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Ex-presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, também foi morto em ataque conjunto dos EUA e Israel

Foto: Fatemeh Bahrami/Agência Anadolu

Mahmoud Ahmadinejad, que presidiu o Irã entre 2005 e 2013, morreu em um ataque aéreo atribuído a Israel e aos Estados Unidos, segundo informou neste domingo a Iranian Labor News Agency, ligada ao regime iraniano. A informação também foi confirmada pela DW (Deutsche Welle), mídia alemã.

De acordo com a agência, o bombardeio atingiu a residência do ex-presidente no bairro de Narnak, no nordeste de Teerã, e também matou seguranças que estavam no local. A imprensa iraniana afirmou que o ataque foi realizado com mísseis.

O jornal israelense Maariv relatou que Ahmadinejad estaria em prisão domiciliar no momento da ofensiva e que a ação teve como alvo direto sua casa.

Figura central do programa nuclear iraniano e conhecido pela retórica de confronto com o Ocidente, Ahmadinejad ganhou projeção internacional por declarações antissemitas e pela negação do Holocausto, sendo considerado um dos principais adversários de Israel durante seus dois mandatos.

Ao longo de seu mandato como presidente do Irã, manteve boas relações com o presidente Lula. Ahmadinejad foi recebido por Lula em 2009 no Brasil sob protestos de entidades judaicas e de defesa dos direitos humanos por declarações negando o Holocausto. Na mesma época, Lula também defendeu o direito do Irã de manter um programa nuclear em visita ao país do Oriente Médio.

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Trump fala em ataques sem precedentes caso haja retaliação do Irã: “Melhor que não façam isso”

Foto: Anadolu via Getty Images

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, advertiu o Irã neste domingo (1º) contra novos ataques, após a ofensiva dos EUA e de Israel que matou o líder supremo iraniano, Ali Khamenei. Em publicação na Truth Social, Trump afirmou que, se Teerã avançar, será atingido com “uma força nunca antes vista” e deu o recado: “Melhor que não façam isso”

A ameaça veio após a resposta iraniana aos ataques iniciais de sábado, com o lançamento de centenas de mísseis e drones contra alvos americanos e israelenses, além de países árabes aliados a Washington. O movimento provocou cancelamentos generalizados de voos no Oriente Médio.

As Forças Armadas israelenses informaram que detectaram novos mísseis disparados do Irã neste domingo, com sirenes acionadas no centro do país e alertas para a população buscar abrigo. Explosões também foram registradas em Dubai e Doha pelo segundo dia seguido.

No Bahrein, sirenes foram acionadas e autoridades pediram calma à população. Imagens geolocalizadas mostraram fumaça no aeroporto de Erbil, no norte do Iraque, onde também foram ouvidas explosões.

Teerã afirmou que os ataques a países vizinhos são retaliação direta às ofensivas dos EUA e de Israel e reiterou que continuará mirando bases americanas na região.

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Espaço aéreo do Irã fica vazio após ataques dos EUA e Israel

A plataforma de rastreamento de aviões FlightRadar mostra o espaço aéreo do Irã completamente vazio depois dos ataques dos Estados Unidos e Israel ao país neste sábado (28). Companhias aéreas confirmaram o cancelamento de voos que cruzariam a região, inclusive saindo do Brasil.

A operação ocorre após semanas de negociações entre os EUA e o Irã na tentativa de fechar um acordo que limite ou encerre o programa nuclear iraniano. O presidente Donald Trump informou que o objetivo é “defender o povo americano”. Militares dos EUA afirmam que ação pode durar dias. O Pentágono classificou a operação como “fúria épica”.

Israel acionou sirenes de alerta em diversas áreas e também fechou seu espaço aéreo, suspendendo aulas e o deslocamento da população.

Espaço aéreo iraniano fechado após ataques — Foto: Reprodução/Flightradar

Tensão entre os EUA e o Irã

 

A última reunião entre os EUA e Irã para discutir o programa nuclear ocorreu na quinta (26), em Genebra.

Na ocasião, os enviados americanos avaliaram as negociações como positivas e acertaram de se encontrar na próxima segunda (2).

Entenda os motivos do conflito:

  • Os EUA querem que o Irã interrompa o enriquecimento de urânio, por temerem que o país construa uma bomba nuclear.
  • O governo iraniano afirma que o programa tem fins pacíficos, voltados à produção de energia.
  • Segundo a imprensa americana, os EUA também querem restringir o alcance dos mísseis balísticos iranianos e encerrar o apoio a grupos armados no Oriente Médio.
  • O Irã havia indicado que aceitava limitar o programa nuclear e que estava disposto a reduzir o nível de enriquecimento de urânio em troca do fim de sanções.
  • O governo do Irã prometeu uma resposta “feroz” a qualquer tipo de ataque dos EUA, mesmo que seja limitado, e já indicou que pode atingir bases militares americanas no Oriente Médio.

g1

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Ataque de EUA e Israel ao Irã foi um ‘sucesso’ e muitos líderes estão mortos, diz Trump

Foto: reprodução/X/Casa Branca

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que a ação militar no Irã neste sábado, 28, foi um sucesso. “Infligimos danos tremendos. Levaria anos para eles reconstruírem”, disse em entrevista concedida ao canal NBC News.

