A pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira (1), encomendada pela Globo e pelo jornal “Folha de S.Paulo”, mostra o ex-presidente Lula (PT) com 45% das intenções de voto no primeiro turno da eleição presidencial, seguido pelo atual presidente, Jair Bolsonaro (PL), com 32%. Ciro Gomes (PDT) tem 9% e Simone Tebet (MDB) tem 5%.
Em relação à pesquisa anterior do Datafolha, de 18 de agosto, Lula caiu dois pontos e Bolsonaro se manteve estável, Ciro oscilou dois pontos para cima e Tebet cresceu três pontos percentuais, a única dos quatro candidatos a variar para além da margem de erro.
A pesquisa ouviu 5.734 pessoas em 285 municípios entre os dias 30 de agosto e 1º de setembro. A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos. O levantamento foi registrado no TSE sob o número BR-00433/2022.
“Aquele cara falou que foi absolvido no Supremo [Tribunal Federal], na Organização das Nações Unidas (ONU), até em Marte”, disse o presidente Jair Bolsonaro (PL), durante transmissão ao vivo nas redes sociais nesta quinta-feira (1). Ele se referiu em tom irônico ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
No debate do último domingo (28), na TV Bandeirantes, Lula disse, em diálogo com Ciro Gomes (PDT): “Eu fui absolvido em todos os 26 processos […] Fui absolvido na primeira, na segunda instância e duas vezes na Suprema Corte”.
Na verdade, nos dois processos em que o ex-presidente havia sido condenado por corrupção e lavagem de dinheiro, os acórdãos foram anulados por questões processuais — não foi discutido o mérito da acusação. Os casos ficaram conhecidos como o do tríplex do Guarujá e o do sítio de Atibaia.
Em ambos os processos, o Supremo Tribunal Federal (STF) entendeu que as ações deveriam ter sido analisadas pela Justiça Federal do Distrito Federal, e não pela do Paraná. Quando os processos voltaram à estaca zero, o caso do tríplex já estava prescrito, e a acusação sobre o sítio foi negada pelo Judiciário por falta de provas, além da prescrição dos eventuais crimes.
Ele só foi absolvido de fato em três dos casos mais conhecidos: o do chamado Quadrilhão do PT, do caso Nestor Cerveró e da Operação Zelotes.
Os processos sobre o beneficiamento de empresa na Guiné Equatorial e interferência no BNDES foram trancados pela Justiça — ou seja, paralisados sem que o mérito tenha sido analisado.
Outras ações, como a da cessão de terreno para o Instituto Lula, a das doações ao Instituto Lula e a dos caças suecos, estão suspensas por determinação do ministro do STF Ricardo Lewandowski.
R$ 31.501.757,61. Esse é o valor da licitação vencida pela empresa de engenharia Conpasa Construtora Paraibana que tem Domiciano Cabral, candidato a vice governador pelo Cidadania na chapa de Pedro Cunha Lima (PSDB), como sócio-administrador e vencida durante o governo João Azevêdo (PSB), adversário na disputa deste ano.
O objeto do certame realizado pelo Departamento de Estradas de Rodagem do Estado da Paraíba (DER-PB) é execução de obras de pavimentação na Rodovia PB-382, trecho: Serra Grande/São José de Piranhas, como aproximadamente 23,66KM, conforme especificações técnicas e demais elementos técnicos do Termo de Referência ou Projeto Básico.
As obras de pavimentação são executadas com recursos do Governo do Estado e o contrato assinado com a Conpasa Construtora Paraibana tem validade de 720 dias, contados a partir de 12 de maio deste ano.
O candidato ao Senado, o ex-governador da Paraíba, Ricardo Coutinho (PT), que enfrentar uma batalha na Justiça para conseguir reverter a inelegibilidade, vai realizando a campanha eleitoral com doações, já que foi proibido de usar o fundo eleitoral do Partido, por determinação do Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB).
Após receber R$ 67.500 dos suplentes, Alexandre Santiago e Jeová Campos, Ricardo recebeu a maior doação da sua campanha até agora. R$ 100 mil de um empresário chamado Nilberto Pedro de Almeida. Com esse repasse, a campanha já soma R$ 170 mil em recursos.
De acordo com o Sistema de informações da Justiça eleitoral, o DivulgaCand, o empresário repassou a quantia para Ricardo tem participação em 20 empresas da Paraíba, Ceará e Maranhão, acumulando um capital social superior a R$ 27 milhões.
A Paraíba já registra mais de 70 denúncias por propaganda eleitoral irregular referente às Eleições deste ano.
