Brasil

VÍDEO: Bolsonaro fala em “expurgar” adversários do Brasil


Foto: JOE SKIPPER/REUTERS

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmou ter esperança de que o Brasil “voltará ao seu eixo normal” com o “expurgo” de seus adversários.

A declaração foi dada nesta sexta-feira (21.abr.2023) durante videochamada com a deputada federal Amália Barros (PL-MT) e o deputado estadual Gilberto Cattani (PL) na 1ª Confraternização dos Conservadores de Lucas do Rio Verde (MT).

Bolsonaro também disse ser importante manter viva a memória de seu governo para que ele não seja “esquecido”.

“É muito importante a gente não deixar o que foi plantado nos últimos 4 anos esquecido. Parabéns ao Cattani, a Amália, a vocês que votaram neles. Um país rico. Tentam que eu seja esquecido por parte da política brasileira. Temos muita esperança que o Brasil brevemente voltará ao seu eixo normal com o expurgo daquelas pessoas que nunca nada fizeram pela nossa pátria“, afirmou Bolsonaro.

A declaração foi postada por Cattani em seu perfil no Instagram:

Poder360

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Brasil

VÍDEO: Ucranianos protestam contra Lula em frente à embaixada brasileira em Lisboa


Foto: Reuters

Agitando bandeiras e segurando fotografias do conflito, ucranianos se reuniram em frente à embaixada brasileira em Lisboa, nesta sexta-feira (21), para protestar contra comentários recentes sobre a guerra na Ucrânia feitos pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Lula, que faz visita oficial de cinco dias em Portugal, causou polêmica nos EUA e na Europa, por sugerir que tanto a Ucrânia quanto a Rússia eram os culpados pelo conflito, que começou quando Moscou invadiu seu vizinho em fevereiro de 2022.

Confira abaixo:

O presidente brasileiro disse no fim de semana passado que os Estados Unidos e os aliados europeus deveriam parar de fornecer armas à Ucrânia, dizendo que estavam prolongando a guerra.

Nos últimos dias, ele abrandou sua retórica, condenando a violação da integridade territorial da Ucrânia pela Rússia, ao mesmo tempo em que pediu uma mediação para acabar com a guerra, em uma iniciativa de paz. O governo ucraniano criticou a atitude, por tratar “a vítima e o agressor” da mesma forma.

A refugiada ucraniana Yana Kolomiiets, que está em Portugal há quatro meses, participou do protesto em Lisboa, e disse ter se sentido “terrível” ao ouvir os comentários de Lula.

“Isso me deixou tão chateado porque não sei como o presidente do Brasil pode apoiar Putin… esse assassino”, disse a jovem de 27 anos.

CNN Brasil

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Brasil

Após depoimento, Gonçalves Dias diz que confia na Justiça e não tem qualquer responsabilidade por atos de 8 de janeiro

O general Gonçalves Dias, ex-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), deixou, por volta das 13h30 desta sexta-feira (21), a sede da Polícia Federal (PF) em Brasília – onde prestou, por quase cinco horas, depoimento em um inquérito que apura os ataques golpistas às sedes dos Três Poderes.

Após o depoimento, o general declarou à TV Globo:

“O comparecimento na sede da Polícia Federal é, para mim, uma grande oportunidade de esclarecer os fatos que têm sido explorados na imprensa”, disse.

Dias também afirmou que não teve qualquer responsabilidade – nem por omissão nem por meio de uma ação sua – em relação ao que houve durante atos antidemocráticos de 8 de janeiro, quando as sedes dos três Poderes foram invadidas por golpistas.

“Confio na investigação e na Justiça, que apontarão que eu não tenho qualquer responsabilidade seja omissiva ou comissiva nos fatos do dia 8 de janeiro”, afirmou Dias.

O depoimento, que começou por volta das 9h, foi uma determinação do ministro Alexandre de Moraes, relator das investigações na Suprema Corte.

Na última quarta-feira (19), o então ministro pediu demissão após a divulgação de vídeos que mostram o general circulando entre invasores do Palácio do Planalto no dia dos atos golpistas de 8 de janeiro.

As imagens foram divulgadas pela CNN. Câmeras do circuito interno do Palácio do Planalto que filmaram os ataques do dia 8 de janeiro mostram o ministro abrindo uma porta próxima ao gabinete da presidência para os golpistas saírem.

