Um grupo formado por deputados, dirigentes e o único prefeito do PT na Paraíba emitiu uma nota nessa sexta-feira (20) lançando a pré-candidatura do professor da UFPB, Charliton Machado, ao Senado Federal.
O grupo é contrário à chegada do ex-governador Ricardo Coutinho (ainda PSB) ao PT e defende o nome do ex-presidente do PT como alternativa para chapa encabeçada pelo governador João Azevêdo (Cidadania).
“Os deputados Frei Anastácio, Anísio Maia, além de Anselmo Castilho, Giucelia Figueiredo, Arimateia França comunicam ao GTE a indicação do professor Charliton Machado como pré-candidato a Senador pelo PT, nas eleições de 2022, para a chapa com o governador da Paraíba, João Azevedo”, diz a nota.
Em entrevista ao programa Arapuan Verdade, o senador Veneziano Vital (MDB) afirmou que o MDB deve votar pelo fim das coligações partidárias para eleições do próximo ano.
Ele disse que a decisão ainda não foi tomada, mas que a opinião do partido é contra a volta. “Essa decisão ainda não foi tomada porque ainda vamos reunir a bancada para discutirmos sobre o assunto, mas a opinião é contra a volta das coligações”, disse o senador.
Ao justificar o posicionamento, o senador afirmou que “com fim das coligações não haverá mais a criação de partidos pequenos e o eleitor terá o seu direito garantido, ou seja, de eleger a pessoa em quem ele votou de fato e não eleger uma pessoa que pensa totalmente diferente dele”, destacou.
O ex-presidente Lula (PT) afirmou nessa sexta-feira (20), em São Luís, que nem o centrão vai conseguir salvar o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) nas eleições de 2022. As informações são da Folha de S.Paulo.
Para o petista, que faz giro pelo Nordeste em busca do fortalecimento de sua candidatura ao Planalto, boa parte dos aliados de Bolsonaro vai pular do barco até junho do próximo ano. “Nem o centrão vai conseguir salvar o Bolsonaro. Ele é ingovernável. Ele não é razoável do ponto de vista psicológico. Ele é muito difícil. Ele não respeita as pessoas que conversam com ele, não se dirige a ninguém”, respondeu em entrevista coletiva concedida ao lado do governador do Maranhão, Flávio Dino (PSB).
Ao dizer que está conversando com todo o mundo, Lula declarou que os partidos do centrão não são ideológicos e só pensam eleitoralmente. E “Qualquer partido do centrão vai querer saber o seguinte: quem é que vai dar voto para mim no meu estado e na minha cidade? E ele vai optar por aquelas pessoas [que darão voto] como optaram por Bolsonaro em 2018”, disse.
O presidente Jair Bolsonaro usou o pedido de impeachment do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), para condensar em um único documento as reclamações contra o magistrado, considerado uma pedra no sapato no Palácio do Planalto. No requerimento entregue ao Senado no final da tarde dessa sexta-feira, Bolsonaro afirmou ainda que a Corte é um “ator político” e, portanto, deve ser submetido à crítica.
O presidente justificou que “nem sempre usa as melhores palavras” para fazer críticas, mas que suas ações serão “sempre pautadas pelos parâmetros constitucionais”. “Logo, não há, sequer em hipótese, qualquer possibilidade de ruptura.”
Investigado, Bolsonaro disse no pedido que não praticou crime durante suas lives semanais e que exerceu a liberdade de pensamento. O presidente foi incluído no inquérito das fake news pelo ministro Alexandre de Moraes após realizar uma transmissão ao vivo na internet, no final de julho, atacando a confiabilidade das urnas eletrônicas e defendendo o voto impresso. A mudança no sistema eleitoral brasileiro foi rejeitada pela Câmara dos Deputados.
“Tenho a plena convicção que não pratiquei nenhum delito, não violei a lei, muito menos atentei contra a Constituição Federal. Na verdade, exerci o meu direito fundamental de liberdade de pensamento, que é perfeitamente compatível com o cargo de Presidente da República e com o debate político”, disse Bolsonaro.
No pedido de impeachment de Moraes, Bolsonaro disse, que, assim como ele, os membros dos demais Poderes, incluindo dos tribunais superiores, devem ser submetidos ao “ao escrutínio público e ao debate político.”
“Entendo que os membros dos Poderes devam participar ativamente do debate político e tolerar críticas, ainda que duras e incômodas. Eu, como Presidente da República, sou diariamente ofendido nas redes sociais, sofro ameaças à minha integridade física a todo tempo e, como regra, tolero esses abusos por compreender que minha posição, como agente político central do Estado brasileiro, está sujeita a tais intempéries.”
Bolsonaro citou ainda que nos últimos tempos decisões do STF definem como “o Brasil deve se manter as relações internacionais”, os critérios para a nomeação de novos ministros e de cargos técnicos pelo Presidente da República, entre outras que se somam em um rol interminável de arestos que transitam entre a técnica e a política.”
No pedido de impeachment de Alexandre de Moraes, Jair Bolsonaro faz um relato em primeira pessoa, sem formalidades ou “juridiquês”. O documento foi registrado num cartório da Asa Norte, bairro do Plano Piloto de Brasília, com o RG do presidente e certidões negativas de condenações em anexo.
