Paraíba

OPERAÇÃO REVELATIO: Vereador do sertão da PB é preso por pertencer à organização criminosa interestadual

O vereador da cidade de São José do Brejo do Cruz (PB), Gutemberg Maia Gadelha, o “Berg Maia”, foi preso na manhã desta sexta-feira (11), na operação Revelatio, da Polícia Civil com apoio da Polícia Militar. O vereador Berg, também é empresário do ramo de postos de combustíveis em Jardim de Piranhas.

A Operação teve o objetivo de combater uma organização criminosa voltada para a prática dos crimes de tráfico de drogas, comércio ilícito de armas de fogo, homicídio e contra o patrimônio, com atuação no município de Jardim de Piranhas e região.

A ação foi realizada por meio da 47ª Delegacia de Polícia (DP de Jardim de Piranhas-RN). Segundo a Polícia Civil, a operação resultou na expedição de 21 mandados de prisão e 30 mandados de busca e apreensão, para cumprimento no estado potiguar, na Paraíba e no Amazonas.

Ainda hoje, a Polícia Civil, vai dar mais detalhes sobre as prisões que foram realizadas.

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Brasil

PEC da Transição deve ser apresentada nesta sexta no Senado

O relator-geral do Orçamento 2023, senador Marcelo Castro (MDB-PI), informou nesta quinta-feira (10) que a PEC da Transição deve ser apresentada até esta sexta-feira (11). Ele se reuniu com o vice-presidente eleito, Geraldo Alckmin, com representantes da equipe de transição e com lideranças partidárias para tratar do assunto.

“Houve uma boa receptividade de todos os líderes. A equipe do governo saiu daqui e foi conversar com o presidente da Câmara, Arthur Lira. De hoje até amanhã, a equipe vai entregar o texto da PEC”.

A chamada PEC de Transição é uma alternativa que está sendo discutida por integrantes do governo eleito e por representantes do Congresso Nacional para viabilizar o pagamento de despesas que não estão previstas no Orçamento de 2023. Entre essas despesas está o aumento no valor do Auxílio Brasil, que deve voltar a ter o nome de Bolsa Família, de R$ 400 para R$ 600. Com a PEC, despesas como o aumento do auxílio e o possível aumento real do salário mínimo não seriam contabilizadas no teto de gastos. Assim, o governo teria a garantia dos recursos sem desrespeitar as regras constitucionais.

Clareza

Segundo Marcelo Castro, ficou combinado que a PEC vai detalhar rubrica e valor, para uma maior clareza sobre quais recursos serão excepcionalizados no teto de gastos. Ele também disse que, depois de receber o texto, vai conversar com as lideranças partidárias e que a tramitação da matéria só será iniciada com o consenso dos líderes do Senado e da Câmara.

A PEC vai começar pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e, depois de aprovada, será enviada ao Plenário do Senado. Mais cedo, Castro já havia informado que a proposta começaria a tramitar pelo Senado. O relator lembrou que, por acordo, a votação na Comissão e no Plenário pode ocorrer no mesmo dia. A retomada da discussão da PEC com a lideranças deve ocorrer a partir de quarta-feira (16) da semana que vem.

Marcelo Castro ainda informou que a equipe de transição trabalha com o valor de R$ 105 bilhões para o total de recursos que ficará fora do teto. De acordo o senador, essa excepcionalização para os recursos do Bolsa Família será permanente e não apenas para o ano que vem.

Agência Senado

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Brasil

Cenário para Lula é desfavorável no Congresso mesmo com União Brasil

Os recentes acenos do presidente eleito neste ano, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), a lideranças do Centrão inflamaram as articulações no Congresso Nacional para construção de uma base sólida de apoio ao governo petista a partir de 2023. É fato que o futuro mandatário não será capaz de governar sem o auxílio de partidos do centro político, e que o obstáculo à nova gestão é enorme.

