Brasil

Após depoimento, Marcos do Val afirma que citou nome de Bolsonaro por impulso


Foto: MARCOS OLIVEIRA/AGÊNCIA SENADO

Depois de prestar depoimento à Polícia Federal nesta quinta-feira (2), o senador Marcos do Val (Podemos-ES) se mostrou arrependido por envolver o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) na história sobre um suposto plano de golpe de Estado que envolvia gravar conversas com o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

“Tem coisas que não deveriam ter sido ditas. É a questão da falta daquela malícia de um político que eu nunca fui”, disse Marcos do Val, em entrevista à imprensa.

Na noite de quarta-feira (1º), o senador participou de uma live nas redes sociais e acusou Bolsonaro de o ter coagido a dar um golpe de Estado junto com ele. Marcos do Val, no entanto, justificou que fez a afirmação depois de ter sido criticado na internet por apoiadores do ex-presidente após ter parabenizado o senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG) pela reeleição à Presidência do Senado.

“Começaram a me atacar, dizendo que eu tinha mentido. Disseram que eu era traidor e teve movimento enorme, até 2 da manhã. Minha família inteira recebeu mensagem. Você chega em um nível de irritabilidade gigantesco. Chega uma hora que você não suporta. E aí, [a declaração na live] foi um desabafo”, explicou o senador.

Na manhã desta quarta, Marcos do Val mudou a versão sobre Bolsonaro e disse que partiu do ex-deputado Daniel Silveira (PTB-RJ) a ideia de marcar uma reunião com Moraes para forçá-lo a reconhecer que desrespeitou a Constituição no processo eleitoral de 2022.

Após ser interrogado pela Polícia Federal, ele reforçou as acusações contra o ex-deputado. “Hoje, a pessoa que estava provocando essa situação toda, o Daniel Silveira, está no lugar que deveria estar e não deve sair de lá”, comentou Marcos do Val, em referência à prisão de Silveira por descumprimento de medidas cautelares impostas pelo STF.

R7

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Brasil

Gasolina ficará R$ 0,69 mais cara com fim da desoneração dos impostos federais no final do mês


Foto: Edu Garcia/R7

O fim da desoneração de impostos do governo federal deve resultar em um aumento no preço da gasolina de R$ 0,69 por litro para o consumidor nos postos de combustíveis em todo o Brasil. O cálculo é do economista Francisco Raeder, doutorando em economia da UFF (Universidade Federal Fluminense).

Segundo ele, esse seria o crescimento no valor cobrado nas bombas, caso se confirme a volta dos impostos federais em cima dos combustíveis nos mesmos moldes do ano passado. Em relação ao etanol, a alta seria de R$ 0,33 por litro.

A reoneração está prevista para ocorrer a partir do dia 28 deste mês. Até o momento, não há definição para reverter a decisão.

“Os tributos federais são cobrados em um valor fixo por litro (R$/litro). Desde junho de 2022, com a desoneração, todos os tributos federais foram zerados. No entanto, a partir de dados da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis), é possível verificar que, antes da desoneração, incidiam R$ 0,69 por litro de gasolina comum e R$ 0,33 por litro de diesel S10”, explicou Raeder ao R7.

Em 2022, o governo Bolsonaro implementou medidas de redução de dois tributos federais que reduziram os valores. Com essa diminuição, a gasolina encerrou o ano passado com queda de 25%, custando R$ 4,96 na média nos postos do país.

No caso de diesel, biodiesel e gás liquefeito de petróleo, a desoneração se encerrou no último dia 31 de dezembro. Já os impostos sobre gasolina, etanol, gás natural veicular e querosene de aviação estão zerados justamente até 28 de fevereiro de 2023.

R7

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Brasil

Em mensagem, Daniel Silveira diz que plano de golpe ficaria entre 5 pessoas

Um suposto golpe de Estado contra a democracia brasileira foi arquitetado em mensagens de celular atribuídas ao ex-deputado federal Daniel Silveira (PTB-RJ). O diálogo teria ocorrido em conversa com o senador Marcos do Val (Podemos-ES).

