Economia

Preço de frutas e verduras varia até 300% em João Pessoa; veja pesquisa

Hosrtifruti procon jp
Pesquisa de preços foi realizada pelo Procon-JP

Preços de frutas e verduras variam até 300% em João Pessoa, conforme um levantamento realizado pelo Procon da capital paraibana. A maior variação foi encontrado na unidade do abacaxi, que oscila entre R$ 3 (Box Frutas em Geral – Mercado Central) e R$ 12 (Box Cristalingra – Mercado de Tambaú).

 

A pesquisa de preços foi feita no dia 4 de março em 26 locais e traz preços de 77 produtos como folhagens, hortaliças, frutas, verduras, legumes, tubérculos entre outros.

 

Confira abaixo outras grandes diferenças de preços:

 

Quilo da uva branca sem semente – comercializado entre R$ 9 (Box Eudes Hortifruti – Mercado de Mangabeira) e R$ 30 (Box Rei das Frutas e Verduras – Mercado do Bairro dos Estados), variação de 233,33%;

Quilo do alho – com preços entre R$ 22 (Box 19 – Mercado Central) e R$ 39 (Hortifruti Nordestino – Mercado de Mangabeira), variação de 77,27%.

Quilo da manga Espada – oscila entre R$ 3 (Supermercado Assai Atacadista – Epitácio Pessoa) e R$ 15,39 (Supermercado Pão de Açúcar – Epitácio Pessoa), diferença de R$ 11,40;

Quilo da manga Rosa – com preços entre R$ 4,19 (Box Galego das Frutas – Mercado de Mangabeira) e R$ 15,99 (Supermercado Pão de Açúcar – Epitácio Pessoa), diferença de R$ 11,39

Os locais – A pesquisa foi realizada nos seguintes supermercados:. Manaíra (Manaíra); Super Menor Preço (Bairro dos Estados); Assaí Atacadista e Pão de Açúcar (Epitácio Pessoa); Latorre (Torre); Bemais e Carrefour (Bancários); Super Box Brasil (Geisel); e Assis (Mangabeira).

 

Mercados públicos – Central (boxes Tony da Verdura, das Meninas, Frutas em Geral e 19); Torre (Boxes Zé das Frutas e Verduras, Primavera das Frutas e Verduras e Zuca da Macaxeira); Mangabeira (boxes Marcos Hortifruti, Eudes Hortifruti, Galego das Frutas e Hortifruti Nordestino); Tambaú (boxes Hortifruti da Loura, Cristalingra e A Qitanda); Bairro dos Estados (Boxes Rei das Frutas, da Tita e Barra Boa).

 

Para conferir a pesquisa completa acesse os sites da Prefeitura de João Pessoa – www.joaopessoa.pb.gov.br e do Procon-JP – www.proconjp.pb.gov.br

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Economia

Litro da gasolina está custando até R$ 5,69 em João Pessoa

Pesquisa nos postos de combustíveis foi feita em 29 de fevereiro. (Foto: Divulgação/Procon-JP)

O preço do litro da gasolina está custando entre R$ 5,47 (Elesbão – Água Fria) e R$ 5,69 (Santa Rita – Mangabeira e Cow Boy – Valentina), no pagamento à vista, de acordo com uma pesquisa feita pelo Procon Municipal em 109 postos de João Pessoa. Com isso, o combustível registra uma diferença de R$ 0,22 por litro e uma variação de 4%.

Quem for pagar no cartão, pode encontrar a gasolina valendo entre R$ 5,47 e R$ 5,84. Se comparados à pesquisa do dia 20 de fevereiro, o produto teve queda de R$ 0,01 no menor preço, com o maior se mantendo o mesmo.

Álcool

Já o álcool teve aumento no menor preço, subindo de R$ 3,65 para R$ 3,78 (Ferrari – Centro), com o maior se mantendo o mesmo em relação ao levantamento anterior: R$ 4,09 (Almeida – Novais). O preço do etanol apresenta média de R$ 3,91, variação de 8,2% e diferença de R$ 0,31.

S10

O diesel S10 manteve os mesmos preços nas duas pontas em comparação à pesquisa anterior, oscilando entre R$ 5,68 (17 postos) e R$ 6,19 (Select – Tambaú). O produto está com média de R$ 5,76, variação de 9% e diferença de R$ 0,51.

