Polícia

João de Deus é preso em Anápolis por novas acusações de crimes

Imagem: Divulgação/Youtube

O médium João de Deus foi preso na tarde desta quinta-feira (26) em Anápolis. Agentes da Companhia de Policiamento Especializado cumpriram mandado de prisão. O médium, que foi condenado a mais de 64 anos de prisão por estupro e porte de arma, é acusado de novos crimes sexuais em atendimento espiritual em Abadiânia (GO).

A Justiça decretou a prisão após, no último dia 13, o Ministério Público ter oferecido a 15ª denúncia contra João Deus pela prática de crimes sexuais. Ele foi denunciado por estupro de vulnerável, envolvendo oito mulheres. O médium estava em prisão domiciliar desde março, por pertencer ao grupo de risco de covid-19. Ele chegou a ficar internado no último fim de semana no Hospital Sírio Libanês, em Brasília, após sentir-se mal.

A denúncia, oferecida pela Promotoria de Justiça de Abadiânia, relaciona outras 44 vítimas, mas, em razão de os crimes estarem prescritos ou ter decaído o direito de representação da ofendida, elas figuraram como testemunhas, notadamente para reforçar a forma de agir do denunciado. Segundo apontaram os promotores de Justiça, os crimes da 15ª denúncia aconteceram entre 1986 e 2017, sendo as vítimas dos Estados de Rio Grande do Sul, São Paulo, Minas Gerais, Paraná, Maranhão, Goiás, Santa Catarina, Mato Grosso e Espírito Santo. O promotor de Justiça Luciano Miranda esclarece que, entre as provas apresentadas, estão relatos.

Blog do BG com R7

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Brasil

VÍDEO: Lula volta a falar que vai regulamentar a mídia no Brasil assim que for eleito

Nessa quarta-feira(25), em Natal, o ex-presidente Lula voltou a falar em regulamentação da mídia, e disse que quando voltar a presidência, já dando certo a sua eleição, a primeira coisa que vai fazer é regulamentar a mídia no Brasil, coisa que tentou no período que foi presidente, e não conseguiu.

Em compromissos pelo Nordeste, após a capital potiguar, Lula se encontra em Salvador, na Bahia, período que ficará até sexta-feira(26).

Vídeo abaixo:

 

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Brasil

Sérgio Reis é internado em hospital de São Paulo para tratar infecção

O cantor sertanejo Sérgio Reis, de 81 anos, foi internado nessa quarta-feira (25) no hospital Albert Einstein, em São Paulo. A informação foi confirmada para a CNN por Angela Bavini, mulher do cantor.

Segundo Angela, o cantor deu estrada no hospital às 4h da madrugada devido a uma infecção na próstata, conhecida como prostatite. Segundo seu médico, a condição poder estar relacionada com estresse.

Apesar de estar internado, o cantor prestou depoimento na Polícia Federal (PF) via videoconferência. Ele é investigado pelos áudios em que convocava caminhoneiros para protestarem em Brasília e incitava ações contra o Supremo Tribunal Federal (STF).

De acordo com a mulher de Reis, ele encontra-se bem e deve receber alta até sexta-feira (27).

CNN Brasil

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Economia

Energia eólica do Nordeste vai compensar escassez de Sul e Sudeste

Imagem: Reprodução

O Ministério de Minas e Energia anunciou hoje que vai enviar energia elétrica produzida no Nordeste para compensar a escassez do Sul e do Sudeste. Segundo Luiz Carlos Ciocchi, presidente do CMSE (Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico), isso se deve à “espetacular” geração de energia eólica.

O Brasil passa pela pior seca dos últimos 91 anos, o que está afetando a produção de energia hidráulica em todo o país. De acordo com Ciocchi, o governo esperava que no mês de agosto chovesse mais na região sul, o que não aconteceu, causando assim a necessídade de transferência entre regiões. “Agosto foi um mês muito seco. A única região do Brasil onde poderia ter uma chuva esperada era a região Sul. Essa chuva não apareceu na intensidade que a gente esperava. Então temos aí uma situação bastante crítica”, explicou durante coletiva de imprensa na tarde de hoje.

