Brasil

‘Há sinais de que as coisas podem desembocar em outro desastre econômico’, diz Arminio Fraga

Após declarar voto no então candidato à presidência Luiz Inácio Lula da Silva, Arminio Fraga admitiu preocupação com os rumos do novo governo na área econômica. O sentimento foi relatado em entrevista concedida ao jornal Folha de S. Paulo.

“Tenho sido cuidadoso com o pouco que falo e escrevo, esperando posicionamentos do ministro Fernando Haddad e de seus parceiros na economia para, então, fazer uma análise mais embasada”, afirmou o ex-presidente do Banco Central. “Mas há no ar sinais de que as coisas podem desembocar em outro desastre econômico, e isso de fato me preocupa”, relatou o economista ao jornal.

Ele afirma que não se arrependeu do seu voto nas eleições de outubro – motivado pela preocupação com a manutenção da democracia no País. “foi um voto muito mais político do que econômico”, disse.

No entanto, Fraga reconhece que os sinais dados até agora sinalizam para um modelo bem diferente do adotado no primeiro mandato de Luiz Inácio Lula da Silva – o melhor entre as gestões do PT, na avaliação do economista.

“Não dá para ser seletivo e escolher apenas a parte que deu certo [nas gestões passadas]”, pontua. “Depois do [Antônio] Palocci (ministro da Fazenda entre 2003 e 2006), a estratégia [do PT] mudou radicalmente — e foi esse erro que desembocou no colapso da economia”, diz.

Na avaliação de Fraga, o buraco fiscal do País começou em 2014 e 2015. Segundo ele, a crise econômica que veio a seguir foi um colossal colapso de confiança. Hoje, parte da herança que o presidente Lula recebe veio dele próprio, afirma ao longo da entrevista.

Diante da análise, ele sugere uma autocrítica do PT e recomenda ao partido – do atual presidente da República – aprender com os erros do passado.

“Mesmo que não se ajoelhe no milho e se faça um mea-culpa —dificilmente um político faz esse tipo de coisa—, seria bom que se mostrasse através da prática que as lições foram aprendidas”, pontua Fraga à Folha de S.Paulo.

Como exemplo de medidas que geram preocupação, Fraga cita mudanças no marco do saneamento, revisão na Lei das Estatais e o uso indevido dos bancos públicos e da própria Petrobras.

Ao jornal, o economista sinalizou descontentamento também com a prorrogação da desoneração dos combustíveis. Ao tomar posse, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva decidiu manter a isenção de tributos federais sobre os combustíveis (PIS/Cofins e Cide).

Fraga reconhece a preocupação com a pressão inflacionária, mas lembra que a volta do imposto seria positiva do ponto de vista fiscal.

“Colocando tudo na balança, eu acho que teria sido melhor a volta plena do imposto”, avalia.

Infomoney

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Brasil

ALERTA: Quase 4 milhões de pessoas vivem em áreas de risco no Brasil

Número de brasileiros em áreas de risco passa de 8 milhões, diz IBGE | Agência Brasil
O Brasil tem 3,9 milhões de pessoas que vivem em 13.297 áreas de risco. Dessas, quatro mil localidades são classificadas como de “risco muito alto”, de deslizamentos e inundações, por exemplo. Já o número de áreas classificadas como de “risco alto” é de 9.291. Os dados podem ser visualizados no painel do Serviço Geológico do Brasil, vinculado ao Ministério de Minas e Energia.

Os estados mais impactados são Santa Catarina, Minas Gerais, Espírito Santo e São Paulo. Um dos motivos é o fator geológico de relevo, explicou o coordenador executivo do Programa de Cartografia de Áreas de Risco Geológico, Julio Lana, geólogo pesquisador do Serviço Geológico (SGB).

“Esses estados têm grande parte do relevo caracterizado por áreas bastante montanhosas, os municípios estão parcialmente assentados sobre terrenos inclinados, morros e regiões serranas e naturalmente são áreas sujeitas a processos de instabilização de encostas – os deslizamentos. Além disso, são estados que têm [áreas] hidrográficas consideráveis, com rios bastante importantes e grandes terrenos ocupados nas margens desses rios, o que sujeita a população a sofrer com os eventos de inundação”, disse Lana.

