Economia

IR 2023: declaração pré-preenchida e Pix darão prioridade na restituição

Receita anuncia novidades na Declaração do Imposto de Renda
A Receita Federal anunciou, nesta segunda-feira (27), que os contribuintes que optarem pela restituição via Pix do Imposto de Renda 2023 ou utilizarem a declaração pré-preenchida terão prioridade no recebimento.

Além das duas modalidades, permanecem entre os grupos que receberão o pagamento antes: idosos com idade igual ou superior a 80 anos; idosos a partir de 60 anos; portadores de deficiência ou moléstia grave; e contribuintes cuja maior fonte de renda é o magistério.

Segundo o auditor-fiscal José Carlos da Fonseca, responsável pelo programa do IR 2023, a nova regra visa reduzir os erros na declaração.

“São dados [em] que, historicamente, o cidadão comete erros, e acaba sendo um complicador”, afirmou o auditor-fiscal.

Antagonista

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Brasil

PT ataca propostas de Haddad para os combustíveis, Lula silencia e ministro pode sofrer 3ª derrota

Perto de completar dois meses, o governo de Luiz Inácio Lula da Silva expõe uma disputa ruidosa na sua área mais sensível. Em manifestações públicas nos últimos dias, o PT e líderes da legenda no Congresso fizeram coro contra a retomada da cobrança de impostos federais nos combustíveis e por uma nova política de preços para a Petrobras. A pressão petista atinge em cheio o principal ministro da legenda na Esplanada. O titular da Fazenda, Fernando Haddad, que defende a reoneração. E, por tabela, o presidente da Petrobras, o também petista Jean Paul Prates.

Lula deve arbitrar a decisão, que tem de ser tomada até a próxima terça-feira, quando termina o prazo da isenção do PIS/Cofins para gasolina e álcool. O tamanho do ministro da Fazenda no governo será medido até lá. A equipe econômica argumenta não haver espaço fiscal para a manutenção da desoneração sobre combustíveis. A prorrogação da medida custaria R$ 28,8 bilhões aos cofres públicos até o fim do ano. Haddad, que declarou no discurso de posse ser o “patinho feio” da Esplanada, corre o risco de fazer valer sua profecia e colher sua terceira derrota em dois meses.
Grupo político de Lula desafia decisões de Fernando Haddad Foto: Adriano Machado/Reuters

No fim do ano passado, o ministro brigou pelo fim da isenção de PIS/Cofins sobre gasolina e álcool, mas foi vencido pelo núcleo político. No dia 1.º de janeiro, Lula prorrogou a medida por dois meses. Outra derrota sofrida pelo ministro foi em relação à correção da tabela do Imposto de Renda. Haddad defendia a adoção da medida em 2024. Lula, porém, anunciou agora a correção, juntamente com o reajuste do salário mínimo para R$ 1.320, em maio.

Nas duas ocasiões os movimentos de Lula foram antecipados em posts da presidente do PT, Gleisi Hoffmann, no Twitter. Enquanto Haddad representava o Brasil no encontro do G-20, na Índia, Gleisi e outros líderes petistas recorreram às redes sociais para minar a ideia de reoneração, que, na prática, significa aumento no preço dos combustíveis na bomba. O temor de setores do PT e da ala política do governo é de que a alta dos preços no primeiro ano de governo possa atingir fortemente a popularidade de Lula e reacender a polarização radical da política nas ruas e no Congresso.

Reação

Anteontem, a presidente do PT escreveu: “Não somos contra taxar combustíveis, mas fazer isso agora é penalizar o consumidor, gerar mais inflação e descumprir compromisso de campanha”. Era uma resposta à entrevista do número dois de Haddad ao Estadão, Gabriel Galípolo, na qual ele defendeu a reoneração. Pela proximidade com Lula, o que Gleisi manifesta é lido na política como recado do próprio presidente.

Num efeito cascata, o líder do PT na Câmara, o deputado Zeca Dirceu (PR), endossou a mensagem da presidente do PT. “A prorrogação da desoneração deve seguir, na busca de não afetar o bolso da população”, afirmou também na rede social. O deputado Jilmar Tatto (PT-SP), secretário nacional de comunicação no PT, emendou, no Twitter, contra “o fim imediato da desoneração dos combustíveis”.

