Brasil

“O cidadão não sabe quanto paga de imposto”, diz Aguinaldo Ribeiro, relator da reforma tributária

“Vamos fortalecer nossa economia e educação”, considera Aguinaldo após aprovação de mudanças no Prouni e Pronampe
Em meio às discussões sobre as alterações no sistema tributário brasileiro, o relator da reforma tributária, deputado federal Aguinaldo Ribeiro (PP/PR), apresentou nesta segunda-feira as propostas para a cobrança e distribuição para estados e municípios da arrecadação do novo Imposto sobre Valor Agregado (IVA). Em reunião-almoço do Tá na Mesa especial, da Federasul, Ribeiro explicou que a mudança prevê tributação no destino e unificação de bens e serviços.

Ribeiro garantiu que a reforma não vai resultar no aumento da carga tributária, apesar da complexidade do sistema tributário brasileiro. “Construímos um sistema que é tão obscuro, que o cidadão não sabe quanto paga de imposto, nem o empresário, nem ninguém. Ele é tão cumulativo que não conseguimos recuperar nenhum resíduo tributário ao longo da cadeia”, afirmou. O progressista reforçou que o tempo de transição poderá levar até 50 anos.

Durante o encontro, o governador Eduardo Leite afirmou que “causa desconforto” a ausência de representantes da região Sul no grupo de trabalho que trata do tema, defendeu a inclusão de parlamentares da região e reforçou seu apoio à reforma. Ao mesmo tempo, lideranças de entidades empresariais e parlamentares gaúchos demonstraram preocupação em unir forças para consolidar uma proposta única para defender na comissão da Câmara dos Deputados.

De acordo com Ribeiro, as propostas de emenda à Constituição (PECs), 45/19 da Cãmara, e 110/19, do Senado, determinam duas transições: uma setorial e outra federativa. “Existem contratos que foram feitos entre União, estados e municípios e precisamos respeitar esses contratos. Para a gente rever isso, tem que ser também uma decisão Federativa. De nossa parte, como relator, estamos tranquilos em qualquer tipo de transição que haja conforto para Federação. É importante colocar isso”, afirmou.

Conforme Ribeiro, a maioria dos governadores já sinalizou positivamente para a implantação do IVA dual, que prevê um tributo único federal e outro estadual e municipal. “A gente tem que pensar na ruptura de conceito, do modelo que a gente tem hoje, e passar para um modelo totalmente novo”, destacou. “Enquanto a gente tiver apego ao sistema que a gente tem hoje, fica difícil da gente compreender o que é que nós estamos propondo”, completou.

Ele salientou a importância do conceito da tributação do destino e da unificação da tributação para o consumo. Não tem mais bem, não tem mais serviço, não tem mais direito, tudo é consumo. E aí vem um conceito que é fundamental que, em última instância, não temos o contribuinte. Temos o cidadão que é o consumidor, que vai pagar no final das contas na tributação sobre o consumo. É ele quem irá pagar o imposto, que é o responsável por esse imposto”, garantiu.

Na avaliação de Ribeiro, a implementação de um IVA nacional único seria bom para a sociedade e o empresário. Ninguém está falando aqui em perder autonomia, porque nós não iríamos fazer no Congresso Nacional um tratado em que você tira autonomia do estado, município e união. Não queremos isso. Por isso que a gente tem que pensar um pouco fora da caixinha”, destacou.

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CNJ abre processo contra desembargador após fala sobre Paraná ter nível superior a Norte e Nordeste

O corregedor nacional de Justiça, Luis Felipe Salomão, abriu representação contra o desembargador Mário Helton Jorge, do Tribunal de Justiça do Paraná, disse em sessão no último dia 13 que o estado “tem nível cultural superior ao Norte e ao Nordeste” e que é um local que não tem o “jogo político dos outros estados”.

O comentário foi feito pelo magistrado durante sessão da 2ª Câmara Criminal do tribunal. Em sua fala, ele diz que as pessoas lembram da Operação Lava Jato, do Petrolão e do Mensalão ao falar do tribunal, mas que às vezes ele nem consegue dormir.

Salomão afirma que a declaração chegou ao conhecimento do CNJ (Conselho Nacional de Justiça) e foi amplamente divulgada em reportagens da imprensa, com registro em vídeo.

Segundo o ministro, a manifestação do magistrado, fora de qualquer contexto em que o caso estava sendo julgado, pode ter conotação preconceituosa e xenofóbica, em justificativa para a abertura da reclamação disciplinar.

