Polêmica

Além de Popó, cantor paraibano ingressa com ação contra Braiscompany

Além do ex-lutador de boxe Popó, outra celebridade acionou a Justiça para tentar recuperar o investimento aplicado na Braiscompany. O cantor e poeta campinense Fabiano Guimarães ingressou com uma ação na 4ª Vara Cível de Campina Grande.

A Justiça, no entanto, aguarda que Fabiano pague as custas processuais para continuar com a ação.

+Caso Braiscompany: Boxeador Popó é mais um a entrar na fila da Justiça

A exemplo de Popó, Guimarães chegou a prestar apoio a Antônio Neto Ais no início da crise da Braiscompany. Na época, a situação foi exposta pelo humorista Lucas Veloso, mas vários artistas ficaram do lado de Ais.

Guimarães chegou a tocar na festa promovida pela Braiscompany aos funcionários, em um bar de João Pessoa, em janeiro.

Blog do BG PB com MaurílioJR

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Polêmica

Turista denuncia fraude do Hotel Urbano em João Pessoa: “não havia nenhuma reserva no hotel”

aniversario de joao pessoa pag.capa cad.extra francisco franca 320229 - INÍCIO DE OBRAS: Grupo ANPAR quita arrematação do Hotel Tambaú e inicia processo de reforma do prédio

Um casal de turistas mineiros denunciou um golpe sofrido após comprar um pacote de viagem para João Pessoa, pelo Hotel Urbano. De acordo com o vídeo do visitante Rodrigo Salviano, de Camanducaia, sul de Minas Gerais, o pacote com hospedagem e passagem aérea estava pago desde 2021, mas ao chegar no hotel Ambassador, no bairro de Tambaú, nesta segunda-feira (22), foi informado que não havia reserva.

“Compramos um pacote do Hotel Urbano em 2021, de São Paulo para João Pessoa. Saímos hoje de São Paulo, viemos pela empresa Latam. Chegando no hotel, formos informados que não havia nenhuma reserva, que o Hotel Urbano não teria pago para o hotel”, relatou Rodrigo.

Assustado e sem saber o que fazer com a situação, o mineiro disse que ligou para a polícia. “A PM foi muito solícita, apareceu no local, tentou ver o que poderia proceder, qual a melhor maneira… e acontece que eu vou ter que pagar por conta própria e caí no golpe do Hotel Urbano. Tá aqui a hospedagem, foi pago tudo em 2021, tudo certinho. Tinham três diárias aqui”, lamentou. Segundo Rodrigo, o hotel ofereceu um desconto de R$30 em cada diária e eles resolveram ficar hospedados.

 

Caso o Hotel Urbano não resolva a situação até o fim da reserva, marcada para o dia 25 de maio, ele vai acionar a justiça. ” Vou acionar a justiça para pedir de volta o valor que paguei no pacote e pedir danos morais pela humilhação e desgaste sofridos”, disse.

O Hotel Urbano tem passado por uma crise sem precedentes e enfrenta uma série de denúncias, após inúmeros cancelamentos de pacotes de viagem dos hotéis e pousadas parceiros, por falta de repasse do pagamento das reservas. No final do mês de abril, o fundador da empresa, João Ricardo Mendes, renunciou ao cargo após a divulgação de vídeos dele ameaçando e expondo dados de clientes da empresa.

Até o momento o Hotel Urbano e o hotel Amabassador, não se pronunciaram sobre o assunto.

Com clickPB

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Polêmica

Brasil tem média de 183 casos de desaparecimento por dia

O Brasil teve mais de 200 mil desaparecidos de 2019 a 2021, segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública. Em média, a cada dia, 183 pessoas desaparecem no país. É como se um avião sumisse do radar diariamente. Na outra ponta dessas estatísticas, 112 mil pessoas foram encontradas neste período. Mas e as outras?

Em reportagem veiculada pelo Fantástico, no último domingo (21), as histórias das famílias que aguardam por uma notícia foram mostrados. Leia relatos abaixo.

Thainá Russo

Grávida de dois meses, foi vista pela última vez na casa do namorado.

