Polêmica

NA SECRETARIA DE EDUCAÇÃO E NO CONDE: Márcia Lucena era chefe das operações criminosas da “ OrCrim”, segundo documento

A lista de nomes citados que consta no documento da Procuradoria Geral da República, remetido ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), onde ex- secretário de Saúde, Waldson Souza, descreve como funcionava a Organização Criminosa, é grande, coisa para ninguém colocar defeito.

Outra figura citada e bastante conhecida do núcleo dos girassóis dourados é a ex- prefeita do Conde, Márcia Lucena.

No documento, diz que Lucena integrava o núcleo político da OrCrim, preparando a estrutura das operações criminosas na pasta da Educação e, depois, fazendo o mesmo no município do Conde.

Lucena, ocupou o cargo de secretária de Educação da Paraíba, após a exoneração de Afonso Scocuglia, e, em, seguida, foi escolhida por Ricardo Coutinho como candidata do PSB à prefeitura do Conde, sendo eleita em 2016.

Ainda de acordo com o relato, Márcia Lucena era uma das pessoas mais próximas de Ricardo Coutinho.

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O POVO PAGA A CONTA: Políticos indicados por João Azevêdo recebiam através de secretarias do Governo em troca de apoio

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As obras e o cumprimento dos acordos com políticos para apoio a candidatura de João Azevêdo ao Governo da Paraíba eram concretizados por meio de convênios elaborados pela Secretaria de Planejamento, Orçamento e Gestão (Seplag) e quando o convênio não pudesse ser formalizado, por impedimento do ente municipal, o Estado ficaria responsável pela execução através da Superintendência de Obras do Plano de Desenvolvimento do Estado (Suplan). É o que consta na denúncia apresentada pela Procuradoria Geral da República (PGR) ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) a qual o Blog do BG teve acesso.

Essa capitalização política  acontecia diretamente pelo pré-candidato João Azevêdo através do contato com diversos Secretários de Estado os quais ele cobrava informações e cumprimento de prazos para conclusão de obras.

Destaque-se que as conversas entre João Azevêdo, prefeitos e deputados eram sempre feitas no Canal 40, na Sede do PSB, no escritório do Royal Trade Center, na própria Granja Santana e até no próprio município quando ele ia passando para cumprimento de sua agenda de Pré- Campanha.

Em muitas dessas ocasiões, João Azevêdo estava acompanhado por Ronaldo Guerra (atual chefe de gabinete do Governador), Edvaldo Rosas (ex-secretário-chefe de Governo da Paraíba), Deusete Queiroga (Atual Secretário de Estado da Infraestrutura, dos Recursos Hídricos e do Meio Ambiente da Paraíba), além de Lana Oliveira (jornalista e atual secretaria particular do Governador).

Todas as decisões que o grupo tomava bem como os eventuais acordos firmados sem a presença de João Azevêdo eram imediatamente repassadas para o então Secretário de Saúde, Waldson Souza que acionava a OrCrim que atuava para que a agenda política pudesse ser construída e o anúncio de apoio daquela liderança pudesse ser divulgado, quando não o faziam naquele mesmo instante.

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DELATOR CHUTOU O BALDE: Ricardo Coutinho pagou R$ 10 milhões por apoio político a João Azevêdo

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Mais um escândalo de desvio de recursos públicos na Paraíba vem à tona. Desta vez, o buraco “é mais em cima” e atinge o atual chefe do executivo estadual.

João Azevedo aparece agora em denúncia da Procuradoria Geral da República (PGR) como tendo recebido o montante de R$ 10 milhões em recursos do Governo da Paraíba para utilizar na “compra” do apoio de políticos para a sua candidatura.

Segundo a denúncia da PGR a qual o Blog do BG teve acesso, os R$ 10 milhões foram entregues a João Azevêdo em 2018, por determinação do então governador Ricardo Coutinho e entregues pela Secretária de Finanças Amanda Araújo Rodrigues (atual esposa de RC). O montante ficou sob o comando e decisão do próprio João Azevêdo, que foi desligado do Estado para a disputa eleitoral.

