O prefeito da cidade de Itaituba, no sudoeste do Pará, Valmir Climaco (MDB) foi filmado em um momento de embolgação durante uma festa. Em uma das declarações, com o microfone em mãos, disse que iria “comer mais de 20”, em referência às mulheres que estavam no evento.
O vídeo teria sido gravado no último sábado (5), de acordo com o site O Liberal. No vídeo, o gestor aparece em um palco, de óculos escuros, com microfone em mãos, apontando para mulheres na pista. “Aquela eu vou comer [inaudível]. Pensa num lugar que tem tanta rapariga boa”, disse.
Em 2020, Valmir Climaco viralizou nas redes sociais após ganhar a reeleição à prefeitura do município. Primeiro, ele postou um vídeo pedindo para as pessoas comemorarem “com cautela, com muita calma”.
Imagens nas redes sociais gravadas depois desse vídeo, no entanto, mostraram o prefeito festejando na rua sem camisa, com uma bebida em mãos. Ele foi reeleito com 77,42% dos votos.
Em 2019, a Justiça Federal em Santarém (PA) atendeu ao pedido do Ministério Público Federal e condenou Valmir Climaco a pena de quatro anos e nove meses de detenção por crime ambiental praticado em área no município de Altamira, no sudeste do estado.
No mesmo ano, a Polícia Federal apreendeu 583 kg de cocaína dentro de uma fazenda do prefeito. Ele negou que a droga pertencesse a ele.
O Tribunal Superior do Trabalho (TST) pretende gastar mais de meio milhão de reais para comprar cadeiras de escritório para os ministros e salas de reuniões da Corte.
Segundo a licitação, serão 40 cadeiras, com o custo unitário estimado em R$ 13.045,80. Com isso, o gasto total previsto para a compra é de R$ 521.832,00.
No edital aberto, o TST exige que as cadeiras sejam giratórias, “executivas”, com espaldar alto, além de assento e encosto em tela.
A justificativa para o alto investimento é que serão trocadas as cadeiras de todos os 29 ministros da Corte, além das utilizadas em salas de reuniões.
“As cadeiras atuais utilizadas pelos ministros, além de serem antigas, não possuem a ergonomia que proporcione um conforto maior após horas de uso”, diz o edital.
Uma cliente de um aplicativo de delivery em Goiânia fez uma solicitação racista ao finalizar o pedido em uma confeitaria, na última quinta-feira (3/3).
A empresária dona do estabelecimento ficou indignada com a situação. A cliente fez a seguinte observação: “Por favor, mandem um entregador branco, não gosto de pretos nem pardos. Venham rápido”.
A mensagem dela apareceu no recibo da compra. O nome da pessoa que consta no perfil que escreveu a solicitação não foi divulgado.
A empresária diz que ficou tão desnorteada ao ler o que a cliente escreveu que até pediu desculpas para o entregador que foi buscar o pedido.
Toda a situação ocorreu na plataforma do Ifood, que disse repudiar “qualquer ato de discriminação” e que irá iniciar um processo interno de investigação “para que as devidas providências sejam tomadas, incluindo o descadastramento” do perfil da cliente.
O presidente Jair Bolsonaro (PL) disse, na noite desta sexta-feira (4), que o primeiro avião da FAB (Força Aérea Brasileira) com brasileiros resgatados da Ucrânia deve chegar ao Brasil na manhã da próxima quinta-feira (10).
Bolsonaro afirmou que a aeronave partirá de Varsóvia, capital da Polônia. Ela vai embarcar da Base Aérea de Brasília rumo à Europa na segunda-feira, 7, à tarde.
“Brasileiros que deixaram a Ucrânia e agora se encontram em Varsóvia, na Polônia entraram em contato conosco para que possam estar acompanhados de seus animais de estimação no voo de repatriação organizado pelo governo federal”, postou Bolsonaro em seus perfis nas redes sociais.
Bolsonaro afirmou também que os animais de estimação dos brasileiros vão poder embarcar no KC-390 Millenniun que irá buscar os brasileiros. Segundo o presidente, o avião terá como destino Brasília.
