O ex-prefeito de João Pessoa Luciano Cartaxo (PT) decidiu não participar do evento de filiação das deputadas Estela Bezerra e Cida Ramos ao PT, na tarde desta segunda-feira, 07/03, no Sindicatos dos Bancários.
No lançamento da pré-candidatura do senador Veneziano Vital (MDB) ao governo, há 15 dias, já era nítido o constrangimento entre os personagens no palanque.
No famoso ato falho de Estela, quando ela chamou Veneziano e Ricardo de “os prefeitos mais transgressores da história da Paraíba”, muitos entenderam que Estela quis, na verdade, excluir Cartaxo.
O PT, que já está rachado entre dois grupos, um que apoia o governador João Azevêdo, e outro, em minoria, liderado pelo ex-governador Ricardo Coutinho, observa o risco de um novo racha, agora na própria dissidência.
Durante o seu discurso, no lançamento da pré-candidatura do deputado estadual Ricardo Barbosa (PSB) à Câmara Federal, nesta segunda-feira (07), o governador João Azevêdo (PSB), informou que a legenda fará uma “grande bancada federal”. O chefe do Executivo destacou alguns nomes que devem disputar ao cargo de deputado federal nessas eleições.
Ainda de acordo com João Azevêdo, “política é acima de tudo compromisso. É um espaço de mudar a vida de das pessoas” e destacou fazer a boa política, que é voltada a ações para a população. No evento, o governador ainda afirmou o apoio de mais de 20 prefeitos paraibanos e lideranças políticas naquele evento.
“Nós vamos fazer uma grande bancada federal. O PSB nessa reconstrução , eu diria, meu caro presidente, nessa reconstrução que nós estamos fazendo no Partido socialista, uma grande representação” citou nomes como Gervásio maia, Rafaela Camaraense e Ricardo Barbosa.
O governador João Azevêdo (PSB) ressaltou na manhã desta segunda-feira (7) a necessidade da sua chapa majoritária estar em sintonia em apoio à pré-candidatura de Lula (PT) a presidente da República.
João Azevêdo disse que o PSB, à nível nacional, já fechou questão no apoio ao ex-presidente e que por isso a composição eleitoral na Paraíba precisa ser refletida nessa aliança.
“É uma decisão do partido que hoje eu pertenço de fazer o apoiamento à reeleição do presidente Lula, então é mais do que natural que a chapa majoritária esteja unida nessa decisão. É isso que eu tenho colocado várias vezes”, disse.
“Na política, você tem que fazer escolhas. Nós temos algumas condições para que a gente possa fazer um partido unido e com objetivos claros. A reeleição do presidente Lula é um desses motivos”, concluiu.
O deputado federal Ruy Carneiro está de saída do PSDB e deve anunciar filiação a um novo partido ainda este mês, já que a janela partidária – período que os parlamentares podem mudar de legenda sem perder o mandato – termina no dia 1º de abril.
Em entrevista veiculada no programa Arapuan Verdade, nesta segunda-feira (7), Ruy afirmou que a prioridade é integrar um partido que apoie a pré-candidatura do deputado federal Pedro Cunha Lima (PSDB) ao Governo do Estado.
Nesse campo, estão o PSD, do ex-prefeito de Campina Grande, Romero Rodrigues, e o PSC, do deputado federal Leonardo Gadelha. Walber Virgolino também já fez um convite ao tucano para filiação ao Patriota, embora o partido tenha optado por apoiar Nilvan Ferreira (PTB) a governador.
“Não conseguindo ficar no PSDB, nós vamos buscar partidos que apoiem a candidatura de Pedro a governador, porque não teria nenhum sentido eu ir para um partido que apoiasse Veneziano, Nilvan ou o governador”, disse.
O ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin se reuniu nesta segunda-feira (7) com o presidente nacional do PSB, Carlos Siqueira, para tentar selar sua filiação à legenda. A conversa, que terminou no fim da manhã, praticamente selou o ingresso do ex-tucano na legenda.
A conversa já começou com a garantia de Lula de que ele será o vice independentemente do partido no qual estará, a despeito da resistência de setores do PT ao seu nome. “Lula tem deixado claro para ele que ele será o vice independentemente do partido que escolher”, me disse um dos interlocutores do ex-tucano.
O presidente do PSB, Carlos Siqueira, disse ao blog que Alckmin só não irá para o PSB se não quiser. “Para mim nunca houve dúvida de que ele viria para o PSB. É muito bem-vindo por todos.”
Na conversa com Siqueira, ficou acertado que Alckmin não vai se envolver diretamente nas tratativas dos palanques estaduais. Ele não quer arbitrar a negociação para a candidatura ao governo de São Paulo.
