Política

Planalto diz não ter guardado registros de reunião de Vorcaro com Lula

Foto: Vinicius Schimidt

A Presidência da República disse não ter feito nenhum registro das reuniões realizadas pelo ex-ministro da Fazenda Guido Mantega no Palácio do Planalto enquanto atuou como consultor do banco Master, do empresário mineiro Daniel Vorcaro. A falta de registros inclui a reunião de Vorcaro com o presidente Lula, no dia 4 de dezembro de 2024.

A afirmação da Presidência da República foi feita em resposta a um pedido de Lei de Acesso à Informação protocolado pela reportagem no fim de janeiro deste ano.

Como mostrou a coluna, Guido Mantega foi contratado como consultor do Banco Master com salário de R$ 1 milhão mensais, a pedido do líder do governo no Senado, o senador Jaques Wagner (PT-BA).

O pedido via Lei de Acesso e a resposta da Presidência são públicos e podem ser consultados aqui.

Guido Mantega reuniu-se com o chefe de gabinete de Lula, Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, em pelo menos seis ocasiões — em quatro delas, já como consultor do Master. Houve um encontro em novembro de 2023 e outros cinco ao longo de 2024, inclusive a reunião de dezembro com Lula.

Os encontros com Mantega estão na agenda de Marcola, mas não na de Lula. Na reunião de dezembro, o registro na agenda de Marcola não faz referência à presença de Lula.

Além de Mantega, o próprio Vorcaro foi pelo menos três vezes ao Planalto em 2023 e 2024. Esses encontros não estão registrados na agenda oficial.

“Destacamos que não foram produzidas atas, registros, filmagens, gravações ou outros documentos da espécie das referidas reuniões”, diz a resposta da Presidência da República.

Metrópoles

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Política

Partido de direita coloca outdoor contra Lula em Lisboa: ‘Culpa não é de Portugal’

Foto: Reprodução

Um outdoor colocado nesta 2ª feira (9.mar.2026) pelo partido de direita Chega (direita) em frente à Assembleia da República, em Lisboa, marcou o dia da posse de António José Seguro como presidente de Portugal. A peça traz fotos do presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e do presidente de Angola, João Lourenço (MPLA, esquerda), acompanhadas da frase: “A culpa não é de 500 anos de Portugal, é da vossa corrupção”.

A imagem foi compartilhada pelo líder do Chega, André Ventura, derrotado por Seguro no 2º turno das eleições presidenciais. Na publicação, comentou a presença de chefes de Estado de países de língua portuguesa na cerimônia.

“Hoje estão em Lisboa, para a tomada de posse do Presidente da República, vários Chefes de Estado da lusofonia. Respeitamos todos, sobretudo os países de língua portuguesa, mas temos de dizer a verdade. Os nossos retornados merecem, os antigos combatentes merecem, Portugal merece”, declarou Ventura.

“Respeitamos todos, sobretudo os países de língua portuguesa, mas temos de dizer a verdade”, disse Ventura ao compartilhar a imagem
A postagem recebeu resposta do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP). “Verdade. Lula rouba e ainda querem botar a culpa em Pedro Álvares Cabral. Faça-me o favor. O que ocorreu em 1500 foi o maior salto tecnológico da história”, disse.

O tema abordado no outdoor remete ao debate sobre as consequências do período colonial português, que afeta países como Brasil, Angola e outras nações africanas que estiveram sob domínio de Lisboa por séculos. Nas últimas décadas, governos e organizações civis passaram a discutir políticas de reparação histórica ligadas à escravidão e à exploração colonial.

O assunto chegou a ser defendido pelo antecessor de Seguro, Marcelo Rebelo de Sousa. O então presidente afirmou que Portugal deveria reconhecer crimes cometidos durante o período colonial e sugeriu discutir formas de reparação. Em declarações posteriores, também disse que o tema da escravidão “não pode ir para debaixo do tapete”.

A discussão provocou reações diplomáticas. O governo brasileiro declarou que a reparação histórica é “premissa para cidadania”, enquanto São Tomé e Príncipe pediu formalmente que Portugal considere medidas de compensação relacionadas ao passado colonial.

Ao mesmo tempo, o governo português disse que não existiam processos formais em curso para estabelecer reparações a antigas colônias, apesar do debate público sobre o tema.