Os recursos foram destinados pela SEFIN e à medida que João Azevêdo indicava os prefeitos e deputados a serem aquinhoados, com a consequente descrição das obras a serem executadas nas cidades com a parceria firmada, o mesmo ia sendo registrado em uma planilha do Programa Mais Trabalho II, o qual já estava em curso desde o exercício anterior, ou seja, desde 2017.

Segundo a denúncia, a alimentação da Planilha em programa de Governo já existente era uma forma de não demonstrar quaisquer diferenciações entre as tomadas de decisões para execução de obras em todo o Estado. No entanto, a realidade era que as obras estavam sob o comando do pré-candidato João Azevêdo, não mais Secretário de Infraestrutura, mas que atuava determinando o andamento e conclusão de obras da planilha.

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POSTAGEM DE QUINTA: Amanda Rodrigues diz que rádios e TV’s são compradas por João Azevêdo

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Que a imprensa paraibana sempre foi alvo dos arroubos do ex-governador Ricardo Coutinho, isso todo mundo sabe. Agora a perpetuação do desrespeito aos veículos de comunicação ganhou força com a atual esposa de RC, a ex-secretária de finanças da Paraíba, Amanda Rodrigues, que atirou veneno nos empresários donos de veículos de imprensa no estado.

Em sua famosa postagem de quinta, nos stories, Amanda fugiu do tema questionado por um seguidor, que apontou a crise hídrica que a Paraíba enfrenta e esperava um posicionamento dela. A resposta veio em ataque aos veículos de imprensa, que segundo ela, são os que lucram com a propaganda do governador João Azevêdo.

“O governador só sabe fazer propaganda, problema é que só quem ganha com propaganda são os donos das tvs e das rádios”, postou Amanda em seus stories.

Resilientes e responsáveis, os veículos de comunicação da Paraíba seguem firmes no propósito de levar informação ao povo. Basta saber se esse discurso agressivo e ataques infundados, desnecessários e mentirosos se manterão no momento em que a corrida ao senado realmente começar e as portas precisarem ser abertas a todos que precisam chegar aos lares dos eleitores do estado.

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“INCOMPETENTE E TRAIDOR”: Longe dos holofotes, esposa de Ricardo Coutinho ataca João Azevêdo nas redes sociais

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No mesmo dia em que o Blog do BG divulgou trechos exclusivos da delação do Ex-Secretário de Saúde da Paraíba, Waldson Souza, esclarecendo como funcionava a Organização Criminosa (OrCrim) sob o comando do então governador Ricardo Coutinho, a esposa deste utilizou as redes sociais para abrir mais uma de suas “caixinhas do desabafo” e descer o sarrafo nos adversários políticos do amado.

A empresária e ex-secretária de finanças da Paraíba, Amanda Rodrigues mirou no governador João Azevêdo, chamando-o de “incompetente e traidor” e negando veementemente a possibilidade de aliança deste com RC nas eleições de 2022.

“O governador só sabe fazer propaganda, o problema é que só quem ganha com propaganda são os donos das tvs e das rádios”, postou Amanda em seus stories.

Amanda parece não ter prestado muita atenção ao trecho da delação de Waldson onde este garante que a OrCrim só obteve êxito nos desvios de recursos públicos por Ricardo contar com o apoio e trabalho de João Azevêdo. Ela “passou pano” para o depoente afirmando gostar muito de Waldson e chamando a delação de ” um ato de desespero”.

Independente do que motivou Waldson, fato é que as informações prestadas e que agora fazem parte do processo que tramita no Superior Tribunal de Justiça (STJ) são bastante reveladoras sobre os papéis de cada um e como atuavam para garantir recursos para as próprias campanhas eleitorais, além dos desvios de recursos destinados à saúde e educação do povo paraibano.

Contra fatos, há argumento, AMANDA?

