Anunciado oficialmente na tarde da última sexta-feira como novo reforço do Botafogo-PB, o meia Nenê já tem data marcada para chegar à Paraíba. O jogador desembarcará no Aeroporto Internacional Presidente Castro Pinto na próxima segunda-feira, com chegada prevista para 12h25.
Na tarde desse sábado, Nenê se despediu da torcida do Juventude antes da estreia da equipe na temporada, pelo Campeonato Gaúcho, antes da partida contra o Ypiranga-RS.
Vestindo a camisa do Botafogo-PB, Nenê chega com a missão de ser uma das referências técnicas do time em 2026, nas disputas do Campeonato Paraibano, Copa do Brasil, Copa do Nordeste e Série C do Brasileiro.
O Ministério Público da Paraíba, por meio do MP-Procon, instaurou Procedimento Preparatório para apurar o cumprimento dos direitos do consumidor relacionados à troca, concessão de crédito ou reembolso de ingressos do evento Fest Verão Paraíba, em razão do cancelamento/retirada da programação prevista para o dia 10 de janeiro de 2026.
A instauração do procedimento decorre da divulgação pública do cancelamento da segunda noite do evento, com manutenção da programação em data posterior, bem como da informação de que os consumidores poderiam utilizar os ingressos em outra data ou convertê-los em crédito, ficando a definição das regras completas de reembolso para posterior comunicação.
O acompanhamento da situação tem como finalidade assegurar a observância dos direitos dos consumidores, em especial o direito à informação adequada, clara e transparente, bem como à efetiva reparação de eventuais prejuízos decorrentes da alteração da programação do evento, avaliando a conformidade das providências adotadas à luz da legislação consumerista, sobretudo quanto à garantia de restituição integral dos valores pagos, inclusive taxas e encargos, aos consumidores que optarem por não aderir à remarcação ou à concessão de crédito.
Segundo o diretor-geral do MP-Procon, Francisco Bergson Gomes Formiga Barros, a atuação do Ministério Público tem caráter preventivo e busca resguardar o direito de escolha do consumidor. “O acompanhamento do caso tem como finalidade garantir transparência nas informações prestadas ao público e assegurar que os consumidores possam exercer livremente seus direitos, inclusive quanto ao reembolso integral dos valores pagos, caso não tenham interesse na remarcação ou na concessão de crédito”, destacou.
No âmbito da investigação preliminar, foram requisitadas informações à organização/promotora do evento acerca da política formal de atendimento ao consumidor, dos prazos, canais e procedimentos adotados para troca, crédito e reembolso, bem como das estratégias de comunicação utilizadas para orientação do público. A plataforma de bilhetagem responsável pela comercialização dos ingressos também foi notificada para prestar esclarecimentos sobre o quantitativo de ingressos vendidos, os mecanismos de estorno empregados e os prazos para devolução dos valores.
O Ministério Público da Paraíba ressalta que, nas hipóteses de cancelamento ou alteração substancial de eventos, o consumidor não pode ser obrigado a aceitar crédito ou remarcação como única alternativa, devendo ser assegurado o reembolso integral quando essa for sua opção, sob pena de caracterização de prática abusiva. O órgão seguirá acompanhando a situação, com a adoção das medidas administrativas ou judiciais cabíveis, caso sejam constatadas irregularidades no cumprimento da legislação consumerista.
O aumento das queixas sobre acúmulo de lixo em vários bairros de João Pessoa provovou um debate que parecia controlado nos últimos anos. O que está acontecendo com o serviço de coleta na capital?!
São ruas e calçadas onde se acumulam sacolas, sacos abertos e mau cheiro, sobretudo em áreas de grande circulação como a praia, por exemplo.
Diante do crescimento das reclamações, a Autarquia Especial Municipal de Limpeza Urbana (Emlur) emitiu uma nota afirmando que a responsabilidade pelo problema estaria na própria população, que não estaria se atentando aos horários de descarte definidos para cada região da cidade.
A justificativa, no entanto, precisa ser questionada. Esse hábito não é novidade, e os horários não mudaram de forma significativa. mas, porque isso não aconteceu acontecia com a mesma intensidade em anos anteriores?
E, pra piorar, João Pessoa atravessa um dos seus períodos de maior visibilidade nacional, sendo promovida como destino turístico de verão com hotéis lotados e praias movimentadas.
O que o povo quer saber: Houve falhas operacionais? Redução de frota?
Ou existe, nos bastidores, a expectativa de entrada de uma nova empresa terceirizada que possa estar influenciando o ritmo do serviço?
Mais do que buscar culpados, o momento pede transparência e respostas claras. E João Pessoa, que estampa folders e campanhas nacionais, precisa garantir que a realidade das suas ruas acompanhe o discurso de cidade limpa, organizada e sustentável.