A missão do governo federal para repatriação de brasileiros que fogem da guerra da Ucrânia acontece depois de muita pressão para que o país elaborasse um plano de resgate desses cidadãos na Europa. Muitos, no entanto, não esperaram a ajuda oficial e se conseguiram retornar ao Brasil depois de muito sufoco.
O avião que vai embarcar de Brasília na segunda levará 11,5 toneladas de material de ajuda humanitária que será doado pelo Brasil para as vítimas da guerra.
Além desta aeronave, um outro avião da FAB está preparado para, caso necessário, participar da missão de resgate.
Mulheres que estão presas no Instituto Penal Oscar Stevenson, em Benfica, zona norte do Rio, acusaram a professora Monique Medeiros de ter praticado atos libidinosos com o advogado dela, dentro do presídio.
Monique está presa na mesma unidade e é acusada de ter participado do assassinato do filho, Henry Borel, de 4 anos. O garoto foi assassinado pelo padrasto, o médico e vereador Dr. Jairinho, em 8 de março de 2021.
Segundo as denúncias, às quais o G1 do Rio de Janeiro teve acesso, Monique teria mostrado os seios, enquanto o advogado se masturbava.
A situação teria ocorrido dentro do parlatório, que é o espaço no presídio em que o cliente conversa com o advogado, separados por um vidro. Nesse espaço, não há câmeras de monitoramento, para preservar o sigilo profissional entre advogado e cliente.
Denúncias
Seis presas denunciaram os supostos atos libidinosos praticados por Monique. Entre elas, estão duas detentas famosas: Elaine Lessa, que responde por tráfico internacional de armas e é mulher do Ronnie Lessa, acusado de matar a vereadora Marielle, e Fernanda Bumbum, acusada de planejar a morte de um rival da área de procedimentos estéticos.
Monique tem um histórico de problemas de convivência com as outras internas do presídio. Fernanda Bumbum chegou a discutir verbalmente com Monique e a teria ameaçado de morte. Acabou transferida de cela, para evitar conflitos.
Investigação
As denúncias dos atos libidinosos são investigadas pela Secretaria de Administração Penitenciária (Seap) do Rio de Janeiro. Um procedimento interno vai averiguar a veracidade da informação.
Guga Chacra e Carlos Sardenberg, comentaristas da GloboNews, bateram boca ao vivo durante o programa Em Pauta dessa quinta-feira (3). A confusão começou quando Guga falou sobre a “teoria realista” para explicar o motivo do presidente russo, Vladimir Putin, ser contra a entrada da Ucrânia na Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).
“Por mais que o ideal seria que a Ucrânia pudesse ser da União Europeia, da Otan, e ser uma democracia liberal, o que não é, ela vai provocar a Rússia, e aí a gente vê o resultado, porque o mundo não é tão justo, pessoas más têm muito poder”, disse Guga, concluindo a explanação.
Sardenberg, então, perguntou se o colega estava defendendo Vladimir Putin e se concordava que Volodymyr Zelensky, presidente da Ucrânia, deveria renunciar ao cargo. “Quer dizer que você acha que a Rússia está certa de invadir? Estava sendo ameaçada e que o Zelensky que tem que abandonar o governo?”, questionou Carlos. “Não, eu não falei isso em momento nenhum”, rebateu Guga.
Sardenberg defendeu seu posicionamento contra a Rússia e Guga rebateu o colega: “Eu entendo teoria realista, não precisa me dar lição disso, tá?”, iniciou, defendendo a soberania da Ucrânia. “Quem está errada nessa história é a Rússia”.
Ao final da fala de Sardenberg, Guga negou que seja defensor da invasão da Ucrânia. O correspondente ainda definiu Putin como “ditador sanguinário”, e pediu a Sardenberg que “em nenhum momento” o associe a isso novamente.