Poder360

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Política

Pesquisa interna do PT aponta alerta para Lula na área da segurança

Foto: Reprodução

Pesquisas internas do Partido dos Trabalhadores indicaram um sinal de alerta para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva em relação à segurança pública. O tracking recebido pela sigla no sábado (7) mostrou aumento na preocupação dos entrevistados com o tema.

A informação é do colunista Igor Gadelha, do portal Metrópoles. Segundo o levantamento, em uma escala de 0 a 100, a preocupação com segurança pública chegou a 54,6%. O índice só fica atrás da corrupção, que aparece com 58,1%, embora esteja em trajetória de queda.

A economia e a inflação aparecem em terceiro lugar na lista de preocupações. De acordo com os dados da pesquisa, o tema registra 19,4% na escala utilizada no levantamento interno do partido.

O estudo também trouxe um dado considerado positivo para Lula. Na simulação de intenção de voto, o presidente aparece com 48,6% contra 46% do senador Flávio Bolsonaro, do Partido Liberal.

Apesar do empate técnico, lideranças do PT avaliam que os números indicam uma tendência de recuperação do presidente. Auxiliares de Lula afirmam que o cenário ideal seria abrir uma vantagem de cerca de dez pontos sobre o adversário até junho de 2026.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Política

Veja os secretários de João Azevêdo que devem deixar o governo para disputar eleições de 2026

Foto: Claudio Cesar/Secom

A proximidade do calendário eleitoral deve provocar mudanças no primeiro escalão do Governo da Paraíba. Pelo menos 15 auxiliares do governador João Azevêdo (PSB) devem deixar os cargos até o início de abril para atender às regras da legislação eleitoral e disputar as eleições de 2026.

A medida segue a exigência da Justiça Eleitoral, que determina a desincompatibilização de ocupantes de cargos públicos até seis meses antes do pleito, marcado para 4 de outubro de 2026.

Segundo a previsão, os afastamentos devem ocorrer até o dia 2 de abril, abrindo espaço para mudanças na estrutura administrativa do governo estadual.

Secretários que devem deixar o governo

Entre os nomes que devem deixar a equipe estão gestores que articulam candidaturas para a Assembleia Legislativa da Paraíba(ALPB) e para a Câmara dos Deputados, além de auxiliares que podem assumir outras funções públicas.

Na lista aparecem:

  • Deusdete Queiroga, secretário de Infraestrutura e Recursos Hídricos, que deve assumir vaga no Tribunal de Contas do Estado da Paraíba (TCE-PB)

  • Ronaldo Guerra, chefe de Gabinete do governador

  • Tibério Limeira, secretário de Administração

  • Pollyanna Werton, secretária de Desenvolvimento Humano

Também devem deixar os cargos:

  • Rafaela Camaraense, secretária de Meio Ambiente e Sustentabilidade

  • Ricardo Barbosa, presidente da Companhia Docas da Paraíba

  • Lindolfo Pires, secretário de Juventude, Esporte e Lazer

  • Pedro Matias, secretário executivo da Juventude

A lista inclui ainda:

  • Lídia Moura, secretária da Mulher e da Diversidade Humana

  • Dudu de Cubati, secretário executivo de Desenvolvimento e Articulação Municipal

  • Wilson Filho, secretário de Educação

  • Frei Anastácio, secretário de Agricultura Familiar e do Desenvolvimento do Semiárido

  • Sílvia da Pesca, secretária executiva da Pesca

Mudanças devem abrir espaço para novos nomes

A saída dos auxiliares abre espaço para uma reorganização no governo estadual. A expectativa é que novos nomes sejam anunciados para manter o funcionamento das secretarias.

O movimento também marca o início das articulações políticas visando as eleições estaduais e federais de 2026, quando serão escolhidos deputados estaduais, deputados federais, senadores, governadores e presidente da República.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Política

PGR arquiva caso das joias sauditas de Jair Bolsonaro

Foto: Fabio Rodrigues

Chefe da PGR, Paulo Gonet enviou parecer a Alexandre de Moraes, no STF, em que se posiciona pelo arquivamento do caso que investigava o suposto desvio de joias e presentes de alto valor recebidos por Jair Bolsonaro no governo passado.

Em documento assinado em 4 de março de 2026, a PGR argumenta que a ausência de uma lei clara sobre a propriedade desses bens impede a caracterização do crime de peculato.

No parecer de 16 páginas obtido pelo Radar com exclusividade, Gonet destaca que não existe uma lei formal que defina com clareza se presentes recebidos pelo Chefe de Estado pertencem à União ou ao acervo privado do presidente.

