Economia

Com aval do governo, preço dos medicamentos deve subir até 4,5% a partir deste domingo (31)

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Os preços dos medicamentos em todo o país devem ser reajustados em até 4,5% a partir deste domingo (31).

Esse percentual, que funciona como um teto (valor máximo), foi definido pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos e publicado no Diário Oficial da União (DOU) desta quinta-feira (28).

As farmácias podem aplicar esses 4,5% de reajuste de uma vez ou “parcelar” esse aumento ao longo do ano.

Mas, até março do ano que vem (quando a Câmara de Regulação deve soltar nova regra), farmácias e fabricantes não podem aplicar reajustes maiores que esse.

Na resolução sobre o reajuste, o conselho informa que as empresas produtoras deverão dar “ampla publicidade” aos preços de seus medicamentos, não podendo ser superior aos preços publicados pela Câmara de Regulação no portal da Anvisa.

g1

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Economia

Pesquisa da CNI mostra que 26% dos brasileiros estão mais endividados do que no ano passado

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Uma pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI) revela que 26% dos brasileiros estão mais endividados ou muito mais endividados na comparação com os últimos 12 meses.

O levantamento mostra que esse percentual sobe para 33% entre pessoas analfabetas ou que apenas sabem ler e escrever (analfabetas funcionais). O índice também é maior, de 32%, entre os que ganham até um salário mínimo.

Entre as mulheres, 29% dizem que estão mais endividadas hoje do que há um ano. O percentual é o mesmo entre pessoas com idades entre 41 e 59 anos, moradores das regiões Norte e Centro-Oeste e residentes nas capitais.

Na outra ponta, 47% dos entrevistados que moram na região Nordeste afirmaram estar menos endividados ou muito menos do que há 12 meses.

A pesquisa foi feita presencialmente pelo Instituto de Pesquisa de Reputação e Imagem, da FSB Holding, entre 6 e 9 de fevereiro deste ano. Foram entrevistados 2.012 cidadãos com mais de 16 anos dos 26 estados brasileiros e do Distrito Federal. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.

Mônica Bergamo – Folha de S. Paulo

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Economia

Empregos com carteira assinada batem recorde no país, segundo IBGE

O número de empregados com carteira de trabalho no setor privado atingiu 37,995 milhões no trimestre encerrado em fevereiro deste ano. É o maior valor da série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, iniciada em 2012 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Houve um aumento de 0,7% em relação ao trimestre anterior (encerrado em novembro de 2023) Segundo o IBGE, não é uma variação estatisticamente relevante e significa estabilidade.

“Essa estabilidade vem sendo precedida por sucessivos aumentos da população com carteira de trabalho assinada”, afirma a pesquisadora do IBGE Adriana Beringuy.

Em relação ao ano anterior (trimestre encerrado em fevereiro de 2023), por exemplo, foi registrado crescimento de 3,2%, ou seja, mais 1,2 milhão de trabalhadores com carteira assinada no setor privado.

Esses números não consideram os trabalhadores domésticos, ainda que tenham carteira assinada. Esses se mantiveram estáveis (5,9 milhões de pessoas) em ambas comparações temporais. O mesmo aconteceu com os trabalhadores por conta própria (25,4 milhões) e os empregadores (4,2 milhões).

Os empregados sem carteira no setor privado somaram 13,3 milhões, estatisticamente estável na comparação trimestral. Na comparação com o ano anterior, no entanto, houve crescimento de 2,6%, ou seja, mais 331 mil pessoas.

Informalidade
O número de trabalhadores informais ficou em 38,8 milhões, abaixo dos 39,4 milhões de trimestre anterior, mas acima dos 38,2 milhões de fevereiro de 2023.

A população ocupada (100,25 milhões) manteve-se estatisticamente estável no trimestre, apesar da variação negativa, mas estatisticamente não significante, de 258 mil.

“A parte informal da população ocupada caiu em 581 mil pessoas, ou seja, a informalidade caiu mais do que a população ocupada como um todo. Então viramos o ano com uma redução mais acentuada do segmento informal da ocupação”, explica a pesquisadora.

A taxa de informalidade que é o percentual dos trabalhadores informais em relação ao total da população ocupada ficou em 38,7% no trimestre encerrado em fevereiro deste ano, abaixo dos 39,2% de novembro.

Ocupação
Como a população ocupada cresceu 2,2% na comparação anual, a taxa de informalidade de fevereiro deste ano também é inferior à registrada em fevereiro do ano passado (38,9%), mesmo que tenha tido um número absoluto de trabalhadores informais superior (38,8 milhões contra 38,2 milhões).

