Brasil

Deputado pede explicações sobre presença de líder do MST em comitiva de Lula na China

Foto: Reprodução/MST

O deputado Rodolfo Nogueira (PL-MS) apresentou um pedido de informações ao ministro-chefe da Casa Civil, Rui Costa, sobre a ida do líder do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), João Pedro Stédile, à China na comitiva do presidente Lula.

Para o parlamentar, não há justificativas para a participação de Stédile na comitiva presencial, visto que ele “não possui nenhum cargo público e muito menos contribui para o fortalecimento das relações comerciais e diplomática entre os dois países”.

“A participação do líder do MST em uma viagem oficial do presidente pode prejudicar a reputação do Brasil no cenário internacional, uma vez que pode ser interpretada como uma demonstração de desrespeito à legalidade e aos direitos fundamentais”, disse Rodolfo.

Como se trata de um requerimento de informações, o governo federal é obrigado a respondê-lo em um prazo de 15 dias.

O Antagonista

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Brasil

Govero Lula articula criação de Bolsa Família para indígenas

O Ministério dos Povos Indígenas articula, junto ao Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, a criação de uma categoria específica do programa Bolsa Família voltada aos povos indígenas.

O tema será debatido por um grupo de trabalho, criado pela ministra Sonia Guajajara em portaria publicada no Diário Oficial da União (DOU) desta quarta (19), data em que se comemora o Dia dos Povos Indígenas.

O grupo tem como objetivo “elaborar propostas e ações visando o acesso diferenciado a programas, serviços e ações de proteção social pelos povos indígenas”.

O Ministério dos Povos Indígenas já conversa com o Ministério do Desenvolvimento Social, que enviou propostas iniciais da estrutura da categoria.

Pessoas envolvidas no debate ouvidas sob condição de anonimato afirmam que a necessidade de uma categoria especial, dentro do programa federal, parte da análise de que muitas vezes os povos indígenas enfrentem problemas com o Bolsa Família tradicional.

Um dos pontos citados, por exemplo, é a dificuldade de acesso que muitos indígenas têm às agências da Caixa Econômica Federal para sacar o benefício. Outra é o deslocamento dos indígenas até as cidades para realizar trâmites burocráticos de adesão ao programa.

Uma ideia, por exemplo, é usar a Funai (Fundação dos Povos Indígenas) para auxiliar nestes processos. Outra possibilidade debatida é a de benefícios que não sejam em dinheiro, uma vez que pode ser mais proveitoso, a depender da realidade de determinada comunidade, bolsas em insumos ou até materiais de auxílio na produção de alimentos.

Essas alternativas, ainda embrionárias, serão debatidas pelo grupo de trabalho, que terá duração de 180 dias, com reuniões quinzenais. A equipe será composta por membros o ministério e ouvirá outras pastas do governo federal.
Fundo de financiamento e Estatuto do Índio

Além destas medidas, o ministério também irá criar um grupo de trabalho para elaborar o que é chamado atualmente de Fundo Biomas Indígenas.

O instrumento, promessa de Sonia Guajajara e ideia surgida na época da transição de governo, tem como intuito funcionar como uma espécie de Fundo Amazônia voltado para captação de recursos específicos para a aplicação de políticas públicas ligadas às necessidades indígenas.

A reportagem teve acesso à portaria que institui o grupo de trabalho e deve ser publicada nos próximos dias. Segundo o texto, assinado pela ministra, ele será composto por membros do ministério e de entidades indígenas regionais, representando os diferentes biomas brasileiros.

A duração prevista para os trabalhos é de 90 dias.

Recentemente, o governo federal liberou mais de R$ 500 milhões em créditos extraordinários voltados a ações emergenciais de proteção aos povos, sendo R$ 146,7 milhões destinados ao Ministério dos Povos Indígenas, mais especificamente para a Funai (Fundação Nacional dos Povos Indígenas).

O restante foi direcionado à áreas dentro de outras pastas, mas que cuidam de políticas indigenistas: por exemplo R$ 63,8 milhões para o Ibama executar ações de fiscalização ambiental relacionada à proteção à vida, da saúde e da segurança em terras indígenas.

Outro grupo de trabalho criado pela pasta é o de juristas indígenas, que tem como objetivo reestruturar o Estatuto do Índio, criado em 1973 e considerado defasado.

