Brasil

Planalto aciona AGU após jogador de vôlei Wallace, ex-seleção, fazer post sobre violência contra Lula

O ministro da Secretaria de Comunicação Social, Paulo Pimenta, afirmou nesta terça-feira (31) em uma rede social que acionou a Advocacia-Geral da União (AGU) para tomar providências sobre uma postagem do jogador de vôlei Wallace Leandro, do Cruzeiro e ex-seleção.

O atleta divulgou pergunta de um seguidor, em uma rede social, sugerindo violência contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva – e abrindo uma enquete para colher a opinião de seguidores sobre o tema.

“Esta postagem foi feita pelo jogador de vôlei do Cruzeiro , e ex-atleta da seleção brasileira, Wallace Leandro em seu Instagram. Já acionei a AGU e vamos tomar todas as providências necessárias. Não vamos tolerar ameaças feitas por extremistas e golpistas!”, escreveu Pimenta.

Wallace fez a postagem nesta segunda-feira (30) e apagou a publicação horas depois, mas prints passaram a circular nas redes sociais – e geraram repúdio de atletas, artistas e políticos.

A Comissão de Combate às Discriminações da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) anunciou que deve denunciar Wallace Leandro de Souza pelo crime de incitação à violência.

A Confederação Brasileira de Vôlei repudiou o post.

“A CBV repudia qualquer tipo de violência ou incitação a atos violentos, e entende que o esporte é uma ferramenta para propagação de valores como o respeito, a tolerância e a igualdade”, escreveu.

O Cruzeiro, em nota, disse lamentar a publicação e pediu desculpas aos torcedores.

“As redes sociais podem parecer um espaço em que tudo está liberado, sem muita avaliação das possibilidades de interpretação, e isso é uma armadilha gigantesca. Reforçaremos com todo o nosso staff, atletas e comissão técnica sobre a importância da responsabilidade no uso das mídias digitais. Ressaltamos, principalmente, que a violência nunca deve ser exaltada ou estimulada, e da parte do Sada Cruzeiro pedimos sinceras desculpas a todos”, escreveu o clube.

G1

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Brasil

Micro e pequenas empresas têm até hoje para aderir ao Simples

Qual o custo para abrir uma empresa MEI? - ZIP Contabilidade
As micro e pequenas empresas e os microempreendedores individuais (MEI) têm até amanhã hoje (31) para pedir a inclusão ou reinclusão no Simples Nacional – regime especial de tributação para os negócios de pequeno porte. Diferentemente dos últimos anos, não haverá prorrogação para a regularização de pendências. O pequeno negócio precisa quitar ou renegociar as dívidas até hoje para não ser excluído do programa.

Até a última sexta-feira (27), 348.077 micro e pequenas empresas haviam pedido a adesão ao Simples Nacional. Desse total, 97.572 foram aprovadas, 233.530 dependem de regularização de pendências com um ou mais entes federados (União, Estados, Distrito Federal ou município) e 16.975 solicitações foram canceladas pelo contribuinte. O resultado final será divulgado na segunda quinzena de fevereiro.

Tradicionalmente, quem não pagou os débitos até 30 dias depois da notificação é retirado do Simples Nacional em 1º de janeiro de cada ano. As empresas excluídas, no entanto, têm até 31 de janeiro de cada ano para pedir o regresso ao Simples Nacional, desde que resolvam as pendências – de cadastro ou de débitos em atraso.

Por causa da pandemia de covid-19, em 2021 e 2022, o governo tinha prorrogado o prazo para o pagamento de débitos. A micro ou pequena empresa aderia ao Simples até 31 de janeiro, data fixada por lei complementar, mas ganhava algumas semanas ou meses para quitar ou renegociar as dívidas. No ano passado, o prazo para a regularização de pendências havia sido estendido até 31 de março. Neste ano, a data limite voltou para 31 de janeiro.

Renegociação

Antes de renegociar a dívida por meio do Programa de Reescalonamento do Pagamento de Débitos no Âmbito do Simples Nacional, a empresa deve verificar onde se encontram os débitos: na Receita Federal ou na Dívida Ativa da União.

