Polêmica

Operação Festa no Terreiro: Procurador João Lopes é demitido da Câmara de São Mamede após prisão da PF

Câmara Municipal de São Mamede (Foto: Divulgação)

A Câmara Municipal de São Mamede demitiu nesta quarta-feira (16) o procurador-geral João Lopes de Sousa Neto. Ao lado do prefeito Umberto Jefferson (União Brasil), ele é um dos suspeitos de desviar verbas através de processos licitatórios e contratos do município, para financiar, por exemplo, a construção de uma casa de luxo para o gestor, na cidade de Patos, no Sertão paraibano.

O desembargador do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB) Márcio Murilo da Cunha Ramos decretou a prisão preventiva de quatro acusados neste caso, além de busca e apreensão em duas empresas e na sede da Prefeitura de São Mamede. Além de procurador-geral, João Lopes de Sousa Neto era o presidente da Comissão de Licitação do município de São Mamede.

O Ministério Público da Paraíba (MPPB), através do Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco), e a Polícia Federal (PF) acusam o procurador-geral de fraudar processos licitatórios, sendo peça fundamental na organização criminosa encabeçada pelo prefeito Umberto e Josivan Gomes Marques, um dos braços direitos do gestor.

Em uma de suas atuações, João Lopes assinou uma licitação de R$ 10.104.129,88, sendo que o valor original era de R$ 8.357.151,13. O aumento de R$ 1.746.978,75 pode ter sido parte dos R$ 2.659.389,78 que Josivan Gomes recebeu através da empresa NV Consórcio de Engenharia LTDA, de acordo com os autos do processo.

“A prisão preventiva de João Lopes de Sousa Neto também se mostra essencial para o sucesso das investigações e melhor apuração dos fatos narrados na cautelar, notadamente pelo seu papel de
destaque e relevância no esquema da organização delitiva, consubstanciando a concreta possibilidade de que, solto, influencie, convença e, até mesmo, imponha seu poderio sobre os demais integrantes, sobretudo os que desempenhavam funções de menor relevância”, aponta o desembargador.

Prisão e bens sequestrados

Por esses motivos, a PF e o Gaeco prenderam o prefeito Umberto Jefferson nesta última terça-feira (15), além da realização de seis mandados de busca e apreensão em Patos e São Mamede, na operação “Festa no Terreiro”.

MaisPB

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Polêmica

(VÍDEO) Vereador causa polêmica após dizer em sessão que nordestinos não gostam de trabalhar

Uma declaração do vereador Antônio Garcia (União Brasil), de Apucarana, norte do estado, gerou polêmica na Câmara Municipal. Durante a discussão de um projeto, ele disse que “no Nordeste o pessoal não gosta muito de trabalhar”.

Durante o discurso, Garcia disse:

“Vou votar favorável. Parabenizo o vereador Molina (autor) pelo projeto. Dizer que, um projeto tão importante, o pessoal sai daqui e vai para o Nordeste. No Nordeste o pessoal não gosta muito de trabalhar, uma parte lá, não todos. Não vamos abranger todos não. Mas daí tem o turismo do Nordeste, as águas do Nordeste. E agora vai acontecer o contrário, vão vir pro turismo de Apucarana”.

Polêmica

A declaração do vereador provocou reações contrárias de outros parlamentares.

Moisés Tavares (Cidadania) disse durante a mesma sessão que “repudiava veementemente aqueles que têm qualquer tipo de preconceito com irmãos de outros estados”.
Rodrigo Recife (União Brasil) afirmou que “carrega no nome a cidade onde nasceu e tem orgulho de ser nordestino”.

Vereador se justificou

Após as críticas, Antônio Garcia justificou a fala polêmica ainda na sessão.

“A gente fala de um jeito e a pessoa interpreta de outro. Pra quem sabe ler, um pingo é letra. Eu não desfiz de pessoas do Nordeste. Só dei um exemplo”.

A Câmara de Apucarana disse que não vai se manifestar sobre o caso.

Pedido de desculpas

Em nota encaminhada nesta terça-feira (15), Garcia se desculpou pelo discurso.

“Antônio Garcia, vereador com assento nesta Casa, vem a público manifestar expressamente que sempre no exercício de seus mandatos eletivos, repudio qualquer ato de discriminação, seja por raça, gênero, orientação sexual, religião, ideologia, origem étnica ou qualquer diversidade.

