Brasil

FERNANDO SABINO: Fernando Haddad não tem plano e não manda nada


Foto: Rafaela Felicciano/Metrópoles

Na posse de Fernando Haddad como ministro da Fazenda, ontem, a locutora usou a linguagem neutra. Cumprimentou a “todos, todas e todes”. Comovente. Enquanto o PT fazia a sua revolução na linguagem oficial, o mercado revirava o estômago dos investidores, com as ações derretendo na bolsa brasileira, em especial as das Petrobras — que, ontem também, foi retirada por uma canetada de Lula, no Diário Oficial da União, da lista de empresas a serem desestatizadas, assim como os Correios e outras pérolas do estatismo brasileiro. A sinceridade presidencial na definição do teto de gastos como “estupidez” não deixa margem a qualquer dúvida sobre o iminente bundalelê econômico, que teve apenas o seu prenúncio com a aprovação da CPI do Estouro ou da Gastança, escolha você o nome.

O mercado vai precificar o bundalelê, porque, como não canso de repetir, está precificando até perna quebrada. Lula conta com tal inevitabilidade para seguir adiante no seu trabalho de demolição da responsabilidade fiscal e de agigantamento do estado. Para ele, companheiro, o mercado é como papel: aceita tudo. Mas precificar, veja só, não significa confiar. Se a coisa não descamba para uma Venezuela, o mercado faz como mulher traída, que resolve permanecer casada por conveniência, sem beijo na boca e votos de amor eterno. Ou seja, seguiremos atraindo menos investimentos duradouros do que poderíamos, para ficar jogando o caxangá com os especuladores financeiros.

O prazo de Haddad para substituir teto de gastos pelo novo arcabouço fiscal

Conversa chata, eu sei, está todo mundo mais interessado no hoje é um novo dia de um novo tempo que começou. Mas já termino, rapaziada. Vocês querem a ilusão, eu lhes dou a verdade, modestamente. Quem comanda o bundalelê não é o ministro da Fazenda, porque não existe ministro da Fazenda. Fernando Haddad é só o que sempre foi: poste. O timoneiro na economia é Lula e a sua imediata é Gleisi Hoffmann.

Na posse, Fernando Haddad, coitado, ficou na defensiva diante de todos, todas e todes. Como registrou o Estadão: “O ministro continua usando frases de efeito sobre responsabilidade fiscal e ajuste robusto para cobrir o rombo, boas para manchetes dos jornais, mas que, diante da ausência de detalhamentos, acabam caindo num vazio perigoso”. O vazio é, além de perigoso, ululante: ele não tem plano nenhum, para além desse trololó aí.

Fernando Haddad não tem plano, apenas vagas intenções, e não manda nada, desenhemos. Logo depois de consumada a posse na presidência da República, Lula assinou a Medida Provisória que prorroga a desoneração de impostos federais sobre os combustíveis — por mais um ano para o diesel e por mais dois meses para a gasolina. Deixou Fernando Haddad com cara de palhaço, já que ele era contra sangrar os cofres do governo dessa maneira (pois é, Haddad, o previdente).

Numa conta feita para o Metrópoles, a perda será de 25 bilhões de reais. Gleisi Hoffmann, a imediata imediatista da política, ganhou a parada, ecoando o argumento de que Lula não poderia aumentar o preço dos combustíveis na sua chegada ao Palácio do Planalto. Agora basta explicar que temos a desoneração do mal, de Jair Bolsonaro, e a desoneração do bem, de Lula. Tudo muito auspicioso.

Vamos precificando até quando der, amigos, amigas e amigues.

Metrópoles

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PSDB acusa ator petista da Globo de homofobia contra Eduardo Leite

O ator José de Abreu foi acusado de homofobia por publicar nas redes sociais que “não consegue entender gay de direita. Parece um contrasenso”, em referência ao governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB).

O artista escreveu a frase em resposta a um vídeo republicado pela atriz Minka Lins do momento em que Leite agradeceu ao namorado durante a posse, realizada neste domingo (1°). Lins havia dito que a situação era “muito importante”.

O PSDB, partido do governador, respondeu também pelas redes sociais: “homofobia é crime”. Em nota, a sigla afirmou que não pretende tomar medidas jurídicas “por enquanto”.

A assessoria do ator não comentou o caso até o momento.

