Política

Câmara de Santa Rita aprova regra que permite vereador preso participar de sessões

A Câmara Municipal de Santa Rita aprovou, por 10 votos a 9, uma mudança no Regimento Interno que autoriza vereadores presos provisoriamente, sem condenação definitiva, a participarem remotamente das atividades legislativas. A medida foi aprovada em sessão extraordinária, por meio do Projeto de Resolução nº 029/2025.

De autoria dos vereadores Alysson Gomes (Republicanos) e João Alves Júnior (PSDB), a proposta altera a Resolução nº 013/2018. Pela nova regra, parlamentares em prisão provisória, flagrante, temporária ou preventiva,  poderão votar e participar das sessões, desde que haja autorização judicial. O texto reforça que a prisão provisória não suspende o mandato, que só pode ser cassado após condenação definitiva.

A norma também permite participação remota em casos de problemas graves de saúde, restrição judicial de locomoção, missões oficiais, calamidade pública ou risco à integridade física, com justificativa prévia. As sessões poderão ocorrer de forma presencial, remota ou híbrida, conforme decisão da Mesa Diretora.

Nos bastidores, a mudança é vista como precedente institucional e pode viabilizar o retorno do vereador Wagner de Bebé (PSD), preso desde outubro de 2025, ainda que de forma remota. Com isso, o suplente Cláudio de Marçal tende a deixar a vaga.

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Política

Lula passará Réveillon no Rio, em base da Marinha

Foto: Ricardo Stuckert / PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) passará o Réveillon de 2025 para 2026 no litoral do Rio de Janeiro, acompanhado da primeira-dama, Rosângela da Silva, a Janja, e de familiares. O petista chegou ao estado no início da semana e segue em período de descanso.

A informação é do colunista Igor Gadelha, do Metrópoles. Lula está hospedado na base naval da Marinha, na Restinga da Marambaia, área de acesso restrito utilizada tradicionalmente por autoridades. O presidente deve jantar no local antes de seguir para acompanhar a queima de fogos na orla carioca.

A expectativa é que Lula assista ao espetáculo de Réveillon em Copacabana a partir de um espaço reservado, com a possibilidade de permanência no Forte de Copacabana, longe do público que lota a praia durante a virada do ano.

Além da primeira-dama, também estão com o presidente uma das netas de Janja, o marido dela e a filha do casal, bisneta de Lula. Segundo auxiliares do Planalto, o presidente tem aproveitado o período para descansar, mas segue tratando de assuntos do governo por telefone em alguns momentos do dia.

Mesmo em recesso informal, a presença de Lula no Rio ocorre em meio a um ano politicamente sensível, marcado por articulações para 2026, o que mantém o presidente conectado às decisões do Palácio do Planalto mesmo durante o descanso.

Com informações do Metrópoles

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Política

PARANÁ PESQUISAS: Governo Lula é desaprovado por 50,9%; 45,6%, aprovam

Lula
O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é desaprovado por 50,9% dos brasileiros e aprovado por 45,6%, segundo levantamento divulgado pelo instituto Paraná Pesquisas nesta segunda-feira (29). Os que não sabem ou não opinaram somam 3,5%.

A aferição mostra uma leve oscilação negativa na aprovação do petista, em comparação com a pesquisa anterior, realizada em novembro. No levantamento do mês passado, o atual governo era aprovado por 45,9%. A desaprovação permaneceu igual, 50,9%.

O instituto ouviu 2.038 pessoas em todo o país entre os dias 18 e 22 de dezembro. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais, para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95%.

Avaliação do governo Lula

A pesquisa também mensurou a avaliação da gestão, que considera como possibilidade de resposta as classificações “ótima”, “boa”, “regular”, “ruim” ou “péssima”.

Para 32,7%, o governo é considerado ótimo ou bom; 23,1% classificam como regular; e 42,8% avaliam como ruim ou péssimo. Outros 1,4% não souberam ou não opinaram.

CNN

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Política

‘A esquerda entra em 2026 sem direção clara para o futuro’, diz sociólogo

Foto: Ricardo Stuckert / PR

O sociólogo Jessé Souza avalia que a esquerda brasileira entra em 2026 sem uma direção clara e dependente quase exclusivamente da liderança do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Em entrevista ao O GLOBO, o autor de Por que a esquerda morreu? afirma que o campo progressista falhou em disputar narrativas com a extrema direita e não conseguiu construir um imaginário social capaz de dialogar com os setores populares.