Diesel comum

O diesel comum também não registrou diferença nos preços em relação o último dia 20 e está sendo comercializado entre R$ 5,53 (Frei Damião – Ipês e Independência – Tambiá) e R$ 5,89 (FX – Bessa). A diferença está em R$ 0,36, a média em R$ 5,732 e a variação em 6,5%.

GNV

O Gás Natural Veicular (GNV) também segue com os mesmos preços do levantamento anterior nas duas pontas e oscila entre R$ 4,45 (Posto Z – Jardim Cidade Universitária) e R$ 4,72 (11 postos).

Blog do BG PB com Portal Correio

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Economia

Estudo alerta que aumento de casos de dengue pode provocar queda de R$ 7 bilhões no PIB

Foto: Laboratório Central de Saúde Pública Noel Nutels (Lacen-RJ)

A Federação das Indústrias de Minas Gerais (FIEMG) divulgou um estudo sobre os impactos do aumento dos casos de dengue na economia nacional. Segundo os dados, seis em cada dez infectados são trabalhadores.

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Economia

PIB do fica praticamente estagnado no segundo semestre de 2023

PIB 2023

Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgados nesta sexta-feira, 1º, mostram que o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil ficou praticamente estagnado no segundo semestre de 2023. O crescimento: 0,9%.

Se analisar todo o ano de 2023, o PIB cresceu 2,9%. Isso se deu muito em virtude do agronegócio. Segundo o IBGE, esse foi o setor que teve o maior destaque, com alta de 15%. Em seguida, aparecem serviços, com crescimento de 2,4%, e indústria, com 1,6%. Todos com crescimento no primeiro semestre.

O Produto Interno Bruto totalizou R$ 10,9 trilhões em 2023. Já o PIB per capita alcançou R$ 50 mil. O avanço real foi de 2,2% ante o ano anterior.

A taxa de investimento em 2023 foi de 16,5% do PIB. Isso representa uma queda, em relação a 2022, quando o índice ficou em 17,8%. A taxa de poupança também foi menor em 2023 (15,4%), em comparação com 2022 (15,8%).

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Revista Oeste

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Economia

Após perder espaço para Pix, DOC deixa de ser processado por bancos nesta quinta

Foto: Marcello Casal Júnior/Agência Brasil 

 

Após quase 40 anos, chega ao fim a era das transferências via DOC e TEC. Desde o dia 15 de janeiro, a realização de operações utilizando o Documento de Ordem de Crédito ou a Transferência Especial de Crédito foi suspensa. Elas poderiam ser agendadas até essa quinta-feira (29), quando os bancos vão enfim encerrar o processamento dessas transferências.

O anúncio do fim veio em maio do ano passado, quando a Febraban informou que a extinção das duas modalidades se daria pela queda na utilização e pelo menor custo-benefício aos clientes. Em média, as transferências via DOC custavam R$ 10,08, além de não terem efeito instantâneo.

Enquanto isso, segundo a Febraban, sistemas como o da Transferência Eletrônica Disponível (TED) e o do Pix apresentam maior rapidez e conveniência.
Um levantamento da entidade com base em dados do Banco Central (BC) aponta que em 2022 foram realizadas 59 milhões de transações através do DOC, apenas 3,7% do total registrado no Sistema de Pagamentos Brasileiro (SPB).

Essas transferências ficaram atrás inclusive dos cheques, utilizados em 202,8 milhões de operações.

Naquele ano, foram realizadas mais transações via Pix por dia do que via DOC no ano todo. Segundo dados da Febraban, em média, foram realizadas 66 milhões de operações por dia com o sistema de pagamento instantâneo.

Em 2022, o Pix foi o meio de pagamento mais utilizado no país, com 24 bilhões de transações.

“Com o surgimento do Pix e a alta movimentação bancária com menores taxas, tanto a TEC quando o DOC deixaram de ser a primeira opção dos clientes, que têm dado preferência ao Pix, por ser gratuito e instantâneo”, afirmou em nota o presidente da Febraban, Isaac Sidney, à época do anúncio do fim do DOC.

“A Febraban e os bancos estão constantemente avaliando a modernização e atualização de todos os meios de pagamentos utilizados no país, a fim de melhorar a conveniência para os clientes.”