Ele disse que ela pegou um carro por aplicativo e sumiu para “dar um susto na família”, nas suas palavras, segundo contou a delegada que investiga o caso ao Fantástico.

A placa do carro do namorado foi identificada na região da Serra da Cantareira, onde é comum criminosos ocultarem corpos. A casa do suspeito foi encontrada limpa e sem lixo. O namorado de Thayná foi preso temporariamente. Ao Fantástico, o advogado do suspeito nega que o cliente tenha envolvimento com o desaparecimento da jovem.

Luiz Felipe dos Santos Machado

O pequeno despareceu enquanto brincava na porta de casa, em junho de 2017. O pai havia saído por 15 minutos e a mãe estava em casa fazendo serviços domésticos. A família vivia em Têlemaco Borba, uma cidade 80 mil habitantes no interior do Paraná.

No dia seguinte ao desaparecimento de Luiz Felipe, a polícia da capital fez buscas com cães farejadores. O Paraná tem a única delegacia do país especializada na busca de crianças desaparecidas. Seis anos depois, a polícia trabalha com uma imagem projetada de como a criança deve ser hoje, aos oito anos, para continuar procurando.

“É um pedaço da gente. E esse pedacinho está faltando. Quando morre, você vai lá e enterra, a pessoa descansou, você sabe que nunca mais vai ver ela”, disse Lucimara, a mãe. “E a gente não tem pista, não tem notícia, não tem nada.”

Jerônimo Amorim Oliveira

Em 2019, quando o pai descobriu que o filho estava usando drogas, pediu para que ele saísse para andar de bicicleta para espairecer. “Era fim de tarde. A gente teve uma longa conversa, eu, ele e o irmão dele”, lembra Tenisson, o pai. “Passou cinco horas, seis horas e ele não retornou. Aí, acendeu uma luz vermelha.”

O filho de Tenisson tem depressão. A bicicleta de Jerônimo foi localizada por um ciclista. A polícia procurou pelo jovem por três dias em uma área de mata próxima da casa da família. O pai recebeu uma mensagem de que o filho havia sido visto na rodoviária de Brasília. Uma senhora que o reconheceu relatou para a família ter visto a tatuagem de coração que Jerônimo tem no peito.

Angustiado, Tenisson viajou o Brasil em busca do filho.

“Fui em São Paulo, na cracolândia. Tocantins, Bahia, eu fui. Fui em Goiânia e apresentei a foto do meu filho e a ocorrência. Puxaram no sistema, mas não tinha nada, não constava [como desaparecido].”

A busca por Jerônimo foi encerrada sem sucesso há dois anos.

G1

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Polêmica

Botafogo-PB proíbe acesso de repórter à sede do clube; Emissora emite comunicado

Atacado em março por dirigentes do Botafogo-PB após partida do Campeonato Paraibano, o repórter Fábio Hermano, da CBN, voltou a ser alvo do clube pessoense, no último fim de semana. Ele acabou proibido, nesta segunda-feira (22), de entrar na Maravilha do Contorno.

Hermano foi impedido pelo vice-presidente de futebol do Botafogo-PB, Afonso Guedes, de fazer uma foto do goleiro Mota, que havia sentido uma lesão durante o aquecimento para o jogo contra o Pousa Alegre-MG pela Série C e fora vetado pelo departamento médico. O dirigente alegou, na hora, que isso “traria vantagem para o adversário”.

Hermano manifestou sua indignação no ar, ainda na pré-jornada da Rádio CBN, e teve a solidariedade de companheiros de equipe e também de torcedores.

Por meio de nota, a Rede Paraíba reagiu: “A Rede Paraíba não aceita o papel de subserviência que o clube parece exigir, e informa que se pauta nos princípios balizadores da informação, sempre tendo como norte os interesses da sociedade e, em especial, dos torcedores paraibanos.”

A ação da diretoria do Botafogo-PB mais uma vez ofusca o desempenho da equipe em campo. Neste início de Série C, o clube conquistou duas vitórias e dois empates, mantendo a invencibilidade na competição.