Na mesma ocasião, Trump afirmou que uma grande quantidade de líderes foi morta nos ataques deste sábado: “As pessoas que tomam todas as decisões, a maioria delas se foi”. Além disso, diante de relatos sobre a morte do líder supremo do Irã, Ali Khamenei, ele afirmou acreditar “que essa é uma história correta”.

A imprensa internacional relata que fontes confirmaram a morte do líder supremo do Irã, Aiatolá Ali Khamenei.

Mais cedo, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou que as forças militares do país destruíram o complexo de Khamenei.

Estadão Conteúdo

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Senado da Argentina aprova redução da maioridade penal para 14 anos

O Senado da Argentina aprovou nesta sexta-feira (27) o projeto de lei que reduz a maioridade penal de 16 para 14 anos. O texto já havia sido aprovado na Câmara e agora vai para sanção do presidente Javier Milei.

A proposta inicial do governo era que a redução fosse de 13 anos, mas alguns aliados foram contra e a idade foi fixada em 14 anos. O projeto de lei aprovado estipula que a identidade do menor de idade não será divulgada. A pena máxima será de 15 anos para crimes graves como homicídio, roubo violento, sequestro e abuso sexual. A prisão preventiva vai ocorrer apenas em casos cuja pena seja superior a três anos.

A nova lei também determina que haverá programas educacionais e de emprego para que os jovens sejam reintegrados e a criação de locais especiais para abrigar os menores infratores. Os adolescentes também não poderão conviver com detentos adultos.

Minutos após a votação, o perfil da Presidência fez uma publicação na rede social X e afirmou que “qualquer pessoa que tenha capacidade para compreender a gravidade de seus atos assume, sem exceção, a responsabilidade de responder perante a lei. Crime de adulto, punição de adulto”.

 

O debate sobre a maioridade penal ganhou destaque na Argentina após um adolescente de 15 anos ser morto por outros menores de idade.

R7

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Maduro pede arquivamento de processo nos EUA e acusa governo americano de interferência

Foto: Getty Images

O ex-presidente da VenezuelaNicolás Maduro, que está detido nos Estados Unidos desde 3 de janeiro, pediu nesta quinta-feira (26) à Justiça americana que arquive o processo criminal que enfrenta por narcotráfico e conspiração relacionados ao tráfico de drogas. A defesa do líder deposto argumenta que o governo dos EUA estaria interferindo indevidamente no processo ao impedir que autoridades venezuelanas paguem seus honorários advocatícios, o que, segundo Maduro, compromete seu direito constitucional a uma defesa justa.

O ditador e sua esposa, Cilia Flores, foram capturados por forças especiais americanas em Caracas e levados para Nova York, onde se declararam inocentes das acusações durante audiência no início de janeiro. Eles continuam presos sem direito a fiança enquanto aguardam os próximos passos legais.

Na petição apresentada a um tribunal federal em Manhattan, o advogado de Maduro afirma que o Departamento do Tesouro dos EUA revogou sem explicação uma autorização que permitiria ao governo venezuelano pagar pelos custos da defesa legal, violando os direitos de seu cliente sob a Constituição americana. A alegação é de que isso prejudica a contratação de advogados de sua escolha.

O processo nos EUA acusa Maduro de ter usado seu poder enquanto governante para beneficiar organizações de tráfico de drogas e narcoterrorismo ao longo de seus anos no poder, com potencial de prisão perpétua se for condenado. Mesmo assim, a defesa sustenta que ele teria direito, como chefe de Estado, a financiamento público de sua defesa.

A próxima audiência sobre o caso ainda não tem data definida, e o movimento de Maduro para tentar derrubar a acusação representa mais uma reviravolta no embate jurídico e diplomático entre Washington e Caracas — um capítulo que pode ter impactos mais amplos na relação entre os dois países.

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Donald Trump oficializa tarifa global de 10% após decisão da Suprema Corte

Foto: Kevin Lamarque/Reuters

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou nesta sexta-feira (20) uma tarifa global de 10% sobre produtos importados. A medida será aplicada com base na Seção 122 do Ato do Comércio de 1974, após a Supreme Court of the United States barrar o uso da Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA) para impor as taxas.

