Política

Aliado de Efraim, superintendente dos Correios na Paraíba entrega cargo

O superintendente dos Correios na Paraíba, Jackson Silva Henrique, entregou o cargo neste sábado (2). A decisão sucedeu o rompimento do senador Efraim Filho (União), que indicou Jackson, com o presidente Lula (PT).

Em nota, o servidor agradeceu a Efraim pela confiança, aos carteiros e demais funcionários da estatal pelo tempo à frente da gestão.

“Agradeço à resiliente equipe dos Correios — da alta gestão aos valorosos carteiros e atendentes —, aos nossos clientes e parceiros, e ao senador Efraim Filho, cuja confiança e visão estratégica foram fundamentais para uma gestão focada em resultados”, escreveu Jackson.

Na visita de Michelle Bolsonaro à Paraíba para selar o apoio à candidatura de Efraim para o Palácio da Redenção, o senador, questionado pelo Portal MaisPB, havia deixado os cargos no governo Lula à disposição.

No entanto, Efraim ainda possui uma indicação no estado junto ao governo federal: o superintendente da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf) na Paraíba, Irlen Guimarães.

Leia nota na íntegra

Após dois anos e meio à frente da Superintendência Estadual dos Correios na Paraíba, fica decidido o encerramento deste ciclo, com o sentimento de dever cumprido e de um legado construído.

Desde janeiro de 2023, conduzimos uma gestão técnica e arrojada, colocando a Paraíba junto aos demais protagonistas nos Correios. Como resultado, em 2025, figuramos entre as primeiras posições de um seleto grupo de oito superintendências — das 28 existentes — que vêm superando as metas comerciais, mesmo diante de um cenário macroeconômico desafiador. Isso reflete ousadia, planejamento e decisões firmes.

Implantamos os primeiros lockers dos Correios no Nordeste, estruturamos novas operações, ampliamos parcerias em áreas antes desassistidas, desbravamos novos segmentos e criamos soluções logísticas que se tornaram referência nacional.

Agradeço à resiliente equipe dos Correios — da alta gestão aos valorosos carteiros e atendentes —, aos nossos clientes e parceiros, e ao senador Efraim Filho, cuja confiança e visão estratégica foram fundamentais para uma gestão focada em resultados.

Finalizamos com a certeza de que pavimentamos um caminho para novos avanços e inovações.

Que Deus abençoe a todos.

Jackson Silva Henrique

Diretor Regional

MaisPB

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Política

Após sinal de Trump, Lula fala em abertura ao diálogo, mas diz trabalhar em resposta a tarifas dos EUA

Foto: Pedro Ladeira/Folhapress

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) escreveu nas redes sociais nesta sexta-feira (1º) que o Brasil sempre esteve aberto ao diálogo com os Estados Unidos. A mensagem foi publicada horas após Donald Trump ter afirmado que o petista poderia falar com ele “quando quiser” sobre as tarifas comerciais impostas pelos Estados Unidos.

“Sempre estivemos abertos ao diálogo. Quem define os rumos do Brasil são os brasileiros e suas instituições. Neste momento, estamos trabalhando para proteger a nossa economia, as empresas e nossos trabalhadores, e dar as respostas às medidas tarifárias do governo norte-americano.”

“Ele pode falar comigo quando ele quiser”, afirmou Trump a jornalistas no gramado da Casa Branca, ao ser questionado sobre a possibilidade de negociar sobretaxas. As declarações foram dadas dois dias após o decreto que impôs tarifas de 50% sobre as exportações brasileiras e no dia seguinte ao tarifaço global que voltou a impor taxas mais altas sobre dezenas de países.

O presidente americano também disse que ama o povo brasileiro e que “as pessoas que lideram o Brasil fizeram coisa errada”, em provável referência ao ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes, alvo de sanções do governo americano.

Ainda que Lula tenha adotado a postura de defesa da soberania nacional, o governo brasileiro vinha insistindo em reabrir os canais de negociação com os EUA, mas sem muito sucesso até esta semana, quando o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, reuniu-se em Washington com o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio.

Lula e Trump, contudo, ainda não discutiram diretamente as tarifas nem se encontraram desde que o americano assumiu o novo mandato, em janeiro.

Nas últimas semanas, depois que o Trump ameaçou o país com as taxas maiores, Lula disse que seu homólogo não pode ser um “imperador do mundo”, que vai dobrar a aposta e que ele mente ao justificar as medidas econômicas.

Em 11 de julho, dois dias após anunciar a nova taxa para o Brasil, Trump disse que não pretendia conversar com Lula, mas disse que o faria talvez em outro momento.

