Polêmica

ANTAGONISTA: O escândalo Braiscompany

Até 2018, Antônio Neto Ais e a sua mulher, Fabrícia Campos, empreendiam no ramo do marketing multinível, no qual empresas como i9Life, Hinode e Mary Kay repassam aos revendedores de seus produtos uma parte dos lucros obtidos. As coisas não pareciam ir muito bem para o casal na Paraíba. Segundo o Portal da Transparência, Fabrícia era beneficiária do Bolsa Família. De junho de 2014 a setembro de 2019, ela recebeu mais de 15 mil reais pelo programa social para famílias de baixa renda, numa situação que não lembra nem de longe a vida de luxo que os fundadores da Braiscompany ostentam atualmente.

A empresa fundada pelo casal em 2019 oferece ao investidor a compra de criptomoedas que serão alugadas, por no mínimo um ano, para a financeira operar no mercado. Por meio desse trade, a Braiscompany promete devolver mensalmente um rendimento de 8% a 10% para seus clientes. Para o doutor em contabilidade Felipe Amorim, que acompanha as operações da empresa desde o início, o negócio é “nebuloso”.

Foi em meio à neblina que a Braiscompany montou sete escritórios, um deles na região da Faria Lima, centro financeiro de São Paulo. A empresa possui cerca de 10 mil investidores e chegou a promover e patrocinar grandes eventos, com presença de famosos, com os ex-jogadores de futebol Ronaldinho Gaúcho e Falcão, e até servidores da Polícia Federal. Tudo ia muito bem até novembro do ano passado, quando a financeira parou de repassar os ganhos aos seus clientes.

Autointitulada “maior gestora de cripto ativos da América Latina”, a empresa culpa a corretora de criptomoedas Binance pelos problemas e pede paciência, mas não apresenta perspectivas de solução. A agitação causada pela crise interna catalisou as suspeitas que rondam a Braiscompany desde a sua fundação  Os Ministérios Públicos da Paraíba e de São Paulo apuram a possibilidade de esquema de pirâmide disfarçado de investimentos em criptomoedas.

Em entrevista exclusiva a O Antagonista, um ex-funcionário da empresa disse que apenas 5% do capital investido pelos clientes é de fato operado pela Braiscompany e que os consultores da financeira eram obrigados a investir 30% de seus próprios salários nos negócios da companhia. Segundo ele, um contrato de confidencialidade impede que os funcionários exponham esse tipo de informação.

“Muitos [funcionários] saíram porque viram que o negócio era totalmente diferente do que se noticiava na mídia. Saía mais dinheiro do que se operava. Foi quando eu comecei a ver que o negócio era errado”, conta.

Atrasos

Se as festas são de fachadas, os atrasos nos pagamentos são bem reais e, acordo com uma cliente entrevistada pela reportagem, já impactam em seu planejamento familiar e até em sua saúde. A mulher também só aceitou falar sob a condição de anonimato, por medo de sofrer retaliação da empresa e não conseguir recuperar os investimentos.

Na última terça-feira (7), o fundador da Braiscompany fez uma live para apresentar sua versão da história. “A Binance está travando saques e transferências. Ponto. Se você não acredita ou se você não quer saber ou se você não quer entender, isso não muda o fato do que está acontecendo hoje no cenário global de cripto”, argumenta. “O nosso jurídico já está trabalhando com ação judicial, mas, até sair uma sentença judicial, nós estamos falando de um período de tempo em que os meus clientes querem o seu rendimento hoje”, justifica Ais.

Procurados por O Antagonista, Antônio e Fabrícia não quiseram dar entrevista. A reportagem aguarda um posicionamento da Binance. O ex-jogador de futsal Falcão, que aparece em imagens de eventos solidários da empresa, informou por meio de sua assessoria que o atleta nunca fez publicidade e também não possui investimentos na Braiscompany. As investigações seguem em segredo de justiça.

