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Derretimento total do gelo marinho na Antártica pode acontecer antes de 2030, afirma estudo

Foto: Reprodução/Freepik

Nesta terça-feira 3, a revista científica “Nature Communications” publicou uma pesquisa que revela que o primeiro dia sem gelo no Oceano Ártico pode acontecer antes de 2030. O fato comprova as marcantes mudanças climáticas que vêm crescendo freneticamente nos últimos anos devido o aquecimento global.

“O potencial de um Oceano Ártico sem gelo é um dos exemplos mais marcantes da mudança climática antropogênica em andamento, com uma transição visível de um Oceano Ártico branco para um Oceano Ártico predominantemente azul durante o verão”, cita o estudo.

A pesquisa foi baseada na análise de alguns CMIP6 (Coupled Model Intercomparison Project Phase 6), que é o conjunto de modelos globais utilizados para analisar as mudanças climáticas. Segundo 11 modelos, o derretimento total pode ocorrer 3 anos após as condições equivalentes a 2023, ou seja, em 2026. Outros dois modelos CMIP6 mostram o primeiro dia sem gelo pode acontecer em 4 anos (2027) e outros 6 membros do conjunto ficam sem gelo em 5-6 anos.

Consequências das mudanças climáticas

O aumento das temperaturas não é apenas uma sensação. Desde 1980, cada década tem sido mais quente do que a anterior como resultado de uma concentração crescente de gases de Efeito Estufa, além de tempestades cada vez mais fortes e períodos de seca prolongados. Outras consequências causadas pelo aquecimento estão:

  • Aumento do nível dos oceanos
  • A extinção de espécies
  • Escassez de alimentos
  • Mais riscos à saúde
  • Aumento da pobreza e do deslocamento

Portal 98Fm

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Mundo

Igreja na Suíça usa Inteligência Artificial para fiéis ‘conversarem’ com Jesus no confessionário

Foto: reprodução

A Capela de São Pedro é a mais antiga em Lucerna, na Suíça. Mas, desde agosto, um Jesus criado por Inteligência Artificial tem sido, digamos, a face futurista da instituição religiosa. Com o nome “Deus in Machina”, o avatar de Jesus é a colaboração da igreja com um laboratório de pesquisa de uma universidade local sobre realidade imersiva.

Pensando em um lugar onde as pessoas pudessem ter conversas privadas com o avatar, a igreja permitiu que fossem instalados um computador e cabos na cabine de confissão. Os visitantes foram convidados a fazer perguntas para a imagem de Jesus projetada pela treliça que tradicionalmente separa o confessor e o padre. Treinada com textos teológicos, a I.A. responde em tempo real, e em mais de cem línguas.

Durante o experimento, mais de mil pessoas interagiram com a I.A., incluindo não católicos, e a universidade apresentará na semana que vem os resultados do experimento.

Ouvido pelo jornal britânico Guardian, o teólogo Marco Schmid afirmou que dois terços dos usuários afirmaram que tiveram uma experiência espiritual. Houve quem disse ser impossível conversar com uma máquina e também críticas de católicos sobre o uso do confessionário para o experimento.

Schmid afirmou também que, além da curiosidade natural pelo experimento, as pessoas têm uma “sede de conversar com Jesus.”

O Globo

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Mundo

Se Brics criar moeda própria, será taxado em 100%, diz Trump

Foto: Gage Skidmore/Flickr

O presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, publicou neste sábado (30) uma ameaça ao Brics: se o bloco insistir em criar uma moeda próprio para negócios internacionais, os produtos dos países integrantes serão taxados em até 100% na entrada no mercado norte-americano.

“A ideia dos países do Brics de se afastarem do dólar enquanto ficamos parados e assistimos ACABOU. Exigimos um compromisso desses países de que eles não criarão uma nova moeda Brics nem apoiarão nenhuma outra moeda para substituir o poderoso dólar americano ou enfrentarão tarifas de 100% e podem se preparar para dizer adeus à venda para a maravilhosa economia dos EUA. Eles podem ir encontrar outro ‘otário!’. Não há chance de os Brics substituírem o dólar americano no comércio internacional –e qualquer país que tente deve dar adeus à América”, escreveu Trump no seu perfil na rede social que ele próprio criou, a Truth Social.

