O prefeito de Lucena, Leo Bandeira (MDB), que está em segundo mandato como gestor de Lucena, no Litoral Norte da Paraíba, decidiu dar uma ‘missão impossível’ para o secretário de Administração, Waldemilson de Albuquerque Nunes: acumular dez secretarias.
Além da Administração, Val, como é mais conhecido, vai responder interinamente pelas secretarias de Articulação Institucional e Política; Agricultura e Pesca; Agência Municipal de Desenvolvimento; Cultura; Esporte e Lazer; Habitação; Infraestrutura; Meio Ambiente; Mobilidade Urbana e Trânsito; e Turismo.
O ato foi publicado no Diário Oficial do Município dessa terça-feira (14), que não traz grande outras novidades, além de nomeações para cargos do segundo escalão.
O prefeito ainda não se pronunciou se Val será mantido nessa função ‘multitarefas’ por muito tempo ou só no período em que os titulares dessas pastas sejam definidos.
Presidente da Assembleia e governador entram em rota de colisão
O presidente da Assembleia Legislativa da Paraíba, Adriano Galdino (Republicanos), externou, nesta quarta-feira (15), insatisfação com o governador João Azevêdo (PSB).
A declaração acontece dois dias depois de João reafirmar que pretende ser candidato a senador e, que nesse caso, a candidatura do vice-governador Lucas Ribeiro (PP) é um caminho “natural”. “E se eu for convencido de que o companheiro meu é melhor do que eu, não tem problema nenhum. Mas me atropelando, eu não aceito de ninguém, que a vida já me deu muita porrada”, reagiu Adriano.
Galdino tratou como “desastrosa” a sinalização política de João favorável ao vice-governador. “Do meu ponto de vista, do ponto de vista político e administrativo foi desastrosa. Foi desastrosa porque tirou da mídia o evento da segunda-feira de manhã. Era para você estar comigo conversando sobre o evento, mas estamos falando de política. E só se fala disso na Paraíba toda, porque o próprio governador teve a capacidade de obscurecer seu evento”, disse Adriano em entrevista à Arapuan FM.
O presidente da Assembleia reclamou que suas pretensões têm sido ignoradas por João e que o governador vem priorizando seu projeto político pessoal. “Lembro bem que sempre fui injustiçado, no reconhecimento dos companheiros do PSB. Primeiro foi o ex-governador Ricardo, nós ganhamos a eleição e conseguimos dar a ele governabilidade, e ele fez um excelente governo capaz de eleger João governador, mas na próxima eleição, João acompanhou Ricardo e também ficou contra mim”, criticou.
Galdino ainda reiterou pré-candidatura ao Governo Estado “de qualquer maneira”, mas pediu um diálogo maior por parte do governo.”Vocês têm acompanhado a Assembleia, eu mereço pelo menos o respeito de chegar: ‘Adriano, vamos dialogar, eu não gosto de você, ou eu quero você.’ Enfim, seja sincero comigo, diga como é o jogo. Eu vou continuar e, podem ter certeza, paraibanos e paraibanas, eu sou pré-candidato a governador e vou ser governador da Paraíba e vencer as eleições, apesar das dificuldades. Na vida, nunca foi fácil para mim”, complementou.
Diante do “flerte” do cantor Gusttavo Lima com o União Brasil, partido do governador de Goiás, Ronaldo Caiado, o presidente Jair Bolsonaro (PL) fez chegar ao sertanejo, na segunda-feira, um aviso de que as portas da legenda bolsonarista seguem abertas à sua filiação, desde que tope ser candidato ao Senado em 2026. O músico, que já declarou vontade de se lançar ao Palácio do Planalto, desmarcou uma reunião que teria com Caiado e com o presidente do União Brasil, Antônio Rueda, para discutir a sua filiação à legenda.
O artista informou a ambos que estará cumprindo agendas em Belo Horizonte e São Paulo nos próximos dias e, por isso, não há previsão para que a conversa seja realizada.
Como mostrou a colunista Bela Megale, o adiamento do encontro com Caiado foi visto como um aceno ao ex-presidente, que em resposta “estendeu o tapete” a Gusttavo Lima.
Neste momento, o sertanejo enfrenta dificuldades para negociar o pleito tanto no União, já que Caiado quer se candidatar à presidência, quanto no PL, onde Bolsonaro diz que será candidato, caso consiga reverter a sua inelegibilidade.
Se isso não for possível, o ex-mandatário já declarou simpatia à possibilidade de ver o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), como seu representante.
