Brasil

Em apenas um dia, Lula libera mais emendas que em 4 meses de governo

O governo federal empenhou só na terça-feira (9) o montante de R$ 712 milhões em emendas de congressistas. Nos 128 dias anteriores, havia empenhado R$ 486 milhões. O dado é o mais atualizado no Painel de Emendas do Siga Brasil, do Senado.

O empenho é o primeiro estágio da execução da despesa pública. Com ele, o governo formaliza que reservará uma parcela do dinheiro disponível no Orçamento para aquela despesa. Funciona como uma garantia da autoridade de que o pagamento será feito.

Depois do empenho vem o estágio da liquidação, quando o governo reconhece que o serviço contratado foi entregue, e depois o pagamento propriamente dito, com o depósito do dinheiro.

O que o governo federal fez agora, portanto, é separar do Orçamento o dinheiro para que as indicações de despesas feitas pelos congressistas sejam contempladas. Assim, obras eventualmente indicadas, por exemplo, podem ter início.

Daniella Ribeiro é a segunda senadora que mais recebeu emendas em 2023

Governo Lula promete acelerar liberação de nomeações e emendas em troca de votos no Congresso

A liberação de recursos é parte do esforço do governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para reorganizar sua base aliada e assegurar a aprovação do marco fiscal. As duas derrotas da semana passada levaram o petista a ordenar que os ministros começassem a liberar o dinheiro.

Poder360

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Paraíba

Daniella Ribeiro é a segunda senadora que mais recebeu emendas em 2023


Um levantamento do Poder360 aponta que as senadoras Mara Gabrilli e Daniella Ribeiro, do PSD, foram as que mais receberam de janeiro de 2023 até agora.

Veja o top 10 de quem mais recebeu no infográfico abaixo:

Os ministérios que mais empenharam recursos até agora foram os seguintes:

Saúde – R$ 696 milhões;
Transportes – 217 milhões;
Desenvolvimento R$ 173 milhões
Defesa – R$ 46 milhões
Integração – 43 milhões

Houve a partir desta semana uma mudança de dinâmica na liberação de emendas. Até segunda-feira (8), metade dos recursos liberados eram para emendas de bancadas estaduais.

A estratégia anterior do governo era priorizar conversas com bancadas estaduais e líderes. A partir de ontem, deputados e senadores viram um volume significativo de recursos nominais serem liberados.

Mais dinheiro deve vir em breve. Na conta do governo estão R$ 9 bilhões de emendas do relator dos anos anteriores.

Poder360

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Brasil

Governo Lula promete acelerar liberação de nomeações e emendas em troca de votos no Congresso

Os ministros que coordenam a articulação política do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) junto ao Congresso deram início nesta quarta-feira, 10, às primeira reuniões com os líderes de partidos da base aliada e prometeram já de partida acelerar a liberação de emendas e nomeações em troca da garantia de fidelidade desses aliados em votações prioritárias do Palácio do Planalto.

A primeira reunião foi com o presidente do PSB, Carlos Siqueira, na sede da Vice-Presidência. A sigla, embora abrigue o vice-presidente Geraldo Alckmin, não votou integralmente contra o projeto de lei que derrubou o decreto do marco do saneamento básico publicado por Lula na semana passada. Três dos 14 deputados da legenda foram contra a orientação do Planalto.

Em resposta a essa e outras infidelidades, Lula entrou em campo na articulação política e delegou ao ministro da Secretaria de Relações Institucionais (SRI), Alexandre Padilha (PT), a conduções de encontros periódicos com as lideranças da base aliada.
Lula durante reunião no Conselhão na semana passada Foto: Wilton Junior / Estadão

Além de Padilha, o Planalto também escalou para a reunião com Carlos Siqueira o vice-presidente Alckmin, a presidente do PT, Gleisi Hoffmann, o ministro de Portos e Aeroportos, Márcio França (PSB), o líder do governo na Câmara, José Guimarães (PT), e o secretário executivo do Ministério da Justiça, Ricardo Cappelli. O presidente do PSB, por sua vez, levou consigo o líder do PSB na Câmara, Felipe Carreras.

