Política

Petistas ironizam marcha de Nikolas e chamam ato de “teatro político”

Foto: Reprodução

Integrantes do PT reagiram com sarcasmo à caminhada anunciada pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), que saiu de Paracatu rumo a Brasília em um trajeto de cerca de 240 km. O parlamentar afirma que o ato é simbólico e tem como objetivo defender a “liberdade” do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e pressionar o ministro Alexandre de Moraes, do STF, responsável por decisões que atingem aliados do bolsonarismo.

Para lideranças petistas, no entanto, a iniciativa não passa de encenação. O deputado Rogério Correia (PT-MG) classificou a marcha como “cortina de fumaça” e ironizou Nikolas, chamando-o de “andarilho de fake news”. Em publicação nas redes sociais, Correia afirmou que o parlamentar “inverte fatos, fabrica versões e mente sem constrangimento”, acusando-o de tentar reavivar uma agenda golpista.

As críticas também vieram do Legislativo municipal. A vereadora Natasha Ferreira (PT-RS) disse que a caminhada é uma “performance de 200 km para defender a impunidade”, afirmando que o grupo não demonstra o mesmo empenho diante de problemas como fome, desemprego e crise urbana. Já o vereador Pedro Rousseff (PT-MG), sobrinho da ex-presidente Dilma Rousseff, resumiu o ato como “piada” e “surto político”.

Nikolas iniciou a caminhada na segunda-feira (19) e diz que o gesto busca romper o que chama de apatia da população diante das prisões relacionadas aos atos de 8 de janeiro e da condenação de Bolsonaro. Segundo ele, trata-se de um ato simbólico para “trazer luz” aos acontecimentos recentes e estimular mobilização popular. Outros nomes do PL, como Carlos Bolsonaro (PL-RJ), também aderiram ao protesto.

Com informações do Poder360

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Política

João Azevedo fará reforma administrativa antes de deixar o governo

O governador João Azevêdo (PSB) anunciou, nesta segunda-feira (19), que vai começar a reforma administrativa no governo a partir do mês de fevereiro. O gestor esclareceu que fará a transição do secretariado juntamente com o vice-governador Lucas Ribeiro (PP).

“A missão será conjunta e acontecerá evidentemente no mês de fevereiro, até porque há necessidade de quem chegar se apropriar das informações para poder dar continuidade nas ações do governo”, explicou o governador.

João projetou concluir o processo de transição de secretários até o mês de março, antes mesmo do prazo de desincompatibilização, quando vai deixar o cargo para disputar o Senado. “Em março o novo secretário terá que estar na pasta já tomando as providências”, citou.

O anúncio foi durante a inauguração do Palácio dos Despachos, no Centro Histórico de João Pessoa, onde vai funcionar algumas secretarias da gestão estadual e o gabinete do governador.

Com informações do MaisPB

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Política

Oposição do Senado atinge assinaturas suficientes para instalar CPI do Master

Foto: Reprodução

A oposição no Senado conseguiu 42 assinaturas para instalar a CPI do Banco Master e agora pressiona o presidente da Casa, Davi Alcolumbre, a criar o colegiado. O requerimento quer 90 dias para investigar fraudes no banco do empresário Daniel Vorcaro, liquidado pelo Banco Central. A pressão aumenta em meio a outros pedidos semelhantes na Câmara e em uma CPMI no Congresso Nacional.

O movimento mostra força da oposição, que reúne mais da metade do Senado. Entre os signatários estão líderes do PP, PL, Republicanos e Podemos, além de parlamentares da base do governo Lula. A estratégia é oficializar a CPI já na primeira sessão conjunta de 2026.

O caso Banco Master envolve supostas fraudes e falhas que prejudicaram clientes e acionistas. Com a CPI, a oposição quer detalhar todas as responsabilidades, inclusive possíveis omissões do Banco Central, e expor a rede de interesse por trás da instituição.

Enquanto o Congresso se articula, a criação da CPI sinaliza que o governo Lula terá dificuldades para blindar aliados.