O secretário-geral do PL, o senador Rogério Marinho (RN), reitera que o convite de Bolsonaro ao cantor sertanejo segue de pé:
— O Gusttavo já teve o convite do Bolsonaro para se filiar ao PL e ser candidato ao Senado. Ele que escolha agora o que vai fazer, mas Bolsonaro o receberia de braços abertos para ser um nome forte no Senado. Não há objeção alguma, o convite está aí — afirma.
Gusttavo Lima manifestou vontade de concorrer à Presidência a menos de dois anos da eleição de 2026, o que gerou interesse de legendas. A ambição de ser presidente o “descolaria” de Bolsonaro, a quem apoiou nas eleições de 2022. No ano passado, o ex-mandatário o convidou para se filiar ao PL para disputar uma vaga ao Senado por Goiás.
Uma pessoa próxima ao cantor contou que ele vinha avaliando a proposta, mas já havia ouvido de Caiado, ainda durante a campanha municipal de 2024, que poderia se filiar ao União Brasil para disputar uma vaga no Senado.
Cícero Lucena (PP), Prefeito de João Pessoa (Foto: Marcelo Gomes/RedeMais)
O prefeito Cícero Lucena reconduziu mais dois auxiliares às suas respectivas Pastas na administração municipal de João Pessoa, nesta terça-feira (14). As nomeações dos auxiliares do novo Governo foram publicadas no Diário Oficial do Município (DOM). Os nomes confirmados são do médico Luis Ferreira Junior, como secretário municipal de Saúde, e da advogada Caroline Agra, superintendente do Instituto de Previdência do Município (IPM-JP).
Além dos nomes conhecidos agora, já haviam sido reconduzidos Diego Tavares (Gestão Governamental), Bruno Nóbrega (Procuradoria Geral do Município), Ariosvaldo de Andrade Alves (Administração), Sebastião Feitosa (Receita), Brunno Sitônio (Finanças), Janildo Silva (Comunicação), América Castro (Educação e Cultura), Socorro Gadelha (Habitação Social) e Rubens Falcão (Infraestrutura).
Na terça-feira (7), o chefe do Poder Executivo Municipal assinou um decreto exonerando todos os secretários e executivos como medida para a preparação da nomeação da nova equipe de governo, iniciado em 1º de janeiro.
Dirigentes da administração indireta, além de demais ocupantes de cargos em comissão e funções de livre nomeação também configuraram no ato de exoneração. São exceções as servidoras que estejam gestantes ou em gozo de licença-maternidade, e servidores em gozo de auxílio-doença ou licença para tratar da própria saúde.
A medida adotada pelo prefeito é porque, nesta gestão, o Município passou a exigir no ato de contratação de quaisquer servidores o cumprimento da lei 9.678/2021, que estabelece procedimentos e registros para controle da conformidade legal na posse de nomeados ou designados para cargos em comissão ou função gratificada no âmbito da administração pública municipal direta e indireta. Ela tem como exigência a apresentação de certidões negativas cíveis e criminais em todas as esferas.
O novo ministro da Secretaria de Comunicação, Sidônio Palmeira (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)
O publicitário Sidônio Palmeira tomou posse, nesta terça-feira (14), como o novo ministro da Secretaria de Comunicação (Secom) do governo do presidente Lula (PT). A cerimônia de posse foi realizada no Palácio do Planalto no fim da manhã.
Nas últimas semanas, Sidônio conduziu o processo de transição com a equipe do deputado Paulo Pimenta (PT-RS), que deixa o cargo após dois anos à frente da Secom. Sidônio, marqueteiro de Lula na campanha de 2022, foi escolhido para aprimorar a comunicação do governo.
Em seu discurso de posse, Sidônio elogiou os primeiros dois anos do governo Lula, mas disse que o “bom trabalho” não está sendo visto pela população. “O nosso país voltou a ser respeitado pelo mundo. Mas esse trabalho não está sendo percebido por parte da população. A informação dos serviços não chega na ponta, a população não consegue ver o governo em suas virtudes”, disse.
A Secretaria de Comunicação é responsável por gerenciar a publicidade oficial, o relacionamento com a imprensa e a divulgação de programas e ações do Executivo. Sidônio, além de coordenar a comunicação do presidente Lula, também terá a incumbência de organizar e coordenar a equipe de assessores dos diversos ministérios que compõem o governo federal.
Os que consideram o governo Lula “péssimo” oscilou para cima ante o último levantamento. Foi de 31,3% para 34,2%. Já os que classificam a gestão do petista como “ótima” caiu de 11,7% para 11,1% no mesmo período
Levantamento Paraná Pesquisas divulgado nesta segunda-feira (13) mostra que 50,4% dos eleitores desaprovam o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) (eram 51%), enquanto 46,1% aprovam. A situação é de estabIlidade desde novembro.