Com os anúncios de Trump, o vice-presidente, Geraldo Alckmin, tem sido o representante do Brasil na negociação com o país por meio de autoridades, citando especificamente o secretário de Comércio dos EUA, Howard Lutnik, como o principal contato.

Por também estar à frente do Mdic, Alckmin está se reunindo com empresários e representantes de setores da indústria, do agronegócio, da tecnologia e outros segmentos para tratar dos impactos da medida americana na economia brasileira.

A retaliação de Trump ao Brasil foi anunciada por meio de carta em uma rede social, na qual o americano também criticou a justiça brasileira pelo tratamento dado a Jair Bolsonaro (PL), acusando o judiciário brasileiro de perseguir o ex-presidente.

Folha de S.Paulo

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Política

Taxa de 50% dos EUA tem exceções: veja quais produtos brasileiros foram poupados

Bobinas de aço | Foto: PATRICK HERTZOG

Apesar de ter anunciado uma tarifa de 50% sobre produtos importados do Brasil, o governo dos Estados Unidos decidiu deixar vários itens de fora da cobrança.

A lista de produtos isentos foi divulgada nesta quarta-feira (30), junto com o decreto oficial assinado pelo presidente Donald Trump.

Segundo o texto, continuam livres da tarifa extra produtos como alimentos enviados como suco de laranja, combustíveis, veículos, peças de avião e alguns tipos de metais e madeira.

Essas exceções foram incluídas no anexo da ordem executiva e valem a partir da data em que a medida entra em vigor.

A taxação deve impactar significativamente as exportações brasileiras. No entanto, a lista de isenções pode representar um alívio para setores como o aeronáutico, energético e agrícola.

Confira os principais itens que não serão afetados pela alíquota adicional de 40%:

  • Artigos de aeronaves civis

Estão isentos todas as aeronaves civis (não militares), seus motores, peças, subconjuntos e simuladores de voo. A lista inclui desde tubos e mangueiras até sistemas elétricos, pneus e estruturas metálicas.

  • Veículos e peças específicas

A tarifa não se aplica a veículos de passageiros, como sedans, SUVs, minivans e vans de carga, além de caminhões leves e suas respectivas peças e componentes.

  • Produtos de ferro, aço, alumínio e cobre

Produtos específicos e derivados desses metais, incluindo itens semiacabados e componentes industriais, também estão fora da nova alíquota.

  • Fertilizantes

Fertilizantes amplamente utilizados na agricultura brasileira estão isentos da tarifa adicional.

  • Produtos agrícolas e de madeira

A lista inclui castanha-do-brasil, suco e polpa de laranja, mica bruta, madeira tropical serrada ou lascada, polpa de madeira e fios de sisal ou de outras fibras do gênero Agave.

  • Metais e minerais específicos

Estão isentos produtos como silício, ferro-gusa, alumina, estanho (em diversas formas), metais preciosos como ouro e prata, ferroníquel, ferronióbio e produtos ferrosos obtidos por redução direta de minério de ferro.

  • Energia e produtos energéticos

A tarifa não se aplica a diversos tipos de carvão, gás natural, petróleo e derivados, como querosene, óleos lubrificantes, parafina, coque de petróleo, betume, misturas betuminosas e até energia elétrica.

  • Bens retornados aos EUA

Artigos que foram exportados para reparo, modificação ou processamento e que retornam aos Estados Unidos sob certas condições também estão isentos, com exceções específicas para o valor agregado.

  • Bens em trânsito

Produtos que já estavam em trânsito antes da entrada em vigor da ordem — desde que cheguem aos EUA até 5 de outubro — não serão afetados pela nova tarifa.

  • Produtos de uso pessoal

Itens incluídos na bagagem acompanhada de passageiros que chegam aos Estados Unidos estão isentos da alíquota adicional.

  • Donativos e materiais informativos

Doações de alimentos, roupas e medicamentos destinados a aliviar o sofrimento humano estão isentas, salvo se o presidente considerar que representam risco à segurança nacional. Também estão livres da tarifa materiais informativos como livros, filmes, CDs, pôsteres, obras de arte e conteúdos jornalísticos.

g1

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Política

Cabo Gilberto reage a áudio de Bolsonaro e minimiza: ‘Nada vai mudar a nossa relação’

Cabo Gilberto e Bolsonaro (Foto: Reprodução)

Após a repercussão do áudio atribuído ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), em que ele afirma preferir o deputado federal Wellington Roberto ao deputado estadual Cabo Gilberto Silva, o parlamentar paraibano se pronunciou publicamente sobre o caso.