BG com informações da CNN Brasil

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MDB, PSD e PP cogitam reverter MP de Lula que extingue a Funasa; órgão é disputado na PB

Servidores da Funasa poderão receber R$ 9 mil cada um em atrasados da  gratificação de campo - Servidor Público - Extra Online
Integrantes de MDB, PSD e PP trocaram impressões, nesta segunda (2), sobre a medida provisória assinada por Lula que extingue a Funasa – responsável por combate a doenças nos municípios e saneamento básico. Ameaçam uma rebelião para alterar o texto, que agora tramita no Congresso, para evitar o fim do órgão.

A Funasa emprega aliados, havia se tornado destino certo de emendas parlamentares e foi prometida ao MDB do Senado, segundo relatos.

A MP tem validade imediata, mas a extinção passa a valer a partir de 24 de janeiro. O texto também precisa ser aprovada pelo Congresso Nacional para não perder a validade.

As competências do órgão serão transferidas para o Ministério da Saúde, no que se refere ao exercício de atividades relacionadas à vigilância em saúde e ambiente, e para o Ministério das Cidades, quanto ao exercício das demais atividades.

A medida provisória foi publicada em edição extra no “Diário Oficial da União” desta segunda-feira (2).

Na Paraíba, a Funasa era comandada pela ex-prefeita de Pilar, Virgínia Veloso, mãe da senadora Daniella Ribeiro (PSD) e do deputado federal Aguinaldo Ribeiro (PP).

A Funasa é uma fundação pública e foi criada em 1990. As ações da Fsesp e da Sucam consistiam no trabalho de prevenção e combate à doenças, na educação em saúde, na atenção à saúde de populações carentes, sobretudo aquelas do Norte e Nordeste, no saneamento básico e no combate e controle de endemias, além da pesquisa científica e tecnológica voltadas para a saúde.

Com informações da Folha de SP

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VÍDEO: Velório de Pelé em Santos é encerrado; corpo deixa Vila Belmiro sob aplauso de fãs


Após 24 horas de velório, o corpo de Pelé segue em cortejo pela cidade de Santos. O caixão deixou a Vila Belmiro, estádio do Santos, por volta das 10h, e passará pelo Canal 2, na Avenida Bernardino de Campos. O carro vai contornar a orla até a Avenida Joaquim Montenegro, o Canal 6, a Ponta da Praia, perto de onde mora dona Celeste, mãe de Pelé, que tem 100 anos.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi o velório na manhã desta terça. Ele chegou por volta das 9h e ficou durante 20 minutos no local. Estava acompanhado da esposa Rosângela Silva, Janja. Após prestar condolências aos familiares, o petista deixou o estádio da Vila Belmiro.

Fãs aplaudiram a saída do caixão da Vila Belmiro. O corpo do Rei do futebol será sepultado no cemitério vertical Memorial Necrópole Ecumênica.

Metrópoles

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Rui Costa afirma que Lula pode disputar reeleição em 2026

Novo governo Lula terá 37 ministérios, anuncia Rui Costa – Política –  CartaCapital

Embora o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tenha dito diversas vezes na campanha eleitoral que não disputaria um novo mandato, o recém-empossado ministro Rui Costa, da Casa Civil, afirmou na noite desta segunda-feira que considera a possibilidade de o chefe tentar a reeleição.

O ministro é um dos mais fiéis aliados do presidente Lula. A declaração foi feita ao programa Roda Viva, da TV Cultura:

— Vocês estão partindo de um fato consumado de que o Lula não irá disputar a eleição (…). Eu não parto desse fato consumado.

Em seguida, ao ser cobrado pelos jornalistas da bancada do Roda Viva sobre a promessa de Lula de não voltar a concorrer a um mandato, Costa tentou desconversar, mas acabou reafirmando a possibilidade de o petista não deixar o poder em 2026.

— Lula falou de coração considerando a sua trajetória e a volta dele pra consolidar a democracia. Mas, se tudo der certo, faremos um governo exitoso. E se Lula continuar com energia e o tesão de 20 anos, quem sabe ele faça um novo mandato.

O Globo

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Decreto diminui de 60 para 3 quantidade de armas de fogo por pessoa

Decreto diminui de 60 para 3 quantidade de armas de fogo por pessoa - Sugestão de Pauta

O decreto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) que cria restrições para a compra e venda de armas de fogo diminuiu a quantidade de espingardas, rifles, carabinas, revólveres e pistolas que cada civil pode ter em casa.