Se, de um lado, Jair Bolsonaro (PL) perdeu as eleições presidenciais, do outro, o bolsonarismo saiu vencedor na composição do Parlamento. Não à toa o atual titular do Planalto alavancou a eleição das maiores bancadas da Câmara dos Deputados e do Senado Federal. Foi o bom desempenho do PL nas urnas que acendeu, no partido, a vontade de comandar uma das Casas do Legislativo.

Lula sabe que terá de enfrentar uma oposição numerosa e barulhenta. Diante disso, trabalha nos bastidores com acenos ao Centrão na expectativa de conseguir demover a rejeição enfrentada dentro do Parlamento. Para isso, o petista decidiu incluir legendas, como PSD e MDB, na equipe de transição de governo; indicou apoio a Rodrigo Pacheco (PSD-MG) para a Presidência do Senado e deixou em aberto a possibilidade de endossar a reeleição de Lira para o comando da Câmara.

Ainda durante as tratativas, houve um primeiro contrato frustrado entre PT e Progressistas. Em paralelo, os petistas tentam avançar nas negociações com Luciano Bivar (PE) para angariar o apoio do União Brasil na composição da base governista para o próximo ano. O deputado federal por Pernambuco já afirmou que não será “de jeito nenhum” oposição a Lula.

Mesmo se convencer o partido a integrar o governo, o petista não terá unanimidade dos filiados. Grande parte dos correligionários, inclusive Bivar, são originários do PSL – partido que elegeu Bolsonaro presidente e fundiu com o Democratas para criação da atual legenda.

Hoje, é grande a relutância de parlamentares eleitos em apoiarem o governo petista, em outros casos é dada como impossível. Vale lembrar que entre os eleitos pela legenda está Sergio Moro (PR), algoz de Lula e responsável pela sua prisão no âmbito da operação Lava Jato.

Metrópoles

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Brasil

Ibovespa perde R$ 156 bilhões em valor de mercado após fala de Lula sobre gastos

O Ibovespa, índice que reúne as maiores empresas listadas na B3, a bolsa de valores brasileira, perdeu R$ 156,269 bilhões em valor de mercado nesta quinta-feira (10), depois que um discurso do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva criticando políticas de controle fiscal fez as ações desabarem.

O cálculo foi feito pela consultoria TradeMap e considera a variação no valor de mercado de cada uma das companhias que integram o índice. Em dois dias de quedas seguidas, as perdas totais do Ibovespa chegaram a R$ 247,8 bilhões.

O principal índice da bolsa brasileira registrou baixa de 3,35%, aos 109.775,46 pontos, na maior queda diária desde setembro de 2021.

A queda acentuada ocorreu desde a abertura do mercado, às 10h, mas foi intensificada após discursos de Lula pela manhã. O petista questionou a concentração do debate econômico em torno de temas como a estabilidade fiscal e afirmou que há gastos do governo que precisam ser observados como investimento.

“Por que as pessoas são levadas a sofrerem por conta de garantir a tal da estabilidade fiscal nesse país? Por que que toda hora as pessoas falam que é preciso cortar gastos? É preciso fazer superávits? É preciso fazer tetos de gasto? Por que as mesmas pessoas que discutem com seriedade o teto de gasto não discutem a questão social do país?”, questionou Lula.

As perdas do dia foram lideradas pela B3, que viu uma perda de R$ 11,4 bilhões em seu valor de mercado, de R$ 90,0 bilhões para R$ 78,6 bilhões.

Foi seguida pela Eletrobras (-R$ 7,9 bilhões), a Ambev (-R$ 7,7 bilhões) e o banco BTG (-R$ 7,4 bilhões).

Em sexto lugar entre as maiores quedas, a Petrobras perdeu R$ 7,1 bilhões em seu valor total, que foi de R$ 374,4 bilhões para R$ 367,3 bilhões.

CNN Brasil

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Brasil

“Estabilidade fiscal beneficia os pobres”, diz Arminio Fraga em resposta a Lula:

Homem calvo de barba grisalha, camisa branca e paletó preto

“Estabilidade fiscal significa menos incerteza e juros mais baixos, o que gera mais investimento e mais crescimento. Simples assim. E mais, acompanhada de transparência, aumenta a chance de os recursos beneficiarem os mais pobres”, afirma o ex-presidente do Banco Central Arminio Fraga, em resposta a críticas do presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva, a políticas de austeridade fiscal.