A portaria, publicada no Diário Oficial nesta quarta, prevê que o grupo tenha duração de 180 dias.

Serão membros de sua equipe nomes como Eloy Terena, atual secretário-executivo do ministério, Mauricio Terena, advogado da Apib (Articulação dos Povos Indígenas do Brasil), e Samara Pataxó, primeira mulher indígena a assessorar o Tribunal Superior Eleitoral —ela ocupa um cargo no núcleo de inclusão da presidência do órgão.

Por fim, o Ministério dos Povos Indígenas também criou um grupo de trabalho para atuar junto ao povo Kinikinau, do Mato Grosso do Sul.

Segundo o Povos Indígenas do Brasil, catálogo do ISA (Instituto Socioambiental) sobre todos os povos do país, a etnia tem cerca de 600 pessoas segundo os cálculos mais recentes, de 2016.

Os Kinikiau, no entanto, não tem território reconhecido e reivindicam um grupo de trabalho para identificação de sua terra em Aquidauana, no Mato Grosso do Sul, pelo menos desde 2014. A falta de demarcação faz com que eles vivam espalhados em aldeias de outros povos.

Folha de São Paulo

Opinião dos leitores

  1. O futuro presidente vai trabalhar só pra tapar o rombo desse Ladrão irresponsável com dinheiro público

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Brasil

GENIAL/QUAEST: Reprovação de Lula cresce e vai a 29%; aprovação cai de 40% para 36%

Pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira (19) aponta a aprovação do governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) por 36% dos entrevistados, enquanto 29% reprovam a administração. Outros 29% a consideram regular, e 6% não sabem ou não responderam à pergunta.

A pesquisa foi realizada presencialmente, de quinta-feira (13) a domingo (16), e entrevistou 2.015 pessoas, com margem de erro estimada de 2,2 pontos percentuais. O nível de confiança da pesquisa, ou seja, a probabilidade do resultado representar de fato a opinião dos brasileiros, é de 95%.

A avaliação negativa cresceu em relação à pesquisa realizada em fevereiro. Antes, o petista tinha 40% de aprovação, com 20% reprovando a atual gestão, e 24% a considerando regular. Não souberam ou não responderam na ocasião 16%.

Os números desta nova rodada da Genial/Quaest são próximos aos aferidos na pesquisa Datafolha realizada em 29 e 30 de março, quando a administração do petista foi considerada boa ou ótima por 38%, enquanto 29% consideraram o governo ruim ou péssimo.

Segundo a Quaest, a aprovação do atual mandatário oscilou negativamente na maior parte das regiões —exceto no Centro-Oeste e no Norte, onde o número daqueles que avaliam positivamente o governo oscilou um ponto percentual para cima, de 32% para 33%.

Na mesma região, entretanto, a reprovação cresceu de 23% para 37%.

Em relação ao comportamento do presidente no cargo, 53% afirmam concordar com a forma na qual Lula se porta, enquanto 40% desaprovam, e 7% não souberam ou não responderam.

O número, porém, representa uma queda de 12 pontos em relação à pesquisa anterior, quando o chefe do Executivo marcou 65% de aprovação em relação às suas atitudes, contra 29% de reprovação.

O levantamento é financiado pela corretora de investimentos digital Genial Investimentos, controlada pelo banco Genial.

Folha de São Paulo

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Brasil

Lula recua de novo e muda discurso sobre guerra na Ucrânia

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva recuou e mudou seu discurso a respeito da guerra no Leste Europeu e afirmou que o Brasil “condena a violação da integridade territorial da Ucrânia”, além de defender “uma solução política negociada para o conflito”. A declaração do petista foi dada na terça-feira 18, durante um encontro no Itamaraty com o presidente da Romênia, Klaus Iohannis.

“Falei da nossa preocupação com o efeito da guerra, que extrapola o continente europeu”, declarou Lula. “Reiterei minha preocupação com as consequências globais desse conflito em matéria de segurança alimentar e energética, especialmente sob as regiões mais pobres do planeta”, concluiu.

O petista ainda defendeu a necessidade da criação de um grupo de países que seja capaz de “sentar-se à mesa tanto com a Ucrânia como com a Rússia para encontrar a paz”.