Por outro lado, a região Nordeste tem energia acumulada porque as hidrelétricas de Sobradinho e Três Marias, ambas no rio São Francisco são as que tiveram melhor desempenho. Além disso, ele destacou o papel da energia eólica, comum na região. “Uma performance espetacular, espetacular, diga-se de passagem, das usinas eólicas. As usinas eólicas no nordeste batendo recordes atrás de recordes”, afirmou. “O nordeste era bastante deficitário e agora ele é exportador”, completou.

Como o sistema nacional de energia é interligado, não será necessário fazer nenhum tipo de compensação financeira para que a transferência ocorra. “O nosso sistema é interligado. Isso é uma questão de operação do sistema e ele opera aquilo que tem disponível ao menor custo. O que nós visamos primeiro é a segurança. Se hoje o nordeste está em melhores condições, amanhã poderá ser o sul que estão suprindo o nordeste e vice-versa, nao há que se pensar em compensação nesse sentido”, afirmou Bento Albuquerque, ministro de Minas e Energia.

Ainda segundo Luiz Carlos Ciocchi, o cenário atual do fornecimento de energia no país é “preocupante”. Ele, porém, disse acreditar que com a obtenção de energia adicional, feita por meio de usinas termelétricas, por exemplo, é possível chegar ao final de novembro sem nenhum problema. Depois disso, o cenário ainda é nebuloso, principalmente pela falta de previsão em relação às chuvas.

Bônus para redução – O Ministério de Minas e Energia também anunciou a criação de um programa de bonificação para quem reduzir o consumo de energia em casa. Bento Albuquerque afirmou que o programa voluntário entrará em vigor no dia 1º de setembro, mas não deu mais detalhes de seu funcionamento.

A expectativa, segundo o Ministério de Minas e Energia (MME), é divulgar as regras da medida no início da próxima semana. “O programa está sendo estruturado e contará com definição de meta mínima de redução para concessão de crédito”, informou o ministério em nota distribuída à imprensa.

Blog do BG com UOL

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Brasil

URGENTE: Pacheco rejeita impeachment de Moraes apresentado por Bolsonaro

Imagem: Reprodução

O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), decidiu nesta quarta-feira (25) rejeitar o pedido de impeachment de Alexandre de Moraes, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). As informações são da jornalista Natuza Nery, do portal G1 e GloboNews.

O pedido de impeachment foi apresentado por Jair Bolsonaro na última sexta-feira (19) após o ministro incluí-lo no inquérito das fake news por solicitação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), devido a notícias falsas disseminadas pelo presidente sobre o sistema eleitoral brasileiro. Dias antes, Moraes havia mandado prender o ex-deputado Roberto Jefferson, aliado de Bolsonaro.

A atitude intensificou a crise entre poderes jogou ainda mais tensão sobre as manifestações bolsonaristas marcadas para o dia 7 de setembro, em que apoiadores do presidente pedirão a destituição de ministros do STF e pregarão uma ruptura institucional.

Segundo Natuza Nery, Pacheco optou por rejeitar o pedido de impeachment após a Advocacia-Geral do Senado emitir parecer informando que a peça é “improcedente” por não apontas “justa causa” para seu acolhimento.

Blog do BG com Fórum

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Economia

Governo estabelecerá metas para redução do consumo de energia, mas adesão será voluntária

Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

O Ministério de Minas e Energia anunciou nesta quarta-feira que fará um programa com metas para redução do consumo de energia elétrica dos clientes residenciais e de pequenos comércios, que são atendidos pelas distribuidoras de energia elétrica. O programa não será obrigatório. Quem aderir, ganhará descontos nas contas de luz.

Embora tenha anunciado medidas para reduzir consumo de energia, o ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, disse que não haverá racionamento. “Não trabalhamos com hipótese de racionamento”, afirmou.

Os detalhes como a meta de redução do consumo não foram divulgados. Albuquerque afirmou que o programa irá começar a valer no dia 1º de setembro, mas os detalhes ainda serão informados. As medidas foram anunciadas por conta da pior seca na região das hidrelétricas em 91 anos. Confira a matéria completa clicando aqui.

