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Governo brasileiro diz que não assinou comunicado que refuta resultado na Venezuela por não concordar com o texto; EUA, União Europeia e dez países da América Latina assinaram

A presidente do Supremo Tribunal de Justiça da Venezuela (TSJ), Caryslia Rodriguez, faz uma declaração do Supremo Tribunal da Venezuela sobre os resultados da eleição presidencial do país — Foto: FEDERICO PARRA/AFP

O governo brasileiro disse nesta sexta-feira (23) que não assinou o comunicado que refuta o resultado eleitoral na Venezuela por não concordar com o tom e com o teor do texto.

O comunicado foi divulgado mais cedo e é assinado por Estados Unidos, União Europeia e mais dez países da América Latina, além da OEA (Organização dos Estados Americanos).

Os signatários afirmam que a eleição na Venezuela foi fraudada. Nesta quinta (21), o TSJ, suprema corte venezuelana, reconheceu o atual presidente Nicolás Maduro como vencedor do pleito.

O Conselho Nacional Eleitoral (CNE, a Justiça eleitoral do país), já havia declarado vitória de Maduro. Agora, o TSJ respaldou. Mas nenhum dos dois órgãos apresentou as atas de votação (espécie de boletim eleitoral).

A oposição alega que O CNE e o TSJ são, na prática, comandados por Maduro. E que o verdadeiro vencedor da eleição foi o oposicionista Edmundo Gonzalez.

O Brasil justificou que não assinou o comunicado porque é um dos únicos países a ainda a dialogar com ambos os lados da política venezuelana.

Lula já foi próximo de Maduro e vem sendo cobrado dentro e fora do Brasil a tomar uma postura concreta sobre a contestada eleição venezuelana.

Brasil mantém a postura

A eleição venezuelana vai completar um mês na semana que vem. Desde então, diante dos indícios de fraude e da ausência das atas eleitorais, o governo brasileiro vem adotando a mesma postura: não reconhece nem refuta o resultado, e fica cobrando para que a Venezuela apresente as atas.

Nesta sexta, o governo ressaltou que precisa manter a firmeza na cobrança por transparência.

O Brasil continua em conversas com a Colômbia, país que também tem extensa área de fronteira com a Venezuela e que também tem contato com oposição e situação venezuelanas.

g1

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União Europeia diz que não reconhecerá vitória de Maduro sem divulgação de atas

O alto representante da União Europeia para Relações Exteriores e Política de Segurança, Josep Borrell, afirmou nesta sexta-feira (23) que o bloco não reconhecerá Nicolás Maduro como presidente da Venezuela até que os registros eleitorais sejam entregues e possam ser verificados.

“Nós seguimos dizendo que tem que provar esse resultado eleitoral. E até o momento não vimos nenhuma prova. Ninguém viu as atas eleitorais, que o Conselho Nacional Eleitoral deve mostrar, deve mostrar qual é esse resultado”, comentou.

“Enquanto não virmos um resultado verificável, não o vamos reconhecer”, sublinhou Borrell.

A fala do diplomata acontece após o Supremo Tribunal de Justiça da Venezuela ter confirmado a vitória de Maduro, aceitando os resultados divulgados pelo Conselho Nacional Eleitoral (CNE), apesar de não fornecer os registos eleitorais, conforme exigido pela comunidade internacional.

Nota de 11 países critica decisão da Justiça

Uma nota conjunta de 11 países criticou a decisão da Justiça venezuelana validando a vitória de Maduro. O texto foi assinado por Argentina, Costa Rica, Chile, Equador, Estados Unidos, Guatemala, Panamá, Paraguai, Peru, República Dominicana e Uruguai.

Esses países rejeitaram “categoricamente o anúncio da Suprema Corte de Justiça da Venezuela que indicava ter concluído uma suposta verificação dos resultados do processo eleitoral e que busca validar os resultados não comprovados emitidos pelo órgão eleitoral”.

No comunicado, os governos reiteram que “só uma auditoria imparcial e independente que avalie todas as atas garantirá o respeito pela vontade popular”.

CNN

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Robert Kennedy Jr. deve anunciar desistência da candidatura e apoio a Trump nesta sexta-feira

Foto: Reprodução

Robert Kennedy Jr., candidato independente nas eleições americanas de 2024, deve anunciar sua desistência à corrida à Casa Branca em discurso nesta sexta-feira (23).

O político estaria estudando se aliar a Donald Trump, após ter sido recusado para assumir um gabinete de Kamala Harris.

