Brasil

MARIO SABINO: Lula joga 58,2 milhões de brasileiros no campo do autoritarismo

Leia o discurso de Lula ao ser diplomado presidente da República pelo TSE -  Politica - Estado de Minas
O discurso de Lula na cerimônia de diplomação colocou no campo do autoritarismo, do ódio e da mentira 58,2 milhões de brasileiros que votaram em Jair Bolsonaro no segundo turno. O presidente eleito disse que “essa não foi uma eleição entre candidatos de partidos políticos com programas distintos. Foi a disputa entre duas visões de mundo e de governo. De um lado, o projeto de reconstrução do país, com ampla participação popular. De outro lado, um projeto de destruição do país ancorado no poder econômico e numa indústria de mentiras e calúnias jamais vista ao longo da nossa história”.

Ele também afirmou que “o resultado destas eleições não foi apenas a vitória de um candidato ou de um partido”. Foi a vitória de “uma verdadeira frente ampla contra o autoritarismo”.

A julgar pelas palavras de Lula, portanto, os cidadãos que votaram em Jair Bolsonaro, quase metade do eleitorado, ou aderiram conscientemente a um projeto de destruição da democracia, ou foram enganados por uma máquina de fabricação de notícias falsas. Todos, sem exceção. A minoria lunática que pede golpe militar na frente de quartéis seria, imagina-se, apenas a ponta de um iceberg ditatorial.

Como Lula pretende evitar que tanta gente perversa ou crédula volte a ameaçar a democracia? Afirmou o presidente eleito: “O combate precisa se dar nas trincheiras da governança global, por meio de tecnologias avançadas e de uma legislação internacional mais dura e eficiente. Que fique bem claro: jamais renunciaremos à defesa da liberdade de expressão, mas defenderemos até fim o livre acesso à informação de qualidade, sem mentiras e manipulações que levam ao ódio e à violência política”.

Fica combinado, então: todo mundo que votou contra Lula é do mal ou idiota. E serão o petista e os seus amigos internacionais (Nicolás Maduro e Daniel Ortega farão parte da turma?) que definirão o que é informação de qualidade, a fim de preservar a liberdade.

No mundo do nós contra eles criado pelo PT, Lula faz sorrindo o que você não pede chorando.

Metrópoles

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Presidente volta ao cercadinho para ouvir “fica, Bolsonaro”

Presidente volta ao cercadinho para ouvir “fica, Bolsonaro”
Jair Bolsonaro foi nesta segunda-feira (12), novamente, ao espelho d’água do Palácio da Alvorada, improvisado como um “megacercadinho” para seus apoiadores. O encontro se deu horas depois de Lula ser diplomado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) como vencedor das eleições — e horas depois de um forte discurso de Alexandre de Moraes.

Dessa vez, o presidente acompanhou o sermão de um padre aos manifestantes. Bolsonaro estava acompanhado de crianças. Antes, os manifestantes gritaram “fica, Bolsonaro”, uma mensagem impraticável que também apareceu em faixas pela cidade.

Assim como no domingo, quando orou com manifestantes, Bolsonaro manteve-se calado. Desde novembro, ele só falou uma vez, na última sexta-feira (9).

O antagonista

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Bolsa cai e dólar sobe com receio de mudanças na Lei de Estatais

Como investir na bolsa de valores? (B3) | Foregon
O Ibovespa, principal índice da B3 (Bolsa de Valores de São Paulo), chegou a cair 3,39% nesta 2ª feira (12.dez.2022) em meio aos rumores de mudanças ou revogação da Lei das Estatais. Às 12h30, tinha queda de 2,62%, aos 108.830 pontos. A cotação do dólar comercial, por sua vez, subia 1,78%, aos R$ 5,34.

O índice chegou a 103.877 pontos na mínima do dia. Esse é o menor patamar desde agosto de 2022. O Ibovespa está sendo negociado na contramão dos principais mercados dos Estados Unidos. O Dow Jones tinha alta de 0,52%. O S&P 500 avançava 0,29%.

Bolsa cai e dólar sobe com receio de mudanças na Lei de Estatais

O Ibovespa fechou a semana anterior aos 107.519 pontos, enquanto o dólar encerrou aos R$ 5,25. O mercado financeiro reage a rumores de que o governo eleito de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fará mudanças na Lei de Estatais, sancionada em 2016 durante o governo Michel Temer.