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Polêmica

NEM A IGREJA ESCAPOU: Dono da Braiscompany já esteve no marketing multinível e fundou templo na PB

No alvo de uma grande polêmica e sob suspeita de calote milionário em investidores da Braiscompany , o empresário Antonio Neto Ais já esteve no marketing multinível e já até fundou uma igreja no Conde, no litoral sul da Paraíba: a igreja de Cristo .

No perfil do templo religioso é possível ver Antônio realizando uma das principais ordenanças dos cristãos que é o batismo, ato em que a pessoa declara publicamente que terá uma nova vida em Deus, rejeitando as práticas pecaminosas.

Confira nas imagens abaixo:

BBC: Como Campina Grande pode ter caído em golpe de milhões com criptomoedas

Segundo o advogado especialista em ativos digitais Pedro Torres, o principal serviço oferecido pela Braiscompany, o “aluguel” de criptomoedas, é proibido pelo Código Civil.

Então alguém precisa avisar ao ”pastor” que ele pode estar em pecado. E você, o que acha?

Blog do BG PB 

Opinião dos leitores

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Polêmica

POLÊMICA: Oposição e cientistas debatem proposta de aterrar praia de JP

Praias de Tambaú e Cabo Branco reúnem tradições turísticas de João Pessoa |  Paraíba | G1
A proposta de aterro das praias de João Pessoa será debatida na próxima terça-feira (14) durante uma audiência pública. O encontro ocorre no Sindicato dos Bancários, a partir das 19h. A reunião foi convocada pelo vereador Marcos Henriques (PT).

“Precisamos discutir o projeto de engorda das praias urbanas de João Pessoa recentemente divulgado pelo prefeito Cícero Lucena, Vamos debater os impactos ambientais e reflexos em nossa orla marítima”, disse o vereador.

O professor Saulo Vita, doutor em Geociências, do departamento de Geociências da UFPB, também estará participando para explicar quais os eventuais impactos ambientais que podem advir com a obra.

MaisPB

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Mundo

Site norte-americano é investigado por venda de fósseis retirados do sertão do Nordeste

Foto: Reprodução

Pelo menos 214 fósseis de insetos que viveram na época dos dinossauros, no semiárido do Nordeste, estão sendo vendidos ilegalmente, em um site norte-americano.

A denúncia foi feita pelo paleontólogo Juan Cisneros, professor e pesquisador da UFPI (Universidade Federal do Piauí). O caso está sendo investigado pelo MPF (Ministério Público Federal) no Ceará.

Caso a suspeita —de que o material tenha saído ilegalmente do país— seja comprovada, a meta é acionar a Justiça dos EUA para que ela determine a apreensão e a devolução dos fósseis ao Brasil.

Fósseis brasileiros não podem ser enviados ao exterior, já que uma lei de 1942 coloca todos eles como propriedade da União. Qualquer peça enviada após a data é considerada contrabando de material paleontológico.

Carlos Madeiro – UOL

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Polêmica

‘MURO DE CONTENÇÃO’: Barreira é montada em frente a Braiscompany em CG após crise financeira


Quem passou pelo Açude Velho, em Campina Grande, nesta sexta-feira (10/02), se surpreendeu com a barreira montada em frente a Braiscompany.

Foram colocados andaimes na portaria da financeira de Antônio Neto Ais. A barreira montada coincide com o momento de crise que atravessa a empresa.

Dono da Braiscompany começou a se desfazer de bens, afirma advogado

Ontem (10), o dono do imóvel onde funciona a Braiscompany chegou a acionar a Polícia Militar temendo uma manifestação de clientes que estão sem receber seus aluguéis de moedas digitais.