Márcio França, o principal líder pessebista em São Paulo, um dos articuladores da chapa Lula-Alckmin e parceiro de Palácio dos Bandeirantes do ex-tucano no período entre 2015 e 2018 ainda resiste em retirar sua candidatura ao governo paulista para que se forme um consenso em torno de Fernando Haddad.
Alckmin quer se manter o máximo possível longe dessa polêmica. “A vinda do Alckmin é uma questão nacional. A negociação de São Paulo é de São Paulo, e a decisão será tomada mais lá na frente”, disse Siqueira.
Há alguns entraves à aliança entre PT e PSB localizados em outros Estados além de São Paulo, mas os envolvidos nas negociações acreditam que isso não será óbice ao apoio a Lula. Pode ser, no entanto, impeditivo para que os dois partidos formem uma federação, compromisso mais profundo e com validade maior.
Segundo Siqueira, essas tratativas seguirão em paralelo. O martelo da ida de Alckmin para o PSB deve ser batido em breve. A data da filiação ainda depende de tratativas para que aliados do ex-governador também ingressem na legenda. Ele pediu um tempo para organizar seu time de apoiadores e em breve deve haver o anúncio.
O anúncio do apoio do deputado estadual Walber Virgolino (Patriota) à reeleição de Ruy Caneiro (PSDB) na Câmara Federal foi a gota d’água para pôr fim a aliança dos dois. Gilberto esperava o apoio do ex-aliado, algo que foi firmado em um acordo nas eleições de 2020.
“Ele está mentindo descaradamente. É uma falta de respeito enorme. Não existe essa possibilidade de dizer que tomou a decisão (apoiar Ruy Carneiro) porque eu ia votar em A ou B. Trabalhei duro para ele na campanha de prefeito para ele votar em mim para deputado federal, todo meu gabinete trabalhou duro para ele, mas tenho que respeitar o apoio dele a Ruy. Agora, querer justificar me acusando do jeito que está dizendo, não procede.”
A relação de Cabo Gilberto com Virgolino já não é mais a mesma faz um tempo. Em janeiro, em áudio que vazou nas redes sociais, Walber acusou o Cabo de “duas conversas”.
No fim da semana passada, Virgolino criticou Cabo Gilberto pelo aceno feito aos deputados aliados de Ricardo Coutinho (PT), que estão ingressando na bancada de oposição na Assembleia, a qual Gilberto é líder.
O governador João Azevêdo (PSB) deve divulgar os nomes que vão compor sua chapa nas eleições deste ano na próxima segunda-feira (14).
João vai chamar o deputado federal e pré-candidato ao Senado, Efraim Filho (União Brasil), e o deputado federal e também pré-candidato ao Senado, Aguinaldo Ribeiro (Progressistas), para uma conversa e anunciar sua decisão.
Com isso, Efraim seria o candidato ao Senado e o candidato a vice-governador seria o vice-prefeito de Campina Grande, Lucas Ribeiro, sobrinho de Aguinaldo e filho da senadora Daniella Ribeiro. Detalhe é que o prefeito de Campjna Grande, Bruno Cunha Lima, já anunciou apoio a candidatura do primo, Pedro Cunha Lima (PSDB) ao governo.
Ainda não se sabe quais rumos Aguinaldo deve tomar, caso essa formação de chapa se concretize.
Um dos principais nome da oposição na Paraíba, o deputado estadual Wallber Virgolino (Patriota) anunciou nesta segunda-feira (07) o apoio à candidatura de Ruy Carneiro a deputado federal.
“Decidi apoiar Ruy para federal porque ele é um deputado sério, que se destaca no Congresso Nacional, que tem compromisso com o fim dos privilégios na política, com o fim dessas mamatas como aposentadoria de ex-governador”, argumenta.
Outro aspecto que ajudou Wallber Virgolino na decisão por apoiar a candidatura de deputado federal é o engajamento de Ruy na luta para fortalecer o atendimento de saúde da população. “Ruy tem uma dedicação muito grande à área da saúde, principalmente ao fortalecimento dos hospitais filantrópicos, como o Napoleão Laureano, e de toda a rede estadual de atendimento”, afirma Wallber.
Ruy e Wallber foram candidatos a prefeito de João Pessoa na última eleição e têm forte presença na Capital, onde conquistaram, somados os resultados, mais de 30% dos votos para prefeito no município, um total de 110.531 votos.
Morreu neste domingo (06), o ex-governador e ex-senador do Rio Grande do Norte, Geraldo Melo, em decorrência de um câncer, aos 86 anos. Ele estava em estado grave de saúde, e recebia cuidados paliativos junto aos seus familiares em sua residência, em Natal.