O município de João Pessoa segue liderando o ranking e a cidade de Campina Grande continua em segundo lugar em relação ao número de denúncias registradas por propaganda eleitoral irregular. A informação é do aplicativo Pardal, criado pela Justiça Eleitoral em 2014 para receber queixas da sociedade sobre irregularidades em campanhas.
De acordo com dados oficiais, o total de denúncias na Paraíba já é de 71 (setenta e uma) distribuídas da seguinte forma: João Pessoa (27), Campina Grande (18), Catolé do Rocha (3), Conde (3), Santa Rita (4), Cabedelo (3), Mataraca (2), Araruna (1), Aroeiras (1), Bernardino Batista (1), Cajazeiras (1), Casserengue (1), Dona Inês (1), Ingá (1), Itapororoca (1), Rio Tinto (1) e Tavares (1).
Além de irregularidades na propaganda, é possível denunciar outras práticas proibidas pela legislação eleitoral, tais como: compra de votos; abuso de poder econômico; abuso de poder político; uso da máquina pública para fins eleitorais; e uso indevido dos meios de comunicação social. A apuração de todas essas irregularidades compete ao Ministério Público Eleitoral.
Sobre o aplicativo
O app é gratuito e pode ser encontrado nas lojas virtuais Apple Store e Google Play, bem como em formulário web no Portal do Pardal. No site, é possível fazer o acompanhamento das denúncias, acessar estatísticas de abrangência nacional e estadual para todas as eleições a partir de 2018 e obter orientações sobre o que é ou não permitido durante a campanha eleitoral.
O candidato ao governo do Piauí Sílvio Mendes (União Brasil) fez uma fala com teor racista nessa quarta-feira (31) em sabatina do jornal Meio Norte, do Grupo Meio Norte de Comunicação.
Ao ser questionado pela jornalista Katya D’Angelles sobre planos para proteger as mulheres e minorias, o candidato disse que “você que é quase negra na pele, mas é uma pessoa inteligente, teve a oportunidade que a maioria não teve e aproveitou”.
“Eu que te conheço há tantos anos imagino quantas discriminações você não sofreu”, pontuou Mendes. Com a ampla repercussão do vídeo, a assessoria dele foi ao Twitter esclarecer que ele havia pedido desculpas e “reconhecido o erro”.
“Sílvio tem profunda admiração, respeito e carinho à jornalista Katya Dangeles, quem considera uma amiga desde os tempos que ela trabalhava no jornal Diário do Povo cobrindo matérias políticas quando ele era prefeito de Teresina. Após a entrevista, Sílvio entrou em contato com Katya e pediu suas sinceras desculpas, reconhecendo o erro.”, disse a assessoria.
Durante uma entrevista para a Rádio Clube de Belém (PA) nesta quarta-feira (31), o candidato a presidência Luis Inácio Lula da Silva (PT) falou sobre as condenações em decorrência da Operação Lava Jato.
“Contra mim foi levantada a maior calúnia da história do Brasil, possivelmente muito maior do que aquela que levou Getúlio Vargas à morte. Entretanto, eu resolvi agir e reagir e resolvi provar que tipo de pessoa era o Moro”, declarou Lula.
Sobre os casos de corrupção em seu governo, Lula desconversou e criticou o presidente Jair Bolsonaro.
“Temos um presidente da República que sequer exigiu a investigação do Queiroz, dos seus filhos ou as denúncias que a CPI encontrou contra o Pazuello nas negociações feitas com a vacina. Temos um presidente que não apenas coloca a sujeira debaixo de tapete como transforma em sigilo de 100 anos toda e qualquer denúncia contra ele. Vamos ver a diferença de um governo engavetador e de um governo que mente muito”, afirmou Lula.
Nova pesquisa PoderData, divulgada nesta quarta-feira (31), indica um cenário de estabilidade na disputa pela Presidência da República, após o início da propaganda eleitoral.
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, manteve o percentual de duas semanas atrás, e lidera a corrida ao Planalto com 44% das intenções de voto.
Com uma queda de 1 ponto percentual em relação ao último levantamento, o presidente Jair Bolsonaro, do PL, aparece em 2º lugar, com 36% das intenções de voto.
A diferença entre os dois candidatos mais bem colocados nas pesquisas é de 8 pontos. Lula e Bolsonaro são seguidos por Ciro Gomes, do PDT, que cresceu dentro da margem de erro, de 6% para 8%, e por Simone Tebet, que atingiu 4% nas duas últimas edições do PoderData.
