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Presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, fala em trabalhar ‘junto’ com os EUA

Delcy Rodríguez llamó a Estados Unidos a “trabajar en una agenda de cooperación” y evitó pedir la liberación de Maduro - Radio Libertad

A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, afirmou que pretende dialogar com os Estados Unidos para construir uma agenda de cooperação baseada no desenvolvimento compartilhado e no respeito ao direito internacional. Segundo ela, a prioridade é estabelecer relações equilibradas, com respeito à soberania e sem interferência externa e fez um convite a trabalharem ‘juntos’ por isso.

Com a captura de Nicolás Maduro por forças americanas durante uma operação militar em Caracas, na madrugada de sábado (3), Delcy passou a atuar como presidente em exercício. No domingo (4), ela recebeu apoio das Forças Armadas venezuelanas. O presidente dos EUA, Donald Trump advertiu que novos ataques podem ocorrer caso o governo venezuelano “não faça a coisa certa”.

Leia a íntegra da declaração (traduzida para o português):

“Mensagem da Venezuela ao mundo e aos Estados Unidos

A Venezuela reafirma seu compromisso com a paz e a coexistência pacífica. Nosso país aspira a viver sem ameaças externas, em um ambiente de respeito e cooperação internacional. Acreditamos que a paz global se constrói garantindo, primeiro, a paz de cada nação.

Consideramos prioritário avançar rumo a uma relação internacional equilibrada e respeitosa entre os Estados Unidos e a Venezuela, e entre a Venezuela e os países da região, baseada na igualdade soberana e na não interferência. Esses princípios norteiam nossa diplomacia com o resto do mundo

Estendemos um convite ao governo dos EUA para trabalharmos juntos em uma agenda de cooperação, orientada para o desenvolvimento compartilhado, dentro da estrutura do direito internacional, e para fortalecer uma coexistência comunitária duradoura.

Presidente Donald Trump: nossos povos e nossa região merecem a paz e o diálogo, não a guerra. Essa sempre foi a posição do presidente Nicolás Maduro e é a de toda a Venezuela neste momento. Essa é a Venezuela em que acredito, à qual dediquei minha vida. Meu sonho é que a Venezuela seja uma grande potência onde todos os venezuelanos de bem estejam unidos.

A Venezuela tem direito à paz, ao desenvolvimento, à soberania e a um futuro.

Delcy Rodríguez, presidente interina da República Bolivariana da Venezuela”

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Maduro deve comparecer a tribunal de Nova York nesta segunda-feira (5)

Foto: reprodução

O ditador venezuelano Nicolás Maduro deve comparecer nesta segunda-feira (5), às 14h (horário de Brasília), a um tribunal federal em Nova York.

A audiência será conduzida pelo juiz distrital Alvin Hellerstein, do Tribunal do Distrito Sul de Nova York.

No sábado (3), o Departamento de Justiça dos Estados Unidos apresentou uma nova acusação contra Maduro, que integra um processo criminal por tráfico de drogas em andamento há cerca de 15 anos.

Segundo os promotores, o líder venezuelano e seus aliados teriam transformado instituições do Estado em um sistema de corrupção financiado pelo narcotráfico.

Responsável pelo caso há mais de uma década, Hellerstein, de 92 anos, é um magistrado experiente e indicado ao cargo pelo ex-presidente Bill Clinton.

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CIA sabia o que Maduro comia, quais eram seus pets e simulou habitação do ditador para treinar captura

Foto: Lucha Almada

Por Tyler Pager, Eric Schmitt e Julian E. Barnes –  The New York Times

Em agosto, uma equipe clandestina de oficiais da CIA se infiltrou na Venezuela com um plano para coletar informações sobre Nicolás Maduro, o ditador do país, a quem o governo Trump havia rotulado de narcoterrorista.

A equipe da CIA se movimentou por Caracas, permanecendo não detectada por meses enquanto estava no país. As informações coletadas sobre os movimentos diários do líder venezuelano — combinadas com uma fonte próxima a Maduro e uma frota de drones furtivos voando secretamente acima — possibilitaram à agência mapear detalhes minuciosos sobre sua rotina.