Acrescentou que outro fator é que o mapeamento feito pelo SGB envolve mais municípios nesses quatro estados impactados.

“Esse trabalho contemplou cerca de 1.600 municípios no Brasil. Não são todos os municípios brasileiros que foram contemplados. E, dentre os estados que têm maior número de cidades mapeadas, estão justamente Santa Catarina, Minas Gerais, Espírito Santo e São Paulo. É interessante destacar que eles têm o maior número de áreas de risco e consequente população nessas áreas justamente porque têm o maior total de cidades mapeadas em comparação com outros estados”, salientou.

Prevenção de desastres
O Serviço Geológico do Brasil disponibiliza o mapa online para prevenção de desastres. O mapa apresenta a localização e algumas características de área propensas a serem afetadas por eventos adversos de natureza geológica, como deslizamentos, inundações, enxurradas, fluxo de detritos, quedas de blocos de rochas e erosões.

O mapeamento é feito para caracterizar as áreas sujeitas a perdas ou danos decorrentes da ação de eventos de natureza geológica, destacou o coordenador. “Quando esse mapeamento é finalizado ele é enviado para a Defesa Civil e outras instituições do poder público, responsáveis por tomar medidas de prevenção, como, por exemplo, realizar as ações de monitoria, alerta, desenvolver políticas públicas para promover o ordenamento territorial, ou seja, para evitar que novas áreas de risco surjam nesses municípios. São as principais medidas de prevenção que esperamos que sejam tomadas em decorrência do mapeamento”, afirmou Lana.

O mapa não contempla a totalidade das cidades brasileiras, e, sim, as 1.600 cartografadas até o momento. Assim, podem existir áreas sujeitas a desastres em localidades ainda não mapeadas pelo Serviço Geológico.

Agência Brasil

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Brasil

Lula e Fernández citam criação moeda única para países da América do Sul em carta conjunta

Os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva, do Brasil, e Alberto Fernández, da Argentina, divulgaram uma carta conjunta exaltando a relação diplomática e comercial entre os 2 países. A publicação foi feita pelo jornal argentino “Perfil” na noite de sábado (21), um dia antes da visita do presidente brasileiro ao país.

Na carta, os líderes sul-americanos citam a presença de Lula na 7ª Cúpula da Celac (Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos) e afirmam que o evento “marcará o retorno do Brasil a esse mecanismo de diálogo e consulta regional”. 

Lula e Fernández destacaram questões comuns que precisam ser discutidas e analisadas entre as duas maiores economias da América do Sul.

A moeda única para países da América do Sul também foi mencionada pelos presidentes. Na carta, dizem ter acordado em avançar nas discussões para a criação da moeda. A medida, segundo os líderes, poderá baratear os custos operacionais e reduzir a dependência do dólar.

“Pretendemos quebrar as barreiras em nossas trocas, simplificar e modernizar as regras e incentivar o uso de moedas locais. Também decidimos avançar nas discussões sobre uma moeda sul-americana comum que possa ser usada tanto para fluxos financeiros quanto comerciais, reduzindo custos operacionais e nossa vulnerabilidade externa”, diz trecho do documento.

Com informações de Poder 360

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Brasil

Cinco vezes em que a esquerda depredou o patrimônio público desmentem fala de Lula

“Nunca vocês leram alguma notícia sobre um movimento ou partido de esquerda invadir o Congresso Nacional, a Suprema Corte ou o Palácio do Planalto”, disse o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ao anunciar a intervenção federal na segurança pública de Brasília, no domingo 8.

Os fatos, contudo, contradizem Lula. Diversas notícias registraram ações de grupos militantes de esquerda, como o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), contra o patrimônio público.

Invasão da esquerda ao Congresso Nacional em 2006

Em junho de 2006, durante o governo Lula, a Câmara dos Deputados foi invadida e depredada por integrantes do MST, comandados por Bruno Maranhão, uma das lideranças do ajuntamento. Quase mil policiais foram deslocados para o Congresso, mas permaneceram do lado de fora do prédio. O prejuízo material foi de R$ 150 mil. Os responsáveis não foram culpabilizados.

Quebra-quebra no Itamaraty

Em junho de 2013, militantes de esquerda tentaram invadir o Palácio do Itamaraty, em Brasília, e promoveram um quebra-quebra — com direito a incêndio no local. Entre os manifestantes, havia trabalhadores, indígenas, militantes do MST e MTST, comunistas e ativistas LGBT+.

