Polêmica

Ministério Público abre inquérito para apurar denúncia de poluição em Cabedelo

O Ministério Público da Paraíba (MPPB) instaurou um inquérito civil público para apurar denúncia de moradores de Cabedelo, na Região Metropolitana de João Pessoa, sobre a presença de um ‘pó preto” em ruas, comércios e casas do município. O ICP 014.2024.000203 foi instaurado, na última sexta-feira (2/02), pelo promotor de Justiça de Cabedelo, Francisco Bergson Gomes Formiga Barros, que atua na defesa do meio ambiente, para apurar a prática de poluição ambiental.

Conforme explicou o promotor de Justiça, as reclamações feitas pelos moradores e noticiadas pela imprensa local dizem que o problema estaria ligado, supostamente, ao transporte de petcoke (um tipo de combustível sólido rico em carbono, proveniente do refinamento do petróleo), que estaria sendo retirado de um navio atracado no porto da cidade e transportado por uma empresa no município.

O MPPB já requisitou que a Companhia Docas da Paraíba seja oficiada para apresentar, no prazo de cinco dias, manifestação sobre o assunto. A companhia deverá apresentar documentação comprobatória de tudo que alegar e informar quem seria o responsável pela contratação do transporte do produto e os dados completos da empresa transportadora.

Também requisitou que a operadora portuária Combulk Marítima Ltda seja notificada para que, no mesmo prazo, apresente manifestação sobre a denúncia dos moradores e da imprensa local, indicando os dados da empresa que está fazendo o transporte do produto e quem a contratou.

A atuação ministerial está respaldada no artigo 225 da Constituição Federal, segundo o qual todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado. “O meio ambiente é um bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao poder público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações”, ressaltou o promotor de Justiça.

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MPPB

Folia de Rua 2024: MP recomenda uso de câmeras de reconhecimento facial e revista

Foto: Reprodução/Secretária de Segurança Pública da Bahia

O Ministério Público da Paraíba se manifestou nesta sexta-feira (2) com medidas para disciplinar as festividades de pré-carnaval em João Pessoa. Dentre o pacote de recomendações para o Folia de Rua 2024, está a instalação de câmeras de reconhecimento facial em pontos estratégicos da Epitácio Pessoa, além de revista pessoal.

Assinada pela promotora Cláudia Cabral, a recomendação destaca que as medidas têm o objetivo de zerar os prejuízos ambientais, de conforto, de mobilidade urbana e de segurança pública e social, além de prevenir a poluição sonora.

Além da questão da segurança, o órgão ministerial propôs que as festividades de pré-carnaval na capital paraibana sejam encerradas às 2h da manhã, nos dias de semana e fim de semana, com tolerância de 30 minutos para dispersão. Após esse horário, fica proibido a instalação de paredões e uso som alto.

Outra medida sugerida pelo MP é a proibição do uso e comercialização de bebidas em vasilhame de vidros dentro do âmbito do Folia de Rua 2024. Sendo assim, os comerciantes devem se atentar ao material do produto que será ofertado.

Por fim, a promotora do Ministério Público da Paraíba ressaltou que a prefeitura de João Pessoa deve se abster de fazer uso de fogos de artifício com estampidos, conforme vedação da Lei nº 1947/2020.

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Com MaisPB

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MPPB

Confira ranking de salários dos promotores e procuradores dos Ministérios Públicos estaduais; veja o da PB

 

Quase metade dos procuradores dos Ministérios Públicos estaduais ganha acima do teto constitucional do funcionalismo público, de R$ 41,6 mil. A regra foi criada para limitar o salário dos servidores, mas uma série de penduricalhos faz com que esses procuradores e promotores furem o teto e recebam mensalmente até R$ 200 mil.

Para oito Estados, a prática é tão comum que mais de 75% dos procuradores recebem acima do teto. Os dados fazem parte de levantamento do Estadão sobre os contracheques disponíveis nos sites dos Ministérios Públicos dos 26 Estados e do Distrito Federal e Territórios (MPDFT).