A pesquisa ouviu 2.018 pessoas com 16 anos ou mais em todo o Brasil de 7 a 10 de janeiro de 2025. O intervalo de confiança é de 95%. Já a margem de erro é de 2,2 p.p (pontos percentuais), para mais ou para menos.
Avaliação
O percentual daqueles que consideram o governo Lula “péssimo” oscilou para cima ante o último levantamento. Foi de 31,3% para 34,2%. Já os que classificam a gestão do petista como “ótima” caiu de 11,7% para 11,1% no mesmo período.
No recorte por região, o Nordeste é a única em que a maior parte aprova o governo Lula. São 51,6% ante os 43,9% que dizem desaprovar. Outros 4,5% dos entrevistados não sabem ou não responderam.
Dessa vez com quórum completo, os 19 vereadores de Santa Rita realizaram, nesta sexta-feira (9), a eleição da nova Mesa Diretora da Casa para o biênio 2025/2026. Foi eleito o vereador Epitácio Viturino (PP), em disputa acirrada com Flávio Panta (PP), com placar de 10 votos a 9.
Os dois parlamentares do PP, mas estavam em campos opostos no processo. Epitácio Viturino (PP) foi o primeiro a apresentar candidatura à presidência da Casa e contava com o apoio de parlamentares da oposição ao prefeito Jackson Alvino (PP).
Flávio Panta ingressou no chamado ‘grupo dos 8’ apenas nesta sexta-feira e encabeçou a chapa concorrente. Flávio foi secretário na gestão do primo, o ex-prefeito Emerson Panta, que foi nomeado por Alvino secretário de Articulação.
A Nova Mesa Diretora da Casa será composta, ainda, por Irmão Josivaldo, como 1º vice-presidente; Wagner de Bebé (PSD), como 2º vice-presidente; Cleidinha de Digão (PDT), como 3ª vice-presidente; Dr. João Alves (PSDB), como 4º vice-presidente; Anderson Liberato (Mobiliza), como 1º secretário; Clóvis de Loi (MDB), como 2º secretário; David Santana (PT), como 3º secretário; e Alisson Gomes (Republicanos), como 4º secretário.
Entenda a polêmica
A votação aconteceu após duas tentativas de eleição. A primeira ocorreu no dia 1º de janeiro, após a posse do prefeito Jackson Alvino, quando oito parlamentares aliados do gestor deixaram a sessão para quebrar o quórum e evitar a eleição.
Na última quarta-feira (8), os vereadores se reuniram para uma segunda tentativa de eleição da presidência da Casa, mas novamente os oito manobraram para que a votação não acontecesse.
O grupo fiel a Alvino se amparou em uma mudança no Regimento Interno da Câmara, feita no fim de dezembro do ano passado, que exigia quórum mínimo de 13 presentes para que acontecesse a sessão. Nas duas oportunidades estavam apenas 11 presentes.
Ontem, o desembargador José Guedes Cavalcanti Neto, do Tribunal de Justiça da Paraíba, decidiu suspender a alteração feita no Regimento porque elas foram não cumpriram os procedimento exigidos em lei.
Com a decisão do TJPB, o chamado ‘grupo dos 8’ decidiu participar. Nesse grupo estão os vereadores Anésio Miranda (PP), Bruno O Filho de Cicinha (PP), Flávio Panta (PP) e Marinaldo (PP), que são do partido do prefeito e mais fieis a Alvino, bem como Jaqueline Justino (PSD), Lemoel Ludovico (DC), Boquinha Filho de Walter Cruz (PDT) e Otávio Bernardino (PDT).
O prefeito de João Pessoa, Cícero Lucena, reconduziu nove secretários às suas respectivas Pastas, nesta quinta-feira (9). As nomeações dos auxiliares do governo municipal foram publicadas no Diário Oficial. Na terça-feira (7), o chefe do Poder Executivo Municipal assinou um decreto exonerando todos os secretários e executivos como medida para a preparação da nomeação da nova equipe de governo, iniciado em 1º de janeiro.
Neste primeiro ato de nomeação da equipe que irá compor o novo mandato, Cícero Lucena confirmou os nomes de Diego Tavares (Gestão Governamental), Bruno Nóbrega (Procuradoria-Geral do Município), Ariosvaldo de Andrade Alves (Administração), Sebastião Feitosa (Receita), Brunno Sitônio (Finanças), Janildo Silva (Comunicação), América Castro (Educação e Cultura), Socorro Gadelha (Habitação Social) e Rubens Falcão (Infraestrutura).
