Polêmica

Mansão de R$ 2,8 milhões da Braiscompany entra mais uma vez na lista para leilão

Antônio Neto Ais e Fabrícia Ais, sócios da Braiscompany

O juiz da 4ª Vara da Justiça Federal, em Campina Grande, Vinicius Costa Vidor, mandou para leilão mais uma vez dois imóveis sequestrados no processo que apura o ‘esquema’ da Braiscompany. O edital do leilão foi publicado hoje. O procedimento está marcado para o dia 20 de novembro.

Um dos imóveis, uma mansão localizada em um condomínio de luxo entre Campina Grande e Lagoa Seca, está avaliado em R$ 2,8 milhões. O outro, uma casa no bairro Três Irmãs, em R$ 150 mil.

Os imóveis já tinham entrado na lista para leilão, meses atrás, mas uma decisão do desembargador Sebastião José Vasques de Morais, do Tribunal Regional Federal (TRF5), retirou as casas do procedimento.

O entendimento foi revertido no TRF5 e agora essa parte dos bens deve ir à hasta pública.

Mansão de R$ 2,8 milhões da Braiscompany entra mais uma vez na lista para leilão

Mansão de R$ 2,8 milhões da Braiscompany entra mais uma vez na lista para leilão

O leilão dos bens móveis apreendidos já foi realizado, mas apenas um Jet Ski foi arrematado.

Foram colocados à venda também um veículo Porsche avaliado em R$ 745 mil, um Evoque no valor de R$ 120 mil, e um automóvel RAM 2500 avaliado em R$ 420 mil, entre outros.

Inicialmente a 4ª Vara da Justiça Federal determinou que R$ 6,1 milhões em bens da empresa fossem leiloados

A investigação na Braiscompany

A operação investiga uma movimentação financeira de R$ 2 bilhões feita pela Braiscompany em criptoativos. Dois mandados de prisão foram expedidos tendo como alvos o empresário, Antônio Neto, e a esposa dele, Fabrícia Farias Campos. Os dois continuam foragidos.

Na operação a Justiça Federal também determinou o bloqueio de bens e a suspensão parcial das atividades da empresa.

Oito mandados de busca e apreensão foram cumpridos em Campina Grande, João Pessoa e São Paulo – na primeira fase.

JornaldaPB

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Polêmica

Moradores de João Pessoa criticam redução das linhas de ônibus e alteração no trajeto

Decreto que confirma aumento da tarifa de ônibus de João Pessoa é publicado no Diário Oficial

A redução das linhas de ônibus em João Pessoa e a alteração no trajeto daquelas poucas que ainda circulam são alvos de críticas pelos usuários da Capital. “Eu gostaria que houvesse melhora dos ônibus daqui. Os poucos que existem são muito sucateados, sujos e não tem linhas nos domingos. É uma vergonha. A gente passa horas e horas esperando se quiser ir para o Centro e se quiser retornar pra o bairro também”, desabafou Rosário.Além da falta de transporte, o problema também tem reduzido a circulação de pessoas em regiões importantes da cidade, como revela Keila Glauce, que trabalha na Associação Comercial da Paraíba.“Muitas linhas foram tiradas e outras deixaram de descer até a Integração do Varadouro. Eu trabalho no Varadouro e a escassez de linhas é muito grande. Daqui não existe ônibus para universidade Unipê. Antes tinha a linha 201- Ceasa, mas agora é preciso pegar pelo menos dois ônibus. Além de muitas linhas terem sido tiradas de circulação, outras tantas deixaram de circular. Isso gerou queda na circulação de pessoas”, criticou Keila.

O deputado federal Ruy Carneiro tem recebido diversas denúncias através do canal criado para ouvir à população. As reclamações também citaram ônibus quebrados, baratas no interior dos veículos, janelas sem vidros, assentos soltos e paradas sucateadas ou sem proteção.O canal divulgado por Ruy para receber as informações da população continua disponível por meio do WhatsApp, através do número 83 99631-0045. Esses dados estão sendo reunidos e vão servir de base para construção de um projeto voltado para atender as demandas dos usuários de ônibus na capital.