 

Já a Paraíba está no grupo das exceções e tem o menor salário bruto do país, no valor de R$ 36,5 mil, abaixo do teto constitucional.

 

A reportagem considerou a remuneração recebida pelos membros ativos dos órgãos no mês de outubro de 2023 para evitar possíveis distorções que ocorrem nos últimos dois meses do ano ou no início do ano com o pagamento de gratificação natalina, por exemplo.

 

Questionados, os MPs afirmaram que a remuneração encontra-se em “integral consonância com o ordenamento jurídico vigente”.

 

Só com essas remunerações, os Ministérios Públicos gastaram no mês R$ 696,8 milhões com os 11,2 mil procuradores e promotores estaduais do País, o que equivale a um despesa anual na faixa de R$ 8,3 bilhões. Do total, 5,3 mil membros (47,3%) ganharam um salário líquido maior que R$ 41,6 mil.

 

“Está ocorrendo uma prática em que salários de procuradores e juízes estão sendo elevados sem que isso seja aprovado pelo Legislativo. Esses benefícios se enquadram como indenização e, por isso, conseguem elevar a própria remuneração de forma administrativa”, afirma a diretora-executiva da Transparência Brasil, Juliana Sakai.

 

Reunião entre o CNMP e o Ministério Público de Santa Catarina; os procuradores e promotores do MPSC são os que recebem os maiores salários entre os Ministérios Públicos Estaduais Foto: Divulgação/ Coordenadoria de Comunicação Social do MPSC

O teto constitucional do funcionalismo público é baseado no salário dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Hoje o subsídio fixo mensal de um procurador estadual varia entre R$ 32,3 mil e R$ 37,6 mil, mas a remuneração é engordada com as chamadas verbas de caráter indenizatório, que estão livres de impostos e não se sujeitam ao abate-teto. É aqui onde ocorrem os dribles ao limite constitucional.

 

Os benefícios mais pomposos no contracheque são a licença compensatória, paga aos servidores que acumulam cargos ou funções, e a licença-prêmio, benefício de três meses de folga a cada cinco anos que pode ser convertido em dinheiro. Mas também ajudam a elevar os salários dos procuradores benefícios que são quase exclusividade da categoria, como auxílio-moradia, auxílio-educação e auxílio-creche.

 

Procuradores estaduais mais bem pagos são de Santa Catarina

Os procuradores e promotores de Santa Catarina (MPSC) são os que recebem os maiores salários entre os Ministérios Públicos Estaduais. Em outubro, os 499 membros do órgão embolsaram em média R$ 106,6 mil bruto (R$ 92,3 mil líquido), custando um total de R$ 53 milhões aos cofres públicos. Somente 10 membros, ou seja, uma pequena parcela de 2%, não ganharam verbas acima do teto.

 

Só o procurador César Augusto Grubba, chefe do gabinete da 3ª Procuradoria Cível do MP de Santa Catarina, recebeu R$ 204,2 mil (R$ 178 mil líquido). Desse total, R$ 146,7 mil se referem a verbas indenizatórias, de acordo com a folha de pagamento da Promotoria. O Estadão enviou pedido de esclarecimentos ao e-mail de Grubba, mas ele não se manifestou.

 

Em seguida no ranking estão os procuradores do Rio de Janeiro (MPRJ) e de Rondônia (MPRO), que receberam, respectivamente, em média R$ 93,3 mil (R$ 72,1 mil líquidos) e R$ 86,3 mil (R$ 60,8 mil líquidos) naquele mês.

 

No total, os Ministérios Públicos de 20 Estados pagaram salários líquidos que ultrapassam o teto constitucional a 20% ou mais dos procuradores. As exceções são Piauí (MPPI), Rio Grande do Sul (MPRS), Paraíba (MPPB), Distrito Federal (MPDFT), Tocantins (MPTO), Amapá (MPAP) e Pará (MPPA).