 

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Derrota de Lula com veto à dosimetria pode ser maior que a aprovação do projeto

Brasília (DF), 08/01/2026 - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participa da cerimônia relativa aos atos antidemocráticos de 8 de janeiro e assina veto integral ao PL da Dosimetria. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Lula vetou dosimetria durante cerimônia dos 3 anos do 8 de Janeiro

A oposição ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aposta na derrubada do veto ao projeto da dosimetria, que previa a redução das penas dos condenados pelo 8 de Janeiro e a trama golpista, como o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), e projeta um placar mais favorável do que o registrado na aprovação da proposta no Congresso.

Parlamentares contrários ao Planalto afirmam que o veto deve ser analisado logo no retorno dos trabalhos legislativos, com chances de reunir ainda mais votos do que os obtidos na votação original.

Essa previsão vem desde o anúncio do veto de Lula, mas ganhou força com a transferência de Bolsonaro para a Papudinha, na última semana.

Logo após a mudança do local de prisão do ex-presidente, o líder da oposição no Congresso, senador Izalci Lucas (PL-DF), disse ter apresentado um pedido para que a votação para analisar o veto de Lula ocorra o mais rápido possível.

“O Senado tem que reagir. Não tem sentido o Senado ficar inerte diante do que está acontecendo hoje”, afirmou Izalci.

A expectativa de aliados é de que a análise ocorra nos primeiros dias de fevereiro, antes mesmo do feriado de Carnaval. Esse cenário também tem sido defendido por parlamentares próximos ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP).

Nas contas de integrantes da oposição, o apoio para reverter o veto no Senado pode ultrapassar 50 votos, número superior aos 48 senadores que votaram a favor do projeto quando ele foi aprovado. A avaliação é de que o veto de Lula acabou fortalecendo a mobilização de parlamentares críticos ao governo.

Para derrubar o veto, os congressistas precisam de, no mínimo, 257 votos na Câmara e 41 no Senado. Se eles derrubarem, a proposta vira lei por promulgação de Davi Alcolumbre.

O senador amapaense ainda não se manifestou em relação a uma data para análise do veto da dosimetria. A decisão cabe a ele.

Em paralelo, parlamentares passaram a retomar a defesa da anistia. No dia do veto de Lula, o relator da dosimetria no Senado, Esperidião Amin (PP-SC), apresentou um projeto para perdão total aos condenados pelo 8 de Janeiro.

 

O caminho do veto

Para que se tornasse lei, a proposta de redução de penas aprovada pelo Congresso precisaria ser sancionada por Lula. O presidente, contudo, vetou o projeto na íntegra.

Além de servir para quem participou dos atos do 8 de Janeiro, a proposta poderia beneficiar Bolsonaro, condenado a 27 anos e três meses de prisão, em regime inicial fechado, por tentativa de golpe de Estado e outros quatro crimes.

O projeto aprovado no Congresso poderia reduzir o tempo que Bolsonaro teria que ficar na cadeia para dois anos e quatro meses, segundo o relator da proposta na Câmara, Paulinho da Força (Solidariedade-SP).

Uma decisão que beneficie o ex-presidente tem sido defendida por aliados dele, como o líder da oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN). O parlamentar criticou o veto de Lula e classificou a medida como “hipocrisia”.

Em outra frente, parlamentares da base governista sustentam que tentarão votos para manter o veto. O líder do governo no Congresso, senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), defende que derrubar a decisão seria equivalente a “ignorar” os crimes do 8 de Janeiro.

O presidente Lula vetou integralmente o projeto que reduz as penas dos condenados por tentativa de golpe de estado.

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Política

Governistas se surpreendem com veto de João a emendas e defendem derrubada

 Governistas se surpreendem com veto a emendas e defendem derrubada
Governador João Azevêdo (PSB). Divulgação

Parlamentares governistas reagiram com surpresa à decisão do governador João Azevêdo (PSB) de vetar o aumento de emendas apresentadas pelos deputados estaduais no Orçamento de 2026. O veto foi publicado na edição deste sábado (17) do Diário Oficial do Estado (DOE).