Mesmo antes de completar um ano de existência, o BC informou que o Pix já era mais utilizado que o DOC, TED e boletos para pagamentos; com mais de 1 bilhão de operações movimentando R$ 787,2 bilhões até março de 2021.

Já em 2023, as movimentações via Pix somaram R$ 17,2 trilhões e alcançaram novo recorde, segundo dados do BC.

O volume financeiro das transações via a plataforma digital aumentou 57,8% ante 2022, quando totalizou R$ 10,9 trilhões, e mais do que dobrou em relação a 2021.

CNN Brasil

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Economia

APARTAMENTOS: João Pessoa é a cidade mais ‘vertical’ do Nordeste, aponta levantamento do IBGE

Reportagem destaca que dados do IBGE apontam João Pessoa como cidade mais 'vertical' do Nordeste.

Reportagem destaca que dados do IBGE apontam João Pessoa como cidade mais ‘vertical’ do Nordeste. (foto: Joaquim Neto)

João Pessoa foi considerada a cidade do nordeste brasileiro com maior percentual de habitantes residindo em apartamentos, de acordo com dados do censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) elaborado em 2022. De acordo com dados do IBGE, 37,48% da população que reside em João Pessoa vive em apartamentos, ou seja, mais de 300 mil pessoas.

O posicionamento da capital paraibana foi um dos destaques de matéria do Jornal O Globo publicada na última semana.

No ranking geral – liderado por Santos (SP) e Balneário Camboriú (SC) – a capital surge na 15ª colocação, proporcionalmente a frente do município do Rio de Janeiro, por exemplo. A ‘cidade maravilhosa’ aparece na 16ª posição, com 36,03% da população residindo em prédios.

O conteúdo d’O Globo destaca que segundo os dados do IBGE, divulgados na última sexta-feira (23), “o aumento de moradores em apartamentos é uma tendência que tem atravessado o país nas últimas duas décadas e faz parte de um fenômeno global”.

Segundo o Censo 2022, 12,5% da população brasileira residia em apartamentos, sendo que em 2010 o percentual era de 8,46%. Conforme o último censo, a população do Brasil é de 203.080.756 habitantes. Já a população de João Pessoa é de 833.932 pessoas.

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Economia

Americanas avalia fechar 80 unidades e realizar novas demissões

Lojas Americanas da Rio Branco amanhece com portas fechadasFoto: Reprodução

A Americanas planeja encerrar a atividade em 80 unidades espalhadas pelo país e avalia a melhor estratégia para fazer um novo corte de funcionários nas lojas físicas. Em entrevista ao Estadão/Broadcast publicada, o presidente da empresa de varejo, Leonardo Coelho, diz que sonda duas estratégias possíveis para alcançar a meta de rentabilidade da organização.

A primeira hipótese mira no aumento do número de subordinados por gerentes na empresa. Com isso, cada gerente passaria a ter de 5 a 7 supervisores sob sua responsabilidade – atualmente, cada chefia conta com 2 supervisores. No segunfo cenário, a marca avalia os efeitos de disponibilizar apenas 60% do orçamento do último ano para os setores que compõem a organização, em uma lógica de “orçamento base zero”.

“Com base na comparação dos 2 exercícios, vamos escolher. Em algumas áreas, pode ser que a gente vá para o base zero e aceite entregas diferentes das que existem hoje, e em outras, pode ser que a gente vá para o desenho do orçado, mantendo a otimização das estruturas existentes”, declarou Coelho.

Quanto ao plano de fechar novas lojas físicas, o presidente da rede de varejo diz que 80 unidades que contam com números negativos estão em uma lista de observação. Elas serão monitoradas durante os próximos 3 meses.

“Nessas 80 lojas, já buscamos o 1º e o 2º níveis de performance, e não foram suficientes para reverter a contribuição negativa que têm para o negócio como um todo”, disse Coelho.

A decisão pelo encerramento das atividades, no entanto, será a última a ser tomada. Até lá, o empresário planeja testar outras possibilidades: negociar com os donos dos imóveis e mudar a variedade de produtos ofertados. A estratégia dependerá da realidade de cada unidade.

“Todos os testes estão sendo feitos em tempo real, e as decisões, tomadas com celeridade”, afirmou Coelho.

Balanço 2023

Segundo divulgado na 2ª feira (26.fev), a Americanas teve um prejuízo de R$ 4,61 bilhões de janeiro a setembro de 2023. O montante representa melhora com relação aos R$ 6,02 bilhões de prejuízo registrados nos 9 primeiros meses de 2022.

