Economia

Petrobras lidera petroleiras em percentual de lucro sobre receita

Foto: Agência Petrobras

A Petrobras é a petroleira com o maior percentual de lucro sobre receita do mundo até o momento. Segundo balanço financeiro divulgado na quarta-feira (1.mar.2023), a estatal registrou margem de 27,3% em 2022, quase o dobro da 2ª colocada, a norte-americana Chevron, que teve 14,4%.

Entre as empresas estatais, a margem da Petrobras é mais de 3 vezes superior à registrada pela saudita Saudi Aramco (8,2%). Veja os dados no infográfico abaixo:

Já em relação ao lucro líquido no ano, a companhia brasileira ocupa a 5ª colocação entre as principais empresas do setor de óleo e gás, de acordo com dados até 2 de março de 2023. A Petrobras reportou um resultado líquido de US$ 34,4 bilhões (R$ 188,3 bilhões).

A Saudi Aramco lidera, mesmo sem ainda ter divulgado o resultado do 4º trimestre de 2022, já soma lucro líquido de US$ 130,2 bilhões.

Poder360

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Economia

SÓ NO NOSSO: Preço da gasolina tem diferença de R$ 0,52 e valor oscila entre R$ 4,97 e R$ 5,49 em JP

Menor preço da gasolina cai para R$ 3,57 em João Pessoa, segundo Procon-JP | Paraíba | G1
A diferença no preço da gasolina comum na Capital está em R$ 0,52, oscilando entre R$ 4,970 (53 postos) e R$ 5,490 (JR – Manaíra) para pagamento à vista, conforme pesquisa comparativa de preços para combustíveis realizada no dia 1º de março pela Secretaria Municipal de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon-JP). A variação está em 10,5% e a média em R$ 5,029. Em relação ao último levantamento do Procon-JP (23 de fevereiro), o menor preço do produto subiu R$ 0,13 e, o maior, R$ 0,50. O levantamento completo está disponível aqui.

A pesquisa mostra, ainda, que o produto aumentou em 22 locais, diminuiu em 02 e se manteve em 85 estabelecimentos em relação à semana passada. Para pagamento no cartão, os preços da gasolina comum estão sendo praticados entre R$ 4,970 e R$ 5,970, diferença de R$ 1 e variação de 20,1%.

Quanto ao produto aditivado, o menor preço permaneceu o mesmo da pesquisa anterior e está sendo comercializado a R$ 4,970 (Postos Expressão – Torre e Centro, e Auto Posto – Valentina), com o maior sendo praticado a R$ 5,770 (Shopping Bessa – Bessa) registrando aumento de R$ 0,45. A média está em R$ 5,216, a diferença em R$ 0,80 e a variação em 16,1%.

Álcool – Já o litro do álcool mostra leve alta, R$ 0,03, no menor preço quando comparado à pesquisa da semana passada, passando de R$ 3,740 para R$ 3,770 (Ferrari – Centro), com o maior se mantendo em R$ 4,190 (Setta – Alto do Mateus, São Severino – Castelo Branco e JR – Manaíra), com diferença de R$ 0,42, variação de 11,1% e média de R$ 3,982. O etanol aumentou em seis postos, reduziu em 01 e se manteve em 100.

S10 – O diesel S10 manteve os mesmos preços nas duas pontas quando comparado ao dia 23 de fevereiro e oscila entre R$ 5,890 (Pichilau Gauchinha – Distrito Industrial, Quadramares – Manaíra e Santa Ana – Varjão) e R$ 6,690 (Posto Z – Jardim Cidade Universitária), com diferença de R$ 0,80, variação de 13,6% e média de R$ 6,118. O S10 aumentou de preço em dois locais, diminuiu em 19 e se manteve em 82 se comparado à pesquisa anterior.

Diesel comum – O diesel comum também manteve os preços nas duas pontas em relação ao levantamento da semana passada e está sendo praticado entre R$ 5,740 (Independência – Tambiá) e R$ 6,390 (Boa Viagem – Distrito Industrial), com média de R$ 5,916.

GNV – O Gás Natural Veicular (GNV) manteve o menor preço em R$ 4,240 (sete postos), com o maior registrando queda de R$ 0,04, saindo de R$ 4,290 para R$ 4,250 (cinco postos). A diferença no preço do produto está em R$ 0,01, a variação em 0.2% e a média em R$ 4,244.