O vídeo também mostra servidores do GSI cumprimentando e dando água para os vândalos. Em um primeiro momento, a emissora divulgou as imagens com os rostos borrados, alegando que optou por “não identificar os militares do Gabinete de Segurança Institucional”. Nesta quinta (20), divulgou as imagens limpas, sem borrar os rostos, e sem edição.

O que diz o ex-ministro

Em entrevista à TV Globo no dia da sua demissão, Gonçalves Dias afirmou que estava no Palácio do Planalto no dia 8 de janeiro para retirar os invasores golpistas de lá.

“Eu entrei no Palácio [do Planalto] depois que o palácio foi invadido e estava retirando as pessoas do 3º e 4º piso, para que houvesse a prisão no 2º”, disse Dias, na entrevista.

Na entrevista, Gonçalves Dias afirma que sua imagem ao lado de manifestantes foi divulgada fora de contexto. “Fizeram um corte específico na produção, na produção dos vídeos que vocês olharam”, disse.

O ex-ministro afirmou que militares que aparecem ajudando manifestantes devem ser punidos. Ele citou especificamente um major que estava distribuindo água. “Quem tiver algum envolvimento, que seja punido. Inclusive aquele major. Aquilo é um desvio de atitude aqui de dentro”, declarou.

O major do Exército ao qual Dias se refere é José Eduardo Natale de Paula Pereira. Ele atuava como coordenador de segurança de instalações dos palácios presidenciais e estava trabalhando no Palácio do Planalto no domingo.

Na entrevista à TV Globo, Gonçalves Dias afirmou também que a ação do GSI visava a preservar o palácio da ação dos invasores.

“Ninguém fala, mas nós preservamos praticamente o terceiro piso todinho. O coração do Planalto, que é a sala do presidente, ela foi preservada. Toda a ala do gabinete pessoal foi preservada e o quarto piso foi preservado por completo desses invasores”, disse Dias.

Ministros criticam atuação de ex-colega

Ministros do governo Lula fizeram uma defesa pública do general Gonçalves Dias, dizendo não acreditar que ele tenha se envolvido nas invasões do dia 8 de janeiro nem apoiado os invasores.

No entanto, de acordo com o colunista do g1 Valdo Cruz, alguns ministros criticaram a postura do ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional. Segundo eles, o general ficou do lado da “farda” e não enfrentou os invasores porque eles eram apoiados por militares bolsonaristas.

O problema, segundo relataram ministros ao blog do Valdo Cruz, é que o general era amigo de muitos militares que trabalharam com o general Augusto Heleno e, por erro de Gonçalves Dias, permaneceram em seus postos.

O Globo

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Brasil

Janja em uma das lojas de roupa mais caras do mundo

Foto: reprodução

A primeira-dama Janja Lula da Silva escolheu nesta sexta-feira uma butique da grife masculina Zegna como sua primeira parada em Lisboa, onde desembarcou horas antes junto ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que não tem agenda oficial hoje.

Na vitrine da loja na Avenida Liberdade, a área de compras mais cara da capital portuguesa, os preços assustam: uma sobrecamisa custa 1,1 mil euros (R$ 6,1 mil) e uma malha, 995 euros (R$ 5,5 mil). Um par de óculos, por sua vez, sai por 240 euros (R$ 1,32 mil).

Janja saiu com uma bolsa da loja masculina e foi cercada por jornalistas, mas não quis falar sobre o que comprou ou comentar acontecimentos recentes, como a saída do governo do general Gonçalves Dias, ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI).

Localizada em uma região inspirada no Champs-Élysées francês, a loja é uma das mais caras de Lisboa, onde o salário mínimo é 760 euros (R$ 4,2 mil). Com o preço da veste na vitrine, a depender do bairro e do tamanho, pode-se pagar o aluguel de um apartamento modesto na capital portuguesa.

A grife tem apenas uma loja no Brasil, no shopping de luxo Iguatemi, em São Paulo. A Zegna já teve lojas no Rio, porém a última delas foi fechada em 2018. Na época, o colunista Lauro Jardim noticiou que elas eram basicamente sustentadas por 25 clientes — mas 23 deles se viram envolvidos na Operação Lava-Jato, segundo a contabilidade da grife italiana.

A primeira-dama se envolveu em controvérsia na semana passada após usar suas redes sociais para dizer que o fim da isenção do Imposto de Importação para compras de até US$ 50 (R$ 250) atingiria só as empresas, e não os consumidores. Mas depois do debate gerado, Lula pediu que o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, reconsiderasse a medida.