URGENTE: Dono de imóvel onde funciona Braiscompany, em Campina Grande, aciona Polícia

Com informações do MaurílioJR

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Polêmica

(VÍDEO) DEVO NÃO NEGO, MAS VIAJO: Dono da Braiscompany é flagrado em passeio na Argentina, enquanto clientes cobram pagamentos milionários

O blog do BG PB recebeu na tarde desta sexta-feira, vídeos e imagens atribuídos ao dono da Braiscompany, Antônio Neto, curtindo um passeio em família, na Argentina. Até aí tudo normal, salvo, se ele não estivesse envolvido em uma série de escândalos por falhas e atrasos de pagamentos para investidores de criptoativos.

A crise financeira se intensificou ainda mais após denúncias de um provável calote estimado em mais de R$ 600 milhões de reais para pelos menos 20 mil clientes.

Nas imagens é possível perceber que Antônio está todo de preto, com óculos escuros e boina. Especialistas em moda, dizem que uma pessoa veste conforme está se ‘sentindo’. Dependendo das combinações, a pessoa pode transmitir alegria, tristeza ou insegurança. Pelo visto, o ‘look’ de Neto, apesar de estar em viagem, parece até de alguém que quer passar despercebido pelas ruas argentinas. Por que será?

Blog do BG PB

 

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Polêmica

PRECONCEITO: Polícia Civil conclui investigação de noiva de jogador do Botafogo-PB após deboche contra paraibanos; confira inquérito

Drica Barbosa, namorada de jogador do Botafogo-PB é acusada de xenofobia
A Polícia Civil da Paraíba concluiu o inquérito que investiga Drica Barbosa pelo crime de xenofobia. Um vídeo publicado nas redes sociais da noiva do zagueiro Léo Campos, do Botafogo-PB, viralizou no dia 25 de janeiro. A catarinense debochou da experiência de morar em João Pessoa ao dizer que acha o sotaque “fofo, mas chega uma hora que irrita”. Drica também reclamou da “mania” do paraibano de arrastar o chinelo.

De acordo com o delegado Marcelo Falcone, responsável pelo caso, Drica Barbosa foi autuada por racismo xenofóbico, por ter ridicularizado o sotaque dos paraibanos. O caso já foi enviado ao Ministério Público da Paraíba.

Em um vídeo, Adriana, que é conhecida como Drica, ridicularizou o sotaque e costumes. “Sabe aquela pessoa que fica na sua frente “oxe! Olha esse preço, quê que você acha, devo levar ou não devo”. Aí a pessoa arrasta o chinelo o tempo inteiro, o tempo todo era gente arrastando chinelo e eu encarando a pessoa. A pessoa vai sozinha no mercado, não tem com quem ir para debochar”.

Na delegacia, Drica alegou não houve intenção e falou por brincadeira. O vídeo, que é considerado uma prova, foi analisado pelo Instituto de Polícia Científica (IPC).

Após a repercussão, o jogador do Botafogo gravou um vídeo pedindo desculpas pela ofensa da esposa. “Foi uma brincadeira sem maldade nenhuma, só que, infelizmente, algumas palavras as pessoas estão entendendo errado. A cidade é maravilhosa, vocês são maravilhosos, na forma que receberam a gente, a minha família estão vindo para conhecer a cidade, cidade muito linda. Gostaria de pedir desculpas por ela, que a perdoasse também, ninguém tem maldade nenhuma e pedir para que vocês possam apoiar e não criticar”, disse Léo Campos.

Drica Barbosa também pediu desculpas e disse que “as vezes a gente brinca, comediantes brincam, mas peço desculpas, não tiro a razão de vocês.

Blog do BG PB com t5

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Polêmica

Ex-funcionário da Braiscompany diz que não tinha trabalho: “tinha que fingir”

Dono da Braiscompany não aparece em live para comprovar que fundos estão presos na Binance - Livecoins
Um ex-funcionário da empresa Braiscompany, que trabalhou no setor desenvolvimento, declarou que a experiência com a empresa não foi nada boa, visto que os produtos ofertados eram irreais.