 

Em discurso feito a parlamentares de partidos aliados no auditório do CCBB (Centro Cultural Banco do Brasil), sede do governo de transição, na manhã desta quinta (10), Lula fez várias perguntas nas quais demonstrou ver incompatibilidade entre responsabilidade fiscal e políticas sociais que beneficiem os mais pobres.

Investidores reagiram mal à mensagem do presidente, levando a uma disparada do dólar e à queda da Bolsa.

Fraga, que em coluna nesta Folha fez uma “entrevista imaginária” com Lula durante a campanha eleitoral, inverteu as posições de entrevistador e entrevistado e, abaixo, responde a questões feitas pelo presidente eleito durante seu discurso.

Luiz Inácio Lula da Silva: Ora, por que as pessoas são levadas a sofrerem por conta de garantir a tal da estabilidade fiscal neste país? Arminio Fraga: Estabilidade fiscal significa menos incerteza e juros mais baixos, o que gera mais investimento e mais crescimento. Simples assim. E mais, acompanhada de transparência, aumenta a chance de os recursos beneficiarem os mais pobres.

O descontrole fiscal contribui também para a volta da inflação. Outra vez, quem perde mais são os mais pobres.

As escolhas a curto prazo parecem terríveis. Mas não é o caso. Com um ambiente econômico arrumado, a atividade econômica reage, como ocorreu a partir da segunda metade de 1999, quando foram seis trimestres de crescimento anualizado em torno de 4%. E reage também na outra direção, como vimos em 2015-16 com o colapso fiscal. Essa é a escolha.

Por que toda hora as pessoas falam que é preciso cortar gasto, que é preciso fazer superávit, que é preciso fazer teto de gasto? Porque o gasto público vem crescendo há décadas, e a dívida corre o risco de entrar em trajetória de crescimento acelerado.

Tudo começou com o colapso fiscal de 2014. De lá para cá houve algum progresso, mas recentemente a torneira se abriu. As perspectivas para o ano que vem não são boas. A discussão de aumentar o gasto agora é brincar com fogo.

Sou a favor de aumentar os investimentos sociais, uma legítima demanda, mas redefinindo prioridades. O mercado despencou hoje, um sinal de que um pânico pode estar a caminho. Sem uma correção de rumo, o custo social vai ser enorme.

Por que as mesmas pessoas que discutem com seriedade o teto de gastos não discutem a questão social deste país? Muitas discutem. Tenho escrito e falado sobre a necessidade de se promover uma discussão mais aberta do Orçamento. Os gastos em folha de pagamentos e Previdência são enormes no Brasil. Com um ajuste seria possível estabilizar a economia e aumentar os investimentos de alto retorno social.

Há também algum espaço para aumentar receitas, sobretudo cobrando de quem mais pode pagar e hoje paga muito pouco. Essas são as grandes escolhas que não estão nem sequer sendo contempladas, que dirá feitas.

Por que o povo pobre não está na planilha da discussão da macroeconomia? Como disse acima, falta esse olhar macro, que dê transparência a um tema crucial: para onde vai o dinheiro público.

Está ganhando força a ideia de que dá para gastar à vontade com investimento, pois se paga. Mas se paga mesmo? Quando? Como? O que é investimento? Quanto dá para financiar no mercado? Não muito. Falta mesmo é prioridade.

Por que que a gente tem meta de inflação e não tem meta de crescimento? Seria bom. A inflação responde de forma direta e em prazo curto à política macroeconômica. A experiência universal, nossa com certeza, mostra que inflação atrapalha o crescimento e penaliza os pobres. Nada se ganha com um pouco mais de inflação.

