Um brasileiro de 35 anos foi preso na noite desta quinta-feira (1) depois da tentativa de um atentado a tiros contra a vice-presidente da Argentina, Cristina Kirchner. A polícia vai investigar se foi uma tentativa de homicídio e a pistola falhou ou se a falta do tiro foi proposital. O suspeito foi identificado como Fernando Sabag Montiel.
Cristina voltava para casa, no bairro de Recoleta, na capital Buenos Aires. Ela estava cercada por seguranças e muitos apoiadores cercavam o local.
O suspeito se aproximou da vice-presidente e chegou a colocar a arma bem perto do rosto dela. Quando tentou atirar, porém, a arma parece ter falhado. Cristina, então, se protegeu com aos mãos em frente ao corpo.
Fernando Sabag foi detido em março de 2021 por portar uma arma não convencional. Na ocasião, ele foi abordado por policiais por estar em um carro sem placa. Enquanto conversava com os agentes de segurança, uma faca de 35 centímetros caiu. O brasileiro afirmou que andava com o objeto, que foi apreendido, para defesa pessoal.
Sheila O’Leary, uma mulher vegana de 38 anos, foi condenada nesta segunda-feira (29) à prisão perpétua pelo homicídio do filho, de um ano e meio. A criança morreu desnutrida após ter se alimentado apenas de frutas, vegetais crus e leite materno, em Lee County, na Flórida.
A mulher foi sentenciada por seis acusações: assassinato em primeiro grau, abuso infantil agravado, homicídio culposo, abuso infantil e duas por negligência infantil. O menino de 18 meses pesava 8 kg e era do tamanho de uma criança de sete meses quando morreu.
O marido de Sheila, Ryan Patrick O’Leary, permanece na prisão enquanto aguarda julgamento pelas mesmas acusações.
De acordo com os promotores, a criança morreu por “complicações de desnutrição grave e desidratação”. A morte do menino aconteceu em 27 de setembro de 2019. Na época, segundo a polícia, ele estava com 18 meses e pesava 8 kg, mas era do tamanho de um bebê de sete meses.
“Esta criança não comeu. Ele morreu de fome durante 18 meses.” disse Francine Donnorummo, chefe da unidade de vítimas especiais da Procuradoria do Condado de Lee, no julgamento.
Durante o processo, o casal admitiu que a família seguia uma dieta vegana rigorosa. Os investigadores afirmaram que o casal e seus outros três filhos, de 3, 5 e 11 anos, se alimentavam apenas de frutas e vegetais crus, embora a criança morta também fosse alimentada com leite materno. As três irmãs da vítima também foram encontradas desnutridas.
O último líder da União Soviética, Mikhail Gorbachev, morreu nesta terça-feira (30) aos 91 anos, segundo informações publicadas por agências de notícias da Rússia.
“Nesta tarde, após uma longa e grave doença, morreu Mikhail Gorbachev”, informaram fontes do Hospital Clínico Central.
O enterro será no Cemitério Novodevichy, em Moscou, onde estão os restos mortais de figuras preeminentes da história do país e o túmulo sua esposa.
Gorbachev chegou ao poder em 1985 e iniciou uma série de reformas econômicas e políticas, que ficaram conhecidas como Perestroika e Glasnost. Segundo muitos apontam, porém, essas ações do então presidente foram os motivos que provocaram a dissolução da URSS.
Em 1990, Gorbachev ganhou o Prêmio Nobel da Paz por seus esforços para encerrar a Guerra Fria, período em que a URSS e os Estados Unidos viviam em constante tensão.
Gorbachev renunciou em 25 de dezembro de 1991 e, no mesmo dia, a bandeira da URSS foi substituída pela tricolor da Rússia. Formalmente, porém, o bloco comunista se dissolveu um dia depois por ordem do Soviete Supremo.
Gorbachev nasceu em uma família de origem russa e ucraniana em março de 1931, durante o governo de Josef Stalin.
O ex-líder comunista se formou em direito 1955. Durante o período em que estudou na Universidade Estatal de Moscou, ele se casou com uma colega de curso, Raíssa Titarenko.
A Nasa cancelou o lançamento da missão Artemis I nesta segunda-feira (29), por causa de problemas técnicos com o megafoguete.
A cobertura oficial da transmissão ao vivo do lançamento estava programada às 7h30 no horário de Brasília, mas a agência adiou o evento devido a problemas com o foguete “que estão sendo solucionados”.
No Twitter, a Nasa informou que os engenheiros da agência estão avaliando um problema com o hidrogênio líquido no motor de número 3 do megafoguete SLS.
