Polêmica

Foragido, Antônio Neto, da Braiscompany, pode ser convocado em CPI de criptomoedas no Senado; entenda

Desde o anúncio da criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar esquemas de pirâmides financeiras são grandes as expectativas para o Senado Federal convoque o paraibano Antônio Neto, da Braiscompany, para dar explicações sobre o rombo bilionário que a empresa tem sido acusada por diversos clientes e alvo de uma ação da Polícia Federal (PF).

Caso ocorra a convocação, esta não seria a primeira participação de Antônio Neto no Senado.

Em dezembro de 2021,  Ais, hoje considerado um foragido devido a crimes contra sistema financeiro, participou de audiência pública da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) sobre projetos de leis relativos a criptomoedas.

Na época, ele foi apresentado como empresário e ‘especialista em blockchain’ e chegou a discursar sobre o tema por mais de cinco minutos .

Entre os pontos apresentados ao longo do discurso, esteve a regulamentação de tal mercado com medidas, segundo Ais, de modernização. “Este mercado esta acontecendo, está movimentando muito valor e tem como ser acompanhado na sua compra e na sua liquidez” disse em trecho do discurso. Na época ele se colocou “a total disposição” para “traçar a regulamentação do mercado”.

Mais de 90 dias foragido

Antônio Neto está sendo procurado pela Polícia Federal há mais de 90 dias. Contra ele e sua esposa, Fabrícia Ais, a principal acusação é de um rombo de R$ 2 bilhões, por meio de um suposto esquema de pirâmide financeira levantado com a empresa BraisCompany. O Ministério Público da Paraíba contabilizou até o momento mais de 3 mil processos envolvendo a dupla AIS.

Clientes alegam, em sua maioria, terem investido altos valores e não ter dito qualquer parcela dos retornos financeiros prometidos pela empresa. Segundo apurou a reportagem, investigações dos órgãos responsáveis apontam que grande parte dos investimentos dos clientes iriam para as contas próprias de Antônio Neto e Fabrícia e não para a da empresa.

clickPB 

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Polêmica

Sobram carros e faltam ciclovias em João Pessoa

Quilômetros de avenidas em todos os lados de João Pessoa ficam cada vez mais congestionados. Sobram veículos e falta paciência para os condutores. Atualmente, 304 mil carros e 142 mil motocicletas atravessam a cidade, conforme dados do Detran-PB (Departamento Estadual de Trânsito da Paraíba). Quem busca um transporte rápido, limpo e econômico, como a bicicleta, não encontra facilidade para trafegar. Pouco mais de 100 quilômetros de ciclovias e ciclofaixas atravessam uma parte privilegiada da capital paraibana.

São poucas as vias que incentivam o uso de bicicletas e aumentam a sensação de segurança dos ciclistas. Os espaços que existem não alcançam os bairros mais pobres da cidade e estão distantes de serem suficientes. Em João Pessoa, a mais recente ciclofaixa foi inaugurada há dois anos.

A bicicleta evita congestionamentos, ruídos e poluição, mas essas vantagens estão longe de substituir as preferências de algumas pessoas. As razões para isso são muitas e entre elas está a falta de estrutura.

“Se você investe em ciclovias, você terá mais pessoas pedalando. Hoje, se não tem muita gente pedalando, é porque a maioria não se sente segura”, pontuou o representante da União de Ciclistas do Brasil, Felipe Alves.

Segundo ele, diferente dos investimentos em rodovias, destinar recursos para a construção de ciclovias traz benefícios para a cidade. “Existem algumas pesquisas sobre o retorno de investimento em ciclovia para a sociedade e, em geral, elas indicam que para cada quilômetro que uma pessoa dirige, a cidade subsidia um certo valor. Já para cada quilômetro que a pessoa pedala, há um retorno do investimento para a cidade, seja em saúde ou meio ambiente”, disse.

Para Felipe, é fundamental que a sociedade tenha voz ativa e questione o poder público sobre os investimentos para o deslocamento de carros, motos e caminhões e, principalmente, de bicicletas.

A geógrafa e professora da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) Andréa Porto disse que tornar João Pessoa uma cidade ciclável é possível – e necessário. “É preciso fazer o que as cidades que são cicláveis hoje fizeram um dia: implementar infraestrutura cicloviária e mobiliário urbano de suporte, criar normas sociais e cenário cultural favorável à bicicleta. E o principal, investir em infraestruturas para carros”.