Além disso, afirmou que os fatos veiculados autorizam a atuação da corregedoria para apurar a conduta do magistrado.

“Aparentemente, não se vê justificativas às declarações de cunho preconceituoso e xenofóbico, sem qualquer relação com o caso que estava sendo julgado, além de se traduzirem em possíveis críticas relacionadas a outros processos”, disse.

Para o corregedor, há necessidade de investigar se, na esfera administrativa, o conteúdo das declarações do desembargador constitui conduta a macular o previsto na Constituição Federal, na Lei Orgânica da Magistratura Nacional (Loman) e no regramento do CNJ.

Segundo o ministro, em princípio, a conduta pode apontar para a possível violação a artigos da Loman.

Entre eles, cumprir e fazer cumprir, com independência, serenidade e exatidão, as disposições legais e os atos de ofício e manter conduta irrepreensível na vida pública e particular.

Além de manifestar, por qualquer meio de comunicação, opinião sobre processo pendente de julgamento, seu ou de outrem, ou juízo depreciativo sobre despachos, votos ou sentenças, de órgãos judiciais, ressalvada a crítica nos autos e em obras técnicas ou no exercício do magistério.

Como membro substituto do Tribunal Regional Eleitoral do Paraná, o desembargador indeferiu em janeiro pedidos de buscas e quebras de sigilo na ação para cassação do mandato do senador e ex-juiz da Lava Jato Sergio Moro (União-PR), apresentados por Fernando Giacobo, deputado do PL.

Em nota ao Painel, o magistrado disse que não teve intenção de estabelecer comparação de cunho preconceituoso e pediu desculpas (veja íntegra abaixo).

A assessoria de comunicação do TJ-PR afirmou que o magistrado diz que “a fala foi proferida durante o julgamento de um recurso e se referiu a corrupção em geral.”

“Não houve intenção de menosprezar ou estabelecer comparação de cunho preconceituoso contra qualquer pessoa, instituição ou região. No contexto da fala é feita uma crítica ao próprio estado do Paraná, que sofre com a corrupção”, conclui o desembargador, que pediu “sinceras desculpas pelo comentário”.

Folha de S. Paulo

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Gastos do PT com publicidade explodem e enchem os cofres das emissoras; Veja valores

Um relatório de mídia obtido por O Antagonista revela que os gastos em publicidade no início do governo Lula explodiram no início deste ano em comparação aos primeiros 100 dias da gestão Jair Bolsonaro.

Segundo a empresa Controle da Concorrência, foram gastos R$ 32 milhões de reais pela Secom petista para promover os 100 dias em um período de três dias – 8 a 10 de abril. Há quatro anos, o governo Jair Bolsonaro desembolsou R$ 25,4 milhões. Mas em um período de quatro meses.

De acordo com o registro de inserções, no período marcado pelos 100 primeiros dias do governo Bolsonaro, foram realizadas campanhas de liberação de recursos do Bolsa Família a pessoas atingidas pelas chuvas em Minas Gerais (R$ 3,3 milhões); de antecipação do Bolsa Família após o rompimento da barragem de Brumadinho (R$ 2,8 milhões) e de promoção da Reforma da Previdência (R$ 19,2 milhões), proposta capitaneada pelo governo federal.

Este ano, durante o período de quatro dias, a campanha dos 100 dias de governo – que pouco teve a apresentar – irrigou os cofres de Globo, SBT, Record, Band e Rede TV. Só a Globo ganhou R$ 11,6 milhões; o SBT, outros R$ 9,8 milhões; a Record, R$ 6,6 milhões; a Band, R$ 3,7 milhões e a Rede TV, R$ 854 mil.

O Antagonista

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Brasil

MP cumpre mandados contra jogadores envolvidos em manipulação de resultados na Série A

O Ministério Público de Goiás (MPGO) deflagrou uma operação nesta terça-feira (18) para cumprir três mandados de prisão preventiva contra envolvidos na manipulação de resultados de jogos de futebol. A suspeita é de que o grupo criminoso tenha atuado em partidas Brasileirão Série A e em cinco campeonatos estaduais. De acordo com a investigação, atletas cooptados recebiam de R$ 50 mil a R$ 100 mil para cumprirem determinadas ações durante o jogo, como tomar um cartão ou cometer um pênalti.

A ação é um desdobramento da Operação Penalidade Máxima, que resultou na denúncia de 14 pessoas, entre elas oito jogadores de futebol, na Série B.

Um dos alvos éo zagueiro Victor Ramos, atualmente na Chapecoense.