A regra foi criada no pós-Operação Lava Jato. A legislação tenta blindar as empresas de interferências políticas. Impediu que pessoas que disputaram as eleições nos 36 meses anteriores fossem nomeadas para a diretoria e conselhos das companhias. Também exige a indicação de uma pessoa técnica com experiência no mercado de petróleo para comandar a Petrobras, por exemplo.

O presidente eleito pretende nomear o senador Jean Paul Prates (PT-RN) ou o coordenador do governo de transição Aloizio Mercadante à presidência da Petrobras. As ações preferenciais da estatal chegaram a cair mais de 5% hoje, (12). As ações do Banco do Brasil recuavam 3,89% às 12h30.

A deputada federal e presidente do PT, Gleisi Hoffmann, já defendeu publicamente mudanças na Lei das Estatais em junho de 2022. “Nós concordamos em mudar a Lei das Estatais. Se o Lira quiser, se o deputado Lira quiser trazer a Lei das Estatais, nós concordamos”, disse.

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Lula defende regulação das plataformas digitais em diplomação no TSE

Diplomação de Lula: confira na íntegra o discurso
Durante discurso na cerimônia de diplomação nesta segunda-feira (12), o presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) falou sobre a necessidade de uma legislação internacional mais dura para combater a desinformação nas plataformas digitais.

Ele defendeu que o combate a desinformação seja feito através de tecnologias avançadas e de uma legislação internacional mais dura e eficiente, convocando ações da governança global.

O presidente eleito também ressaltou que a intenção não é renunciar à defesa da liberdade de expressão, mas defender o acesso à informação de qualidade. “Sem mentiras e manipulações que levam ao ódio e à violência política”, disse.

CNN

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Lula chora ao falar da falta de diploma universitário

Lula: “Diploma é do povo desse Brasil para voltar a viver em uma democracia”
Em discurso após a diplomação, Lula chorou ao lembrar da falta de diploma universitário.

“Na minha primeira diplomação, lembrei da ousadia do povo brasileiro em conceder, para alguém tantas vezes questionado por não ter diploma universitário.”

Com a voz embargada, Lula interrompeu o discurso e foi aplaudido pelos apoiadores.

“Farei todos os esforços que assumi durante toda uma vida, fazer do Brasil um país mais desenvolvido e mais justo, com garantia de dignidade principalmente para as pessoas mais necessitadas”, acrescentou o petista.

O antagonista

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Brasil

AGORA: TSE realiza diplomação de Lula e Alckmin; Acompanhe ao vivo

Serão diplomados o presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva, e o vice eleito, Geraldo José Rodrigues Alckmin Filho.

A diplomação é uma cerimônia organizada pela Justiça Eleitoral para formalizar a escolha do eleito pela maioria das brasileiras e dos brasileiros nas urnas.

Durante o evento, que marca o encerramento do processo eleitoral, serão entregues os respectivos diplomas assinados pelo presidente do TSE, ministro Alexandre de Moraes. Com o ato, candidatos eleitos se habilitam ao exercício do mandato.

A entrega dos documentos acontece após o término do pleito, a apuração dos votos e o vencimento dos prazos de questionamento e de processamento do resultado da votação.

Programação:

A cerimônia começa com a execução do Hino Nacional pela Fanfarra do 1º Regimento de Cavalaria de Guardas (1º RCG), os Dragões da Independência, que será regida pelo 2º tenente Cláudio Márcio Araújo da Luz.

Após isso, o presidente do TSE entregará os diplomas ao presidente da República eleito e ao vice.

Depois, o presidente diplomado profere seu discurso. Em seguida, o ministro Alexandre de Moraes também fará um breve discurso antes de encerrar a sessão solene.

Cerca de mil pessoas foram convidadas a assistir à solenidade de diplomação.

Blog do BG PB com TSE

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Brasil

Filha de Pelé deixa EUA e antecipa retorno ao Brasil para acompanhar tratamento do pai

Kely Nascimento, uma das filhas de Pelé, deixou os Estados Unidos, onde vive, para acompanhar o tratamento do pai no Brasil. Na manhã desta segunda-feira, 12, ela utilizou o Instagram para afirmar que já está no Hospital Albert Einstein, em São Paulo, onde o Rei do Futebol está internado desde 29 de novembro – de acordo com os médicos, a lenda do esporte está passando por uma reavaliação da terapia quimioterápica de um câncer no cólon e tratando de uma infecção respiratória.