A expectativa é que lançamento ocorra agora na próxima sexta-feira (2).
A última missão da agência ao nosso satélite natural ocorreu em 1972, com a Apollo 17. Se tudo der certo desta vez com a Artemis I, a Nasa planeja uma viagem tripulada com a Artemis II ao redor da Lua em 2024 e, finalmente, uma missão de pouso com a Artemis III em meados de 2025 ou 2026.
O papa Francisco, que enfrenta as dificuldades da idade e não descarta a possibilidade de renunciar por motivos de saúde, prepara sua sucessão com a posse no sábado de 20 novos cardeais, 16 deles com direito a voto no conclave para a eleição de seu sucessor.
O pontífice de 85 anos convocou todos os cardeais do mundo para uma reunião inédita de dois dias, que acontecerá após a “criação”, o termo religioso, dos 20 novos “príncipes da Igreja”.
A cerimônia de posse dos novos cardeais acontecerá no sábado a partir das 16h (11h de Brasília) durante uma cerimônia solene na basílica de São Pedro no Vaticano.
Dedicada à reforma da Constituição Pontifícia, aprovada em março e em vigor desde 5 de junho, a convocação de quase 300 cardeais é uma espécie de pré-conclave, durante o qual será feito um balanço da situação da Igreja após quase dez anos de liderança do papa latino-americano.
A reunião provocou muitas especulações, em particular sobre o estado de saúde do papa, que passou por uma cirurgia no cólon em 2021 e sofre com dores no joelho direito que o impedem de caminhar e o obrigam a usar uma cadeira de rodas.
Francisco não descartou a possibilidade de renunciar diante das dificuldades de saúde, como admitiu no fim de julho aos jornalistas que acompanharam sua viagem ao Canadá.
“Mudar de papa não seria uma catástrofe”, declarou, antes de explicar: “Não pensei nesta possibilidade, mas isto não quer dizer que depois de amanhã não vou pensar”.
“A porta está aberta”, acrescentou.
Com a posse dos novos cardeais, Francisco inclui na lista de possíveis sucessores religiosos procedentes das periferias do mundo, certamente mais abertos, menos acostumados às intrigas da Cúria Romana.
Cardeais brasileiros
A relação inclui nomes do Brasil, Paraguai, Índia, Singapura, Mongólia e Timor Leste.
Na lista de 16 cardeais com menos de 80 anos e, portanto, direito a voto em caso de conclave pela renúncia ou morte do papa, estão três latino-americanos: dois brasileiros, Leonardo Ulrich Steiner, arcebispo de Manaus, e Paulo Cezar Costa, arcebispo de Brasília, e um paraguaio, Adalberto Martínez Flores, arcebispo de Assunção.
Um quarto, o colombiano Jorge Enrique Jiménez Carvajal, tem mais de 80 anos e não poderá participar em uma eleição do futuro pontífice.
Ao final de seu oitavo consistório, quase um para cada ano de papado, já que em março de 2023 completará dez anos à frente da Igreja, Francisco será responsável pela designação de 83 cardeais do total atual de 132 eleitores, quase dois terços do grupo.
Um número determinante em caso de eleição do papa, que exige justamente maioria de dois terços.
A vice-presidente argentina, Cristina Kirchner, enfrenta o risco de ser impedida de exercer qualquer cargo público pelo restante de sua vida e ficar presa por 12 anos, caso a Justiça acate o pedido de sentença apresentado nesta segunda-feira (22) pelo promotor Diego Luciani.
Ela é acusada numa corte de primeira instância de ter liderado um esquema para fraudar 51 licitações de várias obras na Província de Santa Cruz, reduto kirchnerista no sul do país, que teriam beneficiado o empresário Lázaro Báez, entre 2033 e 2015, quando Néstor e Cristina Kirchner ocuparam a Casa Rosada. Com a chegada do opositor Mauricio Macri ao poder, 24 dessas obras foram paralisadas.
Além de 12 anos de prisão para Cristina, Luciani pediu que todos os envolvidos no caso, conhecido como “Caso Vialidad”, tornem-se inelegíveis perpetuamente, além da restituição ao cofres públicos de o equivalente a US$ 1 bilhão. “Esta é a maior manobra de corrupção já conhecida no país”, disse Luciani em suas alegações finais.
A defesa de Kirchner deve, agora, apresentar seus argumentos e uma sentença é esperada para o fim deste ano.
A ex-presidente e atual vice é acusada de liderar o esquema de associação ilícita, fraude contra o Estado e prevaricação. Esses crimes são puníveis com cadeia.