Blog do BG com O Globo

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Política

Aprovado texto-base de MP que dispensa licitação para insumos contra Covid-19

Foto: Cleia Viana/Câmara dos Deputados

A Câmara dos Deputados aprovou a Medida Provisória 1047/21, que permite à administração pública comprar com dispensa de licitação insumos, bens e serviços, inclusive de engenharia, para o enfrentamento da pandemia de Covid-19.

O texto aprovado é um substitutivo do relator, deputado Rodrigo de Castro (PSDB-MG), prevendo que o gestor deverá apresentar justificativa técnica para a compra e para o preço contratado, divulgando as compras na internet imediatamente e em separado das outras contratações.

A MP reedita os termos das leis 13.979/20 e 14.035/20, que perderam a vigência por se referirem apenas ao Decreto Legislativo 6/20, que reconheceu o estado de calamidade pública durante o ano de 2020. Os deputados analisam agora os destaques apresentados pelos partidos na tentativa de fazer mudanças no texto.

Assista a sessão ao vivo

Mais informações em instantes

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Política

MORO INELEGÍVEL?: Novo Código Eleitoral impede magistrado de ser candidato nas eleições de 2022

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Um dispositivo inserido no projeto de lei complementar que estabelece um novo Código Eleitoral brasileiro impede o ex-juiz da Operação Lava Jato Sergio Moro de disputar as eleições do próximo ano. A proposta foi apresentada pela deputada Soraya Santos (PL-RJ) e relatada por Margarete Coelho (PP-PI) na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados.

De acordo com o texto, que ainda precisa ser votado por deputados e senadores, magistrados ou membros do Ministério Público que não tenham se afastado definitivamente de seus cargos e funções em até cinco anos anteriores ao pleito não poderão concorrer às eleições.

A proibição vale para qualquer cargo eletivo e consta no artigo 181 do projeto, que define os critérios para inelegibilidade. Moro atuava na 13ª Vara Federal de Curitiba quando anunciou sua exoneração para assumir o cargo de ministro da Justiça e Segurança Pública do governo Bolsonaro, em novembro de 2018. Em junho, o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), defendeu que as mudanças propostas no novo Código Eleitoral já sejam válidas para as eleições de 2022.

Blog do BG com CNN

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Economia

BORA ECONOMIZAR: Decreto de Bolsonaro limita ar-condicionado em repartições públicas a 24ºC

Foto: Marcos Corrêa/PR

O presidente Bolsonaro editou um decreto, publicado nesta quarta (25) no Diário Oficial em edição extra, que recomenda que o resfriamento do ar-condicionado em repartições federais seja de até 24ºC. O texto estabelece medidas para redução do consumo de energia elétrica na administração pública federal.

Imagem: Reprodução

Segundo o site do Ministério de Minas e Energia, “[a] administração pública direta e indireta dispõe hoje de mais de 22 mil edificações próprias e cerca de 1.400 imóveis alugados, como escritórios, escolas, hospitais e universidades, representando uma parcela significativa do consumo total de eletricidade no País. Espera-se, com a medida, que o poder público reduza entre 10% e 20% o consumo de eletricidade, quando comparado com o consumo anterior à pandemia”. As medidas entram em vigor a partir da próxima quarta (1º).

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Brasil

Lula não ficará livre do processo do sítio de Atibaia; MPF irá recorrer

Foto: divuldação

Por Wálter Fanganiello Maierovitch – jurista, professor e comentarista político

No famoso pátio das arcadas da Faculdade de Direito do paulistano largo de São Francisco, no final dos anos 1960, ouvia-se uma piada sobre dissensos decorrentes de dificuldades interpretativas. E era sobre lei dada como divina. Mais especificamente, a envolver um dos Dez Mandamentos, que muitos afirmam haver sido recebidos pelo hebreu Moisés. “Não cobiçar a mulher do próximo”, afirmava o mandamento.