O Globo

DO BLOG: Nada contra, se pode, está certo. Mas o registro é importante, principalmente para o pessoal que se diz muito preocupado com os que vivem abaixo da linha da pobreza, com o social e defendem a partilha de bens de quem tem muito.

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Brasil

Ex-ministro do GSI Gonçalves Dias deve prestar depoimento à PF nesta sexta

O ex-ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) general Gonçalves Dias deve prestar depoimento à Polícia Federal (PF) em Brasília, nesta sexta-feira (21), a partir das 9h, após determinação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.

GDias, como é conhecido, pediu demissão ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) após a divulgação de imagens com exclusividade pela CNN que o mostram no Palácio do Planalto durante os ataques criminosos contra os Três Poderes em 8 de janeiro.

Na decisão divulgada na quinta-feira (20), Moraes determinou que a PF identifique todos os militares que aparecem nos vídeos e informe se eles já foram ouvidos.

“Caso não tenham sido ouvidos, os depoimentos devem ser realizados em 48 (quarenta e oito) horas”, determinou o ministro.

“Na data de hoje, a imprensa veiculou gravíssimas imagens que indicam a atuação incompetente das autoridades responsáveis pela segurança interna do Palácio do Planalto, inclusive com a ilícita e conivente omissão de diversos agentes do GSI”, disse Moraes, em referência ao material divulgado pela CNN na quarta-feira (19).

CNN Brasil

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Brasil

Lula se irrita com MST e diz que invasões atrasam reforma agrária

A onda de invasões do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) nos últimos dias irritou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e provocou atrasos no calendário previsto para o anúncio da retomada de políticas de reforma agrária no país.

O chefe do Executivo teme que as ações causem desgaste para o governo, principalmente com o agronegócio, e convocou uma reunião nesta quinta-feira (20) com ministros para tentar debelar a crise.

Houve receio também de que esse movimento atrapalhe o andamento de pautas de interesse da gestão Lula no Congresso, como a aprovação da medida provisória que leva a Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) para o guarda-chuva do Ministério do Desenvolvimento Agrário, saindo da pasta da Agricultura.

Integrantes do governo que mantêm diálogo com o MST criticam as invasões e argumentam que a iniciativa, no final das contas, pode ter o efeito contrário: em vez de pressionar o governo, podem atrasar a retomada de políticas de reforma agrária no país.

Lideranças petistas afirmam que o MST sempre foi um parceiro importante do partido, mas reclamam nos bastidores da postura adotada desde o início do terceiro governo Lula.

A avaliação é de que o Executivo tem enfrentado uma série de desafios, como no caso da invasão nas sedes dos três Poderes em 8 de janeiro, e que não seria correto um aliado abrir uma nova frente de crise.

Nas conversas com o governo, o MST argumenta que é papel do movimento pressionar para que a reforma seja uma prioridade de fato do Executivo.

Membros do movimento fazem uma comparação com a postura adotada pela militância do PT e pela presidente da sigla, deputada Gleisi Hoffmann (PR). A sigla tem pressionado o Executivo, principalmente a equipe econômica, a não adotar medidas de austeridade fiscal com o objetivo de forçar o governo a ter uma postura mais à esquerda.

No caso do MST, dizem, é necessário fazer uma mobilização similar para evitar que o agronegócio vença o debate e tenha prioridade nas políticas públicas do Palácio do Planalto em detrimento das ações de redistribuição fundiária.

Segundo aliados de Lula, havia um plano amadurecido para anunciar a nova reforma agrária ainda em abril. As atitudes do MST, porém, conturbaram o ambiente.

Além da reforma, o movimento tem uma série de demandas a negociar com o governo. No entanto, a partir do momento em que eles invadiram a sede da Suzano, no Espírito Santo, e unidade da Embrapa, em Pernambuco, ministros avisaram que só retomariam qualquer conversa se eles deixassem as áreas.

Na quarta-feira (19), o ministro Paulo Teixeira (Desenvolvimento Agrário) foi ao Congresso conversar com líderes da Câmara e do Senado e comunicá-los de que o MST deixaria as áreas da Embrapa e da Suzano. O objetivo era conversar com os parlamentares sobre a aprovação da MP que levou a Conab para o Ministério do Desenvolvimento Agrário.