Através do “Stories”, Kely compartilhou um registro de carinho ao aparecer repousando sua mão sobre a do pai. Em outra postagem, mostrou um pouco do quarto e celebrou a possibilidade de poder trabalhar enquanto faz companhia ao ídolo nacional. A chegada de Kely, por outro lado, é inesperada. No final do mês passado, ela tranquilizou os fãs do tricampeão do mundo com a Canarinho e afirmou que só retornaria ao país-natal no Ano Novo.

No último boletim médico divulgado pelo Albert Einstein, divulgado na terça-feira passada, 6, o hospital afirmou que Pelé tem “melhora progressiva do estado geral”. Segundo os médicos que assinam o texto, o ex-jogador de 82 anos encontra-se em quarto comum “com sinais vitais e estáveis” e não teve novas intercorrências. Nas redes sociais, a equipe de comunicação está usando o perfil do Rei para falar sobre a Copa do Mundo. Na última sexta-feira, por exemplo, a página lamentou a eliminação da seleção brasileira nas quartas de final diante da Croácia. Até o momento, não há uma previsão de quando Pelé deixará o hospital.

Jovem Pan

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Brasil

SAFRA RECORDE: IBGE prevê alta de 11,8% na produção do agronegócio para 2023

https://www.blogdobgpb.com.br/wp-content/uploads/2022/12/35815768.095102.jpg

Apesar das adversidades causadas pela seca, pandemia, preço do dólar, guerra na Ucrânia e aumento do valor dos insumos, o agronegócio brasileiro se manteve resiliente e tem expectativa para uma safra recorde no próximo ano. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) prevê uma safra de 293,6 milhões de toneladas para 2023, o que representa um avanço de 11,8% sobre 2022 na projeção para grãos, cereais, leguminosas e oleaginosas.

Em entrevista à Jovem Pan News, a empresária do setor, Carol Curimbaba, analisou o contexto da produção nacional: “Apesar de tudo isso, que a gente sabe como é duro empreender no campo aqui no Brasil, em qualquer lugar do mundo, mas no Brasil a gene sabe como é difícil. Mesmo assim, vai ser um ano bom, com muitas adversidades, mas um ano bom para o agronegócio. E uma expectativa melhor ainda para 2023”. Vale destacar que, em 2022, a inflação dos alimentos chegou na mesa dos brasileiros e impulsionou o IPCA ao lado dos combustíveis.

“A gente acredita que os preços vão ficar relativamente altos, por toda a crise mundial que vem forte. Os grandes países que não viam inflação há décadas, Estados Unidos e Europa, estão vendo uma inflação forte. A gente pode perceber nesse último ano e a gente acredita que ela vai se manter. Os juros vão continuar altos, o dólar também com certa volatilidade. A guerra não está dando muito sinal de que vai acabar. Em um mundo tão incerto assim, o Brasil conseguiu segurar as pontas. Foi uma força-tarefa do público e do privado juntos segurando as pontas, especialmente do setor produtivo e do setor do agronegócio”, analisou Curimbaba.

O impacto das variantes negativas foi sentido por muitos produtores que têm dificuldades para manter suas culturas no campo, como explicou o economista e professor do Mackenzie, Hugo Garbe: “Quando a gente fala de agronegócio no Brasil, a gente tem grandes players, mas o crédito para o agronegócio ele é ainda muito complicado no Brasil. Eu vejo que o mercado financeiro, ainda em 2022, não entendeu direito como é que funciona o agronegócio brasileiro. Entrando no dia a dia desse produtores rurais, crédito com prazo safra, ou seja, o cidadão planta milho e ele tem que ter um crédito que acompanhe o prazo da safra dele, que são nove meses a um ano. A pouco tempo a gente foi ter esse tipo de crédito no Brasil, que atenda definitivamente os produtores rurais. Muita gente passou apertado e ainda está sofrendo consequências ou quebrou”.

A respeito do ambiente desfavorável nos Estados Unidos e Europa, em 2023, Garbe destaca o impacto no Brasil: “Em uma crise econômica na Europa, Estados Unidos ou qualquer lugar do mundo, as famílias, que são os consumidores finais, vao deixar de consumir bens de produção de consumo. Ou seja, geladeira, carro e afins. O agronegócio não. Ou seja, a alimentação, de uma forma geral, é o último item a ser substituído pelas famílias. A não ser que a gente tenha uma crise muito profunda em termos globais, o que não é provável. É provável que a gente tenha uma recessão nos Estados Unidos e na Europa também, mas nada muito profundo”.

