A Nasa cancelou o lançamento da missão Artemis I nesta segunda-feira (29), por causa de problemas técnicos com o megafoguete.
A cobertura oficial da transmissão ao vivo do lançamento estava programada às 7h30 no horário de Brasília, mas a agência adiou o evento devido a problemas com o foguete “que estão sendo solucionados”.
No Twitter, a Nasa informou que os engenheiros da agência estão avaliando um problema com o hidrogênio líquido no motor de número 3 do megafoguete SLS.
A expectativa é que lançamento ocorra agora na próxima sexta-feira (2).
A última missão da agência ao nosso satélite natural ocorreu em 1972, com a Apollo 17. Se tudo der certo desta vez com a Artemis I, a Nasa planeja uma viagem tripulada com a Artemis II ao redor da Lua em 2024 e, finalmente, uma missão de pouso com a Artemis III em meados de 2025 ou 2026.
O papa Francisco, que enfrenta as dificuldades da idade e não descarta a possibilidade de renunciar por motivos de saúde, prepara sua sucessão com a posse no sábado de 20 novos cardeais, 16 deles com direito a voto no conclave para a eleição de seu sucessor.
O pontífice de 85 anos convocou todos os cardeais do mundo para uma reunião inédita de dois dias, que acontecerá após a “criação”, o termo religioso, dos 20 novos “príncipes da Igreja”.
A cerimônia de posse dos novos cardeais acontecerá no sábado a partir das 16h (11h de Brasília) durante uma cerimônia solene na basílica de São Pedro no Vaticano.
Dedicada à reforma da Constituição Pontifícia, aprovada em março e em vigor desde 5 de junho, a convocação de quase 300 cardeais é uma espécie de pré-conclave, durante o qual será feito um balanço da situação da Igreja após quase dez anos de liderança do papa latino-americano.
A reunião provocou muitas especulações, em particular sobre o estado de saúde do papa, que passou por uma cirurgia no cólon em 2021 e sofre com dores no joelho direito que o impedem de caminhar e o obrigam a usar uma cadeira de rodas.
Francisco não descartou a possibilidade de renunciar diante das dificuldades de saúde, como admitiu no fim de julho aos jornalistas que acompanharam sua viagem ao Canadá.
“Mudar de papa não seria uma catástrofe”, declarou, antes de explicar: “Não pensei nesta possibilidade, mas isto não quer dizer que depois de amanhã não vou pensar”.
“A porta está aberta”, acrescentou.
Com a posse dos novos cardeais, Francisco inclui na lista de possíveis sucessores religiosos procedentes das periferias do mundo, certamente mais abertos, menos acostumados às intrigas da Cúria Romana.
Cardeais brasileiros
A relação inclui nomes do Brasil, Paraguai, Índia, Singapura, Mongólia e Timor Leste.
Na lista de 16 cardeais com menos de 80 anos e, portanto, direito a voto em caso de conclave pela renúncia ou morte do papa, estão três latino-americanos: dois brasileiros, Leonardo Ulrich Steiner, arcebispo de Manaus, e Paulo Cezar Costa, arcebispo de Brasília, e um paraguaio, Adalberto Martínez Flores, arcebispo de Assunção.
Um quarto, o colombiano Jorge Enrique Jiménez Carvajal, tem mais de 80 anos e não poderá participar em uma eleição do futuro pontífice.
Ao final de seu oitavo consistório, quase um para cada ano de papado, já que em março de 2023 completará dez anos à frente da Igreja, Francisco será responsável pela designação de 83 cardeais do total atual de 132 eleitores, quase dois terços do grupo.
Um número determinante em caso de eleição do papa, que exige justamente maioria de dois terços.
A vice-presidente argentina, Cristina Kirchner, enfrenta o risco de ser impedida de exercer qualquer cargo público pelo restante de sua vida e ficar presa por 12 anos, caso a Justiça acate o pedido de sentença apresentado nesta segunda-feira (22) pelo promotor Diego Luciani.
Ela é acusada numa corte de primeira instância de ter liderado um esquema para fraudar 51 licitações de várias obras na Província de Santa Cruz, reduto kirchnerista no sul do país, que teriam beneficiado o empresário Lázaro Báez, entre 2033 e 2015, quando Néstor e Cristina Kirchner ocuparam a Casa Rosada. Com a chegada do opositor Mauricio Macri ao poder, 24 dessas obras foram paralisadas.