Se essa ameaça for levada adiante será um grande baque para o Brics, que é composto por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul. Será um revés, sobretudo, para a China que lidera o grupo. O Brics tem colocado no topo da agenda a criação de uma moeda própria para suas transações internacionais.

Poder360

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Aumento de tarifas proposto por Trump vai elevar o preço de eletrônicos

Reprodução

Donald Trump só toma posse em 20 de janeiro da Presidência dos Estados Unidos, mas a zorra já começou. Na noite da 2ª feira (25.nov.2024), ele ameaçou os 3 maiores parceiros comerciais dos Estados Unidos: México, Canadá e China.

Disse que vai impor tarifas de 25% nos 2 vizinhos da América do Norte e um adicional de 10% à China –ele não explicou o que queria dizer com adicional, mas aparentemente é um acréscimo aos 60% de tarifa que havia prometido durante a campanha.

Seja lá o que for, há 2 garantias na promessa de Trump (e eu acredito que ele vai cumprir à risca o que garganteou na campanha):

vai provocar um aumento de preços nos produtos eletrônicos, dentre outros, para o consumidor norte-americano; e
vai causar um desarranjo na já combalida cadeia global de produção.
Trump foi eleito em grande parte por causa da sensação de que os preços para o consumidor escalaram depois da pandemia e não voltaram mais ao velho patamar. Quero ver como vão se comportar esses eleitores ao verem os preços aumentarem ainda mais. Os Estados Unidos são extremamente dependentes da produção chinesa. No caso de computadores e telefones celulares, o percentual de “made in China” bate nos 90%.

Trump é um animal político que enxerga longe. Talvez já prevendo a grita que deve acompanhar o aumento de preço provocado pelas tarifas, ele embalou as medidas pela primeira vez com o manto do crime. Disse que as tarifas contra México e Canadá vão perdurar até esses países estancarem o tráfico de drogas nas fronteiras, sobretudo o fentanil, um opioide sintético, e combaterem os imigrantes ilegais.

Como há um forte apoio na luta contra os opioides e os imigrantes ilegais, o efeito das tarifas pode se tornar um efeito colateral indesejável, como as mortes nas guerras. É um modo de Trump preservar a sua imagem também. Se os preços subirem, ele dirá que foi por uma boa causa: a guerra ao fentanil e aos estrangeiros que querem manchar o sangue dos norte-americanos, como ele declarou em campanha.

As campanhas da Black Friday usam as tarifas como argumento de venda, segundo reportagem da revista Newsweek. A entidade que reúne os lojistas, a National Retail Federation, diz que se Trump implementar as tarifas no caso da China, o consumidor norte-americano terá uma perda anual de poder de compra que pode variar de US$ 46 bilhões a US$ 78 bilhões. Os Estados Unidos importaram bens e serviços no valor de US$ 4 trilhões no ano passado. A China responde por US$ 433 bilhões desse total.

Já circulam estimativas sobre o impacto das medidas nos preços no caso da aplicação de 10% a 20% para as importações em geral e de 60% para a China. Em outubro, a Consumer Eletronics Association, que reúne empresas de produtos eletrônicos que faturam US$ 500 bilhões ao ano, publicou um estudo que chegou às seguintes conclusões:

o preço de laptops e tablets aumentaria até 46%;
os consoles de videogame ficariam 40% mais caros;
os celulares subiriam 26%.
A associação foi extremamente crítica à proposta de Trump. Segundo ela, o aumento de tarifa no caso chinês levaria as fábricas para outros países, não para os EUA.

No caso do iPhone 16 o aumento seria muito maior: ele ficaria de US$ 216 a US$ 240 mais caro, de acordo com uma projeção feita pela publicação econômica Barron’s, publicada desde 1921.