Assim, realiza formalmente pedido de desculpas a toda comunidade nordestina, e a quem sentiu eventualmente ofendido, com minha equivocada fala durante a Sessão Plenária realizada na data de 14/08/2023. Destaco que reconheço como trabalhadores e produtores de riqueza ao país, todos aqueles oriundos da citada região brasileira.

Reafirmo, que minha intenção e proposito jamais foi ofender ou mesmo manifestar qualquer sentimento de discórdia, bem como não foi minha intenção ou desejo provocar qualquer forma de preconceito ou falta de respeito.

Priorizando a união de todos em prol do desenvolvimento do município e do Vale do Ivaí, quero igualmente manifestar pedido de desculpas aos meus pares nesta Casa, manifestando total respeito a atividade legislativa e aos brasileiros de qualquer origem”.

Uol

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Polêmica

Distribuidora Ipiranga é autuada em João Pessoa após antecipar aumento de combustíveis

O Procon-JP autuou a distribuidora de combustíveis Ipiranga por antecipar o aumento no preço da gasolina (R$ 0,41) e do diesel (R$ 0,78) anunciado pela Petrobras e que deve vigorar  a partir desta quarta-feira (16).

A empresa, que deverá ser multada, terá um prazo de 10 dias úteis para entregar a defesa.

O Procon-JP autuou também três revendedores de Gás Natural Veicular (GNV) da Capital por não aplicarem a redução de 4,7% no preço do produto prevista pela Agência Reguladora do Estado e em vigor desde o início de agosto.

A autuação aos revendedores de GNV teve como base os preços coletados pela pesquisa realizada pelo Procon-JP na semana passada e que mostrou que três empresas não aplicaram a redução no preço para o consumidor. O secretário de Proteção e Defesa do Consumidor, Rougger Guerra, alerta que o Procon-JP vem monitorando os preços de todos os combustíveis para garantir que os consumidores sejam beneficiados com as reduções e protegidos de possíveis abusos quando de aumentos oficiais.

No levantamento do último dia 9 de agosto, o GNV mostrou redução no menor preço, caindo de R$ 4,580 para R$ 4,460, com o maior se mantendo em R$ 4,590. Dos 13 revendedores visitados pelo Procon-JP, três mantiveram os mesmos preços da semana anterior e, por isso, foram autuados e deverão ser multados. As empresas têm 10 dias úteis para procederem à defesa.

Blog do BG PB

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Polêmica

FOTOS: Veículos de luxo da Braiscompany são leiloados por mais de R$ 1 milhão

Balanço de 2022 da BraisCompany mostra R$ 774 milhões de clientes e contraria declarações de Ais | Paraíba Já
Bens apreendidos durante as investigações do caso Braiscompany – empresa da Paraíba alvo de operação por suspeita de crimes contra o sistema financeiro – são leiloados a partir desta quarta-feira (16) e os lances podem ser feitos até as 11h de quinta-feira (17).

Na relação de bens leiloados estão três veículos de luxo e uma moto aquática. Os eventos serão conduzidos pelo leiloeiro público oficial Miguel Alexandrino Monteiro Neto e realizados de maneira eletrônica, através do site www.leiloesmonteiro.com.br.  Os veículos foram sequestrados e pertencem à justiça.

O leilão está aberto a todas as pessoas físicas capazes e pessoas jurídicas regularmente constituídas. Em caso de não venda, a Justiça Federal decidirá o que fará com os bens em decisão especifica.

Confira, abaixo, quais veículos estão disponíveis no leilão:

  • Carro Porsche Cayenne Phev, azul, ano 2021/2022, Renavam 01276138587, Placa RXL1D77. Avaliação do veículo: R$ 745 mil.

 

  • Carro Land Rover Evoque Pure P5d, Placa OYY2H07, cor vermelha, ano e modelo 2014, hodômetro marcando 115009 km. Avaliação do veículo: R$ 120 mil.

 

  • Carro Ram 2500 Laramie, placa RHG5D57, cor branca, ano e modelo 2021, combustível diesel, cabine dupla, hodômetro marcando 29060 km. Avaliação do veículo: R$ 420 mil.