Além de 12 anos de prisão para Cristina, Luciani pediu que todos os envolvidos no caso, conhecido como “Caso Vialidad”, tornem-se inelegíveis perpetuamente, além da restituição ao cofres públicos de o equivalente a US$ 1 bilhão. “Esta é a maior manobra de corrupção já conhecida no país”, disse Luciani em suas alegações finais.
A defesa de Kirchner deve, agora, apresentar seus argumentos e uma sentença é esperada para o fim deste ano.
A ex-presidente e atual vice é acusada de liderar o esquema de associação ilícita, fraude contra o Estado e prevaricação. Esses crimes são puníveis com cadeia.
Mas enquanto Cristina Kirchner continuar como vice-presidente, ela mantém imunidade, mesmo se for sentenciada a uma pena de prisão e sua sentença fosse definitiva, após confirmação no Tribunal Supremo. Nesse caso, seria instaurada uma causa para o impeachment — baseada no mau desempenho das funções e na prática de crimes, no exercício do cargo ou fora da função pública. Então, mesmo com a condenação definitiva, seria necessário o voto de dois terços dos senadores e deputados para destituí-la do cargo por meio do processo de impeachment.
O mesmo se aplicaria se ela recebesse uma condenação como vice-presidente e essa condenação permanecesse ativa com ela exercendo outro cargo que também lhe concedesse privilégios. Se decidir concorrer à Presidência nas eleições do ano que vem e perder, no entanto, ela se arrisca a não ter mais esses privilégios.
Se fosse candidata a senadora, porém, teria muitas chances de conquistar uma cadeira e mantê-los.
Matar a rainha da Inglaterra. Essa era a intenção que tinha um homem preso no ano passado com uma balestra – espécie de escopeta com arco e flecha acoplados – em frente ao Palácio de Windsor, segundo ele próprio afirmou nesta quarta-feira (17) a um tribunal do Reino Unido.
Segundo a Corte britânica que julga o caso, Jaswant Sihgn Chali, expressou que sua intenção era tirar a vida de Elizabeth II com a arma.
Chail apareceu em frente à residência oficial da rainha, em Londres, no dia de Natal em 2021 com a balestra em mãos e foi detido em seguida.
De acordo com Mears, o homem não chegou a entrar em nenhum edifício, e os protocolos de segurança foram acionados instantes depois da invasão.
A polícia da Espanha fez uma operação inusitada para impedir que dezenas de banhistas saqueassem um barco com carregamento de maconha que encalhou na praia, após uma perseguição policial. O episódio aconteceu na ultima sexta-feira (29), na praia de Sanlúcar de Barrameda, em Cádiz.
De acordo com o jornal El Independiente, a embarcação estava sendo perseguida por um helicóptero da Polícia Alfandegária do país.
Os oficiais conseguiram encurralar o piloto do barco. Foi quando diversos moradores e turistas da região, que assistiram à cena, correram na direção do barco para furtar os produtos que estavam sendo transportados. Para impedir que a população levasse o carregamento, o piloto do helicóptero da polícia tomou a iniciativa de tentar espantar as pessoas ao redor.
A aeronave se posicionou próxima ao barco e voou baixo, em movimento circular para afugentar os saqueadores.
O momento foi gravado por testemunhas e compartilhado nas redes sociais. As imagens mostram a confusão ao redor do barco, com algumas pessoas lutando para levar parte dos pacotes de drogas.
Os agentes da Guarda Civil e da Polícia Nacional chegaram por terra para dar apoio e conseguiram dispersar a maioria dos saqueadores. No entanto, parte do carregamento foi saqueado por eles durante a ação policial.
Estima-se que os contrabandistas transportavam cerca de 800 kg de maconha, que estavam distribuídos em 29 pacotes. A maior parte do carregamento de drogas foi apreendida pela polícia e o inquérito para apurar o caso foi aberto.
As autoridades trabalham não apenas para descobrir a origem das drogas e os responsáveis pelo tráfico, como também para identificar as pessoas que furtaram alguns pacotes na praia.