O jogador que acumula passagens por Palmeiras, Vasco, Vitória e Goiás teve o celular apreendido e foi conduzido para depoimento.

A investigação identificou que a organização criminosa teria atuado “concretamente” em pelo menos cinco jogos da Série A do Brasileirão de 2022. De acordo com o MPGO, os suspeitos ainda teriam tentado manipular cinco partidas de campeonatos estaduais, entre eles Goianão, o Gaúchão, o Mato-Grossense e Paulistão.

“A investigação indica que as manipulações eram diversas e visavam, por exemplo, assegurar a punição a determinado jogador por cartão amarelo, cartão vermelho, cometimento de penalidade máxima, além de assegurar número de escanteios durante a partida e, até mesmo, o placar de derrota de determinado time no intervalo do jogo”, informou o MPGO em nota.

Segundo o MPGO, os jogadores eram demandados para realizar condutas previamente estabelecidas. O objetivo seria a obtenção de “grandes lucros em apostas realizadas em sites de casas esportivas”. Para isso, os envolvidos usavam contas cadastradas em nome de terceiros.

Também são cumpridos 20 mandados de busca e apreensão em 16 municípios de 6 estados. As ordens judiciais da Operação Penalidade Máxima II foram expedidos pela 2ª Vara Estadual dos Feitos Relativos a Delitos Praticados por Organização Criminosa e Lavagem ou Ocultação de Bens Direitos e Valores.

Os mandados estão sendo cumpridos em Goianira (GO), São Paulo (SP), Rio de Janeiro (RJ), Recife (PE), Pelotas (RS), Santa Maria (RS), Erechim (RS), Chapecó (SC), Tubarão (SC), Bragança Paulista (SP), Guarulhos (SP), Santo André (SP), Santana do Parnaíba (SP), Santos (SP), Taubaté (SP) e Presidente Venceslau (SP).

O Globo

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Falta Lula dizer que “nova ordem mundial” quer construir com duas ditaduras

O presidente Lula afirma que quer contribuir para a construção de uma nova ordem mundial.

É uma frase dita há tempos por Xi Jinping e Vladimir Putin, cujo eterno ministro das Relações Exteriores, Serguei Lavrov, repetiu-a ontem no encontro com o chanceler Mauro Vieira. Segundo Lavrov, Rússia e Brasil estão “unidos pelo desejo de contribuir para uma ordem mundial mais democrática e mais policêntrica”.
Colunistas do UOL

Os presidentes da Rússia e da China acham que o Ocidente manda demais.

Lula também acha que o Ocidente e os Estados Unidos mandam demais (“Toda noite me pergunto por que todos os países precisam fazer seu comércio lastreado no dólar”), e por isso faz coro com Putin e Xi Jinping.

E para que serviria essa nova ordem mundial?

Certamente para resolver problemas de que a atual não está dando conta.

O aquecimento global, por exemplo. A regulação das redes sociais, talvez. Possivelmente também a reforma da ONU, que, de acordo com Lula, “não representa mais nada”.

Ocorre que o presidente brasileiro deveria lembrar que a China, a despeito das declaradas pretensões ambientalistas, continua viciada em carvão — no ano passado, aumentou a mineração e a construção de usinas do minério a ponto de elevar em quase 6% as emissões de gases de efeito estufa.

Da mesma forma, Lula poderia reconhecer que a Rússia não promete dar um bom parceiro na discussão da regulação das redes sociais — basta lembrar como Putin costuma lidar com os que ele considera fazer mal uso delas.

E será mesmo que estaria credenciado a planejar a reforma a ONU um líder que invadiu seu vizinho e jogou a noção de direito internacional pela janela?

O que Lula indica ao ecoar o mantra da “governança multipolar” e “pós-ocidental” é que deseja uma nova ordem mundial aos moldes de Putin e Xi Jinping.

Alguém está servido?

Melhor faria o presidente se, como há tempos sugere o diplomata e ex-ministro Rubens Ricupero, concentrasse seus esforços diplomáticos na questão ambiental, onde, aí, sim, tem reconhecido cacife e plateia garantida. Pode não render um Nobel, mas seguramente evitaria vexames.

UOL

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Lula avalia desistir de taxar sites chineses após repercussão negativa

O presidente Lula convocou uma reunião ontem no Palácio da Alvorada para pedir uma saída da Fazenda em relação à cobrança de imposto das varejistas asiáticas.

O presidente está preocupado com a repercussão negativa nas redes sociais da medida. Chegou a falar sobre isso na reunião. A primeira-dama Janja também apelou ao presidente alegando que a medida era impopular.