O nível de ocupação, que é o percentual de pessoas ocupadas em relação àquelas em idade de trabalhar, ficou em 57,1% em fevereiro deste ano, abaixo dos 57,4% do trimestre anterior mas acima dos 56,4% do ano passado.

Na comparação trimestral, os setores com quedas na ocupação foram agricultura (-3,7%) e administração pública, saúde e educação (-2,2%), enquanto transporte, armazenagem e correio foi o único segmento com alta (5,1%).

Já na comparação anual, foi observada queda apenas na agricultura (-5,6%). Altas foram registradas na administração pública, saúde e educação (2,8%), informação e comunicação (6,5%), armazenagem e correio (7,7%) e indústria (3,1%).

Desemprego
A taxa de desemprego ficou em 7,8% em fevereiro deste ano, 0,3 ponto percentual acima do trimestre anterior (7,5%). Esse crescimento é sempre registrado no início do ano, devido à base de comparação ser o final do ano anterior, quando há mais geração de postos de trabalho por conta do Natal.

Apenas em 2022, quando havia o efeito da pandemia de covid-19, não foi registrada alta da taxa de desemprego de novembro para fevereiro. Por outro lado, na comparação com fevereiro do ano passado (8,6%), a taxa caiu 0,8 ponto percentual.

A população desocupada ficou em 8,5 milhões, alta de 4,1% na comparação trimestral (ou seja, com novembro de 2023) e queda de 7,5% na comparação anual (ou seja, com fevereiro do ano passado).

Subutilização
A pesquisa também avalia o total de subutilizados no mercado de trabalho, contingente que soma desempregados, trabalhadores que gostariam de trabalhar mais horas, que gostariam de trabalhar mas estavam impedidos por algum motivo e aqueles que chegaram a buscar emprego mas não queriam trabalhar.

Os subutilizados somaram 20,637 milhões de pessoas, ou seja, 3,4% a mais do que no trimestre anterior, mas 4,5% abaixo de fevereiro de 2023. A taxa de subutilização ficou em 17,8%, 0,5 ponto percentual acima de novembro mas 1 ponto percentual abaixo do ano anterior.

Rendimento
O rendimento real habitual de todos os trabalhos (R$ 3.110) cresceu 1,1% no trimestre e 4,3% no ano.

A massa de rendimento real habitual (R$ 307,3 bilhões) atingiu novo recorde da série histórica iniciada em 2012. Não houve variação significativa no trimestre, mas houve alta de 6,7% (mais R$ 19,3 bilhões) na comparação anual.

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Economia

Nova fábrica de motos em Campina Grande deve gerar 500 vagas de emprego na região

Governador João Azevêdo (PSB) durante assinatura do protocolo de intenções com a empresa Vertys Motors

O Governo do Estado assinou, na manhã desta quarta-feira (27), o protocolo de intenções com a empresa Vertys Motors para a instalação de uma nova fábrica de motos elétricas e um centro de distribuição de ar condicionado em Campina Grande. A solenidade aconteceu na sede da Federação das Indústrias do Estado da Paraíba na Rainha da Borborema.

Segundo o governador João Azevêdo (PSB), a projeção é de que possam ser gerados 500 empregos diretos e indiretos, além do faturamento estimado de R$ 856 milhões em três anos, prazo para a efetivação da empresa.

“É a continuidade de um trabalho que o Governo vem desenvolvendo desde 2019. Um trabalho de atração para novas empresas. Para que a gente possa atrair novas empresas, você tem que criar um ambiente propício e ideal para o negócio. É isso que a Paraíba consegue fazer, com esse ambiente seguro. Para que o empresário possa investir seu capital e saber que não há problemas”, avaliou o governador.

Segundo Azevêdo, a escolha por Campina Grande se deu pela relação que a cidade tem com o desenvolvimento tecnológico, seja para mão de obra ou ampliação de pesquisas na área.

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Economia

CASA PRÓPRIA: João Pessoa tem aumento de 22,3% no preço médio de venda de residenciais, diz pesquisa

João Pessoa, Orla, Entidades, João Pessoa, Prédio, Cícero

Imagem ilustrativa (Foto: Walla Santos)

João Pessoa teve um aumento de 22,30% no preço dos imóveis residenciais de 2021 a 2023, de acordo com o Conselho Regional de Corretores de Imóveis do estado (Creci-PB) e a aquisição da casa própria é prioridade para 31% da população, segundo a Pesquisa Radar, realizada pela Febraban. O levantamento aponta ainda que 90% dos brasileiros possuem a meta de comprar um imóvel a médio e longo prazo, conforme levantamento realizado pelo Datafolha.