Não se pode confundir recuperação de recessão, como ocorre no pós-pandemia, com crescimento sustentado. O crescimento depende de ganhos de produtividade. Para isso é necessário investimento em gente, em ideias, em capital convencional, em boas práticas, em horizontes longos, o que requer muita tranquilidade e previsibilidade. Leva tempo.

Seria possível e desejável estabelecer objetivos, sim, mas as correções de rumo não são passíveis de respostas de curto prazo, como na política monetária. Seria tarefa para gerações e exigiria um esforço continuado e competente.

Por que que a gente não estabelece um novo paradigma de funcionamento neste país? Seria ótimo. Nos falta uma visão mais moderna. Mais gasto não vai dar conta do recado. Nesse momento vai atrapalhar.

Claro que pobreza e desigualdade têm que ter um papel central. Mas, do pouco que já se ouve, me parece que estamos caminhando para mais um período de instabilidade macroeconômica. Os sonhos de um Brasil de oportunidades, justo, verde, vibrante, estão ameaçados. Os sinais de curto prazo, como a enorme expansão de gastos, estão indo na direção contrária ao necessário. Não vai ser acumulando mais dívida que chegaremos lá.

Folha de S. Paulo

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Brasil

“Bateu o arrependimento naqueles economistas que apoiaram Lula”, diz Xico Graziano

O ex-deputado federal e fundador do PSDB, Xico Graziano, foi mais um a se manifestar após as falas de Lula que provocaram queda na bolsa e alta no dólar nesta quinta-feira (10).

Xico usou seu perfil no Twitter para dizer que “bateu o arrependimento naqueles economistas que apoiaram Lula acreditando em seu respeito à economia capitalista”.

Ele também chamou o presidente eleito de ‘puro populista’ e o petista não se importa com responsabilidade fiscal. Também fez questão de lembrar o fato de que o PT foi contra o Plano Real.

Blog do BG PB

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Brasil

William Waack: Lula não se pode dar ao luxo de dançar na beira dessa situação

Os mercados reagiram muito mal às palavras de Lula nesta quinta-feira (10), com as quais contestou a necessidade de estabilidade fiscal diante da urgência das questões sociais. “Por que falar em cortar gastos?”, indagou Lula. E “para que fazer superavit”, insistiu.

Elas saíram da voz cada vez mais rouca de Lula durante mais de uma hora de discurso. E pareciam muito sinceras, diziam realmente o que ele pensa sobre economia.

E o que ele pensa nasce de uma primitiva confusão entre responsabilidade fiscal e responsabilidade social — que ele colocou uma em oposição à outra –, quando na realidade não é possível em lugar algum cuidar do social sem cuidar do fiscal, nem a curto, nem a longo prazo.

Lula perguntou também por que existe meta de inflação e não existe meta de crescimento. É outro questionamento absurdo, pois a inflação compromete qualquer economia em qualquer lugar.

Faz parte do jogo quando os agentes de mercado se sentem frustrados ao ouvirem coisas das quais não gostam, como aconteceu hoje. Mas da frustração de expectativas a crise de confiança a distância não é tão grande assim.

Ela ocorre, a crise de confiança, quando as pessoas se convencem que um velho líder nada esqueceu, nem aprendeu. Lula não se pode dar ao luxo de dançar na beira dessa situação.

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Política

Senado aprova emendas de Veneziano com quase R$ 10 bilhões em investimentos na educação e infraestrutura

Veneziano se descola de João Azevêdo e tenta emplacar como candidato de  Lula na Paraíba | Revista Fórum

O Vice-Presidente do Senado Federal, o paraibano Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB), relator do projeto de Lei Orçamentária Anual de 2023 na Comissão de Educação destinou seis emendas para a pasta, uma para Esporte e outra para Cultura. O prazo final é dia 14 de novembro.

Segundo Veneziano, as oito emendas ao projeto de lei orçamentária do próximo ano  tem o valor total de R$ 9,67 bilhões.

As sugestões de despesas relatadas pelo senador seguem agora para a Comissão Mista de Orçamento (CMO). Cada comissão permanente do Senado, da Câmara dos Deputados e do Congresso Nacional pode apresentar até quatro emendas de apropriação e quatro de remanejamento.