A redução dos preços virou bandeira do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que demitiu três presidentes da Petrobras e promoveu a desoneração para conter a alta, numa jogada que acabou virando uma dor de cabeça para seu sucessor e rival.

Amanhã, Lula tem uma reunião às 10h no Palácio do Planalto com Haddad, o presidente da Petrobras e o ministro da Casa Civil, Rui Costa. Este último representa a ala política. Até agora, o chefe do Executivo assiste em silêncio à fritura de Haddad e de Jean Paul Prates promovida publicamente pelo PT. O estilo de deixar a divergência vir a público para que ele arbitre é o mesmo que marcou os outros dois mandatos do petista. Desta vez, contudo, a agenda de Lula reforça que ele tem dado mais espaço para a ala política do governo.

Levantamento do Estadão mostra que, em quase dois meses de gestão, Lula teve 83 reuniões privadas com ministros da área política ante 14 com os da ala econômica. E há ministros desse último grupo que nem sequer foram recebidos, como Simone Tebet (Planejamento). O presidente esteve 33 vezes sozinho com o chefe da Casa Civil, o petista Rui Costa, e 11 vezes com Haddad.

As críticas do PT não avançam para um pedido de troca de Haddad ou do presidente da Petrobras. Tema que não está também na agenda do Planalto, ao menos por enquanto. Seja porque a mudança em pouco tempo de governo provocaria um desgaste para Lula, seja pela falta de alternativa. Com R$ 80 mil de salário no BNDES, ante os R$ 39 mil brutos pagos a Haddad, o economista Aloizio Mercadante já está adaptado ao Rio.
Lula esteve 33 vezes sozinho com o chefe da Casa Civil, o petista Rui Costa Foto: Adriano Machado/Reuters

Razão pela qual o discurso para preservar Haddad numa eventual nova derrota já está sendo construído. “Quando aprovou a PEC da Transição para reajustar o salário mínimo era política de governo e do ministro da Fazenda também. Não dá para falar: quando é benéfico, é o governo. Quando é ruim, é o ministro da Fazenda”, afirmou Tatto, que foi secretário de Haddad.

Em entrevista ao Estadão, o ministro da Justiça, Flávio Dino, expôs, porém, o que está por trás das críticas à política econômica. Para Dino, se Lula tiver problemas na economia, a extrema direita liderada por Bolsonaro voltará à cena. “O governo Lula vai melhorar a vida do povo? Se a resposta for sim, o golpismo tende a ser uma força declinante. Se o governo enfrentar dificuldades no resultado, aí abre espaço para a emergência do golpismo.”
Palavra final

Não à toa, Lula deixou claro que iria dar a última palavra na pauta econômica. Em discurso em 2 de dezembro do ano passado, o petista avisou que seria dele a palavra final sobre as decisões da política econômica. “Quem ganhou a eleição fui eu. Quero ter inserção nas decisões de economia. Sei o que é bom para o povo, sei o que é bom para o mercado”, afirmou na ocasião.

O cientista político Carlos Melo vê mais autonomia política do PT em relação ao Planalto do que no passado. “O terceiro governo de Lula é um campo em disputa. É ele quem arbitra, quem decide. Mas o presidente sempre decidiu por meio de cálculos políticos e, neste caso, não será diferente. A diferença é que Lula, hoje, após 580 dias na prisão, é mais centralizador do que era nos primeiros mandatos.”

Estadão

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Economia

CASO BRAISCOMPANY: Quem paga essa conta e de quem é a culpa?

Eu vou fazer um aparte no imposto de renda, e perder, porque nesse caso é perder mesmo, um tempinho fazendo uma crítica às autoridades no Brasil, que estão há pelo menos três anos recebendo denúncias e arquivando processos contra a Braiscompany.

Puxando pela memória, não é de hoje que a Braiscompany existe, na verdade o fato novo é que ela de fato parou de pagar os clientes.