À tarde, Padilha conduziu uma reunião com os líderes do PSD. O deputado federal Otto Alencar Filho (PSD-BA) classificou como positivo o encontro e disse ao Estadão que foram propostas melhorias na articulação política. Os parlamentares também discutiram temas de interessa da agenda do governo, como o arcabouço fiscal. Ele ainda argumentou que o partido tem sido fiel ao governo Lula.

“O PSD reafirmou o compromisso com o governo federal e o presidente“, disse o deputado. “O PSD tem sido fiel ao governo federal e continuará sendo“, completou.

O ministro quer apresentar como resultado a Lula a garantia da fidelidade dos partidos de Centrão que ocupam cargos em Ministérios. Na última segunda-feira, o ministro da SRI disse que iria cobrar os votos desses aliados.

Além de ver inviabilizado o decreto do saneamento, o governo convive com derrotas como a instalação de duas comissões parlamentares de inquérito (CPIs) que têm potencial de minar a popularidade de Lula: a que trata dos atos golpistas de 8 de janeiro e a do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). Por falta de votos, o Planalto ainda viu adiada a votação do PL das Fake News, que busca regular a atividade das redes sociais.

Lula chegou a cobrar Padilha em público na semana passada durante a instalação do Conselho de Desenvolvimento Econômico, Social e Sustentável, o Conselhão, por causa das queixas que tem recebido de parlamentares a respeito da articulação do governo.

Padilha, por sua vez, tem dito que todos os projetos da agenda prioritária definida pelo governo foram aprovados. O ministro cita como exemplo dos feitos do governo junto à base a indicação de parlamentares alinhados ao Planalto para a presidência das principais comissões no Congresso, a reformulação de medidas provisória herdadas do governo Jair Bolsonaro (PL) e a recriação dos programas sociais, como o Bolsa Família.

Estadão

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Brasil

Lula manda pagar R$ 9 bilhões do orçamento secreto de Bolsonaro, esquema que chamou de corrupção

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva decidiu pagar R$ 9 bilhões em emendas do orçamento secreto negociadas pelo antecessor, Jair Bolsonaro (PL), que estão “penduradas” e foram declaradas inconstitucionais pelo Supremo Tribunal Federal (STF). O Palácio do Planalto, porém, não colocou em prática nenhum procedimento para dar transparência à negociação. As verbas serão liberadas pelos ministérios das Cidades e da Integração Nacional e Desenvolvimento Regional – R$ 333,6 milhões já foram quitados.

Liberação ocorre após críticas do Congresso a Alexandre Padilha, ministro das Relações Institucionais, pasta que centraliza o pagamento de emendas.

A decisão é mais um movimento de Lula na tentativa de acalmar o Congresso e conseguir algum conforto nas votações, após as primeiras derrotas sofridas com o Projeto de Lei das Fake News e o Marco Legal do Saneamento Básico. As verbas poderão ser pagas a conta-gotas, conforme o resultado das votações e a fidelidade dos parlamentares.

Líderes do Centrão agem para manter o controle do caixa federal, pressionando o governo a preservar o esquema criado por Bolsonaro em 2019. As ameaças do bloco que dominou o Orçamento nos últimos três anos incluem não aprovar nenhuma medida provisória de Lula e tirar o sossego do presidente nas comissões parlamentares de inquérito (CPIs). Enquanto um lado pede dinheiro para votar e outro espera os votos para pagar, a crise aumentou.

Em março, o Estadão revelou que o governo Lula decidiu usar um modelo sem transparência para repassar os recursos negociados com o Congresso. A articulação ficou concentrada na Secretaria de Relações Institucionais, sob comando do ministro Alexandre Padilha. O chefe da pasta começou a sofrer uma “fritura” no Legislativo, até receber uma ordem do presidente para começar a abrir o cofre.