Dos 12 postos pesquisados, 01 reduziu e 11 mantiveram os mesmos preços do último dia 23 de fevereiro.

Confira a pesquisa completa acessando os sites da prefeitura de João Pessoa www.joaopessoa.pb.gov.br e do Procon-JP www.proconjp.pb.gov.br

Blog do BG PB

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Economia

PREPARE O BOLSO: Reajuste na passagem de ônibus em JP deve ser discutido nesta sexta

João Pessoa (PB) retoma operação de todas as linhas de ônibus a partir desta segunda (05)
O Conselho de Mobilidade Urbana de João Pessoa tem reunião marcada para esta sexta-feira (3). O encontro com representantes da Semob (Superintendência Executiva de Mobilidade Urbana) e do Sintur (Sindicato das Empresas de Transporte Coletivo Urbano) deve discutir, a partir das 12h, o reajuste da tarifa de transporte público na capital paraibana.

Atualmente o preço da passagem de ônibus está fixado em R$ 4,40.

Em João Pessoa, a Semob avalia os custos apresentados pelas empresas de ônibus e calcula a proposta de novo valor da passagem. O índice da tarifa é votado por 13 entidades do conselho e depois avaliado pela prefeitura.

Sem subsídio

Em janeiro deste ano, em entrevista ao Jornal da Manhã, da rádio Jovem Pan João Pessoa, Isaac Júnior, presidente do Sintur-JP, declarou que o cálculo do preço da passagem na capital é injusto, colocando consumidores como os únicos a arcarem com os custos do serviço.

De acordo com Isaac, João Pessoa é uma das únicas capitais do país sem subsídio para o transporte público. “Vinte capitais possuem algum tipo de subsídio, cerca de dez têm redução de ISS. Não é preciso arcar com subsídio diretamente, mas ao menos, reduzir ou isentar impostos”. Atualmente, o governo do estado mantém a redução de metade do ICMS cobrado sobre o óleo diesel.

Para o novo valor das passagens, o Sintur alega queda de passageiros, a alta de preços dos combustíveis e a concorrência do transporte por aplicativo.

Para Isaac, em menos de 20 dias o novo valor da passagem de ônibus deve ser definido. “A expectativa é que ainda dentro desse mês de janeiro, sejamos provocados para a reunião e apresentação desses valores. Ainda não há valor ou percentual, mas, internamente, estudos mensais mostram números que são analisados. Esse estudo é realizado pela Semob através de análise dos documentos sobre os custos do transporte público”, disse.

T5

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Brasil

Conselho do FGTS discute este mês fim do saque-aniversário

O saque-aniversário do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) para os nascidos em março começa nesta quarta-feira (1º). Este pode ser o último mês em que o saque é autorizado.

Fim do saque-aniversário

Pelo saque-aniversário, o trabalhador pode tirar uma parte do FGTS uma vez por ano. Quem faz isso não pode sacar o saldo total da conta se for demitido sem justa causa, pelas regras atuais.

O governo federal pretende acabar com o saque-aniversário. A pasta diz que o saque prejudica o propósito do FGTS, que foi criado para dar segurança financeira em caso de desemprego, ou ajudar na compra da casa própria e na aposentadoria, por exemplo.

O assunto será discutido em reunião do Conselho Curador do FGTS neste mês. Marinho também disse que os trabalhadores que anteciparam o saque-aniversário com a Caixa por um empréstimo consignado ou que fizeram o pedido do saque-aniversário vão poder fazer o saque-rescisão a partir de março. Ou seja, se for demitido, o trabalhador poderá sacar o saldo, mesmo que tenha feito o saque-aniversário.

Como saber se tenho direito

A consulta pode ser feita no aplicativo FGTS (disponível para iOS e Android). Basta indicar uma conta bancária para receber o valor. O dinheiro é depositado depois de cinco dias úteis.

Como pedir o saque-aniversário

O saque-aniversário do FGTS é opcional. Quem tiver interesse deverá informar a decisão até o último dia do mês de seu aniversário para receber o dinheiro no mesmo ano de adesão.

A pessoa poderá fazer o saque até dois meses após o mês de aniversário. A solicitação do saque-aniversário pode ser feita no aplicativo do FGTS ou no site da Caixa (nesse caso, é preciso ter certificado digital para conseguir acessar).