Essa ação faz parte do plano de controle da Agência Fiscal espanhola, que estabelece a vigilância marítima como prioridade no combate ao tráfico de drogas proveniente do Norte de África.
Na Espanha, o tráfico de drogas configura-se como um crime grave, pelo qual o suspeito pode ser condenado a pagar multa de 30 mil euros (aproximadamente R$ 160 mil).
O uso de celulares e outros dispositivos digitais pode ajudar a melhorar as habilidades de memória, em vez de fazer com que as pessoas se tornem preguiçosas ou esquecidas. É o que descobriu um novo estudo feito por pesquisadores da University College London.
A pesquisa, publicada no Journal of Experimental Psychology: General , mostrou que os dispositivos digitais ajudam as pessoas a armazenar e lembrar informações muito importantes. Isso, por sua vez, libera sua memória para recordar outras coisas menos importantes.
Os neurocientistas já expressaram preocupações com o uso excessivo da tecnologia. Eles apontavam que isso poderia resultar no colapso das habilidades cognitivas e causar “demência digital”. No entanto, os resultados mostram que usar um dispositivo digital como memória externa não apenas ajuda as pessoas a lembrar as informações salvas no dispositivo, mas também as ajuda a lembrar das informações não salvas.
Para demonstrar isso, os pesquisadores desenvolveram uma tarefa de memória para ser reproduzida em um tablet ou computador digital com tela sensível ao toque. O teste foi realizado por 158 voluntários com idades entre 18 e 71 anos.
Os participantes viram até 12 círculos numerados na tela e tiveram que se lembrar de arrastar alguns deles para a esquerda e outros para a direita. O número de círculos que eles lembravam de arrastar para o lado correto determinava seu pagamento no final do experimento. Um lado foi designado de “alto valor”, o que significa que lembrar de arrastar um círculo para este lado valia 10 vezes mais dinheiro do que lembrar de arrastar um círculo para o outro lado de “baixo valor”.
Os participantes realizaram esta tarefa 16 vezes. Eles tiveram que usar sua própria memória para lembrar em metade das tentativas e foram autorizados a definir lembretes no dispositivo digital para a outra metade.
Os resultados descobriram que os participantes tendiam a usar os dispositivos digitais para armazenar os detalhes dos círculos de alto valor. E, quando fizeram isso, sua memória para esses círculos melhorou em 18%. Para círculos de baixo valor, sua memória também foi melhorada em 27%, mesmo em pessoas que nunca definiram lembretes para círculos de baixo valor.
No entanto, os resultados também mostraram um custo potencial para o uso de lembretes. Quando eles foram retirados, os participantes se lembraram mais dos círculos de baixo valor do que os de alto valor. Isso comprova que eles confiaram os círculos de alto valor aos seus dispositivos e depois os esqueceram.
Pesquisadores ficaram surpresos
Segundo Sam Gilbert, doInstituto de Neurociência Cognitiva da University College London e autor sênior do estudo, as ferramentas de memória externa funcionam e estão “longe de causar ‘demência digital'”.
“Usar um dispositivo de memória externa pode até melhorar nossa memória para informações que nunca salvamos. Caso contrário, se uma ferramenta de memória falhar, podemos ficar com informações de menor importância em nossa própria memória”, concluiu.
Os Estados Unidos mataram Ayman al-Zawahiri, líder da al-Qaeda, em um ataque de drone no fim de semana em uma área residencial de Cabul, disseram fontes do governo americano a diversos veículos de imprensa.
O médico egípcio, por décadas um dos terroristas mais procurados do planeta, é acusado de ser um dos cérebros dos ataques de 11 de Setembro de 2001, ao lado de Osama bin Laden.
A morte de al-Zawahiri, que assumiu o comando do grupo após a morte de Bin Laden há 11 anos, ainda não foi oficialmente confirmada pelo governo americano, mas a Casa Branca emitiu um comunicado afirmando que o presidente Joe Biden fará um pronunciamento a nação às 19h30 (20h30, hora de Brasília).
O ataque, contudo, foi o primeiro em solo afegão desde a caótica saída dos militares americanos do país da Ásia Central, que completará um ano neste mês.
A retirada pôs fim às duas décadas da guerra mais longa da História americana, que começou em outubro de 2001, nas semanas seguintes ao pior ataque terrorista em solo americano.