Kennedy estaria disposto a apoiar o republicano em troca de um possível cargo em seu governo, como, por exemplo, secretário de saúde.

R7

 

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Kamala é oficializada como candidata e fala em “unir” os EUA

Foto: Reprodução

A vice-presidente dos Estados Unidos e candidata do Partido Democrata à Casa Branca, Kamala Harris, fez nesta quinta-feira (22.) o seu discurso de aceitação de nomeação da sigla para a disputa. Segundo a democrata, ela “será a presidente que unirá” o país.

“Para manter os princípios fundamentais sagrados dos Estados Unidos, do estado de direito às eleições livres e justas, à transferência pacífica de poder. Serei uma presidente que nos une em torno de nossas mais altas aspirações. Uma presidente que lidera e escuta, que é realista, prática e tem bom senso. E sempre luta pelo povo norte-americano. Este tem sido o trabalho da minha vida”, declarou a milhares de apoiadores no United Center, em Chicago.

A democrata afirmou que o pleito de 2024 é não só o “mais importante” da vida dos norte-americanos que a estavam ouvindo, mas o “mais importante da história do país”.

Poder360

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Casas de opositores de Maduro são marcadas com um X preto na Venezuela

Portas dos opositores de Maduro são marcadas com um X preto na Venezuela |  CNN BrasilFoto: CNN via CNN Newsource

Em um bairro pobre de Caracas, a letra “X” está aparecendo nas casas das pessoas — riscos de tinta na altura do peito que os moradores dizem que representam uma ameaça.

Moradores que vivem em 23 de Enero, antiga fortaleza do falecido presidente venezuelano Hugo Chávez, acreditam que grupos paramilitares pró-regime estão por trás da tinta spray. Os grupos, conhecidos como colectivos, estão marcando pessoas que protestaram contra o resultado da eleição presidencial de julho, disseram moradores à CNN.

“Há cerca de cinquenta casas na minha rua, e trinta e duas foram marcadas”, disse um morador, que pediu para usar o pseudônimo “Pablo”, devido ao medo de retaliação por falar abertamente.

Os Xs apareceram no bairro de Pablo dias depois que o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, reivindicou a vitória nas urnas em 28 de julho — um resultado contestado pela oposição e questionado por observadores estrangeiros.

CNN Brasil

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ONU registra 23 mortes e aponta prisão de crianças após protestos na Venezuela

Foto: Pedro Rances Mattey/Anadolu via Getty Images

A missão independente da ONU para a determinação de fatos na Venezuela disse, nesta segunda-feira (12), que 23 pessoas morreram e pelo menos 1260 pessoas foram detidas na Venezuela desde o dia das eleições presidenciais, em 28 de julho. A equipe também recebeu informação de que há 100 crianças e adolescentes entre os detidos no contexto dos protestos.

“O governo da Venezuela deve deter imediatamente a crescente repressão que está comovendo o país (…) e investigar a fundo a avalanche de graves violações aos direitos humanos que estão ocorrendo”, afirmou a missão, criada em 2019 para avaliar violações aos direitos humanos na Venezuela.

A equipe da ONU também constatou que os protestos pós-eleitorais “abriram passo para uma feroz repressão pela máquina do Estado, dirigida por suas mais altas autoridades, criando um clima de temor generalizado”.

A maioria das 23 mortes registradas entre os dias 28 de julho e 8 de agosto foram ocasionadas por disparos com armas de fogo. Em 18 casos, as vítimas eram homens com idades inferiores a 30 anos.

A presidente da missão, Marta Valiñas, pediu que as mortes sejam “investigadas exaustivamente” e que se houver confirmação de uso abusivo da força letal pelas autoridades ou a participação de civis armados agindo com a conivência das mesmas, os responsáveis devem ser punidos.

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Macron diz ter ligado para Lula para falar sobre as eleições na Venezuela

ImagemFoto: Hannah Mckay/Reuters

O presidente da França, Emmanuel Macron, concedeu entrevista para o jornalista Guilherme Pereira, da TV Globo. Junto dele, jornalistas de outros quatro países (Estados Unidos, África do Sul, China e Índia) também participaram da conversa. Ele falou sobre o legado das olimpíadas de Paris e sobre outros assuntos de relevância mundial, como as eleições nos Estados Unidos e mudanças climáticas.