Na Paraíba, esse interesse do brasileiro se traduz em aquecimento do mercado imobiliário. Conforme o Creci-PB, João Pessoa apresentou um crescimento sustentado no preço de venda de imóveis residenciais entre janeiro de 2021 a junho de 2023, com aumento de 22,30% no preço médio de venda de imóveis residenciais – uma variação superior à média nacional. A perspectiva é de uma valorização igual ou superior em todo o estado em 2024.

No Brasil, o financiamento imobiliário é o meio mais utilizado para aquisição de imóveis – mas, apesar das vantagens do financiamento, é necessário muito planejamento, conhecimento e organização financeira para que o sonho da casa própria não acabe se transformando em dor de cabeça.

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Economia

Cagepa propõe reajuste de R$ 4,61 na conta de água; confira novas tarifas

A Companhia de Água e Esgotos da Paraíba (Cagepa) anunciou, na tarde desta terça-feira (26), em audiência pública, uma proposta para o reajuste tarifário do valor da água no estado. A sugestão de aumento linear na conta de água dos paraibanos é de 9,97% para os que estão inseridos na tarifa mínima normal. Segundo a Companhia, as pessoas que pagam suas contas através da tarifa social não serão afetadas por esse novo valor.

“Nossa proposta é de um acréscimo de R$ 4,61 por mês, para 67% dos usuários residenciais da Cagepa, os quais consomem até 10 mil litros mensais e estão enquadrados na tarifa mínima normal”, declarou Leonardo Brasil, gerente para assuntos de regulação da estatal.

A Companhia prevê que o volume faturado médio em 2024, deverá ser 4,29% maior que o período anterior. O novo reajuste foi calculado a partir da receita média necessária, a receita média praticada e reajuste necessário a partir das tarifas, chegando aos 9,97% propostos.

Na tarifa normal residencial, equivalente a 67% dos clientes da Cagepa, os valores referentes a 10 m³, praticados na tarifa atual, chegam aos R$ 46,28. Com o reajuste proposto hoje, passam a custar R$ 50,89.

O estudo foi encaminhado pela Cagepa para à Agência de Regulação do Estado da Paraíba (ARPB) , a quem caberá analisar e dar o parecer final sobre a aprovação do reajuste.

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Economia

Presidente da CNI afirma que corte de 0,5 ponto na Selic é insuficiente e vai causar prejuízos à economia

Taxa caiu de 11,25% para 10,75%
Foto: Iane Andrade/CNI

O presidente da CNI (Confederação Nacional da Indústria), Ricardo Alban, acredita que a redução de 0,5 ponto percentual na taxa básica de juros (Selic) divulgada pelo Copom (Comitê de Política Monetária) não é suficiente e vai causar penalidades à atividade econômica nacional. O Banco Central anunciou nesta quarta-feira (20) que a taxa vai diminuir de 11,25% ao ano para 10,75%, a sexta diminuição seguida. Ele afirma que ampliar a redução da Selic, que vem mantendo um ritmo de queda, é fundamental para reduzir custos de financiamento.

Segundo ele, o cenário atual de inflação está sob controle e permite uma “redução mais intensa dos juros reais” e que o comitê precisa considerar o prejuízo que a alta taxa Selic provoca na economia. “A CNI entende que, mantido o cenário da inflação sob controle, é imprescindível uma aceleração no ritmo de redução da taxa Selic já na próxima reunião do Copom”, completa.

A inflação no Brasil encerrou 2023 em 4,62%, conforme o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), medidor oficial. Em fevereiro, o indicador voltou a acelerar e ficou em 0,83%, uma alta de 0,41 ponto percentual em relação a janeiro, quando variou 0,42%.

Esse é o maior patamar para a inflação desde fevereiro do ano passado, quando registrou 0,84%. Nos últimos 12 meses, o índice acumula alta de 4,50% — o teto da meta estabelecida pelo governo, que é de 3%, com tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo.

Alban cobra do Banco Central uma “contribuição” para a “necessária” redução do custo financeiro suportado pelas empresas. “Sem essa mudança urgente de postura, fica mais difícil avançar na agenda de neoindustrialização, o que, consequentemente, anula oportunidades de mais prosperidade econômica para o país”, relata.