O governo do então presidente George W. Bush acusava o Talibã, à época no comando do Afeganistão, de abrigar Bin Laden, que só seria morto em 2011 no Paquistão.
As duas décadas de uma guerra trilionária, contudo, terminaram com o retorno do mesmo Talibã ao poder, em agosto do ano passado, após uma ofensiva relâmpago. A situação gerou críticas maciças para Biden, na época com seis meses de mandato — danos que a bem-sucedida operação do último fim de semana tenta ao menos mitigar.
No ano passado, fontes da Casa Branca afirmaram que os EUA manteriam a capacidade para ataques “além de horizonte” contra forças terroristas dentro do Afeganistão, o que parece ter sido o caso da operação que matou Al-Zawahiri. Fontes do governo dizem que o ataque não foi conduzido pelas Forças Armadas, mas sim pela Agência Central de Inteligência (CIA), e que não houve vítimas civis.
Al-Zawahiri foi médico pessoal, braço direito de Bin Laden e era um rosto proeminente nos vídeos da al-Qaeda que profetizavam contra o Ocidente. Segundo analistas, ele teve um papel-chave para que o grupo terrorista se tornasse uma organização poderosa e letal nos anos 2000, tanto por suas habilidades intelectuais, mas também por sua organização.
Antes do 11 de Setembro, ele já havia sido indiciado pelos ataques às embaixadas americanas no Quênia e na Tanzânia, em 1998, que foram alguns dos indícios de que o grupo terrorista ganhava força. Também é acusado de ser uma figura central no ataque de 7 de julho de 2003, que matou 56 pessoas em Londres.
O papa Francisco afirmou que pode chegar o momento em que ele precise avaliar a possibilidade de renúncia à chefia da Igreja Católica – e que o faria caso sua saúde o impeça de servir o cargo do modo necessário. Mas não é algo em que pense no momento, disse ele.
“A porta (à renúncia) está aberta – é uma opção normal. Mas até hoje eu não bati nessa porta. Não senti a necessidade de pensar nessa possibilidade. O que não quer dizer que daqui a dois dias eu não possa começar a pensar a respeito”, ele afirmou.
Os comentários foram feitos ao final de uma viagem ao Canadá, na qual pediu desculpas a indígenas pelo papel da Igreja em antigas escolas cuja função era assimilar povos originários e destruir suas culturas e idiomas nativos.
Foi uma viagem de programação extensa e cansativa.
Francisco, de 85 anos, reforçou que pretende seguir com suas funções – e disse que será guiado por Deus no que diz respeito à renúncia, na eventualidade de ela acontecer.
“Não é uma catástrofe mudar de papa, não é um tabu”, ele disse a jornalistas, sentado em uma cadeira de rodas, no avião papal, voltando do Canadá a Roma.
Em meses recentes, Francisco sofreu com um problema no joelho que impactou sua mobilidade. Ele passou boa parte da turnê no Canadá na cadeira de rodas.
Mas ele havia reforçado que não tem problemas de saúde mais sérios, embora reconheça as limitações impostas pela idade.
“Esta viagem foi intensa”, disse ele aos jornalistas. “Não acho que eu consiga continuar a viajar com o mesmo ritmo que antes, na minha idade, com as limitações deste joelho. Ou me poupo um pouco para continuar a servir a Igreja, ou preciso começar a considerar a possibilidade de sair.”
O papa – cujo antecessor, Bento 16, renunciou em 2013 – afirmou ainda que pretende visitar a Ucrânia, mas antes vai se aconselhar com seus médicos.
Em sua visita ao Canadá, o foco foi o pedido de desculpas aos povos nativos.
O papa se mostrou mais engajado quando interagiu com a população local – em particular sobreviventes de abusos de escolas católicas.
Mas houve momentos em que, durante os momentos mais formais da viagem, como encontros políticos, seu cansaço ficou mais evidente.
Na conversa com os jornalistas durante a viagem de volta, ele se animou ao criticar os chamados “tradicionalistas” dentro da Igreja Católica – que, por sinal, seriam os que mais celebrariam uma troca de papa.
“Uma Igreja que não evolui é uma Igreja que volta para trás”, disse Francisco. “Muitas pessoas se consideram tradicionalistas, mas não, elas apenas voltam para trás. Isso é um pecado.”