Segundo Jessé, a força política de Lula “mascara” a fragilidade estrutural da esquerda, que não apresenta projeto consistente para o período pós-Lula. Para ele, o PT acabou se acomodando como uma espécie de “plano B da elite”, enquanto a direita avançou ao oferecer uma narrativa simples e sedutora ao chamado “pobre de direita”, baseada em mérito individual e valores conservadores.

O sociólogo defende que justiça tributária e soberania nacional podem ser eixos centrais para uma reconstrução do discurso progressista, desde que deixem de ser tratados de forma tecnocrática. Ele avalia que temas como exploração do trabalho, herança escravocrata, imperialismo econômico e desigualdade precisam ser colocados no centro do debate, com linguagem acessível e foco no protagonismo popular.

Jessé Souza também aponta a segurança pública como o maior desafio eleitoral da esquerda, exigindo equilíbrio entre combate ao crime, defesa de direitos individuais e enfrentamento do racismo estrutural. Para ele, sem disputar ideias, valores e identidade nacional, a esquerda corre o risco de chegar a 2026 vencendo apenas “apesar do povo” — e não com ele.

Com informações do O Globo

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Política

Deputados que ajudaram a livrar Glauber receberam mais emendas do governo Lula

Foto: Bruno Spada / Câmara dos Deputados

Deputados do Centrão e da direita que votaram a favor de Glauber Braga (PSol-RJ) acabaram sendo beneficiados com um volume maior de emendas individuais empenhadas pelo governo Lula no fim do ano. Levantamento mostra que esses parlamentares tiveram, em média, quase 10% a mais em recursos liberados após a votação que salvou o mandato do psolista.

A informação é da colunista Andreza Matais, do Metrópoles. De acordo com os dados, os congressistas desses grupos que contrariaram suas bancadas e apoiaram Glauber receberam, em média, R$ 1,92 milhão em emendas empenhadas entre o dia da votação e esta sexta-feira (26). Já os deputados do mesmo campo político que votaram contra o psolista ficaram com cerca de R$ 1,75 milhão no mesmo período — uma diferença de 9,8%.

O levantamento levou em conta o primeiro requerimento votado na sessão de 10 de dezembro, quando o PSol tentou substituir a cassação recomendada pelo Conselho de Ética por uma suspensão de seis meses. O pedido não atingiu os 257 votos necessários, mas deixou claro que a oposição não tinha maioria para cassar Glauber.

Diante do impasse, a Câmara acabou optando pela suspensão temporária do mandato. Com isso, Glauber Braga será afastado por seis meses, período em que a suplente Heloisa Helena (Rede-RJ), crítica do governo Lula, assumirá a vaga. Ao todo, 91 deputados do Centrão e da direita votaram a favor do psolista nessa primeira votação.

As emendas individuais são de execução obrigatória, mas o governo controla o ritmo dos empenhos. Em 2025, o limite total foi de R$ 24,7 bilhões, dos quais R$ 23,5 bilhões já foram empenhados. O restante precisa ser reservado até 31 de dezembro, sob risco de ser perdido, o que intensifica a disputa por prioridade na liberação dos recursos.

Procurada, a Secretaria de Relações Institucionais da Presidência negou qualquer favorecimento político. Em nota, a pasta afirmou que a execução das emendas segue critérios técnicos e o cronograma dos projetos apresentados, sustentando que não há privilégio para parlamentares que votaram a favor de Glauber Braga.

Com informações do Metrópoles

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Política

Secretário Will Varela deve assumir vaga na câmara de Bayeux após morte de Adriano Martins

 Secretário de Segurança de Bayeux deve assumir vaga de Adriano Martins na Câmara
arquivo pessoal/Instagram

O atual secretário de Segurança Pública de Bayeux, Will Varela (Republicanos), deve assumir a vaga na Câmara Municipal aberta com a morte do vereador Adriano Martins (Republicanos).

Varela é o primeiro suplente do Republicanos nas Eleições 2024. Caso opte em não assumir, assumiria a cadeira o segundo suplente Jarbas Coelho (Republicanos), que é ligado ao deputado Felipe Leitão (Republicanos), esposo da prefeita Tacyanna Leitão (PSB).