 

Conselho do MP exige dados pessoais de quem busca salário de procuradores

 

Juliana Sakai também pontua que os Ministérios Públicos não têm dado a transparência adequada às remunerações dos procuradores. No levantamento feito pelo Estadão, foi necessário acessar todos os 27 portais de transparência, uma vez que o Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) não reúne mais essas informações publicamente num só site, como faz hoje, por exemplo, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) no caso dos magistrados.

 

Além disso, uma resolução aprovada no fim do ano passado pelo CNMP vai reduzir a transparência das remunerações ao obrigar os cidadãos a se identificarem para consultar os dados relativos a salários e benefícios de procuradores.

 

A exigência de fornecer nome e CPF foi proposta pela Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR) com base na Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), mas tem sido vista por especialistas em transparência pública como um grave retrocesso no direito constitucional de acesso à informação. “É uma postura extremamente corporativista e opaca”, analisa Sakai. Os Ministérios Públicos têm pedido até número de celular.

 

MPs dizem que indenizações são constitucionais

O Estadão procurou os Ministérios Públicos em que a taxa de membros que recebem acima do teto é maior que 20%. Os MPs de Goiás, Ceará, Acre, Paraná, Santa Catarina, Rondônia, Sergipe, Pernambuco e Rio de Janeiro responderam de forma semelhante. Alegam que os subsídios são limitados ao teto do funcionalismo público, com exceção das verbas indenizatórias, que são autorizadas pela Constituição Federal.

 

“A remuneração recebida pelos membros do Ministério Público de Santa Catarina segue o ordenamento jurídico vigente, com o subsídio observando o limite imposto pelo teto constitucional – exceto as verbas indenizatórias autorizadas pelo Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP)”, disse a promotoria catarinense.

“A remuneração dos membros do MPRJ observa as disposições da Constituição Federal, LCE 106/03 e Resolução do Conselho Nacional do Ministério Público, que dispõe sobre a aplicação do teto remuneratório e do subsídio dos membros do Ministério Público”, assegurou o MP fluminense.

“O MPRO informa que efetua o pagamento de todos os seus integrantes, membros e servidores, com absoluta observância das regras constitucionais, legais e resoluções do CNMP referentes ao teto remuneratório, que autorizam o pagamento de verbas de natureza indenizatória previstas em lei, conforme a Constituição Federal, artigo 37,§ 11,” disse o de Rondônia.

Não houve resposta dos Ministérios Públicos de Roraima, Espírito Santo, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Maranhão, Rio Grande do Norte, Alagoas, São Paulo, Amazonas e Bahia. O procurador Grubba também não se manifestou.

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Do Estadão

 

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MPPB

Engenho Triunfo é denunciado por suposta aplicação irregular de agrotóxico com drone contaminando população, na PB

Foto: Gilmar Batista

O Engenho Triunfo é alvo de investigação do Ministério Público da Paraíba (MPPB) por contaminação da população com agrotóxicos. A denúncia foi acatada pelo promotor de Justiça de Areia Newton da Silva Chagas, que instaurou inquérito civil, nesta quinta-feira (1º).

Veja documento clicando aqui

De acordo com a denúncia, o dono do Engenho Triunfo, Rafael Baracho, estaria aplicando de maneira irregular agrotóxico através de drone e “teria atingido de forma significativa as residências e boa parte da extensão de terra próximo à propriedade, causando contaminação da área, com riscos à saúde pública”.

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Vereador Francisco Felipe é alvo do MP por supostamente utilizar dinheiro público para construir área de lazer em casa

Ministério Público da Paraíba (MPPB). Imagem: Assessoria

A promotora de Justiça, Paula da Silva Camillo Amorim, determinou a instauração de procedimento para apurar se um vereador construiu uma área de lazer em sua residência com dinheiro público da Prefeitura de Duas Estradas, no interior da Paraíba.

A medida foi publicada na edição do Diário Oficial Eletrônico do Ministério Público dessa quarta-feira (31).

De acordo com o documento, o parlamentar também teria utilizado mão de obra, serviços e materiais da prefeitura.