Blog do BG PB

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VÍDEO: Eduardo Bolsonaro é cortado de TV argentina após defesa a armas

Foto: Reprodução

O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) foi cortado ao vivo de uma transmissão na televisão argentina enquanto defendia a posse de armas de fogo para a autodefesa pessoal.

Eduardo estava na Argentina neste domingo (22.out.2023) para acompanhar o 1º turno das eleições presidenciais e encontrou-se com deputados ligados ao libertário Javier Milei. Ele estava sendo entrevistado pelo canal C5N quanto foi subitamente cortado da transmissão pelo descontentamento do painel de jornalistas com a sua declaração.

“Quanto estamos falando de armas de fogo –e não é tão simples assim, não pode ter problemas com a polícia, com a Justiça, é preciso ter idade mínima, e no Brasil é necessário fazer um exame prático de disparo. Então, avançar no direito dos cidadãos de ter armas de fogo significa dar condições para que tenham sua legítima defesa”, declarava o deputado quando foi interrompido pelos jornalistas presentes.

Em tom irônico, um dos profissionais no painel da C5N afirmou: “Quão generosa é a Argentina e os argentinos para receber esse tipo de gente”.

Depois, completou: “É por isso que aconteceu o que aconteceu com o seu pai, que os brasileiros, com razão, removeram do poder, felizmente”.

Assista ao momento:

 

O porte de armas de fogo por civis é permitido na Argentina mas, assim como no Brasil, é autorizado mediante uma licença emitida pelo governo.

Poder360

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(VÍDEO) CONTRABANDO: Veja momento em que caixas do bazar do Hospital do Padre Zé são levadas e moradores reclamam antes do escândalo vir à tona

Caixas com itens doados pela Receita Federal ao Hospital Padre Zé foram levadas em uma caminhonete por uma única pessoa durante o bazar da entidade no dia 1º de agosto. Um vídeo mostra o exato momento que um homem deixa o Centro Social Arquidiocesano São José com várias caixas enquanto uma fila enorme de pessoas aguardava para ser atendida.

Ontem (21), o ex-funcionário do hospital Samuel Segundo, ex-braço direito do Padre Egídio, ex-diretor do Padre Zé, afirmou que a família do religioso deixou local carregando mais de dez caixas pesadas até uma caminhonete.

“Não fui eu e nem minha família que fomos filmados saindo em uma caminhonete da família do padre [Egídio] com mais de dez caixas pesadas. Eles saíram com perfumes, patinetes, vestuários e itens. Eles tiveram acesso privilegiado a esses itens que seriam vendidos no primeiro bazar”, acusou Segundo.

Com MaurílioJR

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(VÍDEO) Ganancioso: Enquanto faltava remédio no Hospital, Padre Egídio comprava lustres, diz delator

A vida de luxo mantida pelo padre Egídio de Carvalho, investigado por desvios de recursos no Hospital Padre Zé, em João Pessoa, foi detalhada pelo ex-funcionário e ajudante do religioso Samuel Rodrigues Cunha Segundo.

Neste sábado (21), à imprensa, ele afirmou que enquanto o padre se beneficiava das verbas desviadas, faltavam remédios e alimentação para pacientes da unidade de saúde.

”Foram R$100 mil reais, só de iluminação; os lustres da igreja foram todos comprados com dinheiro público, em uma loja de luxo em João Pessoa. Tem nota fiscal que comprova isso. Na Porto Belo. Enquanto que para o paciente não tinha alimentação integral, tinha luxo para o Padre e cobertura em Boa Viagem, diz trecho do depoimento.

Blog do BG PB

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Caso Padre Zé: Advogado de Padre Egídio não comenta acusações de delator

Na imagem o advogado Sheyner Asfóra – (Foto: Reprodução/Assessoria)

O advogado de defesa do Padre Egídio de Carvalho, Sheyner Asfóra, falou sobre as declarações do ex-funcionário do Hospital Padre Zé, Samuel Segundo, que neste sábado (21) acusou o religioso de ser o mandante da venda de 270 celulares que foram doados a instituição e ter recebido o dinheiro em espécie.

Asfóra disse que não vai comentar as acusações de Samuel Segundo mas, ressaltou que o Padre Egídio de Carvalho segue à disposição do Ministério Público da Paraíba (MPPB) para prestar os esclarecimentos necessários. Ele pontuou ainda que o processo segue em sigilo e que só falará sobre as acusações de forma oficial perante a autoridade policial.

