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Transparência Internacional critica Governo Lula por falta de informação e cita ‘risco de fraude e corrupção’

A ONG Transparência Internacional-Brasil criticou, por meio de nota técnica, a baixa disponibilização de informações sobre as obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) do governo federal. De acordo com a organização, as lacunas de transparência podem levar a “aumento dos riscos de fraude, corrupção e má gestão, além da criação de obstáculos para o controle social, incluindo os impactos sociais e ambientais”. Procurada, a Casa Civil, responsável pelo PAC, não retornou.

Os pesquisadores veem como “pouco significativo” o as melhorias implementadas desde 2024 que aumentaram a nota na qual a ONG avalia anualmente a transparência do programa — de 8,15 para 12,12 pontos de um total de 100. A avaliação baixa se dá por considerarem que as lacunas persistem mesmo após dois anos do início da execução da terceira edição do PAC. Nas gestões anteriores, obras do PAC foram acometidas por baixa transparência, danos ambientais, baixo envolvimento de comunidades afetadas e corrupção, apontou Maria Dominguez, coordenadora do Programa de Integridade e Governança Pública da ONG, em artigo publicado no GLOBO em 2024.

O documento ressalta que a nota geral em 2025 tem a relevância agravada pelo contexto da realização da COP30, que ocorreu em novembro em Belém. Isso se deve pelo fato de o Novo PAC ser composto por eixos relacionados diretamente à agenda ambiental, como o de “Transição e Segurança Energética”, e pela importância da transparência no combate à corrupção e no enfrentamento das mudanças climáticas.

— Esse eixo representa 35% de todos os recursos previstos para o programa e engloba 908 projetos. Há empreendimentos financeiramente relevantes, como o Luz Para Todos, a Usina Termelétrica a Gás de Portocem, no Pará, e o projeto de desenvolvimento da produção de petróleo e gás no Campo de Raia, no Rio. Também identificamos obras com potencial impacto ambiental relevante na Amazônia, como a Usina Termoelétrica de Manaus (AM) e de Jurema (MT) — destaca Amanda Faria Lima, autora do estudo.

A ONG destaca como exemplo a usina nuclear de Angra 1, cujo investimento é de R$1,8 bilhão e “não há disponibilidade no portal do Novo PAC de quaisquer documentos sobre licenciamento ambiental, estudo de viabilidade técnica, de impacto ambiental, entre outras informações sobre o projeto de modernização”. Da mesma forma, a Usina Termoelétrica de Manaus I, descrita como um projeto privado com grande potencial poluidor e orçado em R$351 milhões, “não possui qualquer documento que demonstre os impactos ambientais previstos com a sua implantação, tampouco o registro de quais ações compensatórias e de mitigação serão elaboradas”. Segundo Lima, a transparência com relação aos estudos ambientais é necessária para que a sociedade esteja ciente dos riscos das obras à natureza.

Estruturado em nove eixos, o Novo PAC prevê um investimento de R$ 1,3 trilhão até 2026, quando o atual mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva é encerrado. Seis destes nove módulos zeraram na avaliação, o que significa que nenhuma informação dos indicadores avaliados está disponível.

A última atualização pública sobre o Novo PAC, com dados até dezembro de 2024, lista 23.059 obras vinculadas ao programa, mas apenas 8.297 possuem link para o detalhamento dos dados, o que representa 35,98% do total. Do 1,3 trilhão previsto em investimento, o estudo identificou o detalhamento de R$ 79,5 bilhões — apenas 5,67% do total.

