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Em declaração conjunta, países europeus pedem que Venezuela divulgue atas de eleição presidencial

Foto: Marcos del Mazo/LightRocket via Getty Image

Um grupo de sete países europeus divulgou uma declaração conjunta neste sábado, pedindo que a Venezuela divulgue as atas da eleição presidencial de 28 de julho para “total transparência e a integridade do processo eleitoral”.

A declaração foi assinada por Alemanha, Espanha, França, Itália, Holanda, Polônia e Portugal. O grupo afirma que segue acompanhando de perto a situação e apoia o “apelo do povo venezuelano pela democracia e a paz.”

“A oposição indica que recolheu e publicou mais de 80% das atas eleitorais elaboradas por cada mesa de voto. Esta verificação é essencial para reconhecer a vontade do povo venezuelano”, diz o documento.

Antes deste grupo de países europeus, Estados Unidos, Panamá, Costa Rica, Peru, Argentina e Uruguai tinham se manifestando, declarando que a oposição venceu Maduro.

Brasil, Colômbia e México emitiram uma nota conjunta na quinta-feira (1º) pedindo a divulgação de todas as atas eleitorais na Venezuela e solução da desavença pelas “vias institucionais”.

A Organização dos Estados Americanos (OEA) disse não reconhecer o resultado das eleições no país. Em relatório feito por observadores que acompanharam o pleito, a OEA diz haver indícios de que o governo Maduro distorceu o resultado.

Uma contagem realizada pela Associated Press de atas eleitorais divulgadas na sexta-feira (2) pela oposição do país também mostrou, segundo a agência, que Edmundo González obteve significativamente mais votos nas eleições do que o governo de Maduro reconheceu.

g1

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Após EUA, chanceleres da Argentina e do Uruguai reconhecem Edmundo González como presidente eleito da Venezuela

Maria Corina Machado (à esquerda) e Edmundo González (à direita) — Foto: Maxwell Briceno/Reuters

Após o Secretário de Estado dos Estados Unidos, Antony Blinken, foi a vez da chanceler da Argentina dar uma declaração pública reconhecendo Edmundo González como vencedor das eleições na Venezuela.

Em post no X, Diana Mondino afirmou:

“Todos podemos confirmar, sem espaço para dúvida, que o legítimo ganhador e presidente eleito é Edmundo González”.

Omar Paganini, ministro das Relações Exteriores do Uruguai, usou a rede social para fazer o mesmo horas depois.

“Em função das evidências esmagadoras, fica claro para o Uruguai que Edmundo González Urrutia obteve a maioria dos votos nas eleições presidenciais da Venezuela. Esperamos que a vontade do povo venezuelano seja respeitada. ‘A verdade é o caminho da paz’”, escreveu ele no X.

 

O Conselho Nacional Eleitoral (CNE) apontou Nicolás Maduro como vencedor no último domingo (28). A oposição, porém, alega fraude.

González é o candidato da Plataforma Democrática Unitária (PUD), coalização de oposição a Maduro, atual presidente venezuelano e que buscava a reeleição para um terceiro mandato.

“Dada a evidência esmagadora, é claro para os Estados Unidos e, mais importante, para o povo venezuelano, que Edmundo González Urrutia recebeu a maioria dos votos na eleição presidencial de 28 de julho na Venezuela”, diz comunicado divulgado por Blinken nesta quinta-feira (1º).

O resultado é contestado pela oposição, liderada por María Corina Machado e por Edmundo González, e pela comunidade internacional. As acusações são de falta de transparência da autoridade eleitoral venezuelana e há pedidos para a publicação dos resultados das urnas.

A PUD afirma que seu candidato recebeu 67% dos votos, contra 30% de Maduro —considerando cerca de 74% das atas das urnas.

González e Corina Machado estão ameaçados de prisão desde que contestaram o resultado das eleições. Para o governo americano, “as ameaças de Maduro contra líderes da oposição” são antidemocráticas e uma tentativa de se manter no poder.

Em artigo ao jornal americano “The Wall Street Journal”, María Corina Machado disse que está escondida e que teme pela sua vida.

g1

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Suprema Corte da Venezuela começa auditoria de eleições e convoca candidatos

ImagemFoto: Reprodução/Maduro no Youtube

A Suprema Corte da Venezuela convocou os 10 candidatos à presidência –Maduro, Edmundo González e mais oito– a comparecer nesta sexta (2) às 15h (horário de Brasília), para o início da auditoria da eleição do último domingo (28).

A Suprema Corte tem seus integrantes indicados por Maduro e é alinhada ao presidente, que foi apontado como vencedor da eleição pelo Conselho Nacional Eleitoral (CNE) com 51,2% dos votos. O órgão eleitoral é dirigido por um aliado de Maduro.

