A Polícia Federal e o Ministério Público Federal (MPF) acreditam ter conseguido montar o quebra-cabeça do funcionamento da empresa Braiscompany, que teria operado um esquema de pirâmide financeira durante anos e arregimentado mais de 18 mil clientes. Parte do material foi resumida na denúncia apresentada à Justiça Federal e recebida essa semana.
No documento há menção também aos depoimentos de alguns dos alvos que foram ouvidos pela Polícia Federal no decorrer das investigações. Entre os 13 denunciados pelo MPF há duas irmãs da empresária Fabrícia Farias Campos, dona da Braiscompany e esposa de Antônio Inácio da Silva Neto. As informações são do Jornal da Paraíba.
Nos dois interrogatórios obtidos há pontos comuns.
Um deles é que as duas negam que tenham tido qualquer tipo de ingerência na administração da empresa. Conforme Flávia e Fernanda, as decisões eram tomadas pelo casal Fabrícia e Antônio Neto.
Elas revelaram como era a convivência com o casal e também afirmaram ser distantes do poder decisório da Braiscompany.
“Eles não comentavam nem questões de decisões, nem o que estava acontecendo. Por isso foi um choque. A gente não imaginava o que estava acontecendo. Todas as decisões eram tomadas por Fabrícia”, declarou Fernanda.
Na última terça-feira (08), o juiz Vinícius Costa Vidor, da 4ª Vara da Justiça Federal em Campina Grande, aceitou denúncia do Ministério Público Federal (MPF) contra Antônio Ais Neto e Fabrícia Ais, casal dono da Braiscompany. A empresa de criptomoedas é investigada por calote contra milhares de consumidores. Outras 11 pessoas também foram denunciadas.
O caso
A Braiscompany, de propriedade de Antônio e Fabrícia Ais, é suspeita de praticar um esquema de pirâmide financeira e causar um prejuízo calculado em mais de R$ 2 bilhões.
A empresa, investigada pela Polícia Federal e pelo Ministério Público da Paraíba (MPPB), foi alvo de diversos mandados de busca e apreensão no âmbito das Operações Halving e Select. Contra o casal existem mandados de prisão, mas eles conseguiram fugir da polícia e são considerados foragidos.
Com JornalDaPB









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