Segundo a Casa Branca, a nova alíquota entra em vigor no dia 24 de fevereiro. A Seção 122 permite tarifas de até 15% como resposta a problemas no balanço de pagamentos internacionais ou para evitar uma desvalorização significativa e iminente do dólar. No entanto, a regra limita a duração da medida a 150 dias, prazo que só pode ser prorrogado com aprovação do Congresso.

A decisão ocorre após a Suprema Corte, por seis votos a três, entender que a IEEPA não autoriza a criação de tarifas globais sem aval do Legislativo. O julgamento também abriu discussão sobre eventual reembolso a empresas que pagaram taxas impostas anteriormente com base nesse instrumento.

Trump criticou publicamente a decisão dos magistrados e afirmou que países estrangeiros “exploram” os Estados Unidos há anos. A política tarifária é uma das principais bandeiras do republicano, que defende as taxas como forma de reequilibrar o comércio exterior. Apesar disso, o déficit comercial norte-americano registrou queda de apenas 0,2% em 2025 na comparação com o ano anterior.

O presidente destacou que seguem em vigor as tarifas aplicadas com base nas seções 232 e 301 da legislação comercial americana. A Seção 232, da Lei de Expansão Comercial de 1962, permite tarifas por razões de segurança nacional, enquanto a Seção 301, do Ato de Comércio de 1974, autoriza investigações sobre práticas consideradas injustas por parceiros comerciais — incluindo apurações que envolvem o Brasil.

Com informações da CNN

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Trump anuncia taxa global de 10% após Suprema Corte dos EUA derrubar tarifaço

Foto: REUTERS/Nathan Howard

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou uma nova taxa global de 10% na tarde desta sexta-feira (20), após a Suprema Corte norte-americana decidir que o tarifaço é ilegal.

CNN Brasil

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Ex-príncipe Andrew é preso no Reino Unido

Foto: AFP

A emissora britânica BBC noticiou nesta quinta-feira (19) que a polícia prendeu Andrew Mountbatten-Windsor, irmão mais novo do rei Charles III, sob suspeita de má conduta em cargo público.

Jornais haviam noticiado que seis carros da polícia descaracterizados e cerca de oito policiais à paisana chegaram à Wood Farm, na propriedade de Sandringham, no leste da Inglaterra, na manhã desta quinta-feira.

A Polícia do Vale do Tâmisa afirmou no início deste mês que seus agentes estavam investigando alegações de que Mountbatten-Windsor teria repassado documentos confidenciais do governo ao falecido criminoso sexual, Jeffrey Epstein, segundo arquivos recentemente divulgados pelo governo dos Estados Unidos.

Mountbatten-Windsor, o segundo filho da falecida rainha Elizabeth, sempre negou qualquer irregularidade em relação a Epstein e disse lamentar a amizade entre eles, mas não respondeu a pedidos de comentários desde a divulgação dos documentos.

Sem mencionar o nome de Andrew, a polícia britânica informou que um homem por volta dos 60 anos foi preso sob suspeita de má conduta em cargo público, acrescentando que não divulgaria o nome dele “em conformidade com as diretrizes nacionais”.

CNN

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Venezuela lança anistia ampla para presos políticos e decreta fim de um dos símbolos da repressão

Foto: Reuters/Leonardo Fernandez Viloria

A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, anunciou nesta sexta-feira (30) o envio de um projeto de “lei de anistia geral” à Assembleia Nacional, que pretende soltar centenas de presos políticos detidos desde 1999, abrangendo todo o período dos governos chavistas. A iniciativa, segundo Rodríguez, visa “curar feridas” do longo ciclo de confrontos políticos e restabelecer a convivência nacional — medida que deve ser analisada com urgência pelo parlamento ainda na próxima semana.

Rodríguez deixou claro que a proposta não beneficiará acusados ou condenados por homicídio, tráfico de drogas, corrupção ou graves violações de direitos humanos, segundo trechos do discurso oficial. A presidente também fez um apelo aos futuros libertados para que rejeitem “vingança, rancor e ódio”, posicionamento que busca moldar a narrativa como um gesto de pacificação, não de impunidade.

No mesmo anúncio, a líder venezuelana revelou que o infame centro de detenção El Helicoide, em Caracas — frequentemente apontado por organizações de direitos humanos como um dos principais locais de tortura e abuso contra presos políticos — será fechado e convertido em um complexo social, esportivo e cultural para as comunidades vizinhas e famílias policiais. A transformação desse local marca simbolicamente a tentativa de romper com décadas de repressão institucional.

Apesar do anúncio, organizações independentes e ativistas alertam que a implementação da anistia ainda enfrenta desafios práticos, pois os critérios definitivos e o texto final da lei não foram divulgados, e dezenas de milhares de pessoas ainda enfrentam restrições de liberdade no país. Grupos como o Foro Penal estimam que centenas de presos políticos permanecem detidos à espera de libertação, mesmo após algumas excarceracões recentes promovidas pelo governo.

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