Política

Com maior fundo eleitoral, PL é o partido que mais lançou candidatos às eleições de 2026

Pedro França/Agência Senado

O PL é o partido que tem mais candidatos nas urnas nas eleições de 2026, segundo os dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A campanha começou oficialmente neste domingo (16) e os candidatos já podem pedir voto aos eleitores.

As informações foram levantadas pelo Estadão com a base de dados do TSE atualizada no sábado (15), às 19h30, após o término do prazo para o registro das candidaturas. A Justiça Eleitoral informou que a base não é definitiva e ainda será atualizada nos próximos dias.

O PL lançou 1.624 candidatos. O ranking é seguido por MDB (1.386), Republicanos (1.286), Novo (1.284) e Podemos (1.212). O PT aparece em sétimo lugar (1.095).

O Partido Liberal foi a legenda que mais recebeu dinheiro do fundo eleitoral. Dos quase R$ 5 bilhões, aproximadamente R$ 881,7 milhões foram entregues para a sigla, que distribui os recursos entre os candidatos.

O PL também é o partido com mais candidatos a deputado federal (534) e senador (33) nas urnas, o que demonstra a estratégia do partido em continuar apostando na eleição para o Congresso Nacional. A sigla tem as maiores bancadas na Câmara e no Senado atualmente.

Nas Assembleias Legislativas e Câmara Legislativa do Distrito Federal, o PL também lidera a quantidade de candidatos a deputados estaduais e distritais (977), seguido por MDB (851), Republicanos (770) e Podemos (724).

O PCO, por sua vez, tem mais candidatos a governador (18). O lançamento massivo de candidaturas aos executivos estaduais é uma tendência entre partidos mais à esquerda, pois o ranking é seguido por UP e PSTU. O PL lançou 13 candidatos a governador, e o PT registrou 12 candidaturas para esse cargo em 2026.

Pelas regras eleitorais, cada partido pode registrar candidatos no total de até 100% mais um do número de lugares a preencher para cada cargo, o que limita a quantidade de candidaturas registradas.

Jovem Pan

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Política

Patrimônio dos candidatos ao governo da Paraíba vai de R$ 353 a R$ 2,5 mi; veja

Candidatos ao governo da Paraíba: Camilo Duarte (PCO), Cícero Lucena (MDB), Efraim Filho (PL), Lucas Ribeiro (PP), Pedro Coutinho (DC) e Yuri Ezequiel (UP) — Foto: Reprodução

Os patrimônios declarados pelos candidatos ao governo da Paraíba variam de R$ 353,89 a R$ 2.517.809,94. Os dados constam nos pedidos de registro de candidatura apresentados à Justiça Eleitoral.

Veja como cada candidato declarou seu patrimônio:

Camilo Duarte (PCO)

Camilo Duarte não declarou bens. O candidato a vice, Marcos Lima, informou patrimônio de R$ 15 mil, referente a um Chevrolet Meriva.

Cícero Lucena (MDB)

Cícero Lucena declarou R$ 2.517.809,94, o maior patrimônio entre os candidatos. O valor é R$ 557.086,21 maior que o declarado em 2024, quando disputou a Prefeitura de João Pessoa. O vice, Diogo Cunha Lima (PSD), declarou R$ 4.106.296,13.

Efraim Filho (PL)

Efraim Filho declarou R$ 1.682.784,38, um aumento de 114%, ou R$ 897.434,72, em relação a 2022. A vice, Nayana Pontes (PL), não declarou bens.

Lucas Ribeiro (PP)

Lucas Ribeiro declarou R$ 385.621,65, valor 29,52% menor que o informado em 2022, uma redução de R$ 161.485,62. A vice, Lígia Feliciano (União Brasil), declarou R$ 2.332.302,77.

Pedro Coutinho (DC)

Pedro Coutinho declarou R$ 502.200 em bens. O valor é R$ 2.447.800 menor que o declarado em 2022, quando registrou candidatura a deputado estadual e depois renunciou. A vice, Lenilda Pereira (DC), não declarou bens.

Yuri Ezequiel (UP)

Yuri Ezequiel declarou R$ 353,89, valor correspondente ao saldo de uma conta poupança. Ele não informou imóveis, veículos ou outros bens. A vice, Carminha Lourenço (UP), não declarou bens.