 

  • Embarcação motoaquática, modelo GTI SE 155, inscrição 201M2014000172, ano de fabricação 2014, fabricante SEADOO, comprimento total 3,37cm, cor preto e laranja. Avaliação da embarcação: R$ 70 mil.

PortalT5

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Polêmica

400 MIL REAIS: Braiscompany patrocinava Associação Nacional dos Servidores da Polícia Federal

Como diz o jargão popular: ”quem perdoa é Deus”. De ladrão à polícia, Toin da Braiscompany, por conta da ganância e sede pelo poder e dinheiro, não poupava ninguém.

O Blog do BG PB teve acesso, após denúncia do Ministério Público Federal, à planilhas de investidores milionários da empresa de criptomoedas e de investimentos do próprio Antônio Neto. Mas, claro que o golpista estava com ”segundas intenções”.

Na trajetória de ascensão da Braiscompany, ficou evidente que Antônio Neto usava a imagem de instituições e pessoas com credibilidade perante a sociedade para, com isso, conquistar e consolidar autoridade perante a opinião pública e, assim, captar mais investidores.

Na tentativa de fingir ser dono de uma empresa idônea, nem a polícia federal escapou da picaretagem.

Para passar a imagem de bom moço, Ais resolveu patrocinar a Associação Nacional dos Servidores da Polícia Federal (Ansef), durante evento, no Rio Grande do Norte, em novembro do ano passado.

“O desejo do casal de passar credibilidade à Braiscompany era tão voraz que, segundo áudio enviado, em 17/11/22, por uma funcionária a ANTÔNIO NETO, localizado nos arquivos vinculados à sua conta Apple, a empresa pagou, a título de patrocínio do evento acima indicado, R$ 340.000,00 (trezentos e quarenta mil reais)”, diz o documento do MPF.

“Na verdade, os dados bancários da empresa revelam que a cota de patrocínio foi superior a este valor, totalizando R$ 400.000,00”, conforme documento abaixo:

Ludibriada, a Ansef que realizou no ano passado, a décima quinta edição Jogos Nacionais de Servidores da Polícia Federal com mais de mil participantes (Joids), ainda se pronunciou após firmar parceria com a Braiscompany como principal apoiadora do evento:

“A união com a Braiscompany sem dúvidas vai durar por muito tempo e é muito importante para Ansef. Nós temos alguns projetos sócio-culturais, ligados ao combate à exploração infantil, educação ecológica, antidrogas e, por meio deles, levamos informação e prevenção sobre esses temas, principalmente para jovens. A Brais será nossa parceira nesses projetos”.

Infelizmente, os frutos dessa ‘parceria’ que estavam previstos para 2023, apodreceram. Aliás, nem sequer chegaram a nascer.

Exclusivo Blog do BG PB

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Polêmica

Denúncia do MP: Saiba quem são os milionários que perderam investimentos na BRAISCOMPANY

Antônio Inácio da Silva Neto, conhecido como Antônio Neto Ais, e Fabricia Ais, fundadores da Braiscompany — Foto: Reprodução/Braiscompany

Antônio Inácio da Silva Neto, conhecido como Antônio Neto Ais, e Fabricia Ais, fundadores da Braiscompany

O Blog do BG PB teve acesso, nesta terça-feira (15), a uma lista contendo os milionários que foram vítimas do golpe da Braiscompany. A fonte segura que repassou o documento atesta que os nomes estão na denúncia do Ministério Público Federal, na vara de Campina Grande.

O documento possui 335 páginas e detalha as fases da investigação, o inquérito policial, a retenção dos passaportes dos donas Antônio Neto e Fabrícia Campos, a divisão das categorias de cada funcionário/traders e a remuneração paga e as metas exigidas, além da lista de empresários que foram enganados pelos golpistas.

Conforme o documento, a princípio, cerca de 24 milionários tivera.

Confira abaixo:


Ainda, de acordo com dados colhidos pelo Ministério Público do Estado da Paraíba, 3.364 clientes encaminharam informações ao órgão, informando terem sido lesados pela empresa, totalizando quantia superior a R$ 258.000.000,00 (duzentos e cinquenta e oito milhões de reais).