A Câmara Municipal de Santa Rita revogou, nesta quarta-feira (7), por maioria absoluta, a proposta que autoriza o exercício do mandato de vereadores de forma remota, incluindo em casos de prisão sem condenação do parlamentar. Em sessão extraordinária, o vereador Anderson Liberato (Mobiliza), relator do pedido de revogação, emitiu parecer favorável para revogar o texto.
Durante a votação, apenas o vereador Clóvis de Loi (MDB) se absteve e saiu do plenário para não votar.
O vereador Otávio Bernardino (PDT), além de ser contrário ao projeto, sugeriu que ele fosse revogado por inteiro e, em seguida, elaborada uma nova resolução.
A aprovação da nova regra que alterava o Regimento Interno da Casa poderia viabilizar a retomada do mandato do vereador Wagner de Bebé (PSD), preso desde outubro de 2025.
A Paraíba registrou um aumento de 60% no número de reservatórios em situação crítica em um ano. Atualmente, 45 reservatórios estão em nível crítico, enquanto apenas dois estão sangrando e somente 12 operam em nível considerado normal.
O cenário é preocupante quando comparado com o mesmo período de 2025 (janeiro), quando 28 reservatórios estavam situação crítica.
Segundo o subgerente de Monitoramento Quali-Quantitativo da Agência Executiva de Gestão das Águas da Paraíba (Aesa), Wellington Barbosa, o quadro está “um pouco acima da normalidade”. O cenário, de acordo com ele, é reflexo direto do baixo aporte hídrico registrado em algumas regiões ao longo do ano passado.
Imagem: AESA
Em conversa com o Portal MaisPB, nesta quarta-feira (7), Wellington explicou que o estado já estava com reservatórios em condição delicada, mas a situação se agravou pelo baixo volume de chuvas. Uma das regiões mais afetadas é o Sertão do estado. “Por exemplo, a região de Patos. Porque um reservatório está seco, o Farinha, e o Jatobá está em torno dos 10% [da capacidade]. São os reservatórios que abastecem lá. Então, já afeta um pouco a rotina da sociedade naquela cidade”, pontuou ele.
Apesar do cenário, o subgerente de Monitoramento ressaltou que a existência da transposição do Rio São Francisco tem amenizado os impactos da estiagem. A Aesa informou que acompanha a situação diariamente, monitorando os níveis dos reservatórios.
A redação entrou em contato com a Companhia de Água e Esgotos da Paraíba (Cagepa) para saber informações sobre os impactos dos baixos volumes de água no abastecimento para a população e aguarda retorno.
Baixa umidade
Nos últimos dias, o Sertão paraibano tem sido frequentemente colocado sob alerta de perigo por causa da baixa umidade. De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), a umidade relativa do ar está entre 30% e 20% na região.
A Zona Leste de João Pessoa, onde estão localizados os bairros da orla, é a região com os imóveis mais caros da capital. Os dados foram extraídos do Índice Fipezap de Venda Residencial, que acompanha a variação dos preços de imóveis residenciais em 56 cidades brasileiras.
Segundo o estudo, o valor do m² no bairro de Cabo Branco ultrapassa os R$ 12 mil. Em segundo lugar, o bairro mais caro para se adquirir um imóvel é o Jardim Oceania, com um valor médio de R$ 10.192 o metro quadrado.
Encerrando o Top3 está o Altiplano Cabo Branco, caracterizado pelo prédios mais altos da cidade, cujo m² custa R$ 9.708.
A partir de 22 de fevereiro de 2026, moradores da Paraíba terão uma mudança importante na telefonia fixa: ligações entre municípios com o mesmo DDD deixarão de ser consideradas interurbanas e passarão a ter custo de chamada local. A novidade faz parte de uma nova regra definida pela Agência Nacional de Telecomunicações, que moderniza o sistema de áreas locais da telefonia fixa em todo o país.
Na prática, quem tem telefone fixo na Paraíba poderá ligar para outra cidade do mesmo DDD sem pagar longa distância e sem precisar discar código de operadora ou DDD. Basta digitar o número do destino. A mudança simplifica a discagem e pode reduzir o valor da conta telefônica para quem ainda utiliza o serviço.
A alteração reduz drasticamente o número de áreas locais no Brasil, de mais de 4 mil para apenas 67, fazendo com que as áreas da telefonia fixa passem a seguir exatamente os limites dos DDDs, como já ocorre na telefonia móvel. Para os usuários, não haverá mudança no número do telefone, salvo exceções devidamente justificadas pelas operadoras.