A empresa está em recuperação judicial depois de anunciar inconsistências contábeis de R$ 25,2 bilhões no início de 2023. Os resultados dos 3 primeiros trimestres do ano passado estavam previstos para 31 de janeiro, mas foram adiados pela varejista sucessivamente. O último balanço havia sido divulgado em novembro de 2023, quando a Americanas reportou prejuízo de R$ 12,9 bilhões em 2022.

Poder360

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Economia

Arrecadação dos Estados tem 1ª queda em 3 anos em 2023

Foto: Sérgio Lima/Poder360

A receita dos governos estaduais com tributos caiu 1% em 2023, em termos reais, na comparação com 2022. Somou R$ 776,2 bilhões de janeiro a dezembro e registrou a 1ª queda desde 2020. Os dados são do painel “Boletim de Arrecadação de Tributos Estaduais”, do Confaz (Conselho Nacional de Política Fazendária).

A arrecadação federal no período também caiu pela 1ª vez desde 2020. Totalizou R$ 2,358 trilhões –recuo de 0,12% em termos reais. Em janeiro, a União teve ganho tributário de R$ 280,6 bilhões, o maior valor da série histórica, iniciada em 1995. Os Estados ainda não divulgaram os dados de janeiro.

Em termos reais, a arrecadação recuou 4,9% no Rio de Janeiro e 4,5% em São Paulo ante 2022. Alagoas registrou o maior crescimento de receita: 11,1%.

altalt

Poder360

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Economia

Prepare o bolso: Preço da gasolina oscila até 5,69 em João Pessoa

Pesquisa comparativa para preços de combustíveis realizada pelo Procon-JP no dia 19 de fevereiro em 109 postos da Capital encontrou a gasolina comum oscilando entre R$ 5,480 (Ferrari – Centro) e R$ 5,690 (Santa Rita – Mangabeira, Cow Boy – Valentina e Select – Tambaú) para pagamento à vista, com diferença de R$ 0,21, variação de 3,8% e média de R$ 5,636. No cartão, o preço do produto oscila entre R$ 5,480 e R$ 5,760.

Em comparação com a última pesquisa – realizada no dia 6 de fevereiro -, a gasolina comum teve alta de R$ 0,05 no menor preço, com o maior se mantendo. Já o combustível aditivado mostra alta nas duas pontas, com o menor preço saindo de R$ 5,460 para R$ 5,620 (Postos Expressão – Centro e Torre) e o maior subindo de R$ 5,950 para R$ 5,960 (Shopping Bessa – Bessa).

Álcool – O levantamento do Procon-JP mostra aumento no menor preço do álcool nas duas pontas, com o menor subindo de R$ 3,640 para R$ 3,650 (Ayrton Senna – Ipês e Novo Millenium – Bessa), com o maior saindo de R$ 3,890 para R$ 4,090 (Almeida – Novais) em relação à pesquisa da semana passada. O produto está com variação de 12,1%, média de R$ 3,833 e diferença de R$ 0,44.

S10 – Quanto ao diesel S10, o combustível mostra aumento no menor preço em relação à pesquisa do último dia 6, saindo de R$ 5,580 para R$ 5,680 (10 postos), com o maior se mantendo em R$ 6,190. A média do produto está em R$ 5,783, a variação em 9% e a diferença em R$ 0,51.

Diesel comum – O diesel comum registra queda no menor preço se comparado à pesquisa anterior, saindo de R$ 3,790 para R$ 5,530 (Frei Damião – Ipês e Independência – Tambiá), com o maior se mantendo em R$ 5,890 (FX – Bessa e Elesbão – Água Fria), apresentando diferença de R$ 0,36, média de R$ 5,732 e variação de 6,5%.

GNV – A pesquisa mostra, ainda, que o Gás Natural Veicular (GNV) permanece com os mesmos preços do último dia 6 nas duas pontas e está oscilando entre R$ 4,450 (postos Z – Jardim Cidade Universitária) e R$ 4,720 (11 postos). O Procon-JP visitou 13 revendedores do produto que estavam em atividade no dia 19 de fevereiro.