Na campanha eleitoral, o orçamento secreto de Bolsonaro foi duramente criticado por Lula. O então candidato petista à Presidência chegou a dizer que o mecanismo era “a excrescência da política brasileira” e o “maior esquema de corrupção da história”. Em dezembro do ano passado, mais de um ano após o Estadão revelar o esquema, o Supremo declarou o orçamento secreto inconstitucional e determinou a devolução dos recursos para o controle total do governo.

Agora, pressionado pelos parlamentares, o governo Lula decidiu liberar o saldo do orçamento secreto de Bolsonaro. São verbas para asfalto, compra de tratores e outros projetos que bancaram obras superfaturadas e desviadas para prefeituras e empresas de parentes e aliados dos políticos. Os ministérios vão pagar os recursos atendendo as mesmas indicações dos parlamentares, mesmo que informalmente e de forma secreta, o que na prática descumpre a decisão do STF.

Outro favorecido é o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), que negociou o rateio interno das verbas apadrinhadas pelos parlamentares e é pressionado por colegas a exigir do governo o pagamento do dinheiro. Lira cobrou pessoalmente o presidente Lula pelo pagamento das verbas “penduradas”. O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), também tem emendas secretas que indicou e que agora poderão ser destravadas. Ele pretende enviar R$ 960 mil para pavimentação em Papagaios (MG).
Portarias

No dia 19 de abril, o Ministério da Integração Nacional e do Desenvolvimento Regional editou uma portaria para liberar os recursos do orçamento secreto negociados em 2020, 2021 e 2022 que ainda não foram pagos. A pasta possui R$ 9 bilhões em emendas dessa modalidade do período de Bolsonaro que ainda não foram quitadas. No dia 3 de maio, a pasta das Cidades assinou uma portaria com o mesmo conteúdo, destravando R$ R$ 53,5 milhões que estão sob guarda-chuva do órgão.

O Ministério da Integração, comandado pelo ministro Waldez Góes, confirmou à reportagem que vai liberar os recursos para as mesmas obras e municípios que os parlamentares indicaram no passado e que já tiveram dinheiro liberado (empenhado, no jargão técnico). A pasta defendeu o pagamento como forma de “cumprir os compromissos firmados pela União, especialmente em relação às obras em andamento e retomada das paralisadas”.

Waldez Góes é apadrinhado pelo senador Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), um interessado na liberação dos recursos. Só com uma emenda, Alcolumbre destinou R$ 95,8 milhões do orçamento secreto para pavimentação no município de Santana (AP), seu reduto eleitoral, em 2020.

Questionado pelo Estadão, o ministério enviou dois links que supostamente dariam transparência para a execução dos recursos. Nenhuma das páginas da internet, porém, oferece informações com o nome dos parlamentares beneficiados. O Ministério das Cidades, por sua vez, não respondeu às perguntas da reportagem.

Bolsonarista e opositor ferrenho do PT, o senador Márcio Bittar (União Brasil-AC) é o autor da emenda do orçamento secreto de maior valor que ainda não foi paga. São R$ 126,4 milhões para pavimentação de rodovias no Acre. “Se fosse só eu, ele passava por cima, mas é o Congresso inteiro, é deputado e senador de tudo quanto é partido”, disse o parlamentar. “Ele tinha de fazer isso. Primeiro, porque é legal. Segundo, porque não tinha mais o que fazer.”

Se fosse só eu, ele passava por cima, mas é o Congresso inteiro, é deputado e senador de tudo quanto é partido. Ele tinha que fazer isso. Primeiro, porque é legal. Segundo, porque não tinha mais o que fazer.