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Política

Com contas reprovadas no TCE, MPE pede impugnação da candidatura do ex-secretário Tibério Limeira

 Com contas reprovadas no TCE, MPE pede impugnação da candidatura do ex-secretário Tibério Limeira
divulgação/Secom-PB

O Ministério Público Eleitoral (MPE) pediu aimpugnação do registro de candidatura do ex-secretário do Estado, Tibério Limeira (PSB). Ele é candidato a deputado estadual pelo PSB, partido do ex-governador João Azevêdo, e considerado uma das principais apostas da legenda na disputa por vagas na Assembleia.

O pedido tem como fundamento a reprovação das contas dele de 2021 junto ao Tribunal de Contas do Estado (TCE), período em que o socialista ocupava o cargo de secretário de Estado do Desenvolvimento Humano (SEDH).

No julgamento inicial, realizado em dezembro de 2023, o TCE imputou um débito de R$ 4,1 milhões, relacionado a despesas não comprovadas na execução do Programa Cartão Alimentação. Também foi aplicada multa de R$ 13,3 mil.

Depois reduziu o montante para R$ 1,5 milhão, mas manteve o julgamento pela irregularidade das contas.

De acordo com o MPE, foram identificados no Cartão Alimentação problemas nos mecanismos de controle da Secretaria, além de divergências e falta de confiabilidade nos registros utilizados para comprovar a concessão dos benefícios.

Mesmo depois de uma revisão da metodologia de fiscalização, considerada mais favorável à defesa do ex-secretário, 2.662 inconsistências. Desse total, 2.274 estavam relacionadas a incorreções em CPFs e 388 envolviam registros de beneficiários ou responsáveis já falecidos.

Para a Procuradoria Regional Eleitoral, a permanência das inconsistências e a existência de mais de R$ 1,5 milhão em despesas não comprovadas afastam a possibilidade de tratar o caso como simples falha formal ou erro administrativo de pequena dimensão.

“Nesse contexto, o dolo específico exigido pela legislação atual (art. 1º, § 4°-B, da LC n° 64/90) manifesta-se, para fins da presente aferição eleitoral, na vontade livre e consciente de conduzir e ordenar despesas públicas sem a observância dos deveres concretos de controle, fiscalização e comprovação indispensáveis à regular aplicação dos recursos administrados. Não se trata, pois, de extrair o elemento subjetivo exclusivamente do resultado da fiscalização, mas de qualificá-lo a partir das circunstâncias objetivas assentadas pela própria Corte de Contas: a extensão temporal das irregularidades, a expressividade dos recursos envolvidos, a persistência de milhares de registros inconsistentes mesmo após a revisão metodológica e a ausência de comprovação de dispêndios”, argumenta o MPE na ação de impugnação.

A ação ainda será analisada pelo TRE.

Decisões judiciais não mudaram cenário

No fim do mês de julho a Vara de Executivos Fiscais havia concedido uma tutela de urgência para suspender os efeitos dos acórdãos do TCE que julgaram irregulares as contas de Tibério Limeira.

Mas houve recurso do TCE e do Ministério Público e a decisão foi derrubada por juízes convocados pelo TJ.

O TJ considerou que a Vara de Executivos Fiscais havia avançado sobre questões relacionadas ao mérito técnico da decisão do Tribunal de Contas. O agravo de instrumento, contudo, ainda não teve seu mérito julgado.

Com isso, conforme o MPE, os efeitos da reprovação das contas, com imputação de débito, persistem. E são, na avaliação dos procuradores, causa de inelegibilidade.

O MPE entende que estão preenchidos os requisitos para a incidência de inelegibilidade prevista no artigo 1º, inciso I, alínea “g”, da Lei Complementar nº 64/1990, que trata da rejeição de contas por irregularidade insanável caracterizada como ato doloso de improbidade administrativa.

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Política

Em 1ª fala na campanha, Flávio diz ter recebido “manto” de Bolsonaro

O senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência, afirmou que recebeu o “manto de Bolsonaro”. A declaração foi feita em live transmitida no primeiro dia oficial da campanha eleitoral.

Na gravação, acompanhada da legenda “que comecem os jogos”, Flávio afirmou estar preparado para assumir o lugar político do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

“Começa hoje a campanha Flávio Bolsonaro presidente, 22. Todos sabem que o presidente Bolsonaro é vítima da maior farsa que já vimos desde a Constituição de 1988, alguém que nunca fez nada de errado e está pagando um preço apenas por ameaçar o sistema. Mas na impossibilidade dele, ele me passa seu manto e estou aqui diante de todos para reafirmar que estou mais que preparado para comandar esse país”, afirmou.