Em João Pessoa, conforme a Superintendência de Mobilidade Urbana (Semob-JP), a mais recente obra de construção de ciclofaixa foi entregue há dois anos. A via exclusiva para ciclistas foi implantada na rodovia PB-008, entre a entrada do bairro do Seixas até o Centro de Convenções.

T5

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Polêmica

Empresário que assassinou garçom por dívida de R$100 é tio de Fabrícia Ais, da Braiscompany

Há uma semana, Francisco de Assis, apontado como dono do Castelo Spetus, é o principal suspeito de assassinar o jovem garçom Willian Hudson Pereira Granjeiro, de 21 anos, com um tiro no peito.

O crime aconteceu por conta de uma cobrança de uma dívida no valor de R$100,00 referente a alguns dias trabalhados pelo garçom, e que o empresário não queria pagar.

Desde então o assassino está foragido.

Um detalhe: Francisco é tio da dona da Braiscompany, Fabrícia Ais que também está foragida no âmbito da Operação Halving da Polícia Federal. Ela e o marido são acusados de dar o maior golpe no formato pirâmide da história de Campina Grande, deixando milhares de vitimas.

Além disso denúncias anônimas apontam que o bar pertencia a Antonio Neto Ais e que toda a gestão de RH da empresa era feira dentro da Braiscompany.

O bar e petiscaria tiveram os portões chumbados e mesas retiradas do local esta semana.

Blog do BG PB com NotíciaCertaPB

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Polêmica

AeC enfrenta ação trabalhista e gera temor de demissões em massa em Campina Grande

Ex-atendente da Claro será indenizado por ter cinco minutos por dia para ir  ao banheiro - InfoMoney
O julgamento da Ação Civil Pública ingressada pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) contra a empresa AeC, maior empregador com carteira assinada de Campina Grande, deverá acontecer na próxima semana e, por isso, voltam à tona as preocupações com a possível perda de cerca de 10 mil postos de trabalho na região, e também com os impactos sociais e econômicos caso uma decisão contrária à empresa fique definida.

A expectativa com relação ao julgamento desta Ação Civil, questionando alguns termos do Acordo Coletivo firmado com o Sindicato dos Trabalhadores em Telecomunicações do Estado da Paraíba – SINTEL, tem assombrado autoridades locais diante dos riscos inerentes envolvidos e a real possibilidade de migração dos postos de trabalho da AeC em Campina Grande para outras localidades onde a empresa já tem operações, como Rio Grande do Norte, Alagoas e Ceará.

A situação é grave e expõe não apenas a possibilidade de desemprego em massa, como também o impacto para as famílias dos trabalhadores que poderão ser afetados, com efeitos sociais devastadores, pois poderão ser 10 mil desempregados, 10 mil famílias com renda comprometida ou cortada, menos 10 mil famílias consumindo e pagando impostos, ou seja, consequências imensuráveis que dizem respeito ao conjunto da sociedade campinense.

A AeC tem privilegiado a Paraíba em seus investimentos para consolidar e continuar crescendo no estado, notadamente em Campina Grande, no entanto, os questionamentos do Ministério Público do Trabalho inviabilizam os serviços prestados pela AeC aos seus clientes. De forma prática significa que uma pessoa, ao tentar resolver algo com uma empresa utilizando o call center, pode ter o atendimento interrompido pelo atendente porque o horário de trabalho dele terminou e não é permitido fazer hora extra. É essa condição que o MPT de Campina Grande quer impor, deixando inviável a operação na cidade. O Ministério Público do Trabalho em João Pessoa, por sua vez, foi favorável às horas extras acordadas com o Sindicato, além de inúmeras jurisprudências em torno desses questionamentos no Supremo Tribunal Federal.

Diante desse cenário, as autoridades estão apelando para evitar a saída da empresa em Campina Grande, visando um desenvolvimento inclusivo, além de manter a atratividade do município para instalação de outras empresas e negócios.