Na piada, o caso era de confissão a um amigo fraterno —ambos operadores do direito— sobre a secreta paixão de um deles pela esposa do vizinho. Aquele destinatário da confissão reprovou e reagiu com a tal lei divina: “Não cobiçar a mulher do próximo”. O apaixonado, de pronto, reprovou a interpretação. Reagiu: próximo, não, não mesmo.

Como excludente de ilicitude, frisou estar o vizinho a trabalhar numa obra distante e que só retornava à residência do casal no final de cada mês. Não considerava o esposo como próximo.

Na decisão recorrível de rejeição da denúncia por lavagem de dinheiro e corrupção, ativa e passiva, contra o ex-presidente Lula e outros, a juíza Pollyanna Kelly Maciel Medeiros Martins Alves, da 12ª Vara Federal Criminal de Brasília, aproveitou, também, para declarar a extinção de punibilidade pela prescrição dos acusados com mais de 70 anos: por lei, o lapso temporal é contado pela metade do estabelecido aos não septuagenários.

A decisão de rejeição nada tem a ver com a bem reconhecida nulidade —por flagrante falta de imparcialidade do então juiz Sergio Moro— do processo conhecido por “tríplex do Guarujá”.

O processo apelidado de “sítio de Atibaia”, com condenações em duas instâncias, foi anulado por decisão monocrática do ministro Edson Fachin e confirmação, por maioria de votos, do plenário do STF (Supremo Tribunal Federal).

Fachin anulou todas as decisões condenatórias relativas a Lula por incompetência absoluta do juízo 13ª Vara Federal Criminal de Curitiba. Para o ministro, o STF já havia fixado orientação, a partir de um julgado relatado por Dias Toffoli, sobre a incompetência do juízo de Curitiba em casos que não diziam respeito diretamente com os desvios da Petrobras.

O ministro Fachin, nessa decisão, não tocou no velho e vigente princípio processual penal chamado de perpetuação da jurisdição (perpetuatio jurisdictionis) . Deveria ter lembrado, pois o processo do “sítio de Atibaia” havia sido iniciado e tramitado quando o STF reconhecia a conexão com os desvios na Petrobras.

Como nos regimes democráticos o STF tem a última palavra, nada mais a discutir a respeito da nulidade descoberta, depois de muitos anos, pelo ministro Fachin. Sob uma ótica mais azeda, o STF possui legitimidade constitucional para errar por último.

Tecnicamente, a juíza Martins Alves apressou-se. Ficou assentado que o STF, e nem o relator, decidiriam a respeito do aproveitamento de provas e atos processuais não decisórios. Atenção: atos não decisórios, formais, de impulso.

Em outras palavras, cabia à juíza de primeiro grau, por ter o representante do Ministério Público ratificado a denúncia pura e simplesmente, ter decidido sobre os atos e provas aproveitáveis. Em especial as delações premiadas.

No popular, a juíza Martins Alves “passou o pano” em tudo. A partir do nulo total, a denúncia ficou, evidentemente, sem sustentação, o que tecnicamente se chama de falta de justa causa.

Caso considerasse as provas juntadas com a denúncia criminal, deveria recebê-la, pois, na fase inicial do processo, vale o princípio do “in dubio pro societate”. Referido princípio é, por ocasião da sentença de mérito, trocado pelo “in dubio pro reo” (na dúvida, em favor do réu).

Expondo melhor, se o Ministério Público, titular da ação penal pública, não se desincumbe do ônus de comprovar de forma induvidosa a acusação feita na denúncia, o magistrado julgador absolve com base no supracitado “in dubio pro reo”, até por ser o acusado presumidamente inocente.

No caso “sítio de Atibaia”, a anulação realizada pelo STF foi de natureza processual e, por tal razão, não declarou nulas provas nas quais a denúncia criminal do MP se apoiou.

Num pano rápido à la Millôr Fernandes, sem partidarismos e sem entrar no mérito da responsabilidade criminal do ex-presidente Lula e dos demais denunciados, a juíza Martins Alves precipitou-se. Assim, a sua decisão poderá —e vamos nos lembrar da piada acima—- ser modificada por força de recurso.

UOL

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