Foi uma missão altamente perigosa. Com a embaixada dos EUA fechada, os oficiais da CIA não puderam operar sob o manto da cobertura diplomática. Mas foi altamente bem-sucedida. O Gen. Dan Caine, o chefe do Estado-Maior Conjunto, disse em uma coletiva de imprensa que por causa das informações coletadas pela equipe, os Estados Unidos sabiam onde Maduro se movimentava, o que ele comia e até quais animais de estimação ele tinha.

Na preparação, os comandos do Delta Force ensaiaram a captura dentro de uma estrutura em escala real que simulava habitação onde Maduro se instalava, construída no Kentucky pelo Comando Conjunto de Operações. Lá, eles treinaram para derrubar portas de aço em ritmos cada vez mais rápidos.

O Exército havia se preparado por dias para executar a missão, aguardando boas condições climáticas e um momento em que o risco de vítimas civis fosse minimizado.

Essas informações foram críticas para a subsequente operação militar, um ataque antes do amanhecer no sábado, 3, por comandos de elite da Força Delta do Exército, a operação militar mais arriscada dos Estados Unidos do seu tipo desde que membros da SEAL Team 6 da Marinha mataram Osama bin Laden no Paquistão em 2011.

O resultado foi uma operação taticamente precisa e rapidamente executada que extraiu Maduro de seu país sem nenhuma perda de vida americana, um resultado aclamado pelo presidente Donald Trump em meio a maiores questionamentos sobre a legalidade para as ações dos EUA na Venezuela.

Trump justificou o que foi nomeado Operação Resolução Absoluta como um golpe contra o tráfico de drogas. Mas a Venezuela não é grande participante no comércio internacional de drogas como outros países. Oficiais haviam previamente informado aos líderes congressistas que o objetivo deles na Venezuela não era mudança de regime. E Trump tem longamente dito que ele se opõe a ocupações estrangeiras pelos EUA.

No entanto, no sábado, o presidente proclamou que oficiais americanos estavam no comando da Venezuela e que os Estados Unidos reconstruiriam a infraestrutura petrolífera do país.

Por Tyler Pager, Eric Schmitt e Julian E. Barnes –  The New York Times

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Venezuelanos pedem nas redes sociais que parem de opinar sobre a situação do país se não vivem a realidade local

Venezuelanos e exilados têm usado as redes sociais para pedir que pessoas de fora do país parem de opinar sobre a crise política e social sem conhecer a realidade local. As mensagens ganharam força após a repercussão internacional da captura do ex-ditador Nicolás Maduro.

Um dos posts mais compartilhados é da usuária Jesse (@jessevalc), no X, que criticou narrativas sobre invasão e exploração do petróleo venezuelano. “O petróleo da Venezuela não nos pertence há anos. O que nos importa é nossa família e viver com dignidade. Não opine sobre algo que você não viveu”, escreveu.

Venezuelanos firmam que análises externas, muitas vezes ideológicas, ignoram o sofrimento cotidiano da população, marcado por escassez de alimentos, repressão e perda de direitos básicos.

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China pede que EUA garantam segurança e libertem Nicolás Maduro ‘imediatamente’

Presidente da China Xi Jinping.
A China afirmou neste domingo (4) que os Estados Unidos devem libertar imediatamente Nicolás Maduro e sua esposa e resolver a crise na Venezuela por meio de diálogo e negociação.

Em comunicado, o Ministério das Relações Exteriores chinês disse que a deportação do líder venezuelano viola o direito internacional e cobrou garantias para a segurança pessoal do casal.

Pequim voltou a condenar a operação militar americana, classificando-a como uso ilegítimo da força contra um Estado soberano e uma afronta à soberania venezuelana. Segundo o governo chinês, a ação reflete um comportamento hegemônico que ameaça a estabilidade regional.

A China, uma das principais parceiras políticas e econômicas da Venezuela, reiterou que a crise no país deve ser resolvida sem interferência externa, pelo próprio povo venezuelano.

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Starlink, de Elon Musk, diz que está fornecendo internet gratuita à Venezuela

Starlink, de Elon Musk, diz que está fornecendo internet gratuita à  Venezuela - Blog do BGFoto: Odd Andersen/AFP

A Starlink anunciou que vai oferecer internet banda larga gratuita na Venezuela até 3 de fevereiro, após a operação dos Estados Unidos que resultou na queda do presidente Nicolás Maduro.