Os interessados em regularizar as pendências, podem entrar com um pedido de parcelamento, o qual deve ser feito no Portal do Simples Nacional ou no Portal e-CAC da RFB, no serviço “Parcelamento – Simples Nacional”.

O processo de regularização deve ser feito por meio do Centro Virtual de Atendimento ao Contribuinte da Receita Federal (e-CAC), requerendo certificado digital ou código de acesso. O devedor pode pagar à vista, abater parte da dívida com créditos tributários (recursos que a empresa tem direito a receber do fisco) ou parcelar os débitos em até cinco anos com o pagamento de juros e multa.

Caso o débito esteja inscrito em dívida ativa, a regularização deverá ser feita no Portal Regularize-se, da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN). Pendências cadastrais podem ser resolvidas no Portal Redesim.

Como funciona

Criado em 2007, o Simples Nacional é um regime tributário especial que reúne o pagamento de seis tributos federais, além do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), cobrado por estados e pelo Distrito Federal, e do Imposto Sobre Serviços (ISS), arrecadado pelos municípios.

Em vez de pagar uma alíquota para cada tributo, o micro e pequeno empresário recolhe, numa única guia, um percentual sobre o faturamento que é repassado para os três níveis de governo. Somente as empresas que faturam até R$ 4,8 milhões por ano podem optar pelo regime.

Blog do BG PB

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Brasil

Candidatura de Marinho avança e Planalto atua para conter traições

Foto: Valter Campanato/Agência Brasil.

Ao longo desta segunda-feira (31) houve uma mudança de cenário na disputa pela Presidência do Senado que obrigou o Palácio do Planalto a sinalizar com a liberação de cargos e estruturas, principalmente para o União Brasil, partido que vem sendo cortejado tanto por Rogério Marinho (PL-RJ) quanto por Rodrigo Pacheco (PSD-MG).

Ontem, vários parlamentares que eram tidos como votos certos em Pacheco mudaram de posição, tais quais os senadores Alessandro Vieira (PSDB-SE) e Marcos do Val (Podemos-ES).

Nas contas dos aliados de Pacheco, ele teria entre 50 e 55 votos garantidos de senadores do MDB, PT, PSD, União Brasil e votos avulsos em PP e PL; nas dos aliados de Marinho, porém, o atual presidente do Senado tem apenas 36 votos garantidos. Os entusiastas da candidatura de Marinho somam 34 apoios hoje – 23 deles já declarados nas redes sociais.

De olho justamente nas traições, o Planalto iniciou uma operação para reter votos, principalmente no União Brasil e PSD. A ideia é destravar a liberação de cargos no segundo e terceiro escalões quanto antes para conter dissidências nas duas siglas.

Emissários de Pacheco também já procuraram parlamentares como Professora Dorinha (União-TO) e Efraim Filho (União-PB) prometendo espaços na mesa diretora. Os dois são apontados hoje como votos contrários a Pacheco justamente por divergências com um dos seus principais cabos eleitorais, o presidente da CCJ, Davi Alcolumbre (União-AP).

Por O Antagonista

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Brasil

Lula derruba 18 indicações de Bolsonaro para cargos no governo e em embaixadas

Foto: Sérgio Lima/AFP.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva derrubou 18 indicações feitas pelo ex-presidente Jair Bolsonaro para diretores de órgãos públicos, agências reguladoras e para o comando de embaixadas do Brasil no exterior.

Essas indicações foram feitas a partir de dezembro de 2021 e ainda aguardavam aprovação do Legislativo.

Os pedidos de cancelamento das indicações foram publicados no “Diário Oficial da União” desta terça-feira (31) – véspera da retomada dos trabalhos no Legislativo (veja vídeo abaixo).

Dez dos 18 nomes foram indicados por Bolsonaro após a derrota nas eleições de outubro. O governo ainda não enviou ao Congresso novas indicações para os postos.

O Senado chegou a aprovar indicações de embaixadores nos meses posteriores à votação, mas adiou a análise dos postos considerados mais estratégicos.