“Admite-se, assume-se e inicia-se o processo de investigação e verificação para certificar os resultados do processo eleitoral”, expressou Caryslia Rodríguez, presidente da Suprema Corte.

A auditoria do resultado da eleição pela Suprema Corte acontece a pedido de Maduro. Segundo o presidente, a maior instância da Justiça venezuelana é o único órgão do país que tem o poder de auditar o resultado das eleições para apurar os resultados obtidos pelo CNE.

g1

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EUA diz estar claro que González venceu as eleições na Venezuela

ImagemFoto: Anadolu Agency/Getty Images

O secretário de Estado dos Estados Unidos (EUA), Antony Blinken, afirmou que está claro que Edmundo González venceu as eleições da Venezuela. O comunidado publicado nesta quinta-feira (1º/8) ainda afirma que a reeleição de Nicolás Maduro não representa a vontade do povo venezuelano.

Blinken destaca que o conselho eleitoral do país “não publicou dados desagregados ou nenhuma das folhas de contagem de votos, apesar dos repetidos apelos dos venezuelanos e da comunidade internacional para fazê-lo”.

O comunicado ainda frisa que a oposição, por outro lado, publicou mais de 80% das folhas de contagem recebidas diretamente das seções eleitorais em toda a Venezuela. “Essas folhas de contagem indicam que Edmundo González Urrutia recebeu a maioria dos votos nesta eleição por uma margem intransponível”, destaca.

Metrópoles

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Chega a 16 o número de mortos em manifestações contra reeleição de Maduro

A vitória contestada de Nicolás Maduro nas urnas deixou a Venezuela mais perto de um “banho de sangue” – exatamente como previu o ditador, se ele perdesse a eleição. Em dois dias de protestos contra os resultados da votação, 16 pessoas morreram, mais de 100 ficaram feridas e 750 foram presas.

De acordo com Alfredo Romero, diretor da ONG Foro Penal Venezolano, das 16 mortes, pelo menos cinco foram registradas em Caracas, incluindo dois menores de idade. O procurador-geral da Venezuela, o chavista Tarek William Saab, afirmou que os manifestantes presos poderão responder por “atos de terrorismo e instigação do ódio”.

A ditadura foi rápida em culpar a oposição pelo “banho de sangue”. “Considero Urrutia responsável pela violência criminosa, pelos feridos, pelos mortos, pela destruição. O senhor será diretamente responsável, assim como a senhora Machado. A justiça vai chegar”, disse Maduro, em referência aos dois maiores nomes da oposição nesta eleição: Edmundo González Urrutia e María Corina Machado.

R7

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Líder político do Hamas, Ismail Haniyeh é morto no Irã, diz mídia estatal

ImagemFoto: Aziz Taher/Reuters

O líder político do Hamas, Ismail Haniyeh, foi morto em Teerã, informou a mídia estatal iraniana Press TV nesta quarta-feira (31), citando o Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC).

O Hamas emitiu uma declaração logo após dizer que Haniyeh foi morto junto com seu guarda-costas em um “ataque sionista” em sua residência em Teerã depois que ele participou da posse do novo presidente iraniano.

A CNN entrou em contato com o exército israelense para comentar a alegação do Hamas.

Os Guardas Revolucionários do Irã informaram horas depois que Haniyeh foi assassinado por volta das 2h da manhã (horário local) desta quarta-feira, informou a mídia iraniana, acrescentando que ele estava hospedado em “uma residência especial para veteranos de guerra no norte de Teerã”.

O conselho supremo de segurança nacional do Irã decidirá qual será a estratégia de reação ao assassinato de Haniyeh, de acordo com uma fonte.

CNN Brasil

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Maduro ordena patrulhamento policial e militar em todo território venezuelano

Repressão na Venezuela: Número de mortos em protestos contra reeleição de  Maduro sobe para 11, dizem ONGsFoto: Divulgação

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, ordenou nesta terça-feira (30) patrulhas militares e policiais em todo o país. Ação começa a valer a partir desta quarta-feira (31).

Medida vem em meio a protestos contra os resultados eleitorais da eleição presidencial, que o apontam o líder venezuelano como vencedor.

Ao menos 749 pessoas foram presas devido aos protestos na Venezuela, segundo informou o procurador-geral do país, Tarek William Saab, nesta terça-feira (30). Além disso, 11 pessoas morreram, de acordo com a ONG Fórum Penal.

Os protestos acontecem pelo segundo dia seguido, após Nicolás Maduro ser ter sido declarado vencedor das eleições presidenciais de 2024 no país.