Nesta quinta-feira (20), Lula chamou uma reunião para debater o tema. O ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, iria comparecer a um evento em Londres, mas teve de cancelar a participação por ter sido convocado pelo mandatário para discutir a crise gerada pelas invasões do MST.

Em outra frente, o ministro Fernando Haddad (Fazenda) decidiu se encontrar com integrantes da coordenação nacional do MST. Na pauta, havia pedido de liberação de verba para reforma agrária e outros temas de interesse do movimento.

Após o encontro com o ministro da Fazenda, João Paulo Rodrigues, da coordenação nacional do MST, disse que a crise política envolvendo as invasões de terra foi tratada de maneira secundária.

O coordenador afirmou que a reunião com Haddad foi proveitosa em relação às demandas do movimento e que não houve pressão para interromper ou reduzir o ritmo de invasões.

Ele também declarou que o ministro da Fazenda pediu especificamente a desocupação da área da Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) que foi invadida em Petrolina (PE).

A Justiça Federal determinou que os sem-terra desocupem a fazenda pertencente à Embrapa no interior pernambucano. A decisão judicial dá prazo de 48 horas, a partir da notificação, para que ocorra a saída da área.

Além da reação negativa do agronegócio, também preocupa o governo as críticas ao MST vindas da classe política, inclusive de aliados.

Em Londres, no evento do Lide, entidade criada pelo ex-governador João Doria, o governador do Espírito Santo, Renato Casagrande (PSB), aliado do PT, repreendeu os sem-terra.

“Na hora em que o movimento ocupa uma sede da Embrapa, perde apoio político, ou na hora que ocupa uma sede do Incra. O momento exige uma reflexão do movimento e um processo mais acelerado na área da política agrária”, afirmou.

O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), afirmou que as invasões têm claro sentido político e não de expectativa de obtenção de conquistas reais.

“Eles [MST] têm que rever o que querem. Não me parece fazer sentido nenhum invadir área produtiva, porque é lógico que vão ser retirados dali. Me parece ser muito mais uma ação política do que ter resultado prático”, afirmou.

Já o emedebista Helder Barbalho, governador do Pará, disse que é preciso conjugar combate a ilegalidades com políticas de reforma agrária.

“É fundamental que o Brasil possa ter tranquilidade no campo, segurança jurídica, propriedade de terra. Por um lado deve-se combater toda e qualquer ilegalidade. Por outro, o governo brasileiro deve instituir junto com os estados políticas de reforma agrária que não apenas garantam terra, como também permitam produção para essas localidades”, declarou.

Outra política de esquerda, a ex-ministra do Meio Ambiente Izabella Teixeira afirmou que é preciso haver racionalidade e diálogo político. “Precisa de racionalidade, interlocução política, mas sem invadir terra pública, propriedade”, afirmou.

O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG) afirmou por sua vez que invasões são contrárias à lei, “e tudo quanto for contrário à lei deve ser coibido e evitado”. “O governo tem compromisso de reprimir esse tipo de atitude e buscar sentar à mesa para poder negociar”, disse.

A reforma agrária sempre foi uma das principais bandeiras do PT, que historicamente foi aliado do MST. Quando Lula foi preso, por exemplo, lideranças do movimento participaram do acampamento em frente à Polícia Federal de Curitiba e classificaram as condenações do petista como perseguição política.

Folha de São Paulo

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Brasil

Governo manobra para ter maioria e comando de CPI que tentou barrar

O Palácio do Planalto vai montar uma tropa de choque na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito que deve ser instalada na próxima semana para investigar os ataques às sedes dos três Poderes, no dia 8 de janeiro. Pela composição dos blocos partidários, aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva podem ocupar a maioria das cadeiras da CPI e o Planalto usará o poder de barganha para tentar emplacar o presidente e o relator da comissão. O governo quer que o deputado André Janones (Avante-MG), conhecido pelo método de “guerrilha” nas redes sociais, tenha assento na CPI.

A briga entre os presidentes da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), e do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), preocupa o Planalto no momento em que Lula não pode sofrer novo racha em sua base de sustentação no Congresso. Nos bastidores, auxiliares de Lula admitem que a moeda de troca para segurar os aliados será, mais uma vez, a distribuição de cargos e emendas. Dos 32 integrantes da CPI (16 deputados e 16 senadores), governistas calculam conseguir indicar 20 nomes.