“Irmão, essa missão está restrita a três pessoas e só irá ficar, provavelmente, com mais cinco após concluída. Cinco estrelas. Tranquilize-se. Essa missão, nem o Flávio [Bolsonaro] saberá”, escreveu Daniel Silveira em um aplicativo de mensagem.

“Não sei se compreendeu a magnitude desta ação. Ele define, literalmente, o futuro de toda a nação”, escreveu ainda o ex-deputado.

Nas mensagens, sugere-se que cinco generais (cinco estrelas) estariam articulando o golpe. As mensagens teriam sido trocadas logo após o resultado das eleições em que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi eleito.

Em outro trecho da conversa, Silveira escreve: “Se aceitar a missão, parafraseando o 01, salvamos o Brasil”. O 01 citado no texto seria o próprio ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que segundo do Val, participou do encontro.

“Após isso ser feito, será um acontecimento histórico. Todos serão levados às posições em que devem estar. De herói e de traidores. A sua estará definida e marcada como um herói”, escreveu ainda o ex-deputado.

Reunião para golpe

Marcos do Val detalhou, na manhã desta quinta-feira (2/2), um suposto plano para gravar clandestinamente o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), em uma tentativa de reverter a derrota do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) nas últimas eleições. O plano teria sido articulado com a presença de Bolsonaro. O senador vai depor na sede da Polícia Federal (PF).

Daniel Silveira foi preso nesta quinta, após perder o foro privilegiado. A prisão foi determinada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) pelo descumprimento de centenas de medidas cautelares definidas pelo órgão, como o uso de tornozeleira e a proibição de usar as redes sociais.

Metrópoles

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Brasil

Veneziano Vital do Rêgo é reeleito Vice-Presidente do Senado

Veneziano disputa a 1º vice-presidência do Senado, nesta quinta-feira

O Senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB) foi reeleito, na manhã desta quinta-feira (02), Vice-Presidente do Senado Federal. Atual 1º Vice, Veneziano concorreu em chapa única, já que seu nome foi consenso no parlamento, fazendo com que partidos e bancadas não apesentassem candidato concorrente.

A eleição, tranquila, foi comandada pelo presidente Rodrigo Pacheco (PSD-MG), que também foi reeleito na tarde de ontem (01), com maioria de 49 votos, dos 81 senadores que compõem o parlamento.

Com a reeleição da dupla Pacheco – Veneziano, os dois continuarão no comando do Senado Federal nos próximos dois anos, ou seja, no biênio 2023-2024. Ao ser aclamado Vice-Presidente, Veneziano agradeceu a confiança dos colegas e destacou os propósitos de sua gestão, ao lado de Rodrigo Pacheco, no comando do Senado.

Veneziano afirmou ser fundamental, neste momento, promover a harmonia entre os poderes, a pacificação do País e a união do povo brasileiro. Da mesma forma, garantir a apreciação das matérias necessárias ao desenvolvimento do Brasil.

Ao final da votação, Veneziano e os demais membros da Mesa Diretora obtiveram 66 votos favoráveis.

Blog do BG PB

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Brasil

Flávio Bolsonaro confirma reunião citada por Marcos do Val e diz que situação “não configura crime”

O senador Flávio Bolsonaro confirmou, em fala na mesa diretora do Senado, a existência de uma reunião entre Marcos do Val e o ex-presidente Jair Bolsonaro.

Em entrevista à imprensa, Do Val afirmou que o ex-deputado federal Daniel Silveira o levou a reunião com o ex-presidente para tratar sobre um golpe de Estado em dezembro de 2022.

Do Val também confirmou que avisou o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes sobre o plano. De acordo com o relato do senador, a ideia de Silveira, apresentada a Do Val e Bolsonaro na reunião, incluía grampear Moraes em busca de gravações comprometedoras do ministro.