Veja a lista de indicações canceladas por Lula:

  • Helio Ferraz de Oliveira, indicado a diretor da Agência Nacional do Cinema (Ancine);
  • Daniel de Macedo Alves Pereira, indicado à recondução como chefe da Defensoria-Pública da União;
  • André Elias Marques, indicado a ouvidor da Agência Nacional de Mineração (ANM);
  • André Ruelli, indicado a ouvidor da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel);
  • Ronaldo Jorge da Silva Lima, indicado à recondução como diretor da Agência Nacional de Mineração (ANM);
  • José Mauro Esteves dos Santos, indi cado a diretor-presidente da Autoridade Nacional de Segurança Nuclear (ANSN) – cargo com mandato de quatro anos;
  • Jefferson Borges Araújo, indicado a diretor da Autoridade Nacional de Segurança Nuclear (ANSN) – cargo com mandato de três anos;
  • Luciana Lauria Lopes, indicada a ouvidora da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq);
  • Edgar Ribeiro Dias, indicado a ouvidor da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa);
  • João Paulo Dias de Araújo, indicado a ouvidor da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS);
  • André Chermont de Lima, diplomata indicado a embaixador do Brasil em Buenos Aires;
    Miguel Griesbach de Pereira Franco, diplomata indicado a embaixador do Brasil na Turquia;
  • Paulino Franco de Carvalho Neto, diplomata indicado a embaixador do Brail na França;
  • Sarquis José Buainain Sarquis, diplomata indicado à representação do Brasil junto à Organização Mundial do Comércio (OMC) em Genebra (Suíça);
  • Reinaldo José de Almeida Salgado, diplomata indicado a embaixador do Brasil na Holanda;
  • Paulo Roberto Caminha de Castilhos França, diplomata indicado a embaixador do Brasil na Grécia;
  • Hélio Vitor Ramos Filho, diplomata indicado a embaixador do Brasil na Argentina;
  • Fernando Simas Magalhães, diplomata indicado a embaixador do Brasil na Itália.

Por G1

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Brasil

Americanas tem dívidas de mais de R$ 5 milhões com credores da PB; Veja lista

A Americanas tem dívidas de mais de R$5 milhões com credores instalados na Paraíba. A rede de lojas está em processo de recuperação judicial após se descobrir um rombo financeiro de mais de R$40 bilhões.

As dívidas constam numa extensa lista com 287 laudas com nomes de credores divulgada por determinação judicial. Os registros apontam débitos abertos com 27 fornecedores ou prestadores de serviços com empresas instalados na Paraíba. Os créditos de empresas paraibanos somam exatamente R$5.051.690,71.

Uma unidade de uma grande empresa instalada no Distrito Industrial, em Alhandra, tem o maior v9lume de crédito – R$4.426.367,00, mas existem também dívidas de porte médio com construtoras, prestadores de serviços de refrigeração e técnicos, fornecedores de produtos locais, incorporadoras, empreendimentos imobiliários e até empresas de turismo.

Além disso, a Americanas tem dívidas de locação de imóveis em Cajazeiras e Campina Grande, uma conta em aberto com o antigo controlador com o shopping de Campina Grande (Shopping Igautemi) e débitos de impostos nas prefeituras de Cajazeiras, Pombal, Bayeux e João Pessoa.

Algumas das dívidas já estão em execução judicial, mas grande parte, especialmente a de pequenos fornecedores, está apenas cadastrada.

Bancos e centrais sindicais já entraram na Justiça solicitando o bloqueio de recursos da Americanas e de seus principais sócios para garantir o pagamento de dívidas.

A crise na Americanas veio à tona há três semanas quando um executivo contratado para assumir o controle da gestão se recusou a assumir o cargo alegando que havia inconsistência no balanço da rede de lojas. Era uma manobra contábil que escondia dívidas de cerca de R$40 bilhões. Desde então as ações da rede despencaram, a empresa entrou em processo de recuperação judicial e existe o temor de falência, apesar da discussão sobre a venda.