 

 

A publicação não traz mais detalhes sobre as supostas irregularidades e nem qual teria sido o volume de recursos empregados na obra, alvo da denúncia.

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Cinco municípios da Paraíba são alvos de ação do Ministério Público contra abandono de animais

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Promotor vai acompanhar situação dos animais abandonados (Foto: reprodução)

Cinco municípios paraibanos (Baraúna, Frei Martinho, Nova Palmeira, Pedra Lavrada e Picuí) viraram alvos de um procedimento administrativo aberto pelo Ministério Público da Paraíba. A situação foi conferida no Diário do Ministério Público dessa quinta-feira (25).

Todos os procedimentos foram assinados pelo promotor de Justiça Rafael Garcia Teixeira, da Promotoria de Justiça de Picuí.

A medida foi justificada pelo promotor para que ele possa “acompanhar a problemática referente aos animais abandonados”.

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Com Clickpb

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MPPB

Folia de Rua pode se estender até às 2h, em João Pessoa, diz MP

Imagens foliaderua virgensdetambau foto dayseeuzebio
(Foto: Reprodução/Secom-JP)

O Ministério Público da Paraíba (MPPB) divulgou, nesta quinta-feira (25), uma nova recomendação acerca do Folia de Rua, tradicional evento de carnaval de João Pessoa. No texto, a promotora Cláudia Cabral afirma que os shows podem se estender até às 2h.

De acordo com a recomendação, após o horário determinado, os shows e o uso de caixas de sons devem ser paralisados.

O texto também prevê uma série de medidas de segurança durante o evento. Entre as proibições, está a de não comercializar bebidas alcoólicas em garrafas de vidro e a implementação de uma central de monitoramento por drones, fiscalizado pela Secretaria de Segurança de João Pessoa.

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MPPB

Prédios irregulares na praia: procuradores querem investigação em todo litoral da Paraíba

(Edifícios Bossa Design, Setai Edition e Jady Miranda são investigados)

Procuradores de Justiça da Paraíba defenderam, em sessão nessa terça-feira (23), a atuação do Ministério Público para investigar eventuais irregularidades na construção de prédios acima da altura permitida pela Lei do Gabarito, presente na Constituição do Estado.

A investigação, defende o Colégio de Procuradores, deve se estender, além de João Pessoa, às praias de Cabedelo, Lucena, Conde, Baía da Traição e Mataraca. Na capital, uma ação quer barrar quatro prédios construídos de forma irregular e pede demolição da parte excedente.

“O que precisa ser dito é uma realidade. O problema não reside só em João Pessoa ou Cabedelo. Temos que atacar tudo. Temos Lucena, Mataraca, Baía da Traição, que já tem casa dentro do mar, Jacumã e outras praias habitadas. Eu concordo que o problema tem que ser levado ao comando do Ministério Público, para que o Ministério Público adote providências no todo, não apenas em João Pessoa”, sugeriu o procurador Francisco Sagres.

Francisco Sagres, procurador do Ministério Público da Paraíba

Além dos imóveis, os procuradores querem um engajamento para coibir comércios instalados de forma ilegal, como barracas. Para o colegiado, não é admissível que propriedades privadas interfiram na área voltada pública.

“O mar tem crescido e avançado. Ele não aceita desrespeito. O mar é soberano. Eu vejo que a coisa é complicada e devemos nós traçar metas com reuniões específicas. Trazendo os autores das ações, como a promotora Cláudia Cabral [que conduz o inquérito sobre João Pessoa], para que a gente possa fazer uma discussão ampla sobre o tema”, frisou o procurador Francisco Sagres.

A sugestão inicial da procuradora Cláudia Cabral, que lidera as investigações sobre as construções irregulares na orla de João Pessoa, é a demolição excedente nos prédios Hotel Bossa Design, em Manaíra, e Setai Edition e Jady Miranda, em Cabo Branco. Na visão de Francisco Sagres, que já atuou na Promotoria do Meio Ambiente, é preciso um entendimento fixo dos Poderes para evitar que o Ministério Público fique “desmoralizado”.