Ao Jornal da Paraíba, parlamentares classificaram a decisão como “ruim”. Eles esperavam que as emendas fossem sancionadas, mesmo com a disputa jurídica entre o Governo do Estado e a Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB) no Supremo Tribunal Federal (STF).

Sob reserva, um parlamentar governista disse que a principal preocupação é com recursos que já haviam sido “prometidas” para suas bases eleitorais, e que isso poderia causar prejuízos às cidades e entidades beneficiadas pelas emendas. Há também o temor de danos políticos.

De acordo com outro deputado aliado, a bancada esperava uma solução com base no diálogo entre os Poderes. “Houve o veto, então essa situação vai gerar uma instabilidade na bancada, vai causar insatisfações, mesmo o governador tendo a prerrogativa de vetar”, disse.

Segundo os deputados, a tendência, no momento, é pela derrubada do veto, quando o assunto for pautado na volta do recesso parlamentar. Nesta sexta-feira (16), em entrevista à Rádio CBN, o deputado Michel Henrique (Republicanos), que faz parte da base de João, garantiu que votará pela derrubada do veto.

VETO DO GOVERNADOR

Segundo o Governo do Estado, a decisão de vetar as emendas está baseada em entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre os limites constitucionais para o crescimento das emendas parlamentares e a necessidade de preservação da separação entre os Poderes.

De acordo com a justificativa encaminhada ao presidente da Assembleia, Adriano Galdino (Republicanos), as emendas vetadas violariam o princípio da equivalência entre os Poderes, ao extrapolar o limite de crescimento das emendas impositivas previsto na legislação e reconhecido pelo STF.

A decisão do governador ocorre enquanto persiste na Corte a disputa judicial entre o Governo do Estado e a Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB) em torno da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO).

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Política

Com Bolsonaro na Papudinha, oposição pressionará por dosimetria

Foto: Reprodução/Redes sociais

A transferência do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para a chamada Papudinha, no Complexo da Papuda, em Brasília, reacendeu a mobilização da oposição no Congresso para tentar derrubar o veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao chamado PL da Dosimetria, que reduz as penas dos condenados pela tentativa de golpe de Estado. Aliados avaliam que o novo cenário fortalece a pressão política e acelera a articulação para recolocar o tema na pauta do Legislativo.

Parlamentares do PL e partidos aliados defendem que a retomada do projeto pode encurtar o tempo de Bolsonaro no regime fechado e abrir caminho para a progressão ao semiaberto ou até à prisão domiciliar. O texto, aprovado anteriormente por ampla maioria na Câmara e no Senado, foi vetado integralmente por Lula na última semana, mas a oposição afirma já ter votos suficientes para derrubar o veto e forçar uma nova votação.

Nos bastidores, líderes oposicionistas intensificaram a cobrança sobre o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), para acelerar a análise do veto. Além disso, deputados e senadores articulam iniciativas paralelas, incluindo pedidos formais de prisão domiciliar e denúncias a organismos internacionais, sob o argumento de preocupação com a segurança e a saúde do ex-presidente.

Aliados de Bolsonaro também avaliam que a transferência para a Papudinha pode fortalecer politicamente o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), apontado como o nome do ex-presidente para a disputa presidencial. Dirigentes do PL acreditam que qualquer medida vista como excesso contra Bolsonaro tende a impulsionar a candidatura do filho mais velho, consolidando-o como principal representante do bolsonarismo nas eleições deste ano.

Com informações do Metrópoles

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Política

Flávio cresce nas pesquisas e força Centrão a recalcular rota para 2026

Foto: Hugo Barreto/Metrópoles

Pouco mais de um mês após lançar a pré-candidatura ao Planalto, Flávio Bolsonaro (PL) deixou de ser tratado pelo Centrão como uma jogada tática para blindar Jair Bolsonaro e passou a ser encarado como um nome real na disputa presidencial. O desempenho inicial do senador nas pesquisas surpreendeu dirigentes partidários e esfriou o entusiasmo de siglas que trabalhavam para viabilizar o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), como alternativa da direita.