Recomendações

Diante dos resultados da pesquisa e a “urgência do aprimoramento da transparência do Novo PAC”, a ONG apresenta recomendações ao Executivo federal:

  •     Garantir a publicação em formato aberto e atualizado dos dados e documentos de todos os projetos, obras e medidas institucionais do Novo PAC, permitindo o acompanhamento do seu planejamento, da sua contratação, da sua execução e do seu monitoramento, incluindo informações sobre questões sociais e ambientais, bem como sobre investimentos de empresas estatais, sob concessão e com participação privada;
  •     Publicar a documentação relativa à análise de viabilidade e de preparação dos projetos, obras e iniciativas aprovados pelo Programa, em especial para projetos com grande impacto sobre o meio ambiente e o clima;
  •     Publicar informações relacionadas aos valores dos investimentos federais realizados através de empresas públicas;
  •     Publicar normativo que identifique os grupos e categorias de dados e documentos a serem disponibilizados por todos os entes que receberem recursos vinculados a projetos de infraestrutura do Novo PAC;
  •     Desenvolver e publicar normativo que determine o cadastro e a disponibilização de informações sobre investimentos de empresas estatais, sob concessão pública e com participação público-privada na página do ObrasGov;
  •     Desenvolver normativa sobre o processo de seleção de projetos do Novo PAC, com definição de critérios transparentes para a tomada de decisão embasada em indicadores de desempenho;
  •     Promover a divulgação dos dados e documentos relativos a todos os projetos e obras do Novo PAC em um portal único, ainda que com posterior redirecionamento, sendo o ObrasGov uma opção para a gestão e a divulgação dessas informações;
  •     Manter registro atualizado e público das pautas e das atas de deliberação do Comitê Gestor do Programa de Aceleração do Crescimento (CGPAC);
  •     Disponibilizar informações sobre os programas de integridade dos órgãos e entidades públicas e de empresas privadas que atuam nos investimentos do Novo PAC;
  •     Criar diretrizes para que os responsáveis pelos projetos e obras do Novo PAC incluam informações sobre licitações e execução contratual no portal ObrasGov, condicionando os empenhos federais ao preenchimento do cronograma físico-financeiro.

O Globo

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Presidente da Colômbia pede que população “tome o poder” se ele sofrer violência

O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, fez uma publicação na rede social X, durante a madrugada desta segunda-feira (5), pedindo que a população colombiana tome o poder “em cada município do país”, para defendê-lo contra “qualquer ato ilegítimo de violência”.

“Tenho enorme fé no meu povo, e é por isso que lhes pedi que defendam o presidente contra qualquer ato ilegítimo de violência. A forma de me defenderem é tomar o poder em cada município do país. A ordem para as forças de segurança não é atirar contra o povo, mas sim contra os invasores”, escreveu o presidente.Play Video

A declaração de Petro ocorre depois que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou a Colômbia no domingo (4), com uma ação militar, um dia após forças americanas invadirem a Venezuela para capturar o ditador Nicolás Maduro e a esposa dele, sob a acusação de ligação com o narcotráfico internacional.

“A Colômbia também está muito doente, governada por um homem doente, que gosta de produzir cocaína e vendê-la para os Estados Unidos”, afirmou Trump a bordo do avião presidencial em direção à capital Washington, fazendo referência ao líder colombiano.

Petro também afirmou que “qualquer comandante das Forças Armadas que preferir a bandeira dos EUA à bandeira colombiana será imediatamente destituído da instituição por ordem de todos os soldados e por minha própria ordem.”

O líder colombiano ressaltou que é o comandante supremo das forças militares e policiais do país por ordem constitucional. “E se prenderem o presidente, a quem grande parte do meu povo ama e respeita, libertarão a onça-pintada do povo”, escreveu o presidente.

“Não sou ilegítimo, nem traficante de drogas. Meu único bem é a casa da minha família, que ainda pago com meu salário. Meus extratos bancários são públicos. Ninguém conseguiu provar que gastei mais do que ganho. Não sou ganancioso”, continuou Petro.

O presidente também defendeu o histórico de seu governo no combate ao narcotráfico na Colômbia. Ele listou alguns dos sucessos de sua administração no combate às drogas.