“Sobre o que está sendo noticiado hoje com relação ao senador Marcos do Val, ele já havia me relatado o que tinha acontecido, que isso seria trazido a público. Contudo numa linha de que essa reunião que aconteceu, ela seria uma tentativa de um parlamentar de demover as pessoas que estavam nessa reunião de fazer algo absolutamente inaceitável, absurdo e ilegal”, diz Flávio Bolsonaro.

“Eu peço aqui, obviamente, que todos os esclarecimentos sejam feitos e eu não peço aqui nem abertura de inquérito, pq a situação narrada não configura nenhum tipo de crime. Mas que todos os esclarecimentos sejam feitos para que não fiquem narrativas em cima de narrativas no intuito de superar os fatos. Fato é que dia 31 de dezembro o presidente Bolsonaro deixou a presidência”, prossegue o senador.

CNN

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Brasil

Marcos do Val diz que recebeu proposta golpista de Daniel Silveira, ao lado de Bolsonaro, e renuncia o mandato


Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado.

O senador Marcos do Val (Podemos-ES) anunciou em uma rede social, nesta quinta-feira (2), que pedirá afastamento do mandato. Ele foi eleito em 2018 e, com isso, tem mandato vigente até 2026.

Em conversa com a GloboNews, Marcos do Val afirmou que um dos fatores que levaram à decisão foi um diálogo presenciado pelo então presidente Jair Bolsonaro (PL), logo após as eleições de outubro, em que o então deputado Daniel Silveira (PTB-RJ) teria proposto uma ação golpista ao parlamentar.

Do Val afirma que a proposta envolvia não desmobilizar os acampamentos golpistas e, enquanto isso, gravar sem autorização alguma conversa que comprometesse o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Alexandre de Moraes.

“Eles me disseram: ‘Nós colocaríamos uma escuta em você e teria uma equipe para dar suporte, E você vai ter uma audiência com Alexandre de Moraes, e você conduz a conversa pra dizer que ele está ultrapassando as linhas da Constituição. E a gente impede o Lula de assumir, e Alexandre será preso’”, relatou Do Val ao g1.

O senador diz que a proposta foi verbalizada pelo então deputado Daniel Silveira (PTB-RJ) – Bolsonaro estava na mesma reunião e indicou concordar com a ideia.

Marcos do Val diz que pediu para analisar a proposta e responder em um segundo momento.

E que, em seguida, relatou o caso ao próprio ministro Alexandre de Moraes. Ainda de acordo com o senador, Moraes ficou surpreso e considerou a proposta “um absurdo”.

O post em rede social

Na publicação, feita ainda na madrugada, Do Val cita problemas recentes de saúde e diz que vem sendo alvo de ofensas – o que tem sido “muito pesado para a minha família”, diz o parlamentar.

“Após quatro anos de dedicação exclusiva como senador pelo Espírito Santo, chegando a sofrer um princípio de infarto, venho através desta, comunicar a todos os capixabas a minha saída definitivamente da política”, afirma o post.

“Nos próximos dias, darei entrada no pedido de afastamento do senado e voltarei para a minha carreira nos EUA. Nada existe de grandioso sem paixão. Essa paixão não estou tendo mais em mim”, afirma em outro trecho.

A suplente de Marcos do Val no Senado é Rosana Foerst. Até 2021, o nome de Rosana constava como gerente de Benefícios e Transferência de Renda da Secretaria de Trabalho, Assistência e Desenvolvimento Social do Espírito Santo.

Discussão com MBL

Na quarta, após a reeleição de Rodrigo Pacheco (PSD-MG) para comandar o Senado pelos próximos dois anos, Marcos do Val discutiu em uma live com representantes do Movimento Brasil Livre.

O MBL, grupo político de direita, “acusava” Do Val de ter votado em Pacheco na disputa contra o senador Rogério Marinho (PL-RN) – ex-ministro de Jair Bolsonaro e considerado o “candidato do bolsonarismo” ao comando do Senado.

Marcos do Val abriu uma live no Instagram para refutar essas falas e incluiu, na transmissão, dois membros do MBL. Como resultado, o senador e os ativistas protagonizaram um bate-boca.