Todos temos acompanhado o desdobramento da operação da Polícia Federal, cuja operação batizada de “Operação Halving” foi deflagrada no dia 16 na sede da companhia em Campina Grande, João Pessoa, e São Paulo.

Inclusive, segundo matéria publicada no Portal do Bitcoin, a 4ª Vara Federal de Campina Grande (PB) autorizou na sexta-feira (24) que a Superintendência da Polícia Federal na Paraíba solicite a inclusão dos nomes dos líderes da Braiscompany na lista de procurados da Interpol, a Organização Internacional de Polícia Criminal.

Fica o parabéns à Polícia Federal, até porque, a mesma, vem, desde 2020, quando de fato abriu o inquérito referente às operações da Braiscompany, tentando exaustivamente investigar e frear as operações da empresa.

A pergunta que faço é a seguinte: Passados três anos da abertura do inquérito, por que nenhuma medida foi tomada na época?

Com relação à Polícia Federal, a mesma ficou em tese engessada, pela ausência de alçada no quesito “crime contra a economia popular”, tendo a CVM arquivado os processos um a um, Ministério Público idem, e basicamente todos que denunciavam a empresa eram ameaçados judicialmente, inclusive essa que vos escreve.

O tempo passa e temos então um lapso de três anos aos quais a Braiscompany tem uma chancela velada das autoridades, pois uma vez que os processos vão sendo arquivados a empresa ganha mais e mais credibilidade. Ganhando mais e mais investidores.

Lembrando que sou daquelas que prega que todo mundo investe no que quiser. Mas com as autoridades sabendo formalmente da existência de irregularidades, não seriam elas responsáveis pelo menos por esse período em que fizeram “vistas grossas”?

Para deixar claro, estabeleci uma linha do tempo dos acontecimentos.

A Polícia Federal está desde 2020 na tentativa de tomar essa iniciativa, tendo inclusive, em 2021, segundo fontes que preferiram não se identificar, acionado a CVM, questionando a respeito da regularidade ou não da empresa, obtendo então, em resumo, a seguinte resposta – “QUE JÁ HAVIA COMUNICAÇÃO ANTERIOR A RESPEITO DA MESMA, E QUE NÃO SE TRATAVA DE CONTRATO DE INVESTIMENTO COLETIVO (CIC), E SIM DE CRIME CONTRA A ECONOMIA POPULAR”. Assunto portanto que sai da esfera da PF.

Vale lembrar ainda que nesse mesmo período, temos outra matéria do Portal do Bitcoin, datada de 10 de dezembro de 2020 – CVM e Ministério Público investigam Braiscompany, acusada de pirâmide, que noticia a dita denúncia anterior “ A CVM, autarquia que regula o mercado de capitais do Brasil, abriu em julho deste ano um processo administrativo (PA) para investigar a empresa, que pertence ao casal de empresários Antonio Neto Ais e Fabricia Ais. O PA é um dispositivo instaurado para averiguar se uma empresa está irregular ou não. “Ainda segundo o artigo do Portal “A pedido da CVM, o MP-Procon, órgão de defesa do consumidor do MPPB (Ministério Público da Paraíba), também investiga a Braiscompany, sediada em Campina Grande (PB), desde julho. Conforme apurou a reportagem, o promotor de Justiça Socrates da Costa Agra, diretor-regional do Programa de Proteção e Defesa do Consumidor do órgão, abriu um procedimento administrativo (PA) para apurar denúncias contra a empresa.”

Temos outra notícia muito relevante e assustadora, também do Portal do Bitcoin, “Donos da Braiscompany têm R$ 4 milhões em fundo de investimento próprio autorizado pela CVM – onde Segundo o portal especializado, esse fundo de investimento criado pelo casal Antonio Neto e Fabrícia Campos têm mais de R$ 3,9 milhões sob gestão e sim, pasmem, tinha autorização da CVM. A data de autorização do fundo é 2018…

Em 11 de janeiro de 2021, em matéria da Revista Veja, sai a seguinte notícia “A Braiscompany entrou na Justiça contra a Suno Research, acusando a casa de análise de calúnia, injúria e difamação por ter atacado sua imagem ao dizer que a empresa era uma pirâmide financeira, sem apresentar quaisquer provas. O fundador da Suno, Tiago Reis, fez uma série de postagens fazendo a acusação, alegando que as promessas de ganhos com aluguel de bitcoins de 10% a 15% ao mês eram típicas de pirâmides. A empresa conseguiu que o Tribunal de Justiça deferisse uma liminar determinando que a Suno retirasse do ar os links em que se fazia tal acusação.