“Eu falo o tempo todo aqui nesse programa que o Putin é um ditador sanguinário, que é um absurdo a invasão da Ucrânia. O que estou querendo explicar é que ele não vai aceitar isso, então vai haver uma reação. Lembrando que há outros países que invadem países soberanos. Os EUA invadiram o Iraque e derrubaram o regime da Líbia. Dito isso, é absurdo o que o Putin está fazendo. Por favor, em nenhum momento me associe a qualquer forma de defesa dessa invasão sanguinária da Rússia contra a Ucrânia. [Ademais] expliquei a teoria realista das relações internacionais não para você, mas para a nossa audiência”, explicou Guga Chacra.
Uma visita de Sergio Moro na manhã desta sexta-feira (4), na unidade fabril da Cooperativa Agroindustrial de Maringá (Cocamar), no Paraná, foi interrompida após uma explosão no local que matou dois trabalhadores. O ex-juiz discursava na sede administrativa da fábrica, que fica na mesma planta onde aconteceu a explosão de um tanque de fluídos de diesel.
Moro interrompeu sua fala e prestou solidariedade às vítimas. Ele estava acompanhado do senador Álvaro Dias e do ex-ministro Xico Graziano.
Depois da sua fala, Moro faria uma visita pela planta da fábrica e passaria perto do tanque que explodiu. O compromisso foi cancelado e o pré-candidato à Presidência passa bem.
Em nota, a assessoria de imprensa de Moro disse que “Sergio Moro visitava a sede administrativa da Cooperativa Agroindustrial de Maringá, na manhã desta sexta-feira (4/3), quando foi informado da explosão na parte fabril da Cooperativa. Infelizmente, o acidente vitimou dois funcionários da Cocamar. Sergio Moro lamentou o acidente, prestou solidariedade ao corpo funcional e suspendeu a agenda de visitação”.
O Produto Interno Bruto cresceu 4,6% em 2021 frente ao ano anterior e totalizou 8,7 trilhões de reais, segundo o IBGE. Esse avanço recuperou as perdas de 2020, quando a economia brasileira encolheu 3,9% devido à pandemia da covid-19. O Banco Central projetava alta de 4,4% do PIB em 2021. Mais otimista, o Ministério da Economia trabalhava com um percentual de 5,1%.
Houve variações positivas na Indústria, de 4,5%, e em Serviços, 4,7%. Já o setor de Agropecuária, por outro lado, recuou 0,2% em decorrência da estiagem prolongada e de geadas.
O PIB per capita alcançou R$ 40.688,1, um avanço real de 3,9% ante o ano anterior e a taxa de investimento em 2021 foi de 19,2% do PIB, acima dos 16,6% no ano anterior. Já a taxa de poupança foi de 17,4%, contra 14,7% em 2020.
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aprovou hoje (3) ajuste no calendário eleitoral e nos procedimentos de fiscalização das eleições de 2022. Entre os ajustes aprovados está o que regulamenta o prazo de até 31 de maio para o registro das federações partidárias junto à corte eleitoral.
A resolução aprovada pela corte nesta quinta-feira (3) ajustou o calendário eleitoral a uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), de fevereiro, que validou as federações e estabeleceu o prazo de 31 de maio para que as federações obtenham o registro de seu estatuto junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Antes, uma decisão do ministro Luís Roberto Barroso havia estabelecido o dia 1º de março como data final para o registro.
A decisão do STF estabeleceu que, para participar das eleições, as federações devem estar constituídas como pessoa jurídica e obter o registro do estatuto perante o TSE no mesmo prazo aplicável aos partidos políticos. Entretanto, o tribunal decidiu que poderão participar nas eleições deste ano as federações que preencham tais condições até 31 de maio.
A Corte também aprovou uma resolução para dar visibilidade às eleições de 2022, aos procedimentos relacionados à totalização dos votos no processo eleitoral. A medida autoriza o acesso, a quem estiver interessado, a boletins de urna e tabelas de correspondência encaminhados para a totalização ao longo de todo o período de recebimento, no dia de votação. Antes, o prazo era de três dias após o fechamento das urnas.