Na Paraíba, a mudança entra em vigor junto com outros estados do Nordeste que utilizam os DDDs 81, 82, 83, 84, 85, 86, 87, 88 e 89. A expectativa da Anatel é que a medida traga mais transparência, estimule a concorrência entre operadoras e facilite a vida do consumidor.
O reajuste da tarifa de ônibus urbano em João Pessoa tem janeiro de 2026 como data-base, mas ainda não há definição sobre o novo valor. A decisão depende de reunião do Conselho Municipal de Mobilidade Urbana, presidido pela Semob-JP, que ainda não foi convocada pela Prefeitura. A última reunião ocorreu em janeiro de 2025.
De acordo com o presidente do Sintur-JP, Isaac Júnior, o cálculo do reajuste considera apenas custos comprovados por notas fiscais, como combustível, frota, peças e salários. “A gente envia os documentos de execução desses custos, que são as notas fiscais”, afirmou.
O combustível é o principal fator de pressão, respondendo por cerca de 31% do custo da tarifa, seguido pela folha de pagamento. O setor também avalia que o ISS, mesmo reduzido pela metade em João Pessoa, ainda é alto em comparação a outras capitais. “No Brasil, 14 capitais têm isenção total”, disse Isaac.
Atualmente, a passagem custa R$ 5,20. O sistema enfrenta ainda queda de demanda: em 2025, o número de passageiros foi 17,3% menor do que em 2019, antes da pandemia, o que afeta a sustentabilidade do transporte coletivo na capital.
A Câmara Municipal de Santa Rita aprovou uma alteração no Regimento Interno que autoriza a participação remota de vereadores presos, desde que não haja condenação criminal com trânsito em julgado e exista autorização judicial.
De autoria dos vereadores Alysson Gomes (Republicanos) e Dr. João Alves Júnior (PSDB), a proposta regulamenta em caráter excepcional, a presença e o voto a distância em sessões plenárias, reuniões de comissões e demais atos legislativos. O texto estabelece que prisões em flagrante, temporária ou preventiva não implicam perda, suspensão ou extinção do mandato eletivo.
A cassação, segundo a nova regra, somente poderá ocorrer após condenação definitiva, com decisão transitada em julgado, e mediante processo próprio na Câmara, garantindo o contraditório e a ampla defesa. A participação remota também poderá ser autorizada em situações como problemas graves de saúde, restrições judiciais de locomoção, missões oficiais, calamidade pública ou risco à integridade física do parlamentar.
A resolução permite a realização de sessões presenciais, remotas ou híbridas e reconhece oficialmente a presença virtual para fins de quórum, votação e registro de presença, cabendo à Mesa Diretora regulamentar os critérios por decreto legislativo.
Na justificativa, os autores alegam que a medida se baseia nos princípios constitucionais da presunção de inocência e da soberania popular. A aprovação da norma deve ter efeito imediato e pode viabilizar a retomada do mandato do vereador Wagner de Bebé (PSD), preso desde outubro de 2025, com a consequente saída do suplente que ocupa a vaga.
O Projeto de Resolução nº 029/2025 foi relatado pela vereadora Cleidinha de Digão (PDT) e aprovado em sessão extraordinária pelo placar de 10 votos a 9.
O recorrente despejo de esgoto nas praias de João Pessoa voltou a gerar revolta e já começa a produzir efeitos na economia da capital. Turistas relatam que pretendem cancelar reservas ao tomar conhecimento da poluição da orla e dos trechos impróprios para banho.
O problema, que se arrasta há anos, ameaça diretamente a imagem da cidade vendida ao Brasil e ao mundo como destino de praias limpas e acolhedoras.
De 2015 para cá, diversas medidas foram adotadas sem sucesso definitivo. Termos de Ajustamento de Conduta assinados a partir de 2018 entre Prefeitura, Cagepa, Sudema e Ministérios Públicos previam a identificação e correção de ligações clandestinas de esgoto, especialmente em praias como Manaíra e Tambaú. Também houve uso de tecnologias, operações de fiscalização e notificações sucessivas, mas os episódios de contaminação continuaram a se repetir.
Nos últimos dois anos, a pressão aumentou. Em 2024 e 2025, MPF e MPPB intensificaram cobranças, abriram procedimentos e ajuizaram ações exigindo providências emergenciais, sobretudo em áreas que recebem águas poluídas de rios urbanos. Já em 2026, a Prefeitura voltou a notificar a Cagepa após novos vazamentos na orla, evidenciando que o problema segue longe de uma solução estrutural.
Enquanto isso, os prejuízos se acumulam. Pescadores denunciam danos à atividade, moradores convivem com riscos à saúde e o turismo começa a sentir os efeitos mais graves. Ainda há tempo de reverter o quadro, mas isso exige decisão política, investimentos estruturais e responsabilização efetiva, antes que a crise se torne permanente.
Comente aqui