Entre o final do ano de 2022 e início do ano de 2023, a atividade desempenhada pela empresa entrou em colapso, acarretando, primeiramente, o atraso nos pagamentos dos rendimentos mensais aos clientes e, após, a apropriação dos recursos investidos por eles.

O Prejuízo ultrapassa a casa de um bilhão de reais.

Blog do BG PB

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Polêmica

Mansão de prefeito de São Mamede pode ter sido construída com desvio de recursos; confira prints

Mansão do prefeito de São Mamede, Umberto Jefferson, é um dos pontos investigados pela Operação Festa no Terreiro 2

Investigadores da Polícia Federal e do Ministério Público da Paraíba (MPPB) acreditam que um imóvel de luxo do prefeito de São Mamede, Umberto Jefferson (União Brasil), em um condomínio fechado de Patos, no Sertão do Estado, possa ter sido financiado com recursos desviados através de processos licitatórios e contratos.

A informação consta na decisão do desembargador Márcio Murilo da Cunha Ramos, do Tribunal de Justiça da Paraíba, ao autorizar a segunda fase da Operação Festa no Terreiro 2, deflagrada nesta terça-feira (15). O prefeito Umberto foi preso preventivamente e afastado do cargo por tempo indeterminado.

“Há, ainda, elementos que indicam que um imóvel que está sendo construído em um condomínio horizontal na cidade de Patos seria de propriedade do prefeito, e que sua edificação, no todo ou em parte, estaria ocorrendo com dinheiro pago pelo investigado Josivan Gomes Marques, em conduta sugestiva de que os recursos destinados a esses pagamentos foram desviados através dos processos licitatórios e contratos sob investigação”

A ação é movida pela Polícia Federal e pelo Ministério Público da Paraíba. O documento é assinado pelo delegado Victor Arruda de Oliveira, da PF, e Octácio Paulo Neto, coordenador do Gaeco.

As provas apreendidas durante fases anteriores da investigação, apontam que o imóvel custou R$ 550 mil para uma uma área construída de 535m². O valor, no entanto, chamou atenção da Polícia Federal. Em um relatório concluído no mês de junho, a PF afirmou que a residência teria um custo bem abaixo do praticado no mercado.

“Levando-se em consideração o valor mais baixo apresentado pelo relatório no que diz respeito a valores de projetos residenciais de alto padrão, que é o caso da construção em questão, teremos então o valor de R$ 1.824,00 (mil oitocentos e vinte e quatro reais) por m². Levando-se em consideração que a obra em questão tem uma área total construída de 535,57m², teremos que o custo estimado da obra seria de R$ 976.879,68 (novecentos e setenta e seis mil, oitocentos e setenta e nove reais e sessenta e oito centavos), valor este, bem acima do que foi firmado em contrato (R$ 550.000,00)”, diz o documento datado em 05 de junho de 2023.

No decorrer do processo, ficou evidente, para os agentes, “a participação concreta do prefeito” Umberto Jefferson no esquema para desvio de recursos públicos em São Mamede. Assim como, ficou comprovado que Josivan Gomes Marques, também alvo de mandado de prisão preventiva, foi o responsável pela construção da mansão.

Uma conversa obtida pela Polícia Federal entre o prefeito com a esposa, Micaela Mota, em novembro de 2022, mostra que o gestor sertanejo indica que parte da obra seria custeada por Josivan.

Outro diálogo entre Jefferson e Josivan reforça a suspeita, segundo a PF.

Para a Polícia Federal e o Ministério Público, esse é um diálogo suspeito. Já que ” contratação da obra foi feita por empreitada, não havendo nenhuma cláusula que desse a entender que parcela da obra constituísse pagamento de eventual dívida de JOSIVAN com UMBERTO JEFFERSON, representando um indício de que se tratou de uma das vantagens obtidas pelo prefeito a partir do desvio de recursos da licitação que é objeto da presente investigação”.

Em um dos diálogos identificados no celular de Gomes Marques, Umberto Jefferson cobrou a ele pelo atraso em uma obra ao “O Vilas não anda”. Acredita-se que ele esteja se referindo ao condomínio residencial Villas do Lago, em Patos/PB, residência do prefeito.

Ainda em 2021, Josivan encaminhou um print para Maxwell, também alvo de prisão, mostrando a cobrança de Umberto para que a obra pudesse ser concluída de forma mais rápida. Na conversa, a PF diz que Jefferson reclamou do andamento da construção.