Ele também falou sobre a Venezuela, onde a reeleição de Nicolás Maduro segue sob desconfiança da comunidade internacional e acusaçõpes de fraude pela oposição. Macron disse que ligou para o presidente Lula nos últimos dias e que apoia as iniciativas tomadas pelos países da região.

g1

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Biden explica desistência: “Democratas acharam que eu iria prejudicá-los”

Foto: reprodução/Instagram

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden (foto), comentou em entrevista à CBS News neste domingo, 11 de agosto, sua decisão de se retirar da disputa eleitoral à Casa Branca.

“Embora eu tenha a grande honra de ser presidente, acho que tenho a obrigação com o país de fazer a coisa mais importante que se pode fazer, e isto é que devemos, devemos, devemos derrotar Trump.”

Biden também se manifestou sobre seu fiasco no debate presidencial com Donald Trump, no final de junho:

“Eu tive um dia muito ruim naquele debate porque estava doente. Mas eu não tenho nenhum problema sério.”

O democrata afirmou ainda que as pesquisas indicavam uma disputa acirrada contra o republicano, o que gerou temores dentro de seu partido.

“As pesquisas que tínhamos mostravam que era uma disputa acirrada, seria até o fim. Mas o que aconteceu foi que alguns colegas democratas na Câmara e no Senado acharam que eu iria prejudicá-los em suas corridas. Fiquei preocupado que, se eu continuasse na disputa, isso viraria o foco principal. Você me perguntaria sobre o papel de Nancy Pelosi e os comentários de outros. E achei que seria uma grande distração.”

Biden, de 81 anos, desistiu de concorrer a um segundo mandato e passou o bastão para sua vice-presidente, Kamala Harris. No debate transmitido pela CNN americana em 27 de junho, o presidente dos EUA mostrou sinais de cansaço e dificuldades em articular suas respostas.

O Antagonista

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Ex-presidente da Argentina, Alberto Fernández é alvo de buscas e tem celular apreendido após denúncia de agressão contra ex-mulher

Foto: AFP/Arquivos | Foto: Infobae/Reprodução

A Justiça argentina realizou na sexta-feira (9) uma operação de busca e apreensão no apartamento do ex-presidente Alberto Fernández, após denúncia de violência física feita pela ex-primeira-dama Fabiola Yañez. Um celular foi confiscado durante a ação.

Segundo a imprensa argentina, a medida visa verificar se o ex-presidente continuou “assediando” sua ex-parceira após receber a notificação de que não deveria manter contato com ela.

No momento da operação, Fernández estava no apartamento acompanhado do meio-irmão Pablo Galindez e de algumas outras pessoas. Esta é a primeira medida adotada no caso, que está sob sigilo.

Na quinta-feira (8), imagens da ex-primeira-dama com hematomas no braço e no rosto foram reveladas pelo site de notícias argentino Infobae. Na troca de mensagens com o ex-companheiro, Yañez cita que foi agredida por três dias seguidos.

Em outro trecho, ela afirmou: “Isso não funciona assim, você me agride o tempo todo. É insólito. Não pode me fazer isso quando eu não te fiz nada. E tudo o que tento fazer com a mente centrada é te defender, e você me agride fisicamente. Não há explicação”.

Yañez fez a denúncia contra o ex-presidente na terça-feira (6) durante uma videoconferência com o juiz federal Julián Ercolini, que ordenou imediatamente medidas de “restrição” e “proteção” para a mulher. As medidas urgentes tomadas incluem uma ordem para que o ex-presidente não se aproxime dela e não deixe o país.

A ex-primeira-dama contou que era agredida fisicamente quando vivia na Quinta de Olivos, residência oficial da presidência argentina. Fernández foi presidente da Argentina entre 2019 e 2023.

O ex-presidente negou as acusações em nota publicada nas redes sociais e afirmou que vai apresentar à Justiça “as provas e testemunhos que evidenciarão o que realmente aconteceu”.

g1

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Maduro comparece à Suprema Corte para validar reeleição em meio à pressão internacional

Foto: Federico PARRA / AFP

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, compareceu nesta sexta-feira (9) à Suprema Corte e pediu para validar sua questionada reeleição, em meio a uma crescente pressão internacional para que sejam divulgadas as atas da votação de 28 de julho, acusada de fraude pela oposição.

Segundo o Conselho Nacional Eleitoral (CNE), o presidente venezuelano foi reeleito com 52% dos votos, frente aos 43% de seu adversário, Edmundo González Urrutia, mas não publicou os detalhes da votação, alegando que o sistema de votação foi hackeado.

A oposição denunciou fraudes e afirmou ter 80% das atas, que comprovam a vitória de González Urrutia. O chavismo rejeita as provas apresentadas pela oposição e as classifica como falsas.

g1

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