Dirigentes da administração indireta, além de demais ocupantes de cargos em comissão e funções de livre nomeação também configuraram no ato de exoneração. São exceções as servidoras que estejam gestantes ou em gozo de licença-maternidade, e servidores em gozo de auxílio-doença ou licença para tratar da própria saúde.
A medida adotada pelo prefeito é porque, nesta gestão, o Município passou a exigir no ato de contratação de quaisquer servidores o cumprimento da lei 9.678/2021, que estabelece procedimentos e registros para controle da conformidade legal na posse de nomeados ou designados para cargos em comissão ou função gratificada no âmbito da administração pública municipal direta e indireta. Ela tem como exigência a apresentação de certidões negativas cíveis e criminais em todas as esferas.
Audiência no TCE – O prefeito Cícero Lucena teve uma audiência, na segunda-feira (6), com o presidente do Tribunal de Contas do Estado, conselheiro Nominando Diniz, onde solicitou a cooperação do órgão na identificação de servidores com vínculos irregulares ou inaptos para exercer os cargos.
O TCE-PB fará o cruzamento de dados dos servidores municipais de João Pessoa com as suas bases digitais que reúnem informações de todas as estruturas públicas do Estado e municípios da Paraíba.
A ideia é identificar e sanar qualquer irregularidade existente na contratação de pessoal e resguardar o patrimônio público.
O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), não vai participar nesta quarta-feira (8) das cerimônias em lembrança aos dois anos dos atos de 8 de janeiro de 2023.
Rodrigo Pacheco divulgou nota nesta terça (7) na qual informa que está em viagem ao exterior “programada anteriormente” e que, por isso, não comparecerá aos eventos em Brasília.
Segundo o comunicado de Pacheco, o vice-presidente do Senado, Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB), representará a Casa nas cerimônias.
Procurada pelo g1, a assessoria do presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), afirmou que não está prevista, até o momento, a participação do deputado alagoano nas cerimônias.
Em 2024, Lira não participou das cerimonias que marcaram um ano dos atos de 8 de janeiro de 2023.
Diferentemente de Pacheco e Lira, os comandantes das Forças Armadas e o ministro da Defesa, José Múcio Monteiro, vão participar das cerimônias.
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, informou que o governo vai aguardar a eleição da presidência da Câmara dos Deputados e do Senado Federal para iniciar a discussão da reforma da renda no Congresso Nacional. A declaração foi realizada após reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
O encontro com o presidente foi realizado para tratar da agenda econômica de 2025 e da votação do Orçamento deste ano. Segundo Haddad, a votação da Lei Orçamentária Anual é a prioridade do governo neste início de ano.
No final de 2024, Haddad havia informado que pasta econômica identificou uma “inconsistência” no projeto da reforma da renda que vem sendo elaborado pelo governo. Ao ser questionado se a inconsistência foi solucionada, Haddad respondeu: “Vou saber hoje”.
“A Receita Federal ainda não rodou o novo modelo porque nós estávamos terminando o ano com muitas coisas. Mas isso já deve ficar pronto nos próximos dias”, disse a jornalistas nesta segunda (6).
Orçamento
O Congresso Nacional não aprovou o Orçamento de 2025 em dezembro do ano passado. Apesar disso, a União poderá pagar normalmente as despesas obrigatórias ou essenciais, como salários, aposentadorias e estoques dos serviços de saúde. Em geral, outras despesas poderão ficar limitadas a 1/12 do valor previsto por mês.
“No começo do ano, é sempre uma discussão mais lenta mesmo ordinariamente. Temos que falar com o relator [senador Angelo Coronel] para ajustar o orçamento às perspectivas do arcabouço fiscal e das leis que foram aprovadas no final do ano passado”, disse Haddad.
O relator do Orçamento de 2025, senador Angelo Coronel, optou por adiar a votação do Orçamento para que pudesse haver mais tempo na incorporação das medidas fiscais apresentadas pelo governo no seu relatório final.
Alta do dólar
Haddad descartou a possibilidade de aumentar o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) para conter a saída do dólar. Segundo o ministro, haverá um processo de “acomodação natural” no preço da moeda norte-americana.
“Não existe discussão de mudar regime cambial no Brasil nem de aumentar imposto com esse objetivo. Estamos recompondo a base fiscal por meio das propostas que estão sendo endereçadas ao Congresso Nacional”, afirmou.
“Sobre a questão do dólar, há um processo de acomodação natural. Nós tivemos um estresse no final do ano passado no mundo todo e também no Brasil. Hoje o presidente eleito nos Estados Unidos [Donald Trump] deu declarações moderando determinadas propostas feitas ao longo da campanha. É natural que as coisas se acomodem”, disse.
Comente aqui