GSI

Antes contrário à CPI, Lula foi obrigado a mudar de estratégia após a divulgação de imagens que mostravam o general Gonçalves Dias, então ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) circulando em corredores do Planalto, no dia 8 de janeiro, sem repreender os invasores. G.Dias, como é conhecido, pediu demissão nesta quarta-feira, 19, mas o novo fato político deu munição para a abertura da CPI.

O governo pretende ter dois perfis na comissão: um mais combativo, do tipo Janones, e outro para “operar” a política. Janones retirou sua candidatura à Presidência, no ano passado, para apoiar Lula. Patrocinou um duro combate nas redes sociais contra o então presidente Jair Bolsonaro e seus discípulos. Após a vitória de Lula, porém, foi praticamente esquecido pelo Planalto.

Pacheco disse que vai ler, na próxima quarta-feira, 26, o requerimento de instalação da CPI, que deverá ser composta por 16 deputados e 16 senadores. Mesmo com maioria, o governo é refém do Centrão, liderado por Lira, que pretende encaixar o líder do PP na Câmara, André Fufuca (PP-MA), como relator do colegiado. Mas o PL do ex-presidente Jair Bolsonaro brigará para que a relatoria fique com o deputado André Fernandes (PL-CE), autor do requerimento que pede a abertura da comissão. Fernandes é investigado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por ter participado dos atos de 8 de janeiro.

Para o presidente do Senado, o Executivo cometeu um erro ao não apoiar a CPI desde o início. “Eu disse desde o início que era legítimo o Parlamento fazer as investigações. O governo se colocou contra em um primeiro momento”, afirmou Pacheco, em Londres, após uma palestra para empresários do Lide Brazil Conference. Em conversas reservadas, apoiadores de Lula dizem que o Planalto deveria ter apoiado a CPI proposta pela senadora Soraya Thronicke (União Brasil-MS). A comissão sugerida por Thronicke seria só no Senado, onde o governo tem um ambiente mais confortável.

O ministro da Secretaria de Relações Institucionais, Alexandre Padilha, disse que a “nova situação política” obrigou o Planalto a mudar de estratégia para barrar a divulgação de fake news sobre os atos golpistas. “Vamos orientar líderes dos partidos da base a indicar membros para essa CPI e enfrentar o debate político que está tentando ser criado por aqueles que passaram pano aos atos terroristas de 8 de janeiro”, observou Padilha.

Desde que vieram à tona imagens mostrando o general G. Dias sem repreender invasores no Planalto, o número das assinaturas de deputados pedindo a CPI saltou de 192 para 232. O de senadores, por sua vez, se manteve em 37.
Biografia

Responsável pela articulação do Planalto com o Congresso, Padilha defendeu G. Dias, que é amigo de Lula. “Acho que qualquer vídeo vazado com edição não é suficiente para destruir a biografia de uma pessoa. Tem que ser apurado não só o G. Dias como todos aqueles que estavam naqueles vídeos”, disse Padilha. As gravações, divulgadas pela CNN Brasil, mostram também um militar que trabalhava no GSI dando água mineral para os invasores. Trata-se do capitão do Exército José Eduardo Natale Pereira, que integrava a equipe de viagens de Bolsonaro.

“Vamos fazer desse limão uma limonada”, afirmou o deputado Lindbergh Farias (PT-RJ), vice-líder do governo no Congresso. “Tenho certeza de que os bolsonaristas vão se arrepender, porque não tem como fazer uma CPI como essa e não chegar nos financiadores do golpe.” Na outra ponta, o vice-presidente do PL, Capitão Augusto (SP), disse que o governo tem muito a explicar. “A esquerda está desesperada porque sabe que pau que bate em Chico bate em Francisco”, provocou.

Estadão

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Brasil

Psiquiatras criticam fala preconceituosa de Lula sobre transtorno mental

Em carta endereçada ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o médico psiquiatra Antônio Geraldo da Silva, presidente da Associação dos Psiquiatras do Brasil (APB), rebateu falas do petista interpretadas como preconceituosas.

Na última terça, 18, Lula associou os autores de ataques em escolas com pessoas “com desequilíbrio de parafuso”, ao se referir a pessoas com deficiência.

“Hoje eu afirmo ao senhor que 95% dos atos de violência no Brasil não são cometidos por pessoas com deficiência e doentes mentais”, disse o psiquiatra na carta, divulgada nesta quinta-feira. “Eles são vítimas de preconceito estrutural, violência do Estado e da sociedade”.

Na última terça-feira, o presidente Lula teria dito uma suposta fala capacitista ao relacionar os ataques em escolas com pessoas com deficiência.