O vice-governador da Paraíba, Lucas Ribeiro (PP-PB), lembra que “Não serão apenas 10 mil desempregados, serão 10 mil famílias desestabilizadas, ainda mais no momento como o atual e as dificuldades de recolocação profissional com as condições oferecidas por uma empresa do porte da AeC. Além disso, não podemos esquecer o efeito dominó que causará no comércio e serviços de toda ordem do município”, pontuou o vice-governador.

Por sua vez, o prefeito de Campina Grande, Bruno Cunha Lima, reforçou as preocupações do vice-governador, acrescentando que “se mantida a decisão do Ministério Público do Trabalho, Campina Grande só tem a perder e as consequências são quase imensuráveis, mas posso citar também, além do já lembrado por Lucas Ribeiro, a perda de arrecadação, menor atratividade para instalação de outras empresas e negócios”.

Nosso papel, finalizou o prefeito campinense, é sensibilizar autoridades e a sociedade para a importância da manutenção da AeC em nossa cidade e que essa é uma luta de todos daqueles que têm interesse no desenvolvimento inclusivo, pois a migração da empresa para outra localidade será um desfecho desastroso para a região.

O deputado federal Romero Rodrigues (PSC-PB) fez coro com o vice-governador e o prefeito de Campina Grande, prometendo lutar intensamente para evitar prejuízos para o município e região.

PBJá

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Polêmica

Caso Braiscompany: TRF5 nega pedido para devolver passaporte a “broker”

 

O desembargador Sebastião José Vasques de Moraes, do Tribunal Regional Federal da 5ª Região, rejeitou o pedido ingressado por Erika Macêdo Xavier, companheira de Mizael Moreira Silva, um dos gerentes da Braiscompany, para que lhe fosse devolvido o passaporte apreendido durante a Operação Halving, que mira fraudes contra o Sistema Financeiro cometidas pela empresa de Antônio Inácio da Silva Neto e Fabrícia Campos. O casal chegou a ter prisão decretada, mas está foragido há três meses da Justiça Federal.

“A cautelar [apreensão do passaporte] foi baseada tão somente no fato de que a Paciente teria algum tipo de relacionamento com um dos investigados, sendo algo absolutamente anômalo ao nosso ordenamento jurídico, que merece a devida repreensão por parte desse Colendo Tribunal Regional Federal, até porque a Paciente nem investigada é nos supostos fatos criminosos perpetrados pelos dirigentes da Braiscompany”, argumentou a defesa.

Para o Ministério Público Federa, Erika Macêdo é “broker” da Braiscompany, responsável “pelo aliciamento de vítimas, pela apropriação de valores e pelo desvio do montante arrecadado, dado que atuava na captação de clientes, na intermediação da compra e venda de valores mobiliários, mediante o pagamento de comissão, e em operações diretas de compra e venda de criptoativos”.

“ERIKA MACEDO XAVIER, ademais, é companheira do investigado MIZAEL MOREIRA SILVA, COO – Chief Operating Officer da empresa utilizada na ação criminosa, e que foi responsável por operações diretas de compra e venda de criptoativos no valor de R$ 212.393.508,27, valor este inferior apenas ao movimentado por FABRICIA FARIAS CAMPOS, e que também teve contra ele medida cautelar decretada. Encontram-se, presentes, portanto, indícios robustos de que tinham um papel relevante na estrutura do grupo e no desvio e apropriação de valores de terceiros”, diz o parecer.

Ao decretar a apreensão do passaporte, a Justiça Federal em Campina Grande afirmou que “observou-se que há notícias públicas, confirmadas pela autoridade policial, de que os mesmos vêm [JOSE MOISES VENANCIO DOS SANTOS, JONAS ANDRE LUCENA SANTOS e ERIKA MACEDO XAVIER] praticando atos tendentes à imediata saída do país.

Para rejeitar o pleito de devolver o passaporte a Erika, o desembargador pontuou que não há “qualquer circunstância ou situação concreta no sentido de demonstrar que a paciente necessita urgentemente ou com a maior brevidade possível se ausentar do País”.