Em declaração ao Correio Debate, Cabo Gilberto evitou polemizar a situação.

“Eu não sei qual foi o contexto. Fica difícil fazer qualquer comentário a respeito. Eu não fujo de pergunta nenhuma, não tenho medo de polêmica. Nada mudou. O meu relacionamento com o presidente é o mesmo. Ele me recebe a toda hora, me trata super bem, e nada vai mudar a nossa relação por causa de um áudio que eu não sei nem quando foi que foi vazado esse áudio”, afirmou.

A declaração de Bolsonaro, vazada na noite dessa segunda-feira (28) e noticiada pelo jornalista Maurílio Júnior, expôs as tensões internas no PL da Paraíba, especialmente após a saída de Wellington Roberto do comando estadual do partido, hoje presidido pelo ex-ministro da Saúde Marcelo Queiroga, aliado de Cabo Gilberto.

Na gravação, Bolsonaro teria afirmado que “entre Wellington Roberto e Cabo Gilberto, eu prefiro Wellington”. A fala, que ainda não teve sua data confirmada. Apesar da declaração do ex-presidente, Cabo Gilberto buscou mostrar que sua ligação com Bolsonaro continua intacta.

A reportagem tentou contato com o deputado Wellington Roberto, mas não obteve retorno.

BG com Portal Correio

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Política

OUÇA: Bolsonaro diz preferir Wellington Roberto a Cabo Gilberto no PL da Paraíba

Um áudio atribuído ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) revelou sua preferência em meio ao racha que divide o Partido Liberal na Paraíba.

A data exata da gravação não foi confirmada, mas o áudio faz referência ao conflito entre o deputado federal Wellington Roberto e o deputado estadual Cabo Gilberto Silva, embate que acontece desde as últimas eleições municipais.

Na mensagem, Bolsonaro demonstra preocupação com a crise e indica que sua posição é favorável a Wellington Roberto.

“Valdemar (Costa Neto, presidente nacional do PL), tá dando atrito forte aí com o deputado Wellington Roberto e o Cabo Gilberto. E isso daí, que que tá acontecendo lá na Paraíba, né? O pessoal nosso tá fugindo. Então tem que apagar esse incêndio imediatamente. A decisão é tua, aí. Eu vou pelo Wellington Roberto assumir aquele negócio lá. A decisão é tua, tá ok? Valeu”, diz Bolsonaro no trecho divulgado.

Atualmente, o PL na Paraíba é comandado pelo ex-ministro da Saúde Marcelo Queiroga, aliado de Bolsonaro e de Cabo Gilberto.

BG com Cabo Gilberto

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Política

Câmara sob Motta contraria expectativas do governo, e apoio a Lula tem leve queda

Foto: Adriano Machado/Reuters

O primeiro semestre da gestão de Hugo Motta (Republicanos-PB) como presidente da Câmara teve uma leve redução no governismo da Casa, contrariando expectativas de petistas que, meses atrás, aguardavam o fim do mandato de Arthur Lira (PP-AL). A avaliação era que o governo teria vida mais fácil nas votações.

Deputados de seis partidos da base aliada avaliaram, publicamente ou de forma reservada, que a perda de votos do Executivo se deve mais a movimentos do governo Lula (PT) do que ao comportamento do presidente da Câmara.

A maioria desses parlamentares apontou uma deterioração geral no clima político, e um deles argumentou que não há grandes dificuldades para o Executivo, apesar da variação dos números.

Entre articuladores do governo, a avaliação é que a relação com Motta é boa e enfrentou um estresse pontual com as discussões sobre o aumento do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras).

Além disso, afirmam, a interlocução entre ele e a ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann (PT), é constante e não teria sido interrompida nem nos momentos mais tensos. Também dizem que os projetos prioritários de Lula foram pautados.

A taxa de governismo calculada pela Folha com base nas votações nominais da Câmara no primeiro semestre de 2025 ficou ligeiramente abaixo dos resultados dos mesmos períodos em 2023 e 2024 —quando o presidente da Casa era Lira.

Neste ano, 66,9% dos deputados votaram de acordo com a orientação dada pelo governo nas votações nominais do plenário. Nos anos anteriores, esses percentuais foram de 68,1%, em 2023, e de 69,2%, em 2024.

A cifra não significa que o governo tenha o apoio consistente de dois terços do plenário. O percentual capta apenas as posições tomadas nas votações –depois que os projetos são modificados para ampliar o consenso sobre o tema.