Nesta semana, em uma reunião com chefes dos Três Poderes, governadores e prefeitos, organizada para tratar de medidas de prevenção de novos ataques em escolas, Lula disse que a Organização Mundial da Saúde (OMS) “sempre afirmou que a humanidade deve ter mais ou menos 15% de pessoas com problema de deficiência mental”, e que “se esse número” fosse verdadeiro, existiriam “quase 30 milhões de pessoas com problema de desequilíbrio de parafuso” no País. “Pode uma hora acontecer uma desgraça”, disse o presidente.

Entidades ligadas ao movimento de proteção às pessoas com deficiência criticaram as falas de Lula, e entenderam que as declarações tiveram um conteúdo preconceituoso e capacitista.

No documento direcionado a Lula, o psiquiatra convida o presidente a combater o preconceito e a desassistência aos doentes mentais.

“Trabalho contra o preconceito desde sempre, mas em 2011 criei o neologismo ‘psicofobia’ para descrever o estigma que padecentes de deficiências e transtornos mentais vivem, fiz com a intenção de ajudar mais de 70 milhões de pessoas em nosso país”, afirmou o presidente da APB.

“Agora, 12 anos depois, no mês (abril) dedicado a falarmos sobre a psicofobia. nos sentimos mais uma vez atacados e agredidos”, completou. “Por isso convido o senhor para fazer parte da nossa campanha contra a psicofobia e nos ajudar a acabar com todas essas violências.”

O psiquiatra diz ainda que o tratamento das doenças mentais precisa ser multidisciplinar e mais acessível a todos que dependem deste tipo de cuidado. “Despeço-me na certeza de que o senhor aceitará o nosso convite e estará ao nosso lado nessa campanha”, escreveu Antônio Geraldo da Silva.

Estadão

Opinião dos leitores

  1. Será que whisk, vinhos, cachaça deixam esse cara refletir. Enquanto gasta nosso dinheiro com luxos , diz uma barbaridade dessa . Chega!!! Temos que dar um basta.

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Brasil

(VÍDEO) CNN repudia insinuações sobre reportagem e libera íntegra de conteúdo sobre ex-ministro


A CNN repudia as insinuações do ex-ministro Gonçalves Dias sobre a reportagem que o levou à saída do Gabinete de Segurança Institucional (GSI).

Diante das declarações do general, a CNN informa que a íntegra das imagens que envolvem o ex-ministro e os criminosos que invadiram o Palácio do Planalto está disponível em todas as suas plataformas (assista abaixo).

A CNN é a marca de maior credibilidade do jornalismo profissional no mundo. Em atividade desde 1980, leva informação responsável a mais de duzentos países.

A CNN tem compromisso somente com os fatos. E sempre fiscalizará quem, por dever de ofício, tem a mesma obrigação.

CNN Brasil 

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Brasil

“A verdade vai finalmente começar a vir à tona”, diz Ciro Nogueira sobre atos do 8/1

Ex-ministro de Jair Bolsonaro (PL), Ciro Nogueira (PP) voltou se pronunciar sobre a divulgação de vídeos que resultaram na queda do ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), general Gonçalves Dias. O material, divulgado ontem pela CNN, mostra o militar interagindo com invasores que participaram dos atos de 8 de janeiro.

Ao comentar o episódio, Ciro Nogueira afirmou nesta quinta-feira (20) no Twitter que “a verdade sobre o que realmente aconteceu nas entranhas do poder vai finalmente começar a vir à tona”.

O fosso de tudo que quiseram que o Brasil não soubesse vai ser destampado. Tic Tac Tic Tac. Mas a realidade é uma só: se um presidente não pode governar o palácio em que despacha, poderá governar um país? Claro que não. Então, é óbvio que se não houve cuidado para evitar a invasão foi algo deliberado e o governo é o responsável pelo que governa. E mais ninguém”, acrescentou.

“Por essa razão, vejo como desculpa esfarrapada todas as ‘explicações’ para a a forma como se permitiu a invasão do palacio do Planalto em 08/01. Culpam tudo e todos. Inventam conspirações sem provas. Como ex-chefe da Casa Civil, posso assegurar que em hipótese alguma a segurança da sede da presidência da República é ‘detalhe’. Ainda mais para um governo que assume. O coração do governo é o lugar para onde todas as atenções e cuidados são concentrados“, concluiu Ciro Nogueira.

O Antagonista

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