Também foram aprovadas mudanças nos procedimentos de fiscalização e auditoria do sistema eletrônico de votação. A Corte ampliou de 3% para 6% o percentual de verificação por amostragem das urnas eletrônicas escolhidas por representantes das entidades que atuam como fiscalizadoras das eleições.
A auditoria ou teste de integridade é um procedimento para testar a segurança na captação e contagem do voto pela urna eletrônica. Realizado na véspera das eleições, a auditoria consiste na realização de uma votação paralela à votação oficial com o propósito de comprovar que o voto recebido/digitado é exatamente aquele que será contabilizado.
Segundo o presidente do TSE, ministro Edson Fachin, a ampliação na amostragem desse procedimento visa “fornecer a máxima fiscalização e transparência no processo eleitoral”.
O novo diretor-geral da Polícia Federal, Márcio Nunes de Oliveira, deve trocar o delegado que comanda a área responsável por investigar políticos e integrantes do crime organizado, a Diretoria de Investigação e Combate ao Crime Organizado (Dicor). Ele também pretende promover alterações em outras cadeiras da cúpula da instituição. Na quarta-feira (2), Márcio Nunes passou o dia reunido com os atuais diretores e lhes informou sobre mudanças que faria no órgão.
O setor onde tramitam inquéritos de políticos estava sob o comando do delegado Luís Flávio Zampronha, que tem no currículo participação em investigações de combate à corrupção, como o escândalo do Mensalão, por exemplo. A Dicor é considerada um dos postos mais sensíveis dentre as diretorias da PF, justamente pela sua área de atuação.
O nome mais cotado para substituir Zampronha é do superintendente da PF no Ceará, Rodrigo Pellim. Ele já atuou no Mato Grosso do Sul na repressão ao tráfico de armas e drogas e foi superintendente em outros estados, como Rondônia e Rio Grande do Norte. Nos bastidores, Pellim é considerado um delegado respeitado.
Dentro da estrutura da Dicor funciona a Coordenação de Inquéritos (Cinq), responsável por todas investigações que tramitam no Supremo Tribunal Federal e Superior Tribunal de Justiça contra políticos com foro privilegiado, como o próprio presidente Jair Bolsonaro e aliados seus. O Cinq atualmente é coordenado pelo delegado Leopoldo Soares Lacerda. Segundo integrantes da PF, ainda não houve definição sobre a permanência dele no posto.
A Diretoria de Inteligência Policial (DIP), comandada pelo delegado Rodrigo Carneiro Gomes, também deve passar por mudanças. O setor é estratégico por ser responsável pelas investigações a ataques de hackeres a diversas instituições, entre elas o STF. Também cabe à área produzir relatórios de inteligência destinados ao diretor-geral da PF e a órgãos do governo federal.
Deve ser escolhido para o posto o delegado Alessandro Moretti, atual diretor da Tecnologia da Informação e Inovação da PF. Ele havia trabalhado com o ministro da Justiça, Anderson Torres, no período em que Torres era secretário de Segurança Pública do Distrito Federal.
Essas trocas são comuns quando há uma mudança na direção-geral da PF, principalmente nos cargos mais sensíveis. Mas o novo diretor-geral também sinalizou que deve manter parte dos atuais diretores e superintendentes. Como ele está assumindo o cargo agora, em março, portanto, a menos de um ano do fim do governo, há uma avaliação interna de que o comando da PF pode ser novamente trocado em janeiro, a depender do resultado das eleições.
Nunes foi nomeado ao cargo na última sexta-feira, por uma decisão do ministro da Justiça, que resolveu exonerar do posto o então diretor-geral da corporação, Paulo Maiurino, nomeado para o cargo em abril do ano passado. Por questões burocráticas, Nunes ainda não tomou posse e, durante esta semana, deverá continuar despachando do Ministério da Justiça, onde ocupava o posto de secretário-executivo de Anderson Torres. A previsão é que Nunes tome seja empossado na semana que vem, mas ele deve definir os principais nomes de sua gestão até sexta-feira (4).
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