Além disso, o governo nem sempre dá uma orientação de voto no plenário, principalmente quando há divisão na base aliada. Nesses casos, os líderes governistas costumam liberar as bancadas —tática usada para não expor rachas, principalmente quando não se considera essencial marcar posição.

Lira é tido como um dos presidentes da Câmara mais poderosos do passado recente e foi um dos principais aliados da gestão Jair Bolsonaro (PL). Era considerado um negociador duro, que dava vazão a demandas de grupos políticos que não apoiam Lula, embora também avançasse com propostas de interesse do atual governo, como a reforma tributária.

Dessas características derivavam as expectativas que petistas e aliados de Lula verbalizavam reservadamente quanto ao fim da gestão Lira.

O motivo mais citado pelos deputados ouvidos pela reportagem para a leve redução no governismo foi a pauta e o discurso do próprio Executivo, que tomou uma posição mais à esquerda no fim do primeiro semestre, enquanto o Congresso tem maioria conservadora.

O ponto alto dessa divergência foi a tentativa do governo de aumentar o IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) para arrecadar mais em 2025. O Congresso votou, em junho, em peso para derrubar a medida –depois, o Judiciário deu uma decisão favorável ao Executivo sobre o tema.

Ao mesmo tempo, alguns aliados de Lula passaram a acusar o Legislativo de defender milionários em detrimento da maioria da população.

“O governo colocou pautas que não dava para colocar de qualquer maneira, como o IOF”, disse o líder do PDT, Mário Heringer (MG). “Jogar o Congresso contra a população no discurso de rico contra pobre também pesou no comportamento das bancadas”, declarou o pedetista.

A demora no pagamento de emendas parlamentares —frações do Orçamento cujos destinos congressistas têm o direito de decidir— também foi apontada como motivo para a redução no percentual de votos governistas no primeiro semestre de 2025.

A distribuição dos recursos foi questionada no STF (Supremo Tribunal Federal). Além disso, a aprovação do Orçamento só em março deste ano atrasou os pagamentos.

Outra razão apontada para a pequena perda de votos do Executivo é a amplitude da coalizão que elegeu Motta. Ela incluiu tanto PT como PL, o que garante que o presidente da Casa faça gestos também à oposição.

“Motta tem um perfil muito menos governista que Lira, que contribuía muito mais com a agenda do governo”, disse o primeiro vice-líder da oposição, Carlos Jordy (PL-RJ).

O líder do MDB, Isnaldo Bulhões (AL), disse que não há maiores dificuldades para Lula na gestão Motta em comparação com os anos de Arthur Lira. “O que está acontecendo é mais diálogo. A presidência do Hugo é mais democrática e previsível”, declarou Isnaldo.

Motta afirmou, por meio de nota, que bons projetos avançam e que a Câmara é contra aumento de impostos, daí os votos contra a alta no IOF. Ele declarou que as emendas não são condicionantes para as deliberações.

Sobre ter sido eleito por forças políticas diversas e precisar fazer acenos à oposição, o presidente da Câmara disse que a aprovação de propostas não depende exclusivamente dele e que a diversidade beneficia os debates na Casa.

Folha de S.Paulo

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Política

VÍDEO: Veja 10 vezes em que Lula criticou Trump antes da taxação de 50% por parte dos EUA

Nos primeiros meses de seu mandato, presidente norte-americano foi alvo de discursos do petista por diversas vezes.

Veja uma dezena de exemplos:



Metrópoles

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Política

Moraes ameaça prender Cabo Gilberto ao determinar fim de acampamentos na Praça dos Três Poderes

Deputado bolsonarista protesta em frente ao STF com jejum e fita na boca

Após ordem do ministro Alexandre de Moraes, o deputado federal Helio Lopes (PL-RJ) e outros parlamentares deixaram na madrugada deste sábado (26) o acampamento que haviam iniciado em frente ao STF (Supremo Tribunal Federal) em protesto a decisões contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Na noite de sexta (25), Moraes determinou, a pedido da Procuradoria-Geral da República, que a Polícia Federal intimasse o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), para remoção imediata dos deputados da praça dos Três Poderes. O próprio governador foi ao local para que a determinação fosse cumprida.

Além de Lopes, a decisão cita Sóstenes Cavalcante (PL-AL), Cabo Gilberto Silva (PL-PB), Coronel Chrisóstomo (PL-RO) e Rodrigo da Zaeli (PL-MT), “assim como quaisquer outros indivíduos que se encontrem em frente ao Supremo Tribunal Federal participando de possível prática criminosa”.