A análise do contrato para a construção mostra que o valor de R$ 550 mil seria pago pelo prefeito da seguinte forma: a primeira parte se daria pelo repasse de um apartamento avaliado em R$ 450 mil e o restante, R$ 100 mil, no prazo de 12 meses até a conclusão dos serviços.

Josivan Gomes Marques

Na decisão que autorizou a segunda fase da operação Festa no Terreiro, o desembargador Márcio Murilo da Cunha Ramos descreve Josivan Marques como proprietário da empresa JM MARQUES Engenharia EIRELI.

“Segundo relatado, há elementos que indicam ter o mesmo passado meses articulando junto a Maxwell Brian Soares de Lacerda para garantir o sucesso na Concorrência nº 0001/2021 do município de São Mamede, tendo, inclusive, conversado com potenciais adversários para que não participassem do certame, dando a entender que, em alguns casos, essa não participação estaria condicionada a alguma contraprestação, o que fere de morte o caráter competitivo do processo”, diz o despacho.

“Percebe-se que o Josivan Gomes Marques é a figura central desse desdobramento investigatório, ao passo em que aparenta possuir influência junto a agentes políticos e públicos importantes, tendo influenciado de forma vital no resultado do certame em questão”

Defesa questiona prisão 

A defesa do prefeito de São Mamede, Umberto Jefferson, preso nesta terça-feira (15), na Operação ‘Festa no Terreiro 2’, criticou o mandado de prisão do gestor, expedido pelo Tribunal de Justiça da Paraíba.

Para Alexandre Nunes, a medida foi recebida com “estranheza” já que desde a primeira fase da operação da Polícia Federal/GAECO (MPPB), que o prefeito vem colaborando com as investigações.

“Uma vez que desde a primeira busca e apreensão, o mandatário de São Mamede vem colaborando veementemente com todas as determinações judiciais, afastou de pronto membros das comissão de licitação, tem endereço certo, residência fixa, profissão certa, é primário, nunca recebeu nenhuma espécie de processo”, afirmou em nota.

MaisPB

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Polêmica

Diálogos indicam como funcionava esquema em São Mamede; preso, prefeito Umberto é afastado

Prefeito de São Mamede, Umberto Jefferson, foi afastado do cargo e preso preventivamente

Principal alvo da segunda fase da Operação Festa no Terreiro, deflagrada nesta terça-feira (15) pela Polícia Federal e pelo Ministério Público da Paraíba, o prefeito de São Mamede, Umberto Jefferson, foi apontado pelos investigadores como “líder da organização criminosa” enraizada no município para o desvio de recursos com a fraude em licitações. Jefferson foi preso preventivamente por determinação do desembargador Márcio Murilo da Cunha Ramos, do Tribunal de Justiça da Paraíba.

Na decisão, o magistrado determinou o seu afastamento da função por tempo indeterminado.

O que é investigado? 

A Polícia Federal e o Ministério Público da Paraíba deram início, a partir da apreensão de um valor que seria usado na campanha eleitoral de 2022 próximo a Santa Luzia, a investigação que culminou na prisão do prefeito Umberto Jefferson e de outros investigados.

A Força-Tarefa encontrou uma organização criminosa que teria desviado recursos públicos através de licitações feitas pela Prefeitura de São Mamede, no Sertão da Paraíba. O esquema, segundo os investigadores, era liderado pelo prefeito Umberto Jefferson.

Quem diz isso é a decisão do desembargador Márcio Murilo da Cunha Ramos. O magistrado aponta que há um “extenso material probatório, todo ele apontando o investigado Umberto Jefferson de Morais Lima como o principal líder da enfocada ORCRIM e responsável direto, tanto pela tomada de decisões dentro do organismo delituoso, quanto aos métodos de arrecadação de propina, sua divisão e aplicação”.

“Segundo as investigações sugerem, ele é o chefe do agrupamento delituoso que teria se estabelecido no Município de São Mamede, com o escopo de fraudar processos licitatórios e desviar verbas dos contratos, a fim de enriquecer ilicitamente, além de fomentar e manter a suposta organização criminosa. Dos elementos indiciários de prova até aqui aquilatados, colhidos durante a heterogênea investigação, evidenciam a apontada liderança exercida por Umberto Jefferson de Morais Lima”

Apreensão de celulares ajudaram na investigação 

Diálogos de WhatsApp encontrados com a apreensão de celulares dos investigados dão indícios de como era o esquema. Um dos fatos apurados é a construção da casa do prefeito em um condomínio de luxo em Patos.

