Quatro trechos de praias da Paraíba estão impróprios para banho neste fim de semana. Segundo relatório de balneabilidade divulgado pela Superintendência de Administração do Meio Ambiente (Sudema), dois trechos estão localizados em João Pessoa e dois em Pitimbu.
O relatório coletou amostras nos períodos de 13 e 16 de julho, e é válido até 24 de julho, data de divulgação do próximo relatório.
Segundo o órgão, a classificação de impróprio vale apenas para uma faixa de 100 metros à direita e à esquerda do ponto de coleta. Fora desse perímetro, as praias seguem liberadas para banho até nova avaliação da qualidade da água.
João Pessoa e mais 93 cidades da Paraíba estão sob alertas de chuvas intensas, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). O aviso, de cor amarela, é válido até às 23h59 deste sábado (18).
O alerta prevê chuva entre 20 e 30 mm/h ou até 50 mm/dia, com ventos de 40 a 60 km/h. Segundo o Inmet, o risco de corte de energia elétrica, queda de galhos de árvores, alagamentos e descargas elétricas é baixo.
Em caso de emergência, a recomendação é acionar a Defesa Civil (199) e o Corpo de Bombeiros (193).
Cagepa é autuada pelo MP-Procon após colapso de reservatório. Foto: divulgação/MPPB.
A Companhia de Água e Esgotos da Paraíba (Cagepa) foi autuada pelo MP-Procon por violar as normas de segurança do consumidor após o acidente provocado pelo colapso de um reservatório na Estação de Tratamento de Água (ETA), do bairro da Prata, em Campina Grande.
Com a formalização da autuação do Programa Estadual de Proteção e Defesa do Consumidor (MP-Procon), foi determinada a intimação oficial da Cagepa para que, no prazo de 10 dias úteis, apresente defesa.
A autuação pode resultar na aplicação de multa à empresa com destinação dos recursos ao Fundo Estadual de Proteção e Defesa do Consumidor do Ministério Público.
Segundo informações do MP-Procon, o colapso da estrutura, uma edificação de concreto da década de 1960 com volume de armazenamento de aproximadamente 2 milhões de litros, gerou uma enxurrada de alto impacto que culminou no óbito de uma consumidora idosa de 62 anos (então acamada em sua residência), além de deixar feridos e provocar a destruição severa de patrimônio público e privado.
Ao todo, o fluxo de água que saiu do reservatório causou o colapso estrutural de três residências, a destruição total de três estabelecimentos comerciais, danos estruturais em mais de 20 imóveis e a perda integral de diversos veículos arrastados pelos escombros. O incidente também provocou desabastecimento sistêmico, afetando temporariamente 40 bairros de CG e quatro cidades da região metropolitana (Lagoa Seca, São Sebastião de Lagoa de Roça, Areial e Montadas).
Relatório
O relatório conclusivo do inquérito instaurado pela Polícia Civil apontou que o colapso estrutural decorreu de vício de concepção e execução do projeto original, agravado pela deterioração progressiva do solo que dava sustentação à base do reservatório.
Além disso, ficou evidenciado que a Cagepa realizou uma vistoria de caráter simples cerca de seis meses antes do rompimento, demonstrando ineficácia técnica ao não diagnosticar as patologias estruturais e o processo de fadiga material que indicavam o risco iminente de colapso.
Responsabilização
Na portaria de autuação e instauração do procedimento, subscrita pelo promotor de Justiça e diretor regional do MP-Procon, Osvaldo Lopes Barbosa, o MP-Procon destaca a responsabilidade civil objetiva do Estado e delegatários (Art. 37, § 6º da CF/88), apontando que as prestadoras de serviços públicos respondem objetivamente pelos danos que seus agentes causarem a terceiros. Ademais, na configuração de defeito na prestação de serviço essencial que não forneceu a segurança legitimamente esperada pelos consumidores, ensejando o dever de reparação integral e independente de culpa.
Também são apontados como fundamentos da autuação a equiparação a consumidores de todas as vítimas indiretas e moradores afetados pelo evento danoso e a obrigação legal de fornecer serviços públicos adequados, eficientes, seguros e, por se tratar de atividade essencial, contínuos, sob pena de reparação compulsória de danos.
O Ministério Público da Paraíba (MPPB) denunciou, nesta quinta-feira (16), Christian Medeiros Veiga Dantas Costa e Larissa Maria Leal de Freitas pelo homicídio qualificado de Rubens Fernandes da Costa Filho, conhecido como “Rubinho”.
O crime foi denunciado com as qualificadoras de motivo fútil, emprego de meio que resultou em perigo comum e uso de recurso que dificultou a defesa da vítima, conforme o artigo 121, §2º, incisos II, III e IV, do Código Penal.
Segundo a denúncia, Larissa, ex-esposa da vítima, foi denunciada por participação no crime, sob a acusação de ter instigado o namorado a cometer o assassinato e de prestar auxílio material para a sua execução.