*Lula muda o tom do discurso*

No domingo 16, o presidente havia se colocado de forma totalmente diferente das ações tomadas pelos Estados Unidos e por países europeus integrantes da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) sobre quais medidas deveriam ser adotadas e o empenho em fornecer armas, equipamentos e assistência para o Exército de Kiev.

Durante sua viagem ao Oriente, Lula fez escala nos Emirados Árabes Unidos e concedeu uma entrevista em que afirmou que: “A decisão da guerra foi tomada por dois países”.

Depois dessa declaração do petista, autoridades brasileiras sofreram fortes cobranças dos EUA e de integrantes da União Europeia para se retratar. A mudança de Lula se deu também por pressões internas de membros da oposição que condenaram sua fala.

Revista Oeste

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Brasil

Com temor de danos no Congresso, governo Lula condena invasões, mas cede cargos ao MST


Foto: Divulgação

Pressionado por novas invasões do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), seu aliado histórico e ativo na última campanha eleitoral, o governo Lula cedeu ao grupo e trocou, nesta terça-feira, mais postos regionais do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra).

Em público, porém, ministros elevaram o tom contra o movimento e criticaram as ações, na tentativa de conter danos no Congresso. Responsável pela área, Paulo Teixeira (Desenvolvimento Agrário) condicionou a continuidade do programa de reforma agrária à desocupação das propriedades.

Em paralelo, das 29 superintendências do Incra, sete foram trocadas por nomes indicados por movimentos populares do campo de cada estado. As mudanças foram publicadas no Diário Oficial da União. O governo já havia atendido em parte a reivindicação de substituir superintendentes nomeados durante o governo de Jair Bolsonaro.

Nos últimos dias, o MST invadiu fazendas em Pernambuco, uma área da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) no estado e outra da empresa Suzano no Espírito Santo, além de ocupar sedes do Incra em 12 estados. Para dar uma resposta, o ministro Paulo Teixeira se posicionou pela desocupação das terras.

“A minha opinião é que essa jornada de luta já acabou. Estamos pedindo as retiradas, para prosseguir o programa de reforma agrária. O nosso condicionante é esse. O governo já tem compromisso com a reforma agrária. Tem programas a apresentar. E sse tipo de ação nessa direção não muda nada”, afirmou ao GLOBO.

De acordo com aliados de Lula, o presidente vem afirmando que é contra invasões de terras produtivas. Segundo relatos, o petista chegou a afirmar que, se o governo é contra invasões ao Palácio do Planalto, ao Congresso e ao Supremo Tribunal Federal (STF), em referência aos atos de 8 de janeiro, será contra a ocupação de áreas privadas e produtivas. O petista, contudo, não pretende se manifestar publicamente.


O Globo

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Brasil

Governo Lula é desaprovado por 10% dos que o elegeram

Foto: Sérgio Lima/Poder360

Pesquisa PoderData realizada de 2 a 4 de abril mostra que 10% do eleitorado que votou no atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no 2º turno de 2022 hoje desaprova a gestão dele à frente do Planalto.

Para chegar a estes números, o PoderData perguntou aos entrevistados sobre como votaram na última eleição e cruzou os resultados com a pergunta sobre aprovação do governo (“você aprova ou desaprova o governo do presidente Lula?”). Este segmento, naturalmente, tende em sua maioria a aprovar a gestão do petista –os 10% são a exceção, indicando um perfil de “eleitor descontente” de Lula.

O PoderData também cruzou o voto em 2022 dos entrevistados com outras perguntas feitas na mesma rodada da pesquisa. Em relação ao trabalho do presidente –quando o entrevistado tem a opção de avaliar o desempenho de Lula como bom/ótimo, regular ou ruim/péssimo–, o resultado é semelhante: 11% de ruim/péssimo. Outro cruzamento mostra que 16% dos que votaram em Lula não veem melhora no governo em relação à gestão anterior: 8% acham que a gestão Lula é “igual” à de Bolsonaro e 8% acham que está pior.

Poder360

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Brasil

Bolsonaro aciona STF e processa deputado André Janones por calúnia e injúria

Foto: Agência Brasil/ Câmara dos Deputados

O ex-presidente Jair Bolsonaro acionou o Supremo Tribunal Federal (STF) contra o deputado federal André Janones (Avante-MG) por calúnia e injúria. O processo foi motivado por postagens do parlamentar em referência ao ex-presidente.