O senador disse ainda que a disputa não deve ser tratada apenas como uma eleição entre seu pai e o PT. “não é sobre Bolsonaro e PT, mas sobre o Brasil vencer ou o PT acabar com o Brasil”.

A partir deste domingo, candidatos podem pedir votos e realizar comícios, carreatas e passeatas.

A propaganda eleitoral na internet também está liberada. No rádio e na televisão, a campanha começa em 28 de agosto.

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Política

ELEIÇÕES 2026: propaganda eleitoral nas ruas e na internet começa hoje

Eduardo Anizelli/Folhapress

A propaganda eleitoral das eleições deste ano nas ruas e na internet começa neste domingo (16), conforme o calendário eleitoral regulamentado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Na TV e no rádio, a propaganda começa na próxima semana.

Até 1º de outubro, será permitida a circulação paga ou impulsionada de propaganda eleitoral na internet, além de lives de candidatos para promoção pessoal ou de atos relacionados ao exercício do mandato. Na imprensa escrita, a propaganda paga e a reprodução do jornal impresso na internet poderão ser feitas até 2 de outubro.

Até 3 de outubro, candidatos, partidos, federações e coligações poderão realizar comícios nas ruas, com uso de som e alto-falantes das 8h às 22h. Os equipamentos deverão ficar a pelo menos 200 metros de sedes dos Poderes Executivo e Legislativo, tribunais, quartéis, hospitais, escolas, igrejas, teatros e outros locais previstos na legislação, quando estiverem em funcionamento.

Também não será permitida a realização de enquetes relacionadas ao processo eleitoral, podendo haver atuação da Justiça Eleitoral contra a divulgação desse tipo de levantamento.

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Política

Patrimônio dos candidatos ao Planalto vai de R$ 33 mil a R$ 242 milhões; veja

Lula, Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado, Renan Santos, Romeu Zema e Augusto Cury • Reprodução

As declarações de bens dos candidatos à Presidência da República mostram diferenças entre os patrimônios informados à Justiça Eleitoral para as eleições de 2026. Até agora, os valores declarados vão de R$ 33 mil a R$ 242 milhões. O maior patrimônio é o do escritor e psiquiatra Augusto Cury (Avante).

Augusto Cury registra R$ 242 milhões

Augusto Cury (Avante) declarou R$ 242 milhões ao TSE, principalmente em investimentos, imóveis e aplicações.

Romeu Zema declara R$ 178 milhões

Romeu Zema (Novo) informou patrimônio de R$ 178 milhões. Desse total, R$ 56 milhões estão em fundos que incluem ações, investimentos e empresas emergentes, e R$ 16 milhões em participações em instituições financeiras.

Ronaldo Caiado registra R$ 52,5 milhões

Ronaldo Caiado (PSD) declarou R$ 52,5 milhões. Entre os principais bens estão R$ 36 milhões em imóveis rurais e R$ 10 milhões em rebanho.

Wilson Grassi registra R$ 50 milhões

Wilson Grassi (Democrata) informou patrimônio de R$ 50 milhões. A declaração reúne principalmente imóveis, direitos relacionados a propriedades financiadas e participações em empresas.

A candidata a vice, Suéd Haidar (Democrata), declarou R$ 460 mil.

Flávio Bolsonaro tem patrimônio de R$ 8,2 milhões

Flávio Bolsonaro (PL) declarou R$ 8,2 milhões em bens, um aumento de aproximadamente 370% em relação ao patrimônio informado em 2018.

Entre os principais itens está uma casa em Brasília avaliada em R$ 6,2 milhões. O candidato a vice-presidente, Alfredo Gaspar (PL), informou patrimônio de R$ 565 mil.

Lula declara R$ 4,8 milhões

Luiz Inácio Lula da Silva (PT) declarou R$ 4,8 milhões ao TSE, abaixo dos R$ 7,4 milhões registrados em 2022. A principal diferença está no plano de previdência privada Vida Gerador de Benefício Livre, que passou de R$ 5,6 milhões para R$ 3,3 milhões.

Clariana Barão registra R$ 1,8 milhão

Clariana Barão (DC) declarou R$ 1,8 milhão, principalmente em imóveis, incluindo casas, apartamento e parte de um terreno.

Renan Santos declara R$ 795 mil

Renan Santos (Missão) informou patrimônio de R$ 795 mil. A maior parte está em créditos e poupança vinculada, além de “bem relacionado com o exercício da atividade autônoma”.