Com MaurilioJR

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Polêmica

Governo da Paraíba condena ataques racistas a Vinicius Jr

O Governo da Paraíba, através da Secretaria de Estado da Mulher e da Diversidade Humana (Semdh), se manifestou sobre o caso de racismo envolvendo ataques ao jogador brasileiro Vinicius Junior, numa partida contra o Valencia, no Campeonato Espanhol. Nota é assinada pela secretária de Estado, Lídia Moura.

“O racismo tem várias faces e todas são cruéis e puro horror. O episódio contra o craque Vinicius Jr reflete bem essa dura realidade. Os racistas foram amparados com mais racismo. Expulso, Vini Jr ainda foi atacado pelo Presidente da La Liga, órgão que rege o futebol espanhol, que ao invés de pedir desculpas, tomar providências optou por, mais um vez, ignorar os fatos e reduzir o jogador a um sujeito mal informado, estereotipando de modo racista, o brasileiro”, inicia a nota.

A pasta então gera uma reflexão e pede reação da sociedade. “Assim é o racismo. E se é assim com uma celebridade, diante dos olhos do mundo, na poderosa liga Espanhola de Futebol, transmitida ao vivo e em cores, como será nas periferias, nos rincões em que a juventude negra enfrenta todos os dias o racismo? É ainda pior. Seja contra o talentoso Vini Jr ou contra os demais jovens da nação brasileira, esse horror é inaceitável e precisamos reagir”, seguiu.

A Semdh então finaliza apontando que é necessário atitudes antirracistas e defende a punição exemplar a quem cometer o crime de racismo.
PBJá

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Polêmica

Desempregado, sem dinheiro e ameaçado: ex-segurança da Braiscompany conta drama após golpe milionário

renatodiniz.com: EX-SEGURANÇA DE CASAL DA BRAISCOMPANY CONTA “O QUE SÓ ELE SABE” EM ENTREVISTA

Ismael Lira, ex-segurança da Braiscompany, que revelou em entrevista vários acontecimentos que presenciou enquanto trabalhava na empresa, lamenta que após a crise na empresa está desempregado, sem dinheiro e ameaçado.

Lira conta que na ocasião da primeira ação da Polícia Federal contra a Braiscompany, ele foi comunicado através de uma pessoa próxima de Ais sobre o seu distrato e que ele receberia todos os seus direitos mediante assinatura de contrato que previa uma multa de R$ 1 milhão.

“Nunca mais eu poderia falar o nome da Braiscompany nem fazer essas denúncias”, disse Lira, que atualmente passa por “um grande aperto financeiro” por causa da situação.

O ex-funcionário afirma que, enquanto trabalhava na Braiscompany, passou por várias mudanças de horário de trabalho, inclusive fazendo plantões de 24 e 48 horas, mas que nunca recebeu adicional noturno previsto em lei.

Ele trabalhou para a empresa pouco mais de um ano, sendo quatro meses em São Paulo, quando morou com os patrões e, portanto, os acompanhou 24 horas por dia. Ele deixou a empresa em junho do ano passado.

Além dos prejuízos relatados, Lira disse que também recebeu ameaças e que já relatou às autoridades — tanto a PF quanto a Polícia Civil da Paraíba.

“Estou recebendo várias ameaças de morte, dizendo que vão me matar — que sabem onde eu moro”, disse ele à reportagem.

Os donos da Braiscompany também são alvos de ameaças de clientes envolvidos em atividades criminosas, contou Lira. “O envolvimento do PCC e outras facções… Quem tinha dinheiro queria botar…uma empresa pagando de 7% a 8% todo mês. Fiquei sabendo que várias pessoas em Campina Grande — do crime, agiotas e várias pessoas perigosas — já mandaram recado para Ais, de que se encontrarem ele, não será bom se ele não pagar”, disse Lira.

Entenda o caso Braiscompany

Em fevereiro deste ano, a PF deflagrou a operação Halving, a primeira contra a Braiscompany, empresa acusada de funcionar como uma pirâmide financeira através de um serviço de “aluguel de criptomoedas” e que havia parado de pagar os clientes em dezembro do ano passado.