O Declarando Bitcoin, havia noticiado , na época da discussão sobre o PL das criptomoedas, sobre a presença de Antonio Inácio da Silva Neto, como convidado especialista em blockchain, ao qual trouxemos inclusive a carta convite que o levou ao senado. Matéria essa que após reiteradas ameaças, foi retirada do ar (acabo de deixar ela pública novamente para quem quiser conferir quem o levou ao senado, íntegra aqui).

Enfim, isso tudo foi só para trazer a linha do tempo dos últimos anos do golpe, todos sabiam que existia uma prática irregular de oferta e de investimentos, basicamente todos os órgãos reguladores.

Essa é só a minha opinião, como sempre digo, não passo de uma guarda-livros, e a única denúncia que fiz foi a de trazer o nome da senadora que levou o CEO da pretensa pirâmide, ao congresso, ainda como especialista do setor. Aliás, parabéns a ela também, que deu um pouco mais de autoridade ao golpe, passando batom no assunto.

Para concluir, quem paga essa conta? Os investidores que perderam tudo, que são os mesmos que pagam impostos para terem os reguladores e autoridades trabalhando em tese para manter a ordem e legalidade do sistema.

Gente, eu não quero ser pessimista, mas temos mais empresas aí que são manchetes, são alvos de denúncias o tempo todo, e sabemos que as autoridades de fato não tomam nenhuma medida efetiva. O caso Braiscompany só nos ensina mais uma vez que onde tem fumaça tem fogo. Fica o alerta!

Texto escrito por Ana Paula Rabello e publicado originalmente no blog Declarando Bitcoin. Rabello é Contadora, Perita Judicial e Especialista em Imposto de Renda.

Com informações do Portal do Bitcoin

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Brasil

PREPARE O BOLSO: Receita confirma volta dos impostos sobre gasolina e etanol

O consumidor de combustíveis deve preparar o bolso. A gasolina e o etanol subirão no fim do mês, com o fim da desoneração do Programa de Integração Social (PIS) e da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins), que vigora desde o segundo semestre do ano passado.

Ao comentar o resultado da arrecadação de janeiro, o chefe do Centro de Estudos Tributários e Aduaneiros da Receita Federal, Claudemir Malaquias, confirmou a reoneração no fim do mês. A data consta da Medida Provisória 1.157, assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 1º de janeiro.

“De fato, a MP previu que a alíquota de desoneração seria vigente até o final deste mês. A reoneração está prevista conforme a norma que está vigendo”, afirmou Malaquias durante a entrevista.

A medida provisória estendeu até 28 de fevereiro as isenções de PIS e Cofins cobradas da gasolina e do álcool combustível e até 31 de dezembro as isenções do óleo diesel e biodiesel. Essas isenções haviam sido concedidas no ano passado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro.

Hoje, Lula encontrou-se com o presidente da Petrobras, Jean Paul Prates, para discutir o reajuste dos combustíveis. Com o fim da desoneração, voltam a vigorar as alíquotas anteriores, de R$ 0,792 por litro da gasolina A (sem mistura de etanol) e de R$ 0,242 por litro do etanol. O repasse aos consumidores, no entanto, dependerá das distribuidoras e dos postos de combustíveis.

No início do ano, ao anunciar o pacote com medidas para melhorar as contas públicas, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que a recomposição dos tributos renderá R$ 28,88 bilhões ao caixa do governo em 2023. Só em janeiro, segundo cálculos da Receita Federal divulgados hoje, o governo deixou de arrecadar R$ 3,75 bilhões com a prorrogação da alíquota zero.