Edmilson Costa declara R$ 454 mil

Edmilson Costa (PCB) declarou R$ 454 mil, incluindo 50% de um apartamento e um plano de previdência Vida Gerador de Benefício Livre.

Samara Martins registra R$ 33 mil

Samara Martins (UP) declarou R$ 33 mil, sendo a maior parte em um carro e o restante em poupança.

Hertz Dias e Rui Costa Pimenta não declararam bens

Hertz Dias (PSTU) e Rui Costa Pimenta (PCO) não registraram patrimônio junto ao TSE.

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Política

Seis deputados federais da Paraíba declaram aumento no patrimônio em quatro anos

Senado aprova projeto que endurece penas para crimes sexuais digitais contra menores. Foto: Carlos Moura/Agência Senado

A estrutura disponível para o exercício do mandato na Câmara dos Deputados inclui, além do salário mensal de R$ 46 mil, a Cota para o Exercício da Atividade Parlamentar (Ceap), utilizada para despesas como passagens aéreas, combustível e telefonia. Na Paraíba, cada um dos 12 deputados federais conta atualmente com cerca de R$ 54 mil por mês em recursos da cota.

Mesmo com essa estrutura, cinco dos 12 deputados federais da Paraíba que disputam a reeleição em 2026 declararam à Justiça Eleitoral um patrimônio menor do que o informado nas Eleições 2022.

Murilo Galdino registra maior queda proporcional

Entre os parlamentares que declararam redução no patrimônio, Murilo Galdinoapresentou a maior queda proporcional.

Em 2022, o deputado declarou bens avaliados em R$ 2,07 milhões. Em 2026, o valor informado caiu para R$ 788,3 mil, uma redução de aproximadamente 62%.

Na sequência, aparecem:

  • Luiz Couto: redução de 45,1%;
  • Romero Rodrigues: queda de 25,2%;
  • Wilson Santiago: redução de 23,3%;
  • Wellington Roberto: diminuição de 4,3%.

Seis deputados declararam aumento de patrimônio

Por outro lado, seis parlamentares informaram à Justiça Eleitoral um patrimônio maior em 2026 do que o declarado quatro anos antes.

O maior crescimento foi registrado por Ruy Carneiro. O patrimônio declarado pelo deputado passou de R$ 660,9 mil, em 2022, para R$ 2,89 milhões em 2026, uma alta de aproximadamente 338%.

Mersinho Lucena também registrou aumento superior ao dobro. O patrimônio declarado passou de R$ 405 mil para R$ 854,8 mil, crescimento de 111%.

Também declararam aumento de patrimônio:

  • Aguinaldo Ribeiro: alta de 22,9%;
  • Cabo Gilberto Silva: aumento de 32,7%;
  • Damião Feliciano: crescimento de 31,8%;
  • Hugo Motta: alta de 8,1%.
Foto: Reprodução

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Política

MPE pede impugnação da candidatura de Janine Lucena por suposto elo com facção

O Ministério Público Eleitoral (MPE) ingressou, na manhã deste sábado (15), com uma Ação de Impugnação ao Registro de Candidatura (AIRC) de Janine Lucena (PSD), ex-secretária de Saúde de João Pessoa e candidata à primeira suplência do senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB), que disputa a reeleição.

A ação foi apresentada pelo procurador-Regional Eleitoral, Marcos Queiroga, e considera elementos de uma denúncia apresentada pelo Ministério Público da Paraíba (MPPB) contra Janine e outros investigados no âmbito da Operação Mandare.

Segundo o MPE, a denúncia aponta uma suposta relação entre Janine e integrantes da organização criminosa conhecida como Nova Okaida. O órgão afirma que a investigação descreve uma possível utilização do domínio territorial exercido pela facção para fins de atuação político-eleitoral.

Na ação, o procurador sustenta que Janine teria participado da estrutura da organização criminosa, intermediando demandas junto ao Poder Público e estabelecendo uma relação entre o grupo criminoso e interesses político-eleitorais.

O MPE ressalta que o pedido de impugnação não representa um julgamento antecipado da denúncia criminal. Para o órgão, no entanto, o Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB) tem competência para adotar medidas destinadas a impedir eventual interferência de organizações criminosas no processo eleitoral.

Agora, caberá à Justiça Eleitoral analisar o pedido de impugnação e os argumentos apresentados pelo Ministério Público Eleitoral.

Janine Lucena integra a chapa de Veneziano Vital do Rêgo, candidato à reeleição para o Senado pela Paraíba.