MaisPB

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Polêmica

Desembargador na Paraíba se averba suspeito para julgar ação contra Braiscompany

Da Paraíba para o mundo: conheça a Braiscompany, a maior empresa de  tecnologia blockchain da América Latina | Braiscompany | G1
Ainda são raras as ações de clientes lesados pela Braiscompany no Tribunal de Justiça da Paraíba. Em uma delas, o desembargador Marcos Cavalcanti de Albuquerque se averbou “suspeito por motivo, de foro íntimo e superveniente”, para julgar uma ação de um cliente que pede a devolução do dinheiro investido na empresa de Antônio Neto Ais e Fabrícia Campos.

Braiscompany: Donos ameaçavam multar em R$ 1 milhão funcionários que falassem sobre operação da empresa, diz ex-segurança

A ação foi então encaminhada para o desembargador Marcos William de Oliveira, que se aposenta nesta quarta-feira (24).

Entenda o caso

A Braiscompany, de propriedade de Antônio e Fabrícia Ais, é suspeita de praticar um esquema de pirâmide financeira e causar um prejuízo calculado em mais de R$ 500 milhões a milhares de investidores.

A empresa, investigada pela Polícia Federal e pelo Ministério Público da Paraíba (MPPB), foi alvo de diversos mandados de busca e apreensão no âmbito das Operações Halving e Select. Contra o casal existem mandados de prisão, mas eles conseguiram fugir da polícia e são considerados foragidos.

Blog do BG PB com MaurílioJR

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Polêmica

Procon vai notificar Netflix e pedir explicação sobre cobrança adicional

Netflix: por que ações despencaram apesar de audiência recorde na pandemia - BBC News Brasil

 

Depois de receber uma grande quantidade de consultas sobre a legalidade das mudanças anunciadas pela Netflix nas cobranças, o Procon-SP informa, nesta quarta-feira (24), a empresa será notificada a prestar esclarecimentos. Na terça (23), a plataforma de streaming comunicou que vai cobrar adicional de R$ 12,90 dos clientes que compartilham senhas com pessoas que não moram na mesma residência.

O órgão de proteção e defesa do consumidor conta que os consumidores entraram em contato, principalmente, por meio de suas redes sociais, e que o objetivo do pedido de explicações é “entender o que, de fato, a Netflix está anunciando aos seus assinantes; se, efetivamente a empresa está adotando um novo critério de cobrança e como funcionará este eventual novo sistema de acesso, além de outras informações relacionadas, para que seja possível analisar, com base em dados concretos, eventuais infrações ao Código de Defesa do Consumidor”, diz o Procon-SP, em nota.

Quem tiver recebido a comunicação da empresa sobre a alteração na cobrança da assinatura e a julgar irregular, deve registrar uma reclamação formal no site do órgão.

“Somente com a comprovação das mudanças e a formalização das reclamações será possível avaliar se a nova forma de cobrança pelo acesso ou a tecnologia utilizada para controle têm amparo legal no Código de Defesa do Consumidor”, explica Rodrigo Tritapepe, diretor de atendimento e orientação do Procon-SP.

R7

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Polêmica

Braiscompany: Donos ameaçavam multar em R$ 1 milhão funcionários que falassem sobre operação da empresa, diz ex-segurança

Ex-segurança dá pistas sobre paradeiro do casal Braiscompany
Funcionários que operavam como traders (negociador ou comerciante no mercado financeiro) da Braiscompany eram ameaçados com multa de R$ 1 milhão caso falassem a alguém como ocorria a operação da empresa. A revelação foi feita nesta semana por Ismael Lira, ex-segurança do casal Antônio e Fabrícia Ais, donos da Braiscompany. Ismael foi entrevistado pelo site Portal do Bitcoin.

Na entrevista, Ismael relata que, com os funcionários, a Braiscompany “mordia e assoprava”, concedendo benefícios a alguns e, ao mesmo tempo, ameaçando outros com multas.

Segundo o ex-segurança, Antônio Neto Ais e Fabrícia Ais chegaram a promover uma festa e distribuíram R$ 3 milhões para cerca de 30 funcionários mais antigos da empresa.

Em contraponto, eles faziam traders assinarem contratos onde ficava estabelecida multa de R$ 1 milhão caso eles falassem para alguém como era feita a operação financeira da empresa. Além disso, o trader que saísse da Braiscompany não poderia operar por outra empresa por cinco anos.

“[Eles] não podiam falar sobre operação, não podiam operar para ninguém durante um período de cinco anos [após sair da Braiscompany] porque respondem a processo”, afirmou o ex-segurança, como visto pelo ClickPB.