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Economia

Copom faz 6º corte seguido na Selic e taxa básica de juros cai para 10,75%

Foto: Marcelo Camargo/ Agência Brasil

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidiu, nesta quarta-feira (20), reduzir a Selic em 0,5 ponto percentual, conforme sinalizado nos últimos comunicados do colegiado. Com isso, a taxa básica de juros cai de 11,25% ao ano para 10,75% ao ano. A decisão foi unânime.

Este foi o sexto corte seguido na taxa básica de juros, que começou a recuar em agosto de 2023. No início do ciclo de cortes, a Selic estava em 13,75% ao ano. Desde então, o comitê vem reduzindo a Selic no mesmo ritmo: 0,5 ponto percentual a cada encontro.

Com a decisão de hoje, de cortar a Selic para 10,75%, a taxa chegou ao menor nível em dois anos. Em março de 2022, também estava em 10,75%. Em fevereiro daquele ano, em 9,25%.

A expectativa do mercado financeiro é de que a taxa de juros continue recuando ao longo de 2024 e que termine este ano em 9% ao ano.

O Copom

O Copom é formado pelo presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, e por oito diretores da autarquia.

A Selic é o principal instrumento de política monetária utilizado pelo BC para controlar a inflação. A taxa influencia todas as taxas de juros do país, como as taxas de juros dos empréstimos, dos financiamentos e das aplicações financeiras.

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Economia

Começa o Mutirão de Negociação de Dívidas em João Pessoa; saiba mais

Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil

A Secretaria Municipal de Proteção e Defesa do Consumidor de João Pessoa inicia, nesta segunda-feira (18), o atendimento presencial para os consumidores que agendaram a assistência para negociação de dívidas bancárias e com financeiras através do WhatsApp na semana passada. O consumidor deve levar o comprovante de residência, os documentos pessoais e os documentos referentes à relação de consumo com o banco ou a financeira, como contratos ou fatura de cartão.

O atendimento presencial se estende até o dia 22 de março no SAC da sede do Procon-JP (avenida Pedro I, 473), das 8h às 17h, já com dia e hora marcados. O Procon-JP vai orientar e auxiliar os consumidores que estão participando do Programa de Negociação de Dívidas e Orientação Financeira 2024 (Meu Bolso em Dia), realizado pela Febraban e bancos associados em parceria com a Senacon e procons de todo o Brasil.

De acordo com o secretário Rougger Guerra, a Secretaria vai entrar auxiliando os consumidores que tiverem dificuldades no contato direto com os bancos que estão habilitados pelo programa. “Estamos ajudando o consumidor pessoense a resolver seus problemas com os débitos já existentes. O mutirão objetiva reestabelecer o equilíbrio do orçamento doméstico das famílias que estão endividadas”, frisou.

As dívidas que podem ser negociadas através do Mutirão são as contraídas com o cartão de crédito, com créditos consignados, com empréstimo pessoal, com o cheque especial, entre outras modalidades. “É importante lembrar que são exceções aquelas dívidas que já têm bens dados em garantia como veículos ou imóveis. Também não serão aceitas as negociações de contratos que estejam com as parcelas em dia”, esclarece o secretário.

Melhores condições – O titular do Procon-JP salienta que o mutirão objetiva reestabelecer o equilíbrio do orçamento doméstico das famílias que estão endividadas. “Esta é uma forma de ajudar ao consumidor e equilibrar o orçamento doméstico e a manter o nome limpo em cadastros de proteção ao crédito. Por isso, vamos buscar as melhores condições de negociação como a redução significativa de juros e multas, além de maior facilidade na forma de pagamento”, garantiu Rougger Guerra.

Serviço:

  • Atendimento presencial para os agendados no Mutirão para Negociação de Dívidas Bancárias
  •  Data: 18 a 22 de março de 2024
  • Horário: 8h às 17h
  • Local: Sede do Procon-JP (avenida Pedro I, 473, Tambiá)

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Economia

Mercado de Franquias na Paraíba fatura mais de R$ 680 milhões em 2023

Um dos modelos de negócio da franquia Espaço Make é o quiosque, com investimento inicial de R$ 95 mil - Divulgação
O mercado de franquias na Paraíba faturou mais de R$ 680 milhões no ano passado, de acordo com dados da Associação Brasileira de Franchising. Existem no estado 2096 franquias ativas, sendo a maioria na área de serviços e outros negócios, seguido pelo segmento de saúde, beleza e bem-estar. Exemplo da ascensão do mercado no estado, João Pessoa saltou da 30ª colocação para a 12ª entre as cidades com maior abertura de franquias no primeiro trimestre de 2023.