Quem pode pedir

Todo trabalhador com conta vinculada de FGTS, ativa ou inativa, tem direito ao saque-aniversário. É preciso fazer a opção pelo saque nos canais disponibilizados pela Caixa.

Quem não fez nenhuma opção não recebe o saque-aniversário.

Sem o pedido específico, ele só poderá sacar o FGTS nas situações previstas em lei. Alguns exemplos são compra da casa própria, aposentadoria e demissão sem justa causa.

Qual o valor do saque-aniversário do FGTS

O trabalhador poderá sacar uma parcela de 5% a 50% do saldo, dependendo do valor que ele tem. Também tem direito a uma parcela adicional. Veja abaixo:

Um trabalhador que tenha R$ 1.000 no FGTS, por exemplo, pode receber R$ 400 de saque-aniversário mais R$ 50 de parcela adicional, totalizando R$ 450.

Como fica o FGTS de quem é demitido

Quem recebe o saque-aniversário do FGTS pode sacar apenas o valor da multa rescisória de 40%. O restante do saldo pode ser sacado apenas nos próximos saques-aniversários. Essa é a regra atual, mas ela pode mudar, como já foi explicado. Quem não recebe o saque-aniversário tem direito ao saque total do fundo, quando for demitido sem justa causa.

UOL

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Brasil

Gasolina fica mais barata nas distribuidoras e mais cara nos postos; entenda

Foto: ALOISIO MAURICIO/FOTOARENA/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO

Enquanto a gasolina fica R$ 0,13 mais barata nas distribuidoras a partir desta quarta-feira (1º), os impostos federais (PIS/Confins) voltam a vigorar sobre o combustível em R$ 0,47. Com isso, o preço do litro nos postos deve aumentar cerca de R$ 0,25, segundo cálculo da Abicom (Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis).

Como a Petrobras anunciou a redução do valor do combustível em 3,9%, o saldo líquido do aumento ficou em R$ 0,34 por litro nas refinarias. Uma vez que a gasolina do tipo A representa 73% da mistura (os outros 23% são etanol anidro), o aumento nas bombas é menor, de R$ 0,25 por litro, explica o presidente da Abicom, Sergio Araújo.

No entanto, a cadeia de distribuição tem liberdade para definir os preços que serão cobrados nos estabelecimentos. Por isso, o valor ao consumidor final poderá variar. No último levantamento da ANP (Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis), entre 19 e 25 de fevereiro, o preço médio da gasolina nos postos era de R$ 5,08 por litro.

Fim da desoneração

A gasolina e o etanol terão a volta da combrança de alíquotas de PIS e Cofins a partir desta quarta-feira (1º). O governo federal anunciou a reoneração de R$ 0,47, na gasolina, e de R$ 0,02, no etanol. Já o diesel e o gás de cozinha continuam com os tributos zerados até dezembro deste ano.

O fim da desoneração sobre gasolina e etanol ameniza o impacto sobre as contas públicas, recuperando a arrecadação do governo em R$ 28,9 bilhões neste ano, segundo cálculos do governo.

Recuo nas distribuidoras

A partir de hoje, o preço médio de venda de gasolina A da Petrobras para as distribuidoras passará de R$ 3,31 para R$ 3,18 por litro. Já para o diesel A, o preço médio de venda da Petrobras para as distribuidoras passará de R$ 4,10 para R$ 4,02 por litro, uma redução de R$ 0,08 por litro, ou 1,9%.

“Considerando a mistura obrigatória de 73% de gasolina A e 27% de etanol anidro para a composição da gasolina comercializada nos postos, a parcela da Petrobras no preço ao consumidor será, em média, R$ 2,32 a cada litro vendido na bomba”, disse a companhia em nota.

Mas o impacto da redução do preço nas distribuidoras não é imediato nas bombas de gasolina. Para consumidor, o efeito costuma demorar cerca de duas semanas.

R7

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Economia

SÓ NO NOSSO: Procon fiscaliza postos de combustíveis da PB contra ‘abusos’ antes da retomada de impostos

Governo detalha nesta terça tributação de combustíveis - 28/02/2023 - Mercado - Folha
Fiscais da Autarquia de Proteção e Defesa do Consumidor da Paraíba (Procon–PB) estão monitorando os preços dos combustíveis nos estabelecimentos do estado. De acordo com a superintendente Késsia Liliana, a medida visa impedir o reajuste no valor de combustíveis, antes do retorno da tributação federal.