No ano de 2020, Geraldo foi diagnosticado com câncer na cabeça, doença que se transformou em metástase, atingindo inclusive o pulmão.
Dos políticos que esse comunicador conviveu, foi o mais brilhante. Dr. Geraldo magnetizava você com sua inteligência e fala. Que Deus o tenha em um grande lugar.
Ficam nossos sentimentos a todos os filhos e netos. Uma grande perda para a política e para o Rio Grande do Norte.
Trajetória
Geraldo Melo é considerado um dos mais notáveis oradores do estado, e foi governador do Rio Grande do Norte (entre os anos de 1987 e 1991) e senador (entre 1995 e 2003).
Tendo construído boa parte da sua vida pública em Ceará-Mirim, colaborou com o governo de Aluísio Alves (1961-1966), tendo trabalhado na SUDENE. Foi indicado vice-governador do Rio Grande do Norte quando o titular era Lavoisier Maia Sobrinho (1978-1983).
Em seguida, voltou para o grupo dos Alves e coordenou a campanha vitoriosa de Garibaldi Alves Filho para a Prefeitura de Natal, no ano de 1985. Geraldo montou uma estação de rádio, e obteve uma concessão de uma emissora de TV, a TV Potengi, ligada à Rede Bandeirantes de Televisão, ao término dos anos 1980.
Em 1993, rompeu com o PMDB e passou para o PSDB, onde foi presidente estadual até o ano de 2008, logo após retornou para o PMDB em 2011. Elegeu-se senador em 1994, e, durante esse período, Geraldo foi vice-presidente do Senado de 1995 até 1997. Em 2002, candidata-se a reeleição porém termina o pleito em 3° lugar, atrás dos eleitos Garibaldi Alves Filho e José Agripino Maia. Em 2006, candidata-se mais uma vez ao Senado pelo PSDB termina o pleito novamente em 3°lugar atrás da eleita Rosalba Ciarlini e do 2° colocado Fernando Bezerra.
Desde então Geraldo Melo não disputou nenhum cargo eletivo, até 2018 quando resolve disputar as eleições para concorrer uma vaga a senador pelo PSDB, porém, não obteve êxito ficando em 3° lugar.
No início de novembro de 2021, foi eleito novo imortal da Academia Norte-riograndense de Letras (ANL), para a cadeira número 32.
Um ato do presidente Arthur Lira (PP-AL) publicado neste sábado (5) em edição extraordinária do “Diário da Câmara dos Deputados” determinou a suspensão por tempo indeterminado — em razão da pandemia de Covid-19 — das sessões do plenário em caráter presencial, cuja retomada estava prevista para esta semana.
No último dia 22, Lira havia afirmado que não prorrogaria o ato da Mesa Diretora que permitia aos deputados votar remotamente nas sessões. “A princípio, não [vai prorrogar ato]. Todos vocês estão aqui, o clima já está normal, a Ômicron já está baixando”, afirmou naquele dia o presidente da Câmara.
No ato publicado neste sábado, a justificativa para a manutenção do Sistema de Deliberação Remota por tempo indeterminado — o que dispensa os deputados de comparecerem à Câmara — é “diminuir a circulação de pessoas nas dependências desta Casa Legislativa, preservando a saúde não só dos parlamentares, mas também dos servidores e dos colaboradores, considerando os efeitos da pandemia”.
O presidente havia retomado o regime presencial de trabalho em outubro de 2021, mas com o aumento de casos da Covid-19 ocasionado pela variante Ômicron, a Câmara voltou a permitir o trabalho remoto em 2022, que terminaria após o feriado de carnaval.
Durante a fase mais aguda da pandemia, os parlamentares eram autorizados a registrar presença e votar pelo aplicativo da Câmara, sem precisar comparecer.
Com o retorno dos trabalhos presenciais em outubro do ano passado, os deputados foram obrigados a comparecer à Câmara e fazer registro biométrico de presença, embora continuasse autorizada a votação pelo aplicativo. Exceções à regra só eram permitidas para gestantes e parlamentares que comprovassem alguma comorbidade. Os casos eram analisados pela Mesa Diretora da Câmara.
No Senado, a previsão para este ano é manter as regras de funcionamento do ano passado, pelas quais as sessões deliberativas são semipresenciais, com possibilidade de participação dos senadores de forma remota.
Em casos de votações secretas (votação para análise de indicação de autoridades, por exemplo), que exigem presença obrigatória, são realizadas semanas de “esforço concentrado”, com a instalação de urnas do lado de fora do plenário.
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