Os demais candidatos tiveram 1% ou menos. Brancos e nulos somaram 3%. Não sabem ou não responderam, 2%.
Em um eventual 2º turno, Lula apresenta 50% das intenções de voto, contra 41% de Bolsonaro. A diferença entre os dois candidatos caiu para 9 pontos percentuais. Brancos e nulos chegam a 7%. Não sabem ou não responderam, também 2%.
O PoderData ouviu 3.500 eleitores entre os dias 28 e 30 de agosto. A margem de erro é de 2 pontos percentuais. O nível de confiança é de 95%. A pesquisa foi registrada na Justiça Eleitoral (TSE BR-06922/2022).
O presidente Jair Bolsonaro (PL) visitou nesta quarta-feira (31) a cidade de Foz do Iguaçu, na fronteira do Estado do Paraná com o Paraguai. Durante a viagem, Bolsonaro criticou a obra de um campus da Unila (Universidade Federal da Integração Latino-Americana), criada em 2010, pelo governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e último projeto do arquiteto Oscar Niemeyer.
Segundo o presidente, a obra, que se encontra parada há 7 anos, “não serve para nada”. O chefe do Executivo comparou a universidade com uma das pontes com o Paraguai, iniciada durante o seu governo em 2019 e que, de acordo com ele, deve ser concluída ainda no final de 2022.
“Essa não é uma exceção não, é a regra do PT: começar obra, desviar recurso e não concluir”, acrescentou.
Em sua conta oficial do Twitter, Bolsonaro também falou sobre a universidade, afirmando que a Unila só serviu para “enriquecer alguns picaretas” e que R$ 160 milhões foram jogados “no lixo”.
Foto: Reprodução
Apesar de a obra em questão estar paralisada, a Unila segue com suas atividades acadêmicas e conta com 4 outros campi. A universidade começou a ser estruturada em 2007 com a proposta de criação do Imea (Instituto Mercosul de Estudos Avançados), em convênio com a UFPR (Universidade Federal do Paraná) e a Itaipu Binacional.
O candidato do PDT à Presidência, Ciro Gomes, disse ter feito um “comício para gente preparada”, ao explicar seu plano econômico a uma plateia de empresários, e colocou em dúvida a compreensão sobre os mesmos assuntos caso tivesse feito uma palestra em uma favela.
O pedetista participou de um encontro na Firjan, na tarde desta quarta-feira. Ao final da explicação, o empresário Luiz Césio Caetano, que já presidiu a federação, classificou a fala do presidenciável como uma aula:
— Candidato Ciro Gomes, parabéns pela sua aula. Isso foi uma aula, pelo menos para mim…— disse o empresário.
Ciro o interrompeu neste momento:
— Na verdade, é um comício, né… Um comício para gente preparada, você imagina eu explicar isso na favela, né… — respondeu Ciro.
Mais cedo, em agenda de campanha no Saara, comércio de rua a cerca de três quilômetros dali, o candidato do PDT havia acenado para o eleitorado mais pobre, classificado por ele como estratégico para se aproximar das primeiras colocações na disputa pelo Planalto.
— Vou levantar os votos de todos os brasileiros endividados, porque tenho um projeto para ajudar a renegociar essas dívidas todas. Para todos os brasileiros que estão passando fome, ou estão subnutridos, vou criar um programa de renda mínima que vai acabar com a pobreza, e digo de onde vem o dinheiro. Quero os votos de todos os brasileiros que estão desempregados, tenho uma proposta de fazer 5 milhões de empregos aparecerem consistentemente nos dois primeiros anos. Sou o candidato de todos os humilhados do Brasil. Infelizmente, a maior parte dos brasileiros passa dificuldades com a inflação, que eu sei acabar — afirmou, na ocasião.
Ainda durante o encontro com empresários, Ciro também disse que, se eleito, pretende criar uma comissão que reunirá “governo, empresários e trabalhadores” para elaborar um “novo, moderno e audacioso Código Nacional do Trabalho”.
— Pretendo, nos seis primeiros meses, criar uma comissão tripartite entre governo, empresários e trabalhadores, para criarmos no Brasil um novo, moderno e audacioso Código Nacional do Trabalho. A base é o conjunto de práticas internacionais, transformadas em resoluções da OIT (Organização Internacional do Trabalho) e validadas essas resoluções pela OIT. É o primeiro embrião. (…) E essa comissão tripartite vai ter seis meses para chegar ao ponto de um novo e moderno Código Nacional do Trabalho — disse o pedetista, que destacou que “o valor que prevalece” em sua cabeça é “proteger o trabalho”.
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