O ministro Fernando Haddad anunciou o aperto na fiscalização das asiáticas como uma das medidas para incrementar a arrecadação.

Hoje, a regra prevê uma brecha ao não cobrar tributação de quem importa de pessoa física até 50 dólares. A equipe econômica quer fechar o cerco nesse canal, tributando as asiáticas que passem por pessoa física.

O governo ainda discute como seria o recuo. Uma das possibilidades seria suspender a decisão de tirar a isenção dos 50 dólares, mas manter o certo para as empresas que se passam por pessoa física. A medida, na prática, manteria a ideia da equipe econômica de cobrar. Mas seria mais palatável do ponto de vista da comunicação.

A medida traria cerca de R$ 8 bilhões, num total de R$ 155 bilhões que a Fazenda pretende recolher a mais com as medidas de melhora na arrecadação.

Um ministro que participou da reunião disse ao blog que Lula quer manter a isenção de pessoa física para pessoa física argumentando que não quer “afetar as pessoas comuns”.

Ocorre que várias das asiáticas usam essa brecha para não pagar o tributo de importação, mas o presidente alegou que Shopee e AliExpress não usam esse mecanismo – mas, sim, outras como a Shein.

Nos bastidores, o palácio do planalto avalia que a receita errou quando o secretário da Receita Federal, Robinson Barreirinhas, deu entrevista ao Uol em que ele anunciava justamente o fim da isenção de pessoas físicas. Barreirinhas é homem de confiança do ministro Fernando Haddad, mas foi criticado pelo entorno de Lula que pressiona pelo recuo.

Segundo dois ministros ouvidos pelo blog, Lula tem repetido que o foco tem que ser a fiscalização de quem usa e não o fim da isenção.

“Vamos tomar todas as medidas para evitar a simulação entre pessoas físicas mas o presidente não quer mudar a regra”, disse um integrante do Planalto ao blog.

Blog da Andréia Sadi/G1.

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Brasil

Carta de ucranianos a Lula: “Negocia com um ditador russo que espalha a corrupção pelo mundo”


Foto: Reprodução.

O portal O Antagonista publicou trechos de uma carta enviada ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), feita pela Associação dos Ucranianos de Portugal. A mensagem ocorre em resposta às diversas declarações do presidente brasileiro sobre o conflito, diz a Crusoé. Veja abaixo um trecho do documento.

“Não queremos ver e ninguém no mundo livre que ver o Brasil manchado como aliado do regime criminoso do Putin, mas as recentes declarações de Vossa Excelência têm-nos preocupado.”

“Sua Excelência o Senhor Presidente sabe muito bem qual o custo da corrupção além das punições que poderão advir daí, assim nas relações internacionais a situação não será muito diferente, há custos e há sanções. Se a intenção de Sua Excelência o Presidente da República é lutar contra a corrupção e pobreza no Brasil, mas negocia com um ditador russo que espalha a corrupção pelo mundo, para não falar da própria Rússia, onde o direito de um cidadão vale zero, qual é a imagem que Vossa Excelência quer transmitir ao seu próprio povo, ou aos seus parceiros estratégicos do mundo livre?”

Portal 96

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Brasil

Aluguel de imóveis dispara e atinge maior nível desde 2011

O preço do aluguel de imóveis dispara e sobe mais de 17% nos últimos 12 meses no Brasil. Com isso, chega a um patamar três vezes maior do que a inflação oficial, de 4,65%.

Trata-se da maior alta acumulada desde 2011, segundo o índice FipeZap. Só em março, o aumento foi de 1,75%.
Em 12 meses, as maiores altas foram verificadas em Florianópolis (36%), Goiânia (31%), Curitiba (23%), Fortaleza (22%), Belo Horizonte (21%) e no Rio de Janeiro (20%).

Em média, entre as capitais, o aluguel mais caro do Brasil está em São Paulo, a R$ 47 por m².

O município mais valorizado também fica no estado paulista: Barueri, onde está localizado o bairro de luxo Alphaville, com preço médio de R$ 51 o m².

Band

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Brasil

Lula dá quase duas voltas ao mundo e bate recorde de viagens nos primeiros 4 meses de governo


Foto: Ricardo Stuckert

Quando abril chegar ao fim, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva terá passado 18 dos 120 dias iniciais de seu mandato fora do Brasil, com quatro viagens, seis países e quase duas voltas pela Terra. Será um recorde desde a redemocratização, sinal da prioridade que o petista dá ao reposicionamento da política externa e prenúncio de uma agenda pragmática que já gera alguns atritos com as potências ocidentais.