A formalização, no entanto, não será imediata. O Legislativo decretou luto oficial de sete dias pela morte de Adriano Martins. Além disso, o calendário de fim de ano e as festas natalinas devem empurrar a convocação para a próxima semana ou já para os primeiros dias de 2026.

A convocação depende de ato da Mesa Diretora, que seguirá os trâmites previstos no regimento interno da Casa. Só após essa etapa será definida a data da posse.

No caso da cadeira de presidente da Câmara, o espaço será formalmente ocupado pela vereadora e vice-presidente Jays de Nita (PSB). Ela vinha respondendo pela Mesa Diretora desde o acidente que vitimou Adriano Martins.

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Política

Flávio Bolsonaro cresce e já ameaça Lula no embate direto, veja pesquisa

Lula e Flávio Bolsonaro

Levantamento realizado pelo institutoParaná Pesquisas em todo país entre os dias 18 e 22 de dezembro mostra que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva lidera a corrida presidencial em todos os cenários de primeiro turno, mas viu cair a sua vantagem para o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), hoje o seu concorrente mais provável na disputa pelo Palácio do Planalto. No último dia de Natal, o ex-presidente Jair Bolsonaro divulgou uma carta em que reafirmou que o seu candidato na disputa em 2026 será o seu filho primogênito.

No cenário contra Flávio, Lula, que buscará a quarta vitória para o posto mais importante da República, teria 37,6% da preferência do eleitorado, quase dez pontos à frente do senador, que teria 27,8% de intenções de voto. Neste cenário, todos os demais candidatos teriam menos de dois dígitos de intenções de voto. Os mais bem colocados seriam o governador do Paraná, Ratinho Junior (PSD), com 9%, e o ex-ministro Ciro Gomes (PSDB), com 7,9%, que estariam empatados entre eles na margem de erro de 2,2 pontos percentuais para mais ou para menos — veja o quadro completo abaixo.

Lula e Flávio estariam, hoje, no segundo turno na disputa presidencial
Neste cenário, Lula e Flávio Bolsonaro estariam, hoje, no segundo turno na disputa presidencial (Paraná Pesquisas/Divulgação)

Os números mostram que o senador melhorou a sua posição na preferência do eleitorado desde que anunciou que havia sido escolhido pelo seu pai para representá-lo na corrida presidencial, em 5 de dezembro.

Anteriormente, Flávio aparecia nas sondagens com 19,2% das intenções de voto (outubro) e 19,7% (novembro), o que mostra que ele subiu oito pontos percentuais desde que passou a ser o nome do ex-presidente da disputa. A desvantagem para Lula, que era de quase dezessete pontos, caiu para menos de dez — veja quadro abaixo.

Paraná Pesquisas - Evolução - primeiro turno presidencial
Paraná Pesquisas – Evolução – primeiro turno presidencial (Paraná Pesquisas/Reprodução)

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No segundo turno, a vantagem de Lula para Flávio também caiu desde outubro, quando a disputa estava em 46,7% para o presidente contra 37% do senador do PL. Hoje, o parlamentar estaria com 41% das intenções de voto, enquanto o petista somaria 44,1%, o que configura empate técnico dentro da margem de erro — veja abaixo a mudança de cenário.

Segundo Turno: Vantagem de Lula para Flávio diminui desde outubro

CNN

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Política

Heloisa Helena dispara contra o PT e diz que partido dominar a esquerda

Foto: Bruno Spada / Câmara dos Deputados

De volta à Câmara dos Deputados como suplente de Glauber Braga (PSOL-RJ), a deputada Heloísa Helena (Rede-RJ) fez duras críticas ao PT e ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Em entrevista, ela afirmou que o partido “sempre busca ser uma força hegemônica na esquerda brasileira” e avaliou com ressalvas a tentativa de aproximação entre PT e PSOL para as eleições de 2026.

Crítica histórica do petismo, Heloísa disse que mantém sua posição por coerência ideológica desde que foi expulsa do PT, em 2003. Segundo ela, sua atuação política não admite conciliação com o grande capital, nem apoio a medidas como o arcabouço fiscal ou privatizações de setores estratégicos. A deputada também rechaçou qualquer expectativa de alinhamento automático ao projeto de reeleição de Lula.