Entenda o caso

A Braiscompany, de propriedade de Antônio e Fabrícia Ais, é suspeita de praticar um esquema de pirâmide financeira e causar um prejuízo calculado em mais de R$ 500 milhões a milhares de investidores.

A empresa, investigada pela Polícia Federal e pelo Ministério Público da Paraíba (MPPB), foi alvo de diversos mandados de busca e apreensão no âmbito das Operações Halving e Select. Contra o casal existem mandados de prisão, mas eles conseguiram fugir da polícia e são considerados foragidos.

Blog do BG PB com PortalDoBitcoin

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Polêmica

Prefeituras paraibanas alegam situação crítica pela estiagem, mas torram R$ 6 milhões com shows

Volta dos shows: com João Gomes, festival de pisadinha marca retomada em SP  - 19/12/2021 - Ilustrada - Folha
Os dados mais recentes divulgados pela Agência Executivo de Gestão das Águas da Paraíba (Aesa-PB) mostram que apenas 11% dos reservatórios monitorados pelo órgão são considerados em situação crítica. Nenhum deles, no entanto, se encaixam entre os principais mananciais responsáveis pelo abastecimento no Estado.

Mesmo assim, prefeituras de 140 municípios solicitaram ao Governo do Estado o reconhecimento de situação de emergência. O motivo: estiagem. O pleito foi atendido e o decreto terá vigor de 180 dias.

“A população de menor poder aquisitivo tem o padrão de sobrevivência ainda mais afetado em função da carência de água, demandando do Poder Público o restabelecimento da normalidade nas regiões afetadas”, diz trecho do decreto.

Apesar da situação considerada “crítica” e “preocupante” por parte dos gestores, as festas juninas, de padroeiros e os aniversários municipais não serão afetados. Ao contrário, os palcos luminosos deixarão de lado os problemas alegados pelas prefeituras. No holofote, artistas que chegam a cobrar R$ 600 mil para uma única apresentação de 80 minutos, como é o exemplo do show de Wesley Safadão. O cearense foi contratado para animar o aniversário de Pombal, no Sertão do Estado, no dia 25 de julho de 2023.

Para justificar o contrato, a gestão Dr. Verissinho (MDB) disse que Safadão “é reconhecido nacionalmente e pelo público pombalense no qual possui uma excelente aceitação, especialmente pelo estilo musical (forró estilizado e romântico), motivo pelo qual, a mesma consegue atrair admiradores de vários municípios da região e de outros Estados, contribuindo para o engrandecimento da festa”. Na mesma festa, a tradicional Calcinha Preta cobrou R$ 150 mil.

Esse é apenas um retrato de quanto deve ser gasto por alguns municípios que também alegam dificuldades provocadas pela “seca”. Um levantamento feito pelo Portal MaisPB mostra que pelo menos 19 municípios vão gastar mais de R$ 6,1 milhões com as festas.

Riacho de Santo Antônio está, segundo a Aesa, com o seu reservatório zerado. Mesmo assim, a população poderá beber dos sucessos de Brasas do Forró, contratada por R$ 45 mil, valor suficiente para mais de 100 carros pipas.

Em Santa Luzia, no Sertão, os valores também chamam atenção. Com grandes nomes do cenário musical nacional, a programação custou caro aos cofres públicos. Fenômenos do sertanejo, Ana Castela e Luan Santana vão receber R$ 375 mil e R$ 500 mil, respectivamente, pelas apresentações. Também subirão nos palcos: Taty Gril (R$ 180 mil), Murilo Huff (R$ 350 mil) e Walkyria Santos (R$ 100 mil).

A festa em São Mamede também promete ser animada. Pegando o sucesso do Guanabara, Alanzim Coreano receberá R$ 50 mil. E tem mais. Júnior Viana (R$ 80 mil), Yuri Pressão (R$ 25 mil), Solange Almeida (R$ 120 mil), Juarez (R$ 15 mil), Calcinha Preta (R$ 190 mil), Jefferson Moraes (R$ 70 mil) e Jorge de Altinho (R$ 80 mil),

Do Sertão para o Brejo. Rodeada de mananciais com volumes dentro da normalidade, Araruna também pediu emergência pela estiagem. O frio de junho será aquecido pelo forró de Taty Gril (R$ 200 mil) e Pedrinho Pegação (R$ 120 mil).