Os manifestantes entraram em confronto com a polícia. No interior do Itamaraty, 13 salas foram atingidas pelas chamas. Os principais alvos das “manifestações” eram a Copa do Mundo, o então governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz (PT), e o Congresso Nacional.

Manifestantes do MST tentaram invadir o Palácio do Planalto em 2014

Os manifestantes derrubaram barricadas de ferro que protegiam o Palácio do Planalto, mas foram contidos pelos policiais. O grupo de esquerda realizava uma marcha na Esplanada dos Ministérios como parte da programação de seu 6º Congresso Nacional. O plano era entregar uma carta à presidente Dilma Rousseff com reivindicações sobre a reforma agrária.

Jaime Amorim, um dos integrantes do MST nacional, disse que não havia intenção de enfrentar os policiais. “Quando o governo não faz reforma agrária é isso que acontece, cria conflitos”, afirmou.

Depredação de ministérios, em 2017

Em protesto contra o então presidente Michel Temer, 45 mil manifestantes de centrais sindicais e movimentos sociais de esquerda depredaram prédios dos ministérios em Brasília. Ato ocorreu em maio de 2017.

Os militantes quebraram vidros, picharam e invadiram prédios da Esplanada. De acordo com funcionários do Ministério da Agricultura, os manifestantes atearam fogo ao auditório do prédio e quebraram os porta-retratos na galeria dos ex-ministros.

No Ministério do Planejamento, sofás foram colocados do lado de fora do prédio, que também foi incendiado. No Ministério da Cultura, documentos e computadores foram arremessados para fora. Os ministérios da Fazenda, do Turismo e de Minas e Energia também foram alvos de vandalismo.

Mulheres do MST invadiram e depredaram o Ministério da Agricultura

Um grupo de mulheres do MST depredou a entrada e o saguão do Ministério da Agricultura em 2020. De acordo com o próprio movimento, 3,5 mil pessoas foram às manifestações, que fecharam parte da pista da Esplanada dos Ministérios e impediu o acesso de funcionários.

Paredes, o chão e o elevador do térreo do prédio foram pichados. Embalagens de agrotóxicos de tinta vermelha, para simular sangue, foram jogadas no saguão. Segundo o MST, o objetivo dos protestos seriam os “cortes nos investimentos públicos e a liberação desenfreada de agrotóxicos pelo governo Bolsonaro”.

Revista Oeste

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Brasil

Lula vai à Argentina neste domingo em 1ª viagem ao exterior após posse presidencial


Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva viaja neste domingo (22) para a Argentina, na primeira viagem internacional desde que assumiu o novo mandato. A expectativa é que o presidente embarque à tarde ou no início da noite.

Os compromissos de Lula na Argentina vão acontecer na segunda (23) e terça-feira (24).

A comitiva presidencial ainda está sendo fechada, mas os ministros da Fazenda, Fernando Haddad, e da Secretaria de Comunicação Social, Paulo Pimenta, estão entre os que acompanharão o presidente.

Segundo o Palácio do Planalto, as agendas previstas são:

oferenda de flores na Plaza San Martín;
reunião na Casa Rosada com o presidente da Argentina, Alberto Fernández;
encontro com empresários;
eventos culturais, como concerto musical com artistas argentinos e brasileiros no Centro Cultural Kirchner; e
participação na 7ª Cúpula de Chefas e Chefes de Estado da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac).
A participação de Lula na Celac será na terça-feira. Há a expectativa de encontros bilaterais com os países que solicitaram encontros com o presidente, mas essas agendas ainda estão em fase de confirmação.

As demais agendas acontecem na segunda-feira. Ainda na segunda, é esperada na Casa Rosada uma declaração à imprensa ao meio-dia e assinatura de acordos.

Segundo o secretário das Américas, embaixador Michel Arslanian Neto, a escolha de um país da América do Sul para a primeira viagem internacional de Lula busca passar a mensagem de que o Brasil quer retomar os laços com a região.

Ainda segundo o Planalto, diversos temas serão tratados durante a visita, como integração energética, investimentos, meio ambiente, defesa e combate a ilícitos.