Para se dizer uma empresa de alta tecnologia, além das criptomoedas, a Braiscompany dizia pesquisar inovações.

Em publicações pelas redes sociais, empreendimentos com drones para entregar papel, patinetes elétricos, entre outras mais apareciam para os clientes. O clima, pelo menos fora da empresa, passava a imagem de uma empresa de sucesso que sabia como inovar e empreender no Brasil.

Dentro do negócio, contudo, os desenvolvedores tinham que fingir terem trabalho e frequentar reuniões de coach.

Um funcionário antigo da Braiscompany desabafou sobre o clima na empresa.

Segundo a fonte, que preferiu não se identificar, a Braiscompany apresentava novos produtos aos investidores a cada dez dias em publicações. No entanto, dentro da empresa os desenvolvedores não estavam realmente criado soluções, mas frequentando reuniões de coach.

Um dos casos citados por ele envolve um possível serviço de entrega de documentos com uso de drones, que ainda estava em fase de pesquisa pelos desenvolvedores. Enquanto isso, a Braiscompany já divulgava imagens com drones em redes sociais. O projeto, entretanto, nunca saiu do papel.

Ou seja, enquanto os investidores acreditavam investir em um negócio sólido de inovação e locação de criptomoedas, de fato aportavam em uma empresa que não tinha planos concretos no mercado.

Blog do BG PB com LiveCoins

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Polêmica

Braiscompany compra matéria para atacar Binance

Imagem
A empresa Braiscompany, com sede na Paraíba e São Paulo, comprou uma matéria paga em um portal para atacar a corretora Binance antes de seu fundador, Antônio Neto Ais, participar de uma live com clientes na última terça-feira (7).

As informações sobre o caso fizeram parte da apuração do jornalista Cógenes Lira, que divulgou a investigação por meio de seu Twitter.

De acordo com ele, Antônio Neto preparou o cenário para participar da nova live com clientes. Muitos investidores da Braiscompany lamentaram que a explicação nova não trouxe novas informações, assim como limitava os comentários de clientes.

 

Segundo Cógenes Lira, a preparação do cenário por Antônio Neto criou um álibi para que na live ele pudesse novamente atacar a Binance.

Assim, ele comprou uma matéria, em ele o próprio Antônio Neto diz que a corretora trava saques, na Band News. A publicação ocorreu dois dias antes da live com os clientes, que acabou sendo uma forma de convidar os investidores.

A nova live, contudo, não apresentou muitas informações concretas, apenas reforçou o que Ais vinha falando no passado. Ou seja, não há um cronograma de pagamentos e saques aos clientes, que tiveram que assistir a mais um show frustrante.

Ao analisar a matéria comprada, o jornalista da Paraíba lembrou que quem assina o conteúdo é uma assessoria de longa data da Braiscompany.

Livecoins

 

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Polêmica

“Eles mentem”, diz influencer após notificar Braiscompany em processo

O economista e influencer financeiro Tiago Reis, criador da casa de análises Suno Research, se defendeu em um tweet nesta quinta-feira (09) de críticas que, segundo ele, vinha sofrendo de funcionários da Braiscompany, porque teria perdido um processo contra a empresa – algo que ele nega.

“Hoje notificamos a Brais Company”, disse Reis no início da publicação.
A suposta empresa de investimentos em criptomoedas foi tachada por ele como golpe há cerca de dois anos, mas detalhes sobre processos nunca foram revelados.

O post continua: “Seus funcionários têm mentido que eu perdi um processo para eles. Isso não condiz com a realidade. De toda forma, não irei pedir indenização. Mesmo porque não acredito que irei receber nada”.

Reis concluiu afirmando que vai falar mais sobre o assunto ao longo dos próximos dias.

A Braiscompany vem sendo pressionada por seus clientes pela falta de pagamentos há pelo menos dois meses,quando deixou de pagar os supostos rendimentos das criptomoedas alocadas no negócio.

PortaldoBitcoin

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