“Não existe normação, por via de lei em sentido formal, sobre a destinação e a dominialidade de presentes recebidos pelo presidente da República de autoridades estrangeiras. Não há norma de lei que defina, com a clareza e abrangência imposta pelas exigências da segurança jurídica, o regime jurídico aplicável a esses bens”, diz Gonet.

“O tipo penal previsto no art. 312 do Código Penal incrimina a conduta do funcionário público que se apropria ou desvia dinheiro, valor ou bem móvel, público ou particular, de que tenha a posse em razão do cargo. A norma se assenta no elemento normativo essencial de ser alheia a propriedade do bem de que o funcionário se assenhora. Daí que, para a persecução penal ter curso, ser imprescindível que esteja definido que os presentes entregues ao presidente da República não são dele, mas da União. A configuração do delito torna indispensável, portanto, a definição jurídica prévia da dominialidade do bem, a ser extraída do ordenamento extrapenal. Neste passo, sem dúvida que a incerteza jurídica sobre a titularidade do bem constitui fator relevante para a viabilidade da ação penal”, segue Gonet.

Há duas semanas, o Radar mostrou que Gonet se encaminhava para concluir o trabalho sobre o material reunido pela Polícia Federal. O caso teve origem em relatórios da PF que apontaram um esquema para desviar e vender bens entregues por autoridades estrangeiras.

Entre os itens citados estão o “kit ouro rosé” da marca Chopard, um relógio Rolex de ouro branco, esculturas douradas e outras joias recebidas em viagens à Arábia Saudita e ao Bahrein.

Segundo o indiciamento da PF, os bens teriam sido levados aos Estados Unidos no avião presidencial e encaminhados para casas de leilão.

O general Mauro Cesar Lourena Cid teria auxiliado seu filho, Mauro Cid, no armazenamento e venda dos itens, repassando os valores em espécie para o ex-presidente.

A PF indiciou Bolsonaro e outros aliados por crimes como peculato, lavagem de dinheiro e associação criminosa.

Apesar de reconhecer o trabalho “inteligente e diligente” da PF na apuração dos fatos, o chefe da PGR afirma que não há base jurídica para uma denúncia criminal.

“Os esforços dos indiciados, pois, para que os bens fossem levados a venda a terceiros não configuram atitudes expressivas do cometimento do crime submetido a escrutínio”, diz Gonet no despacho de 16 páginas.

Manifestação das defesas

A defesa do coronel Marcelo Câmara e do comandante Marcelo Vieira, ambos representados por Eduardo Kuntz, comemora o parecer e se disse segura de que o STF seguirá a recomendação da PGR. “Este procedimento, assim como o da baleia, nunca deveria ter sido instaurado”, diz Kuntz.

Veja

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Política

Flávio Bolsonaro confirma presença em evento do PL, dia 22 em João Pessoa

O senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL), confirmou que cumprirá agenda em João Pessoa ainda neste mês. Segundo o parlamentar, que esteve reunido com o deputado federal Cabo Gilberto nesta quarta-feira (4), o evento partidário está marcado para o dia 22 de março, às 10h, na Domus Hall.

“Dia 22, vamos estar na Paraíba. Vamos começar a mostrar em todo o Brasil, em especial na Paraíba, que há um caminho que o Brasil pode seguir, para que não seja esse caminho das trevas que estamos vendo acontecer. Não queremos mais aguentar tanta confusão, tanta criminalidade, tanta mentira por parte desse governo”, disse Flávio.

Com a confirmação do evento, a expectativa gira em torno da possível filiação do senador Efraim Filho, atualmente no União Brasil, ao PL, sigla pela qual ele deve disputar o Governo do Estado nas eleições deste ano. Também estão confirmados no ato político o deputado estadual Wallber Virgolino, o comunicador Nilvan Ferreira, o presidente estadual da legenda, Marcelo Queiroga, além de outras lideranças da direita no estado.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Política

Presidente do PT defende investigação da PF contra Lulinha: “Ninguém está acima da lei”

Edinho Silva

O presidente nacional do Partido dos Trabalhadores, Edinho Silva, disse nesta quarta-feira (4) que Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, deve ser investigado e que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) está “tranquilo” quanto à quebra de sigilo envolvendo o filho, aprovada pela CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) em 26 de fevereiro.