A Secretaria de Relações Institucionais, de Alexandre Padilha, afirmou que o STF autorizou, ao declarar o orçamento secreto inconstitucional, a execução das verbas “conforme orientação dos ministros de Estado titulares das pastas contempladas pelos recursos, desde que de acordo com os critérios estabelecidos para as políticas públicas de cada órgão”. O ministério, no entanto, não divulgou nenhum instrumento para dar publicidade às negociações políticas, mesmo após ter prometido dar publicidade.

Estadão

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Política

Lula agora diz que Ucrânia e União Europeia têm suas “razões”


Foto: Reprodução/TV Brasil

Ao receber no Planalto o primeiro-ministro holandês, Mark Rutte (foto), nesta terça-feira (9), Lula afirmou que a Ucrânia e a União Europeia têm suas “razões” na guerra contra a Rússia e que Celso Amorim chegou a Kiev para ouvir o que o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, tem a dizer.

O presidente brasileiro foi (justamente) criticado por considerar tanto a Rússia invasora como a Ucrânia invadida igualmente “responsáveis” pelo conflito; também acusou os EUA e a União Europeia de incentivá-lo. Amorim, seu principal conselheiro para assuntos internacionais, já havia se reunido com Vladimir Putin em Moscou.

“Hoje o Celso Amorim chegou na Ucrânia. Já tinha ido à Rússia. Ele viajou 12 horas de trem para chegar na Ucrânia. Espero que o Celso me traga não a solução, mas indícios de soluções para que a gente possa conversar sobre paz”, declarou o presidente. “Ele já sabe o que o Putin quer, agora vai saber o que quer o Zelensky”, acrescentou.

Lula também modulou o seu discurso sobre a guerra. “A Ucrânia efetivamente não pode aceitar a ocupação de seu território: tem que resistir. A União Europeia tem sua razão de tomar a decisão que tomou. E o Brasil e outros países têm sua razão de tentar encontrar o meio-termo.”

Rutte, cujo país apoia os ucranianos e já enviou armas a Kiev, elogiou a iniciativa do governo brasileiro, mas ressaltou que qualquer proposta tem de levar em conta a soberania da Ucrânia.

O Antagonista

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Brasil

Governo libera mais de R$ 3 bilhões em emendas após derrota na Câmara

Foto: REUTERS/Ueslei Marcelino

Na primeira semana de maio, em meio à derrota do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em votação na Câmara dos Deputados, o governo federal liberou mais de R$ 3 bilhões em emendas parlamentares para negociar o apoio de deputados e senadores a pautas de interesse do Executivo.

Depois de a Câmara aprovar um projeto que anulou decretos assinados por Lula que promoveram alterações ao marco do saneamento básico, o presidente decidiu autorizar o uso da verba para atender a um pleito dos parlamentares, que queriam mais espaço no orçamento do governo para indicar recursos para projetos nas bases eleitorais.

A maioria dos recursos liberados na semana passada faz parte de um valor que foi remanejado do extinto orçamento secreto. Após o Supremo Tribunal Federal (STF) declarar essa ferramenta inconstitucional no fim de 2022, os R$ 19,4 bilhões do orçamento secreto que estavam previstos para este ano precisaram ser realocados.

Na divisão desse valor, R$ 9,55 bilhões foram adicionados às emendas individuais, destinadas a cada um dos deputados e senadores, e R$ 9,85 bilhões ficaram sob responsabilidade do relator do Orçamento, que precisa indicar recursos para ações voltadas à execução de políticas públicas de ministérios do governo.


R7

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Brasil

Senado aprova multa de até R$ 2 milhões para racismo, xenofobia e homofobia em estádio

Foto: Agência Senado

O Senado aprovou nesta terça-feira (9) a Nova Lei Geral do Esporte com punições para violência nos estádios. Quem cometer racismo, homofobia, sexismo e xenofobia estará sujeito a uma multa que varia de R$ 500 a R$ 2 milhões a depender da gravidade do crime. O texto seguirá para a sanção presidencial.