Além da acusação de homicídio qualificado, o MPPB também denunciou Christian pelos crimes de lesão corporal, por supostamente agredir a noiva e a cunhada da vítima no dia do homicídio, e de porte ilegal de arma de fogo.
A denúncia pede a condenação dos réus e o pagamento de indenização por danos morais de, no mínimo, R$ 200 mil aos familiares da vítima. O caso tramita em segredo de Justiça.
A denúncia foi apresentada pela 8ª promotora de Justiça de Campina Grande, Luciara Lima Simeão Moura.
As vendas do varejo da Paraíba cresceram 1,5% entre abril e maio deste ano, segundo a Pesquisa Mensal do Comércio (PMC), divulgada pelo IBGE nesta quinta-feira (16). O resultado foi o segundo maior do país, atrás apenas do Distrito Federal (1,6%). A média nacional foi de 0,1%.
Na comparação com maio de 2025, o varejo paraibano teve alta de 0,6%, enquanto o Brasil registrou crescimento de 0,4%.
No varejo ampliado, que inclui veículos, motocicletas, peças, materiais de construção e atacado de alimentos, bebidas e fumo, a Paraíba também avançou 1,5% em maio, na comparação com abril, e 0,7% em relação ao mesmo mês do ano passado. No país, os índices tiveram queda de 0,2% no comparativo mensal e de 0,6% no anual.
Segundo o IBGE, entre as oito atividades pesquisadas no comércio varejista nacional, cinco registraram avanço em maio. Os maiores destaques foram os segmentos de livros, jornais, revistas e papelaria; tecidos, vestuário e calçados; além de móveis e eletrodomésticos, setores que tiveram influência de datas comemorativas como o Dia das Mães e da preparação para a Copa do Mundo.
Uma mãe denunciou à Polícia Civil que a filha, de dois anos, foi vítima de abuso sexual em João Pessoa. A violência foi confirmada por um laudo do Instituto de Polícia Científica (IPC), e a mulher acredita que o crime ocorreu na creche onde a criança estudava. A denúncia foi registrada em 23 de abril de 2026, mas o caso veio à tona nesta terça-feira (14).
O caso é investigado pela Delegacia de Repressão aos Crimes Contra a Infância e a Juventude. A mãe da criança, a diretora, professora, cuidadoras e auxiliares da creche já foram ouvidas. Segundo a delegada Adriana Guedes, ainda não há indícios de autoria.
“A delegacia imediatamente tomou as providências, ouviu a diretora da creche, ouviu a professora da criança, ouviu as cuidadoras, ouviu as auxiliares. Eu fui pessoalmente à creche fazer uma inspeção. Então, assim, as diligências continuam. Até o presente momento, a gente não tem assim nenhum indício de autoria”.
Em nota, a Secretaria de Educação de João Pessoa informou que adotou as providências administrativas, colabora com a investigação da Polícia Civil e disponibilizou as imagens do sistema de videomonitoramento da unidade. A pasta também afirmou que a avaliação realizada não encontrou elementos que confirmassem que o caso aconteceu nas dependências da creche.
A mãe contou à TV Cabo Branco que percebeu um ferimento na região íntima da filha durante uma troca de fraldas. A criança foi levada ao hospital e, depois, encaminhada ao IPC para realizar o exame sexológico.
“A gente foi imediatamente para o hospital para ser avaliada. E nessa avaliação, tiveram umas dúvidas, mas foi encaminhada para o conselheiro tutelar e, após os procedimentos na delegacia, a gente foi para o IPC para fazer o exame sexológico. E, no momento do exame físico mesmo, a perita confirmou; ela positivou o abuso sexual da minha filha”, relatou.
O laudo do IPC aponta que não houve conjunção carnal, mas indica que a criança foi vítima de outro ato libidinoso. O documento também informa que a lesão era recente.
A mãe disse que deixou a filha na creche por volta das 7h30 e a buscou às 16h30. Segundo ela, a menina não teve contato com outras pessoas em casa.
Imagens das câmeras de segurança
Foto: Reprodução/Cabo Branco
Foto: Reprodução/Cabo Branco
Imagens do sistema de segurança mostram funcionárias tirando fotos de crianças de fralda ou sem roupa. Em um dos registros, uma funcionária usa o flash do celular para fotografar crianças deitadas de bruços.
A delegada Adriana Guedes informou que a gestão da escola disse que os funcionários são orientados a inspecionar os corpos das crianças e registrar qualquer machucado. As fotos são enviadas à gestão que, por sua vez, aciona os pais.
A Secretaria de Educação, no entanto, informou que desconhece o procedimento e que a funcionária em questão foi afastada.
Todas as cidades da Paraíba estão sob alerta de perigo potencial de vendaval, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). O aviso é válido até o fim da noite desta sexta-feira (18).