A escolha de Flávio pelo ex-presidente teve como pano de fundo a preservação do espólio político do bolsonarismo dentro do núcleo familiar, mesmo contrariando o desejo do centro político por um nome mais amplo. Com perfil mais pragmático e oito anos de Senado, o filho “01” superou Michelle Bolsonaro e Eduardo Bolsonaro na disputa interna, mas manteve desconfianças ao admitir publicamente que poderia retirar a candidatura mediante negociações ligadas à pauta da anistia.

A virada ocorreu em dezembro, quando pesquisas passaram a apontar Flávio como o opositor mais competitivo contra Lula em cenários de segundo turno. Levantamentos da Genial/Quaest mostraram o senador à frente de outros nomes da direita, inclusive de Tarcísio, reacendendo o entusiasmo da base bolsonarista e levando o PL a iniciar uma ofensiva para atrair partidos do Centrão.

Apesar do crescimento, lideranças partidárias avaliam que o principal entrave segue sendo a alta rejeição associada ao sobrenome Bolsonaro. Ainda assim, o desempenho nas pesquisas já foi suficiente para mudar o cálculo político do centro, que agora observa com mais cautela se insistirá em uma candidatura alternativa ou se terá de negociar com um bolsonarismo que, mais uma vez, mostra força eleitoral.

Com informações do Metrópoles

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Política

GENIAL/QUAEST: Vantagem de Lula para Tarcísio em eventual 2º turno cai de 10 para 5 pontos em um mês

Foto: Reprodução

A primeira pesquisa Genial/Quaest de 2026, referente ao mês de janeiro, apontou uma queda de 10 para 5 pontos percentuais na vantagem de Lula para Tarcísio de Freitas em uma eventual disputa de 2º turno nas eleições do deste ano, na comparação com o resultado de dezembro.

O presidente aparece com 44% das intenções de voto, contra 39% do governador de São Paulo. Outros 13% responderam que votariam branco, nulo ou não votariam, e 4% se disseram indecisos.

No levantamento do mês passado, Lula teve 45% contra 35% de Tarcísio.

Em novembro, a vantagem de Lula foi novamente de cinco pontos (41% a 36%), sete a menos que a registrada em outubro (45% a 33%).

No início de dezembro, Flávio Bolsonaro se anunciou como o candidato escolhido pelo pai para concorrer ao Palácio do Planalto, a despeito da preferência do Centrão pelo governador de São Paulo.

Na pesquisa divulgada há pouco, Flávio teve 38% contra 45% de Lula. No mês passado, o senador do PL apareceu com 36% contra 46% do presidente.

A Quaest realizou 2.004 entrevistas entre de 8 a 11 de dezembro. A margem de erro estimada é de 2 pontos percentuais.

O Globo

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Carlos Bolsonaro em carta ao pai: ‘Sua história não termina aqui’

Ao defender pai, Carlos Bolsonaro diz que Brasil segue caminho da Venezuela
O ex-vereador Carlos Bolsonaro divulgou, nesta terça-feira (13), uma carta que enviou ao pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, preso na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília. Na carta, Carlos acusa a detenção de Bolsonaro de ser uma “perseguição” e pede ao pai que resista.

“Levante-se todos os dias com a certeza de que sua história não termina aqui. Que seus filhos precisam de você vivo, forte e de cabeça erguida. Que ainda há muito o que atravessar – e nós atravessaremos juntos”, diz em um trecho.

Nas redes sociais, o ex-vereador disse que iria divulgar a carta para mostrar que sempre estará ao lado do pai. “Hoje, torno essa carta pública, porque sei que isso o fortalece e a todos nós e porque estarei sempre ao seu lado, independentemente de qualquer breve distanciamento neste martírio imposto por um grupo de perseguidores”, disse.

Segundo o ex-vereador, na última visita que fez ao pai na prisão, na quinta-feira (8), Bolsonaro teria dado o aval para que ele deixe Brasília e vá para Santa Catarina, onde Carlos deverá concorrer ao Senado.