F5 Online com Portal T5

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Brasil

Americanas tenta impedir na Justiça corte de luz e internet em suas lojas

A Americanas entrou nesta segunda-feira (30) com o pedido de recurso na Justiça do Rio de Janeiro para que as empresas de energia elétrica e telecomunicações não cortem por inadimplência os serviços de suas operações. Na petição, a varejista pede que Enel e Light mantenham o fornecimento do serviço de energia em suas lojas. A Americanas pede ainda que a Internet não seja cortada por falta de pagamento.

A Americanas pede uma multa diária de R$ 100 mil para manter os serviços funcionando.

Procurada Americanas não se pronunciou até a publicação desta reportagem.

De acordo com especialistas consultados pelo Estadão, a varejista precisa mais do que nunca manter sua operação funcionando para conseguir ampliar seu caixa e assim negociar preços e prazos melhores com os fornecedores.

Após bloqueios judiciais e cancelamento de adiantamentos, a varejista ficou com o caixa quase vazio. Conforme adiantou o Estadão, a empresa tem estimativa de quatro meses de estoque sem o aporte dos acionistas de referência – Jorge Paulo Lemann, Marcel Telles e Beto Sicupira.

Em 20 de janeiro deste ano, a companhia entrou em recuperação judicial, reportando dívidas de R$ 41 bilhões.

Terra

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Brasil

Bolsonaro pede voto em Marinho por “reequilíbrio dos Poderes”


Foto: Sérgio Lima/Poder360

O ex-presidente Jair Bolsonaro fez uma breve fala por videochamada durante jantar de confraternização do PL em Brasília na segunda-feira (30.jan.2023).

Dirigindo-se aos congressistas do partido, ex-chefe do Executivo deu as boas-vindas aos novos eleitos e declarou apoio à candidatura de Rogério Marinho (PL-RN) à presidência do Senado “pelo reequilíbrio entre os poderes”.

Também disse que a presença da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro era a mais importante da noite. Ouviu, sem responder, pedidos para que volte logo ao Brasil.

O evento contou com a participação de alguns dos integrantes do antigo governo, como:

  • Braga Netto, ex-ministro da Defesa do governo Bolsonaro;
  • João Roma, ex-ministro da Cidadania do governo Bolsonaro;
  • Marcos Pontes, senador eleito por SP;
    Jorge Seif, senador eleitor por SC;
  • Tereza Cristina, senadora eleita por MS;
  • Eduardo Pazuello, deputado eleito pelo RJ;
  • Ricardo Salles, deputado eleito por SP

“DESCANSANDO”

Ao chegar ao jantar do PL em Brasília nesta segunda-feira (30.jan.2023), a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro afirmou que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) está “descansando” nos Estados Unidos.

Quando foi questionada sobre qual será a data de retorno de Bolsonaro ao Brasil, Michelle ficou em silêncio.

Poder360

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Brasil

Lula completa um mês de governo com aceno ao passado e crises políticas

Foto: RICARDO STUCKERT/PR

O terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) completa um mês nesta terça-feira (31) marcado por decisões que remontam à época em que o Brasil emprestou dinheiro para ditaduras da América Latina que até hoje devem ao país e por crises políticas.

Logo na primeira agenda internacional do chefe do Executivo federal, quando visitou a Argentina, há uma semana, Lula disse que fará um “esforço” para que o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) volte a financiar projetos de países vizinhos.

Ele pretende ampliar financiamentos do banco principalmente em países da América Latina, mas os parceiros atuais do BNDES somam R$ 5,1 bilhões em dívidas com a instituição. Os principais calotes são dos governos ditatoriais de Cuba (R$ 1,1 bilhão) e Venezuela (R$ 3,5 bilhões).

Tropeços em acordos comerciais internacionais

O presidente brasileiro tentou atrapalhar as negociações do Uruguai com a China para firmar um tratado de livre-comércio com a nação asiática. Junto com Argentina e Paraguai, o Brasil passou a questionar o acordo e teme que o Uruguai possa ter resultados mais positivos por importar produtos fora da Tarifa Externa Comum, um pacote de taxas que é aplicado em produtos e serviços negociados por todos os países do Mercosul.

Apesar da investida de Lula, o presidente uruguaio, Luis Lacalle Pou, garantiu que “o Uruguai vai avançar nas suas negociações com a China”. “O Brasil pode paralelamente fazer seu caminho e, após isso, nós vamos compartilhar tudo o que foi negociado, e o Uruguai pode se ajustar ao que o Brasil propuser.”