Celac

Na primeira semana de janeiro, o Ministério das Relações Exteriores informou que o Brasil retornou para a Comunidade dos Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac). O retorno ocorre dois anos depois de o país ter deixado o grupo, no governo Jair Bolsonaro.

O grupo reúne 33 países da região e tem como proposta intensificar a integração da região. O Brasil foi um dos fundadores, em 2008, durante o segundo mandato de Lula.

O retorno a organismos internacionais e a valorização da relação com os países do continente é uma das prioridades do mandato de Lula, já anunciado pelo próprio presidente e pelo ministro Mauro Vieira, das Relações Exteriores.

Outras viagens

Na próxima quarta-feira (25), Lula segue em viagem oficial para o Uruguai, onde se encontra com o chefe do Executivo no país, Luis Alberto Lacalle Pou.

Em fevereiro, Lula deve ir para os Estados Unidos. Em março, o presidente deve viajar para a China.

g1

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Brasil

“Insubordinação inaceitável”, diz Gleisi sobre ex-comandante do Exército

A presidente do PT, Gleisi Hoffmann, disse nestr sábado (21) que o chefe do Executivo, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), agiu “com firmeza” em defesa da Constituição Federal. Lula demitiu o general Júlio César Arruda do cargo de comandante do Exército.

No Twitter, Gleisi declarou que o comportamento de Arruda “caracterizou insubordinação inadmissível perante ameaças à democracia e de partidarização” do Exército. “A democracia rejeita qualquer tutela sobre os poderes civis que emanam do voto popular. Crise haveria se o presidente Lula não tivesse atuado em defesa da Constituição”, escreveu.

A principal causa do desligamento de Arruda foi uma acusação de caixa 2 contra o tenente-coronel Mauro Cid durante o governo de Jair Bolsonaro (PL). Segundo apurou o Poder360, o ex-comandante queria manter a nomeação do militar para comandar o 1° BAC (Batalhão de Ações de Comandos) em Goiânia (GO), a partir de fevereiro de 2023. Lula, por outro lado, queria que a promoção do ex-ajudante de ordens de Bolsonaro fosse revogada por conta das acusações.

Na manhã de sábado (21.jan), Lula articulou a demissão de Arruda por telefone com o ministro da Defesa, José Múcio. Eram pouco mais de 6h da manhã e os 2 decidiram que o melhor a ser feito seria dispensar o até então comandante do Exército.

O ministro da Defesa não quis correr o risco de criar uma crise semelhante à que se formou por causa de acampamentos de extremistas em frente a QGs do Exército pelo país. Decidiu que deveria tomar uma atitude imediata por conta de uma resistência enxergada no comportamento do general Arruda.

Lula e Múcio se reuniram no início da noite de sábado (21.jan) para discutir o assunto. De acordo com o ministro, a troca no Exército veio depois de “uma fratura no nível de confiança”.

Múcio apresentou o general Tomás Miguel Miné Ribeiro Paiva, de 62 anos, como substituto de Arruda no comando do Exército.

Poder360

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Brasil

TVs se queixam e dizem que Lula favorece jornalismo da Globo


Foto: Imagem/Ricardo Stuckert Divulgação/TV Globo

Depois de apenas três semanas do novo governo do presidente Lula (PT), emissoras de TV paga e aberta já têm queixas a fazer sobre o novo governo.

Jornalistas de três emissoras abertas e fechadas, ouvidos pela coluna do jornalista Ricardo Feltrin, afirmam ser “evidente que Lula já escolheu” quem será seu porta-voz, ao menos neste começo de governo: o Grupo Globo.

Em nota, a assessoria do presidente nega qualquer favorecimento. A Globo, até o momento, não comentou.

O que chama a atenção é que, por décadas, a Globo foi um alvo preferencial de Lula e o PT. O tom subiu ainda mais de patamar com o impeachment de Dilma Rousseff.

Novo ano, novas diretrizes

Mas, parece que agora tudo mudou.

Desde o dia 30 de outubro, quando se elegeu, o presidente, seus ministros e seu entorno têm visivelmente dado preferência aos dois principais veículos do grupo da família Marinho.

Na semana passada, Lula deu sua primeira entrevista no cargo para a GloboNews.