Para os 223 municípios, a previsão é de ventos entre 40 km/h e 60 km/h, com baixo risco de queda de galhos de árvores.
O Inmet orienta que a população não se abrigue debaixo de árvores durante rajadas de vento, devido ao risco de queda e descargas elétricas. Também recomenda não estacionar veículos próximos a torres de transmissão e placas de propaganda.
Em caso de problemas, a Defesa Civil pode ser acionada pelo telefone 199 e o Corpo de Bombeiros pelo 193.
Professor da UFCG demitido por assédio foi diácono e já respondeu a processo pelo mesmo crime. Reprodução / Diocese de Campina Grande
O professor Antônio Lisboa Leitão de Souza, demitido pelo Ministério da Educação (MEC) após a conclusão de um processo administrativo que apurou assédio sexual e moral contra estudantes da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), também atua como diácono da Diocese de Campina Grande e já respondeu a um processo por assédio sexual em 2017.
Além da atuação na universidade, Antônio Lisboa foi ordenado diácono da Diocese de Campina Grande em 2015. Em maio de 2026, ele foi transferido da Paróquia de Nossa Senhora do Rosário para a Paróquia de Nossa Senhora das Dores e São Lucas.
Professor respondeu a processo por assédio sexual em 2017
Antônio Lisboa respondeu por assédio sexual contra duas mulheres em 2017.
Na ocasião, ele foi beneficiado com a suspensão condicional do processo, medida em que o andamento da ação fica suspenso desde que o investigado cumpra as condições estabelecidas pela Justiça durante um período determinado.
De acordo com a sentença, ele cumpriu prestação de serviços à comunidade e compareceu regularmente à Justiça para comprovar o cumprimento das determinações.
Com o fim do período estabelecido e sem registro de descumprimento das condições, a Justiça declarou extinta a punibilidade e determinou o arquivamento do caso.
Entenda
A demissão de Antônio Lisboa Leitão de Souza foi determinada pelo Ministério da Educação (MEC) após a conclusão de um processo administrativo disciplinar. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) na terça-feira (14).
De acordo com a portaria, o professor cometeu condutas de conotação sexual e assédio moral contra estudantes da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), utilizando o cargo que ocupava na instituição.
A defesa de Antônio Lisboa informou que recebeu a decisão do MEC “com perplexidade” e afirmou que os pedidos apresentados durante o processo administrativo não foram analisados. Também declarou que o professor foi absolvido pela Justiça Criminal de Campina Grande em um processo relacionado aos mesmos fatos e que recorrerá à Justiça para tentar reverter a demissão.
A Assembleia Legislativa da Paraíba sancionou uma lei que obriga grandes empreendimentos do estado a oferecerem espaços para acolhimento, guarda, assistência e amamentação de filhos de trabalhadoras. A medida foi publicada no Diário Oficial do Estado (DOE) desta quarta-feira (15).
A norma, de autoria do deputado estadual Adriano Galdino (Republicanos), vale para locais como shoppings, centros comerciais, supermercados, hipermercados, atacarejos e condomínios comerciais que tenham área construída a partir de 5 mil metros quadrados, circulação média diária de mil pessoas e pelo menos 30 trabalhadoras fixas.
Os espaços deverão contar com sala de amamentação, fraldário, berços, poltronas, lavatório, climatização e um profissional responsável pelo atendimento. Os estabelecimentos terão 90 dias para se adequar, e o descumprimento poderá gerar sanções previstas na legislação estadual e no Código de Defesa do Consumidor.
O preço do botijão de gás de 13 quilos pode variar até R$ 32 em João Pessoa, segundo pesquisa divulgada pelo Procon-JP nesta terça-feira (14). O levantamento foi realizado em 36 estabelecimentos de 32 bairros da capital.
No pagamento à vista, o botijão foi encontrado por R$ 92,99 no Alto do Mateus e por R$ 125 em Mandacaru, diferença de R$ 32. O preço médio na capital é de R$ 115,31.
Além do menor preço de R$ 92,99 no Alto do Mateus, o botijão também foi encontrado por R$ 108 no Cristo e por R$ 110 em Cruz das Armas, Torre e Mandacaru.
No pagamento com cartão, os preços variam entre R$ 97,99 e R$ 130, ambos no Alto do Mateus. O segundo menor valor foi registrado no Cristo, onde o botijão é vendido por R$ 110.
Preços do kit
O Procon-JP também pesquisou os preços do kit com botijão e recipiente. No pagamento à vista, os valores variam entre R$ 250, em Jaguaribe e Alto do Mateus, e R$ 340, nos Bancários. Também foram encontrados preços de R$ 260 no Castelo Branco e R$ 270 em Cruz das Armas.
No cartão, o kit custa entre R$ 250, no Alto do Mateus, e R$ 350, nos Bancários e Mandacaru. Outros menores preços foram registrados em Jaguaribe (R$ 260), Castelo Branco (R$ 270) e Cruz das Armas (R$ 280).
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