Isso incluiu o que ele descreveu como “a maior apreensão de cocaína da história mundial e o controle de El Plateado — ‘A Wall Street da Cocaína’, que governos anteriores permitiram prosperar”.

Petro afirmou ter ordenado bombardeios direcionados contra grupos armados ligados ao narcotráfico, respeitando o direito humanitário, e alertou outros contra ataques a esses grupos sem informações suficientes.

Com informações da CNN

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Presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, estaria na Rússia, diz Agência Reuters

Foto: Leonardo Fernandez Viloria/Reuters

Delcy Rodríguez, declarada presidente interina da Venezuela, está na Rússia, disseram à agência de notícias Reuters quatro fontes familiarizadas com seus movimentos no sábado (3), depois que o presidente Donald Trump afirmou que o presidente Nicolás Maduro havia sido capturado pelas forças dos EUA após um ataque ao país.

O irmão dela, Jorge Rodríguez, chefe da Assembleia Nacional, está em Caracas, disseram três fontes com conhecimento de seu paradeiro.

Delcy Rodríguez apareceu em uma mensagem de áudio na televisão estatal no início do dia, pedindo uma prova de vida de Maduro e da esposa Cilia, enquanto Jorge Rodríguez não apareceu desde o ataque.

UOL com informações de Reuters

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Presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, fala em trabalhar ‘junto’ com os EUA

Delcy Rodríguez llamó a Estados Unidos a “trabajar en una agenda de cooperación” y evitó pedir la liberación de Maduro - Radio Libertad

A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, afirmou que pretende dialogar com os Estados Unidos para construir uma agenda de cooperação baseada no desenvolvimento compartilhado e no respeito ao direito internacional. Segundo ela, a prioridade é estabelecer relações equilibradas, com respeito à soberania e sem interferência externa e fez um convite a trabalharem ‘juntos’ por isso.

Com a captura de Nicolás Maduro por forças americanas durante uma operação militar em Caracas, na madrugada de sábado (3), Delcy passou a atuar como presidente em exercício. No domingo (4), ela recebeu apoio das Forças Armadas venezuelanas. O presidente dos EUA, Donald Trump advertiu que novos ataques podem ocorrer caso o governo venezuelano “não faça a coisa certa”.

Leia a íntegra da declaração (traduzida para o português):

“Mensagem da Venezuela ao mundo e aos Estados Unidos

A Venezuela reafirma seu compromisso com a paz e a coexistência pacífica. Nosso país aspira a viver sem ameaças externas, em um ambiente de respeito e cooperação internacional. Acreditamos que a paz global se constrói garantindo, primeiro, a paz de cada nação.

Consideramos prioritário avançar rumo a uma relação internacional equilibrada e respeitosa entre os Estados Unidos e a Venezuela, e entre a Venezuela e os países da região, baseada na igualdade soberana e na não interferência. Esses princípios norteiam nossa diplomacia com o resto do mundo

Estendemos um convite ao governo dos EUA para trabalharmos juntos em uma agenda de cooperação, orientada para o desenvolvimento compartilhado, dentro da estrutura do direito internacional, e para fortalecer uma coexistência comunitária duradoura.

Presidente Donald Trump: nossos povos e nossa região merecem a paz e o diálogo, não a guerra. Essa sempre foi a posição do presidente Nicolás Maduro e é a de toda a Venezuela neste momento. Essa é a Venezuela em que acredito, à qual dediquei minha vida. Meu sonho é que a Venezuela seja uma grande potência onde todos os venezuelanos de bem estejam unidos.

A Venezuela tem direito à paz, ao desenvolvimento, à soberania e a um futuro.

Delcy Rodríguez, presidente interina da República Bolivariana da Venezuela”

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Maduro deve comparecer a tribunal de Nova York nesta segunda-feira (5)

Foto: reprodução

O ditador venezuelano Nicolás Maduro deve comparecer nesta segunda-feira (5), às 14h (horário de Brasília), a um tribunal federal em Nova York.