Confira a nota na íntegra:

A defesa não irá se pronunciar sobre as declarações e o padre Egídio segue à disposição do Ministério Público para prestar suas declarações de forma oficial perante a autoridade que preside as investigações que seguem de forma sigilosas. Esclareço, ainda, que a defesa não teve acesso ao procedimento investigativo criminal na sua íntegra pois que não teve acesso e, portanto, não tem conhecimento do teor dos depoimentos que estão sendo colhidos no âmbito do Ministério Público da Paraíba“, diz a defesa do Padre Egídio de Carvalho.

Entenda

Samuel Segundo, ex-funcionário do Hospital Padre Zé, suspeito de furtar mais de R$ 500 mil em celulares, revelou durante entrevista exclusiva ao programa Cidade em Ação detalhes sobre o escândalo na unidade e afirmou que os aparelhos eletrônicos foram vendidos a mando do ex-diretor Padre Egídio.

Samuel detalhou o esquema ao revelar um suposto combinado, entre ele e o padre Egídio, para que 270 aparelhos fossem vendidos em espécie para não chamar atenção dos órgãos fiscalizadores. Ele disse ainda que os valores foram entregues nas mãos do ex-diretor em encontros no gabinete do religioso no Hospital Padre Zé e em uma cobertura de luxo do bairro do Cabo Branco.

“Não houve furto, Padre Egídio autorizou a venda de 270 dos 520 aparelhos eletrônicos, pediu para vender os aparelhos e entregar o valor em espécie a ele. Esse foi o combinado. Ele disse: “Samuel, venda uma parte desses itens”. E eu fui várias vezes no apartamento localizado na beira-mar do Cabo Branco para entregar o dinheiro em espécie, sempre em espécie e a pedido dele”, disse o ex-funcionário.

PB.com

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“Eu desafio padre Egídio dizer que é mentira”, diz delator de escândalo do Hospital Padre Zé em JP

Samuel Segundo, delator do escândalo do Hospital Padre Zé (Foto: Reprodução/YouTube)

 

Samuel Segundo, ex-funcionário do Hospital Padre Zé e delator do esquema que terminou com a venda de aparelhos eletrônicos doados à unidade, desafiou o ex-diretor presidente do hospital, padre Egídio de Carvalho a desmentir as afirmações feitas por ele em entrevista à imprensa neste sábado (21).

Entre as acusações observadas, Samuel Segundo falou que padre Egídio ordenou que ele vendesse 270 aparelhos eletrônicos e entregasse o dinheiro a ele em uma casa no bairro do Cabo Branco.

“Ele mandou vender os aparelhos e entregar o valor em espécie a ele. Ele disse que vendesse a metade dos itens [doados pela Receita Federal] e fui várias vezes ao apartamento dele entregar o dinheiro. Ele me pedia para ser em espécie. Eu desafio o padre a dizer que é mentira. Tem câmeras, tem ele me chamando no WhatsApp, tem ele me chamando no hospital para ir na sala dele. Eu entregando dinheiro na sala dele”, afirmou Samuel Segundo.

Relembre o caso

O escândalo no Hospital Padre Zé veio à tona no mês passado, após uma denúncia de furto de celulares no local. Os equipamentos haviam sido doados pela Receita Federal para o hospital e deveriam ter sido vendidos em um bazar beneficente para angariar recursos para o hospital.

Porém, os celulares foram furtados e vendidos e as investigações apontam para o envolvimento do Padre Egídio de Carvalho, que era diretor-presidente da unidade, e do ex-funcionário Samuel Segundo.

Em meio ao escândalo do furto dos celulares, o padre Egídio de Carvalho Neto, renunciou ao cargo de presidente do Hospital Padre Zé.  O pedido foi aceito pelo arcebispo Dom Manoel Delson. Padre Egídio estava há mais de cinco anos à frente do hospital, fundado há quase 90 anos. Além de estar na gerência da unidade, ele também atuava como pároco da Igreja Santo Antônio, cargo do qual também renunciou.