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Política

MPE vai à Justiça para barrar candidatura de Daniella Ribeiro na 1ª suplência de Nabor Wanderley


					MPE vai à Justiça para barrar candidatura de Daniella Ribeiro na 1ª suplência de Nabor Wanderley
Daniella Ribeiro, senadora da República. (Foto: Waldemir Barreto/Senado Federal)

O Ministério Público Eleitoral (MPE) pediu ao Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB) o indeferimento do registro de candidatura da senadora Daniella Ribeiro (PP) ao cargo de 1ª suplente de senador. Ela é candidata na chapa encabeçada pelo ex-prefeito de Patos, Nabor Wanderley (Republicanos).

A ação de impugnação foi protocolada neste sábado (15) pelo procurador regional eleitoral, Marcos Queiroga. No início da semana uma outra ação, assinada pelo advogado Olímpio Rocha, já tinha questionado o registro.

O argumento central é de que Daniella, por ser mãe do atual governador da Paraíba, Lucas Ribeiro (PP), estaria alcançada pela inelegibilidade prevista no artigo 14, parágrafo 7º, da Constituição Federal.

Para o MPE, suplência não é reeleição.

O procurador sustenta que a Constituição permite a candidatura de quem já possui mandato eletivo e é candidato à reeleição. O problema, segundo o MPE, é que Daniella não está tentando renovar o mandato de senadora, mas concorrer a uma posição diferente: a de primeira suplente.

A jurisprudência do Tribunal Superior Eleitoral utiliza a distinção entre titular e suplente em diferentes contextos. Em matéria de consultas, por exemplo, o TSE assentou que o suplente, por não possuir as prerrogativas do titular, não detém legitimidade para formular consulta à Corte Superior”, discorre o MPE.

Assim, a aplicação da inelegibilidade ao caso concreto decorre não apenas da literalidade do art. 14, § 7º, da Constituição Federal, mas também se mostra coerente com sua finalidade. O dispositivo impede que o parentesco com o titular do Poder Executivo seja utilizado para viabilizar candidaturas diversas dentro da mesma circunscrição, ressalvando somente a continuidade de mandato eletivo já legitimamente obtido pelo próprio candidato mediante sua reeleição”, complementa Marcos Queiroga.

A manifestação cita decisões do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e do Supremo Tribunal Federal (STF) para sustentar que a exceção prevista no artigo 14, parágrafo 7º, deve ser interpretada de forma restritiva e alcança apenas quem já é titular de mandato e disputa a renovação do mesmo cargo.

Parentesco com o governador está no centro da ação

A Constituição estabelece restrições à candidatura, na mesma circunscrição eleitoral, de cônjuges e parentes de até segundo grau do presidente, governadores e prefeitos, ressalvando aqueles que já sejam titulares de mandato eletivo e estejam disputando a reeleição.

No caso analisado pelo MPE, Daniella é mãe de Lucas Ribeiro, atual governador da Paraíba, e pretende disputar uma vaga de suplente ao Senado pelo próprio Estado.

A Procuradoria Regional Eleitoral entende que os dois requisitos para a aplicação da exceção não estão presentes simultaneamente: Daniella é titular de mandato eletivo, mas não concorre à reeleição.

Advogados de Daniella ainda não foram notificados

A assessoria da senadora Daniella Ribeiro informou ao Blog, na manhã deste sábado (15), que os advogados dela ainda não foram notificados da ação de impugnação movida pelo MPE. De acordo com a assessoria, os advogados irão apresentar defesa após serem notificados da ação.

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Política

QUAEST: Para 33%, violência é a principal preocupação dos eleitores

Divulgação

A violência é a principal preocupação dos eleitores, segundo pesquisa Quaest divulgada nesta sexta-feira (14). O tema é citado por 33% dos entrevistados, seguido pela economia, com 15%.

Saúde e corrupção aparecem com 14%, problemas sociais com 12% e educação com 7%.

Qual é sua maior preocupação sobre o Brasil hoje?

  • Violência: 33%

  • Economia: 15%

  • Saúde: 14%

  • Corrupção: 14%

  • Problemas sociais: 12%

  • Educação: 7%

  • Outras preocupações: 5%

Metodologia

A Quaest entrevistou 2.004 eleitores, entre os dias 10 e 13 de agosto, por meio de entrevista presencial. A margem de erro do levantamento é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%.

A pesquisa foi contratada pela Editora Globo e TV Globo e está registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o protocolo BR-06773/2026.

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