Em 2015, ainda trabalhando com a mãe em uma loja de roupas, Evandro Filho enxergou uma oportunidade de negócios a partir da perda de vendas por falta de ajustes nas peças ou pequenos consertos. No mesmo ano ele decidiu iniciar a “Tem Jeito”, uma empresa especializada em fornecer pequenos serviços de costura e personalização de roupas.

No ano seguinte ele percebeu que era o momento de franquear a marca e levar a empresa para outras cidades. Atualmente são dez lojas, sendo seis próprias e quatro franquias, no bairro do Altiplano, na Capital, Juazeiro do Norte, Fortaleza e Recife. O investimento inicial necessário para ter uma franquia da “Tem Jeito” é entre R$ 130 mil e R$ 150 mil, com taxa de franquia, maquinário, projeto arquitetônico, obra civil e equipamentos. O faturamento médio chega a R$ 135 mil.

 Crescimento em João Pessoa 

Ao avaliar o crescimento no número de franquias em João Pessoa, a analista Rosário Brito pontuou que o estudo reforça que cidades que estão ligadas a mercados que se recuperaram e cresceram mais entre os primeiros semestres de 2021 e 2022, como o de turismo, apresentaram uma variação maior no número de unidades, como, por exemplo, Florianópolis, Salvador, Rio de Janeiro, São Luiz, Fortaleza, Maceió e João Pessoa.

Ele destacou ainda que, com a pandemia da Covid-19, as franquias que mais avançaram na digitalização e/ou que lançaram novos modelos de negócios, novas propostas de serviços, exploraram novos nichos, com a estabilização, aceleraram sua expansão, o que refletiu no crescimento do número de operações nessas cidades. A analista lembrou projeção da ABF, de que a tendência é que a capilaridade avance ainda mais e a interiorização das franquias se intensifique nos próximos anos.

Alimentação saudável e beleza são as áreas mais promissoras 

A franquias nas áreas de alimentação saudável e sustentável, beleza, saúde e bem-estar, tecnologias inovadoras e negócios digitais, são algumas das mais promissoras, segundo Rosário Brito. Entre as vantagens de adquirir uma franquia ela citou o fato de poder iniciar um negócio contando com a credibilidade de um nome ou marca já conhecida no mercado.

“Como o franqueador dispõe de um cadastro financeiro respeitável, o franqueado pode usufruir de descontos nos preços, de prazos mais longos e de pagamentos em condições especiais. O franqueado terá também a possibilidade de tirar proveito da vantagem competitiva de seu franqueador, uma vez que seus produtos e/ou serviços já foram testados no mercado. Além de contar com o apoio do franqueador”, explicou.

Ao planejar adquirir uma franquia, no entanto, é preciso avaliar alguns fatores: analisar a capacidade de investimento; quais são as habilitações exigidas; quantidade de tempo que terá disponível para dedicar-se; disponibilidade na sua região; afinidade com o ramo de negócio e com a marca; pontos que considere importantes, como o reconhecimento da marca.  “É preciso ter capital suficiente para iniciar e manter a operação até que ela se torne rentável”, alerta Rosário Brito.

Mercado de franquias no Brasil consolida recuperação 

O mercado de franquias no Brasil consolidou sua recuperação e voltou a crescer em 2023, com o faturamento atingindo R$ 240,661 bilhões, variação nominal de 13,8% em relação a 2022. É o que mostra o balanço anual realizado pela Associação Brasileira de Franchising (ABF).

O número total de operações no Brasil atingiu 195.862, 7,8% a mais do que no ano anterior. Novas marcas continuam a adotar o franchising como plataforma de negócios, com um total de 3.311 redes de franquia identificadas (crescimento de 7,6%), um recorde no histórico de pesquisas da ABF. Com isso, o setor totalizou 1.701.726 empregos diretos (expansão de 7,1%), outro recorde.

A região Nordeste do Brasil teve um crescimento notável no setor de franquias, consolidando-se como um polo atrativo para investimentos nesse modelo de negócio. Com faturamento de mais de R$ 34 bilhões em 2023, o que representa um aumento de 9,4% em relação ao mesmo período de 2022. Já em número de unidades de franquia na região o crescimento foi de 6,9% chegando a mais de 28 mil operações.

Os segmentos de Serviços e Outros Negócios, Alimentação – Food Service e Entretenimento e Lazer têm destaque no cenário das franquias nordestinas com os maiores índices de variação em expansão de operações.

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