Mas enquanto Cristina Kirchner continuar como vice-presidente, ela mantém imunidade, mesmo se for sentenciada a uma pena de prisão e sua sentença fosse definitiva, após confirmação no Tribunal Supremo. Nesse caso, seria instaurada uma causa para o impeachment — baseada no mau desempenho das funções e na prática de crimes, no exercício do cargo ou fora da função pública. Então, mesmo com a condenação definitiva, seria necessário o voto de dois terços dos senadores e deputados para destituí-la do cargo por meio do processo de impeachment.
O mesmo se aplicaria se ela recebesse uma condenação como vice-presidente e essa condenação permanecesse ativa com ela exercendo outro cargo que também lhe concedesse privilégios. Se decidir concorrer à Presidência nas eleições do ano que vem e perder, no entanto, ela se arrisca a não ter mais esses privilégios.
Se fosse candidata a senadora, porém, teria muitas chances de conquistar uma cadeira e mantê-los.
Matar a rainha da Inglaterra. Essa era a intenção que tinha um homem preso no ano passado com uma balestra – espécie de escopeta com arco e flecha acoplados – em frente ao Palácio de Windsor, segundo ele próprio afirmou nesta quarta-feira (17) a um tribunal do Reino Unido.
Segundo a Corte britânica que julga o caso, Jaswant Sihgn Chali, expressou que sua intenção era tirar a vida de Elizabeth II com a arma.
Chail apareceu em frente à residência oficial da rainha, em Londres, no dia de Natal em 2021 com a balestra em mãos e foi detido em seguida.
De acordo com Mears, o homem não chegou a entrar em nenhum edifício, e os protocolos de segurança foram acionados instantes depois da invasão.
A polícia da Espanha fez uma operação inusitada para impedir que dezenas de banhistas saqueassem um barco com carregamento de maconha que encalhou na praia, após uma perseguição policial. O episódio aconteceu na ultima sexta-feira (29), na praia de Sanlúcar de Barrameda, em Cádiz.
De acordo com o jornal El Independiente, a embarcação estava sendo perseguida por um helicóptero da Polícia Alfandegária do país.
Os oficiais conseguiram encurralar o piloto do barco. Foi quando diversos moradores e turistas da região, que assistiram à cena, correram na direção do barco para furtar os produtos que estavam sendo transportados. Para impedir que a população levasse o carregamento, o piloto do helicóptero da polícia tomou a iniciativa de tentar espantar as pessoas ao redor.
A aeronave se posicionou próxima ao barco e voou baixo, em movimento circular para afugentar os saqueadores.
O momento foi gravado por testemunhas e compartilhado nas redes sociais. As imagens mostram a confusão ao redor do barco, com algumas pessoas lutando para levar parte dos pacotes de drogas.
Os agentes da Guarda Civil e da Polícia Nacional chegaram por terra para dar apoio e conseguiram dispersar a maioria dos saqueadores. No entanto, parte do carregamento foi saqueado por eles durante a ação policial.
Estima-se que os contrabandistas transportavam cerca de 800 kg de maconha, que estavam distribuídos em 29 pacotes. A maior parte do carregamento de drogas foi apreendida pela polícia e o inquérito para apurar o caso foi aberto.
As autoridades trabalham não apenas para descobrir a origem das drogas e os responsáveis pelo tráfico, como também para identificar as pessoas que furtaram alguns pacotes na praia.
Essa ação faz parte do plano de controle da Agência Fiscal espanhola, que estabelece a vigilância marítima como prioridade no combate ao tráfico de drogas proveniente do Norte de África.
Na Espanha, o tráfico de drogas configura-se como um crime grave, pelo qual o suspeito pode ser condenado a pagar multa de 30 mil euros (aproximadamente R$ 160 mil).
O uso de celulares e outros dispositivos digitais pode ajudar a melhorar as habilidades de memória, em vez de fazer com que as pessoas se tornem preguiçosas ou esquecidas. É o que descobriu um novo estudo feito por pesquisadores da University College London.
A pesquisa, publicada no Journal of Experimental Psychology: General , mostrou que os dispositivos digitais ajudam as pessoas a armazenar e lembrar informações muito importantes. Isso, por sua vez, libera sua memória para recordar outras coisas menos importantes.
Os neurocientistas já expressaram preocupações com o uso excessivo da tecnologia. Eles apontavam que isso poderia resultar no colapso das habilidades cognitivas e causar “demência digital”. No entanto, os resultados mostram que usar um dispositivo digital como memória externa não apenas ajuda as pessoas a lembrar as informações salvas no dispositivo, mas também as ajuda a lembrar das informações não salvas.