IstoÉ

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Brasil

Após revisão, mais 2,7 milhões de trabalhadores poderão receber o PIS/Pasep

Mais 2,7 milhões de trabalhadores poderão receber o abono salarial PIS/Pasep, relativo ao ano-base 2021, que começou a ser pago no último dia 15 de fevereiro. A Dataprev, empresa de dados do governo, iniciou novo processamento que vai possibiliar o pagamento para mais pessoas. Os resultados poderão ser consultados a partir de 5 de abril.

Têm direito ao benefício 22,9 milhões de trabalhadores, num total de R$ 22 bilhões. O valor do abono varia de R$ 108,50 a R$ 1.302, dependendo da quantidade de meses trabalhados em 2021. A liberação dos valores é feita de acordo com o mês de nascimento. Os primeiros a receber foram os trabalhadores nascidos em janeiro e fevereiro (veja calendário abaixo)

A revisão, solicitada pelo Ministério do Trabalho e Emprego, poderá beneficiar os trabalhadores impactados por divergências de dados, como, por exemplo, mais de uma inscrição no PIS/Pasep declarada por empregadores ou ainda por divergências identificadas na Receita Federal.

“Estes impedimentos ocorrem quando as informações dos vínculos chegam a partir de fontes diferentes e com dados divergentes. O sistema então, por padrão, identifica uma correlação entre esses dados e aponta a divergência para análise, uma vez que isso impacta diretamente no reconhecimento do direito ou no valor a ser recebido pelo trabalhador”, explica o ministério em nota.

Desde o ano passado, além dos dados da Rais (Relação Anual de Informações Sociais) enviados pelas empresas, as declarações do eSocial também passaram a ser utilizadas para concessão do abono salarial.

A mudança permite a identificação das divergências na Receita Federal, que serão analisadas a partir do novo processamento, sem que haja necessidade de correção dos dados por parte do empregador ou dos trabalhadores.

A nova etapa de processamento já foi iniciada e a consulta dos novos resultados estará disponível a partir do dia 5 de abril. Os pagamentos ocorrerão entre os meses de abril e julho, conforme calendário do PIS/Pasep 2023 (veja abaixo).

Já os trabalhadores que receberiam em fevereiro ou março, impactados pelo reprocessamento, terão o abono disponibilizado a partir de 17 de abril.

A solicitação de recurso poderá ser feita pelo trabalhador a partir do dia 5 de abril nos canais de atendimento do Ministério do Trabalho e Emprego, nas unidades das Superintendências Regionais do Trabalho ou pelo e-mail: [email protected] (substituindo os dígitos uf pela sigla do estado de domicílio do trabalhador).

Tem direito ao abono salarial o trabalhador que atende aos seguintes critérios de habilitação:

• Estar cadastrado no PIS/Pasep há pelo menos cinco anos, contados da data do primeiro vínculo;

• Ter recebido, de empregadores que contribuem para o PIS (Programa de Integração Social) ou para o Pasep (Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público), até dois salários mínimos médios de remuneração mensal no período trabalhado;

• Ter exercido atividade remunerada, durante pelo menos 30 dias, consecutivos ou não, no ano-base considerado para apuração;

• Ter seus dados do ano-base 2021 informados pelo empregador corretamente na Rais (Relação Anual de Informações Sociais) ou no eSocial.

O pagamento do abono salarial PIS/Pasep ano-base 2021 aos trabalhadores elegíveis no primeiro processamento começou no dia 15 de fevereiro, para aniversariantes em janeiro e fevereiro, e seguirá até julho. Serão beneficiados 3.471.750 trabalhadores, sendo que 253.575 receberão pelo Banco do Brasil e 3.218.175 pela Caixa Econômica, um montante de R$ 3.452.029.010.

Até o final do calendário serão disponibilizados abonos a 22,9 milhões de trabalhadores. Destes, 20,4 milhões com direito ao PIS, pagos pela Caixa, e outros 2,5 milhões com direito ao Pasep, pagos pelo Banco do Brasil, totalizando R$ 22 bilhões.