Por G1

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Brasil

Jornalista Glória Maria morre no Rio de Janeiro

A jornalista e apresentadora Gloria Maria morreu, nesta quinta-feira (2), no Rio de Janeiro.

A informação foi confirmada pela TV Globo, empresa pela qual ela exercia a profissão desde o início dos anos 1970.

Gloria estava internada no hospital Copa Star, em Copacabana, desde o dia 4 de janeiro, para dar prosseguimento a um tratamento de saúde não especificado.

Em dezembro do ano passado, a decana do jornalismo global foi afastada da apresentação do “Globo Repórter” para cuidar de sua saúde.

Não tinha sido o primeiro afastamento dela por razão médica. Glória Maria chegou a ficar afastada por quase dois anos da apresentação do programa por conta de, inicialmente, uma licença médica para operar um tumor no cérebro, no final de 2019, e depois por conta da pandemia da Covid-19.

Mais informações em instantes.

CNN

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Brasil

Daniel Silveira é preso em Petrópolis, no Rio, um dia após ficar sem mandato de deputado

O ex-deputado federal Daniel Silveira (PTB-RJ) foi preso na manhã desta quinta-feira (2) em Petrópolis, no Rio de Janeiro.

A prisão foi determinada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em razão do descumprimento de medidas cautelares também definidas pelo tribunal – com o uso de tornozeleira eletrônica e a proibição de usar redes sociais.

Fontes da Polícia Federal afirmam que havia “muito dinheiro na casa” do ex-parlamentar no momento da detenção.

Daniel Silveira se candidatou ao Senado pelo Rio de Janeiro, em outubro, e recebeu 1,5 milhão de votos, mas não se elegeu.

Com isso, ficou sem mandato e perdeu o foro privilegiado nesta quarta (1º), quando os novos parlamentares tomaram posse.

Por GloboNews

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Brasil

Não é Bolsonaro que deve temer prisão, diz Michelle em posse no Senado

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro atraiu atenções e flashes de fotógrafos logo que chegou ao Senado Federal nesta quarta-feira, 1º, dia de posse de parlamentares e votação da Mesa da Casa, incluindo a de presidente.

Michelle retornou ao Brasil no dia 26 e, desde então, tem trabalhado junto ao PL – partido do ex-presidente Jair Bolsonaro – pela campanha de Rogério Marinho (PL-RN) para a presidência do Senado.

O ex-ministro de Bolsonaro disputava a eleição em uma acirrada corrida com o atual dono da cadeira, Rodrigo Pacheco (PSD-MG) que acabou reeleito.

Segundo apuração do jornal O Globo, Michelle foi questionada sobre o marido, que continua nos Estados Unidos. Ao ser perguntada se Bolsonaro teria receio de ir preso, ela foi enfática. “Não é ele que tem que ter medo de ser preso”, afirmou, sem dar mais detalhes sobre quem deveria ter esse temor.

Com informações de Terra e O Globo

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Brasil

Lula usou ministros e turbinou promessas de cargos para reeleger Pacheco no Senado

Integrantes do governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) entraram em campo e intensificaram os esforços para garantir a eleição de Rodrigo Pacheco (PSD) como presidente do Senado às vésperas da votação desta quarta-feira (1º).

Na terça (31), senadores alertaram o governo sobre a possibilidade de crescimento de Rogério Marinho (PL), ex-ministro de Jair Bolsonaro (PL) que foi adversário de Pacheco.

Diante do cenário, o Palácio do Planalto acionou dirigentes de partidos como PSD e União Brasil para afiançar a eles que promessas de entregas de cargos serão cumpridas. Há pedidos de cargos em empresas públicas, como a Geap (Fundação de Assistência ao Servidor Público).

No início da tarde, a previsão de governistas era a de que Pacheco teria de 44 a 52 votos. O presidente do Senado foi reeleito para mais dois anos de mandato por 49 votos, ante 32 do adversário.

O resultado da eleição na Casa representa uma segunda derrota do bolsonarismo e dá mais uma demonstração de força de Lula um mês após o início do seu mandato.

