A primeira-dama, Janja da Silva, defendeu nesta sexta, 8, o aumento da participação feminina no Congresso para aprovação de leis favoráveis às mulheres.
“Nós não vamos ter potência para votar leis que importam definitivamente e que atingem a nossa vida diretamente, se nós não tivermos mais mulheres no Parlamento”, afirmou, em evento promovido pela Petrobras no Rio de Janeiro.
“E a gente sabe da violência política que as mulheres sofrem naquele lugar. Seja no Congresso Nacional, nas Assembleias Estaduais ou nas Câmaras. A gente tem que fazer com que as mulheres não desistam disso”, acrescentou.
Ministérios com mulheres?
Apesar da narrativa de Janja, o governo Lula conta com apenas 10 mulheres ocupando cargos de comando na Esplanada dos Ministérios, entre um total de 38 pastas.
Com a nomeação de Gleisi Hoffman para o Ministério da Secretaria de Relações Institucionais (SRI), o número chegou a 10. Isso representa 26,3% dos ministérios ocupados por mulheres.
Além de Gleisi Hoffman, o quadro conta com: Luciana Santos (Ciência, Tecnologia e Inovação); Margareth Menezes (Cultura); Macaé Evaristo (Direitos Humanos e Cidadania); Esther Dweck (Gestão e da Inovação em Serviços Públicos); Anielle Franco (Igualdade Racial); Marina Silva (Meio Ambiente e Mudança do Clima); Cida Gonçalves (Mulheres); Simone Tebet (Planejamento e Orçamento) e Sonia Guajajara (Povos Indígenas).
Lula rejeitado entre as mulheres
Pesquisa Genial/Quaest publicada em abril revelou que a desaprovação do presidente Lula entre as mulheres subiu de 39% em julho do ano passado para 53%.
A aprovação entre elas está em 43%.
Com isso, Lula chega próximo à desaprovação de 59% que Jair Bolsonaro teve entre as mulheres no final de 2021, segundo a Genial/Quaest.
A aprovação de Bolsonaro, contudo, era bem menor que a do petista, em torno de 16% no eleitorado feminino.
A oposição conseguiu reunir as 41 assinaturas necessárias para protocolar no Senado um pedido de impeachment contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). O documento deve ser formalmente apresentado à Mesa Diretora da Casa nos próximos dias.
Ainda não foram divulgados oficialmente os nomes de todos os senadores que assinaram o requerimento. Até o momento, o ministro não se pronunciou sobre o pedido.
O deputado ainda explicou sobre o restante dos processos burocráticos para atender à vontade da oposição de tirar Moraes do poder. A denúncia ainda precisa passar pela avaliação de Davi Alcolumbre (União-AP), presidente do Senado, que definirá se dará ou não prosseguimento ao pedido da oposição.
Para que Moraes seja efetivamente afastado do cargo, o julgamento exigiria os votos de 54 senadores — o equivalente a dois terços da Casa. No momento, os parlamentares bolsonaristas devem pressionar Alcolumbre para que o processo de impeachment dê continuidade, afinal, a decisão cabe a ele.
Aliados do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), negam que ele tenha feito acordo com a oposição bolsonarista para pautar o projeto de lei da anistia e a PEC (proposta de emenda à Constituição) de fim do foro privilegiado.
A versão de que se teria avançado para um acordo foi propagada por lideranças bolsonaristas, após Hugo ter conseguido entrar no plenário e abrir a sessão na noite de quarta-feira (6), escoltado pela tropa de choque de líderes e outros parlamentares do Centrão.
Deputados que ficaram ao lado de Hugo ao longo de todo o dia relataram à CNN que não houve nenhuma negociação com o presidente da Casa. O único ponto que teria avançado foi o compromisso estabelecido pelo União Brasil e pelo PP de manterem uma obstrução regimental até discutir as duas pautas.
”Hugo não aceitou discutir nada enquanto não assumisse a Presidência”, disse à CNN um parlamentar da Mesa
Sóstenes Cavalcante, líder do PL na Câmara • Reprodução/CNN
O líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ), disse, nesta quarta-feira (6), que a Câmara vai pautar a anistia aos condenados pelo 8 de janeiro e a questão do foro privilegiado na próxima semana.
A fala aconteceu após reunião com o presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), e líder partidários. Governistas, porém, negam que Hugo tenha se comprometido com os temas.
“Objetivo nosso é comunicar como foi construído o acordo de forma transparente pra todo o Brasil. Momento do país é gravíssimo, temos o poder Legislativo de cócoras para o Judiciário. Toda essa ocupação feita pelos guerreiros parlamentares tem o objetivo principal a volta das prerrogativas constitucionais do Congresso, e é isso que foi fruto do acordo”, disse Sóstenes.
“Presidente Hugo Motta pediu aos líderes aqui representados, construímos compromisso que a na próxima semana abriremos trabalhos nessa casa pautando mudança do foro privilegiado para tirar a chantagem que muitos deputados e senadores vem sofrendo por parte de alguns ministros do STF”, prosseguiu.