“Ninguém está acima da lei. Se tem alguma dúvida do posicionamento, da conduta do Fábio, que é filho do presidente, que seja investigado como qualquer outro cidadão brasileiro. Comprove se Fábio tem alguma relação, no caso são as denúncias sobre o INSS, ou se não tem. Se não tiver, o que nós queremos é que se venha a público e diga que não tem nada encontrado, nada foi comprovado”, declarou em entrevista ao canal de notícias SBT News.

O PT pediu que a votação fosse anulada, mas o presidente do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre (União Brasil–AP), manteve a quebra dos sigilos fiscal, bancário e telefônico de Lulinha. Edinho minimizou a medida: “Quebra de sigilo é um processo normal nas democracias. Por isso, sou defensor da democracia”.

O dirigente petista, por sua vez, disse que a quebra de sigilo não significa que haja culpa e defendeu preservar o direito à ampla defesa do filho de Lula. “É muito fácil você destruir as pessoas. Tem uma denúncia, uma suspeita, as pessoas são destruídas politicamente. […] No Brasil, infelizmente, as pessoas condenam antes de qualquer defesa. Isso é muito ruim”, disse.

Para ele, as investigações não devem afetar Lula. “Não tenho menor preocupação de que esse ambiente de investigação prejudique o presidente Lula. Quem mais defende que as denúncias sejam apuradas é o presidente Lula”, declarou.

Segundo Edinho, há um fortalecimento de órgãos como a Polícia Federal e o Ministério Público.

Poder360

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Política

Após derrota do governo, líder no Congresso desiste de acionar STF para barrar quebra de sigilo de Lulinha

Foto: Reprodução

O líder do governo no Congresso, senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), afirmou nesta terça-feira (3) que não pretende acionar o STF para tentar anular a decisão da CPMI do INSS que aprovou a quebra de sigilos de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha. Segundo ele, o assunto está “encerrado”.

A declaração foi dada após o presidente do Congresso e do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), decidir manter a decisão da comissão. Alcolumbre se baseou em parecer da Advocacia do Senado que rejeitou recurso apresentado pela base do presidente Lula para anular as quebras contra o filho do petista.

“Está encerrada a questão. Nós não vamos depredar o Congresso Nacional por conta disso, nem o Supremo, nem o Palácio do Planalto como outros já fizeram num certo 8 de janeiro”, afirmou Randolfe. Ao ser questionado sobre possíveis novas medidas da base governista, ele reforçou que o tema “está resolvido”.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Política

PEC de Flávio que acaba com reeleição para presidente avança no Senado

avançaO senador e pré-candidato a presidente Flávio Bolsonaro (PL-RJ) conseguiu alcançar o número mínimo de assinaturas e protocolou, nesta segunda-feira (2), a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que propõe o fim da reeleição para o cargo de presidente da República. Ao todo, 30 senadores assinaram a proposta.

O texto altera o artigo 14 da Constituição Federal para tornar o chefe do Executivo federal inelegível para o mesmo cargo no período subsequente. Ou seja, pela proposta, o presidente não poderá disputar um novo mandato de forma consecutiva.

Segundo a PEC, o objetivo é reestabelecer o princípio da alternância no exercício do Poder Executivo e promover maior equilíbrio, isonomia e justiça no processo eleitoral.

“Ao eliminar a possibilidade de reeleição consecutiva para o Presidente da República, pretende-se fortalecer a independência decisória do governante, reduzir incentivos ao uso estratégico da máquina pública, reafirmar o compromisso republicano com a limitação temporal do poder político e um movimento de volta à normalidade democrática”, diz a justificativa da proposta.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Política

Relógio digital instalado em João Pessoa provoca petistas com mensagens “Lula Ladrão” e “Fora Lula”

Um totem instalado na Avenida Epitácio Pessoa está causando polemica ao exibir os termos “Lula Ladrão” e “Fora, Lula”.

Ao blog do Maurílio Júnior, a presidente estadual do PT, deputada Cida Ramos, informou que o partido adotará medidas judiciais.

Segundo ela, será ajuizada ação eleitoral junto ao TRE e ao TSE, além de ação civil para responsabilizar a empresa envolvida por calúnia, divulgação de fake news e uso indevido de concessão pública, com pedido de reparação.

A parlamentar também informou que foi encaminhado à Prefeitura de João Pessoa pedido de explicação sobre quais providências serão tomadas em relação à empresa responsável, já que o equipamento utiliza espaço público mediante concessão.

BG com informações de Maurílio Júnior

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.