A audiência será conduzida pelo juiz distrital Alvin Hellerstein, do Tribunal do Distrito Sul de Nova York.

No sábado (3), o Departamento de Justiça dos Estados Unidos apresentou uma nova acusação contra Maduro, que integra um processo criminal por tráfico de drogas em andamento há cerca de 15 anos.

Segundo os promotores, o líder venezuelano e seus aliados teriam transformado instituições do Estado em um sistema de corrupção financiado pelo narcotráfico.

Responsável pelo caso há mais de uma década, Hellerstein, de 92 anos, é um magistrado experiente e indicado ao cargo pelo ex-presidente Bill Clinton.

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CIA sabia o que Maduro comia, quais eram seus pets e simulou habitação do ditador para treinar captura

Foto: Lucha Almada

Por Tyler Pager, Eric Schmitt e Julian E. Barnes –  The New York Times

Em agosto, uma equipe clandestina de oficiais da CIA se infiltrou na Venezuela com um plano para coletar informações sobre Nicolás Maduro, o ditador do país, a quem o governo Trump havia rotulado de narcoterrorista.

A equipe da CIA se movimentou por Caracas, permanecendo não detectada por meses enquanto estava no país. As informações coletadas sobre os movimentos diários do líder venezuelano — combinadas com uma fonte próxima a Maduro e uma frota de drones furtivos voando secretamente acima — possibilitaram à agência mapear detalhes minuciosos sobre sua rotina.

Foi uma missão altamente perigosa. Com a embaixada dos EUA fechada, os oficiais da CIA não puderam operar sob o manto da cobertura diplomática. Mas foi altamente bem-sucedida. O Gen. Dan Caine, o chefe do Estado-Maior Conjunto, disse em uma coletiva de imprensa que por causa das informações coletadas pela equipe, os Estados Unidos sabiam onde Maduro se movimentava, o que ele comia e até quais animais de estimação ele tinha.

Na preparação, os comandos do Delta Force ensaiaram a captura dentro de uma estrutura em escala real que simulava habitação onde Maduro se instalava, construída no Kentucky pelo Comando Conjunto de Operações. Lá, eles treinaram para derrubar portas de aço em ritmos cada vez mais rápidos.

O Exército havia se preparado por dias para executar a missão, aguardando boas condições climáticas e um momento em que o risco de vítimas civis fosse minimizado.

Essas informações foram críticas para a subsequente operação militar, um ataque antes do amanhecer no sábado, 3, por comandos de elite da Força Delta do Exército, a operação militar mais arriscada dos Estados Unidos do seu tipo desde que membros da SEAL Team 6 da Marinha mataram Osama bin Laden no Paquistão em 2011.

O resultado foi uma operação taticamente precisa e rapidamente executada que extraiu Maduro de seu país sem nenhuma perda de vida americana, um resultado aclamado pelo presidente Donald Trump em meio a maiores questionamentos sobre a legalidade para as ações dos EUA na Venezuela.

Trump justificou o que foi nomeado Operação Resolução Absoluta como um golpe contra o tráfico de drogas. Mas a Venezuela não é grande participante no comércio internacional de drogas como outros países. Oficiais haviam previamente informado aos líderes congressistas que o objetivo deles na Venezuela não era mudança de regime. E Trump tem longamente dito que ele se opõe a ocupações estrangeiras pelos EUA.

No entanto, no sábado, o presidente proclamou que oficiais americanos estavam no comando da Venezuela e que os Estados Unidos reconstruiriam a infraestrutura petrolífera do país.

Por Tyler Pager, Eric Schmitt e Julian E. Barnes –  The New York Times

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Venezuelanos pedem nas redes sociais que parem de opinar sobre a situação do país se não vivem a realidade local

Venezuelanos e exilados têm usado as redes sociais para pedir que pessoas de fora do país parem de opinar sobre a crise política e social sem conhecer a realidade local. As mensagens ganharam força após a repercussão internacional da captura do ex-ditador Nicolás Maduro.