A sessão da Câmara desta quarta foi marcada por protesto da oposição. Hugo Motta teve uma intensa negociação e conseguiu retomar o comando da Mesa Diretora, que estava ocupada por parlamentares.
Eles se manifestavam contra a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), de decretar a prisão domiciliar de Jair Bolsonaro (PL). O protesto também ocorreu no Senado.
A medida faz parte da estratégia anunciada pela oposição para pressionar os presidentes das duas Casas para pautarem a anistia aos condenados do 8 de janeiro e o processo de impeachment contra Moraes.
Uma pesquisa nacional do Instituto Ibespe realizada entre os dias 1º e 3 de agosto revela que a maioria dos brasileiros considera que a tarifa de 50% imposta pelo governo dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros tem motivação política — e não comercial, como alega o Palácio do Planalto.
Segundo o levantamento, 60% dos entrevistados enxergam a medida norte-americana como uma retaliação política. Apenas 29,7% acreditam que a decisão tem razões comerciais.
“Mesmo com o esforço em rotular a medida como econômica, os dados mostram que a maioria da população compreendeu o contexto geopolítico da decisão”, afirma o cientista político Marcelo Di Giuseppe, coordenador da pesquisa. “Isso revela uma consciência política que vai além da superfície das narrativas.”
Questionados sobre quem seria o maior responsável pela imposição da tarifa norte-americana, 25,3% dos entrevistados citaram o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ele aparece à frente do presidente dos EUA, Donald Trump (19,9%), e de Jair Bolsonaro (11,5%).
Outros nomes citados incluem o “governo brasileiro” (7,7%) e o ministro Alexandre de Moraes (2,8%). Já o deputado federal Eduardo Bolsonaro, alvo de críticas por denunciar o STF no exterior, foi responsabilizado por apenas 2,8% dos entrevistados.
“A tentativa de criminalizar a denúncia feita por Eduardo Bolsonaro não encontrou respaldo na opinião pública. Ao contrário do que alegaram seus adversários, a população majoritariamente não o vê como traidor da pátria”, destacou Giuseppe.
Um dado que chama atenção é a uniformidade da percepção política entre diferentes perfis de consumo de mídia. O Ibespe mostra que 68,7% dos brasileiros que se informam por redes sociais veem a tarifa como retaliação política. Entre os que se informam principalmente pela televisão, o índice também é alto: 62,3%.
A pequena diferença revela que a narrativa do governo Lula sobre uma suposta motivação econômica da medida norte-americana não se sustentou nem entre o público tradicional da TV, historicamente mais influenciado pelos grandes grupos de comunicação.
“Essa pesquisa evidencia que estamos diante de uma disputa narrativa, e que os meios alternativos de informação estão conseguindo romper o monopólio da interpretação dos fatos”, explica o cientista político.
Mesmo entre eleitores que votaram em Lula no segundo turno das eleições presidenciais de 2022, 24,4% o responsabilizam pela crise com os Estados Unidos. Entre os eleitores de Jair Bolsonaro, esse número salta para 39%, segundo a pesquisa.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se encontrou neste domingo, 3, em Brasília, com Fidel Antonio Castro Smirnov, o “Fidelito” – neto do líder cubano Fidel Castro, que morreu em 2016.
Um registro que mostra Lula e Fidelito foi publicado pelo prefeito de Maricá (RJ), Washington Quaquá (PT), que afirmou ser um dos responsáveis pelo “encontro simbólico”, durante o encerramento do 17º Encontro Nacional do PT.
“O Congresso também foi marcado por um encontro simbólico que ajudei a construir: o abraço entre Lula e Fidelito, neto de Fidel. Um gesto de afeto e história, que agora se transforma em futuro. Fidelito vai desenvolver pesquisas em medicina nuclear em Maricá. Seguimos firmes, com ousadia, projeto e pé no povo!”, escreveu.
O evento reuniu lideranças petistas como a ex-presidente do PT e ministra da Secretaria de Relações Institucionais (SRI), Gleisi Hoffmann, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e o novo presidente do partido, Edinho Silva.
A intenção em avançar com o impeachment do ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), conta com apoio de 34 senadores, segundo site divulgado por oposicionistas.
O placar, atualizado neste domingo (3), também indica que 28 senadores têm voto indefinido e outros 19 são contra um processo que pode levar à saída de Moraes da Corte.
Na lista, os três senadores paraibanos Efraim Filho (União), Veneziano Vital (MDB) e Daniella Ribeiro (PP), ainda não tem posição definida sobre o assunto.
No entanto, apenas Efraim Filho reconheceu em uma entrevista recente à rádio 98 FM Correio que há uma perseguição contra o ex-presidente Jair Bolsonaro e que não haveria problemas do país enfrentar um processo de impeachment contra um ministro da Suprema Corte.
Aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) convocam apoiadores para um protesto neste domingo (3), no Busto de Tamandaré, a partir das 14h.
Na pauta, eles pedem o impeachment do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do Ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes.
Com o movimento intitulado “Reaja Brasil”, o foco principal dos protestos, que devem acontecer em todo o Brasil, será uma resposta às medidas cautelares impostas a Jair Bolsonaro, que incluem restrições de locomoção e comunicação.
Manifestação nacional
Diferente de outras mobilizações realizadas em prol de Bolsonaro, os atos serão “pulverizados”. Nos atos anteriores, as atenções se concentravam em apenas uma capital por vez, como Brasília, São Paulo e Rio de Janeiro.
Veja lista completa com local e horário das manifestações
Sudeste
São Paulo – Avenida Paulista – 14h
Sorocaba – Campolim – 10h
São José do Rio Preto – Praça Dom José Marcondes – 15h
Baurú – Avenida Getúlio Vargas, quadra 19, em frente à Copaíba – 10h
Araçatuba – Avenida Pompeu – 10h
Rio de Janeiro: Rio de Janeiro – Copacabana – 11h / Cabo Frio – Praia do Forte – 10h
Minas Gerais: Belo Horizonte – Praça da Liberdade – 10h / Uberlândia – Praça Tubal Vilela, Centro – 10h
Espírito Santo: Vila Velha – Posto Moby Dick – 12h
Centro-Oeste
Distrito Federal: Brasília – Banco Central – 10h
Goiás: Goiânia – Praça Tamandaré – 10h
Mato Grosso do Sul: Campo Grande – Praça do Rádio – 10h / Dourados – Parque do Lago – 10h / Bonito – Praça do Rotary – 10h
O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) compartilhou em seu perfil no X na sexta-feira (1º) o “placar atualizado” de votos no Senado favoráveis e contrários ao pedido de impeachment do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes, alvo de sanções do governo dos Estados Unidos.
Os dados, do site “votossenadores.com.br”, mostram que 34 senadores são a favor do impeachment e 19 são contra. Há ainda outros 28 indefinidos. Cabe ao presidente do Senado decidir se dá seguimento ou não a um pedido de impeachment de um ministro do Supremo. São necessários 54 votos, ou 2/3 do plenário, para confirmar a destituição.
Dos 34 apontados como favoráveis ao impeachment de Moraes, 15 são de partidos que integram a Esplanada de Lula. O presidente ligou para o magistrado depois do anúncio do governo dos EUA, convidou os ministros do STF para um jantar e planeja um pronunciamento em que provavelmente vai criticar a medida dos norte-americanos.
Leia abaixo quantos senadores são a favor do impeachment:
O superintendente dos Correios na Paraíba, Jackson Silva Henrique, entregou o cargo neste sábado (2). A decisão sucedeu o rompimento do senador Efraim Filho (União), que indicou Jackson, com o presidente Lula (PT).
Em nota, o servidor agradeceu a Efraim pela confiança, aos carteiros e demais funcionários da estatal pelo tempo à frente da gestão.
“Agradeço à resiliente equipe dos Correios — da alta gestão aos valorosos carteiros e atendentes —, aos nossos clientes e parceiros, e ao senador Efraim Filho, cuja confiança e visão estratégica foram fundamentais para uma gestão focada em resultados”, escreveu Jackson.
Na visita de Michelle Bolsonaro à Paraíba para selar o apoio à candidatura de Efraim para o Palácio da Redenção, o senador, questionado pelo Portal MaisPB, havia deixado os cargos no governo Lula à disposição.
No entanto, Efraim ainda possui uma indicação no estado junto ao governo federal: o superintendente da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf) na Paraíba, Irlen Guimarães.
Leia nota na íntegra
Após dois anos e meio à frente da Superintendência Estadual dos Correios na Paraíba, fica decidido o encerramento deste ciclo, com o sentimento de dever cumprido e de um legado construído.
Desde janeiro de 2023, conduzimos uma gestão técnica e arrojada, colocando a Paraíba junto aos demais protagonistas nos Correios. Como resultado, em 2025, figuramos entre as primeiras posições de um seleto grupo de oito superintendências — das 28 existentes — que vêm superando as metas comerciais, mesmo diante de um cenário macroeconômico desafiador. Isso reflete ousadia, planejamento e decisões firmes.
Implantamos os primeiros lockers dos Correios no Nordeste, estruturamos novas operações, ampliamos parcerias em áreas antes desassistidas, desbravamos novos segmentos e criamos soluções logísticas que se tornaram referência nacional.
Agradeço à resiliente equipe dos Correios — da alta gestão aos valorosos carteiros e atendentes —, aos nossos clientes e parceiros, e ao senador Efraim Filho, cuja confiança e visão estratégica foram fundamentais para uma gestão focada em resultados.
Finalizamos com a certeza de que pavimentamos um caminho para novos avanços e inovações.
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