A estimativa leva em conta que de 45% a 50% dos componentes do iPhone são importados. O impacto sobre o preço iria de 27% a 30%, ainda de acordo com a Barron’s. A Apple deve ser a empresa mais afetada pelas tarifas. Como trabalha com grandes margens de lucro, muitos economistas acreditam que ela pode não repassar o aumento para o consumidor. Isso, porém, teria impacto no preço das ações e diminuiria o valor de mercado da empresa.

Trump parece debochar desse tipo de encruzilhada que as tarifas colocam para as empresas. Ele é o tipo de político que faz ode às tarifas. Já disse que “tariff” é a palavra mais bonita do mundo. Falou isso no mesmo dia em que disse que a invasão do Capitólio, na tentativa de reverter a sua derrota para Joe Biden, “foi paz e amor”.

Seria tolice esperar coerência de Trump. A promessa de 2ª feira de aumentar tarifas dos negócios com México e Canadá implode um acordo comercial que ele próprio assinou há 4 anos.

Não que os democratas fossem fazer muita coisa diferente. O presidente Joe Biden anunciou em setembro um aumento de tarifas para produtos vindos da China que o próprio Trump acusou de ser um plágio de suas ideias. Ao menos o fez com humor: disse que enviaria a Biden um boné do seu programa MAGA (Make American Great Again ou Faça a América Grande de Novo).

Poder 360

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Presidente do Chile, Gabriel Boric, é denunciado por assédio sexual; entenda o caso

Gabriel Boric: saiba quem é o novo presidente do Chile, de apenas 36 anos |  Mundo | G1oto: Alex Ferro/G20

O presidente do Chile, Gabriel Boric, é alvo de uma denúncia de suposto assédio sexual que está em investigação no Ministério Público do país.

A denúncia, a segunda de assédio contra Boric, foi feita em setembro, mas só nesta semana a Promotoria revelou o caso. A defesa de Boric negou o suposto assédio na noite de segunda-feira (25).

Segundo relatou a vítima ao Ministério Público, ela foi assediada por Gabriel Boric quando o agora presidente tinha 27 anos, logo após terminar a faculdade de Direito. Boric, hoje com 38 anos, era um dos principais líderes estudantis do país antes de concorrer à presidência.

O chefe do Ministério Público de Magallanes, região no sul do país onde o caso foi protocolado, Cristián Crisosto, confirmou que existe um processo criminal relacionado aos fatos indicados”. A denúncia foi apresentada em 6 de setembro, ainda de acordo com a Promotoria.

“O presidente (…) rejeita e desmente categoricamente a denúncia de um suposto fato ocorrido em 2013, quando ele tinha 27 anos e havia acabado de finalizar os estudos de Direito”, afirmou o advogado de Boric, Jonatan Valenzuela, em um comunicado.

“Meu representado jamais teve uma relação afetiva nem de amizade com ela e não tiveram comunicação desde julho de 2014”, acrescentou Valenzuela.

Ainda de acordo com a defesa, a denúncia foi apresentada por uma mulher que na época enviou, de forma “não solicitada nem consentida”, 25 e-mails a Boric, um deles com imagens explícitas. Dez anos depois, a mesma mulher “apresentou uma denúncia sem qualquer fundamento contra o já presidente Gabriel Boric”, diz o comunicado do advogado.

Na campanha para sua eleição em 2021, o presidente chileno foi acusado der outro suposto assédio sexual que também negou na época. A denúncia nunca foi investigada criminalmente.

Boric, que em 2026 completará seu mandato de quatro anos sem direito à reeleição, tem foro especial e, para ser investigado, a Justiça antes deve aprovar um julgamento da imunidade.

G1

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Zelensky diz que a posição de Lula em relação à guerra é fraca

Foto: Presidência da Ucrânia

O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, disse que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) demonstrou uma posição “fraca” em relação à guerra entre Ucrânia e Rússia. A declaração foi feita em entrevista à analista de Internacional da CNN, Fernanda Magnotta, que está em Kiev, capital da Ucrânia. Ela viajou a convite do governo ucraniano em uma comitiva de acadêmicos e intelectuais.