Nas redes sociais, Janones chamou Bolsonaro de “miliciano ladrão de joias”, “ladrãozinho de joias” e “bandido fujão”. Mesmo sem citação ao ex-presidente, os advogados sustentam que como Bolsonaro prestou depoimento à Polícia Federal sobre o caso das joias oferecidas pelo governo da Arábia Saudita, “dúvida não há”.

A defesa de Bolsonaro pede que Janones seja condenado e pague indenização de R$20 mil por cada ofensa, além dos custos do processo.

Diário do Poder

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Brasil

Compras na Shein, Shoppe ou AliExpress podem até dobrar de preço com medidas anunciadas pelo governo

Foto: Reprodução

A isenção de tributação para encomendas de até US$ 50 entre pessoas físicas dominou a pauta nos últimos dias sobre compras em sites internacionais. Nesta terça-feira (18), o governo anunciou que estava voltando atrás na decisão de derrubar essa isenção, muito em parte pela repercussão negativa sobre o plano.

A retirada da isenção era uma das medidas que o governo havia considerado como parte do plano para apertar a fiscalização sobre compras por pessoas físicas de produtos importados e, consequentemente, aumentar a arrecadação.

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que a expectativa era de um incremento de R$ 8 bilhões por ano na conta do governo só com o fim da isenção. Isso porque, segundo o governo, muitos varejistas em sites estrangeiros aproveitavam a brecha válida para pessoas físicas para enviar suas vendas sem incidência de imposto, ou seja, fraudar a operação comercial.

Ainda que o governo tenha voltado atrás e decido em manter a isenção entre pessoas físicas, segue valendo a regra – que sempre existiu – de tributação de 60% sobre o valor de compra no exterior.

O que vai mudar, segundo o governo tem divulgado – seja via ministério da Fazenda ou via Receita Federal – é que a fiscalização alfandegária será bem mais rígida.

A partir de uma Medida Provisória a ser anunciada, diz o governo, o exportador vai ter que prestar declaração antecipada com seus dados e dados do comprador, além do produto.

Assim, a tributação de 60% sobre o valor da compra deverá ser aplicada nas compras realizadas em sites internacionais, como a Shopee, Shein e AliExpress, os mais populares no país.

Com isso, quando a fiscalização mais ostensiva planejada pelo governo for colocada em prática, o preço dos produtos comprados em sites internacionais pode até dobrar de valor.

CNN Brasil

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Brasil

[VÍDEO] Um novo culpado: os vídeos games. É para quebrar todos, Lula?


Em reunião com governadores e ministros nesta terça-feira (18) para discutir a segurança nas escolas, o presidente Lula resolveu eleger um ‘novo culpado’, associando os vídeos games à violência e morte.

“Quando meu filho tem 4 anos e ele chora, o que eu faço para ele? Dou logo um tablet para ele brincar. Ensino logo um joguinho. Não tem jogo, não tem game falando de amor. Não tem game falando de educação. É game ensinando a molecada a matar. É cada vez muito mais mortos do que na Segunda Guerra Mundial. É só pegar o jogo da molecada, o meu filho, o filho de cada um de vocês. O meu neto, o neto de cada um de vocês (…) Eu duvido que tenha um moleque de 8, 9, 10,12 anos, que não esteja habituado a passar grande parte do tempo jogando essas porcarias”, disse o presidente.

Então é para quebrar todos, Lula?

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Brasil

Ministro Vital do Rêgo arquiva investigação sobre móveis de luxo no governo Lula

O ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) Vital do Rêgo rejeitou o pedido de deputados da oposição para a abertura de uma investigação sobre a compra de móveis de luxo pelo governo Lula. O ministro alegou que os atos criminosos de 8 de janeiro justificam a ausência da licitação.

Apesar do entendimento do ministro, os parlamentares que apresentaram o requerimento obtiveram toda a documentação relacionada à dispensa de licitação dos móveis de luxo adquiridos pela Presidência da República, com a exposição das imagens e do preço dos bens.

Os documentos recebidos pelos parlamentares comprovam que a Presidência da República adquiriu móveis para uso íntimo do presidente Lula e da primeira-dama Janja, como um sofá elétrico de R$ 65.140,00, uma cama de R$ 42.230,00, um outro sofá elétrico de R$ 31.690,00, uma poltrona de R$ 29.450,00, e outra poltrona de R$ 19.270,00.

O Antagonista

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