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Política

Ex-governador Ricardo Coutinho deve ser confirmado por Lula na SUDENE

Lula revela a Ricardo Coutinho que visitará a Paraíba no dia 26 de agosto - ClickPB

O ex-governador Ricardo Coutinho (PT) está sendo cotado para assumir o cargo de superintendente da SUDENE, Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste no governo Lula III. A informação é de fontes ligadas a direção nacional do Partido dos Trabalhadores (PT), ao qual Ricardo é filiado.

Ao longo da trajetória, o ex-governador sempre declarou ter uma boa relação com o presidente eleito. Em 2017, durante o governo Michel Temer, Ricardo chegou a organizar evento em Monteiro, sertão da Paraíba, para ‘inaugurar’ um ramal da transposição do São Francisco na região junto à Lula e a ex-presidente Dilma.

Em 2019, chegou a ser preso durante uma das fases da operação calvário que investiga desvios nos recursos da rede de saúde do governo da Paraíba. De acordo com as investigações, a prisão preventiva de Ricardo era necessária pois ele seria o chefe da organização criminosa responsável pelos supostos desvios de recursos. Saiu dias depois, após um habeas corpus do Supremo Tribunal de Justiça (STJ).

Coutinho sempre negou as acusações e afirmou ser vítima de perseguição jurídica e da imprensa.

ClickPB

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Brasil

Ministério da Defesa esclarece que relatório não excluiu a possibilidade de fraude nas urnas eletrônicas


Em nota publicada nesta quinta-feira (10) o Ministério da Defesa afirmou que o relatório de fiscalização do sistema de votação não excluiu a possibilidade de fraude ou insconsistência nas urnas eletrônicas.

“Os testes de funcionalidade das urnas (Teste de Integridade e Projeto-Piloto com Biometria), da forma como foram realizados, não foram suficientes para afastar a possibilidade da influência de um eventual código malicioso capaz de alterar o funcionamento do sistema de votação;”, diz um trecho.

Veja nota completa:

Com a finalidade de evitar distorções do conteúdo do relatório enviado, ontem (9.11), ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o Ministério da Defesa esclarece que o acurado trabalho da equipe de técnicos militares na fiscalização do sistema eletrônico de votação, embora não tenha apontado, também não excluiu a possibilidade da existência de fraude ou inconsistência nas urnas eletrônicas e no processo eleitoral de 2022. Ademais, o relatório indicou importantes aspectos que demandam esclarecimentos. Entre eles:

– houve possível risco à segurança na geração dos programas das urnas eletrônicas devido à ocorrência de acesso dos computadores à rede do TSE durante a compilação do código-fonte;

– os testes de funcionalidade das urnas (Teste de Integridade e Projeto-Piloto com Biometria), da forma como foram realizados, não foram suficientes para afastar a possibilidade da influência de um eventual código malicioso capaz de alterar o funcionamento do sistema de votação; e

– houve restrições ao acesso adequado dos técnicos ao código-fonte e às bibliotecas de software desenvolvidas por terceiros, inviabilizando o completo entendimento da execução do código, que abrange mais de 17 milhões de linhas de programação.

Em consequência dessas constatações e de outros óbices elencados no relatório, não é possível assegurar que os programas que foram executados nas urnas eletrônicas estão livres de inserções maliciosas que alterem o seu funcionamento.

Por isso, o Ministério da Defesa solicitou ao TSE, com urgência, a realização de uma investigação técnica sobre o ocorrido na compilação do código-fonte e de uma análise minuciosa dos códigos que efetivamente foram executados nas urnas eletrônicas, criando-se, para esses fins, uma comissão específica de técnicos renomados da sociedade e de técnicos representantes das entidades fiscalizadoras.

Por fim, o Ministério da Defesa reafirma o compromisso permanente da Pasta e das Forças Armadas com o Povo brasileiro, a democracia, a liberdade, a defesa da Pátria e a garantia dos Poderes Constitucionais, da lei e da ordem. 

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