E conversa com o grupo, Zelensky comentou o relatório final do G20, sediado no Brasil, que evitou condenar as ações da Rússia na guerra. Para ele, a cúpula do bloco foi realizada com pouco apoio à Ucrânia. “Quero ser bastante direto e transparente: se quisermos boas relações entre as nossas nações, precisaremos apoiar primeiro as pessoas, e não os agressores e os líderes da agressão, como Putin e a Rússia de hoje”, disse o presidente ucraniano.

Zelensky afirmou ainda que o “comunicado do G20 mostrou uma posição fraca em uma situação muito difícil e que se tornou pública”.

As críticas também se estenderam ao presidente Lula. O presidente da Ucrânia disse que, apesar de já terem tido um “bom diálogo” em uma ocasião nos Estados Unidos, “infelizmente, o líder do Brasil também mostrou uma posição fraca nesta guerra. Não acho que o populismo possa deter Putin”.

O Brasil, visto como um possível mediador do conflito, teve a posição questionada na fala de Zelensky. “Não pode haver mediação brasileira neste caso, porque o país não mostrou sua voz durante o G20 em relação à agressão de Putin e da Rússia, não se expressou. Essa fraqueza dá para Putin a oportunidade de disparar novos mísseis, mesmo durante eventos tão grandes quanto a cúpula”, enfatizou.

CNN Brasil

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Tribunal de Haia emite mandado de prisão contra Netanyahu e chefe do Hamas

Fotos: Eduardo Munoz/Reuters | reprodução

O TPI (Tribunal Penal Internacional) emitiu, nesta quinta-feira (21), mandados de prisão contra o primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, seu ex-ministro da Defesa, Yoav Gallant, e o líder do Hamas, Mohammed Diab Ibrahim Al-Masri, também conhecido como Mohammed Deif.

Os três são acusados de crimes de guerra no conflito em curso no Oriente Médio —Israel, porém, afirma ter matado Al-Masri, também conhecido como Mohammed Deif, em um ataque aéreo em julho deste ano. O Hamas não confirmou nem negou isso.

Com a ordem, tanto Netanyahu quanto Gallant podem ser presos caso viajem a algum dos mais de 120 países que são signatários do Estatuto de Roma, tratado internacional que criou o tribunal.

A decisão ocorre após o procurador do TPI, Karim Khan, pedir a prisão dos três em maio por supostos crimes relacionados aos ataques de 7 de outubro de 2023, em Israel, e a resposta militar de Tel Aviv em Gaza.

Israel não é signatário do estatuto do tribunal sediado em Haia nem reconhece sua jurisdição em Gaza. O TPI, porém, afirma que isso não impede a medida.

Folhapress

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Papa Francisco muda rituais funerários e pede para ser enterrado em caixão simples de madeira

Foto: REUTERS/Guglielmo Mangiapane

O papa Francisco aprovou nesta quarta-feira (20) uma reforma dos ritos funerários papais que flexibilizarão e simplificarão cerimônias do tipo para pontífices.

A mudança passará a permitir também que o sepultamento de corpos aconteçam fora do Vaticano, o que não era permitido até agora. E retira a obrigação que pontífices fiquem sob três caixões tradicionais de chipre, chumbo e carvalho.

A simplificação, segundo o mestre de cerimônias litúrgicas do Vaticano, Monsenhor Diego Ravelli, visa “enfatizar ainda mais que o funeral do Romano Pontífice é o de um pastor e discípulo de Cristo e não de um homem poderoso deste mundo”.

A mudança está livro litúrgico atualizado que Francisco aprovou em 29 de abril e que substitui a edição anterior, publicada pela última vez em 2000. O jornal do Vaticano L’Osservatore Romano publicou nesta quarta detalhes nova edição.

Embora os papas frequentemente mexam nas regras do Vaticano, uma revisão dos ritos funerários papais se tornou necessária após a morte do papa Emérito Bento XVI, em 31 de dezembro de 2022.