Com a volta dos impostos federais sobre os combustíveis, existe a possibilidade que preço da gasolina aumente cerca de R$ 0,49 por litro. E o preço do etanol, R$ 0,06 a cada litro.

Em João Pessoa, de acordo com o levantamento mais recente do Procon-JP, o litro da gasolina comum está oscilando entre R$ 4,84 e R$ 4,99. Já o preço do etanol oscila entre R$ 3,74 e R$ 4,19. Os valores são cobrados para pagamento à vista.

No Brasil, conforme o mais recente Índice de Preços Ticket Log (IPTL), os preços da gasolina e do etanol terminaram em alta em fevereiro, e a expectativa é de que continue crescendo a partir de março, quando os impostos federais sobre os combustíveis voltarão a ser cobrados.

Apesar disso, de acordo com o IPTL, o preço médio do litro da gasolina na Paraíba é o menos caro do país, sendo de R$ 5,02.

T5

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Brasil

Desemprego no Brasil cai a 9,3% em 2022, o menor patamar desde 2015

A taxa média de desemprego em 2022 caiu a 9,3%, o menor patamar desde 2015, quando fechou o ano em 8,5%. Os dados da Pnad Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua) foram divulgados nesta terça-feira (28) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Os números mostram uma melhora do mercado de trabalho em relação ao período pré-pandemia de covid-19. Em 2019, o desemprego foi de 11,9%. Na comparação com 2021, quando a taxa média atingiu a marca de 13,2%, a melhora é de 3,9 pontos percentuais.
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O ano de 2021 foi de transição, saindo do pior momento da série histórica, sob o impacto da pandemia e do isolamento ocorrido em 2020. Já 2022 marca a consolidação do processo de recuperação.

Apesar da recuperação, a taxa de desemprego ainda está 2,4 pontos percentuais acima do menor nível da série, registrado em 2014 (6,9%).

Números do emprego Brasil

População ocupada chegou a 98 milhões. Em 2022, a população ocupada cresceu 7,4% em relação a 2021. Número representa um incremento de 6,7 milhões de trabalhadores no mercado.

A taxa anual de informalidade caiu para 39,6%. Em 2021, ficou em 40,1%. Percentual, porém, ainda supera o início da série em 2016 (38,6%) e 2020 (38,3%).

País fechou o ano com 8,6 milhões de desempregados. No 4º trimestre, a taxa de desemprego foi de 7,9%, com queda de 0,8 ponto percentual em relação aos três meses anteriores.

Número de desalentados diminuiu 19,9% ante 2021. População que desistiu de procurar emprego somou 4,3 milhões.

Trabalhado sem carteira bate recorde

A média anual de empregados sem carteira de trabalho cresceu 14,9% em 2022. Passou de 11,2 milhões para 12,9 milhões de pessoas, atingindo o maior patamar da série histórica.

Segundo o IBGE, o número de trabalhadores domésticos subiu 12,2% em 2022, alcançando 5,8 milhões de pessoas. Já os trabalhadores por conta própria totalizaram 25,5 milhões, alta de 2,6% na passagem de 2021 para 2022.

O emprego com carteira subiu 9,2% na comparação com 2021 e chegou a 35,9 milhões de pessoas.

Nos últimos dois anos, é possível visualizar um crescimento tanto do emprego com carteira quanto do emprego sem carteira. Porém, é nítido que o ritmo de crescimento é maior entre os sem carteira assinada.

Rendimento médio cai 1%

O rendimento médio real foi estimado em R$ 2.715 em 2022. O valor representa uma queda anual de 1%, já descontada a inflação, ou perda de R$ 28. Em meados de 2020, no período pré-pandemia, o valor médio era de R$ 3.013.

A massa de rendimento no país, porém, cresceu, o que significa que houve mais dinheiro em circulação. O valor chegou a R$ 261,3 bilhões, novamente atingindo um recorde na série histórica da pesquisa. Em relação a 2021, o aumento foi de 6,9%, ou mais R$ 16,9 bilhões.

UOL

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Economia

Gasolina pode custar até R$ 5,67 em JP com retorno de impostos

O retorno da cobrança dos impostos federais sobre a gasolina e o álcool acontecerá nesta quarta-feira (1º) e já vem deixando muitos motoristas preocupados com o impacto disso no bolso. Com a medida, estima-se que em João Pessoa, a gasolina pode alcançar o valor de R$ 5,67 por litro.