“Em diálogos travados entre Umberto e Micaela Mota (sua esposa), há elementos indicativos de que Josivan Gomes Marques seria responsável por custear determinadas partes do imóvel residencial em construção, representando indício de que se tratou de uma das vantagens obtidas pelo prefeito a partir do desvio de recursos da licitação que é objeto da presente investigação”.

Para o desembargador, “há elementos que indicam que um imóvel que está sendo construído em um condomínio horizontal na cidade de Patos seria de sua propriedade, e que sua edificação, no todo ou em parte, estaria ocorrendo com dinheiro pago pelo investigado Josivan Gomes Marques, em conduta sugestiva de que os recursos destinados a esses pagamentos foram desviados através dos processos licitatórios e contratos sob investigação”.

Uma conversa entre o prefeito Umberto Jefferson e Josivan, que chegou a ser apagada, mas recuperada na perícia, estipula uma porcentagem do valor total do orçamento de uma obra que seria iniciada no Município de São Mamede, onde Josivan informa que cobraria o mesmo valor do “Avança”, ou seja, cerca de R$ 100.000,00 (cem mil reais), em um modus operandi similar ao detalhado na primeira fase investigativa.

Em 22/06/2022, Umberto demonstra preocupação ao valor máximo que seria pago a empresa NV Consorcio de Engenharia LTDA (vencedora da licitação). João Lopes, outro investigado, envia imagem com informações de aditivo realizado no contrato, com o valor inicial passando de R$ 8.357.151,13 (oito milhões, trezentos e cinquenta e sete mil, cento e cinquenta e um reais e treze centavos) para R$ 10.104.129,88 (dez milhões, cento e quatro mil, cento e vinte e nove reais e oitenta e oito centavos), onde se verifica um acréscimo quase dois milhões de reais, nove meses após a assinatura do contrato, o que correspondente a aproximadamente 21% (vinte e um por cento) do valor inicialmente contratado.

Dois meses depois, em agosto, Umberto questiona João Lopes acerca da possibilidade de realização de um novo aditivo no Projeto Avança São Mamede, “porque Josivan tinha falado que tinha um espaço de 200 mil”.

“Nesse contato, verifica-se que Josivan continuou influenciando o desenrolar da obra licitada”, diz a decisão, mostrando o diálogo a seguir:

Umberto (mensagem de voz transcrita): João, bom dia… Ainda há possibilidade de ser feito algum aditivo pra aquele programa do Avança São Mamede? Porque tanto Daniel quanto Josivan tinha falado que tinha um espaço de 200 mil.
João Lopes (mensagem de voz transcrita): Jefferson, se somar realmente, como teve redução, ele ainda tem um saldo na média de 200 mil”

Em outra mensagem, Josivan trata diretamente com o prefeito sobre projetos de uma nova obra que seria iniciada em São Mamede e explica como seria cobrado o valor referente a sua atuação,
estipulando uma porcentagem do valor total do orçamento, e informa que cobraria o mesmo valor do “avança”, cerca de R$ 100.000,00 (cem mil reais).

Segue transcrição do referido diálogo:

Josivan Marques (mensagem de texto): Sobre o projeto das praças, é obra para mais de 7 mi, então a 2% daria 140 mil, mas vamos fazer por 100, no mesmo jeito do avança”.”

Participação de Umberto Jefferson

Para os investigadores, o posto de prefeito atualmente exercido por Umberto Jefferson lhe coloca como “chefe do agrupamento delituoso que teria se estabelecido no Município de São Mamede, com o escopo de fraudar processos licitatórios e desviar verbas dos contratos, a fim de enriquecer ilicitamente, além de fomentar e manter a suposta organização criminosa”

“Há elementos indiciários que apontam para um conluio criminoso entre Umberto Jefferson e João Lopes, este último que, além de empresário, ocupa o cargo de Presidente da Comissão de Licitação do Município de São Mamede. Nesse contexto, de se consignar que os diálogos recuperados do aparelho celular do investigado Umberto indicam o possível interesse do prefeito Umberto Jefferson em “superfaturar” licitações, através do acréscimo sistemático de aditivos”.