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Economia

Inadimplência cresce em janeiro e atinge 66,96 milhões de consumidores

O número de inadimplentes no país teve um pequeno aumento em janeiro de 2024, em comparação com dezembro de 2023, e atinge 66,96 milhões de brasileiros. O Indicador realizado pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) aponta que quatro em cada dez brasileiros adultos (40,83%) estavam negativados em janeiro de 2024. Na comparação com o mesmo período de 2023, o indicador apresentou crescimento de 3,78%.

A partir dos dados disponíveis em sua base, que abrangem informações de capitais e interior de todos os 26 Estados da Federação, além do Distrito Federal, a CNDL e o SPC Brasil registram que a variação anual observada em janeiro deste ano ficou acima da observada no mês anterior. Na passagem de dezembro de 2023 para janeiro de 2024, o número de devedores cresceu 0,75%.

“O início do ano costuma ser um período de muitos gastos extras para as famílias. Impostos, matrícula e material escolar impactam diretamente na renda. Além disso, boa parte dos consumidores extrapolam o orçamento nas festas de final de ano e nas férias, que contribuem também para o aumento no endividamento”, destaca o presidente da CNDL, José César da Costa.

O crescimento do indicador anual se concentrou no aumento de inclusões de devedores com tempo de inadimplência de 1 a 3 anos (21,10%).

O número de devedores com participação mais expressiva em janeiro está na faixa etária de 30 a 39 anos (23,61%). De acordo com a estimativa, são 16,51 milhões de pessoas registradas em cadastro de devedores nesta faixa, ou seja, quase metade (48,48%) dos brasileiros desse grupo etário estão negativados. A participação dos devedores por sexo segue bem distribuída, sendo 51,10% mulheres e 48,90% homens.

Em janeiro de 2024, cada consumidor negativado devia, em média, R$ 4.388,21 na soma de todas as dívidas. Além disso, cada inadimplente devia, em média, para 2,10 empresas credoras, considerando todas essas dívidas.

NÚMERO DE PESSOAS INADIMPLENTES POR VALOR TOTAL DAS DÍVIDAS

Os dados ainda mostram que cerca de três em cada dez consumidores (30,63%) tinham dívidas de até R$ 500, percentual que chega a 44,59% quando se fala de dívidas de até R$ 1.000.

Em janeiro de 2024, o número de dívidas em atraso no Brasil teve crescimento de 7,94% em relação ao mesmo período de 2023. O dado observado em janeiro deste ano ficou acima da variação anual observada no mês anterior. Na passagem de dezembro/2023 para janeiro/2024, o número de dívidas apresentou alta de 1,46%.

NÚMERO DE DÍVIDAS EM ATRASO

Abrindo a evolução do número de dívidas por setor credor, destacou‐se a evolução das dívidas com o setor de Água e Luz com crescimento de 13,26%, seguido de Bancos (9,62%) e Comércio (2,56%). Em outra direção, as dívidas com o setor credor de Comunicação (‐11,40%) apresentaram queda no total de dívidas em atraso.

“Apesar da queda, os juros no país ainda são muito altos. Sabemos que o governo federal tem se empenhado em diminuir o endividamento das famílias, mas o programa Desenrola ainda não surtiu o efeito desejado, apesar de ter mais de R$ 30 bilhões em dívidas renegociadas. Lembramos que, em média, há mais de duas dívidas por devedor, ou seja, por mais que ele consiga pagar uma dívida, continua inadimplente por ter outra”, aponta o presidente do SPC Brasil, Roque Pellizzaro Júnior.

NÚMERO DE DÍVIDAS EM ATRASO POR SETOR CREDOR

Em termos de participação, o setor credor que concentra a maior parte das dívidas é o de Bancos, com 64,02% do total. Na sequência, aparece Água e Luz (11,33%), o setor de Comércio com 11,20% e outros com 7,16% do total de dívidas.

Na abertura por região em relação ao número de dívidas, a maior alta veio da região Sudeste (9,03%), seguida pelo Nordeste (7,90%), Norte (5,02%), Centro‐Oeste (4,44%) e Sul (4,25%).

Para todos os indicadores, considera-se que uma dívida é a relação de um credor com um devedor, mesmo que esse credor tenha incluído vários registros desse devedor junto ao SPC Brasil. Ou seja, mesmo que um devedor tenha quatro registros de um mesmo credor, assume-se que esse consumidor tem apenas uma dívida.

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