Na ocasião, o Vaticano teve de elaborar um funeral para o primeiro papa aposentado em 600 anos. Meses depois, Francisco revelou que estava trabalhando com o , para revisar os ritos funerários papais e simplificá-los.

O mestre de cerimônias litúrgicas do Vaticano disse ao L’Osservatore Romano que a nova reforma inclui também a eliminação da exigência de que o papa seja colocado em um caixão elevado na Basílica de São Pedro para exibição pública.

Francisco já revelou que decidiu que seria enterrado na basílica de Santa Maria Maggiore, em Roma, não nas grutas sob a Basílica de São Pedro, onde a maioria dos papas está enterrada. Em vez disso, ele estará em exibição em um caixão simples.

Francisco completa 88 anos em dezembro e, apesar de alguns problemas de saúde e mobilidade, está em boa forma, segundo médicos.

g1

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Biden autoriza Ucrânia a usar mísseis americanos de longo alcance contra a Rússia

Foto: Alessandro Garofalo/Reuters

O presidente dos EUA, Joe Biden, autorizou a Ucrânia a utilizar mísseis de longo alcance fornecidos pelos americanos na guerra contra a Rússia, segundo o jornal “The New York Times”.

A mudança de postura do governo americano ocorre por conta do envio de tropas norte-coreanas para lutarem na guerra na Ucrânia ao lado dos russos, segundo o jornal americano. Os mísseis de longo alcance devem começar a ser utilizados contra as tropas russas e norte-coreanas na região de Kursk, no oeste da Rússia, ainda de acordo com o “The New York Times”.

A Ucrânia estava vetada de utilizar esse tipo de armamento americano até o momento. O uso dos mísseis de longo alcance fornecidos pelos EUA era um tabu na guerra contra a Rússia, porque o presidente russo, Vladimir Putin, considera que isso muda o caráter do conflito e havia prometido represálias. Entre as ameaças que fez, Putin disse que realizaria testes nucleares.

A decisão de retirar a proibição do uso dos mísseis americanos de longo alcance é uma grande mudança na postura de Biden, que se manteve cauteloso sobre esse assunto durante seu governo. A permissão ocorre também após a vitória de Trump nas eleições dos EUA. O republicano é crítico do apoio financeiro aos ucranianos e prometeu terminar a guerra “em 24 horas”, mas sem explicar como. Ainda não se sabe se Trump reverteria a decisão quando assumir a presidência, em 20 de janeiro.

A retirada da restrição ocorre em um momento de escalada nas tensões entre países da Ásia, da Europa e dos EUA. Uma nova fase da ofensiva russa em território ucraniano a partir de maio fez Otan e EUA, aliados da Ucrânia, considerarem a autorização para utilização de mísseis de longo alcance fornecidos aos ucranianos.

Com essa nova fase da guerra, os EUA começaram a levantar algumas restrições, deixando apenas a dos mísseis de longo alcance. Já países da Europa reforçaram os pacotes de ajuda financeira e o presidente da França, Emmanual Macron, chegou até a considerar enviar tropas francesas para a Ucrânia, e foi ameaçado por Putin.

Em contrapartida, Rússia e a Coreia do Norte estreitaram relações –diplomáticas e militares–, o que levou ao posicionamento de tropas norte-coreanas para lutarem na Ucrânia ao lado das russas. Diante disso, o Pentágono já havia dito que não haveria restrição de armas que a Ucrânia poderia utilizar.

Segundo as autoridades americanas ouvidas pelo “The New York Times”, o temor de que Putin suba ainda mais o tom por conta da autorização do uso de mísseis americanos pela Ucrânia ainda existe, mas foi superado pela urgência do atual cenário da guerra.