A investigação mostra, ainda, que o prefeito Umberto Jefferson usou familiares como laranjas para receber propinas e ocultar bens. Para a investigação, “uma técnica de lavagem que põe em risco a aplicação da lei penal, cujo aspecto reparatório há de ser assegurado”.

Por isso, o Ministério Público opinou pela prisão preventiva do gestor para “garantia da ordem pública, da aplicação da lei penal e conveniência da instrução criminal, sobretudo em virtude da complexidade da organização, evidenciada pelo número de integrantes e pela presença de diversos núcleos de atuação”.

“Em razão da sua influência (pois ocupa a chefia do Poder Executivo no âmbito do Município de São Mamede) e da ligação construída junto aos demais investigados ao longo de diversos anos, existe risco concreto do representado interferir nas investigações, contatando pessoas ou testemunhas e ocultando eventuais provas”.

Com Wallison Bezerra

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Polêmica

Famup emite nota de repúdio por agressões verbais a prefeito de Sapé

George Coelho, presidente da Famup

A Federação das Associações dos Municípios da Paraíba emitiu nota de repúdio à confusão que envolveu o prefeito de Sapé, Sidnei Paiva, nesse domingo (13), no Manaíra Shopping, em João Pessoa. O gestor foi chamado de “ladrão” pela esposa do ex-prefeito do município, Tereza Carneiro.

“A Famup entende que as divergências de ideias, pensamentos e ideológicas são comuns à atividade política. Mas, ressalta que ataques pessoais e agressões verbais ou físicas ultrapassam o limite do campo dos pontos de vista diferentes e entram em uma esfera perigosa para a democracia”, diz trecho da nota.

Leia na íntegra

Nota

A Federação das Associações dos Municípios da Paraíba (Famup) vem a público repudiar os ataques sofridos pelo prefeito de Sapé, Major Sidnei, que foi agredido pela esposa de um ex-prefeito do município, Tereza Carneiro, quando estava com a família em um shopping na Capital, neste último domingo (13), Dia dos Pais.

A Famup entende que as divergências de ideias, pensamentos e ideológicas são comuns à atividade política. Mas, ressalta que ataques pessoais e agressões verbais ou físicas ultrapassam o limite do campo dos pontos de vista diferentes e entram em uma esfera perigosa para a democracia.

Não podemos aceitar ou normalizar esse tipo de atitude. É preciso tratar com o rigor da lei os excessos e repudiar toda a qualquer atitude de violência na política.

A Federação se solidariza com o prefeito Major Sidnei e com sua família e destaca a sua serenidade e correção ao enfrentar uma situação de extrema agressão pública junto aos seus familiares em uma data tão significativa. A ele nosso respeito e apoio.

Federação das Associações dos Municípios da Paraíba (Famup)

João Pessoa, 14 de agosto de 2023

Blog do BG PB com MaisPB

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Polêmica

“Me contive, mas teria força de prendê-la em flagrante”, diz prefeito de Sapé após confusão em shopping

Major Sidnei, prefeito de Sapé (Foto: Arquivo)

O prefeito de Sapé, na Paraíba, Major Sidnei, que se envolveu numa confusão, nesse domingo (13), enquanto estava com a família em um shopping de João Pessoa explicou que estava conversando com amigos no estabelecimento quando foi surpreendido pela esposa do ex-prefeito da cidade.

Conforme vídeos divulgados nas redes sociais, é possível vê que a mulher diz: “O prefeito ladrão de Sapé”. Sidnei questiona: “Bandido, ladrão de que? Minha vida foi prendendo bandido, prendendo ladrão e essa senhora não tem oque dizer e fica nessa conjectural, disse o Major.

Sidnei citou que após a situação preferiu sair do local. “Eu me contive, mas só Deus sabe como. Pois a gente teria força de prendê-la em flagrante e mesmo assim me conteve com minha esposa e sai”, explicou.

O major afirmou durante entrevista em uma rádio em João Pessoa que a mulher foi autuada pelo crime de difamação, calúnia e injúria, e o caso foi registado na Central de Polícia.

Paraíba.com

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