Atrito com militares

O primeiro mês do governo de Lula ainda teve episódios polêmicos envolvendo as Forças Armadas. Depois do ataque de extremistas a Brasília em 8 de janeiro, o presidente afirmou estar convencido de que algum militar facilitou a ação dos vândalos. “Teve muita gente conivente, muita gente da PM conivente, muita gente das Forças Armadas conivente.”

O episódio de vandalismo na capital federal gerou um mal-estar do presidente com o general Júlio César de Arruda, que comandava o Exército — ele acabou exonerado. Outro fator que contribuiu para a saída dele foi a resistência a impedir a promoção do tenente-coronel Mauro Cid, que foi ajudante de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Até o momento, Lula já dispensou 95 militares que atuavam na Presidência da República, entre eles vários servidores que trabalhavam no Palácio da Alvorada e na Granja do Torto.

Polêmica com golpe

Ao longo de janeiro, por diversas vezes o presidente tratou o impeachment de Dilma Rousseff (PT) como golpe e se referiu ao ex-presidente Michel Temer (MDB) como “golpista”.

Em visita à Argentina nesta semana, o chefe do Executivo federal criticou o processo conduzido pelo Congresso Nacional. “Vocês sabem que depois de um momento auspicioso no Brasil, quando governamos de 2003 a 2016, houve um golpe de Estado. Se derrubou a companheira Dilma Rousseff com um impeachment. A primeira mulher eleita presidenta da República do Brasil”, disse Lula.

As falas dele fizeram com que ao menos dois deputados apresentassem pedidos de impeachment. Além disso, a Advocacia-Geral da União (AGU), o Supremo Tribunal Federal (STF) e a Procuradoria-Geral da República (PGR) foram acionados para investigar as declarações de Lula.

Ministra do Turismo

O presidente enfrentou críticas pelas denúncias contra a ministra do Turismo, Daniela Carneiro, conhecida como Daniela do Waguinho (União Brasil), por ligação com Juracy Alves Prudêncio, o Jura, condenado por chefiar uma milícia na Baixada Fluminense, no Rio de Janeiro.

Além disso, Daniela usou dinheiro público para alugar um escritório no Rio de Janeiro por um valor aproximadamente três vezes maior do que a média cobrada nos imóveis da região. Em quatro anos, foram gastos por ela R$ 141 mil com aluguel em Belford Roxo (RJ). A despesa foi paga pela Câmara dos Deputados.

R7

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Brasil

SÓ NO NOSSO: Mercado financeiro eleva mais uma vez a projeção da inflação


A previsão do mercado financeiro para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerada a inflação oficial do país, subiu de 5,48% para 5,74% para este ano.

A estimativa consta do Boletim Focus desta segunda-feira (30), pesquisa divulgada semanalmente pelo Banco Central (BC), em Brasília, com a expectativa de instituições financeiras para os principais indicadores econômicos.

Para 2024, a projeção da inflação ficou em 3,9%. Para 2025 e 2026, as estimativas são de inflação em 3,5%, para ambos os anos.

A previsão para 2023 está acima do teto da meta de inflação que deve ser perseguida pelo BC. Definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), a meta é de 3,25% para este ano, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é de 1,75% e o superior de 4,75%.

Da mesma forma, a projeção do mercado para a inflação de 2024 também está acima do centro da meta prevista, que é de 3%, também com os intervalos de tolerância de 1,5 ponto percentual.

Em carta ao Ministério da Fazenda, o Banco Central explicou que a inflação só ficará dentro da meta a partir de 2024, quando deverá se situar em 3%, e em 2025 (2,8%). Para esses dois anos, o CMN estabelece uma meta de 3% para o IPCA.

Em janeiro, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15), que é a prévia da inflação, teve aumento de 0,55%, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Em 2022, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação oficial, fechou com uma taxa de 5,79% acumulada no ano. A meta estava em 3,5%, com a mesma margem de tolerância, e podia variar entre 2% e 5%.