Depois vieram outras duas operações da PF, como a ‘Select’ em abril, e ‘Select II’ em maio, ambas desdobramento da Operação Halving.

Antônio Neto Ais e Fabrícia Campos, estão foragidos desde então, embora haja boatos que tenham passado por Buenos Aires, na Argentina. Eles são acusados de cinco crimes e a justiça já decretou prisão preventiva.

Em março, Ais reapareceu no Instagram e disse que a responsabilidade pelo colapso da Braiscompany era toda sua, mas justificou a quebra da Brais ocorreu por conta da queda do mercado cripto.

PortalBitCoin

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Polêmica

Ex-segurança da Braiscompany revela mais bastidores da pirâmide de R$ 2 bilhões: “Enganaram todo mundo”

Ismael Lira, ex-funcionário da Braiscompany,posa para foto.

A Braiscompany era faminta por clientes e não se importava se “era uma pessoa morrendo de câncer, o maior criminoso ou o maior juiz do Brasil”. A afirmação é do campinense Ismael Lira, ex-segurança da Braiscompany, que revelou em entrevista vários acontecimentos que presenciou enquanto trabalhava na empresa.

Controlada pelo casal Antônio Neto Ais e Fabrícia Campos, a Braiscompany tem sido alvo constante de ações da Polícia Federal, que investiga tanto o paradeiro do casal foragido quanto o sumiço do dinheiro dos clientes. Dados atualizados da PF estimam que o prejuízo deixado pelo esquema da Braiscompany está em torno de R$ 2 bilhões.

O casal fugiu porque já “está acostumado em dar golpe e participar de pirâmide financeira”, disse Lira na entrevista. Ele se absteve de responder algumas perguntas dado a um processo que corre em segredo de Justiça. Lira é uma das testemunhas que já foram ouvidas pelas autoridades.

Fuga do casal Braiscompany

Lira disse que previu a fuga do casal quando percebeu que tudo estava sendo vendido e se deu conta que também seria uma das vítimas do negócio fraudulento que prometia altos retornos mensais, chamado internamente de ‘locação de ativos’.

Esse tipo de oferta se tornou comum em esquemas de pirâmide, onde golpistas alegam que os rendimentos vêm de operações no mercado cripto.

Quando as operações da Brais se tornaram insustentáveis, seus líderes fugiram, assim como aqueles que estavam por trás da Atlas Quantum, MidasTrend, Unick Forex, DD Corporation, Indeal, dentre tantos outros golpes cripto famosos no Brasil.

“Eles fugiram porque já tinha tudo premeditado”, disse Lira. “Quando eles mudaram aqueles contratos de locação de criptomoedas de R$ 1 mil, que antes eram de R$ 6 mil, na hora eu disse lá em casa: ‘me ferrei, perdi meu dinheiro’”.

Lira acompanhou praticamente toda a movimentação de Ais e Fabrícia, já que ele também era motorista do casal, mesmo sendo contratado como segurança patrimonial. Ele presenciou, por exemplo, tudo ser vendido às pressas antes do golpe final, que culminou no sumiço do casal e numa dívida bilionária com os clientes.

Em dezembro do ano passado, na mesma época em que a Braiscompany parou de pagar os clientes, Antônio Ais vendeu às pressas uma mansão por R$ 12,5 milhões, um valor menor ao estimado para o imóvel de R$ 15 milhões.

Em suas publicações no Instagram, Lira faz vídeos ironizando o ex-patrão. Por meio do perfil, ele também demonstra orgulho da profissão de segurança. Na Braiscompany, no entanto, ele era muito mais do que isso:

“Eu era motorista, segurança, porteiro, lavava carro, cuidava de cachorro, levava menino para a escola, mandava emplacar carro, comprava passagens aéreas…”.

O café da manhã, disse Lira, era de sua responsabilidade comprar os produtos, que davam em torno de R$ 200 por dia. O valor era repassado em sua conta bancária via Pix.

Ele disse que começou a prestar seus serviços de segurança como freelancer para a Braiscompany quando Ais viajava para São Paulo, na época das desavenças entre o empresário com o criador da casa de análises Suno Research, Tiago Reis.