Em dezembro, o ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), autorizou que Bolsonaro receba cartas na prisão. Segundo a decisão, objetos e cartas destinados ao ex-presidente precisam passar por inspeção preliminar de segurança.

Leia a carta completa

Segunda-feira, 12 de janeiro de 2026

Jair Messias Bolsonaro

Superintendência da Polícia Federal de Brasília

Pai,

Escrevo não apenas como filho, mas como alguém que te viu resistir quando tudo parecia perdido. Vi seu corpo ferido, tua alma testada, tua honra atacada de formas que poucos homens suportariam sem cair. E, ainda assim, você permaneceu de pé – mesmo quando tentaram te dobrar pela dor, pela injustiça, pela humilhação calculada e pelo silêncio imposto.

O que estão fazendo agora não é justiça. É perseguição, é tortura, é imoralidade. É a tentativa metódica de te esgotar por dentro, de te afastar de quem você ama, de te fazer acreditar que está sozinho. Mas você não está. Nunca esteve.

Cada dia que passa, pai, confirma aquilo que sempre soubemos: não é sobre erros, não é sobre leis – é sobre te quebrar moralmente. E é justamente por isso que resistir se tornou um ato de amor. Amor por nós, teus filhos. Amor por quem acredita em você. Amor pela verdade.

Quero que saiba que estamos aqui. Firmes. Atentos. Fortes por você, quando o cansaço aperta. Precisamos de você em pé, pai. Precisamos da tua lucidez, da tua presença, da tua voz – mesmo que agora tentem calá-la entre paredes frias, barulhentas, molhadas e decisões arbitrárias.

Você nos ensinou que dignidade não se negocia.

Que caráter não se curva.

Que a verdade pode até ser perseguida, mas nunca enterrada.

É isso que nos sustenta agora.

É isso que deve te sustentar.

Levante-se todos os dias com a certeza de que sua história não termina aqui.

Que seus filhos precisam de você vivo, forte e de cabeça erguida.

Que ainda há muito o que atravessar – e nós atravessaremos juntos.

A injustiça não vence homens íntegros.

E você, pai, segue íntegro.

Com amor, lealdade e esperança,

R7

Busque no R7

 

Carlos Bolsonaro

Jair Bolsonaro

Justiça

STF (Supremo Tribunal Federal)

Tortura

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Política

Operação da PF investiga deputado da Bahia por desvios de emendas parlamentares

 

A Polícia Federal deflagrou, nesta terça-feira (13), mais uma fase da Operação Overclean, que apura desvios de emendas parlamentares. O principal alvo é o deputado Félix Mendonça Jr (PDT-BA). O R7 tenta contado com a defesa do parlamentar e o espaço segue aberto para manifestações.

Nesta 9ª fase, a operação conta com o apoio da CGU (Controladoria-Geral da União) e da Receita Federal. São cumpridos nove mandados de busca e apreensão, expedidos pelo STF (Supremo Tribunal Federal), na Bahia e no Distrito Federal.

A Suprema Corte também determinou a apreensão de R$ 24 milhões em contas bancárias dos investigados. Segundo a Polícia Federal, os investigados poderão responder pelos crimes de organização criminosa, corrupção ativa e passiva, peculato, fraude em licitações e contratos administrativos, além de lavagem de dinheiro.

Segundo a investigação, o deputado participou ativamente do esquema criminoso. Para a Polícia Federal, Félix usava seu então secretário parlamentar Marcelo Chaves para negociar a destinação de emendas a municípios baianos, solicitava pagamentos ilícitos a prefeitos beneficiados e participava da logística de repasse de propinas. De acordo com a apuração, o parlamentar teria recebido propina, direta e indiretamente, em razão da destinação de emendas parlamentares a, no mínimo, três municípios do estado da Bahia.

Operação Overclean

As apurações começaram em 2023 e investigam uma organização criminosa que teria direcionado recursos de emendas parlamentares e convênios para empresas previamente escolhidas, superfaturando obras e desviando os valores excedentes. Para ocultar a origem do dinheiro, utilizava empresas de fachada e mecanismos sofisticados de lavagem de dinheiro.

g1

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