“Vamos derrubar os prédios existentes? Temos um prédio no Altiplano com decisão do Supremo Tribunal Feral para demolir. Isso faz 15 anos e o prédio está lá, sem habite-se, sem nada. Então é complicado ter uma decisão dessa. É cumprível? Vamos ver se cumpre. Eu tenho medo de ficarmos desmoralizados com a decisão. Eu acho que temos que sentar para definir como vamos agir”, concluiu o procurador.

Procurador defende aterro da orla para proteger a falésia

Álvaro Pinto Gadelha, procurador do Ministério Público da Paraíba

O procurador Álvaro Pinto Gadelha lembrou de uma ação antiga que trata sobre a “invasão” na faixa litorânea de casas antes da Constituição, mas surpreendeu ao defender o alargamento da orla, tese questionada por autoridades ambientais e pesquisadores.

“Existe uma ação tramitando diante do Ministério Público Federal que trata de invasões antes da Constituição. Edificações que foram feitas há 50 anos. Em que ninguém acha que está errado. Nesse próprio processo tem o Farol da Pedra Seca [em Cabedelo], que comprova que não foi a construção irregular. Foi o momento, que há quem diga que foi o dique de Cabedelo. É como se estudar a falésia do Cabo Branco. Qual a solução? Não sei, tem que se estudar. Agora o que eu sei é que a praia do Futuro em Fortaleza, fizeram a engorda. O prefeito aqui quis fazer, ai vem logo uma repercussão de que não pode. Eu não entendo por que não pode”, questionou.

“Se é para engordar a praia, para proteger a falésia, eu acho que merece é aplauso. Proteção que isso aconteça”

Procurador-geral destaca ação do MPPB sobre JP

O procurador-geral de Justiça, Antônio Hortêncio, parabenizou o trabalho conduzido pela promotora Cláudia Cabral. Ele reconheceu que esse não é “um assunto fácil”, mas reconheceu que vem sendo conduzido de forma eficaz.

“Não é algo fácil. Mas, ela [Cláudia Cabral] tem avançado com a capacidade. Tenho certeza que o assunto será bem conduzido para se chegar a melhor solução”.

O que investiga o Ministério Público

A investigação sobre os casos de irregularidades em prédios de João Pessoa foi divulgada, há duas semanas, pela promotora Cláudia Cabral, do Ministério Público da Paraíba.

Promotora de Justiça de João Pessoa Cláudia Cabral

Ela se reuniu com órgãos da Prefeitura de João Pessoa e representantes das construtoras para dialogar sobre o tema. Após o encontro, Cláudia defendeu a demolição das áreas excedentes e a suspensão do “Habite-se” (alvarás de licença para habitação).

“O Ministério Público busca garantir para as gerações presente e futura a visão da orla, evitando a modificação da paisagem costeira, o comprometimento da ventilação e iluminação, o sombreamento da orla, aumento da pressão sobre os recursos naturais, reprodução da fauna e flora , dentre outros danos ambientais de natureza grave e irreparáveis”, ressaltou a promotora.

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MPPB

Nove cidades paraibanas ainda mantêm lixões, aponta MP; Confira municípios

Na Paraíba, 4% dos municípios (nove dos 223) ainda depositam o lixo produzido por seus habitantes em terrenos sem nenhum tratamento ambiental, de acordo com levantamento do Ministério Público da Paraíba (MPPB).

Em 2018, eram 86% (194 cidades) nessa situação. Nessa época – a partir da atuação do MPPB, da colaboração de órgãos parceiros e da conscientização de gestores –, o “mapa dos lixões” começou a mudar. Desde então, esse monitoramento ambiental vem sendo feito de forma periódica, sendo o último realizado no mês passado. Isso, a fim de manter uma fiscalização ativa para evitar retrocessos. Neste início de 2024, o procurador-geral de Justiça, Antônio Hortêncio Rocha Neto, reafirmou a disposição do MPPB, dentro das suas atribuições, de empreender esforços para zerar esse crime ambiental no Estado.