No final de 2020, Reis foi um dos primeiros a classificar a Braiscompany como pirâmide financeira, cujo discurso foi reforçado pelo polêmico influencer Raiam Santos.

Depois de um tempo como freelancer, Lira foi contratado como segurança patrimonial para trabalhar na matriz da Braiscompany, em Campina Grande, na Paraíba. O salário acordado foi de R$ 2.500 por mês. No entanto, não demorou muito para ele ter uma surpresa.

“Quando eles me entregaram a carteira [de trabalho] estava assinada com salário mínimo”, disse ele. Quando reclamou, disseram a ele que era daquela forma que eles trabalhavam e que a diferença seria paga em criptomoedas. Daquela forma, ele diz que recebia parte do pagamento em real em conta bancária e o complemento em Bitcoin e XRP via departamento financeiro.

Lira disse que teve que mentir sobre a modalidade da sua conta bancária para fugir de possíveis interesses por parte da empresa para movimentar dinheiro. Quando lhe perguntaram, ele disse que era “conta-salário”, ou seja, um tipo de conta simples e bastante limitada.

“Nunca me envolvi nessa parte não [de movimentar fundos da Braiscompany]. Graças a Deus que eu sabia que não era certo”.

Lira relata que conversava com Ais e Fabrícia somente o necessário, como parte do seu trabalho, porém, como motorista, ficou sabendo de muitas coisas que se passavam na Braiscompany ao ouvir as conversas do casal durante as viagens.

Festa dos R$ 3 milhões

De acordo com o ex-funcionário, no final de 2021, Ais fez uma festa em um salão que fica na saída de Campina Grande, onde participaram cerca de 30 funcionários que estavam no negócio desde o começo. No evento, Ais teria presenteado cada um deles com R$ 100 mil. “Deu em torno de R$ 3 milhões”, afirmou.

Mas nem tudo era ‘festa’. Segundo Lira, mensalmente eram descontados 30% do salário de “consultores” para serem aportados na empresa.

Outro ponto, ressaltou ele, é que havia uma grande pressão sobre os traders, “que não podiam falar sobre operação”, pois se o fizessem, seriam multados em R$ 1 milhão. Além disso, caso saíssem da empresa, “não podiam operar para ninguém durante um período de cinco anos porque responderíam processo”.

Portanto, segundo os relatos, a Brais “mordia e assoprava”, já que precisava da constante entrada de ativos para que o esquema continuasse funcionando. Então aceitava pagamentos de todas as formas, de carro a lancha; Lira viu boa parte dessas entradas, afirmando, porém, que nunca presenciou alguém levando dinheiro vivo.

“Clientes levando dinheiro em espécie eu nunca vi, mas lanchas, jet ski, casas de praia, casa daqui de Campina Grande, carros luxuosos — Jaguar, Porsche, Land Rover, Hilux, SW4, todo tipo de carro eu já vi. Já fui buscar, deixar na mansão dele cegonha [carreta de dois andares]’ cheia. Geralmente era eu que fazia”, descreveu.

Ele diz que dinheiro vivo mesmo servia para esconder da Receita Federal os gastos do casal no exterior. Lira disse que depois de uma ida de carro ao Paraguai, o casal gastou “de um a dois milhões” em compras — “óculos do metaverso, celulares, computadores, iPads”— e deixou a ‘parte ruim’ para ele e outro funcionário cuidar.

“Ele fez a gente trazer uma Land Rover lotada de tecnologia sem nota fiscal”, disse ele, afirmando que o casal retornou de avião. Ele garante que só descobriram no meio do caminho que os produtos estavam no carro.

PortalBitcoin

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Polêmica

Braiscompany alega não ter dinheiro e pede gratuidade de custas à Justiça após ser alvo de mais de 3,5 mil processos

PF mira gerentes da Braiscompany em nova operação - Livecoins
Investigada por calote que deve ultrapassar R$ 500 milhões, a Braiscompany vem sendo processada por mais de 3,5 mil clientes apenas na Justiça paraibana. A empresa vem recorrendo de decisões condenatórias no Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB) e alegando falta de dinheiro, pedindo gratuidade em custas processuais para se defender.