No documento, Bolsonaro critica o fato de o ministro de STF ter aberto um inquérito sobre as suas falas contra as urnas eletrônicas, nas lives de quinta-feira, a partir de notícia-crime apresentada no TSE, do qual o próprio Alexandre de Moraes faz parte. Diz que nas lives, ele exerce o seu direito fundamental de liberdade de pensamento, o que é perfeitamente compatível com o cargo de presidente da República e com o debate político. Bolsonaro afirma que o ministro teria cometido vários abusos e ilegalidades no exercício do cargo no Supremo, ao conduzir o inquérito das fake news.
Para ter seguimento, o pedido precisa ser lido em plenário pelo presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG). Confira aqui a íntegra do pedido de impeachment de Alexandre de Moraes.
O presidente Jair Bolsonaro sancionou com vetos nesta sexta-feira (20) a LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias) de 2022. O presidente vetou o artigo que tratava do aumento do fundo eleitoral. O chefe do Executivo havia criticado o valor de R$ 5,7 bilhões aprovado pelo Congresso, em julho, e afirmado que vetaria, pelo menos, parte do valor. A lei será publicada na próxima edição do DOU (Diário Oficial da União).
O veto, no entanto, não significa que o fundo ficará sem recursos. A LDO é a base da proposta de Orçamento, que ainda deve ser enviada pelo Executivo. Uma previsão de recursos ao fundo eleitoral pode ser recuperada no envio da LOA (Lei Orçamentária Anual), que deve ser será encaminhada pelo Executivo até o final deste mês.
“Em relação ao Fundo Eleitoral, a Lei Orçamentária contará com o valor que será definido pelo Tribunal Superior Eleitoral para o ano de 2022, com base nos parâmetros previstos em lei, a ser divulgado com o envio do PLOA-2022“, informou a Secretaria Geral da Presidência.
O chefe do Executivo chegou a dizer que vetaria o “excedente” do que está previsto na lei de 2017 que criou o fundo. Na terça-feira (17), o presidente admitiu pela primeira vez a possibilidade de vetar integralmente o artigo sobre o fundo, caso não fosse possível um veto parcial.
A pedido da subprocuradora-geral da República, Lindôra Araújo, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes determinou que o Banco Central bloqueie uma conta vinculada ao ato contra a democracia marcado para o próximo dia 7 de setembro.
“[Determino] a expedição de ofício ao Banco Central para o bloqueio da chave PIX [email protected], bem como da conta a qual a referida chave se encontra vinculada, nos termos requeridos pela Procuradoria Geral da República, com envio a esta Corte, no prazo de 24 horas, das informações pertinentes”, assinalou Moraes.
Segundo o Brasil Livre, o ato de 7 de setembro é organizado pela Associação Brasileira dos Patriotas (Abrapa) e pela Coalizão da Direita Conservadora (Codac), “grupos apartidários de organização da sociedade civil”. Eles pedem o impeachment, destituição e/ou exoneração dos ministros da Suprema Corte e voto impresso “auditável”.
A chave foi divulgada no site Brasil Livre, que diz ser um espaço de “reflexão e ação da direita conservadora na internet”. Confira aqui a vaquinha e o extrato das doações feitas.
O presidente Jair Bolsonaro decide apresentar ao Senado nesta sexta-feira o pedido de impeachment contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. O documento deve ser entregue nesta sexta-feira.
Na véspera, auxiliares do presidente ainda tentavam convencê-lo a desistir da iniciativa, que provocou uma nova crise entre os Poderes, mas ele estava irredutível. O texto foi preparado pela Advocacia-Geral da União (AGU).
Está demorando está providência. Os poderes tem que ser harmônicos mas o Ministro faz questão que não seja. Mas o problema será o Senado, vamos ver se vai acovardar . A punição só serve para um, para outro não? O ministro provou que não há democracia e nem o famigerado estado de direito naquela casa.
Em entrevista à Rádio Arapuan, nesta sexta-feira (20), o senador Veneziano Vital (MBB) comentou que sempre manteve o desejo de se candidatar ao Governo do Estado da Paraíba em sua trajetória política. Veneziano afirmou que ser candidato a governador “é um desejo. Também nunca o escondi publicamente”.
Por outro lado, Veneziano ressaltou que foi “o primeiro a mencionar a condição de João Azevêdo para a reeleição”. O senador reiterou que continua a defender a tese de apoio e manutenção da aliança do MDB ao governador João Azevêdo nas próximas eleições, em 2022.
Veneziano enfatizou que a tese de candidatura própria do MDB foi levantada após alguns episódios pontuais, como uma entrevista concedida por Mikika Leitão, vereador do partido em João Pessoa e um encontro com o ex-prefeito Luciano Cartaxo. Apesar disso, Veneziano também ressalta que deverá seguir o entendimento do partido.
Porfim, Veneziano destacou que “objetivamente falando, se viesse a acontecer uma postulação formalmente ao Governo, eu me sinto cioso”. O senador também disse que o partido segue aberto a outras teses que forem levantadas pelos filiados e lideranças no Estado.
Em vídeo que circula nas redes sociais, o cantor Amado Batista convoca a população a participar do ato em apoio a Jair Bolsonaro (sem partido). “Brasil, acorda! Estaremos juntos nas ruas em favor do Brasil, em favor da nossa liberdade, em favor do nosso capitão, presidente. Aliás, nós o elegemos para isso, para que ele pudesse dar um rumo novo a esse país, virasse um primeiro mundo, que é o que todos nós sonhamos”, diz, na gravação.
No vídeo, Amado Batista afirma, ao som do Hino Nacional, que há “vários corruptos travando a vida do presidente”. Confira abaixo:
Nosso super artista faz um convite especial, Amado Batista, homem de coragem. Dia 07 eu vou… pic.twitter.com/opvt5q5P8j
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