“Terminamos o ano de 2023 com a marca de apenas nove municípios ainda com lixões ou com pendências de regularização de aterros. A nossa meta é zerar essa condição de cidade com lixão no Estado, por meio do diálogo, chamando os gestores para resolver de fato esse problema ambiental e social. O Ministério Público atua na responsabilização dos que insistem em manter lixões e, nesse sentido, dezenas de prefeitos já foram denunciados à Justiça. Entendemos, no entanto, que a judicialização é feita em último caso, porque o interesse do MP e da sociedade é o fechamento dos lixões, como se fez na maioria dos municípios paraibanos, em pouco mais de cinco anos”, disse Antônio Hortêncio, chefe do MPPB.

Cenário atual
De acordo com o último relatório divulgado pelo Centro de Apoio Operacional (CAO) do Meio Ambiente, quatro municípios mantêm lixões ativos destinando a esses espaços todo o lixo produzido. São Monteiro, Serra Branca, Sumé e Zabelê, cujos gestores já foram denunciados por crime ambiental. Já os que estão mandando parte do lixo para aterros e parte para lixões, são: Araruna, Jacaraú, São Bento e Pilar. Já Cuité comunicou o fim do lixão, mas está pendente de vistoria.

Acordo de não persecução penal
O projeto “Fim dos Lixões da Paraíba”, foi executado pelo Ministério Público da Paraíba a partir de 2018, e contou com o apoio da Federação das Associações dos Municípios da Paraíba (Famup); do Governo da Paraíba, por meio da Superintendência de Administração do Meio Ambiente (Sudema); do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama), do Ministério Público Federal (MPF) e do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Paraíba (IFPB).

Esforço conjunto
A atuação do MPPB consistiu em propor a assinatura de acordo de não persecução penal (ANPP) a todos os gestores que mantinham lixões ativos, dando o prazo de um ano para que cumprissem a lei. Em contrapartida, não haveria a instauração de novos processos e seriam suspensos os que estavam em trâmite. Entre os 223 gestores, 170 firmaram o compromisso em um primeiro momento. Com o passar do tempo, outros municípios também aceitaram o ANPP e alguns, embora não assinando o acordo, se adiantaram para fechar seus lixões.

Muitos municípios se organizaram em consórcios para manter aterros sanitários, já que, principalmente, os menores não tinham nem produção de lixo para justificar um aterro próprio e nem recursos para isso. O Governo do Estado investiu em galpões de triagem em várias regiões. E assim a Paraíba conseguiu “esverdear” seu mapa no que diz respeito à destinação do lixo para aterros sanitários.  O esforço continua no sentido de implantar sistemas de coleta seletiva e de logística reversa, nas cidades.

Denúncias
A população pode ajudar o Ministério Público da Paraíba a fiscalizar a destinação dos resíduos sólidos nos municípios, encaminhando denúncias para a Ouvidoria ou para a Promotoria de Justiça mais próxima. Os contatos podem ser acessados em www.mppb.mp.br/fale-conosco. 

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MPPB

MP investiga rachadinha em gabinete de vereador morto, na Paraíba

(Foto: Reprodução)

O Ministério Público da Paraíba (MPPB) instaurou inquérito civil para investigar a possível prática de rachadinha por parte do vereador de São João do Rio do Peixe, Rodrigo Alessandro Dantas, conhecido como Rodrigo de Zé Nilton, com assessores na Câmara Municipal. O parlamentar morreu em dezembro do ano passado, após complicações de uma cirurgia bariátrica.

MPPB investiga uso de “laranja” em licitação na gestão Panta por vereador cassado em Santa Rita

A denúncia foi feita por Luiz Claudino, e a investigação foi autorizada pela promotora Flávia Cesarino de Sousa Benigno.

 

A rachadinha sob suspeita seria, segundo o MP, “consistente em transferência de parte do salário da servidora Lyandra Elvira Oliveira dos Santos para o Membro da Câmara Legislativa a partir de um acordo anteriormente estabelecido”.

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