Jovem Pan

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Brasil

Diplomação de Lula vai ser marcada por protestos nesta segunda

Está marcada para esta segunda-feira, 12, a diplomação de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) como presidente da República entre 2023 e 2026. A cerimônia será realizada na sede do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em Brasília, às 14h. Além de Lula, haverá um discurso de Alexandre de Moraes, que preside o tribunal.

As forças de segurança já estão em alerta para a realização de protestos em frente ao prédio da Justiça Eleitoral, localizado na Praça dos Tribunais. Pelas redes sociais — sobretudo o Twitter e o WhatsApp —, manifestantes que não concordam com o processo eleitoral estão convocando um ato em frente ao TSE. “O ladrão não sobe a rampa”, “o Brasil foi roubado” e “o poder emana do povo” foram as frases mais comuns nos cartazes daqueles que rejeitam Lula como presidente devido às condenações derivadas da Operação Lava Jato, posteriormente anuladas pelo Superior Tribunal Federal (STF)

Além disso, os protestantes acreditam que o TSE prejudicou a candidatura de Jair Bolsonaro (PL) para favorecer Lula nas eleições e não conduziu o pleito de forma transparante. O tribunal nega: “É possível fazer a checagem detalhada da votação por seção eleitoral a partir dos números disponíveis no Portal de Dados Abertos (PDA). As informações podem ser obtidas acessando dados específicos da disputa pelo cargo requerido para a pesquisa”.

Sobre a reclamação de fraude na contabilização de votos, motivada porque determinadas seções eleitorais teriam registrado apenas votos para um único candidato, o TSE disse ser comum a convergência em algumas comunidades, como áreas quilombolas.

Os protestos contra a condução das eleições no Brasil começaram em 30 de outubro, após Lula ter sido declarado eleito. Naquela noite, caminhoneiros começaram a bloquear rodovias em todo país. Após Bolsonaro pedir a garantia do direito de ir e vir, em sua primeira manifestação após a derrota nas urnas, ganharam força os atos em frente aos quartéis.

“As manifestações pacíficas sempre serão bem-vindas, mas os nossos métodos não podem ser os da esquerda, que sempre prejudicaram a população, como invasão de propriedades, destruição de patrimônio e cerceamento do direito de ir e vir”, disse o atual presidente, no dia 1º de novembro. No dia seguinte, feriado de Finados, diversas capitais registraram atos em frente a bases militares.

Até hoje há manifestantes acampados, pedindo “socorro” às Forças Armadas para a anulação das eleições. Neste sábado, 10, um protesto na Esplanada dos Ministérios cobrou uma atitude dos militares.

Jovem Pan

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Brasil

Mercado “dá de ombros” para nomeação de Haddad e mira segundo escalão

Na última sexta-feira (9/12), dia em que o futuro presidente Luiz Inácio Lula da Silva confirmou que Fernando Haddad será o chefe do ministério da Fazenda, a Bolsa teve uma reação um tanto “blasé”. O Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores, subiu 0,25%, sem muito ânimo, mas muito longe da reação catastrófica que alguns esperavam.

A verdade é que o fator Haddad já havia sido colocado na conta pelo mercado. Desde que Lula foi eleito, no final de outubro, a Bolsa caiu 6% e o dólar avançou 2%. Boa parte do pessimismo em ter um ministro de perfil político (e não técnico) na Fazenda já havia sido “precificada”, como o mercado costuma dizer.

Porém, o “dar de ombros” dos investidores no dia em que Lula cravou Haddad na Fazenda tem outra razão, segundo analistas ouvidos pelo Metrópoles. Uma vez que está líquido e certo que o próximo presidente optou por escolher um chefe de ministério político, o fio de esperança do mercado é que Haddad escolha um corpo técnico para acompanhá-lo.

“É claro que o mercado não vai reagir bem à confirmação de um nome político na Fazenda, mas o que era para ser precificado já foi. Agora, se houver a nomeação de nomes mais técnicos para o segundo escalão da Fazenda, podemos ter uma reação positiva”, diz Edmar de Oliveira, da corretora One Investimentos.

Metrópoles

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