Para demonstrar isso, os pesquisadores desenvolveram uma tarefa de memória para ser reproduzida em um tablet ou computador digital com tela sensível ao toque. O teste foi realizado por 158 voluntários com idades entre 18 e 71 anos.
Os participantes viram até 12 círculos numerados na tela e tiveram que se lembrar de arrastar alguns deles para a esquerda e outros para a direita. O número de círculos que eles lembravam de arrastar para o lado correto determinava seu pagamento no final do experimento. Um lado foi designado de “alto valor”, o que significa que lembrar de arrastar um círculo para este lado valia 10 vezes mais dinheiro do que lembrar de arrastar um círculo para o outro lado de “baixo valor”.
Os participantes realizaram esta tarefa 16 vezes. Eles tiveram que usar sua própria memória para lembrar em metade das tentativas e foram autorizados a definir lembretes no dispositivo digital para a outra metade.
Os resultados descobriram que os participantes tendiam a usar os dispositivos digitais para armazenar os detalhes dos círculos de alto valor. E, quando fizeram isso, sua memória para esses círculos melhorou em 18%. Para círculos de baixo valor, sua memória também foi melhorada em 27%, mesmo em pessoas que nunca definiram lembretes para círculos de baixo valor.
No entanto, os resultados também mostraram um custo potencial para o uso de lembretes. Quando eles foram retirados, os participantes se lembraram mais dos círculos de baixo valor do que os de alto valor. Isso comprova que eles confiaram os círculos de alto valor aos seus dispositivos e depois os esqueceram.
Pesquisadores ficaram surpresos
Segundo Sam Gilbert, doInstituto de Neurociência Cognitiva da University College London e autor sênior do estudo, as ferramentas de memória externa funcionam e estão “longe de causar ‘demência digital'”.
“Usar um dispositivo de memória externa pode até melhorar nossa memória para informações que nunca salvamos. Caso contrário, se uma ferramenta de memória falhar, podemos ficar com informações de menor importância em nossa própria memória”, concluiu.
Os Estados Unidos mataram Ayman al-Zawahiri, líder da al-Qaeda, em um ataque de drone no fim de semana em uma área residencial de Cabul, disseram fontes do governo americano a diversos veículos de imprensa.
O médico egípcio, por décadas um dos terroristas mais procurados do planeta, é acusado de ser um dos cérebros dos ataques de 11 de Setembro de 2001, ao lado de Osama bin Laden.
A morte de al-Zawahiri, que assumiu o comando do grupo após a morte de Bin Laden há 11 anos, ainda não foi oficialmente confirmada pelo governo americano, mas a Casa Branca emitiu um comunicado afirmando que o presidente Joe Biden fará um pronunciamento a nação às 19h30 (20h30, hora de Brasília).
O ataque, contudo, foi o primeiro em solo afegão desde a caótica saída dos militares americanos do país da Ásia Central, que completará um ano neste mês.
A retirada pôs fim às duas décadas da guerra mais longa da História americana, que começou em outubro de 2001, nas semanas seguintes ao pior ataque terrorista em solo americano.
O governo do então presidente George W. Bush acusava o Talibã, à época no comando do Afeganistão, de abrigar Bin Laden, que só seria morto em 2011 no Paquistão.
As duas décadas de uma guerra trilionária, contudo, terminaram com o retorno do mesmo Talibã ao poder, em agosto do ano passado, após uma ofensiva relâmpago. A situação gerou críticas maciças para Biden, na época com seis meses de mandato — danos que a bem-sucedida operação do último fim de semana tenta ao menos mitigar.
No ano passado, fontes da Casa Branca afirmaram que os EUA manteriam a capacidade para ataques “além de horizonte” contra forças terroristas dentro do Afeganistão, o que parece ter sido o caso da operação que matou Al-Zawahiri. Fontes do governo dizem que o ataque não foi conduzido pelas Forças Armadas, mas sim pela Agência Central de Inteligência (CIA), e que não houve vítimas civis.
Al-Zawahiri foi médico pessoal, braço direito de Bin Laden e era um rosto proeminente nos vídeos da al-Qaeda que profetizavam contra o Ocidente. Segundo analistas, ele teve um papel-chave para que o grupo terrorista se tornasse uma organização poderosa e letal nos anos 2000, tanto por suas habilidades intelectuais, mas também por sua organização.
Antes do 11 de Setembro, ele já havia sido indiciado pelos ataques às embaixadas americanas no Quênia e na Tanzânia, em 1998, que foram alguns dos indícios de que o grupo terrorista ganhava força. Também é acusado de ser uma figura central no ataque de 7 de julho de 2003, que matou 56 pessoas em Londres.
Comente aqui