O valor do abono salarial varia de R$ 108,50 a R$ 1.302,00 de acordo com a quantidade de meses trabalhados durante o ano-base 2021.

O pagamento do abono salarial na Caixa é realizado prioritariamente por crédito em conta Caixa, quando o trabalhador tem conta corrente ou conta poupança ou conta digital; por crédito pelo aplicativo Caixa Tem, em conta poupança social digital, aberta automaticamente pelo banco, além de agências e lotéricas.

No Banco do Brasil, o pagamento do Pasep é realizado prioritariamente como crédito em conta bancária; transferência via TED ou presencial nas agências de atendimento.

A consulta pode ser feita ainda pelo aplicativo Carteira de Trabalho Digital ou pela plataforma de serviços no portal gov.br. Para ter acesso às informações do abono salarial na Carteira de Trabalho Digital, será necessário que o trabalhador atualize o aplicativo e posteriormente acesse a aba “Benefícios” e “Abono salarial”, para verificar valor, dia e banco de recebimento.

Informações adicionais poderão ser solicitadas nos canais de atendimento do Ministério do Trabalho e Emprego e nas unidades das Superintendências Regionais do Trabalho, pelo telefone 158 ou pelo email [email protected] (substituir os dígitos uf pela sigla do estado de domicílio do trabalhador).

R7

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Brasil

Preço da gasolina deve subir na próxima semana com a volta dos impostos

O preço médio do litro da gasolina no Brasil foi de R$ 5,07 na semana passada (de 12 a 18 de fevereiro), segundo dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Durante todo o mês de fevereiro, o valor ficou acima dos R$ 5. Mas o que preocupa os motoristas é o mês de março, já que a desoneração dos impostos federais chega ao fim e a gasolina deve ficar mais cara.

O atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva editou uma Medida Provisória (MP 1.157/2023) no dia 2 de janeiro e prorrogou o prazo de redução dos impostos federais (PIS/Pasep e Cofins) apenas até a próxima terça-feira, 28 de fevereiro.

Com a disparada no preço do combustível em março do ano passado, muito por conta da guerra entre Rússia e Ucrânia, o Projeto de Lei Complementar (PLP) nº 11, de 2020, que estabelece um valor fixo na alíquota do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre combustíveis e zera os impostos federais, foi aprovado em junho.

Na época, os tributos federais correspondiam a 9,5% do valor final do litro da gasolina nas bombas. Já o ICMS, que é estadual, varia em cada estado. Na média das regiões metropolitanas, o imposto era de 29% sobre a gasolina. Com o projeto aprovado, o teto foi reduzido para, no máximo, 18% em todo o território nacional.

Atualmente os impostos federais estão zerados para a gasolina — Foto: Getty Images

O teto de ICMS ainda permanece nesse patamar, segundo os dados divulgados pela Petrobras na composição do preço da gasolina. Entretanto, os estados estimam um prejuízo bilionário com a redução do imposto em quase um ano.

Uma comissão de governadores se reuniu com o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, para discutir uma compensação financeira pelas perdas de arrecadação após a redução da cobrança do ICMS sobre combustíveis, energia elétrica, serviços de comunicação e transporte público.

Composição atual do preço da gasolina
Parcela Petrobras 47,6%
Impostos Federais 0%
Imposto Estadual 18,1%
Custo Etanol Anidro 16,7%
Distribuição e Revenda 17,5%

Ao manifestar apoio à demanda dos governadores, Pacheco declarou que os consumidores não deverão pagar por esse prejuízo. Segundo cálculos do Comitê Nacional de Secretários de Fazenda, Finanças, Economia ou Tributação dos Estados e do Distrito Federal, o governo federal deve R$ 45 bilhões para os governadores. Mas a equipe econômica estaria disposta a restituir R$ 22 bilhões de forma parcelada.

Por enquanto, não há previsão para que os estados retornem com a taxa de ICMS de até 29% como era antes da criação do teto. Assim como nada indica que a isenção dos impostos federais será prorrogada mais uma vez.