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JACARÉ PRIVATIZADO: Ingresso para ver o pôr do sol em Cabedelo pode custar R$ 10 em 2023

Foto: Reprodução

O sol tem sido alvo do projeto de privatização em que o prefeito de Cabedelo Vitor Hugo quer transformar o Parque Turístico do Jacaré, em Cabedelo. O gestor afirmou que as taxas para entrar no local serão cobradas apenas a turistas, com a justificativa desproporcional de que locais como Fernando de Noronha e até o Maior Cajueiro do Mundo, cobram entrada de seus visitantes.

De acordo com Haenell Farias, secretário de Turismo da cidade, o preço do ticket para ver o pôr-do-sol mais famoso e democáritco da Paraíba, pode chegar a R$ 10.

“A reforma do parque será iniciada nos próximos dias. E essa cobrança será após as obras, para que a gente possa reverter esse valor para a manutenção do local. Em todos os lugares do mundo é cobrada alguma taxa para que seja revertida para manutenção do atrativo turístico”, disse.

De acordo com a prefeitura de Cabedelo, o Parque Turístico vai contar com amplos espaços, dois restaurantes, área de piquenique, píer, ciclovia, área de contemplação do pôr do sol e estacionamento. Além disso, terá um novo posto de informações turísticas, miniquadras esportivas, parque infantil, espaço kids, e letreiro “Eu Amo Cabedelo”.

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AUTONOMIA PARA O CRIME: Gilberto Carneiro realizava negociações ilegais com empresas, afirmou Waldson

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Responsável pela condução de toda a parte jurídica que escamoteava as operações criminosas comandadas pelo ex-governador Ricardo Coutinho, o então Procurador Geral do Estado, Gilberto Carneiro era, segundo denúncia da Procuradoria Geral da República (PGR) a qual o Blog do BG teve acesso, o interlocutor da OrCrim com membros do Poder Judiciário e do Tribunal de Contas do Estado (TCE-PB), inclusive com cooptação de membros de tais instituições.

De acordo com Waldson Souza, ex-secretário de Saúde da gestão de Ricardo Coutinho, Gilberto Carneiro atuava no núcleo administrativo da Organização Criminosa e realizava negociações ilegais com empresas e empresários que detinham relação com o Estado.

Além disso, Gilberto designava escritórios de advocacia e advogados pagos com recursos públicos para atuarem na defesa de da OrCrim, instalada no Governo, a exemplo do escritório de Marcos Villar, que advogava para a Cruz Vermelha junto ao TCE-PB, e o escritório de Yuri Simpson (casado com a sobrinha do governador e que na gestão RC atuou como Presidente do Instituto de Previdência da Paraíba) para advogar também em prol da Cruz Vermelha.

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TESTA DE FERRO: Estela Bezerra era responsável por impedir investigação da ALPB contra Ricardo, afirma Waldson

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A deputada estadual Estela Bezerra atuava no núcleo político da Organização Criminosa comandada pelo ex-governador Ricardo Coutinho não limitando-se ao papel de aliada política, mas também de pessoa que gozava da extrema confiança de RC. A denúncia foi feita pelo ex-secretário de Saúde da gestão de Ricardo Coutinho, Waldson de Souza encaminhada à Procuradoria Geral da República (PGR) no âmbito da Operação Calvário cujo documento o Blog do BG teve acesso.

Na prática, Estela tinha a função de cooptar políticos e cabos eleitorais para o PSB, partido de Ricardo na época, por meio do uso da máquina pública, sobretudo na troca de cargos comissionados por apoio político, bem como favores administrativos na estrutura governamental.

Além disso, ela tinha a incumbência de impedir procedimentos investigatórios do Poder Legislativo contra o governo, chegando a discutir e implementar estratégias juntamente com Ricardo para esvaziamentos do plenário da casa legislativa, bem como o esgotamento da capacidade regimental de instalação de comissões parlamentares de inquérito, por meio da propositura de instalação de CPIs cujo único objetivo era impedir que fossem instaurados procedimentos de investigação contra o governo.