A oposição contesta o resultado e afirma que possui acesso a um número suficiente de atas eleitorais que confirmariam a vitória de Edmundo González.

CNN

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Governo Maduro expulsa embaixadores e diplomatas de 7 países que contestaram resultado das eleições

Comunicado do governo venezuelano expulsa corpo diplomático de sete países — Foto: Reprodução/Instagran

O governo de Nicolás Maduro expulsou todo o corpo diplomático de sete países na tarde desta segunda-feira (29). A expulsão ocorre após o Conselho Nacional Eleitoral (CNE), o órgão máximo eleitoral do país, ter proclamado Maduro como presidente da Venezuela.

Os países que tiveram o corpo diplomático expulso são:

  • Argentina
  • Chile
  • Costa Rica
  • Peru
  • Panamá
  • República Dominicana
  • Uruguai

Entre os países que tiveram os diplomatas e embaixadores expulsos estão Argentina, Chile, Panamá, Peru e Uruguai, que contestaram o resultado das eleições na Venezuela.

A carta com a expulsão foi publicada pelo ministro das Relações Exteriores venezuelano, Yván Gil Pinto. Ele diz que o país “rejeita as ações e declarações de um grupo de governos de direita, subordinados a Washington e comprometidos abertamente com ideologias sórdidas do fascismo internacional” e que este grupo quer desconhecer o resultado da eleição realizada no domingo (28).

Entre os países que contestaram o resultado das eleições também estão Estados Unidos, Reino Unido, Alemanha, Espanha, Itália, Equador, Peru, Colômbia, Guatemala e Portugal.

O governo brasileiro ainda não se manifestou. O Itamaraty afirmou que “acompanha com atenção o processo de apuração” e que aguarda a divulgação de informações mais detalhadas, como os “dados desagregados”, pelo CNE. O governo afirma que isso é um “passo indispensável para a transparência, credibilidade e legitimidade do resultado do pleito”. Esses dados incluem as informações que estão nas atas, como os dados por locais de votação.

O CNE, órgão presidido por um aliado do presidente do país vizinho, informou que Nicolás Maduro venceu e foi reeleito com 51,2% dos votos, contra 44% do opositor, Edmundo González. A oposição, no entanto, afirma que González venceu com 70%.

Nesta segunda, manifestantes contra Maduro saíram as ruas para protestar contra o resultado das eleições.

Com informações do g1

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VÍDEO: González diz ter vencido eleições e contesta resultado na Venezuela

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Edmundo Gonzáles, que aparecia com vantagem de mais de 30 pontos nas pesquisas na Venezuela, disse que o Conselho Nacional Eleitoral da Venezuela (CNE), controlado por Nicolás Maduro, não entregou a maioria das atas eleitorais, ou seja, o CNE simplesmente disse que Maduro venceu, mas não provou com as contagens.

“Nossa luta continua, e não descansaremos até que a vontade popular seja respeitada”, disse o candidato Edmundo González em um breve discurso.

Antes dele, em uma fala mais contundente, a líder oposicionista María Corina Machado, impedia de concorrer no pleito, disse que a declaração do CNE vai contra as pesquisas internas que apontavam vitória da oposição com ampla margem em relação a Maduro.

Com informações de g1

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Maduro é reeleito na Venezuela, diz órgão eleitoral; oposição denuncia fraude

ImagemFoto: AP Photo/Fernando Vergara

O Conselho Nacional Eleitoral da Venezuela (CNE) informou na madrugada desta segunda-feira (29) que, com 80% dos votos apurados, Nicolás Maduro foi o vencedor das eleição presidencial realizada no domingo (28).

Segundo o CNE, liderado por um aliado do presidente venezuelano, Maduro teve 51,2% dos votos e o principal candidato da oposição, Edmundo González, 44%. O resultado indica uma diferença de 704 mil votos entre os dois candidatos – como os dados finais ainda não foram divulgados, esses números devem mudar.

Minutos após a divulgação, Maduro disse em discurso a apoiadores em frente ao Palácio de Miraflores, sede do governo venezuelano, que sua reeleição era o triunfo da paz e da estabilidade.

Com o resultado, Maduro – um ex-motorista de ônibus de 61 anos que se tornou chanceler da Venezuela – deve permanecer mais seis anos no poder em Caracas, chegando a 17 anos no comando do país. Hugo Chávez governou a Venzuela por 14 anos até sua morte, em 2013.

A oposição, que tem denunciado irregularidades, contestou os números divulgados pelo CNE, e disse que, em suas contas, Edmundo González teve 70% dos votos e Maduro, 30%. Resultados de duas pesquisas de boca de urna divulgadas pela agência Reuters indicavam vitória de Gonzáles por larga vantagem.

g1

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