Na legislação criada no governo Jair Bolsonaro (PL), era possível para cada pessoa ter até 60 armas de fogo, sendo 30 de calibre restrito. O decreto de Lula permite apenas três armas para cada pessoa. Policiais e militares não estão incluídos nessa parte do decreto e podem continuar a portarem mais armas de fogo.

O decreto de Lula, publicado nesta segunda-feira (2/1), também diminui o total de munições permitidas por armamento anualmente, caindo de 5 mil para 600, no caso dos Colecionadores, Atiradores e Caçadores (CACs).

O decreto não especifica em seu texto se a permissão de apenas três armas vale para armas cadastradas no Exército ou na Polícia Federal (PF).

No entanto, durante coletiva para a imprensa no Palácio da Justiça, o novo ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, afirmou que o limite de três armas vale para todas as categorias.

Isso significa que os CACs só poderão comprar três armas a partir de agora, enquanto antes podiam comprar até 60. “Quem já tem um acervo (maior que três armas) vai continuar, por enquanto”, explicou Dino.

Metrópoles

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Wellington Dias diz que irá reformular Auxílio Brasil

Há indícios de grandes irregularidades' em cadastro do Bolsa Família, diz novo ministro | Economia | O Globo
O ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias (PT), anunciou que vai propor uma reformulação do Auxílio Brasil (que deve voltar a se chamar Bolsa Família) e promover a atualização do Cadastro Único, base de dados que reúne informações de beneficiários de programas sociais.

Em seu discurso de posse, na tarde desta segunda-feira (2), Dias evitou usar o termo “pente-fino” ao anunciar a atualização do cadastro e disse que o benefício continuará sendo pago àqueles que se enquadram nos critérios.

O ministro afirmou ainda que a pasta vai buscar a “dosagem certa” no redesenho do principal programa de transferência de renda do país. “Sim, vamos reformular, com muito diálogo, o Bolsa Família, e sei que na situação em que se encontra não será tarefa simples. Mas com diálogo e pactuação encontraremos a dosagem certa”, afirmou.

Como mostrou a Folha de S.Paulo, o grupo técnico de transição do Desenvolvimento Social recomendou a reestruturação do Auxílio Brasil para retomar o critério que considera o número de integrantes da família no cálculo do valor do benefício.

O objetivo é corrigir a distorção provocada pelo pagamento mínimo de R$ 600 por família, que acaba incentivando a divisão artificial dos cadastros e, consequentemente, a inclusão indevida de beneficiários. As considerações constam no relatório final do grupo e serão incorporadas por Dias nas discussões do ministério.

Até a conclusão do novo desenho, porém, os pagamentos seguem nos moldes atuais. Nesta segunda, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) publicou uma medida provisória para manter o valor mínimo de R$ 600 para as famílias beneficiárias do Auxílio Brasil. Oficialmente, o nome do programa ainda não foi alterado.

FolhaSP

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“Vocês ouviram Lula falar em combater a corrupção nos discursos?”, questiona Sergio Moro

Moro cobra Lula por não ter citado combate à corrupção na posse

Em 3 discursos públicos no dia de sua posse como presidente, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) usou 5.904 palavras. Em nenhum momento citou as expressões “corrupção” ou “combate à corrupção”.

Essa ausência foi cobrada pelo ex-juiz federal e agora senador eleito pelo Paraná, Sergio Moro (União Brasil).

Moro usou as redes sociais para criticar o discurso de posse do presidente Lula. “Não quero atrapalhar a festa, mas, em algum momento, vocês ouviram Lula falar em combater a corrupção nos seus discursos de ontem?”, perguntou.

Blog do BG

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Governo Lula quer que empresas condenadas na Lava Jato quitem dívidas com obras

Ao tomar posse, Rui Costa faz aceno ao agro e sugere 'projeto coletivo' com  setor produtivo | Política | Valor Econômico
Rui Costa, o novo ministro-chefe da Casa Civil, disse à GloboNews nesta segunda (2) que o governo Lula trabalhará para que empresas condenadas pela Lava Jato possam pagar suas dívidas fazendo obras públicas.

Segundo Costa, a empresa que optar por aderir ao programa poderá quitar o débito com a construção de um hospital ou uma escola —e caberia ao Executivo, hoje chefiado por um ex-condenado pela operação, indicar quais obras seriam beneficiadas.