Ucrânia e Rússia estão em guerra desde fevereiro de 2022, após uma invasão de tropas russas em território ucraniano. O avanço russo continua: na última semana de outubro, tropas de Putin fizeram o avanço mais rápido desde o início do conflito. Na Ucrânia, o presidente Zelensky apresentou um “plano da vitória” na guerra contra a Rússia aos EUA e ao Parlamento ucraniano em outubro.

g1

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Rússia realiza ataque “massivo” contra rede elétrica ucraniana, dizem autoridades

Russian Ministry of Defense/Anadolu via Getty Images

A Rússia realiza seu maior ataque com mísseis, desde agosto, contra a Ucrânia, na manhã de domingo (17). Explosões foram ouvidas na capital, Kiev. Segundo autoridades, com o inverno chegando, o principal alvo são instalações de energia.

Há semanas que os ucranianos se preparam para um grande ataque ao deficiente sistema de energia, temendo danos paralisantes à rede que causariam longos apagões e aumentariam a pressão psicológica num momento crítico da guerra.

“Outro ataque massivo ao sistema de energia está em andamento. O inimigo está atacando instalações de geração e transmissão de eletricidade em toda a Ucrânia”, escreveu o ministro ucraniano da Energia, German Galushchenko, no Facebook.

As defesas aéreas podiam ser ouvidas atacando drones sobre a capital durante a noite, e uma série de explosões poderosas ecoaram pelo centro da cidade enquanto o ataque com mísseis estava em andamento pela manhã.

A escala dos danos não ficou imediatamente clara. As autoridades cortaram o fornecimento de energia em vários distritos da cidade, incluindo Kiev, região circundante e região de Dnipropetrovsk, no que disseram ser uma precaução para evitar um aumento repentino em caso de danos.

As autoridades da região de Volyn, no noroeste da Ucrânia, disseram que a infraestrutura energética sofreu danos, mas não deram mais detalhes. As autoridades muitas vezes ocultam informações sobre o estado do sistema energético por causa da guerra.

Em Mykolaiv, no sul, duas pessoas morreram durante o ataque noturno de drones, disse o governador regional. As explosões abalaram a cidade de Zaporizhzhia, no sudeste, e o porto de Odesa, no Mar Negro, disseram testemunhas da Reuters. Mais explosões foram relatadas nas regiões de Kryvyi Rih, no sul, e Rivne, no oeste.

“A Rússia lançou um dos maiores ataques aéreos: drones e mísseis contra cidades pacíficas, civis adormecidos, infraestruturas críticas”, disse o ministro dos Negócios Estrangeiros, Andrii Sybiha.

A Polônia, membro da NATO, que faz fronteira com a Ucrânia, disse ter mobilizado a sua força aérea dentro como precaução de segurança devido ao ataque russo, que disse ter utilizado mísseis de cruzeiro, mísseis balísticos e drones.

A Polônia “ativou todas as forças e recursos disponíveis à sua disposição. Os pares de caças em serviço foram embaralhados e os sistemas terrestres de defesa aérea e de reconhecimento por radar atingiram o mais alto estado de prontidão”, disse o comando operacional das suas forças armadas no X.

A Força Aérea da Ucrânia pediu aos residentes que se protegessem, fornecendo atualizações regulares sobre o progresso dos cruzeiros russos, dos mísseis balísticos e hipersônicos que, segundo ela, estavam passando pelo espaço aéreo ucraniano.

A Polônia, membro da NATO, que faz fronteira com a Ucrânia, disse ter mobilizado a sua força aérea dentro como precaução de segurança devido ao ataque russo, que disse ter utilizado mísseis de cruzeiro, mísseis balísticos e drones.

A Polônia “ativou todas as forças e recursos disponíveis à sua disposição. Os pares de caças em serviço foram embaralhados e os sistemas terrestres de defesa aérea e de reconhecimento por radar atingiram o mais alto estado de prontidão”, disse o comando operacional das suas forças armadas no X.

A Força Aérea da Ucrânia pediu aos residentes que se protegessem, fornecendo atualizações regulares sobre o progresso dos cruzeiros russos, dos mísseis balísticos e hipersônicos que, segundo ela, estavam passando pelo espaço aéreo ucraniano.

CNN Brasil

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