Logo após a vitória, Marinho apontou interferência do governo no resultado eleitoral. O ministro da Secretaria de Relações Institucionais, Alexandre Padilha, rechaçou que isso tenha ocorrido.

“Este governo não fez qualquer medida de interferência no processo eleitoral, seja do Senado ou da Câmara”, disse.

“O governo não interferiu em absolutamente nada no processo eleitoral tanto no Senado como na Câmara porque não é prática do presidente Lula querer fazer uma intervenção no Congresso Nacional”, continuou.

Apesar da vitória, aliados de Pacheco tiveram o receio de que Marinho registrasse uma votação mais expressiva.

Um dos problemas apontados por pessoas próximas de Marinho foi que Pacheco teria “loteado” o Senado mesmo antes de ser eleito, prometendo o comando das principais comissões somente a aliados políticos e deixando de fora outras siglas com representatividade.

O presidente do Senado contou com a atuação forte do PT de Lula, de aliados antigos do MDB e do senador Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), que foi um dos principais fiadores da eleição.

A Alcolumbre está prometida a CCJ (Comissão de Constituição e Justiça), que ele já preside e é a mais importante da Casa. Já ao senador Rogério Carvalho (PT-SE) está prometida a primeira secretaria.

A negociação para reeleger Pacheco também envolveu espaços na Mesa Diretora. O presidente do Senado quis manter em posições de poder seus principais aliados —como Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB) na vice-presidência. Mas ele esperava o placar para definir o destino de duas secretarias que estão hoje nas mãos do PL e do Progressistas.

Mesmo tendo a segunda maior bancada do Senado, o PL corre o risco de ficar sem espaços importantes na Casa diante da formação de blocos. O partido do ex-presidente se juntou ao PP e ao Republicanos —que somam 22 senadores—, mas o governo articula dois blocos ainda maiores.

A influência e espaço de Alcolumbre também viraram motivo de reclamação em diversos partidos, entre eles a União Brasil. Na montagem do governo, o partido de centro ficou com três ministérios. Dois deles foram indicados pelo senador: o dos ministros das Comunicações, Juscelino Filho (União Brasil), e da Integração, Waldez Góes (PDT).

Embora seja do PDT e esteja apenas licenciado do partido, o ex-governador do Amapá Waldez Góes é próximo de Alcolumbre —o senador também articulou a indicação do aliado junto a governadores da região da Amazônia.

Pouco após as nomeações, dirigentes e integrantes da União Brasil reclamaram que a equipe petista conduziu o processo de forma atabalhoada e acabou contemplando apenas Alcolumbre, e não a totalidade da União Brasil.

Aliados do governo Lula no Congresso já admitiam, antes da votação, que o nome de Alcolumbre acabou pesando contra a candidatura de Pacheco em alguns momentos, o que aumentou a conta do que o governo precisou fazer para garantir a vitória.

Sem dar detalhes de qual foram as moedas de troca, eles admitem que o PT, por exemplo, corre o risco de acabar sem a presidência de comissões de destaque no Senado.

Eles entendem ainda que, não fosse uma intensificação na movimentação do governo para conseguir votos de senadores, a margem da vitória de Pacheco seria menor do que o placar registrado nesta quarta.

“Estávamos muito confiantes que se a eleição fosse ontem ou hoje, no começo da tarde, nós teríamos uma grande possibilidade de vitória, mas é fato que houve um trabalho muito forte do nosso adversário e do próprio governo”, afirmou Marinho após a derrota.

Ele ainda insinuou que pode ter acontecido troca de votos por indicações a cargos, mas disse que não tem como provar essa possibilidade.

“Não posso afirmar, porque não vi, mas claramente houve uma diminuição nos votos que nós achávamos que tínhamos assegurado. O que houve nas entrelinhas, o Diário Oficial certamente, no futuro, vai poder constatar, ou não, se houve algum tipo de favorecimento. Não vou fazer pré-julgamentos”, completou.

Folha de São Paulo

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.