Moraes determinou a prisão em flagrante caso os parlamentares insistissem em continuar no local, com base na prática de resistência ou desobediência “ao ato de autoridade pública, a fim de garantir a efetividade das probabilidades e a preservação da ordem pública”.

Em sua conta de Instagram, Helio havia anunciado que faria a manifestação, alegando que as decisões do parlamento são “rasgadas por ministros do Supremo”.

“Ajoelhei diante do STF com um esparadrapo na boca, a Bíblia na mão e a Constituição no peito. Não vim buscar palco. Vim deixar um recado. Enquanto calarem Bolsonaro, censurarem o povo e zombarem da nossa fé, eu vou resistir — nem que seja com silêncio”, escreveu em uma carta aberta publicada nas redes sociais.

“Ameaçaram nos prender. Ditadura, vivemos em uma ditadura no Brasil”, escreveu Chrisóstomo, no X, após a determinação judicial que desmobilizou o acampamento. “Ditadura. Mil vezes ditadura”, disse Lopes, também na rede social.

Em um complemento à primeira decisão, outra ordem de Moraes, na madrugada deste sábado, proíbe acampamentos em um raio de um quilômetro da praça dos Três Poderes, Esplanada dos Ministérios e em frente a quartéis das Forças Armadas.

A decisão, segundo o despacho, foi tomada para garantir a segurança pública e evitar “novos eventos criminosos semelhantes aos atos golpista ocorridos em 8/1/2023”.

As decisões foram tomadas no âmbito do inquérito das fake news.

“Avisem o ministro Alexandre de Moraes que ele deve estar confundindo os fatos ou surtando. Estou no Rio de Janeiro, trabalhando na minha base eleitoral. Não estou em frente ao STF, como ele decidiu afirmar em sua decisão de me retirar”, disse Sóstenes, líder do PL na Câmara dos Deputados. “O STF agora expulsa deputados eleitos por ‘possível crime’: Sem flagrante. Sem crime. Sem nem estarmos presentes”.

Folha de S. Paulo

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Sem categoria

Michelle Bolsonaro anuncia pré-candidatos da direita paraibana para 2026, durante agenda em João Pessoa

Exame, Ministros, João Pessoa
(Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

A nova sede do Partido Liberal (PL) na Paraíba será inaugurada nesta sexta-feira (25), em João Pessoa, com a presença da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro. O evento terá como principal foco o anúncio oficial dos pré-candidatos da direita no estado para as eleições municipais de 2024.

O ex-ministro da Saúde e presidente estadual do PL, Marcelo Queiroga, confirmou que os nomes que disputarão cargos no próximo pleito serão revelados por Michelle durante a solenidade. Entre os destaques está a pré-candidatura ao Senado Federal.

“Essas pré-candidaturas vão ser anunciadas por Michelle. Inclusive, no meu partido, há outros nomes que também têm todas as condições de disputar a vaga do Senado, a exemplo do deputado federal Cabo Gilberto Silva. Michelle vai anunciar amanhã”, declarou Queiroga.

BG com informções do Portal Correio

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Política

Eduardo Bolsonaro diz que STF também bloqueou contas de sua esposa

Foto: Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados

O deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) afirmou à Folha nesta quarta-feira (23) que o STF (Supremo Tribunal Federal) bloqueou as contas da sua mulher, Heloísa Bolsonaro.

Ela teria tentado fazer movimentações bancárias e foi avisada de que havia uma ordem de bloqueio.

Nesta semana, Eduardo também teve suas contas bloqueadas. Ele disse que notou algo errado quando tentou fazer transações Pix. A reportagem confirmou que há uma ordem direcionada ao parlamentar, que foi emitida no sábado (19) pelo ministro Alexandre de Moraes.

Eduardo e a família estão nos Estados Unidos desde março, quando ele se licenciou do mandato de deputado, o que expirou no final de semana.

O parlamentar tornou-se alvo de investigação pelo Supremo em razão da sua atuação nos Estados Unidos em busca de sanções a Moraes. A articulação já resultou em retaliações ao Brasil. O presidente Donald Trump anunciou tarifas de 50% contra o Brasil, a serem implementadas a partir de 1º de agosto, alegando, entre outras coisas, uma “caça às bruxas” contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Na semana passada, o governo Trump anunciou, na sexta (18), a proibição da entrada nos Estados Unidos de Moraes e seus “aliados na corte”.

O anúncio foi feito pelo secretário de Estado, Marco Rubio, em rede social. “Ordenei a revogação de visto para Moraes e seus aliados na corte, assim como para familiares diretos, imediatamente”, disse.

Folhapress

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