De acordo com o aplicativo Preço da Hora, atualmente a gasolina pode ser comprada nos postos em João Pessoa por preços que variam de R$4,84 a R$ 4,99. Cálculos divulgados pela Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom), revelam que o aumento nas bombas deve ser de R$ 0,68 por litro no caso da gasolina e R$ 0,24 por litro no caso do álcool.

Atualmente a gasolina mais cara do Brasil é vendida no Ceará. Com o retorno dos impostos, o consumidor cearense pode vir a pagar até R$ 6,39 por litro.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem uma reunião marcada nesta terça-feira (28) com ministros do governo e o presidente da Petrobras para debater a reoneração dos combustíveis. A questão divide opiniões até dentro do próprio partido. A presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann, já manifestou publicamente que é contra retomar a tributação dos combustíveis.

ClickPB

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Economia

IR 2023: declaração pré-preenchida e Pix darão prioridade na restituição

Receita anuncia novidades na Declaração do Imposto de Renda
A Receita Federal anunciou, nesta segunda-feira (27), que os contribuintes que optarem pela restituição via Pix do Imposto de Renda 2023 ou utilizarem a declaração pré-preenchida terão prioridade no recebimento.

Além das duas modalidades, permanecem entre os grupos que receberão o pagamento antes: idosos com idade igual ou superior a 80 anos; idosos a partir de 60 anos; portadores de deficiência ou moléstia grave; e contribuintes cuja maior fonte de renda é o magistério.

Segundo o auditor-fiscal José Carlos da Fonseca, responsável pelo programa do IR 2023, a nova regra visa reduzir os erros na declaração.

“São dados [em] que, historicamente, o cidadão comete erros, e acaba sendo um complicador”, afirmou o auditor-fiscal.

Antagonista

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Brasil

PT ataca propostas de Haddad para os combustíveis, Lula silencia e ministro pode sofrer 3ª derrota

Perto de completar dois meses, o governo de Luiz Inácio Lula da Silva expõe uma disputa ruidosa na sua área mais sensível. Em manifestações públicas nos últimos dias, o PT e líderes da legenda no Congresso fizeram coro contra a retomada da cobrança de impostos federais nos combustíveis e por uma nova política de preços para a Petrobras. A pressão petista atinge em cheio o principal ministro da legenda na Esplanada. O titular da Fazenda, Fernando Haddad, que defende a reoneração. E, por tabela, o presidente da Petrobras, o também petista Jean Paul Prates.

Lula deve arbitrar a decisão, que tem de ser tomada até a próxima terça-feira, quando termina o prazo da isenção do PIS/Cofins para gasolina e álcool. O tamanho do ministro da Fazenda no governo será medido até lá. A equipe econômica argumenta não haver espaço fiscal para a manutenção da desoneração sobre combustíveis. A prorrogação da medida custaria R$ 28,8 bilhões aos cofres públicos até o fim do ano. Haddad, que declarou no discurso de posse ser o “patinho feio” da Esplanada, corre o risco de fazer valer sua profecia e colher sua terceira derrota em dois meses.
Grupo político de Lula desafia decisões de Fernando Haddad Foto: Adriano Machado/Reuters

No fim do ano passado, o ministro brigou pelo fim da isenção de PIS/Cofins sobre gasolina e álcool, mas foi vencido pelo núcleo político. No dia 1.º de janeiro, Lula prorrogou a medida por dois meses. Outra derrota sofrida pelo ministro foi em relação à correção da tabela do Imposto de Renda. Haddad defendia a adoção da medida em 2024. Lula, porém, anunciou agora a correção, juntamente com o reajuste do salário mínimo para R$ 1.320, em maio.

Nas duas ocasiões os movimentos de Lula foram antecipados em posts da presidente do PT, Gleisi Hoffmann, no Twitter. Enquanto Haddad representava o Brasil no encontro do G-20, na Índia, Gleisi e outros líderes petistas recorreram às redes sociais para minar a ideia de reoneração, que, na prática, significa aumento no preço dos combustíveis na bomba. O temor de setores do PT e da ala política do governo é de que a alta dos preços no primeiro ano de governo possa atingir fortemente a popularidade de Lula e reacender a polarização radical da política nas ruas e no Congresso.