Blog do BG PB com Clickpb

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Família de padre Egídio foi privilegiada em itens de bazar beneficente do Hospital Padre Zé e levou “dez caixas pesadas”, diz denúncia

Padre Egídio de Carvalho (Foto: Reprodução)

 

Em entrevista concedida à imprensa no fim da manhã deste sábado (21), o ex-funcionário do Hospital Padre Zé e delator do esquema de desvio de aparelhos eletrônicos doados à unidade afirmou que a família de padre Egídio de Carvalho, ex-diretor presidente do hospital, tinha acesso privilegiado a itens que seriam vendidos em bazares beneficentes.

Samuel Segundo acusou a família do padre de, em um dos bazares, deixar o local carregando mais de dez caixas pesadas até uma caminhonete. Os itens, segundo Samuel, deveriam ter sido vendidos no bazar, mas foram levados pelos familiares do padre.

“Não fui eu e nem minha família que fomos filmados saindo em uma caminhonete da família do padre [Egídio] com mais de dez caixas pesadas. Eles saíram com perfumes, patinetes, vestuários e itens. Eles tiveram acesso privilegiado a esses itens que seriam vendidos no primeiro bazar”, revelou Samuel Segundo.

Relembre o caso

O escândalo no Hospital Padre Zé veio à tona no mês passado, após uma denúncia de furto de celulares no local. Os equipamentos haviam sido doados pela Receita Federal para o hospital e deveriam ter sido vendidos em um bazar beneficente para angariar recursos para o hospital.

Porém, os celulares foram furtados e vendidos e as investigações apontam para o envolvimento do Padre Egídio de Carvalho, que era diretor-presidente da unidade, e do ex-funcionário Samuel Segundo.

Em meio ao escândalo do furto dos celulares, o padre Egídio de Carvalho Neto, renunciou ao cargo de presidente do Hospital Padre Zé.  O pedido foi aceito pelo arcebispo Dom Manoel Delson. Padre Egídio estava há mais de cinco anos à frente do hospital, fundado há quase 90 anos. Além de estar na gerência da unidade, ele também atuava como pároco da Igreja Santo Antônio, cargo do qual também renunciou.

Furto de meio milhão

No último dia 2, a Justiça autorizou o bloqueio de contas e a quebra de sigilo bancário de Samuel Segundo. O pedido de quebra de sigilo e bloqueio foi feito pela delegada Karina Torres, da Polícia Civil, e contou com ‘prints’ de conversas de Samuel negociando a venda de iPhones e outros itens.

A delegada aponta que “restou evidenciado, com fulcro na investigação, que Samuel Segundo incorreu no delito de furto qualificado, causando o prejuízo de R$ 525.877,77 (quinhentos e vinte e cinco mil, oitocentos e setenta e sete reais e setenta e sete centavos), referente aos produtos furtados no interior do Hospital Padre Zé.”

Operação do Gaeco

No último dia 5, o padre Egídio de Carvalho foi um dos alvos dos mandados de busca e apreensão da operação deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado do Ministério Público do Estado da Paraíba (Gaeco). Além do pároco outras pessoas da administração do hospital também foram alvos.

Entre estas pessoas está a diretora administrativa do hospital, Jannyne Dantas e a tesoureira da unidade hospitalar filantrópica, a Amanda Duarte. Na ocasião, a operação tem como objetivo apurar os fatos que indicam possíveis condutas criminosas ocorridas no âmbito do Instituto São José, do Hospital Padre Zé e da Ação Social Arquidiocesana (ASA).

Com Clickpb

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VÍDEO: repórter da TV Globo é roubada ao vivo

Vida de repórter de rua não é fácil. Na manhã desta sexta-feira (20/10), a jornalistaBeatriz Backesteve o celular, usando para fazer uma transmissão ao vivo para o Bom Dia São Paulo, da TV Globo, roubado ao vivo. A profissional estava conversando com Rodrigo Bocardi e Sabina Simonato no momento do crime.

A matéria apresentada por Beatriz falava sobre o transporte público da capital paulista e ela mostrava um ônibus, na Estação da Luz, na hora em que o aparelho foi levado: “A gente vê que o ônibus está bastante vazio, daria pra fazer uma viagem um pouquinho mais…”, comentou ela, mas a transmissão foi interrompida pelo roubo.