“Tradição é a fé viva nos mortos, mas sua atitude é a fé morta dos vivos. É importante entender o papel de uma tradição – um músico dizia que a tradição é a garantia de futuro, não é uma peça de museu.”
O bilionário sul-africano Elon Musk entrou com uma ação contra o Twitter nessa sexta-feira, 29, no âmbito da disputa aberta entre as partes em relação à desistência do diretor-executivo da Tesla de comprar a rede social após anunciar a operação no final de abril.
Musk entrou com uma ação no tribunal de Delaware, onde o caso está sendo julgado, segundo mostram os documentos do tribunal, embora o conteúdo da mesma permaneça em segredo.
O julgamento entre Musk e o Twitter começará em 17 de outubro, a menos que ambas as partes cheguem a um acordo sobre outra data, segundo documentos do caso divulgados também nesta sexta-feira.
O Ministério Público de Barcelona, na Espanha, pediu nesta sexta-feira (29) mais de oito anos de prisão e uma multa de cerca de 24 milhões de euros (cerca de R$ 125 milhões) para a cantora colombiana Shakira, acusada de fraudar 14,5 milhões de euros (cerca de R$ 76 milhões) do Tesouro espanhol entre 2012 e 2014.
O documento com a dura sentença foi apresentado nesta sexta-feira (29) pelo Ministério Público provincial de Barcelona depois que a cantora, que vive em Barcelona e se declara inocente, rejeitou um acordo com o Ministério Público na quarta-feira (27) e disse que estava disposta a ir a julgamento.
Agora o Tribunal de Barcelona deve decidir se vai abrir um julgamento oral para a artista de 45 anos, que poderia chegar a um acordo com o Ministério Público até o último momento.
O desentendimento entre as partes é, no entanto, quase total por enquanto. Em sua carta, o Ministério Público acusa Shakira de ter usado uma “estrutura corporativa” criada anos antes para evitar o pagamento de impostos na Espanha nos anos de 2012, 2013 e 2014, apesar de já residir no país por mais que os 183 dias por ano estipulado por lei.
Por isso, pede para a cantora penas de mais de oito anos de prisão e o pagamento de uma multa de quase 24 milhões de euros.
A carta chega dois dias depois que os advogados da cantora anunciaram que rejeitaram um acordo com o Ministério Público e que pretendiam ir a julgamento.
“Com a plena convicção de sua inocência (…) Shakira não aceita acordo” com o Ministério Público e “decide avançar” com o processo, disseram seus representantes jurídicos em nota em Barcelona, onde reside a cantora, que se mostrou confiante de que “a justiça vai provar que ela está certa”.
Denunciando “uma total violação de seus direitos”, Shakira afirmou em nota que “o Ministério Público tem insistido em recolher o dinheiro ganho em [suas] turnês internacionais e no ‘The Voice'”, o programa de televisão americano em que foi juíza, no período em que “ainda não era residente na Espanha”.
Shakira não reconhece dívida
A intérprete de “Waka Waka” e “Hips don’t lie” lembrou que pagou 17,2 milhões de euros (R$ 90 milhões) que o Tesouro reivindicou e, por isso, considera que “não há dívida pendente”. A artista sempre afirmou que agiu seguindo critérios e recomendações precisas de seus assessores.
De acordo com a denúncia, no entanto, Shakira morava na Espanha pelo menos desde o ano fiscal de 2012, logo após sua relação com o jogador do FC Barcelona Gerard Piqué se tornar pública, mas manteve sua residência fiscal nas Bahamas até 2015, considerada um paraíso fiscal.
O casal, que tem dois filhos, anunciou a separação em junho deste ano. A eestrelafoi declarada acusada neste caso em junho de 2019 perante um tribunal nos arredores de Barcelona.
Em maio passado, um tribunal de Barcelona rejeitou um recurso interposto por Isabel Mebarak Ripoll, nome completo da artista, que pediu o arquivamento da investigação.
Shakira apareceu nos chamados Pandora Papers, uma extensa investigação de milhões de documentos vazados publicados em 2021 pelo Consórcio Internacional de Jornalistas Investigativos, que acusou centenas de personalidades de terem recorrido a paraísos fiscais, principalmente para fugir do Tesouro.
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