Agência Brasil

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Brasil

Com formação de blocos, apoio a Rogério Marinho cresce na disputa pela Presidência do Senado

Foto: Divulgação

Às vésperas da eleição que escolherá o novo presidente do Congresso Nacional, a disputa para o cargo está acirrada entre dois principais candidatos: o atual presidente e candidato à reeleição, Rodrigo Pacheco (PSD), e o senador Rogério Marinho (PL). Embora, Pacheco tenha o maior número de votos, por outro lado, nos últimos dias, cresce o apoio e adesão à candidatura de Marinho, que conta com o PL (13), o PP (6) e o Republicanos (4). Os três partidos juntos concentram 23 votos.

O pleito acontece nesta quarta-feira (1º). Para vencer, o candidato precisa de, pelo menos, 41 votos favoráveis. Se ninguém atingir esse número, a votação vai para o segundo turno. Também disputa o cargo o senador Eduardo Girão (Podemos-CE).
Pacheco possui o apoio de senadores da base de apoio do governo Lula (PT) e de partidos de centro, enquanto Rogério Marinho, ex-ministro e aliado do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), deverá contar com os votos da oposição.

O PT (9) e PDT (3), que somam 12 congressistas, já confirmaram estar do lado do presidente do Senado. Também são da base do governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no Congresso e, por isso, formam aliança com Pacheco: MDB (10), PSB (2), Rede (1) e Cidadania (1). Com isso, os aliados do candidato à reeleição somam entre 50 e 55 votos.

No entanto, o PL (13), o PP (6) e o Republicanos (4) formaram um bloco para apoiar Marinho. Os três juntos concentram 23 votos.

Praticamente todos os membros do PP declararam voto em Marinho e estão trabalhando para eleger o ex-ministro de Jair Bolsonaro. Cacique do PP, que também integrou o governo Bolsonaro, Ciro Nogueira (PI), afirmou no sábado que a vitória de Marinho “está encaminhada”.

O líder do PL, Carlos Portinho (RJ), disse que vai pedir à bancada que revele o voto, estratégia para angariar apoio dos indecisos na hora da votação. Portinho está confiante e disse que Marinho “tem votos para ganhar”.

O candidato do PL também pode receber votos de parlamentares que, em tese, votariam em Pacheco. Isso, pois, a votação para presidente do Senado é secreta, em cédula de papel, e o senador não é obrigado a revelar seu voto, o que pode gerar muitas traições mesmo dentro de bancadas.

As principais apostas de Marinho são votos de bancadas divididas como as do União Brasil (10), Podemos (5) e PSDB (3). Dentro do União Brasil, Marinho deve levar ao menos quatro votos.

Força dos partidos

Neste sábado (28), a bancada do PSD, partido de Pacheco se tornou a maior do Senado, com 14 senadores, devido à filiação de Mara Gabrilli (SP), que saiu do PSDB.

O posto antes era ocupado pelo PL de Marinho, partido que elegeu mais senadores e que agora é a segunda maior bancada, formada por 13 parlamentares.

No entanto, apesar de liderar em número de senadores, o PSD ainda não divulgou apoio público a Pacheco, que não é consenso entre todos os colegas de legenda.

Nesta sexta-feira (27), a bancada se reuniu, mas não referendou publicamente o nome do mineiro. Uma parte do PSD quer que o partido assuma mais cargos e está descontente com a influência de Davi Alcolumbre (União-AP) na gestão de Pacheco.

Veja como está a divisão dos partidos

Declararam apoio à reeleição de Rodrigo Pacheco (PSD-MG):

– PSD: 14 senadores;
– MDB: 10 senadores;
– PT: 9 senadores;
– PDT: 3 senadores;
– PSB: 2 senadores;
– Cidadania: 1 senador;
– Rede: 1 senador.

Declararam apoio ao senador Rogério Marinho (PL-RN):

– PL: 13 senadores;
– PP: 6 senadores;
– Republicanos: 4 senadores.

Ainda não se posicionaram:

– União Brasil: 10 senadores;
– Podemos: 5 senadores;
– PSDB: 3 senadores.

Com informações do g1

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