No Agreste, Puxinanã gastará cerca de R$ 375 mil. Dentre as atrações convidadas para os festejos, Gatinha Manhosa (R$ 60 mil). Já no Cariri, Serra Branca pagará R$ 152 mil para a “Fenomenal” Márcia Felipe e R$ 122 mil a Desejo de Menina.

Mesmo sendo a última entre os santos de celebrados em junho, a Festa de São Pedro também não passará por despercebida para quem gosta de forró. Em Condado, a dupla Iguinho e Lulinha cobrou R$ 225 mil pela apresentação de 1h20 no dia 05 de julho. O motivo do contrato, segundo a administração Marcelo Bezerra, são os “excelentes repertórios”, alcance de visualização no Youtube, TikTok, Spotfy e Instagram.

“O evento cultural aquece o comércio local, aumentando as vendas de roupas, bebidas, restaurantes, pousadas, artesanatos, gerando renda e empregos para os munícipes, desenvolvendo atividade comercial e prestação de serviço da cidade. Por ser um evento de tradição cultural e turística para o município, justifica-se a sua realização com recursos públicos, além de atender ao interesse publico, incrementar receitas decorrentes de atividade turísticas, promoção do bem estar da população em geral”, diz a justificativa do contrato.

Além deles, foram convidados Gil Mendes (R$ 65 mil), Walkyria Santos (R$ 85 mil)  e Toca do Vale (R$ 120).

Banhada pelo Rio Paraíba, Barra de Santana também disse sofrer com a falta de água. Mesmo assim, pagará R$ 180 mil a Taty Girl, como mostra o contrato assinado pela prefeita Cacilda Farias.

Nada de jogar o celular na parede. A noite do dia 11 de junho, véspera do dia dos Namorados, tem de tudo para ser romântica em Areial. No palco principal, o jovem Matheus Fernandes. No lugar de quebrar o aparelho telefônico, o artista vai embalar os casais apaixonados ao som de Altas Loucurinhas e desembolsará R$ 150 mil, isso sem contar a hospedagem, alimentação para a banda no valor de R$ 1,4 mil, vans e camarim abastecido.

Um dos nomes mais conhecidos da musica nordestina, Xand Avião foi contrato, de forma exclusiva, para cantar na Festa da Padroeira de Arara, em 05 de setembro. O valor, R$ 350 mil

Esses são alguns dados que mostram que a seca manifestada pelos gestores parecem não ser tão semelhantes quanto ao derramamento de dinheiro para apresentações. Prioridades.

Wallison Bezerra – MaisPB

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Polêmica

(VÍDEO) Erros e Gafes: Confira bastidores de Toin tentando gravar curso da Braiscompany

O empresário de criptoativos Antônio Neto era tão enrolado no esquema de pirâmide que nem ele mesmo sabia mais o que estava vendendo.

No vídeo que o Blog do BG PB conseguiu nesta terça-feira (23) é possível perceber a  dificuldade de Tonin entender e assimilar um  simples texto. E uma frase curta quase que o roteirista perdia a paciência.

Confira os momentos de erros e gafes do fugitivo da polícia federal.

Entenda o caso Braiscompany

Em fevereiro deste ano, a PF deflagrou a operação Halving, a primeira contra a Braiscompany, empresa acusada de funcionar como uma pirâmide financeira através de um serviço de “aluguel de criptomoedas” e que havia parado de pagar os clientes em dezembro do ano passado.

Depois vieram outras duas operações da PF, como a ‘Select’ em abril, e ‘Select II’ em maio, ambas desdobramento da Operação Halving.

Antônio Neto Ais e Fabrícia Campos, estão foragidos desde então, embora haja boatos que tenham passado por Buenos Aires, na Argentina. Eles são acusados de cinco crimes e a justiça já decretou prisão preventiva.

Em março, Ais reapareceu no Instagram e disse que a responsabilidade pelo colapso da Braiscompany era toda sua, mas justificou a quebra da Brais ocorreu por conta da queda do mercado cripto.

Blog do BG PB

 

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.