As punições também valerão para os clubes. De acordo com o texto, a torcida organizada que praticar violência e discriminação ou invadir o campo, por exemplo, poderá ser banida dos estádios por cinco anos.

O projeto também prevê:

  • a criação da Autoridade Nacional para Prevenção e Combate à Violência e à Discriminação no Esporte (Anesporte), que será ligada ao Ministério do Esporte e será responsável para criar mecanismos para combater violência e discriminações
  • a torcida organizada que praticar violência e discriminação ou invadir o campo, por exemplo, poderá ser banida dos estádios por cinco anos
  • corrupção privada no esporte passará a ser punida com pena de dois a quatro anos de prisão em caso de tentativa de obtenção de vantagem indevida
  • salário dos atletas: a divisão passará a ser feita com 50% na CLT e 50% pagos nos direitos de imagem

g1

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Brasil

Viagem de Lula à China e aos Emirados Árabes custou R$ 6,6 milhões


Foto: Ricardo Stuckert

Os gastos com a viagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e da sua comitiva à China e aos Emirados Árabes Unidos somaram R$ 6,6 milhões. A estadia nos países foi de 12 a 15 de abril. Os valores das despesas foram obtidos pelo Poder360 via pedido de Lei de Acesso à Informação ao Itamaraty.

Quase metade dos custos (R$ 3,2 milhões) se referem à hospedagem. O 2º maior gasto da comitiva foi com aluguel de carros (R$ 1,3 milhão). Em seguida, vêm R$ 500 mil dedicados a profissionais de tradução, os intérpretes. Os valores informados pelo ministério não incluem o translado aéreo. Os voos foram bancados pela FAB (Força Aérea Brasileira).

As despesas foram maiores na China, onde houve desembolso de R$ 5,4 milhões. No último dia de compromissos no país de Xi Jinping, o governo realizou um coquetel na embaixada brasileira que custou R$ 130 mil. Nos Emirados Árabes, os gastos totais foram de R$ 1,2 milhão.

Poder369

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Política

(VÍDEO) “Olha o gás” Sessão de câmara municipal é suspensa por causa de “pum”

Uma sessão (acredite se quiser) foi suspensa por causa de um pum, no município de São Mateus, no Espírito Santo, no último dia 18 de abril.

Repare que um funcionário passa se abanando, a outra cobre o rosto tentando não sentir a fedentina e depois as pessoas começaram a deixar o plenário.

O presidente da Casa, Paulo Fundão (não riam!), explica que vai suspender a sessão porque “tá difícil”. “É o gás, né? É o gás!”.

ParlamentoPB

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Brasil

Intenção de Lula de rever privatização da Eletrobras é preocupante, diz Lira

Foto: Adriano Machado/Crusoé

O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP, foto), disse ver com preocupação a possibilidade de revisão da privatização da Eletrobras, como tem defendido o governo Lula (PT). O deputado disse, em entrevista à CNN neste domingo (7), em Nova York, que o projeto que trata do tema foi profundamente debatido no Congresso e traz ganhos para a empresa e para o país.

“Essas questões de rever privatização preocupam. Você pode não propor mais nenhuma privatização, mas mudar um quadro que já está jogado e definido, e com muitos grupos, muitos países investindo, é realmente causa ao Brasil uma preocupação muito forte“, afirmou Lira.

Na última sexta (5), como mostramos, a Advocacia-Geral da União (AGU) entrou no STF com uma ação, assinada também pelo presidente Lula, para barrar pontos da privatização da Eletrobras. O Planalto alega que a lei da desestatização da companhia diminuiu irregularmente o peso dos votos da União entre os acionistas.

A privatização da Eletrobras foi aprovada pelo Congresso em 2021 e concluída na Bolsa de Valores em junho do ano passado. Em sua ação, a AGU afirma que não quer desfazer a venda da companhia, por se tratar de um tema que “deve ser discutido pelo Congresso Nacional”.

Por O Antagonista

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