Após retornar da China no domingo, o petista embarcará já na sexta-feira para uma visita a Portugal e Espanha — idas e vindas que o farão ter percorrido cerca de 76 mil quilômetros em viagens internacionais desde que tomou posse em 1º de janeiro. Com quatro mil quilômetros a mais teria contornado duas vezes o planeta.

Lula deu o pontapé inicial em sua agenda internacional com uma passagem pela Argentina, onde se encontrou com o presidente Alberto Fernández e participou da cúpula da Comunidade dos Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac), antes de fazer uma escala em Montevidéu na volta. No mês seguinte, embarcou para três dias em Washington, com compromissos que incluíram um encontro com o presidente Joe Biden.

Ele deveria ter ido em março para a China, viagem que ocorreu entre os dias 11 e 16 deste mês devido a uma leve pneumonia. Em Pequim e Xangai, assinou 15 acordos e deu declarações vistas como antagônicas a Washington em um momento de forte rivalidade sino-americanas. Na volta, durante uma passagem por Abu Dhabi, o petista foi alvo de críticas americanas e europeias após equiparar as responsabilidades de Moscou e Kiev na invasão russa da Ucrânia.

O Globo

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Comissão da Câmara debate piso nacional da enfermagem nesta terça

A Comissão de Saúde da Câmara dos Deputados discutirá nesta terça-feira (18), em audiência pública, a efetivação do piso salarial da enfermagem. A reunião foi solicitada pelo deputado Bruno Farias (Avante-MG).

Entre os convidados para debater na audiência estão Nísia Trindade, ministra da Saúde, Fernando Haddad, ministro da Fazenda, Rui Costa, ministro-chefe da Casa Civil, e Simone Tebet, ministra do Planejamento e Orçamento; além de representantes de hospitais e enfermeiros.

Espera-se encontrar uma forma de subsídio ao piso e também discutir outras questões que impactam a setor.

Para driblar as disputas entre Câmara e Senado na formação de comissões para análise de medidas provisórias (MPs), o governo federal mudou a estratégia e decidiu enviar um Projeto de Lei do Congresso Nacional (PLN) em regime de urgência para garantir o pagamento do piso nacional da enfermagem.

Sancionado no ano passado, o mínimo da categoria está suspenso por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF). A expectativa é que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) assine o projeto no retorno da viagem à China, e o texto seja enviado ao parlamento até terça-feira (18), de acordo com fontes do Planalto e do Ministério da Economia.

Na última quinta-feira (13), a ministra do Planejamento, Simone Tebet, disse que a pasta abriu espaço de R$ 7,3 bilhões no Orçamento da União para o pagamento do mínimo da categoria. Os valores são provenientes de fundos públicos federais ligados ao Fundo Social.

Esses valores vão garantir o pagamento de enfermeiros, técnicos e auxiliares ligados a estados, municípios, hospitais filantrópicos e privados que atendem pelo menos 60% de atendimento pelo Sistema Único de Saúde (SUS) até dezembro de 2023. O pagamento não será retroativo, tendo como referência o mês de maio.

Nos próximos anos, o custeio do piso será previsto no orçamento anual da União, a partir do superávit dos fundos, que é de aproximadamente R$ 30 bilhões ao ano.

Piso suspenso

O texto do governo federal pretende garantir o pagamento do setor público e parte do privado – contratualizado com o SUS – estimado em R$ 10,8 bilhões, não incluindo outros R$ 6 bilhões dos hospitais do setor privado, com fins lucrativos. Os grandes hospitais estão reivindicando desoneração da folha de pagamento para abater parte do custo adicional com o piso.

Após ser sancionada pelo então presidente Jair Bolsonaro (PL), sem previsão de receita, o ministro Luís Roberto Barroso, do STF, suspendeu a medida no âmbito de uma ação movida pela Confederação Nacional de Saúde (CNSaúde), que alegou risco de descontinuidade dos serviços em razão do impacto financeiro.

Em decisão do plenário virtual do STF em setembro de 2022, foi mantida a suspensão até que seja aprovada uma fonte de recursos para cumprimento da lei.

Conforme o conselheiro Daniel Menezes de Souza, do Conselho Federal de Enfermagem (Cofen), a expectativa é pela derrubada da decisão que mantém o mínimo da categoria em suspenso.

“O governo federal sinalizou que vai dialogar junto ao STF para que tudo seja resolvido mais rápido possível”, disse.

CNN

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