu mau funcionamento traz graves consequências para a saúde. As doenças cardiovasculares causam a morte de 400 mil brasileiros todo ano, segundo a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC).

A cada 90 segundos, uma pessoa morre por doença cardiovascular no país, totalizando 46 óbitos por hora. No entanto, 80% desses casos são evitáveis. O gerente de Atenção à Saúde e cardiologista do Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM), Luiz Antonio Pertili Rodrigues de Resende, destaca que uma avaliação rotineira e sistemática de indivíduos assintomáticos é importante para identificar fatores de risco a partir da avaliação clínica, exames laboratoriais e de imagem.

“O check-up permite que medidas preventivas possam ser introduzidas precocemente. Ele também é importante para a conscientização do indivíduo sobre a sua saúde e sobre o seu importante papel no autocuidado. A periodicidade está condicionada ao estado clínico de cada paciente e deve ser individualizada. Porém, de uma forma geral, para pacientes com boa saúde e assintomáticos, recomenda-se a avaliação anual”, afirmou.

O cardiologista Fernando de Martino, do HC-UFTM, ressalta que, nos últimos anos, o número de pacientes jovens com doenças cardiovasculares tem aumentado. De acordo com ele, essa elevação guarda relação com o estilo de vida marcado pela rotina acelerada e pelo estresse.

“Os indivíduos têm se exposto a vários fatores de risco muito precocemente como o sedentarismo, o excesso de peso, a má alimentação, o tabagismo, e o consumo excessivo de álcool”, disse.

A orientação é para que as pessoas passem por avaliação médica anualmente ou sempre que apresentarem sintomas como falta de ar, dor no peito, inchaço, tontura, palpitações ou desmaio. As informações são da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares vinculada ao Ministério da Educação.

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Saúde

Casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave sobem 22% na Paraíba

A Secretaria de Estado da Saúde (SES) divulgou, nessa segunda-feira (9), o Boletim Epidemiológico de Vírus Respiratórios com dados atualizados até 7 de setembro. A publicação mostra que a Paraíba registrou 3.377 casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), havendo um aumento de 22,72% nas notificações quando comparado com o mesmo período do ano passado. O órgão reforça a necessidade de manter a prevenção de rotina, lembrando os cuidados que a população deve ter para evitar a transmissão desses vírus, bem como a importância da vacinação, como uma maneira eficaz para evitar o agravamento dos casos e óbitos.

De acordo com o boletim, foram realizados 1.453 exames de RT-PCR para os casos de SRAG no Estado, havendo uma maior predominância do vírus SARS-Cov-2 (covid-19) na faixa etária acima dos 60 anos com 59,74%. Para o rinovírus, o registro de maior incidência se deu em crianças até 4 anos com 63,77%, para influenza A também predominou a faixa etária até 4 anos com 31,15%, e para o vírus sincicial respiratório (VSR) a predominância foi em menores de 1 ano com 72,69%.

A chefe do Núcleo de Doenças Transmissíveis Agudas (NDTA) da SES, Fernanda Vieira, chama a atenção da população para o fato de que os vírus que causam maior número de óbitos serem justamente os vírus da covid-19 e da influenza A, para os quais há vacinas disponíveis nos postos de saúde, e que para diminuir a circulação deles é importante estar com a caderneta vacinal atualizada, de acordo com o calendário do Ministério da Saúde, especialmente os grupos mais vulneráveis.

“Quando olhamos o panorama das síndromes respiratórias agudas graves, os principais vírus identificados nas hospitalizações são o da covid-19, rinovírus, influenza A e vírus sincicial respiratório. Os idosos são mais afetados pela covid-19, enquanto crianças menores de 5 anos predominaram em hospitalizações por rinovírus e influenza A. A quantidade de óbitos é maior entre casos positivados para covid-19 com 67 óbitos, seguida pela influenza com 50 óbitos, vírus sincicial com 22 óbitos e rinovírus com 21 óbitos. Por isso, a SES enfatiza a importância de manter a vacinação em dia e adotar medidas de higiene, como uso de máscara e lavagem das mãos, para prevenir a disseminação dos vírus. Pedimos também que aquela pessoa que já está gripada utilize etiqueta respiratória e que, se possível, utilize máscara para não disseminar os agentes dentro dos ambientes e para diminuir o adoecimento de outras pessoas. É importante também a lavagem das mãos, a utilização de álcool gel e todas aquelas medidas que aprendemos durante a pandemia. E destacamos que a vacinação contra influenza está disponível para toda população”, enfatizou.

A SES reforça a importância de manter os cuidados gerais e necessários para proteção da transmissão de infecções respiratórias agudas, como manter a caderneta de vacinação em dia para as vacinas da Influenza e Covid-19, conforme faixa etária, é a melhor medida de proteção para evitar casos graves e ocorrência de óbitos. E também manter ambientes bem ventilados, com janelas e portas abertas, manter as mãos limpas por meio da lavagem ou uso de álcool em gel 70% e higienizar com frequência os brinquedos das crianças, não compartilhar objetos pessoais como os talheres, toalhas, pratos, copos e garrafinhas. As pessoas que estiverem doentes com quadro respiratório devem praticar a etiqueta respiratória, usando máscara. São medidas simples que aliadas à vacinação em dia podem diminuir a disseminação dos vírus respiratórios e proteger a população de forma geral.

O Boletim registrou um total de 357 óbitos por SRAG até 7 de setembro de 2024. Desses, 67 óbitos foram por Covid-19 (com maior número de óbitos em João Pessoa e Campina Grande); 50 foram por Influenza A; 22 por VRS e 21 por Rinovírus; entre outros. Há ainda seis óbitos em investigação para vírus respiratórios.

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