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COMPRA DE DEPUTADOS: Verba de Gabinete era usada pela OrCrim para cooptação de parlamentares

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Gervásio Maia, deputado estadual e Presidente da Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB) no biênio 2017-2018 era o responsável pela cooptação de deputados para a base parlamentar e política, sua e do então governador Ricardo Coutinho, por meio de direcionamento de recursos de verba de gabinete. Foi o que declarou o ex-secretário de Saúde, Waldson de Souza em acordo de colaboração premiada no âmbito da Operação Calvário.

Segundo a denúncia, encaminhada à Procuradoria Geral da República (PGR) ao qual o Blog do BG teve acesso, Gervásio utilizava-se de recursos públicos da ALPB para formar sua base eleitoral para o pleito de 2018, no qual concorreu e se elegeu deputado federal. Tal prática resta claramente evidenciada por meio da contraposição dos valores liberados a título de verba de gabinete para deputados estaduais que lhe apoiavam com os valores recebidos pelos demais gabinetes além do recebimento periódico de valores repassados pela então secretária de Administração da Paraíba, Livânia Farias, por ordem de Ricardo Coutinho para fazer frente a gastos com deputados.

A eleição da mesa diretora da ALPB para os biênios 2015/2016 e 2017/2018 que teve Gervásio Maia e Adriano Galdino como presidentes não passou de um acordo político articulado por Ricardo, com o objetivo de minimizar os efeitos da oposição.

Nesse sentido, a ALPB passou a dar grande tranquilidade ao Governador Ricardo, pois havia um elevado nível de cumplicidade de ambos os presidentes com RC frente as determinações do governante. Segundo Waldson, a ALPB passou por período de enorme submissão e até relatorias de deputados para a aprovação da Lei Orçamentária Anual era realizada pelo executivo e pelo próprio ex-secretário de Saúde.

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DESTRUINDO PROVAS: Governador João Azevêdo sabia antecipadamente das incursões da Calvário, revela Waldson

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O Governador João Azevêdo foi apontado no acordo de colaboração premiada no âmbito da Operação Calvário como o responsável por, de forma efetiva, obstruir a justiça, orientando seus comparsas após a deflagração da Operação na Paraíba, no sentido de destruir provas, esconder conexões e camuflar a OrCrim.

A delação foi feita pelo ex-secretário de Saúde da gestão de Ricardo Coutinho, Waldson de Souza, em documento enviado para a Procuradoria Geral da República (PGR) ao qual o Blog do BG teve acesso.

Segundo consta no processo, João Azevêdo recebeu informações das operações e repassava aos membros da OrCrim detalhes de como ocorreria. Como exemplo, Waldson narrou a ocasião da realização de mais uma etapa da Calvário em João Pessoa, quando fora cumprido o mandado de busca e apreensão da residência de
Gilberto Carneiro.

Segundo ele, o grupo soube como iria ocorrer, pois teriam sido convocados por João Azevêdo (Waldson, Claúdia Veras, Buba Germano e Geraldo Medeiros) para uma reunião na granja no dia 29 de abril de 2019. Na oportunidade foi chamando para entrar no escritório um a um para passar as instruções e o que ocorreria, tendo sido ele exonerado por orientação do Ministério Público e informado que ocorreria uma operação do GAECO no dia seguinte ou após ao feriado do dia 1 de Maio. João Azevêdo teria deixado todos cientes que seria apenas na casa de Gilberto e que poderiam ficar tranquilos naquele momento, uma vez que ninguém iria ser preso, o que de fato ocorreu no dia seguinte, dia 30 de abril de 2019.

Enquanto João Azevêdo comandava a reunião na Granja, Ricardo Coutinho conversava com Gilberto
Carneiro sobre a necessidade da exoneração e ainda sobre o fato que ocorreria em sua residência, fato este comprovado, pois, não tinha mais nada na casa de Gilberto, já estava tudo preparado para a chegada do GAECO.

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Opinião dos leitores

  1. isso n da em nada todos sabem que eles estarão comandando junto mais a população está acordando vamos vê

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