“Com isso nós podemos acelerar [obras] sem depender do orçamento direto da União, porque são recursos que não estão lançados no orçamento e que poderiam vir para essas obras rapidamente por serem executadas pelas próprias empresas devedoras, fruto dos acordos de leniência”, acrescentou Costa.

O antagonista

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Flávio Dino assume Justiça, dá recados a bolsonaristas e promete investigar morte de Marielle

Flávio Dino: 'Posse de Lula vai ser reavaliada'

O ex-governador do Maranhão Flávio Dino (PSB), 54, foi empossado na tarde desta segunda-feira (2) como ministro da Justiça do terceiro mandato de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) como presidente da República.

O novo ministro fez um discurso com vários recados a bolsonaristas e manifestantes que atuam em atos antidemocráticos.

Ele começou sua fala cumprimentando a presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), a ministra Rosa Weber, e fazendo uma alusão aos embates entre o governo Jair Bolsonaro (PL) e o Judiciário.

Segundo o novo ministro, foi o Judiciário brasileiro que “garantiu o Estado democrático de Direito em uma hora tão difícil”.

Em seguida, o ministro agradeceu ao presidente Lula e abordou as ameaças anteriores à posse de que o petista não subiria a rampa do Palácio do Planalto.

 

“Subiu a rampa e de lá governa a nossa nação. Lamento muito por todos que apostaram contra e hoje estão pagando a aposta”, afirmou.

O novo ministro ainda citou os atos antidemocráticos, defendeu ponderação na atuação, mas sem “fechar os olhos em relação ao que aconteceu”.

Nesse momento, o ministro afirmou que atos terroristas e crimes contra o Estado democrático de Direito são “crimes políticos gravíssimos”.

O momento em que foi mais aplaudido foi quando abordou uma promessa à família de Marielle Franco de que a Polícia Federal irá apurar quem matou e quem mandou matar a vereadora —o crime ocorreu em 2018.

Durante a cerimônia também foram apresentados os integrantes da equipe do Ministério da Justiça.

Para o comando da PF, Dino tomou posse o delegado Andrei Rodrigues, responsável pela coordenação da segurança de Lula durante a campanha eleitoral e a posse.

Sobre a escolha de Andrei, embora o delegado tenha um histórico de proximidade com o PT —ele foi da segurança de Dilma Rousseff em 2010 e indicado para coordenar a segurança na Copa do Mundo e Olimpíadas do Brasil—, o ministro afirmou em entrevista à Folha que a escolha foi dele.

“Poderia haver a crítica se tivesse sido o Lula que colocou o Andrei. Eu volto a te dizer que não foi o Lula que indicou, quem indicou fui eu. Acho que ele preenche os critérios e estou muito feliz com a escolha.”

Também tomaram posse os secretários escolhidos por Dino. Entre eles, Martha Rodrigues de Assis Machado na Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas, Tadeu Alencar na Secretaria Nacional de Segurança Pública, Elias Vaz, na Secretaria Nacional de Assuntos Legislativos, Augusto Arruda Botelho na Secretaria Nacional de Justiça e Rafael Velasco Brandani na Secretaria Nacional de Políticas Penais.

Brandani foi escolhido após a reação de aliados do PT por causa da indicação do coronel Nivaldo César Restivo para o posto. O militar teve envolvimento no massacre do Carandiru.

O agora ministro também teve que recuar na nomeação do futuro diretor-geral da PRF. Após o nome escolhido por ele, o do policial Edmar Camata, ser apontado como entusiasta da Lava Jato e do ex-juiz Sergio Moro, Dino indicou Antonio Fernando Oliveira.

O novo ministro já disse à Folha que pretende fazer um redesenho da força de segurança. A intenção é revogar, por exemplo, a portaria que ampliou os poderes da PRF.

Dino tem como pontos prioritários da nova gestão o fortalecimento da atuação na floresta Amazônica, combate ao crime cibernético e o controle de armas. Já nesta segunda-feira (2) foi publicado decreto que inicia a política de controle de armas.

Uma das medidas também defendida por Dino é o recadastramento de todas as armas do país em até 60 dias na Polícia Federal, independentemente se a arma possui registro no Sigma (Sistema de Gerenciamento Militar de Armas), do Exército.

“Ele [decreto] não trata das armas já vendidas, isso vai ser debatida com o grupo de trabalho, tudo isso com a estruturação do programa de recompra. Mas é um decreto que vai na direção certa de restabelecer o controle de armas”, disse Dino.

Folha de São Paulo

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