Sobre o cenário eleitoral, Heloísa avaliou como previsível a movimentação da direita em torno do nome de Flávio Bolsonaro, mas disse considerar improvável uma vitória desse campo político em uma disputa presidencial. Para ela, a esquerda precisa debater 2026 levando em conta o trauma institucional vivido pelo país nos últimos anos, especialmente após a gestão de Jair Bolsonaro.

A parlamentar também criticou pautas ambientais e econômicas do governo, como a exploração de terras raras e minerais estratégicos. Segundo ela, repetir o modelo de exportação sem beneficiamento representa uma “afronta à soberania nacional” e perpetua uma lógica de dependência econômica e entreguismo.

Por fim, ao comentar a crise interna na Rede Sustentabilidade e as tensões envolvendo a ministra Marina Silva, Heloísa defendeu que a ex-presidenciável permaneça no partido. Para a deputada, disputas internas fazem parte da democracia, e cabe aos derrotados reconhecerem o resultado e seguirem atuando dentro da legenda.

Com informações do O Globo

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Política

DATAFOLHA: Maioria dos brasileiros se identifica mais com a direita; veja números

A pesquisa Datafolha mostra que 35% dos brasileiros se classificam como estando à direita e 22%, à esquerda. Com isso, são 57% aqueles que se identificam com as posições mais próximas aos polos do espectro político na população como um todo.

No levantamento realizado de 2 a 4 de dezembro, outros 7% se declararam de centro-esquerda, 17% de centro, 11% de centro-direita e 8% não souberam dizer.

Foram ouvidas 2.002 pessoas, com 16 anos ou mais, em 113 municípios do Brasil. A margem de erro dos dados gerais da pesquisa é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos.

Em relação à posição política, foi solicitado aos entrevistados que eles se posicionassem numa escala de 1 a 7 —em que 1 correspondia à posição máxima à esquerda e 7, a máxima à direita.

Esta mesma pesquisa mostrou, por outro lado, predomínio de petistas sobre bolsonaristas, ainda que com pequena diferença.

Diante da pergunta para que os entrevistados se posicionassem numa escala de 1 a 5, onde 1 era bolsonarista e 5 petista, foram 34% os que se encaixaram como simpatizantes do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), enquanto 40% se classificaram como petista.

Outros 18% se posicionaram na faixa de neutros, 6% disseram não apoiar nenhum deles e 1% não soube responder.

Folha de São Paulo 

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Política

Governo Lula deve reduzir envio de projetos ao Congresso em 2026 para evitar embates eleitorais

Foto: Vinícius Schmidt/Metrópoles

Mesmo com a expectativa de que o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), adote uma postura mais alinhada ao governo em 2026, lideranças governistas admitem que a estratégia do Palácio do Planalto será evitar o envio de novos projetos ao Congresso no próximo ano, marcado pelo calendário eleitoral.

A informação é do colunista Igor Gadelha, do Metrópoles. Petistas e aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmam que não há planos de encaminhar grandes propostas para análise da Câmara e do Senado, diferente do que ocorreu em 2025. A avaliação interna é de que o envio de matérias estruturantes pode gerar novos atritos com deputados e senadores em um momento de maior sensibilidade política.

A orientação do governo será concentrar esforços em projetos que já estão em tramitação no Legislativo. Entre eles, a principal aposta é a chamada PEC do 6×1, que deve se tornar uma das bandeiras centrais do PT e de partidos aliados. Lideranças do Centrão admitem discutir o tema, desde que o governo aceite avançar em pautas de interesse do bloco.

Outro foco do Planalto será a chamada PEC da Segurança, considerada estratégica pelo governo Lula para o debate eleitoral nacional. A proposta, no entanto, deve sofrer alterações relevantes durante a tramitação na Câmara dos Deputados.

Em 2025, o governo conseguiu vitórias importantes no Congresso, como a aprovação da reforma do Imposto de Renda e do aumento da tributação sobre bets e fintechs. Por outro lado, o avanço de pautas como o PL Antifacção e a PEC da Blindagem contribuiu para o desgaste na relação com o Legislativo, cenário que o Planalto pretende evitar às vésperas das eleições.

Com informações do Metrópoles

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