Autoesporte

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Brasil

Brasil suspende exportação de carne à China após caso de “vaca louca”

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) informou na noite desta quarta-feira (22) que suspendeu temporariamente as exportações de carne bovina para a China após a confirmação de um caso do mal da “vaca louca” em Marabá (PA).

A medida vale a partir de quinta-feira (23) e, de acordo com a pasta, é parte do protocolo sanitário oficial. O ministério afirmou também ter comunicado a Organização Mundial de Saúde Animal (Omsa) e enviado amostras do animal, um boi de 9 anos, para laboratório referência em Alberta, no Canadá, onde será confirmado se o caso é atípico.

Em entrevista à CNN Brasil, o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, diz não ser possível quando será possível retomar as exportações de carna para o país asiático: “Não podemos prever quantos dias, mas os protocolos são seguidos. Quero crer que antes da visita do [presidente] Lula à China, [prevista] em março, o caso será solucionado”.

No comunicado do ministério, Fávaro afirmou que “todas as providências estão sendo adotadas imediatamente” para “garantir aos consumidores brasileiros e mundiais a qualidade reconhecida” da carna brasileira.

Carne para consumo no mercado não é afetado, segundo a pasta.

Com informações do Poder360

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Economia

Maioria dos investidores de bitcoin perdeu dinheiro, diz BIS

Bis crypto shocks

Um novo relatório do Banco de Compensações Internacionais (BIS), também conhecido como banco central dos bancos centrais, afirma que milhões de investidores perderam dinheiro com Bitcoin nos últimos anos.

O BIS destaca que a queda do mercado em 2022, causada pelo colapso da moeda Terra/Luna e da corretora FTX, fez mais de US$ 1,8 trilhão de valor em criptomoedas virarem pó, sendo que mais de US$ 450 bilhões desapareceram durante a turbulência do mercado em maio de 2022.

O relatório do BIS examinou três questões principais relacionadas ao mercado de criptomoedas em 2022. Primeiramente, investigou o comportamento de negociação de grandes e pequenos investidores ao redor do mundo durante o colapso da Terra/Luna e da FTX.

Em seguida, avaliou se os usuários obtiveram lucros ou prejuízos em seus investimentos. Por fim, analisou se a turbulência do mercado de criptomoedas e de finanças descentralizadas (DeFi) em 2022 teve algum efeito discernível nas condições financeiras do mercado financeiro mais amplo, fora do universo das criptomoedas.

Maioria dos investidores de bitcoin perderam dinheiro

Para investigar os padrões de negociação de criptomoedas, o BIS utilizou um banco de dados sobre a adoção de aplicativos de corretoras de criptomoedas por varejistas em escala diária para 95 países, de agosto de 2015 a meados de dezembro de 2022.

A base de dados sobre a adoção de aplicativos de criptomoedas vieram da Sensor Tower, que coleta informações sobre downloads e uso ativo de aplicativos, como um proxy para novos usuários, nas lojas da Apple e do Google Play em mais de 200 aplicativos de criptomoedas.

Além disso, o relatório coletou dados on-chain sobre a distribuição diária de bitcoin por saldo de conta, contrastando os detentores de pequenas e médias quantidades de bitcoin com grandes detentores, ou seja, as “sardinhas” e as “baleias”.

Durante tempestade, baleias comem sardinhas, diz BIS

O relatório constatou que, durante ambos os episódios de colapso do mercado, a atividade de negociação nas três principais plataformas de negociação de criptomoedas aumentou significativamente.

Os dados sugerem que a maioria dos usuários de aplicativos de criptomoedas em quase todas as economias registraram prejuízos em seus investimentos em bitcoin.

“A maioria dos investidores globais provavelmente perdeu dinheiro em seus investimentos em criptos. Essas perdas podem ser exacerbadas pelo fato de que investidores maiores e mais sofisticados tendem a vender suas moedas antes de quedas acentuadas de preços, enquanto investidores menores ainda compram”, disse o relatório.