Pertencente à SpaceX, do bilionário Elon Musk, a empresa fornece conexão móvel por meio de satélites em órbita.

Em publicação na rede X, a Starlink afirmou que o objetivo é manter a conectividade no país, que historicamente enfrenta censura e bloqueios de plataformas digitais como Facebook, YouTube e Instagram.

Dados da Netblocks indicam uma queda repentina da internet em áreas de Caracas no sábado, associada a apagões durante a operação militar dos EUA. A imprensa local também relatou falta de conexão em partes da capital.

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Conselho de Segurança da ONU fará reunião de emergência sobre a Venezuela na segunda (5)

Foto: EFE

O Conselho de Segurança da ONU realizará uma reunião de emergência na segunda-feira, às 12h (horário de Brasília), para discutir a operação militar dos Estados Unidos na Venezuela, informou neste sábado a presidência do órgão, atualmente exercida pela Somália.

A convocação ocorre após os EUA lançarem uma ofensiva militar no sábado (3) e capturarem o presidente Nicolás Maduro em Caracas.

Em reação, o secretário-geral da ONU, António Guterres, afirmou estar profundamente alarmado com a escalada do conflito e alertou para o risco de um precedente perigoso, reforçando a necessidade de respeito ao direito internacional e à Carta da ONU. Ele também defendeu diálogo político, respeito aos direitos humanos e ao Estado de Direito.

Carta da Venezuela ao Conselho

A Venezuela enviou uma carta ao Conselho condenando os ataques americanos, classificados como “brutais e ilegais”, e exigiu condenação formal, cessação imediata das ações militares e a responsabilização dos EUA por crime de agressão.

Segundo o documento, alvos civis e militares foram atingidos em Caracas e em estados como Miranda, Aragua e La Guaira. A reunião conta com o apoio da Rússia e da Colômbia, membros do Conselho de Segurança.

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VÍDEO: Casa Branca publica imagem que mostra Maduro sob custódia nos EUA

A conta oficial de “resposta rápida” da Casa Branca publicou um vídeo do que parece mostrar o ditador da Venezuela, Nicolás Maduro, sob custódia nos Estados Unidos.

“Desfile do prisioneiro”, escreveu a conta Resposta Rápida 47 acima do vídeo, que mostra Maduro vestindo um moletom preto caminhando por um corredor com um tapete azul com a inscrição “DEA NYD” (siglas para a Administração de Repressão às Drogas de Nova York).

No vídeo, Maduro parece desejar “Feliz Ano Novo” e dar boa noite a uma das pessoas no local.

Com informações de CNN Brasil

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Trump diz que EUA vão administrar a Venezuela interinamente até transição adequada, justa e legal

Imagem: reprodução

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste sábado (3) que os Estados Unidos vão “administrar” a Venezuela de forma interina. “Nós vamos administrar o país até o momento em que pudermos, temos certeza de que haverá uma transição adequada, justa e legal. Queremos liberdade e justiça para o grande povo da Venezuela”, declarou Trump em pronunciamento para detalhar a operação de captura do presidente venezuelano, Nicolás Maduro.

Após meses de especulações e operações marítimas perto da costa da Venezuela, os Estados Unidos atacaram neste sábado diversos pontos de Caracas e capturaram Nicolás Maduro e sua esposa.

“Sob minhas ordens, as Forças Armadas dos Estados Unidos conduziram uma operação militar extraordinária na capital da Venezuela, empregando um poderio militar americano esmagador, aéreo, terrestre e marítimo, para lançar um ataque espetacular, um ataque como não se via desde a Segunda Guerra Mundial”, afirmou Trump.

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FOTO: Trump divulga primeira imagem de Madura após captura na Venezuela

Foto: Divulgação

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, divulgou a primeira imagem de Nicolás Maduro após a captura do ex-líder chavista.

A imagem foi divulgada neste sábado (3/1) na rede social Truth.

O Ministério da Justiça e Segurança Pública informou neste sábado (3) que acompanha o possível aumento no fluxo migratório de venezuelanos para o Brasil após a ação militar dos Estados Unidos contra o país vizinho.

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