As duas primeiras conversas exclusivas de Janja, a nova primeira-dama do Brasil, foram, respectivamente, para Globo e GloboNews.

Ministros, por exemplo, têm falado com outras emissoras, mas também a preferência inicial dos mais importantes até aqui foi a emissora carioca.

Vamos aos dados

Em 31 de outubro, um dia após a eleição, após um longo período na “geladeira” da Globo News, Gleisi Hoffmann, presidente do PT, entrou no ar no canal para falar sobre transição e outras medidas que seriam tomadas pelo novo governo. Havia meses Gleisi era considerada “persona non grata” na emissora.

No dia 13 de novembro, foi a vez de Janja aparecer no “Fantástico” para sua primeira exclusiva.

A primeira aparição do vice, Geraldo Alckmin (PSB), para uma conversa mais longa foi também na GloboNews, em 17 de novembro, com Miriam Leitão.

O mesmo ocorreu com o ministro da Defesa, José Múcio, que falou sobre militares golpistas também no canal pago da Globo, em 9 de dezembro.

Haddad

A primeira fala do atual ministro da Fazenda, Fernando Haddad, também foi para a GloboNews, em 14 de dezembro. Vários veículos vinham pedindo esse privilégio a ele, que optou pela TV carioca.

Curiosamente, em 2021, ele chegou a postar no Twitter uma crítica à cobertura da Globo, ao mesmo tempo em que elogiou a CNN Brasil por seu “equilíbrio”. A CNN e a Band pediram reiteradamente a ele o direito da primeira exclusiva, mas o ministro preferiu falar primeiro com o canal global.

Em 14 de dezembro, Gleisi, a “ex-renegada” pela GloboNews, voltou a aparecer na tela do canal falando com Miriam Leitão sobre indicação aos ministérios.

Em 4 de janeiro, a ministra de Esportes, Ana Moser, também debutou no canal noticioso da Globo. No mesmo dia Alexandre Padilha (Relações Institucionais) fez o mesmo, assim como Margareth Menezes (Cultura).

No dia seguinte, a primeira-dama Janja apareceu de novo, agora mostrando com exclusividade à Globo News o estado deplorável em que o Palácio do Planalto ficou após os quatro anos de Jair Bolsonaro.

Outro lado

Procurada, a Globo não se posicionou até a publicação desta nota.

A assessoria do presidente Luiz Inácio Lula da Silva enviou o seguinte posicionamento:

“Sobre a questão da programação de entrevistas, respondo só pelo presidente Lula.

Ele fez coletivas, um café da manhã com jornalistas de dezenas de veículos, e apenas uma exclusiva. Fará outras, para outros veículos.

Não respondo pela agenda de entrevistas de ministros ou da esposa do presidente. Não me dedico a avaliar subjetivamente coberturas das outras emissoras.”

Ricardo Feltrin – Splash/UOL

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Brasil

Fala de Lula sobre Yanomamis é farsa de esquerda, diz Bolsonaro


Foto: Sérgio Lima/Poder360

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) se manifestou por meio de seu canal no Telegram sobre crítica feita pelo chefe do Executivo, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), contra ele. Em visita a Boa Vista (RR), o petista declarou que “se ao invés de fazer tanta motociata, ele [Bolsonaro] tivesse vergonha na cara e viesse aqui uma vez, quem sabe o povo não estivesse tão abandonado”, em referência à situação da população indígena de etnia yanomami.

“Contra mais uma farsa da esquerda, a verdade! De 2020 a 2022, foram realizadas 20 ações de saúde que levaram atenção especializada para dentro dos territórios indígena”, escreveu Bolsonaro.

Depois do trecho acima, o ex-presidente apresentou uma publicação do Ministério da Saúde, de 20 de dezembro, com o título: “Assistência à população indígena foi uma das prioridades durante a pandemia de covid-19; conheça as ações“.

Na publicação, a gestão Bolsonaro afirmava que “os cuidados com a saúde indígena [eram] uma das prioridades do governo federal”. Também dizia que, no período “de 2019 a novembro de 2022, o Ministério da Saúde prestou mais de 53 milhões de atendimentos de atenção básica aos povos tradicionais”.