Um dos posts mais compartilhados é da usuária Jesse (@jessevalc), no X, que criticou narrativas sobre invasão e exploração do petróleo venezuelano. “O petróleo da Venezuela não nos pertence há anos. O que nos importa é nossa família e viver com dignidade. Não opine sobre algo que você não viveu”, escreveu.

Venezuelanos firmam que análises externas, muitas vezes ideológicas, ignoram o sofrimento cotidiano da população, marcado por escassez de alimentos, repressão e perda de direitos básicos.

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China pede que EUA garantam segurança e libertem Nicolás Maduro ‘imediatamente’

Presidente da China Xi Jinping.
A China afirmou neste domingo (4) que os Estados Unidos devem libertar imediatamente Nicolás Maduro e sua esposa e resolver a crise na Venezuela por meio de diálogo e negociação.

Em comunicado, o Ministério das Relações Exteriores chinês disse que a deportação do líder venezuelano viola o direito internacional e cobrou garantias para a segurança pessoal do casal.

Pequim voltou a condenar a operação militar americana, classificando-a como uso ilegítimo da força contra um Estado soberano e uma afronta à soberania venezuelana. Segundo o governo chinês, a ação reflete um comportamento hegemônico que ameaça a estabilidade regional.

A China, uma das principais parceiras políticas e econômicas da Venezuela, reiterou que a crise no país deve ser resolvida sem interferência externa, pelo próprio povo venezuelano.

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Starlink, de Elon Musk, diz que está fornecendo internet gratuita à Venezuela

Starlink, de Elon Musk, diz que está fornecendo internet gratuita à  Venezuela - Blog do BGFoto: Odd Andersen/AFP

A Starlink anunciou que vai oferecer internet banda larga gratuita na Venezuela até 3 de fevereiro, após a operação dos Estados Unidos que resultou na queda do presidente Nicolás Maduro.

Pertencente à SpaceX, do bilionário Elon Musk, a empresa fornece conexão móvel por meio de satélites em órbita.

Em publicação na rede X, a Starlink afirmou que o objetivo é manter a conectividade no país, que historicamente enfrenta censura e bloqueios de plataformas digitais como Facebook, YouTube e Instagram.

Dados da Netblocks indicam uma queda repentina da internet em áreas de Caracas no sábado, associada a apagões durante a operação militar dos EUA. A imprensa local também relatou falta de conexão em partes da capital.

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Conselho de Segurança da ONU fará reunião de emergência sobre a Venezuela na segunda (5)

Foto: EFE

O Conselho de Segurança da ONU realizará uma reunião de emergência na segunda-feira, às 12h (horário de Brasília), para discutir a operação militar dos Estados Unidos na Venezuela, informou neste sábado a presidência do órgão, atualmente exercida pela Somália.

A convocação ocorre após os EUA lançarem uma ofensiva militar no sábado (3) e capturarem o presidente Nicolás Maduro em Caracas.

Em reação, o secretário-geral da ONU, António Guterres, afirmou estar profundamente alarmado com a escalada do conflito e alertou para o risco de um precedente perigoso, reforçando a necessidade de respeito ao direito internacional e à Carta da ONU. Ele também defendeu diálogo político, respeito aos direitos humanos e ao Estado de Direito.

Carta da Venezuela ao Conselho

A Venezuela enviou uma carta ao Conselho condenando os ataques americanos, classificados como “brutais e ilegais”, e exigiu condenação formal, cessação imediata das ações militares e a responsabilização dos EUA por crime de agressão.

Segundo o documento, alvos civis e militares foram atingidos em Caracas e em estados como Miranda, Aragua e La Guaira. A reunião conta com o apoio da Rússia e da Colômbia, membros do Conselho de Segurança.

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