Reação

Anteontem, a presidente do PT escreveu: “Não somos contra taxar combustíveis, mas fazer isso agora é penalizar o consumidor, gerar mais inflação e descumprir compromisso de campanha”. Era uma resposta à entrevista do número dois de Haddad ao Estadão, Gabriel Galípolo, na qual ele defendeu a reoneração. Pela proximidade com Lula, o que Gleisi manifesta é lido na política como recado do próprio presidente.

Num efeito cascata, o líder do PT na Câmara, o deputado Zeca Dirceu (PR), endossou a mensagem da presidente do PT. “A prorrogação da desoneração deve seguir, na busca de não afetar o bolso da população”, afirmou também na rede social. O deputado Jilmar Tatto (PT-SP), secretário nacional de comunicação no PT, emendou, no Twitter, contra “o fim imediato da desoneração dos combustíveis”.

A redução dos preços virou bandeira do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que demitiu três presidentes da Petrobras e promoveu a desoneração para conter a alta, numa jogada que acabou virando uma dor de cabeça para seu sucessor e rival.

Amanhã, Lula tem uma reunião às 10h no Palácio do Planalto com Haddad, o presidente da Petrobras e o ministro da Casa Civil, Rui Costa. Este último representa a ala política. Até agora, o chefe do Executivo assiste em silêncio à fritura de Haddad e de Jean Paul Prates promovida publicamente pelo PT. O estilo de deixar a divergência vir a público para que ele arbitre é o mesmo que marcou os outros dois mandatos do petista. Desta vez, contudo, a agenda de Lula reforça que ele tem dado mais espaço para a ala política do governo.

Levantamento do Estadão mostra que, em quase dois meses de gestão, Lula teve 83 reuniões privadas com ministros da área política ante 14 com os da ala econômica. E há ministros desse último grupo que nem sequer foram recebidos, como Simone Tebet (Planejamento). O presidente esteve 33 vezes sozinho com o chefe da Casa Civil, o petista Rui Costa, e 11 vezes com Haddad.

As críticas do PT não avançam para um pedido de troca de Haddad ou do presidente da Petrobras. Tema que não está também na agenda do Planalto, ao menos por enquanto. Seja porque a mudança em pouco tempo de governo provocaria um desgaste para Lula, seja pela falta de alternativa. Com R$ 80 mil de salário no BNDES, ante os R$ 39 mil brutos pagos a Haddad, o economista Aloizio Mercadante já está adaptado ao Rio.
Lula esteve 33 vezes sozinho com o chefe da Casa Civil, o petista Rui Costa Foto: Adriano Machado/Reuters

Razão pela qual o discurso para preservar Haddad numa eventual nova derrota já está sendo construído. “Quando aprovou a PEC da Transição para reajustar o salário mínimo era política de governo e do ministro da Fazenda também. Não dá para falar: quando é benéfico, é o governo. Quando é ruim, é o ministro da Fazenda”, afirmou Tatto, que foi secretário de Haddad.

Em entrevista ao Estadão, o ministro da Justiça, Flávio Dino, expôs, porém, o que está por trás das críticas à política econômica. Para Dino, se Lula tiver problemas na economia, a extrema direita liderada por Bolsonaro voltará à cena. “O governo Lula vai melhorar a vida do povo? Se a resposta for sim, o golpismo tende a ser uma força declinante. Se o governo enfrentar dificuldades no resultado, aí abre espaço para a emergência do golpismo.”
Palavra final

Não à toa, Lula deixou claro que iria dar a última palavra na pauta econômica. Em discurso em 2 de dezembro do ano passado, o petista avisou que seria dele a palavra final sobre as decisões da política econômica. “Quem ganhou a eleição fui eu. Quero ter inserção nas decisões de economia. Sei o que é bom para o povo, sei o que é bom para o mercado”, afirmou na ocasião.

O cientista político Carlos Melo vê mais autonomia política do PT em relação ao Planalto do que no passado. “O terceiro governo de Lula é um campo em disputa. É ele quem arbitra, quem decide. Mas o presidente sempre decidiu por meio de cálculos políticos e, neste caso, não será diferente. A diferença é que Lula, hoje, após 580 dias na prisão, é mais centralizador do que era nos primeiros mandatos.”

Estadão

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