Outra informação citada no texto foi o Plano de Contingência Nacional Para Infecção Humana pelo novo Coronavírus. O Ministério da Saúde declarou que o projeto “é o legado de um planejamento que atendeu 34 distritos sanitários especiais indígenas” e afirmou que por meio da iniciativa “foi possível ampliar 1,7 mil vagas no quadro de profissionais na saúde indígena e a contratação de 241 profissionais”.

Segundo informação do Ministério da Saúde, as 20 ações foram em “parceria” com a Defesa e os atendimentos se deram nos distritos Alto Rio Negro, Vale do Javari, Leste de Roraima, Yanomami, Amapá e Norte do Pará, Xavante, Araguaia, Mato Grosso do Sul, Maranhão, Alto Rio Juruá, Kayapo do Pará, Guama Tocantins e Alto Rio Solimões.

Poder360

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Brasil

Múcio fala em “fratura na confiança” após troca no comando do Exército

Foto: Hamilton Ferrari/Poder360

Após se reunir com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na noite deste sábado (21/1), o ministro da Defesa, José Múcio Monteiro, afirmou que a mudança no comando do Exército acontece por conta de uma “fratura no nível de confiança” entre o Exército e o poder Executivo na esteira dos recentes acontecimentos. O general Júlio César de Arruda foi exonerado do posto neste sábado, sendo substituído pelo general Tomás Miguel Ribeiro Paiva.

Segundo apuração do colunista Igor Gadelha, o estopim para a demissão do general Júlio César teria sido a recusa do militar em exonerar o tenente-coronel Mauro Cid do 1º Batalhão de Ações e Comandos, em Goiânia (GO).

“Estamos investindo na aproximação das Forças Armadas com o governo do presidente Lula. Evidentemente, depois dos recentes episódios como o 8 de janeiro, os acampamentos, as relações no comando do Exercito sofreram uma fratura no nível de confiança”, disse Múcio, ao lado de Tomás Paiva, em breve pronunciamento no Palácio do Planalto. “Achávamos que precisávamos estancar isso logo de início para superarmos esse episódio”, completou.

Metrópoles

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Brasil

2022: Brasil teve a maior queda na taxa de desemprego entre 40 países, mostra levantamento

Foto: ADRIANA TOFFETTI/ATO PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO

O Brasil registrou a maior queda da taxa de desemprego em 2022 entre 40 países, de acordo com levantamento da agência de classificação de risco Austin Rating. O indicador recuou de 13,7%, na média de janeiro a novembro de 2021, para 9,7%, no mesmo período do ano passado, uma redução de 4,1 pontos percentuais.

A trajetória de queda do desemprego no país começou na última metade de 2021 e atingiu 8,1% no trimestre encerrado em novembro. O percentual é o menor apurado desde abril de 2015 (8,1%), segundo os dados apresentados na última quinta-feira (19) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Com o recuo da taxa de desocupação há seis trimestres móveis consecutivos, a quantidade de profissionais ainda fora da força de trabalho equivale a 8,7 milhões de pessoas, o menor volume desde o trimestre encerrado em junho de 2015, volume equivalente a 953 mil pessoas a menos do que no período finalizado em outubro.

O RECUO DA TAXA DE DESEMPREGO

Média de janeiro a novembro de 2021 e do mesmo período de 2022 (em pontos percentuais)

Brasil: -4,1
Colômbia: -2,9
Grécia: -2,5
Canadá: -2,3
Espanha: -2,0
Islândia: -2,0
Irlanda: -1,9
Estados Unidos: -1,8
Turquia: -1,6
Áustria: -1,6
Itália: -1,5
Austrália: -1,5
Suécia: -1,4
Israel: -1,3
Noruega: -1,3
Lituânia: -1,2
Chile: -1,2
Luxemburgo: -1,0
Finlândia: -0,9
Rússia: -0,9
México: -0,9
Suíça: -0,9
Reino Unido: -0,9
Bélgica: -0,8
Coreia do Sul: -0,8
Holanda: -0,8
Dinamarca: -0,7
Eslováquia: -0,7
Portugal: -0,7
Letônia: -0,7
Estônia: -0,7
Eslovênia: -0,6
Alemanha: -0,6
França: -0,6
Hungria: -0,5
Polônia: -0,5
República Tcheca: -0,5
Índia: -0,3
Japão: -0,2
China: 0,5

R7

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