Baleias comem sardinhas BIS
Baleias comem sardinhas BIS

No entanto, diz o BIS, apesar da grande base de usuários de criptomoedas e das perdas substanciais para muitos investidores, a turbulência do mercado em 2022 teve pouco impacto discernível nas condições financeiras do mercado financeiro mais amplo, destacando a natureza amplamente autorreferencial de criptomoedas como classe de ativos.

Livecoins

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Economia

ROTA DE LAZER: Turistas escolhem JP como destino para Carnaval 2023; comerciantes comemoram vendas

Muitos turistas escolheram João Pessoa como o local para passar o Carnaval 2023, seja pelas belezas naturais da cidade, tranquilidade nos dias de folia de Momo ou pela oportunidade de conhecer mais um pedaço do Brasil.

Nesta segunda-feira (20), dia de praias lotadas, quem visitou a cidade foi o casal Elizângela Coelho e Ezequias Lima, que mora em Carpina, município de Pernambuco.

Eles, que já estiveram aqui em outras oportunidades, afirmaram que João Pessoa é uma ótima opção para descansar da rotina de trabalho. “O lugar melhor que a gente acha pra relaxar é em João Pessoa.É a primeira vez que visitamos as praias da cidade e estamos gostando muito”, frisaram.

Quem também aproveitou o Carnaval para conhecer o litoral da Capital da Paraíba foram as amigas Joyce Claudia e Luciana de Jesus. As duas moram em São Luiz, no Maranhão, estão participando de um encontro religioso em Campina Grande e decidiram, com um grupo de amigos, visitar João Pessoa.

“Acabamos de chegar e nossas primeiras impressões são ótimas. A praia é bem organizada e estamos com muita expectativa de que tenhamos um dia muito bom aqui e queremos conhecer o Centro Histórico também”, finalizou.

Geração de renda – Os comerciantes também estão aproveitando o maior número de visitantes na cidade nesses quatro dias de Carnaval para incrementar a renda.

Terezinha Soares vende drinks na Praia de Tambaú e notou um maior número de pessoas na cidade, contribuindo para suas vendas. “Estão vindo muitos turistas e estamos conseguindo tirar nosso pão de cada dia. Muito turista na cidade, também bastante segurança nas praias, o que é bom pras vendas e graças a Deus está dando tudo certo. O movimento está ótimo”, reforçou.

Blog do BG PB 

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Brasil

Juros altos e endividamento são entraves do setor varejista no Brasil

Foto: GESIVAL NOGUEIRA/ATO PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO

A crise anunciada pelas redes de lojas Americanas e Marisa escancarou um drama já antigo do setor varejista no Brasil, que sofre com o patamar elevado das taxas de juros, a inadimplência dos consumidores e a dependência de se endividar para manter o crescimento sustentável.

Muito dependente do consumo das famílias, o varejo nacional é formado por empresas que patinam na tentativa de obter lucro diante de uma margem baixa de retorno em meio à ampla concorrência do setor, que atualmente ainda sofre com a expansão do comércio online.

“Empresas como Marisa e Americanas têm faturamentos altíssimos, mas que não são revertidos em lucro. […] Com prejuízos constantes, é necessário contrair dúvidas para cobrir o buraco. Se você ganha R$ 10 e gasta R$ 11, em algum momento vai precisar se endividar ou vender seus bens”, afirma o economista Sérgio Ferreira, que atua como consultor financeiro de empresas.

Ao mencionar que o alto endividamento das varejistas, Ferreira reforça que a taxa básica de juros no maior nível desde 2017 puxa o setor ainda mais para baixo. “Você até pode usar uma dívida para financiar crescimento, desde que retorno seja maior do que o custo do financiamento”, analisa ele.

Para Rodrigo Simões, economista e professor da FAC-SP (Faculdade do Comércio de São Paulo), outras dificuldades enfrentadas pelo setor envolvem o aumento da concorrência física e online e a situação econômica nacional.

“Quando a economia do Brasil não vai bem, o setor varejista sofre, principalmente os segmentos de eletrodomésticos e a linha banca. Isso acontece porque os consumidores entram em um dilema entre pagar o básico ou quitar os boletos dessas lojas”, afirma.

R7

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.