Na gravação, ainda é possível ver que ela fala um “não”. O âncora do telejornal reagiu: “Que isso? Caiu o telefone?”, questionou. E Sabina concordou: “Acho que caiu o telefone da Bia”. E Bocardi rebateu: “Imaginamos que seja só isso, né?”.

De acordo com o Notícias da TV, após o corte da matéria, a Polícia Militar foi acionada e Beatriz Backes foi orientada a registrar um Boletim de Ocorrência.

A jornalista é setorista de transporte no Bom Dia São Paulo. Ainda de acordo com o site, essas transmissões são feitas pelo próprio repórter, apenas com um celular e um microfone fornecidos pela emissora, sem o apoio de um cinegrafista.

Com Terra Brasil Notícias

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Polêmica

Construtora Delta ignora MPF e vai à Justiça para manter muro em edifício de luxo na praia do Bessa

O Ministério Público Federal (MPF) e o Ministério Público da Paraíba (MPPB) ajuizaram no dia 11 de outubro uma ação civil pública contra a Delta Engenharia, solicitando que sejam sanadas irregularidades na construção do Edifício Avoante, no bairro Jardim Oceania, na beira-mar de João Pessoa (PB). Inquérito civil do MPF aponta o avanço da contenção marítima edificada pela empresa em área de praia, o que é vedado pela legislação brasileira, que estabelece como bens da União e de uso comum do povo as praias marítimas.

De acordo com a ação, observa-se claramente no caso “a sobreposição do interesse privado ao interesse público, o que contraria o princípio básico do Direito Administrativo de predominância do interesse público sobre o particular”. A situação irregular, constatada também pelo fato de a empresa ter edificado o muro além dos limites autorizados no licenciamento da SUDEMA, caracteriza dano ao patrimônio da União, conforme laudo técnico produzido pelo setor de perícias do MPF.

Nesse contexto, a ação pede que a empresa remova as estruturas sobressalentes das extremidades da contenção marítima e adeque a escadaria e sua parede externa, de modo que toda a estrutura de contenção marítima esteja inserida na área do lote particular. A Delta Engenharia tem o prazo de 30 dias, a contar da concessão da licença ambiental pela Superintendência de Administração do Meio Ambiente (Sudema), para a execução da obra de readequação. O MPF e o MPPB também pedem o pagamento de indenização pelos danos morais coletivos no valor de R$ 100 mil e a fixação de multa diária, caso a empresa descumpra as obrigações.

Contenção marítima – Os autores da ação destacam que o avanço da contenção marítima em área de praia é fartamente demonstrado nos autos do inquérito civil instaurado para averiguar o caso, principalmente, nos relatórios e laudos confeccionados pela Secretaria de Patrimônio da União (SPU), pela Sudema, e pelo Setor de Perícias do MPF. O MPF e o MPPB explicam que a ação foi necessária, uma vez que a empresa não acatou recomendação – solução extrajudicial – enviada em junho deste ano para sanar as irregularidades. No documento, o Ministério Público já havia recomendado a remoção das estruturas irregulares e a readequação da escadaria e da parede externa.

Em resposta à recomendação, a Delta Engenharia pediu a prorrogação do prazo para ajustar as extremidades sobressalentes para quatro meses e solicitou a reconsideração do pedido de adequação da escadaria, sob o argumento de inviabilidade técnica. No entanto, os autores da ação destacam que a tecnologia empregada na edificação, segundo material produzido pela própria empresa, o sistema “módulo bloc”, tem o diferencial, em relação às demais formas de contenção, por ser plenamente reversível. O MPF e o MPPB apontam que esse fato invalida o argumento apresentado pela empresa de impossibilidade técnica.

Além disso, os autores da ação citam exemplos concretos apresentados pela Sudema, nos estados de Alagoas e Rio Grande do Norte, a respeito da possibilidade de readequação da estrutura, nos quais foi utilizada a mesma tecnologia de contenção marítima. Assim, alertam que, caso a Delta Engenharia insista na ideia de impossibilidade técnica de adequação marítima, será aplicada solução prevista na Lei 7.661/1988, que instituiu o Plano Nacional de Gerenciamento Costeiro. A norma prevê interdição, embargo ou demolição em casos de descumprimento, mesmo parcial, das condições do licenciamento.

Blog do BG PB com MaurílioJR

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