A informação  foi divulgada nesse sábado (20) pelo advogado Gustavo Rabay, que defende vítimas da Braiscompany. Segundo Gustavo, a Justiça paraibana começou a proferir as primeiras decisões sobre restituição de valores e a Braiscompany vem recorrendo apenas para protelar os pagamentos.

“A Justiça começa a proferir os primeiros pedidos de restituições de valores dos clientes lesados e a Braiscompany está recorrendo sem contestar a condenação, mas visando apenas a correção monetária e não estão contestando os valores devidos aos consumidores. Recorrendo por recorrer”, disse o advogado nas suas redes sociais.

Gustavo informou que a Justiça vem julgando os recursos da empresa como “prejudicados”, ou seja, estão sendo arquivados. A motivação é o pedido da Braiscompany sobre gratuidade das custas processuais.

“Os recursos estão sendo julgados como prejudicados, ou seja, arquivados, porque eles não estão recolhendo pagamento de custas e estão pedindo gratuidade judiciária. Estão dizendo que não tem dinheiro para pagar as custas processuais para se defenderem. Resta aguardar o trânsito em julgado”, argumentou o advogado.

A Braiscompany, de propriedade de Antônio e Fabrícia Ais, é suspeita de praticar um esquema de pirâmide financeira e causar um prejuízo calculado em mais  de R$ 500 milhões a milhares de investidores.

A empresa foi alvo de diversos mandados de busca e apreensão no âmbito das Operações Halving e Select. Contra o casal existem mandados de prisão, mas eles conseguiram fugir da polícia e são considerados foragidos.

Clickpb

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Polêmica

Sede da Braiscompany está desocupada e disponível para aluguel após golpe milionário; confira valor

Após o escândalo de golpe envolvendo os donos da Braiscompany, o prédio onde funcionava a empresa, em Campina Grande, foi desocupado e uma imobiliária da cidade já está disponibilizando o espaço para se alugado.

O imóvel fica às margens do Açude Velho e foi a primeira sede da empresa. O prédio também foi alvo da operação da Polícia Federal durante as operações realizadas para investigar o golpe milionário aplicado por Antônio Neto Ais e Fabrícia Campos, que continuam foragidos.

O valor mensal pelo aluguel gira em torno de R$ 35 mil e está sendo tratado com a LS Imobiliária.

Desde o final do ano passado, começaram a surgir denúncias sobre problemas no recebimento de dinheiro dos clientes da empresa de criptomoedas paraibana, Braiscompany.

O promotor Romualdo Tadeu de Araújo Dias, diretor-geral do Programa de Proteção e Defesa do Consumidor do Ministério Público do Estado da Paraíba (MP-Procon), revelou que o órgão recebeu, em um mês, 3,3 mil denúncias contra a Braiscompany. A esses investidores, a empresa casou um calote de R$ 250 milhões.

Blog do BG PB com Clickp

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Polêmica

Caso Braiscompany: Boxeador Popó é mais um a entrar na fila da Justiça

O trader ao lado do ex-pugilista Popó: suspeito de fraude ostenta fotos com celebridades em suas redes sociais  — Foto: Reprodução

 

O Brasileiro que mais conquistou títulos mundiais na história do boxe, Acelino de Freitas, o Popó, acionou a Justiça contra a Braiscompany e seus sócios Antônio Neto Ais e Fabrícia Campos.

Popó foi uma das celebridades que investiram pesado na financeira de Campina Grande — mais de R$ 1 milhão aplicados na empresa do popular ‘Toin’. O ex-lutador chegou a declarar apoio e confiança em Ais no início da crise da Braiscompany.

Acelino de Freitas entrou primeiro com um processo na Justiça da Bahia, mas uma juíza apontou ausência de competência para julgar o caso. A situação de Popó está agora na 8ª Vara Cível de Campina Grande. Além de Ais e Fabrícia, Popó também está processando o consultor da Braiscompany, Vilton Lins, além da Columbia Investimentos.

Com MaurílioJR

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